Invista no seu Autoconhecimento

Resultado de imagem para imagens de autoconhecimentoAutodescobrir-se é conhecer seus próprios potenciais internos, perceber a capacidade de realização pessoal e enfrentar os processos de que a Vida exige envolvimento e solução. Quando nos conscientizamos que somos feitos da matéria prima de Deus, o espírito imortal, adquirimos a consciência de nosso poder interno. A consciência da indestrutibilidade do espírito, isto é, de si mesmo, é fator fundamental para a descoberta e desenvolvimento dos potenciais interiores.

Nossos potenciais são capacidades internas não utilizadas face ao desvio de energia psíquica para os desejos egóicos. Tais desejos, calcados no egoísmo atávico, resultante do nível de evolução da maioria dos habitantes do planeta, impedem que enxerguemos as habilidades já conquistadas em vidas passadas, bem como aquelas que podemos desenvolver na atual. O desenvolvimento dessas habilidades pode ser impulsionado pelos pais, principalmente por aqueles que demonstraram capacidade de realização frente ao mundo, nas várias dimensões da Vida. Quando não são os pais que impulsionam, são os exemplos de familiares mais destacados no grupo, de professores, de mestres, de figuras religiosas, de heróis, bem como daqueles que constróem uma boa relação produtiva com a sociedade.

Para desenvolver e fazer desabrochar os potenciais do espírito, devemos acreditar em nossa criatividade e impulsioná-la para além dos limites impostos pela consciência racional, buscando penetrar nos meandros da mente, à maneira dos artistas, poetas e místicos da humanidade. Não há limites quando, através da oração sincera a Deus, e integrados nos Seus propósitos, usamos a  inspiração, a intuição e a criatividade. Além da oração pode-se descobrir o próprio mundo interior através de meditações e de processos analíticos terapêuticos. A Vida deve se tornar disponível para o Self, visto que nele se encontra a matriz diretora gerada pelo espírito.

Futuro

Não podemos esquecer de que o funcionamento da mente humana só é possível graças à consciência da existência de um futuro. A forma como o configuramos psicológicamente é fator importante, não só para o nosso destino como também para a manutenção do equilíbrio psíquico. No processo de autodescobrimento devemos pensar e idealizar nosso futuro, tentando antevê-lo como forma de não se pensar estar à deriva ou mesmo de viver apenas do conhecimento do passado e de suas conseqüências. O futuro é uma função onde interferem fatores externos e internos. Sua realização dependerá da nossa vontade e de circunstâncias coletivas às quais todos estamos sujeitos. Todos queremos prognosticar nosso futuro. E queremos que ele seja promissor e venha a nos trazer felicidade.

O autodescobrimento permite que interfiramos na parcela do futuro que depende de nossa exclusiva vontade, que estará mais fortalecida com as descobertas de nossos potenciais interiores.

Para muita gente ele se constitui numa incógnita que pertenceria unicamente a Deus. Porém, à criatura mais amadurecida no processo evolutivo, ele deixa de ser algo desconhecido que induziria ao medo e à angústia.

A visão do futuro, como algo que se constrói a cada momento, permite que o indivíduo se tranqüilize em relação às  adversidades que porventura venha a enfrentar, visto que a felicidade é conquista certa acessível a todos.

Resultado de imagem para imagens de autoconhecimentoMinha Sombra

O conhecimento da sombra é outro fator importante no processo de autodescobrimento, pois possibilita a percepção dos aspectos desconhecidos da personalidade e daqueles que não são desejados, portanto negados. Por muito tempo aprendemos que devemos reprimir o mal e evitar exteriorizar nossa agressividade, bem como policiar nossas atitudes. Porém o mal sempre foi algo que sofreu modificações de acordo com a época e com a cultura das sociedades, não sendo um ente muito bem compreendido. Ao invés de negar o mau e de evitar agressividade, seria mais adequado conhecer sua natureza em mim e utilizá-lo de forma produtiva no meu processo existencial. O mal em mim, quando trabalhado equilibradamente se transforma em bem para mim. A agressividade quando dirigida se transforma em ferramenta construtiva do nosso progresso. Tudo que existe no ser humano como motivo inconsciente que o incomoda, pode ser redirecionado adequadamente para sua felicidade. Negar ou acreditar que tais aspectos não têm importância é subestimar seus poderes de ação. Tudo que desconheço em mim se torna condutor de meu destino, visto que age à minha surdina sem que lhe direcione o sentido ou lhe dê uma função útil. Muitas vezes, por força da cultura, o que chamo de mal é apenas minha visão equivocada do que poderia ser um bem.

