Uma reflexão sobre as feridas emocionais

Resultado de imagem para imagens de mulheres em preto e brancoHá amores destinados a não ser… a ter início e final. São como tempestades de verão cheias de intensas emoções, de uma chuva refrescante que alivia o calor intenso, uma sede não saciada. No entanto, quando as nuvens cessam, longe de deixar a umidade de um campo onde a natureza pode florescer, abre-se um campo estéril e com rachaduras. Onde não crescerá nada durante muito tempo.Há amores que passam como um vento suave, outros finalizam com uma distância serena e amável, por mútuo acordo, mas há alguns que deixam vazios dolorosos que nos ferem por dentro e nos mudam.Falemos disso , analisemos os “efeitos secundários” que as relações afetivas podem nos deixar em forma de sequelas, e do que vale a pena ter em conta para nos fazer refletir.

Qualquer acontecimento, por mais simples que seja, desperta em nós emoções muito diferentes. Isso ocorre porque uma grande parte do nosso cérebro, o sistema límbico, faz com que as emoções estejam enraizadas em nossa natureza, fazendo parte do que somos. Cada uma das memórias que fazem parte da nossa história de vida tem uma carga emocional associada, e não há nada que nos faça sentir mais vivos do que as emoções.

As emoções podem mostrar tanto o melhor quanto pior de nosso ser, e isso não vale apenas para as emoções negativas como a raiva ou o medo, uma sobrecarga de emoções positivas como o excesso de alegria por exemplo, pode nos levar à euforia e nos fazer perder o controle de nosso comportamento. É por isso que quase nenhuma das nossas emoções engana o filtro da consciência .

Às vezes reprimimos ou canalizamos certas emoções, o que significa que temos um certo controle emocional, executado automaticamente de forma inconsciente. Parte desse controle nós desenvolvemos durante a vida e a outra parte está escrita no nosso material genético. Mas todo mundo já perdeu esse controle em algum momento da vida por conta de alguma experiência emocional.

1. É verdade que aprendemos com todo fracasso emocional?

Lemos e frequentemente escutamos… Não há melhor professor que a dor, não há melhor aprendizagem que a dor vital em algum em algum momento de nossa existência, para podermos, assim, avançar com maior segurança sabendo o que é a vida, entendendo um pouco melhor as pessoas.

E, de fato, estamos de acordo. Entretanto, há um aspecto que devemos ressaltar. Nem todas as pessoas adquirem uma “aprendizagem positiva”, nem todo mundo consegue entender assim. Após um término, um desencontro, precisa-se de um certo tempo para poder voltar a levantar o olhar com segurança, é necessário passar por um luto, por um processo interno onde “nos reconstruímos por dentro”.

O que ocorre nesses casos? Que longe de sairmos fortalecidos, saímos com sequelas. Quando alguém nos faz mal, aprendemos a usar uma armadura, quando mentem para nós, aprendemos a desconfiar, quando cortam as asas do nosso crescimento pessoal, evitamos nos abrir para outras pessoas.

 Obtemos, então, um aprendizado com esse amor que não pode ser eterno? Naturalmente, sim, mas nem sempre é um aprendizado positivo, então devemos prestar muita atenção em como vamos nos “reajustar” a nossa realidade.

Não se deixe arrastar por essas cognições negativas, seja sempre resiliente para abrir portas a novas oportunidades.

2. A perda da inocência

Perder a inocência é perder parte dessa ilusão sincera e livre de preconceitos com os demais, com as novas relações que podem aparecer com plenitude e emoção. Após um fracasso afetivo e a perda de um amor no qual depositávamos tanta esperança, uma parte de nós vai , irremediavelmente, envelhecer.

Poucas coisas podem ser mais desesperançosas que permitir que nosso ser interior envelheça, deixando, assim, que apareçam lascas em nosso coração, as fissuras e a terra estéril onde nada cresce. É aí onde vagará, a partir de agora, uma densa amargura, onde será muito difícil voltar a receber amor com a ilusão do passado.

É bom ser prudente e cauteloso, não há dúvidas, mas se perdermos por completo a inocência,deixaremos a nossa “criança interior” escapar, e junto sua espontaneidade, algo tão fresco e inato, onde as  relações vivem com mais intensidade.

3. Vazios eternos

Os amores que nunca puderam realmente ser eternos são vazios, sem forma, habitados por sonhos perdidos e decepções.  Por um tempo perdido, mas constante, relembrados e evocados. É possível se recuperar, iniciar, inclusive, novas relações e novos projetos de vida.

