Trump reafirma promessa de campanha contra imigração e causa protestos no mundo todo…..

Resultado de imagem para imagens sobre trump e a imigraçãoTrump assinou na sexta-feira passada uma ordem executiva que suspende o programa de amparo de refugiados durante 120 dias, com objetivo declarado de revista do procedimento atualmente aplicado e evitar a entrada de potenciais terroristas(?).Além disso, fecha as portas do país para os refugiados sírios por tempo indefinido e suspende durante 90 dias a obtenção de vistos em sete países de maioria muçulmana com o histórico de terrorismo…..uma atitude arbitrária,pois vários países aliados dos EUA no Oriente Médio ficaram de fora da lista…..

No sábado, a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) e a Organização Mundial da Migração (OIM) pediram que os EUA mantenham sua “longa tradição” de proteger os que fogem de conflitos, mas evitaram criticar abertamente as medidas tomadas por Trump.“Esperamos que os EUA sigam com sua clara liderança e longa tradição de proteger aqueles que estão fugindo de conflito e perseguição”, afirmaram os dois órgãos em comunicado conjunto.De acordo com fontes da ONU, desde outubro do ano passado, as autoridades dos EUA admitiram 25.600 refugiados. De outubro de 2015 a setembro de 2016, 85 mil refugiados chegaram ao país.Nos últimos anos, os EUA foi um dos países que mais aceitou refugiados, ao lado de Canadá, Austrália e os países nórdicos.

Os EUA também são os maiores contribuintes da Acnur, tendo repassado US$ 1,5 bilhão ao órgão no ano passado, muito acima da União Européia (US$ 341 milhões), Alemanha (US$ 284 milhões) e Japão (US$ 164 milhões).

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad al Hussein, afirmou nesta segunda-feira (30) que o veto imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana é “ilegal, mesquinho e desperdiça recursos para a luta contra o terrorismo”.

“A discriminação baseada unicamente na nacionalidade é proibida pelo direito humanitário”, afirmou Zeid em mensagem divulgada no Twitter oficial do Escritório de Direitos Humanos da ONU.”O veto dos EUA é também mesquinho e desperdiça os recursos necessários para uma luta antiterrorista adequada”, escreveu Zeid.

Manifestaram-se contra a restrição representantes do Reino Unido, Alemanha, Indonésia e Irã, entre outros países. O Iraque aprovou a aplicação do princípio de reciprocidade para os cidadãos americanos.

Na Alemanha, que recebeu muitas pessoas fugindo da guerra civil da Síria, a chanceler Angela Merkel disse que a luta global contra o terrorismo não é desculpa para as medidas e “não justifica colocar pessoas de um passado ou de uma fé específicos sob suspeita geral”

Imagem relacionadaA Comissão Européia afirmou nesta segunda que se assegurará de que os cidadãos europeus não sejam vítimas das medidas impostas por Trump. “Nossos advogados estão em contato com nossos sócios da UE e claro que nos asseguraremos de que não seja aplicado nenhum tipo de discriminação a nossos cidadãos”.

Até estrangeiros com residência permanente nos Estados Unidos foram impedidos de entrar no país e o governo teve que rever o decreto logo nas primeiras horas de implementação. Houve caos nos aeroportos;Trump culpou os protestos e uma falha nos computadores(??) de uma companhia aérea pelos problemas nos aeroportos.O decreto foi criticado pela oposição e até por parte da liderança do partido do governo no Senado.“Não se trata de um veto a muçulmanos, como a mídia está falsamente caracterizando. O decreto é sobre terrorismo e sobre como manter o país seguro”,diz Trump.Antes em uma entrevista, Trump disse que quando o programa de refugiados for retomado, os cristãos terão prioridade….

“Friedrich Trumpf”.

Um “f” a mais no apelido do avô do atual presidente dos Estados Unidos da América. Também ele, com apenas 16 anos, deixava para trás a sua família em busca de melhor sorte no outro lado no Atlântico. Friederich Trump, natural de Kallstad,Alemanha; tornou-se assim no primeiro imigrante da família de Donald J. Trump.