Imagem relacionadaPor este motivo, existem dois tipos de sombra: a negativa e a positiva.  A sombra negativa contém aquilo que nego que sou ou não aceito em mim. Muitas vezes ela é projetada nas pessoas que nos parecem apresentar aquela característica que, inconscientemente, não aceitamos em nós mesmos. Geralmente desenvolvemos sentimentos negativos por essas pessoas. A sombra positiva ou dourada contém aquilo que desconheço existir em mim ou que não sabia que já havia conquistado, ou que sou capaz de realizar. Contém aspectos positivos da personalidade, mas que, por motivos diversos, não consigo reconhecer.

Também projetamos esses aspectos em pessoas que admiramos. As duas formas de sombra são aspectos da personalidade que se alicerçam em função das experiências adquiridas nas vidas sucessivas, ligadas às questões morais e que não são fáceis de serem desconectadas do conceito que temos de mal. São componentes da personalidade que, se negligenciados ou reprimidos, continuam influenciando sobremaneira a vida relacional dos indivíduos. É fundamental, portanto, reconhecer sua existência, integrar a face positiva e buscar uma forma de expressar a face negativa, de tal modo que não se constitua num obstáculo à manifestação da personalidade, nem traga sofrimentos insuportáveis. Devemos nos conscientizar de que, sempre que trazemos aspectos de nossa sombra para a consciência, não nos sentimos bem. A sombra traz coisas negadas e reprimidas por muito tempo, daí termos dificuldades em lidar com elas. A manifestação da sombra é um trabalho delicado que deve ser feito com cautela a fim de não nos deixarmos possuir por ela. Constelar a sombra é acreditar  que aquele lado obscuro, considerado negativo da personalidade, é que deve prevalecer. É um equívoco.

Minha sombra é minha companheira, da qual devo tomar ciência de seus traços e de suas características. É a parte de mim mesmo que devo tornar consciente e colocá-la a serviço de minha evolução espiritual, sem que seus aspectos aversivos me tomem.

Imagem relacionadaMinhas Virtudes

No processo de autodescoberta devo conscientizar-me de minhas virtudes, mesmo que apenas reconheça que sejam embrionárias. Não se trata de aderir à vaidade ou ao orgulho acreditando ser algo que não se conquistou. É positivo afirmar ter virtudes, porém é negativo se deixar envolver demasiadamente por elas, acreditando-se superior. Faz parte de ter uma auto-imagem positiva, bem como gostar de si mesmo, descobrir essas qualidades interiores iniciadas ou já conquistadas Pelo mecanismo inconsciente da projeção, o bem que você enxerga em alguém possivelmente existe em você, mesmo que de forma rudimentar. As qualidades superlativas observadas em certas pessoas, podem ser por você desenvolvidas, já que é capaz de percebê-las em outrem. Verifique em que grau você já vivencia as virtudes abaixo. Se, em pelos menos uma oportunidade você conseguiu reconhecer que exerceu alguma delas, é sinal de que ela existe e pode ser desenvolvida e ampliado o seu exercício.

Paciência.

Capacidade de perceber o ritmo do outro compreendendo o momento adequado para atuar. Persistência tranqüila de quem sabe suportar. Serenidade e resignação diante de provas. Saber adiar recompensas.

Bondade.

Capacidade para renunciar em favor do outro de forma a lhe trazer felicidade. Brandura, doçura e benevolência para com o próximo. Doar sem desejar retribuição.

Amorosidade.

Capacidade de colocar a energia do amor no pensamento, na fala e nas ações. Propensão ao amor. Envolver-se pela energia divina da paz interior.

Empatia.

Capacidade de se colocar no lugar do outro, percebendo o que ele sente. Sentir como o outro. Ser tolerante e compreensivo com o outro.

Harmonia (estar em).

