Emoções;a linguagem das células…

 

Resultado de imagem para imagens sobre emoções e biologiaEm formas mais evoluídas e conscientes de vida, o cérebro desenvolveu um nível de especialização, que permite a toda a comunidade refinar seus sinais reguladores. A evolução do sistema límbico estabeleceu um mecanismo único que converteu os sinais de comunicação química em sensações acessíveis a todas as células da comunidade. Nossa mente consciente interpreta esses sinais como emoções.

A mente consciente não só é capaz de “ler” o fluxo de sinais de coordenação celular que compõem toda a “mente” do corpo, como também de gerar as emoções, que se manifestam por meio da emissão controlada de sinais pelo sistema nervoso. Enquanto eu estudava os mecanismos do cérebro da célula e entendia melhor as operações do cérebro humano, Cândace Pert estudava o cérebro humano e passava a compreender melhor os mecanismos do cérebro das células. Em seu livro Molecules of Emotion -Moléculas de emoção-, Pert revela como seus estudos sobre os receptores-processadores de informações da membrana das células nervosas a levaram a descobrir que os mesmos receptores “neurais” estavam presentes na maioria (se não em todas) as células do corpo.

Suas experiências a levaram à conclusão de que a “mente” não se concentra apenas na cabeça, mas sim que está distribuída em moléculas sinalizadoras presentes no corpo todo. Outra descoberta importante foi que as emoções não se originam apenas de respostas do corpo ao ambiente. Por meio da autoconsciência, a mente pode usar o cérebro para gerar “moléculas de emoção” e agir sobre todo o sistema. Enquanto o uso apropriado da consciência pode tornar um corpo doente mais saudável, o controle inconsciente inapropriado das emoções podem causar muitas doenças;

“Moléculas de emoção” é um livro instigante, que descreve detalhadamente os processos das descobertas científicas, além de revelar também os esforços dos pesquisadores de tentar introduzir novas “idéias” ao Clube dos Cientistas Antigos; O sistema límbico representou um grande avanço em termos de evolução devido à sua habilidade de captar e coordenar o fluxo de sinais reguladores de comportamento dentro da comunidade celular. À medida que o sistema interno de sinais evoluía, sua grande eficiência permitia ao cérebro aumentar de tamanho. Com isso, os organismos multicelulares aumentaram seu número de células especializadas em reagir a uma quantidade ainda maior de sinais externos do ambiente.

Enquanto as células individuais respondem apenas a percepções sensoriais mais simples como “vermelho, aromático e doce”, as habilidades desenvolvidas dos cérebros dos animais multicelulares conseguem combinar todas essas sensações e identificar “maçã”. Os reflexos comportamentais básicos adquiridos durante a evolução são passados às novas gerações sob a forma de instintos genéticos. A evolução dos cérebros maiores, com sua grande população de células neurais, ofereceu aos organismos a oportunidade não apenas de poder confiar em seus instintos comportamentais como também de aprender com as experiências. Aprender um novo reflexo ou comportamento é básicamente um produto do condicionamento.

Imagem relacionadaPor exemplo: Pavlov treinou seus cães para salivar toda vez que ouviam o toque de um sino. Primeiro, ensinou-lhes a associar o som com o estímulo de receber alimentos. Depois de algum tempo, tocava o sino mas não oferecia comida. Só que os cães já estavam tão programados a serem alimentados que, toda vez que o sino tocava, começavam a salivar mesmo que não houvesse alimento presente. Trata-se de um comportamento reflexo “inconsciente” adquirido. O comportamento reflexo pode ser algo simples (como o levantar da perna quando o martelinho do médico toca o nosso joelho) ou mais complexo (como dirigir um carro a 80 quilômetros por hora em uma rodovia cheia e, ao mesmo tempo, conversar com o passageiro). Embora as respostas comportamentais condicionadas possam ser muito complexas, elas não envolvem o uso do cérebro. Por intermédio do processo de aprendizagem condicionada, as reações químicas neurais entre os estímulos e as respostas comportamentais se consolidam para garantir um padrão repetitivo. Essas reações consolidadas se chamam “hábitos”. O cérebro de animais menos desenvolvidos é condicionado a utilizar respostas habituais aos estímulos.

Os cães de Pavlov salivavam por simples reflexo… não por intenção consciente. As ações da mente subconsciente são reflexivas por natureza, e não governadas pela razão ou pelo pensamento. Fisicamente, esse tipo de mente está associada a atividades de todas as estruturas do cérebro de animais que não têm autoconsciência desenvolvida. Humanos e alguns mamíferos desenvolveram uma região especializada do cérebro associada ao pensamento, planejamento e tomada de decisões chamada córtex pré-frontal. Essa parte do cérebro parece ser o centro do processamento da “autoconsciência”.

