Gênio da física explica sua teoria radical para visitarmos outros universos….

globe-73397_960_720Será que somos (ou seremos, algum dia) capazes de viajar para outros universos? Existem muitas maneiras diferentes de um multiverso poder existir. O físico da Universidade de Columbia e principal teórico do campo das cordas, Brian Greene, explica  como poderíamos fazer isso – ou como, segundo ele, já fazemos.

Greene explica que a resposta para essa pergunta depende do tipo de multiverso que estamos imaginando. Ele fala sobre duas possibilidades: em uma delas, teriam havido múltiplos Big Bangs, que teriam criado múltiplos universos, e viajar de um universo para outro seria impossível, porque nós não podemos sair do nosso universo. “Sair do nosso universo para ir até outro universo (nesse caso) seria basicamente voltar no tempo até antes do Big Bang que criou o nosso universo, e isso é algo que eu não acho que nós possamos fazer”, explica.

A outra possibilidade parece mais promissora, e vem da física quântica. A física quântica diz que a teoria só pode prever a probabilidade de uma possibilidade ou de outra: um elétron tem 50% de chances de estar nessa posição e 50% de chances de estar em outra posição. A questão é, se você mede a posição de um elétron e encontra ele na primeira posição, o que acontece com o outro elétron? “Uma proposta é que ele realmente existe, mas em outro universo. Todas as possibilidades descritas pela matemática da física quântica podem realmente acontecer, elas apenas acontecem em universos diferentes”, propõe.

É aí que as coisas ficam divertidas. Greene pergunta novamente: será que podemos viajar de um universo a outro? “Bom, o interessante é que, caso essas ideias estejam corretas, nós já viajamos, porque a possibilidade de irmos para a direita ou para a esquerda, de dizermos sim ou não, são desfechos quânticos ou processos físicos possíveis. Então, se tudo acontece, cada uma dessas opções aconteceu. Então, hoje pela manhã, quando você estava decidindo se comia panquecas ou ovos, bom, você comeu os dois. Panquecas em um universo, ovos em outro. Nesse sentido, você está constantemente viajando entre estes universos diferentes, porque cada possibilidade está sendo realizada por você nestes reinos diferentes”…..

Provas de outros universos…

Em um novo estudo apresentado ao “Astrophysical Journal”, o astrônomo e astrofísico Ranga Chary afirma ter encontrado evidências de interações entre o nosso e outros universos ao analisar a radiação cósmica de fundo em micro-ondas (CMB, do inglês cosmic microwave background).

Nota;-A versão de pré-impressão do estudo, que ainda não foi revisado por pares, está disponível no ArXiv.

O cientista teria descoberto uma anomalia associada a algumas regiões da CMB que ele acredita ser uma evidência para a existência de universos alternativos; o autor escreveu que os dados observados poderiam “possívelmente ser devido à colisão do nosso universo com um universo alternativo cuja proporção do bárion para o fóton é um fator aproximadamente 65 vezes maior que a nossa”.

A CMB é a primeira luz que brilhou no universo. Foi emitida 370 mil anos depois do Big Bang, quando o Universo era frio o suficiente para o hidrogênio se formar e os fótons originais estavam livres para se mover sem serem absorvidos pela matéria primordial.

Embora seja muito uniforme, existem diferenças pequenas, mas detectáveis, na CMB, que correspondem a regiões de densidades ligeiramente diferentes: as áreas ligeiramente mais densas são as sementes em que as galáxias e as estrelas eventualmente se formaram.

Resultado de imagem para imagens sobre brian greeneA descoberta de outros universos

A CMB não é a única emissão de microondas no céu. Poeira quente e campos magnéticos são responsáveis pela produção de microondas também. Quando a CMB foi mapeada, todas essas emissões foram cuidadosamente modeladas e eliminadas – isso foi para ter certeza de que o sinal observado era composto exclusivamente dos fótons CMB.

Usando esses mapas, Chary, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, teria detectado uma emissão anômala associada com cinco pontos frios da CMB (as áreas azuis ), áreas que eram um pouco mais densas após o Big Bang. O pesquisador afirma que essas emissões são consistentes com uma colisão com universos alternativos.Òbviamente, esta é apenas uma possível explicação e uma teoria bastante inverificável no momento. O artigo também sugere uma explicação mais comum e talvez mais realista já que, em 30% dos casos, a emissão é consistente com fontes de primeiro plano, que não foram exatamente levadas em consideração no mapa.Também não é a primeira vez que pesquisadores fizeram afirmações excepcionais sobre a CMB. O matemático Roger Penrose, por exemplo, afirmou ter detectado anomalias concêntricas que eram consistentes com a sua ideia de que o universo se repete por ciclos infinitos……

Visão pessoal…

A teoria do multiverso prega que o universo em que vivemos não é o único que existe. Na verdade, nosso universo pode ser apenas um entre um número infinito de universos que compõem um “multiverso”. Embora a idéia realmente soe como algo saído da mais barata ficção científica, há uma física bastante razoável por trás dela. Mais: não há apenas uma teoria que chega a um multiverso: diversas teses físicas independentes apontam para tal conclusão. Na verdade, alguns especialistas acreditam que é mais provável que existam universos ocultos, do que o contrário.Os cientistas não podem ter certeza sobre a forma do espaço-tempo, mas mais provavelmente, ela é plana (em oposição à esférica) e estende-se infinitamente. Se o espaço-tempo dura para sempre, então deve começar a se repetir em algum ponto, porque há um número finito de formas com as quais as partículas podem ser organizadas no espaço e no tempo.Então, se você olhar longe o suficiente, encontrará uma outra versão de você – na verdade, versões infinitas de você. Alguns desses “gêmeos” estarão fazendo exatamente o que você está fazendo agora, enquanto outros estarão com uma roupa diferente esta manhã, e outros ainda terão carreiras e escolhas de vida totalmente diferentes.Como o universo observável se estende apenas até onde a luz teve a chance de chegar nos 13,7 bilhões de anos desde o Big Bang (que seria 13,7 bilhões de anos-luz), o espaço-tempo além dessa distância pode ser considerado o seu próprio universo, separado do nosso. Deste modo, uma multiplicidade de universos deve existir, uns ao lado dos outros, em uma manta de retalhos gigante de universos…….

Inspiração…

The Elegant Universe and The Hidden Reality-Brian Greene

cropped-cropped-preto-e-branco11.jpgMonicavox

Recomendo…

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