As superbactérias já são uma realidade ameaçadora…

Resultado de imagem para imagens sobre superbacteriasUma mulher do estado americano de Nevada morreu em setembro do ano passado de uma infecção causada por uma superbactéria que resistiu a todo tipo de antibióticos usados nos EUA. O incidente, que veio à tona somente neste mês, é parte do crescente problema de resistência aos antibióticos, que, segundo estimativas, causará 10 milhões de mortes em 2050.

“Eu acho que é preocupante. Nós dependemos há muito tempo apenas de antibióticos cada vez mais novos. Mas, obviamente, as bactérias podem muitas vezes desenvolver resistência mais rápido do que podemos criar novos antibióticos”, alerta Alexander Kallen, médico da divisão de promoção de qualidade de cuidados de saúde do Centro de Controle de Doenças e Prevenção, nos EUA.

“As pessoas continuam me perguntando quão perto estamos de cair no precipício”, diz o Dr. James Johnson, professor de medicina de doenças infecciosas da Universidade de Minnesota, nos EUA. A queda a que ele se refere é o dia em que as bactérias resistentes aos medicamentos serão capazes de superar o arsenal mundial de antibióticos. As infecções comuns seriam então intratáveis. A resposta de Johnson não é nada animadora:

“Nós já estamos caindo do penhasco, já está acontecendo, as pessoas estão morrendo, está aqui, agora. Claro, vai piorar, mas já estamos lá”, aponta.

Superbactérias

Esse tipo de bactéria é conhecida como “superbactéria”, e pertencem a uma família de bactérias resistentes aos antibióticos. Em casos como a mulher de Nevada, que estava infectada com Klebsiella pneumoniae, resistente aos 26 antibióticos usados no tratamento, o termo “superbactéria dos pesadelos” foi cunhado porque esta superbactéria em particular foi resistente até mesmo a antibióticos desenvolvidos como um último recurso contra a infecção bacteriana.

Um relatório britânico estima que, globalmente, 700.000 pessoas morrem a cada ano de infecções que são resistentes aos medicamentos. Em muitos desses casos, a resistência da infecção foi descoberta muito tarde, talvez antes que uma última droga eficaz, finalmente, fosse ministrada. Em países pobres, os antibióticos mais novos e mais caros não estão disponíveis.

O caso de Nevada é diferente. A resistência foi descoberta cedo no tratamento, mas mesmo as drogas vistas como a última linha de defesa não funcionaram. A mulher descrita no relatório estava na casa dos 70 anos e foi tratada em um hospital na cidade de Reno. Cerca de dois anos atrás, em uma visita prolongada à Índia, ela quebrou um fêmur, de acordo com o relatório. A mulher teve várias hospitalizações na Índia por causa de infecções, diz o Dr. Lei Chen, do Distrito de Saúde Washoe County, em Reno, e um dos autores do relatório.Quando a paciente foi internada no hospital de Reno, os profissionais de saúde descobriram que a amostra de bactérias testada era resistente a uma classe de antibióticos chamados carbapenemas – enterobactérias resistentes a carbapenem. “Antes, poderíamos nos apoiar nos carbapenemas, e eles poderiam confiávelmente varrer as bactérias”, diz Johnson. “Este caso quebrou até mesmo a nossa última grande arma”.

 A hospitalização mais recente da mulher para a infecção na Índia tinha sido em junho de 2016. Ela foi internada em um hospital em Reno, em agosto, e funcionários do departamento de saúde do estado foram notificados que ela tinha CRE. “Os resultados do laboratório mostraram que ela era resistente a todos os 14 medicamentos testados”, diz Chen. Outros testes no laboratório do CDC mostraram resistência a 26 antibióticos. Ela morreu em setembro de falência múltipla de órgãos e septicemia. “Esta foi a minha primeira vez que vimos um padrão tão resistente”, diz Chen.

Imagem relacionadaPrecauções e ações

As infecções de CRE são mais comuns na Índia e no Sudeste Asiático. As razões não são claras, mas todas as infecções se espalham mais facilmente em partes do mundo com instalações sanitárias inadequadas. O Dr. Randall Todd, diretor de epidemiologia e preparação para a saúde pública no Distrito de Saúde do Condado de Washoe, diz que todos os hospitais deveriam dobrar esforços preventivos, incluindo um histórico de viagem.

“É importante que os prestadores de cuidados de saúde e os hospitais tenham em mente que o nosso mundo está encolhendo”, diz ele. “Quando alguém entra, é importante saber onde estiveram no mundo”.

