Sexo,Espiritualidade,Chakras & Evolução….

Resultado de imagem para imagens sobre o chakras e o sexo homem integralVivenciamos o final de uma época em que as aparências, associadas ao consumismo, ditam regras de comportamento social, e onde suspeitos interesses têm mais poder de influência do que valores humanos. Esta tendência comportamental acaba interferindo nos relacionamentos afetivos, a ponto de banalizar o amor e o sexo nas relações humanas.

Desta forma, a busca pelo prazer restringe e enquadra o significado do amor e do sexo nas relações, não permitindo que a experiência propicie aprendizados e crescimento aos envolvidos. Atualmente, é muito comum encontrarmos “receitas ou fórmulas mágicas” de como se relacionar sem sofrer. Dicas, muitas delas provenientes de amigos ou de pessoas bem intencionadas, mas que refletem a crise relacional que o ocidente enfrenta por se submeter à tirania do materialismo, representado pelo dinheiro e o desconhecimento ou descrença nos verdadeiros valores da vida. Neste confuso cenário das relações afetivas, muitos indivíduos perdem‐se no gozo das paixões efêmeras, sem se darem conta que o tempo passa velozmente e que a libido ‐que é apenas uma peça no extraordinário mecanismo do amor‐ diminui à medida que a idade avança ou a saúde declina.

O amor, observado como proposta de crescimento entre duas pessoas que se relacionam, é muito mais que um  encontro casual, que tem como estímulo a atração sexual, porque relação afetiva sem a devida valorização dos envolvidos é simplesmente satisfazer instintos primários ligados ao princípio do prazer

Por este motivo, a atual fase ocidental, não afirma ou confirma a emancipação de gêneros; pelo contrário, revela que se houve movimento emancipatório, libertador, este encontra‐se atrelado a um estado de alienação provocado por interesses que giram em torno do consumo, da propaganda e de um poderoso valor materialista: o dinheiro. Nesta lógica comportamental e social, a busca pela satisfação tem gerado insatisfação, que por sua vez, gera mais insatisfação e fuga por prazer a qualquer custo. Situação que revela o ciclo vicioso de insatisfação ao qual muitas pessoas estão submetidas por tornarem‐se dependentes de prazeres fugases ou viciosos, seja através do sexo ou de outras formas que causam dependência química ou emocional.

Valores são o conjunto de características de uma determinada pessoa, que determina a forma como a mesma se comporta e interage com outros indivíduos, consigo própria e com o meio ambiente. Portanto, valores humanos são valores morais, sociais, éticos ‐eu acrescento os valores espirituais‐ que representam um conjunto de regras para uma convivência saudável dentro de uma sociedade. Alguns valores trazemos com a reencarnação. Outros são adquiridos, reforçados ou alterados com a sequência de vidas do espírito imortal, o que ocorre na infância durante a experiência educativa com os pais biológicos ou substitutos.

Na falta de valores humanos nas relações afetivas, tornamo‐nos pessoas frágeis emocionalmente, desequilibradas psíquicamente, dependentes e carentes. Geralmente, sentimo‐nos pessoas com baixa autoestima à procura de um sentido para a vida. E nesta busca, o prazer de efeito imediato pode tornar‐se a “fórmula” encontrada de nos relacionarmos com os outros e o mundo ao nosso redor, ou seja, de buscarmos gratificações momentâneas no âmbito pelo qual interagimos com outras pessoas, a partir da visão egocêntrica da própria realidade.

Desta forma, deixamos de qualificar a experiência existencial porque não valorizamos o amor no sentido de sua intensa relação com os aprendizados da vida. Por outro lado, a valorização do eu está intimamente ligada ao processo de autoconhecimento, que passa pela importância dos valores humanos inseridos no contexto vital. Agir diferentemente é ir na contra‐mão das leis naturais que orientam o ser inteligente para o sentido amoroso da vida.

