Como gerenciar a nossa energia….Mindfulness

Resultado de imagem para imagens sobre mindfulnessQuerer é poder, diz o ditado.Ah, se fosse simples assim…

O dia passa, não conseguimos dar conta de tudo que havia para fazer, chegamos em casa exaustos e no dia seguinte começa tudo de novo. A semana voa, deixamos pendências para a seguinte, o stress bate forte, ainda bem que chegou sexta-feira. O mês passa, temos uma gripe, falta muito para as férias? O ano acaba, mas o próximo vai ser diferente. Será?

Se bastasse querer para poder, por que nem sempre atingimos nossos objetivos apesar dos esforços? Ou, quando atingimos, por que pagamos um preço cada vez mais alto?Talvez não estejamos percebendo quão pouca energia efetivamente canalizamos para a realização do que desejamos.

De repente estamos assumindo mais compromissos do que somos capazes de dar conta, ou porque queremos controlar tudo, ou porque não sabemos dizer não, ou porque não nos permitimos pedir ajuda. Dia após dia, nossa lista de pendências só aumenta, o que gera stress, sentimentos de culpa, frustração e autodesvalorização.De repente não estamos com a atenção voltada para o momento presente. Enquanto fazemos uma coisa, pensamos em dez outras – nas que ainda temos de fazer, nas que não fizemos, nas que os outros fizeram ou deixaram de fazer, nas que podem acontecer… Os pensamentos vagam sem controle e tiram a atenção do presente, causando distrações, esquecimentos ou erros naquilo que estamos fazendo.

É uma bola de neve. Quanto mais nos esforçamos para realizar o que desejamos, mais compromissos assumimos, mais enchemos nossa cabeça de pensamentos e preocupações, mais estressados ficamos, mais frustrados, tensos e irritados nos sentimos. É aí que se esvai nossa energia, em sentimentos negativos e uma agitação mental que nós mesmos criamos e sustentamos. Quem paga a conta é o corpo, que fica fatigado, tenso, vulnerável às viroses da temporada, destinado a uma doença crônica nos anos futuros.

Mas não precisa ser assim, se aprendermos a gerenciar mais efetivamente a forma como utilizamos nossa energia nos aspectos mental, emocional e físico. Um bom começo é despertar a consciência para o modo como a estamos utilizando. Então pergunte-se:

Estou assumindo mais compromissos do que sou capaz de cumprir? Se sim, por quê? Com o que posso realmente me comprometer?

– Quais são as pendências que me incomodam e preocupam? O que posso fazer para resolvê-las e tirá-las de uma vez do meu campo mental?

– Que pensamentos me passam pela cabeça enquanto faço uma tarefa mecânica? Que benefícios esses pensamentos me trazem? E prejuízos?

– Que sentimentos negativos têm consumido minha energia ultimamente? Quais são suas causas? O que eu posso fazer a respeito disso?

– Do que o meu corpo está reclamando ultimamente? O que ele está pedindo? Descanso, mais sono, atividade física, uma ida ao médico, uma dieta?

 – O que posso fazer para gerenciar meu stress?

Esse turbilhão mental tem vários efeitos colaterais. A alternância de pensamentos dificulta a concentração nas atividades, e aí acontecem as interrupções, distrações, esquecimentos e erros que atrasam a finalização da tarefa ou comprometem sua qualidade. Adicionalmente, boa parte dos nossos pensamentos são de preocupação com o que temos de fazer, o que gera ansiedade. A ansiedade provoca a liberação dos hormônios do stress, cujo acúmulo no organismo nos deixa mais impacientes, reativos e irritáveis. Os dias terminam e estamos esgotados – afinal, pensar em tanta coisa consome muita energia.

É o caso de a gente se questionar: ocupar a mente dessa forma vale a pena? Realmente nos faz mais produtivos e eficientes? Qual é custo para o nosso equilíbrio e saúde? Como lidar com isso?

É aqui que entra o mindfulness, uma variedade de práticas que consiste em manter a consciência naquilo que fazemos e evitar os pensamentos intrusos. Sua origem está em antigas tradições do hinduísmo e budismo, resgatadas no século 20 pelas ciências do comportamento e utilizadas, sob determinadas condições, até em terapias.

O legal dos exercícios de mindfulness é que podem ser praticados em vários momentos do cotidiano, nos afazeres que tornamos automáticos e nos quais a mente mais viaja. Por exemplo, ao escovar os dentes, mantenha a atenção em seus movimentos e sensações: Faça cada movimento com consciência das ações e  sensações ; É claro que pensamentos intrusos surgirão na mente, e você apenas vai reconhecê-los, deixá-los ir embora e retomar a atenção plena na escovação. Eles vão surgir de novo, você os reconhecerá e os deixará ir embora, e assim sucessivamente. Simples.