A mente autoconsciente é auto-refletora, um novo “órgão sensor” que observa nosso comportamento e emoções. Essa mente autoconsciente também tem acesso à maior parte das informações armazenadas em nosso banco de memória. Trata-se de um recurso extremamente importante, que nos permite lembrar de todo o nosso histórico de vida e assim poder planejar nossas ações futuras. Além de ser auto-refletora, a mente autoconsciente é extremamente poderosa. Observa todos os comportamentos programados que adotamos, avalia cada um deles e decide conscientemente se deve modificá-los. Podemos escolher como reagir à maioria dos sinais do ambiente e até se vamos ou não reagir a eles.

A capacidade da mente consciente de se sobrepor aos comportamentos programados da mente inconsciente é o que nos permite ter livre-arbítrio. No entanto, essa faculdade especial também é uma espécie de cilada. Enquanto a maioria dos organismos precisa receber diretamente um estímulo específico para reconhecê-lo, a habilidade do cérebro humano de “aprender” é tão avançada que podemos adquirir determinadas percepções indiretamente, a partir da experiência de outras pessoas. Mas uma vez que aceitamos essas percepções como “verdades”, elas se tornam definitivas em nosso cérebro e passam a ser nossas próprias “verdades”. E aí está o problema: e quando as percepções de nossos “professores” estão erradas? Acabamos absorvendo informações imprecisas. A mente subconsciente é basicamente um dispositivo (interruptor) de estímuloreação.

Não há “fantasmas” nesta “máquina” capazes de avaliar as consequências de cada programação que absorvemos. O subconsciente trabalha somente no momento “presente”. Consequentemente, as impressões equivocadas não são “monitoradas” e acabam nos fazendo desenvolver comportamentos inapropriados e limitadores. Se dentro de cada com´putador houvesse uma cobra viva, você provávelmente jogaria o seu bem longe assim que o abrisse e sairia correndo. Quem quer que tenha lhe “mostrado” uma cobra pela primeira vez, incutiu em sua mente uma lição de vida aparentemente importante: “Está vendo aquilo? É uma cobra… muito perigoso!” O sistema de memória subconsciente capta e armazena sem filtros, e muito rápidamente, todo tipo de percepção do ambiente sobre objetos e situações que ameacem a vida ou o corpo físico.


Resultado de imagem para imagens sobre emoções e biologiaVisão Pessoal…

Se lhe ensinaram que cobras são perigosas, toda vez que você depara com uma delas adota (inconscientemente) uma postura defensiva para se proteger. Mas, e se um herpetologista resolvesse abrir o PC e encontrasse a cobra? Ele não apenas ficaria curioso como também muito contente com o brinde. Ou, pelo menos, ficaria contente ao descobrir que a cobra brinde não é perigosa, iria pegá-la e se divertir estudando seu comportamento. Para os herpetologistas, a sua reação programada de fugir da cobra é algo irracional, pois nem todas as cobras são perigosas. Lamentam que a maioria das pessoas não tenha o prazer de estudar essas criaturas tão interessantes. Portanto, a mesma cobra, ou seja, o mesmo estímulo é capaz de gerar reações completamente diferentes. Nossas respostas aos estímulos do ambiente são controladas pela percepção: no entanto, nem todas as formas de percepção que temos são precisas, assim como nem todas as cobras são perigosas; Sim, a percepção “controla” a biologia, mas como já vimos, ela nem sempre é precisa. Um sinônimo adequado para esse tipo de percepção que controla o comportamento é a palavra crença. As crenças controlam a biologia! Pense no significado dessa frase. Temos a capacidade de avaliar conscientemente nossas respostas aos estímulos do ambiente e de modificar determinadas reações arraigadas em nosso sistema a qualquer momento… bastando para isso manipular a poderosa mente subconsciente…. O mais importante é termos consciência de que nossos genes ou nosso comportamento autodestrutivo não são algo definitivo e imutável a que estamos presos…..


Inspiração…

Biologia das Emoções- Catherine Belzung

The Biology of Transcendence-Joseph Chilton Pearce

A Biologia da Crença-Dr Bruce Lipton PhD

cropped-cropped-cropped-cropped-preto-e-branco11.jpgMonicavox

Recomendo…

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