Harmonização e unificação dos aspectos da dualidade

 Resultado de imagem para imagens sobre dualidadeA dualidade é o tema principal, sobre o qual todo conhecimento espiritualista é debatido e analisado através de nossa consciência. Dualidade significa desequilíbrio. Em outras palavras, significa oscilar entre prazer e dor, amor possessivo e ódio, auto-exaltação e humilhação, entre muitas outras coisas. Todos os sentimentos negativos provém da oscilação no mundo da dualidade. Nem é preciso dizer que todos nós, no caminho espiritual, precisamos passar por este tipo de situações. Isto faz parte de nosso treinamento e aprendizado para as iniciações superiores. A nossa atenção deve estar sempre concentrada, sobretudo, no processo de harmonização e unificação dos aspectos da dualidade. O que nós queremos realmente, é nos libertar deste círculo vicioso que é o mundo dual.

Queremos, enfim, encontrar o ponto de total equilíbrio e harmonia com a Fonte/ Deus, bem como em relação a todas as coisas que nos cercam. Esta é uma tarefa difícil e árdua, e não pode ser conseguida sem que se realize um profundo trabalho de consciência neste sentido. Existem muitos elementos do mundo dual dos quais queremos nos libertar, pois que não estão sintonizados com o nosso propósito maior para esta existência. O processo de compreensão da unidade é a chave de todo o processo. As pessoas perdem um tempo incrivelmente grande tentando afastar-se da dor, do ódio, da humilhação, buscando então os seus respectivos pólos opostos, que são o prazer, o amor possessivo e a auto-exaltação de si mesmos. Percebe como nenhuma das características é possível nos agradar, na verdade?

Se queremos viver um amor possessivo, então temos que aceitar a conseqüência para esta nossa atitude, precisamos pagar o preço, que será, quem sabe, um sentimento de ódio que poderá vir a nascer no futuro. Mas nós  não queremos odiar, então porque odiamos? Odiamos porque queremos amar possessivamente. E enquanto não adquirirmos a consciência de que esta é uma forma desequilibrada de amor, estaremos presos a este círculo vicioso da dualidade.

O sofrimento perdurará, até que possamos perceber os nossos próprios erros. As pessoas buscam o prazer na vida. Buscam prazeres materiais. Mas não conseguem entender porque após o prazer, sempre vem a dor. O que as pessoas pensam ser um prazer, na verdade não o é. O prazer é apenas uma outra forma de manifestação da dor, uma forma disfarçada e dissimulada. Prazer e dor são uma coisa só, eles não são elementos separados. Difícil é provar isto para a nossa consciência. Se sabemos que prazer e dor são uma coisa só, porque então não descartamos esta forma de experiência de nossas vidas? Não precisamos mais continuar sofrendo, uma vez que possuímos a consciência da ilusão da dualidade.

Uma vez que abrimos mão do prazer, estamos, assim, evitando a dor. Em breves palavras, é assim que vamos realizando, pouco a pouco, a perfeita integração dos pólos opostos da dualidade, resultando na harmonização de todos os aspectos. Nós precisamos unificar, integrar os elementos, e jamais separá-los. Esta é uma grande Lei Universal.

Enquanto o ego acreditar nos prazeres ilusórios da matéria, ele estará na verdade experimentando a própria dor. Poucos, muito poucos neste mundo, chegam a perceber que o prazer material é, na verdade, uma dor. Poucos sentem esta dor, porque se a dor existe, é porque a consciência superior do ser humano está atuando sobre a sua vida. Este ser humano está, na verdade, a caminho de despertar sua consciência. A dor é o elemento sinalizador de todo o processo. Esta dor é na verdade um sinal de libertação, um renascimento para uma nova realidade, uma realidade divina.

A CIÊNCIA DAS POLARIDADES ENERGÉTICAS

É muito importante compreender, neste campo de estudo, como se comportam as polaridades energéticas, e como funcionam os seus princípios.É preciso explicar, neste momento, que ambas as polaridades representam a oscilação do mundo da dualidade. O bem, é na verdade um bem ilusório; assim como o mal, é na verdade um mal ilusório. Perceba que apesar de opostos, ambos pertencem à mesma linha geométrica, bem como o mesmo centro geométrico. Aí reside a grande chave de todo o entendimento. Se uma pessoa está buscando pelo “bem” (prazer, amor possessivo, auto-exaltação), ela está se afastando do seu centro. Como o “mal” é na verdade uma contraparte do “bem”, então a dor, o ódio e a humilhação serão inevitáveis na vida desta pessoa. É evidente que nenhuma pessoa busca voluntariamente o sofrimento, ou seja, o lado do “mal”. Ele é uma conseqüência da busca pelo “bem”. Agora, junte todas estas informações, e pare por alguns instantes para analisá-las. Certamente você encontrará diversos aspectos da sua vida que se enquadram neste esquema.

Você perceberá exatamente onde é que você está empregando suas energias. Você poderá estar se afastando do centro, tanto por buscar o “mal”, como por estar buscando o “bem”. Restará ainda uma pergunta. Se nenhum destes dois caminhos conduz ao equilíbrio, qual é o caminho então? O caminho, sem dúvida alguma, é permanecer no centro.

