Extinção estaria ocorrendo mil vezes mais rápidamente…..e a causa somos nós,os humanos….

Resultado de imagem para imagens sobre extinçãoAs espécies de seres vivos do planeta estão se extinguindo pelo menos 1.000 vezes mais rápido do que o fariam sem a influência humana, segundo uma nova pesquisa publicada na revista Science. A boa notícia é que ainda há tempo para salvar o mundo de um desastre – e a tecnologia pode ser de grande ajuda nessa batalha.

De acordo com esta nova análise, entre 100 e 1.000 espécies – a cada milhão delas – são extintas por ano. Antes dos seres humanos entrarem em cena, a taxa de extinção típica era provavelmente uma extinção a cada 10 milhões de espécies a cada ano, afirma o pesquisador Stuart Pimm, biólogo da Universidade de Duke, nos Estados Unidos.

“Estes números representam um grande aumento em relação às estimativas anteriores, que consideravam que as espécies estavam sendo extintas a uma taxa 100 vezes mais rápida do que o habitual, e não mil vezes mais rápida ou mais”, alerta Pimm.

Apesar desse cenário apocalíptico, Pimm diz que sua pesquisa é “otimista”. Novas tecnologias e o conceito conhecido como “citizen scientists” (cidadãos cientistas, em tradução livre), no qual pessoas comuns, sem formação científica, são incentivadas a ajudar a conservar e catalogar espécies de animais, por exemplo, estão permitindo que os preservacionistas direcionem seus esforços melhor do que nunca.“Embora as coisas estejam ruins, e este trabalho mostra que elas são realmente piores do que pensávamos, nós estamos em uma posição muito melhor para fazer algo a respeito”, vislumbra o pesquisador.

Compreendendo a extinção

Pimm e seus colegas têm trabalhado para entender o efeito da humanidade sobre o resto das espécies que compartilham o planeta conosco. Na história da Terra, cinco extinções em massa dizimaram mais da metade da vida no planeta. Hoje, os cientistas debatem se a humanidade está causando o sexto ciclo de extinção.Esta questão é mais complicada do que pode parecer. Certamente , os seres humanos têm impulsionado espécies como o pássaro dodô, o tigre da Tasmânia e o pombo-passageiro à extinção. Não há dúvida de que o contínuo desmatamento e as mudanças climáticas vão destruir ainda mais espécies, incluindo algumas que a humanidade nunca vai ter a chance de descobrir – os pesquisadores não sabem ao certo quantas espécies existem no planeta. Cerca de 1,9 milhão já foram descritas pela ciência, mas as estimativas de quantas vivem lá fora variam de 5 a 11 milhões.

Saber como muitas espécies são extintas sem a influência humana é outro desafio. O registro fóssil, afinal, é frustrantemente incompleto. Para obter uma estimativa baseada na ciência, Pimm e seus colegas usaram dados de filogenia molecular, que utiliza a informação do DNA para construir uma teia de relações entre as espécies. Árvores filogenéticas podem mostrar a rapidez com que as espécies se diversificam. Como as espécies normalmente não se extinguem mais rapidamente do que se diversificam para formar novas espécies, essas árvores mostram o limite máximo das taxas de extinção normais. Por esse método, os pesquisadores chegaram à estimativa de uma extinção por 10 milhões de espécies a cada ano.

Em seguida, os pesquisadores analisaram as taxas de extinção contemporâneas. Eles observaram animais conhecidos pela ciência, calculando quanto tempo eles tendem a sobreviver após a sua descoberta (ou se eles ainda continuam existindo). Estas taxas levaram à estimativa de 100 extinções ou mais por milhão de espécies a cada ano – o que não se revelou uma grande surpresa.

“Não é uma coisa boa, mas para a comunidade que estuda essas coisas, nós meio que sabíamos para onde as coisas estavam indo”, afirma o pesquisador Clinton Jenkins, pesquisador do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), em Nazaré Paulista, em São Paulo.

Resultado de imagem para imagens sobre extinçãoO que dá para fazer?

Apesar das más notícias, Jenkins e Pimm concordam que há esperança. Mesmo que muitas espécies ameaçadas estejam em países sem muitos recursos para protegê-las, a capacidade dos cientistas para acompanhar e entender as ameaças nunca foi melhor, de acordo com os especialistas. As imagens de satélite e rastreamento global de desmatamento podem revelar a perda de habitat em tempo quase real. E sites como o biodiversitymapping.org (criado por Jenkins) revelam pontos de biodiversidade para aves, mamíferos, anfíbios e muito mais.

“Provávelmente, menos de 10% do território terrestre concentra a maioria das espécies que estamos realmente em risco de perder”, afirma Clinton Jenkins. “Então, se incidirmos sobre estas áreas, podemos resolver a maior parte do problema”, afirma.

“Cientistas cidadãos” podem ajudar, também, de acordo com os pesquisadores. Câmeras de smartphones permitem que as pessoas tirem fotos de seres vivos e reportem suas descobertas aos grupos de preservação. Pimm e Jenkins recomendam o site iNaturalist, que começou como projeto de mestrado de alunos de pós-graduação na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.O site permite aos usuários fazer upload de fotos de plantas e animais, marcando-os com a localização do avistamento e a espécie que provavelmente pertence, o que outros usuários, em seguida, podem confirmar. O site está ligado à lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), que monitora as espécies ameaçadas.