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Sexualidade como caminho evolutivo

Observando a sociedade atual, percebemos que se vive um momento de extremo liberalismo sexual no qual não apenas se pode quanto se é estimulado a fazer de tudo, muitas vezes passando por cima daquilo que realmente se é e se deseja e negligenciando a condição do outro. Todo esse liberalismo, longe de trazer a verdadeira felicidade, está ampliando o abismo interno causando ainda mais confusão e desentendimentos. E a grande verdade é que está estacionando e atrasando a marcha evolutiva individual e coletiva. Mas toda esta libertinagem atual não surgiu assim, do nada. A sexualidade foi oprimida ao longo de muitos e muitos séculos pelas religiões e convenções sociais, de modo que, mais cedo ou mais tarde, toda aquela energia sexual reprimida encontraria saída ‐  estamos vendo nos tempos atuais (excesso de sensualidade e de busca pelo prazer, banalização do sexo, nudez, pornografia, violência).

O outro aspecto é que todo este conteúdo emergente ao mesmo tempo em que reflete, conecta‐se com os desejos que se possui dentro, evidenciando o desequilíbrio moral acumulado de vidas pregressas. Focando agora na sexualidade do indivíduo, esta também se encontra ‘doente’, ou seja, embaçada por culpas, medos, vergonhas, enfim, bloqueios originados desta e das inúmeras vidas passadas. Pudera, a sexualidade tem sido tida, desde muito tempo, como algo impuro, inferior e perigoso, e que por isso tinha que ser escondida e reprimida.

Já dizia Freud que a energia sexual é a mesma energia vital que move o homem em suas funções orgânicas e psíquicas e que necessita de livre escoamento, de modo que sua repreensão irrestrita e forçada acarreta adoecimentos psíquicos, fisiológicos e físicos, quando não compulsões e transtornos sexuais. Para tanto, ela deve em parte ser usada nas funções genitais e em parte sublimada, direcionada para atividades superiores. Vejamos o exemplo daqueles que optam por uma vida celibatária não fruto de um chamado interno e grau evolutivo, mas como forma de abafar os conflitos sexuais ainda não resolvidos. Os resultados estão aí nos casos de padres pedófilos e abusadores. Destas exposições, dá para termos noção da condição interna e evolutiva da grande maioria e de que a sexualidade ainda é um extenso campo de aprendizado terreno.

Entremos agora em cheio com a questão da espiritualidade e o que encontramos é uma forte tendência de separar, de fragmentar a sexualidade da espiritualidade, pensando‐se que, ou se vive uma vida espiritualizada assexuada ou uma sexualidade desespiritualizada, afinal, ‘ambas são incompatíveis’ Mas, ora, será que são mesmo? Vamos parar para pensar. Se somos espíritos vivendo uma experiência terrena e para tanto constituídos de corpo e espírito, então, por que motivo deveríamos exilar um do outro? E durante o encontro sexual, quem sente, é o corpo ou o espírito? Certamente não é a carne.

A lógica nos convence de que temos um aprendizado no nível sexual a realizar senão não estaríamos constituídos pela complementariedade entre seres humanos. Por algo deve ser e é esse algo que se deve encarar e realizar. Assim, de que forma é possível à humanidade evoluir espiritualmente dispondo da sexualidade?

Vamos começar compreendendo como se dá o curso natural do desenvolvimento da sexualidade,enquanto força da natureza e constitutiva do ser humano integral. O homem primitivo dispunha apenas de sensações primitivas e buscava no sexo a pura satisfação física, de forma egoísta e fugaz. Na medida em que evolui começam a despertar os sentimentos que logo são incluídos na finalidade sexual, e vai‐se aos poucos valorizando uma maior durabilidade e o parceiro, enquanto parte da energia sexual, vai encontrando satisfação em atividades outras tais quais as físicas, artísticas, intelectuais e espirituais.

A sublimação dos sentimentos segue seu curso até expandirem‐se a toda a humanidade num trabalho de devoção ao Bem Maior, momento no qual não mais existe a necessidade do contato sexual carnal. Sob o ponto de vista energético, a energia sexual/ vital do indivíduo, tem origem no chacra básico ‐ que nos vincula a tudo o que é terreno ‐ localizado na altura dos órgãos genitais, e é a partir dele que sobe energizando os demais chacras até o que se encontra no alto da cabeça (coronário).

