Atualizações da Neurociência…..

Resultado de imagem para imagens sobre budismo

Evan Thompson, da Universidade de British Columbia, no Canadá, resolveu utilizar a neurociência para estudar a crença budista da “anatta”, mais conhecida como “não eu”.Este conceito baseia-se no fato de que não há um eu constante, de que não somos os mesmos de um momento para o outro, de ano a ano, isso para os budistas é uma ilusão.

“O cérebro e o corpo estão constantemente em fluxo. Não há nada que corresponda ao sentido de que há um eu imutável”, afirma Thompson.

Em uma publicação na revista “Trends in Cognitive Sciences”, ele comprovou o que os monges já sabiam há tempos: se você treinar sua mente, você pode mudar seu cérebro.

“Há evidências de que o autoprocessamento no cérebro não é instanciado em uma determinada região ou rede, mas se estende a uma ampla gama de flutuação de processos neurais que não parecem ser autoespecíficos”, escrevem os autores.

Os estudos realizados por Thompson incluem ciência cognitiva, fenomenologia e filosofia budista. Mas ainda há um ponto de divergência; os budistas acreditam que há uma forma de consciência independente do corpo físico e os neurocientistas discordam.
“Na neurociência, muitas vezes você se depara com pessoas que dizem que o Eu é uma ilusão criada pelo cérebro. Minha opinião é que o cérebro e o corpo trabalham em conjunto no contexto de nosso ambiente físico para criar um senso do Eu. E é equivocado dizer que só porque é uma construção, é uma ilusão”, afirma.

Outros Aportes Possíveis Sobre a Consciência.

1. O que é a Consciência?

A Consciência (estar cônscio de) é o conhecimento que resulta da percepção da diferença. Este processo se coaduna e como que complementa o que foi dito anteriormente: o senso inato do próprio corpo em meio ao habitat é, ainda que de modo muito primário e inicial, o senso de realidade da existência, o fundamento do real como uma noção dada por princípio.

Na sequência, o eu e o outro se formam na representação. Essas duas posições, interdependentes nas suas estruturas, compreendem o olhar que vê o eu e o outro, a partir das duas posições cruzadas, de tal forma que o eu é o eu sob o olhar do outro, assim como o outro é o outro sob o olhar do eu. Esse olhar é o testemunho do eu através do outro e do outro através do eu: a consciência.

2)Como é que um objeto da representação pode ter um “olhar que vê”?

Autoconsciência: sei que sou, mas (não) sei quem sou.“Não há ninguém que não seja estranho para si mesmo” (Nietzsche )

Suponhamos que aqueles argumentos iniciais estejam corretos. Prosseguindo, observamos que, diferentemente de todos os outros objetos particulares que são contingentes na representação, o corpo, núcleo ou raiz que deu origem à representação do eu, é um objeto permanente no processo, tanto quanto o outro, não enquanto um objeto qualquer, mas quando semelhante ao eu, dada a interdependência das estruturas. Por outro lado, o lugar do outro na representação (onde se alternam os objetos contingentes) também é permanente, pois, na ausência dos objetos da realidade externa ao organismo, a mente não encontraria nada para representar e o pensamento não poderia ocorrer.

Ao mesmo tempo, em razão das estruturas, se o eu, como representação, carrega um olhar que é do corpo (“ver” é uma sensação do organismo), o outro, enquanto semelhante ao eu, também está carregado de olhar e significações.

 Desse olhar do eu e do outro, resulta por fim um amálgama no qual o olhar do eu está lá para ver o outro, assim como o olhar do outro está lá para ver o eu, em uma relação cruzada de testemunho que se torna explícito, primeiro na representação, em seguida na arena compartilhada da linguagem.O eu só é um eu sob o olhar do outro, assim como o outro só é um outro sob o olhar do eu.. É esse olhar do outro, através do qual o eu testemunha a si mesmo, que chamamos autoconsciência.Dadas a experiência única do próprio corpo como objeto real inicial, a representação desse corpo como um eu e a relação estrutural e interdependente do eu com o outro, nenhum entrelaçamento é tão íntimo e radical quanto esse em todo o processo de representação.
Resultado de imagem para imagens sobre consciencia
Autoconsciência

Autoconsciência é a dimensão do “eu me conheço”, que nos faz conscientes dos nossos pontos fortes e limitações, daquilo que altera as nossas emoções e dos impactos que elas geram. De todas as dimensões de IE(inteligência emocional), essa é a mais importante, pois suas competências formam a base necessária para desenvolvermos as outras.

Autoconsciência emocional  – Reconhecer as emoções e seus efeitos
O que faz a pessoa que tem essa competência (indicadores):

– Identifica as emoções que sente e por que as sente
– Entende a ligação entre o que sente e o que pensa
– Reconhece como as emoções afetam suas ações

 Auto-avaliação precisa – Conhecer suas capacidades e limitações
O que faz a pessoa que tem essa competência (indicadores):

– Tem consciência de seus pontos fortes e fracos
– É capaz de refletir sobre as experiências vividas e aprender com elas
– Aceita comentários (feedback) de outras pessoas sobre suas atitudes
– Sabe rir de si mesma

Autoconfiança – Ter confiança em si mesmo
O que faz a pessoa que tem essa competência (indicadores):

– Sabe do que é capaz
– Tem disposição para assumir desafios
– Expressa suas opiniões com franqueza, mesmo que possam desagradar alguém
– Mostra-se como uma pessoa segura