Friederich mudou o seu nome para “Fred” Trump e começou a trabalhar como barbeiro em Nova Iorque. Pouco depois, mudou-se para Seattle onde começou a gerir um restaurante e, em 1898, para Skagway, cidade norte-americana próxima à fronteira com o Canadá. Foi aí que conheceu Ernest Levin, com quem abriu uma pequena barraca à beira da estrada onde vendia comida aos viajantes. Com o dinheiro, muitas vezes conseguido através da venda de carne de cavalo que os dois encontravam mortos pelo caminho, abriram um restaurante que ganharia fama e se tornou reconhecido: era o “New Arctic Restaurant and Hotel”, famoso pela qualidade da comida e… pelas mulheres.

De todas as pessoas que já fizeram parte do círculo próximo da família do Presidente Trump há seis imigrantes. Além dos avós paternos, também a mãe de Donald Trump, Mary Anne MacLeod, veio do outro lado do oceano. Natural da Escócia, Mary Anne partiu da ilha de Lewis em 1912 a bordo do navio SS Transylvania, onde assinou a lista de passageiros com a profissão de “doméstica”. Tinha 18 anos quando conheceu Frederick Christ Trump numas férias de verão em Nova Iorque. Estávamos em 1930. Casaram seis anos depois, mas Mary Anne só veio a conseguir a nacionalidade norte-americana em 1942. Quatro anos mais tarde nasceria Donald J. Trump, o terceiro dos quatro filhos do casal.

Trump tornou-se um dos homens de negócios mais poderosos do mundo e com uma vida amorosa tão conturbada quanto multicultural. Nenhuma das três mulheres com quem Donald Trump já casou é natural dos Estados Unidos. A primeira, Ivana Trump, com quem esteve casado entre 1977 e 1992, era natural de Zlín, na República Checa. O segundo casamento, que durou entre 1993 e 1999, foi com Marla Maples, nascida em Cohutta, na Geórgia. E a atual mulher de Donald Trump, Melania, é natural de Novo Mesto, Eslovénia (antiga Jugoslávia).

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Ford e General Motors ; interesses financeiros disfarçados…

A Ford divulgou nota repudiando a ampliação de vetos a imigrantes e refugiados estabelecida por Trump, e afirmou que tem a intenção de promover valores “do respeito e da inclusão” na empresa.

“O respeito por todas as pessoas é um dos valores centrais da Ford Motor Company e estamos orgulhosos da rica diversidade de nossa empresa”, afirmou a montadora americana em comunicado assinado pelo presidente-executivo Mark Fields e pelo presidente-executivo, Bill Ford.”É por isso que não apoiamos esta política nem nenhuma outra que vá contra os valores de nossa companhia”, acrescenta no texto a multinacional, que também se compromete a assegurar o bem-estar dos funcionários “com a promoção do respeito e a inclusão no local de trabalho”.

A HIPOCRISIA OCULTA…

A Ford anunciou antes deste decreto contra a imigração uma decisão que surpreendeu os Estados Unidos e o México: vai cancelar o investimento de US$ 1,6 bilhão (R$ 5,2 bilhões) na construção de uma nova fábrica em território mexicano. O projeto havia sido duramente criticado, durante a campanha, pelo agora presidente Trump.A empresa também pretende investir US$ 700 milhões (R$ 2,3 bilhões) anuais, nos próximos quatro anos, na produção no estado americano de Michigan, onde prevê a criação de 700 empregos diretos.Durante a campanha, Trump acusou a segunda maior fabricante de automóveis dos Estados Unidos de transferir postos de trabalho e investimentos para o México e ameaçou taxar em 35% os carros fabricados por lá.A mesma ameaça foi feita por Trump à General Motors.

Mas por que esses dois fatores deixaram a cidade de San Luis Potosí, na região central do México, sem uma fábrica que iria empregar 2.800 pessoas?O presidente da Ford, Mark Fields, disse à BBC que a decisão é consequência principalmente da “queda dramática da procura por automóveis de passeio na América do Norte”.Ele acrescentou que outro fator foi o “ambiente mais favorável aos negócios (ora, e o discurso políticamente correto?) criado pelo presidente eleito”.”Isso teve um papel importante e é um” voto de confiança” no novo governo….