Capacidade de se sentir em equilíbrio interior, independente das circunstâncias externas. Sentir a suavidade da Vida. Estar de bem com a Vida e com as pessoas. Ter espírito conciliador. Harmonia é equilíbrio, é amor, é centração e descentração simultâneas, é ser e estar, é agir e calar, é dar e receber.

Determinação.

Capacidade de ser perseverante e de concluir o que inicia. Ter senso de decisão e oportunidade. Ser persistente em seus objetivos.

Seriedade.

Capacidade de agir com fidelidade a seus propósitos sem perder o endereço de seus objetivos. Coerência nas ações e inteireza de caráter. Senso de percepção das finalidades de suas atitudes.

Alegria.

Capacidade de se sentir bem e disponível para viver os processos da Vida com satisfação. Contentamento e júbilo com a Vida. Estado interno e externo de completude.

Sinceridade.

Capacidade de objetivar pensamentos e atitudes sem trair seus propósitos nem ferir o outro. Franqueza e lealdade diante do outro. Ação com lisura e sem dissimulação. Objetividade nas relações com o outro.

Humildade.

Capacidade de reconhecer seus limites e possibilidades. Percepção de igualdade com o próximo. Respeito e reverência pelo outro. Ação com respeito e simplicidade.

Gratidão.

Capacidade de reconhecer o valor do outro e de sua influência positiva, buscando retribuí-lo. Estar disponível para doar. Capacidade de saber remunerar e premiar.

Disposição de servir.

Capacidade de se permitir tempo e espaço para a ação em favor de outrem. Condição de quem se encontra centrado. Percepção da necessidade de agir em favor dos objetivos de Deus.

Paz.

Estado de equilíbrio interior em consonância com Deus. Administração equilibrada de conflitos íntimos. Plenitude interna.

Imagem relacionadaAutotransformação

A autotransformação é o processo de retomada da própria vida a partir do referencial do Self, dispondo-se o indivíduo a atuar nela com o conhecimento de si mesmo e com a descoberta e utilização adequada dos próprios potenciais interiores. É um processo de relação com o mundo e que deve ser feito na convivência social, no contato com o que se lhe opõe, internalizando as experiências. A autotransformação ocorre quando nos dispomos a por em prova o que somos e verificando se o que acreditamos já ter conquistado pode ser posto em prática. Nessa fase do processo evolutivo descobrimos se os valores alicerçados na caminhada evolutiva de fato funcionam e se são consistentes em nossa personalidade. Muitas vezes pensamos já possuir determinadas virtudes, porém não as colocamos em prática não só diante das adversidades como também quando nos relacionamos com pessoas que nos opõem na forma de pensar e agir. Equivale a dizer que, entre os bons é fácil ser bom, porém entre os maus é que se prova a virtude do bem. É no processo de autotransformação que se torna possível esse embate. A percepção de que não conquistamos o que pensávamos possuir servirá de estímulo à real aquisição.

Os campos de prova onde poderemos verificar se já estamos colocando em ação nossas virtudes se situam no ambiente da família originária e da gerada, nos grupos sociais de que fazemos parte, no ambiente profissional, nas relações amorosas e nas relações com os sistemas de controle da sociedade. A família originária é aquela na qual renascemos, e a gerada é a que constituímos. Muitas vezes elas se confundem face à convivência e afinidades entre seus membros.

O processo de transformação interior decorre da necessidade da reforma íntima de pensamentos e emoções. É uma decisão interna de mudar, face à necessidade de se desligar de situações e conflitos que não mais favorecem o crescimento evolutivo. É uma exigência interna em se submeter às exigências do mundo sem se deixar sucumbir por ele. É um processo que nos permite viver no coletivo da sociedade, de acordo com nossos princípios morais, pondo-os em prática para avaliá-los e reavaliá-los.