Pessoas desequilibradas sexualmente apresentam um chacra básico desarmonizado, que compromete o fluxo energético para os demais chacras. À medida que o indivíduo vai aprimorando‐se, disciplinando o uso de sua sexualidade e expandindo em si sentimentos de amor, respeito e responsabilidade, o fluxo da energia sobe impulsionado pelo chacra cardíaco e segue seu curso nutrindo os chacras superiores, respondendo à espiritualização. Elucidada esta questão, fica fácil entender que a massa da humanidade não está aqui hora chamada para viver uma vida de Gandhi, Dalai Lama ou Chico Xavier, que conseguiram em vida sublimar toda a energia sexual em devoção e serviço à humanidade.

Pelo contrário, para esta, a ignorância, busca pelo prazer e imprudência ainda é uma realidade, e o aprendizado do uso da sexualidade tarefa dificílima, na qual muitos sucumbem. Uma vez que a sexualidade se encontra muito corrompida e distanciada do seu elemento principal ‐ o amor ‐ estamos no momento de dar início à cura sexual, fazendo o caminho não da abstinência imposta ou do livre impulso, mas do uso consciente com responsabilização e de um maior ajustamento à moralidade.

Algo sim como que exercitando a sublimação através do equilíbrio, da disciplina, do respeito e do amor. Dentro desta perspectiva, toda e qualquer condição sexual na qual se encontre no momento atual, com ou sem parceiro, e seja de prática regular, excesso ou falta, são válidas e fazem parte do acervo pelo qual todos impreterívelmente devem passar no caminho da experimentação e crescimento espiritual, através de várias vidas. Do ponto de vista prático, o primeiro passo a ser dado é o comprometimento consigo mesmo, independente do fluxo pelo qual caminha a grande maioria. Querer olhar bem de perto para si, para conhecer o que se possui dentro relacionado à sexualidade e como se manifesta. Uma boa dose de coragem e tenacidade para empreender tão valorosa caminhada.

Visão Pessoal…

O final de uma época, revela o alvorecer de uma nova era de valorização do eu a partir de autodescobertas necessárias à essência em simbiose com o UNO. Este pertencer ao Todo Indivisível é a “chamada” de uma nova fase planetária de responsabilização do homem como agente de seu próprio destino. Você se valoriza e valoriza o outro? É tempo de questionar, refletir e rever conceitos e padrões comportamentais, pois o milênio de transformações começa a pressionar o ser inteligente para que ele se sinta como peça importante da engrenagem universal.E então, ir conhecendo os bloqueios (medos, culpas, vergonhas) e suas origens, trabalhando sobre a cura. Enquanto isso se vai conhecendo, ou reconhecendo, os próprios desejos, preferências, até aquelas inclinações que rompem com a moralidade e com o respeito a si e ao próximo. Seguir realizando o acolhimento sincero e maduro daquilo que se possui dentro e o que se é. Ninguém tem que se tornar puro num estalar de dedos (lembram‐se do Gandhi?), mas começar a pôr em prática alguma vigilância e disciplina dando um passo a mais no sentido da moralidade nos próprios pensamentos e atitudes para consigo mesmo e com o próximo, não é algo assim tão impossível de se fazer. Da mesma forma, como as condições sexuais internas presentes nesta vida foram acumuladas de inúmeras vidas pretéritas, a cura e o aprimoramento não se darão da noite para o dia, mas dentro de um processo gradativo e ascendente. Por fim, e como não poderia ser diferente, a evolução no campo sexual caminhará junto com os demais campos do ser humano integral que já fez sua escolha pelo caminho de retorno à Unidade Divina……

Inspiração…

Reflexologia Sexual-O Tao do Amor e do Sexo-Mantak Chia e Wu.Wei

cropped-cropped-cropped-cropped-preto-e-branco11.jpgMonicavox

Recomendo…

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