A Ciência da Nova Biologia : A evolução sob novo enfoque….

Resultado de imagem para imagens sobre evolução das celulasNão deveria ser uma surpresa para nós o fato de as células serem tão inteligentes. Os organismos unicelulares foram a primeira forma de vida deste planeta. Somente 600 milhões de anos mais tarde, de acordo com análises, é que os fósseis surgiram na Terra. Ou seja, durante 2,75 bilhões de anos da história da Terra os únicos habitantes vivos foram os organismos unicelulares como bactérias, algas e protozoários semelhantes a amebas.

Então, há 750 milhões de anos, esses organismos descobriram como evoluir e se tornar ainda mais inteligentes: surgiram os primeiros organismos multicelulares (plantas e animais). No início eram apenas comunidades esparsas ou “colônias” de organismos unicelulares, constituídas de centenas de células. Mas as vantagens evolucionárias de viver em comunidade fizeram com que, em pouco tempo, as colônias se transformassem em organizações de milhões, bilhões ou mesmo trilhões de células individuais interagindo entre si. Embora cada célula tenha dimensões microscópicas, o tamanho dessas comunidades pode variar de algo minúsculo, mas visível, a uma estrutura monolítica.

Os biólogos classificam essas comunidades de acordo com sua estrutura observada pelo olho humano. Embora pareçam ser entidades únicas (como um rato, um cão ou um ser humano) são, na verdade, associações organizadas de milhões e trilhões de células. A exigência evolucionária de que fossem criadas mais comunidades celulares é meramente um reflexo da imperiosa necessidade biológica de sobrevivência. Quanto mais consciência um organismo tem do ambiente que o cerca, melhores são suas chances de sobreviver. Quando as células se agrupam, aumentam exponencialmente sua consciência do meio ambiente. Assim, se para cada uma delas dermos um valor X, toda colônia de organismos terá uma consciência potencial de pelo menos X vezes o número de células que a compõem. Para sobreviver em densidade tão alta, as células tiveram de criar ambientes estruturais próprios. Essas sofisticadas comunidades subdividem sua carga de trabalho com mais precisão e eficácia que nossas maiores empresas e corporações mundiais. O método mais eficiente ainda é ter indivíduos especializados para cada tarefa.

No desenvolvimento dos animais e das plantas, as células adquirem as funções específicas ainda na fase embrionária. O processo de especialização citológica permite que se desenvolvam determinados tecidos e órgãos do corpo. Com o passar do tempo, esse padrão de “diferenciação”, como o da distribuição da carga de trabalho entre os membros da comunidade, por exemplo, passa a fazer parte dos genes de cada célula da comunidade, aumentando a eficácia do organismo e sua habilidade de sobreviver. Em organismos maiores, apenas uma pequena porcentagem das células é responsável pela leitura e resposta aos estímulos do ambiente.

Esse papel é desenvolvido por grupos de células especializadas que formam os tecidos e órgãos do sistema nervoso. A função do sistema nervoso é captar as informações do ambiente e coordenar o comportamento de todas as outras células em sua vasta comunidade. A divisão de trabalho entre as células oferece ainda outra vantagem quando se trata de sobrevivência: reduz sua longevidade. Um indivíduo consome menos que dois. Se compararmos, por exemplo, o custo da construção de apartamentos de dois dormitórios ao de apartamentos de apenas um dormitório haverá uma grande diferença, especialmente quando se trata de condomínios grandes, de 100 unidades.

Para sobreviver, as células consomem certa quantidade de energia. Portanto, quanto menos for gasto, maiores serão as chances de sobrevivência do grupo e melhor será sua qualidade de vida. Henry Ford analisou as vantagens técnicas do esforço conjunto e as utilizou para criar o conceito de linha de montagem para a fabricação de carros. Antes de Ford, uma equipe de funcionários levava de uma a duas semanas para produzir um único automóvel. Ele organizou sua fábrica de modo que cada funcionário fosse responsável por uma tarefa específica. Posicionou todos em fila na esteira de produção e foi passando as peças de um especialista para o outro. O conceito de especialização de tarefas se mostrou tão eficaz que a indústria de Ford conseguia produzir um automóvel em apenas 90 minutos. Mas, infelizmente, “nos esquecemos” desse conceito de cooperação, tão necessário para a evolução, quando Charles Darwin propôs uma teoria radicalmente diferente sobre o surgimento da vida.