 

Não é necessário atrito das relações humanas para estarmos atuando e transformando nossos valores. O ego, então conhecedor de si mesmo e após ter descoberto seus mecanismos de defesa e as potencialidades latentes, permitirá que o Self possa verdadeiramente dirigir o processo de desenvolvimento pessoal, alicerçando as aquisições do espírito. A autotransformação é a aplicação de uma filosofia de vida harmoniosa consigo mesmo, com o próximo e com a Vida. É a aplicação da harmonia interna no mundo externo, com todas as dificuldades inerentes ao convívio social. Nesse estado tornar-se-á possível colocar em ação a paz interior que já se conquistou, testando-a nos momentos  difíceis e entre pessoas que nos pareciam problemáticas e com quem não tínhamos boas relações.

Nessa fase do crescimento pessoal, o indivíduo deve também por em prática sua coragem de atuar na vida como pensa e sente, pois suas idéias, já buriladas no autoconhecimento e seus sentimentos já trabalhados no autodescobrimento, não serão inferiores àquelas que estejam sendo percebidas externamente.

Isso significa ser mais verdadeiro e autêntico na vida, tendo o cuidado de não expor em demasia sua sombra. A autotransformação nos permite a condição flexível de assumir o que fazemos e fizemos sem receio de censuras e críticas. Nessa fase não é incômodo admitir os equívocos nem os defeitos, pois que se encontram devidamente percebidos e sendo trabalhados, isto é, em processo de reformulação. A mentira, antes utilizada de forma explícita ou velada, e, muitas vezes, encoberta pelos mecanismos de defesa, deixa de ser instrumento nas relações interpessoais. O que pensa e sente, devidamente depurado pelo conhecimento de si mesmo, pode ser expresso tendo em vista o grau de maturidade do indivíduo, bem como o conteúdo superior de seus propósitos.

No processo de autotransformação nós nos conscientizamos da capacidade de alterar a vida à nossa volta. Percebemos que o mundo chega até nós como reflexo de nossa transformação interior.

Resultado de imagem para imagens de autoconhecimentoVisão pessoal…

Parece que são as pessoas que mudam, que se transformam. E de fato elas se modificam interiormente e no trato conosco, porém a grande mudança está ocorrendo em nós. O universo conspira a favor de nossa transformação, pois que o progresso espiritual é um processo arquetípico.  A flexibilidade do espírito é marca característica do processo de autotransformação. Não há lugar para a rigidez e inflexibilidade. O ser que se transforma consegue ter a visão de totalidade, onde coexistem possibilidades de percepção de posições antagônicas, com características completamente distintas entre si. Há aspectos contraditórios em todas as coisas, pois em tudo está seu oposto. Essa flexibilidade na percepção da realidade nos permite voltar atrás quando percebemos os equívocos que cometemos, sem que isso nos torne uma pessoa incoerente. Não se trata apenas de reconhecer os erros, o que é sempre desejável, mas, também, conseguir enxergar a vida sob vários ângulos, inclusive aqueles que se opõem ao nosso. No processo de autotransformação deveremos entrar em contato com as formas com que nos envolvemos com as famílias (originária e gerada), com a escolha e o desempenho profissional, com nossa vida sexual, com nossa ligação com o dinheiro, bem como com a forma como lidamos com a afetividade, além de todos os aspectos que envolvem as dimensões da Vida. No processo de autodescobrimento analisamos as diversas dimensões da Vida, visando reconhecer o estágio em que nos encontramos em relação à forma de lidarmos com elas. Nessa nova fase deveremos colocar em prática, em cada dimensão, o que acreditamos e desejamos para nós, à luz de novos valores e de perspectivas positivas, sem receio da possibilidade de não termos êxito. Nessa fase não é problema sofrer, visto que a dor é encarada de outra forma. Ela é sinalizadora da necessidade de mudanças.

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Os 30 Alimentos Mais Saudáveis de Todos os Tempos

Resultado de imagem para imagens sobre alimentos crusEm uma pesquisa sobre os padrões de gastos domésticos com alimentos entre famílias dos EUA, o Serviço de Pesquisa Econômica (Economic Research Service-ERS) do Departamento de Agricultura dos EUA revelou que os americanos estão gastando muito do seu orçamento alimentar em alimentos muito insalubres.

A família média dos EUA gasta a maior parte do seu orçamento alimentar (quase 18 por cento) em grãos refinados, seguido de açúcar e doces (quase 14 por cento). A próxima categoria mais alta foi a carne vermelha (principalmente de operações concentradas de alimentação de animais, ou CAFOs), seguida de entradas e bebidas congeladas ou refrigeradas.