A interação com o mundo do livre arbítrio pode ocorrer perfeitamente, mas desde que se tenha consciência deste centro de equilíbrio. É impossível viver harmonicamente com o mundo, se não tivermos consciência deste centro. Este centro é, na verdade, a nossa grande busca. Pode ser chamado também de Tao. É um estado de consciência plenamente ligado a Fonte/ Deus.  A melhor forma, e porque não, é imaginarmos que somos como sóis. Como um Sol, somos o centro de onde toda a luz se irradia para o universo. Podemos imaginar a Fonte/ Deus como um grande Sol. Note que a luz do Sol é independente de todos os elementos exteriores. Ela simplesmente é. Comece a perceber a si mesmo, como você realmente é. Neste momento, se você puder perceber, entenderá perfeitamente porque costumamos dizer, em nossas meditações: EU SOU AQUILO QUE SOU. Você saberá que a sua luz independe de toda e qualquer ilusão do mundo exterior, de maya, do mundo do livre-arbítrio.

Você é forte e poderoso por natureza e essência. Sinta este centro de equilíbrio dentro de você, banhe-se nele, realize-se nele. Pois é ele a razão de toda a nossa existência. É a fonte proveniente de toda a felicidade verdadeira e eterna. É o universo infinito que se deslumbra aos nossos olhos, onde tudo é possível se realizar. O nosso crescimento espiritual se dará sempre em direção a este centro, jamais para fora dele.

Por isso se diz que o caminho que conduz á Fonte /Deus é estreito e difícil. Devemos caminhar sempre para dentro deste centro, cada vez mais, pois é este o caminho que conduz a Ele e nos integra cada vez mais à divindade de tudo o que existe.

Resultado de imagem para imagens sobre dualidadeUMA PERCEPÇÃO AINDA MAIS AVANÇADA

Muito questionamos, durante a nossa caminhada espiritual, sobre o que viria a ser o ego. Este é um elemento que está sempre presente, mas que evidentemente, somente nos acompanhará enquanto for necessário para a nossa evolução. Em breves palavras,  podemos dizer que o ego é o nosso aspecto que relaciona-se e identifica-se com o mundo da matéria. Podemos dizer também, que a intensidade das experiências no mundo da dualidade será tão maior, quanto maior for a identificação com a matéria. Isto quer dizer que uma identificação maior com a matéria, requer mais experiências. A distância que separa o foco de consciência do ser humano de seu próprio centro, é maior neste caso. Todo o caminho espiritual está relacionado ao encontro de nosso próprio centro de equilíbrio. Este centro de equilíbrio, é a nossa grande meta.

Sempre que abandonamos alguma forma de dualidade (lembramos aqui os diversos planos de causalidade, segundo a filosofia hermética), estamos caminhando cada vez mais rumo à este centro, que é na verdade o nosso Eu Superior, nossa Mônada, Deus. Este é o nosso caminho, e se você até agora tinha tantas dúvidas, talvez agora possua uma melhor compreensão de tudo isto. Caminhar rumo a Deus é extremamente agradável, especialmente quando temos consciência disto.

A dualidade, uma vez vencida e definitivamente superada, torna-se apenas uma vaga lembrança que guardamos de nossos caminhos tortuosos do passado. Agora, a sensação é de total liberdade, paz de espírito, graça divina e plena confiança em nós mesmos. Continuaremos tendo acesso ao mundo dual, mas desta vez, saberemos como lidar com este mundo. Não criaremos vínculos desnecessários, seremos mais prudentes e sábios, amorosos na medida certa, sabendo onde, como e quando aplicar as nossas energias. O mundo da dualidade, para efeito de ascensão, é um reino para o qual definitivamente fechamos e trancamos todas as portas por toda a eternidade.

O mundo da unidade é o único que realmente nos conduz à Fonte/ Deus, é a única fonte da felicidade eterna que tanto buscamos. Ao chegarmos neste nível, saberemos que tudo o que existe é a paz, a luz e o amor divino. Todo o resto faz parte de um mundo irreal, que só pode prejudicar a quem se permitir. Nossa verdadeira identidade é essa Fonte/ Deus, e como Ele/Ela, somos eternos. Podemos olhar para baixo, ver a ilusão e rirmos dela, exatamente porque é apenas uma ilusão. Podemos olhar para todos os nossos sofrimentos anteriores, e rirmos deles. Pois todos estes sofrimentos, por mais duros que nos parecessem, eram ilusórios. Esta é a consciência que se alcança, uma vez que você descubra seu próprio centro de poder em seu interior.

A ILUSÃO DA SEPARATIVIDADE

É também muito importante ter consciência, sempre, da ilusão da separatividade. As pessoas em geral correm o risco de perder muito tempo envolvidas pela ilusão da dualidade, não conseguindo desvincular-se, e assim atrasando seus processos evolutivos. Pense da seguinte forma: fugir da dor é, na verdade, atrair a dor; fugir do ódio é, na verdade, atrair o ódio; fugir da humilhação é, na verdade, atrair a humilhação. Sempre que estamos fugindo destes sentimentos inferiores, estamos na verdade fugindo de nós mesmos. Alguém pode vir e eventualmente lhe ofender, por exemplo. Qual seria a sua reação? Seria uma reação de ódio? Você teria vontade de vingar-se? Pense sobre  isto. Medite profundamente e entre em contato com o seu centro interior. Você vai perceber, num certo momento, que na verdade nada pode lhe afetar a não ser você mesmo.