Há 150 anos ele chegou à conclusão de que os organismos vivem em uma perpétua “luta pela sobrevivência”. Para Darwin, luta e violência são partes naturais da natureza animal (humana) e também a “força básica” do desenvolvimento evolucionário. No capítulo final de A origem das espécies, por meio da seleção natural ou a preservação das raças favorecidas na luta pela vida, Darwin descreve aquilo que chama de “inevitável luta pela sobrevivência” e enfatiza que a evolução se dá pela “guerra da natureza, da escassez à morte”. Portanto, a partir dessa teoria, a evolução se dá de maneira aleatória e temos um mundo cheio de pequenas batalhas sangrentas e sem sentido em nome da sobrevivência ou, segundo a descrição poética de Tennyson, “nas mandíbulas da morte”.

Mas o conceito de cooperação na natureza vai muito além desses exemplos simples. “Os biólogos estão descobrindo cada vez mais associações entre animais que evoluíram paralelamente e con-tinuam a coexistir, desenvolvendo em seu interior microorganismos que são necessários para a sua saúde e desenvolvimento”. Isso é descrito em um artigo recente da Science, chamado “Sobrevivemos com a ajuda de nossos (pequenos) amigos” . O estudo desses relacionamentos é um ramo da ciência que hoje está se expandindo rápidamente, chamado “Biologia de sistemas”. O mais engraçado é que nas últimas décadas aprendemos a combater os microorganismos usando os mais diferentes produtos químicos, de sabão antibacteriano a antibióticos. Mas essa prática simplista ignora o fato de que diversas bactérias são essenciais para a nossa saúde.

Resultado de imagem para imagens sobre probioticosUm exemplo clássico de como os seres humanos se beneficiam dos microorganismos é o das bactérias presentes em nosso sistema digestivo, essenciais para a nossa sobrevivência(chamadas de probióticos); Agindo em nosso estômago e trato intestinal, elas ajudam a digerir os alimentos e permitem a absorção das vitaminas que mantêm nossa saúde. Esta cooperação entre micróbios e humanos é o motivo pelo qual o uso desenfreado de antibióticos pode comprometer a sobrevivência de nossa espécie. Esses medicamentos eliminam microorganismos nocivos ao nosso organismo, mas também matam indiscriminadamente aqueles que são essenciais para a nossa saúde.

Estudos recentes da ciência do genoma revelam mais um tipo de mecanismo de cooperação entre as espécies. Alguns organismos parecem integrar suas comunidades celulares partilhando seus genes. Antes se pensava que os genes eram transmitidos exclusivamente à prole de cada espécie e por meio da reprodução. Agora os cientistas estão descobrindo que os genes podem ser compartilhados não apenas entre os membros da mesma espécie, mas também entre outras. Esse processo de transferência genética acelera a evolução, pois os novos organismos podem adquirir experiências “já aprendidas” pelos outros .

Com essa troca de genes, os organismos não podem mais ser vistos como entidades separadas. Não existe mais a suposta divisão entre as espécies. Daniel Drenn, gerente do departamento de energia do projeto Genoma, declarou à Science em 2001: “… não temos mais como simplesmente qualificar espécies” . Mas essa troca de informações genéticas não ocorre por acidente. Trata-se de um método que a natureza utiliza para aumentar as chances de sobrevivência da biosfera.

Como já mencionei, os genes são os arquivos de memória das experiências aprendidas pelos organismos. Essa nova descoberta de que há troca de genes entre as espécies mostra que as experiências podem ser compartilhadas por todos os indivíduos que compõem a grande comunidade da vida. Òbviamente, o conhecimento desse mecanismo de transferência torna a engenharia genética ainda mais perigosa. Por exemplo: experiências simples com genes de tomates podem ir muito além daquilo que se imaginava e acabar alterando toda a biosfera de maneira irreversível.