Em um grande contraste a isso, os americanos gastaram menos de 0,5 por cento de seu orçamento alimentar em legumes verdes escuros e uma quantidade similar em legumes laranja. Outros legumes constituíram menos de 4 por cento dos gastos com alimentação em casa e frutas integrais pouco mais de 6 por cento.

Resultado de imagem para imagens sobre alimentos crusOs Alimentos Mais Saudáveis

1.Abacate

Os abacates , que são na verdade classificados como uma fruta, são pobres em frutose e ricos em gordura monoinsaturada e potássio saudáveis, e uma pesquisa confirmou a capacidade do abacate de beneficiar a função vascular e a saúde cardíaca.

Pessoalmente, eu como abacate  praticamente todos os dias, que eu costumo colocar na minha salada. Isso aumenta minha ingestão saudável de gordura e calorias sem aumentar muito a minha ingestão de proteínas ou carboidratos.

Resultado de imagem para imagens sobre abacateOs abacates também são muito ricos em potássio (mais do dobro da quantidade encontrada em uma banana) e ajudarão a equilibrar sua relação de potássio-sódio que tem vital importância. Os abacates também fornecem cerca de 20 nutrientes essenciais para a saúde, incluindo fibra, vitamina E, vitaminas B e ácido fólico. Além de comê-lo cru você pode usar o abacate como um substituto da gordura em receitas que exigem manteiga ou outros óleos.

Outro benefício do abacate – eles são uma das frutas mais seguras de cultivo tradicional que você pode comprar, então você não precisa gastar mais dinheiro com versões orgânicas do abacate. Sua pele espessa protege o fruto interno dos pesticidas.

Resultado de imagem para imagens sobre acelga2.Acelga

A acelga pertence à família de alimentos chenopodiaceae, juntamente com a beterraba e o espinafre. É uma excelente fonte de vitaminas C, E e A (sob a forma de betacaroteno), juntamente com os minerais manganês e zinco. Quando você come acelga, você recebe uma riqueza em benefícios antioxidantes e anti-inflamatórios.

Os pigmentos da betalina na acelga (que também são encontrados nas beterrabas) auxiliam o processo de desintoxicação da Fase 2 de seu corpo, que é quando as toxinas que foram desintegradas são ligadas a outras moléculas para que elas possam ser excretadas do seu corpo. A acelga também contém uma importante mistura de nutrientes, incluindo quantidades elevadas de magnésio e vitamina K1, para auxiliar sua saúde óssea.

Resultado de imagem para imagens sobre alho3.Alho

O alho é rico em manganês, cálcio, fósforo, selênio e vitaminas B6 e C, por isso é benéfico tanto para seus ossos quanto para sua tireoide. Pensa-se que grande parte do efeito terapêutico do alho provém de seus compostos que contém enxofre, como a alicina, que também é o que lhe confere o seu cheiro característico.

Outros compostos que melhoram a saúde incluem oligossacarídeos, proteínas ricas em arginina, selênio e flavonoides. Há pesquisas que demonstram os efeitos de alho em mais de 160 doenças diferentes. Em geral, seus benefícios se enquadram em quatro categorias principais:

  • Reduzir a inflamação (reduz o risco de osteoartrite e outras doenças associadas à inflamação)
  • Melhora da função imunológica (propriedades antibacterianas, antifúngicas, antivirais e antiparasitárias)
  • Melhora a saúde e a circulação cardiovascular (protege contra coágulos, retarda a criação de placa, melhora os lipídios e reduz a pressão arterial)
  • Tóxico para 14 tipos de células cancerosas (incluindo do cérebro, pulmão, mama, estômago e pâncreas)

Resultado de imagem para imagens sobre brotos4.Brotos

Os brotos podem oferecer alguns dos mais altos níveis de nutrição disponíveis, incluindo vitaminas, minerais, antioxidantes e enzimas que ajudam a proteger contra o dano causados por radicais livres.

Os brotos de brócolis frescos, por exemplo, são muito mais potentes do que dos brócolis integrais, o que lhe permite então comer muito menos em termos de quantidade. Por exemplo, a pesquisa revelou que os brotos de brócolis de três dias continham consistentemente de 10 a 100 vezes a quantidade de glucorafanina – um composto quimioprotetor – encontrado nos brócolis maduros.