Você não possui coisa alguma na vida, que não tenha atraído para si mesmo. Se você irradia ódio, o seu ódio retornará para você. A lei do retorno é inexorável. Portanto, se alguém lhe ofende, este alguém possui razões para tal atitude. Antes de vingar-se ou reagir de alguma forma, veja se em seu interior não há causas, razões para agir de forma igual.

Se estas causas existirem, você não pode de maneira alguma condenar ou julgar o seu agressor. A existirem causas iguais às dele em seu interior, você também pode ser considerado um agressor, caso queira julgar desta forma. Se você considerar, portanto, que é errado julgar a si mesmo, também não julgará ao outro. Se você considerar, portanto, que não deve atacar a si mesmo, também não atacará ao outro. Esta é uma consciência a ser tomada de sua parte. Trata-se de um exemplo de situação, a que estamos sempre muito sujeitos em nosso dia-a-dia. A lei divina, na verdade é muito simples: “Amai aos outros e a ti mesmo, e a Deus sobre todas as coisas”.

É muito fácil teorizar tudo isto, entretanto, aplicar em nosso cotidiano é um verdadeiro desafio. Uma vez que você tenha plena consciência de seu próprio centro interior, você jamais se sentirá afetado ou agredido por qualquer coisa neste mundo. Se você possui somente razões para amar, pouco importa que alguém queira lhe ofender ou atacar. Este alguém receberá de volta para si, aquilo que está projetando sobre você. Se em seu coração habita um amor pleno, se você irradia apenas amor a todas as pessoas, você não poderá receber outra coisa senão somente o amor.  Você só pode ser afetado por você mesmo, e por nada nem ninguém mais. Você é a sua própria limitação. Transcenda suas limitações, torne-se eterno e realizado em consciência.


Resultado de imagem para imagens sobre dualidadeVisão pessoal…

Você é eterno por natureza, basta que adquira a consciência disto. Não tente separar o prazer da dor, o amor possessivo do ódio, a auto-exaltação da humilhação, pois isto é impossível. Ao invés disso, descarte tanto o prazer como a dor, tanto o amor possessivo como o ódio, tanto a auto-exaltação como a humilhação. Não busque mais o prazer, nem o amor possessivo, nem a auto-exaltação, e assim você estará evitando defrontar-se com as polaridades opostas destas mesmas formas de energia. Ao invés disto, permaneça no seu centro interior e caminhe rumo à ele. Você perceberá, assim, que o mundo da ilusão é apenas um instrumento que está nas suas mãos. Conscientize-se, definitivamente, de que sua verdadeira busca deve estar baseada sempre nos princípios de equilíbrio, e jamais de dualidade. Busque a unificação, jamais a separação. E tem mais; uma vez que sua visão espiritual parta de seu centro de equilíbrio, você terá uma forma específica de observar o mundo da dualidade. Você não verá os elementos como duais. Entretanto, saberá que existe uma parcela de energia do que você julgava ser ilusão, em ambas as polaridades, que está fazendo parte, na verdade, do próprio centro de equilíbrio. As polaridades, entretanto, desaparecem quando fundem-se ao centro de equilíbrio. A ilusão se desintegra, transmutando-se e fundindo-se à realidade das infinitas virtudes divinas. Compreendamos que em muitas formas de ilusão, existe uma pequena parcela de energia real, que precisamos reconhecer e assimilar. Aqui se faz necessário o discernimento. Você precisa aprender a discernir entre o real e o ilusório. Isto é algo de que, inevitávelmente, você se conscientizará no decorrer de seu processo de ascensão. Você aprenderá a ver o mundo real em seus mais perfeitos detalhes, sem as influências da ilusão de sua própria mente. Compreenda que a ilusão é apenas uma forma de percepção da mente. Quando a sua mente passa a perceber as coisas da forma como realmente são, então você está enxergando através de uma consciência desperta, pelas lentes do Eu Divino. O seu objetivo final é passar a observar  todas as coisas desta forma, já que todo sofrimento provém de percepções equivocadas. A percepção equivocada dá origem à ilusão que, por sua vez, ocasiona o sofrimento. Pois toda felicidade verdadeira provém da Unidade, únicamente e somente Dela. Sejamos sempre,ou tentemos pelo menos ser a maior parte do tempo, conscientes e verdadeiramente plenos e íntegros espiritualmente.


Inspiração…….

O bem e o mal – Federação Espírita Brasileira

Além do bem e do mal – NEPPEC

O sublime em Assim falou Zaratustra – UFSCar

rousseau e a origem do mal – Mestrado em Filosofia – Ufba

cropped-preto-e-branco1.jpgMonicavox


Recomendo…

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