Visão pessoal…
Mesmo quando não estamos usando a nossa percepção de forma consciente, somos muito observadores ao que está ao nosso redor, analisamos as atitudes daqueles que convivem conosco, e criamos, a partir daí, os nossos conceitos e julgamentos sobre as pessoas. Fácilmente encontramos adjetivos para descrever as pessoas, quer seja de forma negativa ou positiva; Costumamos encaixar as pessoas em certas definições de acordo com as ações que observamos delas. É a forma como as pessoas reagem às situações do dia a dia que nos dá base para estabelecermos essas conexões com determinadas características.Autoconsciência é a habilidade de pensar sobre as coisas que você pensa. É a capacidade de ter sentimentos sobre seus sentimentos. Ter opiniões sobre as suas opiniões.” Isso quer dizer que, quando estamos reagindo a uma atitude de outra pessoa, também somos influenciados pelo julgamento que já fizemos anteriormente, e raras às vezes analisamos as nossas próprias atitudes. Dizer que alguém é chato, por exemplo, e consequentemente ficar de cara feia toda que vez que essa pessoa se aproximar, responder sem paciência, ou falar mal da pessoa para os demais, mostra uma falta de autoconsciência das nossas próprias ações. Com esse tipo de atitude não só geramos percepções ruins acerca de nós mesmos como seguimos alimentando um ciclo negativo sem a intenção de fazê-lo.A autoconsciência funciona como uma crítica construtiva para nós mesmos. Quando conseguimos nos ausentar de certas situações e olhar com mais atenção para os nossos pensamentos, passamos a perceber quando somos preconceituosos, injustos, quando misturamos emoções nas decisões que deveriam ser racionais. Os pensamentos, mesmo quando inconscientes, são os propulsores das nossas ações e por isso a importância de observá-los e quebrarmos os nossos próprios padrões buscando a nossa evolução.Todos nós temos gatilhos, como uma pistola, estamos sempre “engatilhados” e algumas ações externas nos fazem disparar automaticamente, despertando as emoções mais negativas, de raiva, de culpa, de inveja, de medo. Nessas situações, nosso comportamento pode ser extremo, exaltado, magoado, e pode ferir outras pessoas.  Usando a autoconsciência conseguimos identificar em nós mesmos quais são as atitudes dos outros que disparam o nosso gatilho. Dessa forma, e através da nossa inteligência emocional, conseguimos, aos poucos, perceber as emoções aflorando e nos policiamos para não reagir sempre da mesma maneira,  procurando quebrar esse ciclo negativo com relação à tantas coisas que nos cercam.Importante perceber que nós também somos responsáveis por ativar o gatilho das outras pessoas e mudando as nossas atitudes podemos despertar nos outros novas emoções e consequentemente reações diferentes das usuais. Se ampliarmos essa lógica, vemos que toda a mudança começa realmente a partir de nós mesmos.Melhor do que se desgastar tentando convencer o outro das suas convicções, ou ficando à merce de influências externas, é tentar dedicar um pouco da sua atenção para olhar para dentro de si. Apenas observe, procure identificar quando surgem os seus pensamentos mais negativos e o que dispara seus gatilhos, e mude de dentro para fora. Se você quer fazer diferente, comece sendo mais autoconsciente e menos reativo, desperte sua empatia pelos outros, experimente sobretudo nas situações que mais lhe afligem tentar mudar a sua postura diante do ocorrido. Nós não temos o poder de mudar os outros, mas temos o poder de mudar como reagimos diante das situações tentando preservar a nossa calma, o nosso humor e a nossa paz de espírito……
Leia mais;

A natureza da consciência, sua constituição, origem e destino

Inspiração…

Autoconsciência e Multidimensionalidade-Dulce Daou

cropped-cropped-cropped-cropped-preto-e-branco11.jpgMonicavox

Recomendo…

Autoconsciência e Multidimensionalidade
Resultado de imagem para imagens sobre livros de daniel goleman
Anúncios

3 comentários em “Atualizações da Neurociência…..

    1. Olá Amina

      Obrigada pela visita e curtidas,seja bem vinda.

      Esse assunto é fascinante,pois o nosso projeto biológico tem um computador biológico altamente especializado,porém ainda desconhecido em suas potencialidades entre nós;o que atribuímos á sentimentos e emoções como sendo do coração, na realidade, vem do cérebro;por milênios,o coração foi interpretado como a sede das emoções,por total desconhecimento dos potenciais cerebrais.Hoje já sabemos que os lobos frontais tem importância fundamental em vários processos emocionais, e outras partes do cérebro, quando danificadas,eliminam sensações e emoções….esse conhecimento está sendo disponibilizado agora para a humanidade, quando estamos atravessando um período de mudanças profundas, tanto no planeta, quanto nas instituições e sociedade.Esse conhecimento é fundamental para o desbloqueio da humanidade e para o conhecimento de si mesmo, enquanto raça e indivíduo.A diferença que a neurociência vai fazer para todo um contexto é gigantesco.Por essa razão, ainda estamos muito aquém de entender esses processos cerebrais, se considerarmos a maioria das pessoas no planeta, que ainda estão com o velho conceito do coração como sendo o centro das emoções.Esses estudos e revelações vão nos fazer compreender que nosso hardware biológico tem seus softwares próprios e eles são responsáveis pela atuação de todos os outros órgãos,afetam todas as células e sistemas e poderia dizer até que controlam a quantidade de biofótons, ou Luz, que irradia deste organismo vivo, através do controle destas emoções e raciocínios ,vindos do cérebro.

      Voce pode iniciar seu estudo pelos seguintes livros;

      Neurociência e os exercícios mentais-Iana Muniz

      Neurociência cognitiva-A Biologia da mente-Richard B. Ivry-Michael Gazzaniga

      Princípios de Neurociência-Eric R. Kandel

      O Cérebro Quântico- Jeffrey Satinover

      Percepções Humanas-Antroposofia e Neurociências-Maurício Baldissin

      Muitas vibrações positivas da Mônica

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s