Trump X Coréia do Norte-Terceira Guerra Mundial á vista…?

Resultado de imagem para imagens de trump e a coreia do norteHoje em dia, se está criando a impressão que o mundo está à beira de uma grande guerra, particularmente no que se trata da tensão existente entre os EUA e a Coréia do Norte.

De acordo com os dados disponíveis, Trump ordenou enviar um grande grupo naval de ataque encabeçado por um porta-aviões nuclear à costa coreana. Mas também há informações de que, e isto é o mais perigoso, para a região teriam sido enviados submarinos americanos portadores de mísseis de cruzeiro Tomahawk.

Militares norte-coreanas durante a parada militar em homenagem ao 60º aniversário do fim da Guerra da Coreia, 2013

A Marinha dos EUA possui 4 submarinos desse tipo, sendo que cada um deles porta 154 mísseis Tomahawk de baseamento marítimo. Ou seja, tudo em conjunto isto quer dizer que os EUA dispõem de um potencial que pode ser usado contra a Coréia do Norte.

A avaliação deste potencial mostra que a capacidade conjunta destes submarinos é por volta de 600 mísseis de cruzeiro. Além disso, há um certo número do mesmo tipo de mísseis nos navios militares americanos que se dirigiram à região. Deste modo, o potencial para um ataque preventivo americano contra a Coréia do Norte conta com mais de 700 mísseis Tomahawk.

“Se tal operação por parte dos EUA começar em um instante, isto quer dizer que a Coreia do Norte não poderá repelir um ataque tão maciço. Já que 700 mísseis Tomahawk superam até um sistema antiaéreo moderno, enquanto na Coreia do Norte continuam estando instalados sistemas e complexos antiaéreos soviéticos antigos”, explicam os analistas.

Por isso, há um risco, no caso de um ataque contra a Coréia do Norte, que Trump não descarta, pelo menos nas suas declarações públicas, Kim Jong-un autorize o uso de armas nucleares como medida de resposta.

Líder norte coreano, Kim Jong-un, observa treinamento militar (a foto sem data foi divulgada pela agência de notícias central da Coreia do Norte em 11 de dezembro de 2016)

Ninguém sabe de que modo estas armas nucleares serão utilizadas e aplicadas. Porém, é evidente que o primeiro ataque pode ser efetuado contra a Coreia do Sul, onde existe um grande contingente militar americano.Também não se pode descartar a possibilidade de que Kim Jong-un tenha uma equipe especial, cujo objetivo é realizar ações de resposta caso contra Pyongyang seja efetuado um ato de agressão. Pode ser que uma ou duas munições nucleares estejam inseridas em submarinos.

“Em seguida, este submarino poderá se dirigir à costa sul-coreana, japonesa ou americana, onde poderá efetuar um ataque nuclear. É um cenário terrível, tudo isso coloca o mundo à beira da Terceira Guerra Mundial. Acredito que durante as conversações (entre o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, e o chanceler russo, Sergei Lavrov) nós, mais uma vez, fizemos os americanos entenderem todos os riscos da confrontação política e militar que eles estão fomentando hoje, bem como as possíveis consequências tenebrosas e horrorosas”, expressou o jornalista e editor-chefe da revista Natsionalnaya Oborona (“Segurança Nacional”em russo).

Parada militar comemorativa do 105º aniversário de Kim Il-sung, em 15 de abril de 2017

Korotchenko frisou que, qualquer quer que seja a diferença entre o regime norte-coreano e os padrões da democracia ocidental, Pyongyang também tem sua própria lógica que pode ser entendida.”Eles não são malucos. Eles apenas querem que os deixem em paz”, explicou.

“No entanto, quanto se reúne um tal poderio naval para, provávelmente, efetuar um ataque, deixa de ser possível prognosticar as ações das autoridades norte-coreanas. Assumindo que a Coreia do Norte use armas nucleares contra os mísseis Tomahawk americanos, isto quer dizer que os EUA também começarão uma guerra nuclear se efetuarem um ataque de resposta, já que os navios de guerra americanos têm armas nucleares. Por isso, a situação pode ser pior do que a Crise dos Mísseis de Cuba de 1962. E Trump se deve dar conta que as apostas feitas no jogo que ele começou podem ser terríveis pelas suas consequências catastróficas. Em caso algum se pode permitir que isso aconteça”, partilhou.