O composto glucorafanina também parece ter um efeito protetor contra poluentes tóxicos, melhorando a capacidade do seu corpo de eliminá-los ou excretá-los. A glucorapanina também mostrou proteger contra o câncer.

Imagem relacionada5.Cogumelos

Além de serem ricos em proteínas, fibras, vitamina C, vitaminas B, cálcio e minerais, os cogumelos são excelentes fontes de antioxidantes. Eles contêm polifenóis e selênio, que são comuns no mundo das plantas, bem como antioxidantes únicos aos cogumelos.

Um desses antioxidantes é a ergotioneína, que os cientistas atualmente estão começando a reconhecer como um “mestre antioxidante”. Um estudo da revista Nature discutiu a importância da ergotioneína, que é praticamente exclusiva dos cogumelos, descrevendo-o como “um derivado incomum contendo enxofre do aminoácido, histidina”, que parece ter um papel muito específico na proteção do seu DNA contra danos oxidativos.

Além disso, alguns dos agentes imunossupressores mais potentes provêm dos cogumelos, e essa é uma das razões pelas quais eles são tão benéficos para a prevenção e o tratamento do câncer.Os polissacarídeos de cadeia longa, particularmente as moléculas de glucano alfa e beta, são os principais responsáveis pelo efeito benéfico dos cogumelos no seu sistema imunológico. Em um estudo, verificou-se que uma ou duas porções de cogumelos shiitake secos  tinham um efeito benéfico e modulador na função do sistema imunológico.

Resultado de imagem para imagens sobre couve6.Couve

Apenas uma xícara de couve vai inundar seu corpo com vitaminas K, A e C, além de quantidades respeitáveis de manganês, cobre, vitaminas B, fibras, cálcio e potássio. Com cada porção de couve, você também encontrará mais de 45 flavonóides únicos, que têm benefícios antioxidantes e anti-inflamatórios. Couve também é uma boa fonte de luta contra o câncer de sulforafano e indol-3-carbinol.

Resultado de imagem para imagens sobre espinafres7.Espinafre

O espinafre é rico em vitaminas, minerais e antioxidantes, incluindo folato, vitamina A, ferro, potássio, cálcio, zinco e selênio. O espinafre também contém flavonóides que podem ajudar a proteger seu corpo de radicais livres, oferecendo benefícios anti-inflamatórios e suporte antioxidante.

Resultado de imagem para imagens sobre couve galega8.Folhas de Couve-galega

A couve-galega  é uma prima próxima da couve-de-folha e elas são, nutricionalmente, muito semelhantes. Ricas em vitamina K e fitonutrientes – ácido cafeico, ácido ferúlico, quercetina e kaempferol – as folhas da couve ajudam a diminuir o estresse oxidativo em suas células enquanto combatem a inflamação.

As folhas da couve contêm glucosinolatos chamados de glucobrassicina que podem se converter em uma molécula de isotiocianato chamada indol-3-carbinol, ou I3C, um composto com a capacidade de ativar e prevenir uma resposta inflamatória no seu primeiro estágio.

Outros fitonutrientes nas folhas da couve, especificamente diindolilmetano e sulforafano, demonstraram clinicamente ser capazes de combater as células do câncer de mama, próstata, ovário, cervical e de cólon, ajudando a prevenir o crescimento e até ajudando a evitar que elas se formem.

Também vale a pena destacar que as folhas da couve-galega são especialmente ricas em fibras, com mais de 7 gramas por copo, tornando-a ideal para o auxilio digestivo. Elas também são particularmente úteis para se manter níveis saudáveis de colesterol.Para obter o melhor sabor e textura das folhas da couve-galega, escolha folhas ligeiramente menores do que a camada externa mais resistente. Se você não tem certeza de como cozinhá-las, experimente essa receita de folhas de couve-galega feita em 5 minutos.