Então, se CRE ou outras infecções resistentes são diagnosticadas, o hospital pode tomar precauções apropriadas, como isolar o paciente, e imediatamente iniciar testes de laboratório para tentar encontrar um antibiótico eficaz.Mas neste caso, não havia nenhum antibiótico eficaz. “E nós vamos ver mais destes, de gota em gota, que vai virar um chuvisco constante e depois uma tempestade” prediz Johnson. “É assustador, mas é bom ficarmos com medo se isso motiva a ação”.

A ação necessária é usar sábiamente os antibióticos, tanto em pessoas quanto em animais, de modo que as cepas de bactérias não tenham chance de desenvolver resistência, diz o especialista. Além disso, continuar as pesquisas sobre o desenvolvimento de novos antibióticos. “Temos algumas novas drogas chegando, então há esperança”, diz ele. Mas, à medida que novos antibióticos se tornam disponíveis, “precisamos usá-los seletivamente”, aponta.


Visão pessoal…

Os antibióticos não funcionais poderiam custar à economia global 100 trilhões de dólares (cerca de 303 trilhões de reais, no câmbio atual) ao longo dos próximos 35 anos, bem como causar 10 milhões de mortes por ano no mesmo período.Cerca de 10 milhões de pessoas poderão morrer até 2050 se não houver novos antibióticos sendo produzidos. Se os cientistas não conseguirem encontrar novas drogas e continuarmos nos comportando da mesma forma que fazemos hoje,sem consciência alimentar e ambiental, em 2050 vai haver pelo menos 10 milhões de pessoas em todo o mundo morrendo todos os anos por resistência microbiana aos antibióticos; Nesta semana, as autoridades de saúde na Nova Zelândia anunciaram que a ilha – altamente preocupada quanto à prevenção de doenças – sofreu seu primeiro caso e primeira morte a partir de uma cepa de bactérias de drogas totalmente resistentes. Testes descobriram que a pessoa estava carregando uma cepa da bactéria conhecida como KPC-Oxa 48 – que rejeita todo o tipo de antibiótico.Nada a afetava,absolutamente nada. Isso é uma lição em dose dupla: ela ilustra que a resistência aos antibióticos pode se espalhar em qualquer lugar, não importa as defesas que levantemos, e demonstra que estamos à beira de entrar em uma nova era na história,a era pós-antibiótica.Mas o que realmente significa para nós estar na era pós-antibióticos? O que estamos perdendo com esta capacidade das bactérias de ignorar completamente os remédios(?) que temos usado desde a Segunda Guerra Mundial? Imagine um futuro sem antibióticos se não houver uma mudança drástica de hábitos do ser humano com relação ao planeta e á alimentação que ele ingere?Com antibióticos perdendo a utilidade tão rápidamente – e, portanto, não retornando o investimento(?) de cerca de US$ 1 bilhão por droga aplicado em sua criação – a indústria farmacêutica perdeu o entusiasmo(?) para fazer mais.Em 2004, havia apenas cinco novos antibióticos em desenvolvimento, em comparação com mais de 500 medicamentos de doenças crônicas para as quais a resistência não é um problema – e que, ao contrário dos antibióticos, são tomadas por anos, não dias(criando a dependência do organismo pela droga, não curando e sim, favorecendo os lucros da indústria farmacêutica). Desde então, as bactérias resistentes se tornaram mais numerosas e, compartilhando DNA umas com as outras, ainda mais difícil de tratar com os poucos(?) medicamentos que permanecem. Em 2009, e novamente este ano, os pesquisadores da Europa e dos Estados Unidos soaram o alarme sobre uma forma sinistra de resistência conhecida como CRE, para o qual apenas um antibiótico ainda funciona.As autoridades de saúde têm se esforçado para convencer o público de que se trata de uma crise(absolutamente improvável, isso é uma consequência);a resistência aos antibióticos é uma ameaça tão grave quanto o terrorismo, um mundo onde a infecção é algo tão perigoso que qualquer pessoa, mesmo com os menores dos sintomas, seria colocada em confinamento até que se recuperasse ou morresse. É uma visão sinistra, com a intenção de perturbar….. Mas ela pode até mesmo subestimar o que a ineficácia de antibióticos significaria em um mundo ainda dependente de remédios e sem consciência planetária……


Inspiração…

SUPERBACTÉRIAS: A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE- CURSO DE BIOMEDICINA USP

SUPERBACTÉRIAS: UM PROBLEMA EMERGENTE-Instituto de Ciências da Saúde (ICS) – Faculdade Alfredo Nasser (UNIFAN)

Science Alert

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Recomendo…

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