Resultado de imagem para imagens sobre transgênicosUm estudo recente mostra que, quando humanos ingerem alimentos genéticamente modificados, os genes criados artificialmente se misturam e alteram as características das bactérias benéficas do intestino. E a transferência de genes entre vegetais genéticamente modificados e espécies nativas deu origem a espécies e sementes altamente resistentes mas de potencial ainda não conhecido . Os engenheiros geneticistas jamais levaram em consideração os possíveis resultados de suas experiências ao introduzir organismos genéticamente modificados no meio ambiente. Agora estamos começando a sentir os efeitos dessa omissão à medida que esses genes se espalham, causando alterações em outros organismos do meio ambiente . Segundo os evolucionistas genéticos, se não aprendermos as lições da natureza, que nos ensinam a importância da cooperação entre as diferentes espécies, podemos pôr em risco o destino da raça humana.

Precisamos avançar além das teorias de Darwin, que enfatizam apenas a importância dos indivíduos e entender a importância da comunidade. O cientista inglês Timothy Lenton apresentou evidências de que a evolução depende mais da interação entre diversas espécies do que a interação do indivíduo somente com a sua própria espécie. Só sobrevivem os grupos que melhor se adaptam ao ambiente, não apenas seus indivíduos. Em um artigo publicado pela Nature em 1998, Lenton declara que devemos concentrar nossa atenção nos indivíduos e em seu papel na evolução: “… temos de considerar a totalidade dos organismos e seu ambiente físico para entender quais traços persistem e são dominantes” . Lenton concorda com a hipótese de Gaia, de James Lovelock, segundo a qual a Terra e todas as suas espécies constituem um único organismo vivo e interativo. Todos os que defendem essa idéia concordam que, ao afetarmos o equilíbrio desse super-organismo, a que Lovelock chama de Gaia, seja pela destruição das florestas, da camada de ozônio seja pela alteração genética dos organismos vivos, podemos ameaçar sua sobrevivência e, consequentemente, a nossa.

Estudos recentes do Conselho Britânico de Pesquisas do Meio Ambiente (British Natural Environment Research Council) confirmam essa possibilidade . Embora já tenha havido cinco extinções em massa na história de nosso planeta, todas parecem ter sido causadas por eventos extraterrestres(??) como um cometa,por exemplo, que se chocou contra ele. Um dos novos estudos conclui que o “mundo natural está passando pela sexta extinção” . Mas desta vez o motivo não vem de fora. Segundo Jeremy Thomas, um dos autores desse estudo, “esta extinção está sendo causada por um organismo animal: o homem”.


Visão pessoal…

De um lado está o neodarwinismo, que dispõe a vida como uma eterna batalha entre robôs bioquímicos, e do outro está a “nova biologia”, que a considera uma jornada de cooperação entre indivíduos de vontade própria que podem se programar para criar uma existência cheia de felicidade. Ao cruzar essa linha, passamos a entender claramente os conceitos da nova biologia, encerrando definitivamente a polêmica sobre aquilo que é natural em nós ou que herdamos de nossos pais.Percebemos que a mente consciente está muito além da mera programação genética. Creio que neste momento vivênciamos uma mudança profunda e pragmática em nosso modo de ver a vida, algo semelhante ao que aconteceu quando o conceito de que a Terra era redonda substituiu todas as crenças da época; a nova biologia me fez perceber a importância da integração espírito-ciência e como isso modificou radicalmente a visão  científica que eu tinha a respeito do mundo. Você está pronto para usar sua mente consciente e ter mais saúde, felicidade e amor sem a necessidade de recursos da engenharia genética ou de medicamentos? Está pronto para abrir sua mente a uma realidade diferente daquela que foi criada pelos modelos médicos, considerando o corpo humano uma simples máquina bioquímica? Não se preocupe. Não estou apresentando um produto novo ou uma nova religião…… é apenas um convite para que você deixe de lado por alguns instantes todas as crenças impostas pela mídia e pela ciência tradicional para vislumbrar o universo que se abre à sua frente com as descobertas da nova ciência….voltaremos ao assunto em breve….aguardem.


Inspiração….

A Biologia da Crença-Dr Bruce Lipton PhD

Revista Science e Revista Nature

Genoma-Matt Ridley

Biologia molecular e genética bacteriana-SBG-Sociedade de Biociências e Genética

Evolução Criativa das Espécies-Amit Goswami

cropped-cropped-cropped-cropped-preto-e-branco11.jpgMonicavox

Recomendo…

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