Imagem relacionada9.Tomates

Os tomates— especialmente os tomates orgânicos— estão repletos de nutrição, incluindo uma variedade de fitoquímicos que exibem uma longa lista de benefícios para a saúde. Os tomates são uma excelente fonte de luteína, zeaxantina e vitamina C (que é mais concentrada na substância semelhante a geleia que rodeia as sementes), bem como as vitaminas A, E e as vitaminas B, potássio, manganês e fósforo. Alguns dos fitonutrientes menos conhecidos dos tomates incluem:

  • Flavonóis: rutina, kaempferol e quercetina
  • Flavononas: naringenina e chalconaringenina
  • Ácidos hidroxicinâmicos: ácido cafeico, ácido ferúlico e ácido cumárico
  • Glicosídeos: esculeósido A
  • Derivados de ácidos graxos: ácido 9-oxo-octadecadienoico

Os tomates também são uma fonte particularmente concentrada de licopeno – um antioxidante carotenoide que dá as frutas e vegetais como o tomate e melancia uma cor rosa ou vermelha. Tem se sugerido que a atividade antioxidante do licopeno seria mais poderosa do que outros carotenoides, como o betacaroteno, e as pesquisas sugerem que ele pode diminuir significativamente o seu risco de sofrer um derrame e câncer.

Além de diminuir o risco de um derrame, o licopeno dos tomates (incluindo o molho de tomate orgânico não adoçado) também foi considerado útil no tratamento do câncer de próstata. Curiosamente, quando cozido, a biodisponibilidade do licopeno aumenta em vez de diminuir, fazendo dos tomates cozidos, como aqueles no molho de tomate, uma opção particularmente saudável.

Resultado de imagem para imagens sobre couve flor10.Couve-flor

Uma porção de couve-flor contém 77 por cento do valor diário recomendado de vitamina C. Também é uma boa fonte de vitamina K, proteína, tiamina, riboflavina, niacina, magnésio, fósforo, fibras, vitamina B6, folato, ácido pantotênico, potássio e manganês.

A couve-flor é uma boa fonte de colina, uma vitamina B conhecida por seu papel no desenvolvimento do cérebro e possui uma riqueza de nutrientes anti-inflamatórios para ajudar a manter a inflamação sob controle, incluindo o I3C, que pode operar a nível genético para ajudar a prevenir as respostas inflamatórias em seu nível fundamental. Os compostos na couve-flor também apresentam efeitos anticancerígenos.

A couve-flor também ajuda a capacidade do seu corpo de se desintoxicar de diversas formas. Contém antioxidantes que auxiliam a desintoxicação da Fase 1 juntamente com importantes nutrientes contendo enxofre para as atividades de desintoxicação da Fase 2. Os glucosinolatos na couve-flor também ativam as enzimas de desintoxicação. É também uma fonte rica em fibras e possui benefícios digestivos significativos.  

Outro atrativo da couve-flor é sua extrema versatilidade. Você pode comê-la crua, adiciona-la às saladas ou usá-la nas suas receitas. A couve-flor pode até ser temperada e amassada para virar uma versão mais saudável do purê de “batata”.

Imagem relacionada11.Cebolas

Até hoje, as cebolas mostraram uma riqueza de propriedades benéficas; elas são antialérgicas, anti-histamínicas, anti-inflamatórias e antioxidantes, tudo ao mesmo tempo. Os polifenóis são compostos de plantas reconhecidos por suas propriedades de prevenção de doenças, antioxidantes e antienvelhecimento. As cebolas  têm uma concentração particularmente alta delas, tendo mais polifenóis do que o alho, alho-poró, tomate, cenoura e pimentão vermelho.

Em particular, as cebolas são especialmente ricas em flavonóides de polifenóis denominados quercetina. A quercetina é um antioxidante que muitos acreditam prevenir a liberação de histamina – fazendo dos alimentos ricos em quercetina, “anti-histamínicos naturais”.