A felicidade sempre volta com maravilhosas segundas partes que todos nós merecemos aproveitar, mas há algo que se esconderá a cada dia de nossas vidas em algum canto do nosso coração e de nossa memória, e a esse algo damos o nome de “vazios”. Porque eles são como aqueles caminhos que escolhemos acreditando que iríamos concretizar vários projetos tão sonhados, para, no final, não termos mais remédio a não ser fazer uma mudança de sentido, ao mesmo tempo drástica e dolorosa.

E, no nosso cérebro, sempre estará esse caminho impossível fazendo parte de nós e de quem nós somos. É como ter duas vidas paralelas, a real e a das lembranças que não podemos apagar, mas que, em essência, fazem parte de quem somos.

Os vazios sempre estarão e, como tal, devemos aceitá-los. Eles são aquelas feridas que não cicatrizaram, mas com as quais devemos aprender a conviver, integrando-as e aceitando-as, mas evitando que se tornem buracos negros.

Deixe que sejam vazios pelos quais emerge um vento suave e perfumado que relembramos de vez em quando, mas só durante alguns segundos. Depois, avance no aqui e no agora, onde, sem dúvidas, está a sua verdadeira felicidade.

Daniel Goleman distingue a Inteligência Emocional em cinco diferentes áreas de habilidades:

1.    Capacidade de conhecer as próprias emoções – Reconhecer um sentimento enquanto ele ocorre é a chave da inteligência emocional. A falta de habilidade em reconhecer os nossos verdadeiros sentimentos deixa-nos à mercê das nossas emoções. Pessoas com esta habilidade são melhores “pilotos” das suas vidas.

 

2.    Capacidade de controlar as emoções – Tendo consciência das emoções negativas que nos bloqueiam, podemos libertar-nos delas mediante um processo dirigido pela razão. Se estamos tristes, podemos pensar de maneira optimista; se estamos furiosos, talvez um passeio nos possa acalmar. Mas, se não reconhecermos as emoções que estamos a viver, dificilmente poderemos fazer algo sobre elas. Obviamente que, quanto maior controlo tivermos sobre as nossas emoções, mais facilmente poderemos lidar connosco e com os outros.

 

3.    Capacidade de auto-motivar-se – Um dos piores inimigos do êxito é a impaciência, a incapacidade de esperar o reconhecimento ou a gratificação por um trabalho que estamos a realizar. Se nos deixarmos levar pela ansiedade, pelo mal-estar, pelo aborrecimento, dificilmente conseguiremos concentrar-nos na tarefa que estamos a tentar levar a cabo. Pelo contrário, se estivermos motivados, encontraremos prazer no trabalho e não perdemos a calma durante o período de espera pela gratificação.

 

4.    Capacidade de reconhecer as emoções nos outros – Empatia, é outra habilidade que constrói o auto-conhecimento emocional. Esta habilidade permite às pessoas reconhecerem necessidades e desejos nos outros, permitindo-lhes relacionamentos mais eficazes.

 

5.    Capacidade de controlar as relações interpessoais – O relacionamento é, em grande parte, a habilidade de gerir sentimentos de outros. Esta habilidade é a base de sustentação da popularidade, da liderança e da eficiência interpessoal. Pessoas com esta capacidade são mais eficazes em tudo o que diz respeito às interacções interpessoais.

Tendo conhecimento destas cinco habilidades, o mais importante é saber que todos nós temos a possibilidade de melhorar em qualquer uma destas áreas mediante a aquisição de novos hábitos e de novas formas de reagir. Se o conseguirmos fazer, isso beneficiará não só as nossas relações pessoais como, também, tudo o que diz respeito ao nosso trabalho e vida social.

Visão pessoal…

Por vezes as nossas emoções nos fazem agir de maneira precipitada, magoar a quem amamos ou tomar atitudes das quais nos arrependemos depois.  Ao contrário do que você possa acreditar, ninguém é escravo das próprias emoções. Isso mesmo, você pode controlar aquilo que sente. Não estou falando de reprimir os seus sentimentos ou engolir os seus anseios, mas de lidar com eles de forma racional e eficiente. Entenda que tipo de sensação e/ou emoção está tomando conta de você, não esconda e nem tente reprimir se for algo que você considere negativo, por exemplo, raiva, inveja, ciúme, etc. Quanto melhor souber o que lhe está incomodando, mais ferramentas você terá para poder reagir.

“As emoções são cavalos selvagens”-Paulo Coelho

Inspiração…

Todos os livros de Daniel Golemam e Joyce Meyer sobre Inteligência emocional e emoções

 

cropped-cropped-cropped-cropped-cropped-preto-e-branco11.jpgMonicavox

Recomendo…

Resultado de imagem para imagens de livros de daniel goleman

Resultado de imagem para imagens de livros sobre as emoções

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s