Tais observações de pessoas comuns podem ajudar a definir os números e a variedade das espécies, que por muitas vezes estão desatualizados na literatura científica. Esses dados, por sua vez, podem revelar se os projetos de preservação estão funcionando e quais áreas estão em risco.Além disso, há outras formas de ajudar. Cientistas do mundo todo têm implorado e, sejamos honestos, parece ser uma boa idéia que as pessoas votem e incentivem políticas públicas que diminuam o impacto da mudança climática, que está atingindo principalmente os oceanos, elevando o pH da água e dissolvendo as conchas de muitos animais marinhos. As pessoas também podem incentivar os governos a ligarem uma reserva natural em outra, atitude que ajudaria a diminuir a taxa absurda de extinções encontradas no estudo.

Pimm diz que áreas protegidas, a “linha de frente da preservação”, têm mantido as taxas de extinção de mamíferos, aves e anfíbios 20% mais baixas do que o normal sem esses refúgios. Quase 13% das terras do planeta são preservadas, mas apenas 2% do oceano é parte de um refúgio.

“As pessoas costumam dizer que estamos no meio da sexta extinção em massa. Nós não estamos no meio – estamos à beira dela e agora temos ferramentas para prevenir isso”, anima-se o cientista.

Resultado de imagem para imagens sobre livros sobre oceanos em extinçãoVisão pessoal…

Segundo especialistas, os oceanos estão em pior estado do que se suspeitava. Em um novo relatório de biólogos renomados que me chegou ás mãos, eles alertam que a vida nos oceanos está em alto risco de entrar numa fase de extinção de espécies marinhas sem precedentes.Questões como a sobrepesca, a poluição e a mudança climática são as culpadas pela situação. Os impactos já estão afetando a humanidade.As mudanças “aceleradas” pelo homem incluem derretimento de gelo na Groelândia e na Antártida, aumento do nível do mar e liberação de metano no leito do mar. A taxa de “destruição” é muito superior a que os especialistas previam mesmo dois anos atrás.Desde pesca em zonas temperadas, recifes de coral ou gelo do mar Ártico, tudo está passando por mudanças a um ritmo muito mais rápido do que o esperado. Mas mais preocupante do que isso são as maneiras pelas quais as diferentes questões agem sinérgicamente para aumentar as ameaças à vida marinha.Alguns poluentes, por exemplo, grudam nas superfícies de pequenas partículas de plástico que flutuam pelos oceanos. Isso aumenta a quantidade desses poluentes serem consumidos por peixes que são a base da alimentação de algumas populações(!!!);Partículas de plástico também auxiliam o transporte de algas, aumentando a ocorrência de proliferação de algas tóxicas (também causada pelo fluxo de poluição proveniente de terras agrícolas).Em um sentido mais amplo, a acidificação dos oceanos, o aquecimento da poluição e a pesca predatória estão agindo em conjunto para aumentar a ameaça aos recifes de coral, tanto que três quartos dos recifes do mundo já estão em grave risco de declínio.A vida na Terra já passou por cinco “eventos de extinção em massa” causados por situações como impactos de asteróides. O impacto combinado da humanidade, segundo os especialistas, pode causar um sexto evento desse tipo.Embora seja cedo para dizer definitivamente, as tendências são de tal ordem que é provável que aconteça e muito mais rápido do que qualquer um dos cinco anteriores.O relatório também observa que os eventos de extinção em massa anteriores foram associados com tendências que são observadas agora: distúrbios do ciclo do carbono, acidificação e hipoxia (diminuição de oxigênio) na água do mar.Por exemplo, os níveis de CO2 absorvidos pelos oceanos já são muito maiores do que durante a grande extinção de espécies marinhas 55 milhões de anos atrás (durante o Paleoceno-Eoceno Máximo Termal).As recomendações imediatas dos especialistas incluem o impedimento da pesca de exploração, com ênfase especial em alto-mar, onde atualmente há pouca regulação; o mapeamento e, em seguida, a redução de entrada de poluentes, incluindo plásticos, fertilizantes agrícolas e dejetos humanos e reduções drásticas nas emissões de gases de efeito estufa.Os níveis de dióxido de carbono estão tão altos que formas de tirar o gás da atmosfera precisam ser pesquisadas urgentemente. Os especialistas estimam que as emissões de CO2 precisam alcançar zero dentro de cerca de 20 anos(!).E Trump  diz que tudo isso é invenção dos cientistas…..We must save the planet…

Inspiração…

A Sexta Extinção-Elizabeth Kolbert

Relatórios sobre efeitos climáticos e dinâmica dos Oceanos-Instituto de Oceanografia da USP

cropped-cropped-cropped-cropped-preto-e-branco11.jpgMonicavox

Recomendo…

Resultado de imagem para imagens sobre livros sobre oceanos

Resultado de imagem para imagens sobre livros sobre extinção

 

Anúncios

Um comentário em “Extinção estaria ocorrendo mil vezes mais rápidamente…..e a causa somos nós,os humanos….

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s