Resultado de imagem para imagens sobre trump e a imigraçãoDEMISSÃO  SUMÁRIA…

Trump demitiu ontem  a procuradora-geral interina, Sally Yates, depois de esta ter dito aos juristas do Departamento de Justiça para não cumprirem os requisitos da ordem executiva presidencial que levou ao fecho das fronteiras dos EUA a cidadãos de sete países de maioria muçulmana.Este foi o culminar de uma noite agitada em Washington, depois de Sally Yates ter dito que não estava “convencida” da legalidade da ordem executiva de Donald Trump. Segundo o The New York Times, Sally Yates recebeu uma carta a informá-la da sua demissão assinada por um dos funcionários de Trump; Pouco depois, a Casa Branca emitiu um comunicado onde o assessor de imprensa, Sean Spicer, escrevia: “A senhora Yates era uma escolha da administração de Obama que é fraca em matéria de fronteiras e muito na imigração ilegal”.

ATINGINDO VETERANOS DE GUERRA…

Veteranos de guerra dos Estados Unidos estão indignados com a proibição de entrada de pessoas de sete países muçulmanos, que bloqueou os vistos de intérpretes iraquianos que arriscaram a vida para ajudar as tropas norte-americanas. Milhares de veteranos que combateram no Iraque e no Afeganistão assinaram petições contra a medida do Presidente Donald Trump e muitos dizem sentir-se traídos pela ordem executiva assinada na sexta-feira.Os combatentes consideram esta questão pessoal, já que lembram que deram a sua palavra às pessoas que ajudaram as tropas e prometeram que os Estados Unidos as iam proteger e às suas famílias. “Esta administração acabou de me fazer um mentiroso de uma forma muito significativa, e não estou disposto a aceitar isto”, disse o veterano Michael Breen, que combateu no Iraque e no Afeganistão e é presidente e CEO do Truman National Security Project, um ‘think-tank’ sem fins lucrativos sedeado em Washington.

O Pentágono está copiando nomes dos iraquianos que apoiaram os Estados Unidos para ajudar a isentá-los da medida. No entanto, os veteranos consideram que será difícil incluir toda a gente na lista, e alertam que esta proibição envia uma mensagem a soldados iraquianos e a outros insurgentes muçulmanos de que os Estados Unidos não os querem.

“Esta ordem executiva não é apenas uma sentença de morte para iraquianos e afegãos que serviram fielmente as tropas norte-americanas, como parece ser uma sentença de morte para o nosso pessoal que está no Médio Oriente”, disse o antigo capitão do exército, Matt Zeller, que gere a organização não-governamental No One Left Behind, que tenta trazer intérpretes do Iraque e Afeganistão para os Estados Unidos.

“Só estou vivo porque o meu tradutor afegão muçulmano salvou a minha vida ao matar dois combatentes talibãs que estavam prestes a matar-me numa batalha”, disse. O Afeganistão não está na lista dos sete países, mas a suspensão do programa de refugiados está  afetando os tradutores afegãos que receberam vistos especiais por ajudarem as tropas norte-americanas…..

“Vamos fazer a América grande novamente”…..(????)

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo, afirmou que o protecionismo terá consequências negativas para todo o mundo e advertiu que “os mais pobres são os que têm mais a perder”. Em várias alusões às medidas deTrump, Roberto Azevedo insistiu que com o encerramento das fronteiras às trocas comerciais ,“toda a gente perderá”.O dirigente da OMC reconheceu que a liberalização do comércio internacional também acarreta “um impacto” nem sempre positivo e em particular “nas economias avançadas”, por exemplo, pela via de uma maior pressão no mercado de trabalho.Roberto Azevedo – que falava num colóquio organizado pelo Tesouro francês em Paris sobre a abertura comercial, o crescimento e as desigualdades – sublinhou que 80% dos postos de trabalho desaparecem devido às mudanças tecnológicas e não devido à globalização. “Se se acusa e atribui toda a responsabilidade ao comércio, não serão encontradas boas soluções”, argumentou o responsável, antes de defender que “com o protecionismo não se vão melhorar as coisas”.