Tomar banho, preparar e tomar o café, lavar a louça, fazer compras, vestir-se, arrumar a cama, fazer academia, caminhar pela rua. São inúmeros os momentos em que você pode praticar a consciência plena. Se quiser ir um pouco além, experimente meditar por 15, 20 minutos ao dia. Basta sentar-se confortávelmente em um lugar tranquilo, onde possa ficar sózinho e não seja interrompido, fechar os olhos e prestar atenção à sua respiração. Os pensamentos virão, você os reconhecerá…

Experenciando o Mindfulness

Convido você a fazer uma experiência. Agora mesmo, esteja onde estiver, feche os olhos e coloque a atenção em seu pé direito por um ou dois minutos.  Observe as sensações que estão presentes ali: se estiver usando um sapato, por exemplo, você talvez perceba o pé envolvido pelo calçado. Você pode observar também a sensação de contato do pé com a superfície em que ele está apoiado neste momento. Explore o calcanhar, a região dos dedos, o peito e a planta do pé. A intenção será perceber as sensações, e não pensar sobre elas….

Essa experiência é uma amostra da prática que em mindfulness  se chama bodyscan, ou varredura corporal. Além de ser uma ótima âncora para a atenção plena, o exercício da varredura fortalece a conexão mente-corpo e amplia a consciência corporal.

No que dependesse apenas de nossa natureza, seríamos capazes de perceber sensações muito sutis em nosso corpo. Perceberíamos o sono chegando de mansinho antes do primeiro bocejo ou um músculo que reclama da má postura e nos avisa para corrigi-la antes que ele começe a doer. Perceberíamos melhor as sensações prazerosas e desfrutaríamos mais delas.

Mas o que normalmente acontece conosco é bem diferente disso. Nos habituamos a estar com a mente em uma coisa enquanto o corpo faz outra. Enquanto o corpo come, a mente vê televisão. Enquanto o corpo toma banho, a mente resolve problemas de trabalho, e assim passamos o dia. A falta de conexão entre mente e corpo diminui nossa autoconsciência corporal, e só nos damos conta daquilo que se passa conosco quando já não dá mais para ignorar. Não é à toa que tanta gente descubra doenças quando já começam a ficar graves, ou só perceba que está sob stress quando se sente mal.

Quanto mais autoconsciência corporal temos, também mais fácilmente percebemos nossos estados emocionais. Afinal, as emoções se expressam por meio do corpo– autoconsciência emocional.

Então, fica o convite:  experimente praticar a atenção plena nas sensações corporais. Você pode praticar por alguns minutos diários sentado ou deitado de costas, com os braços e pernas paralelos, a cabeça no mesmo plano do corpo. Para algumas pessoas, o exercício da varredura corporal tem efeito relaxante e facilita o sono.

Visão pessoal….

Mindfulness requer persistência e vigilância constante, e o resultado é compensador. A gente começa praticando consciência plena nas coisas mecânicas, e de repente está mais concentrado nas tarefas intelectuais também. Me pego evitando distrações e mais focada no trabalho. A produtividade melhora. O dia termina e não me sinto em dívida comigo mesma. O mindfulness organiza o campo mental e diminui o gasto de energia. Mantemos a ansiedade sob controle, pois não ficamos pensando e nos preocupando no que há para fazer. E se não há ansiedade, eliminamos pelo menos um dos fatores que causam stress.Mas como deixar de pensar na situação que nos aflige? Fazer isso é impossível;Bem, não se trata de deixar de pensar, mas sim de não alimentar o pensamento, colocando a atenção em algo que acontece no aqui-agora: sua respiração, a sensação em determinada parte do corpo ou uma atividade que você estiver executando.A lógica por trás disso é a seguinte: ao focalizar a atenção em algo que acontece no aqui-agora, ativamos o modo neurológico da experiência direta. E quando a mente está nesse modo, não está em seu oposto – o modo narrativo ou divagatório, em que viaja ao passado, ao futuro ou a outro lugar. O modo divagatório é essencial para a nossa vida, pois nos permite planejar, refletir, criar cenários etc. Mas é também a fonte dos pensamentos de preocupação que disparam os sintomas de ansiedade…..o caminho do equilíbrio é sempre o melhor.

Inspiração…

Mindfulness-Atenção Plena-Dr Mark Willians

cropped-cropped-cropped-cropped-preto-e-branco11.jpgMonicavox

 

Recomendo…

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