“Tenho certeza que a Coréia do Norte nunca será a primeira a atacar. Já que a lógica do seu regime é a lógica de sobrevivência. Se não os tocar, eles nunca vão atacar ninguém. Os EUA, por sua vez, parecem uma pessoa que, se apoderando de uma vara, a enfia em uma toca de urso. E quanto o urso furioso sair de lá, já vai ser tarde demais”, disse Korotchenko.

“Pelos vistos, os EUA estão inclinados para uma solução de força. Mas, neste caso, serão afetados os aliados mais próximos dos EUA. Já nem falo do risco de uma troca de ataques nucleares entre a Coreia do Norte e os EUA. Isto afetará inevitavelmente os interesses do Japão, outro aliado importante dos EUA. De qualquer modo, já há uma esperança que as autoridades sul-coreanas e japonesas tentem conter Trump de ações aventureiras. E, finalmente, uma ação tão maciça como uma declaração de guerra precisa de um mandato do congresso americano. Espero que ao menos uma parte dos congressistas americanos se manifeste contra esta aventura militar”, resumiu.

Visão pessoal…

O coração do problema, no meu ponto de vista, é que nós nos encontramos numa encruzilhada perigosa em termos das relações geopolíticas estratégicas e, claro, em termos das guerras, e que isso não é o que nós poderíamos descrever como sendo uma nova Guerra Fria, porque a Guerra Fria tinha algumas salvaguardas quanto a armas nucleares. Havia diálogo, havia consultas, mas isso que vem acontecendo nos últimos anos é um colapso da comunicação, da comunicação Leste-Oeste. Isso vem acoplado com o que nós poderíamos descrever como a globalização da OTAN. Em outras palavras, a OTAN está estendendo suas pinças para além da assim chamada região atlântica. Ela tem uma agenda militar que é de conquista, ela se declara uma aliança defensiva, mas suas ações nas fronteiras da Rússia são de fato de natureza agressiva, e nós temos várias áreas de confrontação potencial que não se limitam à Ucrânia.Nós temos agora a questão a sudeste da Europa com a confrontação entre Armênia e Azerbaijão, o que também fica na ante-sala da Rússia; nós temos a questão das sanções, nós também temos a questão das rotas marítimas, a confrontação entre os Estados Unidos e a China, tendo em mente que a China e a Rússia são aliadas na Organização de Cooperação de Xangai (SCO);  nós temos também a situação no Oriente Médio, em particular no Iraque e na Síria que, em efeito, é uma guerra disfarçada entre a Rússia e a OTAN.E… a respeito da guerra contra o terrorismo, nós sabemos que a guerra contra o terrorismo é artificial, e que a única força efetiva que está lutando contra os terroristas são de fato as forças do governo sírio com suporte da Rússia junto com o Irã e o Hezbollah, e que os Estados Unidos e seus aliados, e isso inclui a OTAN, estão dissimuladamente apoiando as organizações terroristas;Então,quando nós temos esse tipo de discurso em que pessoas nos mais altos níveis de governo estão fazendo declarações que na verdade convergem para um cenário de Terceira Guerra Mundial, nós estamos numa encruzilhada muito perigosa; penso que nós temos que ter esperança que algumas pessoas nesse espectro político dos líderes ocidentais acabem por se dar conta que construir um relacionamento com a Rússia e a China de modo a evitar confrontações militares é, no fim das contas, a saída, porque a Terceira Guerra Mundial é terminal. Nós não podemos entrar nesse debate, mas a Terceira Guerra Mundial não é uma opção e os Estados Unidos não vão vencer a Terceira Guerra Mundial. Ninguém vai vencer a Terceira Guerra Mundial.Ninguém sabe aonde isso vai nos levar, esse é o problema. Isso poderá levar, a todos nós, muito fácilmente de pequenas provocações para uma série de escaladas por cada lado, para mostrar quem está falando sério. E, dado o efeito detonador das armas nucleares nos territórios da OTAN,o perigo de uma escalada para uma terceira guerra mundial,é totalmente real.

Inspiração….

Ruben Bauer Naveira

É doutor pela COPPE/UFRJ juntamente com a London School of Economics (LSE) e autor do livro “Gestão da Mudança” (editora Atlas)

Dados da Agência Reuters

BBC London

Le Figaro-Paris

Monicavox

Recomendo…

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