Azevedo avisou ainda que 50% dos empregos nos Estados Unidos “correm o risco de ser substituídos por robots”, pediu para que se evitem explicações “simplistas” e considerou que perante este panorama um dos desafios é a formação e a readaptação das competências laborais.

Em relação ao aumento das desigualdades que também se atribuem à abertura de fronteiras, o responsável argumentou que “há muitas assimetrias que resultam de políticas nacionais” e aos mecanismos de redistribuição de riqueza ou à ausência destes. “Não podemos ignorar esses desafios” e “é preciso encontrar soluções”, mas isso não se conseguirá através do encerramento das fronteiras”, sendo “necessário ver como repartir os ganhos, reduzir as assimetrias induzidas”.

Sobre esta questão, o economista-chefe do Banco Mundial, Paul Romer, indicou que, entre 1990 e 2010, o índice de desigualdade aumentou significativamente nos Estados Unidos e diminuiu na Dinamarca com as mesmas evoluções tecnológicas, mostrando que políticas diferentes têm consequências diferentes…..


Imagem relacionadaVisão pessoal…

Trump diz que vai conduzir a política externa com uma ótica empresarial-ou seja, dane-se a parte política,que sob a visão estreita dele, não tem a menor importância- sempre buscando o melhor negócio. Ele afirma que os Estados Unidos são explorados(?) por aliados que, segundo ele, contam com a proteção militar americana sem arcar com os custos e cita a Otan, a aliança militar do Ocidente como exemplo.Como se os EUA fossem santinhos e coitados, injustiçados, uma grande mãe para todos…sabemos que não é assim.Intervenções militares em países do Oriente Médio foram os causadores de muitas outras guerras e nascimento do radicalismo islâmico.Na sua primeira semana como presidente dos EUA, Trump lançou um decreto anti-imigração que limita a entrada de cidadãos estrangeiros, principalmente naturais de países muçulmanos que a nova administração decidiu colocar na sua “lista negra” de suspeitas de terrorismo(sabemos por pesquisas embasadas por profissionais e especialistas em direito internacional que o número maior de terroristas vem da Tunísia,que não foi citada por Trump porque tem um governo supostamente amigo dos EUA). As fronteiras norte-americanas estão agora sendo mais controladas, com alguns refugiados e imigrantes proibidos de regressar ou de se fixarem nos Estados Unidos. Uma ironia para muitos, vistas as origens de Donald Trump.O congresso norte-americano apresentou projeto de lei intitulado “restrição de uso primordial de bomba nuclear” que deve reduzir o risco de conflito com outros países. Essa lei vai proibir iniciativa de Trump de realizar ataque nuclear primordial sem declaração de guerra pelo Congresso. O problema de ‘uso preventivo’ tornou-se críticamente importante agora que Trump tem direito de iniciar uma guerra nuclear a qualquer momento;Segundo especialistas, agora, o presidente dos EUA tem direito de ser o primeiro a usar bomba nuclear, relembrando que Trump já mencionou repetidamente essa possibilidade para combater o terrorismo.Em tempos de crise com outro país que dispõe de bombas nucleares, tal política aumenta significativamente o risco de escalação nuclear. Anteriormente, Trump escreveu em sua página do Twitter que os EUA devem reforçar e ampliar suas capacidades na área de armamento nuclear antes que “o mundo estime bombas nucleares”. Depois, o magnata adicionou que caso a corrida armamentista se intensifique, os EUA estarão em vantagem nessa área……Vamos ver qual lado da bipolaridade de Trump vai prevalecer.


Inspiração…

Associated Press
Agencia Reuters
BBC Londres
Jornal Le Figaro
cropped-cropped-cropped-cropped-preto-e-branco11.jpgMonicavox

Recomendo…

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