As cebolas contêm numerosos compostos anticancerígenos, incluindo a quercetina, que demonstrou diminuir o inicio do tumor do câncer e também inibir a proliferação de células cultivadas de câncer de ovário, mama e cólon. As pessoas que comem mais cebolas, bem como outros vegetais allium, têm um menor risco de muitos tipos de câncer, incluindo:

  • Próstata e mama
  • Ovário e endométrio
  • Colorretal e gástrico
  • Esofágico e de laringe
  • Das células renais

Resultado de imagem para imagens sobre salmão selvagem12.Salmão Selvagem do Alaska(para os que não comem carne vermelha,mas ainda comem proteína animal)

O salmão fornece ácidos graxos ômega-3 eicosapentaenóico (EPA) e ácido docosahexaenóico (DHA), que podem beneficiar muitos aspectos da sua saúde, do seu sistema cardiovascular à saúde mental e comportamental à sua saúde digestiva. Pode até ajudar a prevenir a morte prematura. A pesquisa sugere que comer peixes oleosos como o salmão selvagem do Alasca uma ou duas vezes por semana pode aumentar sua vida em mais de dois anos e reduzir seu risco de morrer de doenças cardiovasculares em 35 por cento.

O salmão também contém a astaxantina, um antioxidante que foi aclamado como um dos antioxidantes mais poderosos já descobertos devido à sua capacidade de extinguir simultaneamente múltiplos tipos de radicais livres. Os resultados mostraram que ele é mais forte do que outros antioxidantes carotenoides, como a vitamina E, betacaroteno e licopeno.

Resultado de imagem para imagens sobre ovo caipira13. Ovos Orgânicos de Animais Alimentados com Pasto

As proteínas são essenciais para a construção, manutenção e reparação dos tecidos do seu corpo, incluindo sua pele, órgãos internos e músculos. As proteínas também são componentes importantes do seu sistema imunológico e hormônios. Embora sejam encontrados em muitos tipos de alimentos, apenas alimentos de fontes animais, como carne e ovos, contêm “proteínas completas”, o que significa que elas contêm todos os aminoácidos essenciais.

Os ovos também contêm luteína e zeaxantina para a saúde dos olhos, colina para o cérebro, sistemas nervoso e cardiovascular e vitamina B12 natural.

Os ovos são uma potência da nutrição saudável, desde que sejam colhidos de galinhas caipiras orgânicamente alimentadas naturalmente com pasto. As diferenças nutricionais entre os ovos de galinhas caipiras de verdade e ovos cultivados comercialmente são o resultado das diferentes dietas consumidas pelos dois grupos de galinhas. Você pode identificar que os ovos são de galinhas caipiras ou de galinhas alimentadas com pasto pela cor da gema do ovo.

Galinhas alimentadas com forragem produzem ovos com gemas de uma cor laranja forte. As gemas amarelas, pálidas e claras, são um sinal certeiro de que você está obtendo ovos de galinhas enjauladas que não podem forragear por sua dieta natural. Sua melhor fonte de ovos frescos é um fazendeiro local que permite que suas galinhas se alimentem livremente ao ar livre.

Resultado de imagem para imagens sobre óleo de coco14.Óleo de Coco Orgânico

Além de ser excelente para sua tireóide e seu metabolismo, o óleo de coco é rico em ácido láurico, que converte em seu corpo em monolaurina, um monoglicerídio capaz de destruir vírus revestidos com lipídios. Os ácidos graxos de cadeia média (MCTs) também oferecem uma série de benefícios para a saúde, incluindo o aumento do seu metabolismo.

Resultado de imagem para imagens sobre nozes15.Nozes

Uma série de pesquisas sugere que as nozes podem ajudá-lo a viver mais tempo e até mesmo ajudar na perda de peso. Isso não é tão surpreendente se considerarmos o fato de que as nozes são ricas em gorduras saudáveis que, ao contrário da crença popular, seu corpo precisa para um funcionamento otimizado. As minhas nozes preferidas são a macadâmia e a noz pecã, uma vez que elas fornecem a maior quantidade de gorduras saudáveis enquanto não são muito altas em seu nível de carboidratos e proteínas.

O principal ácido graxo na macadâmia é o ácido oleico graxo monoinsaturado (cerca de 60 por cento). Este é semelhante ao nível encontrado nas azeitonas, que são bem conhecidas por seus benefícios para a saúde.

Resultado de imagem para imagens sobre alimentos sustentaveisVisão pessoal…

Com consumidores em busca de uma vida mais saudável, o mercado assistiu a uma explosão de novos negócios que oferecem soluções diversas para esse público. São empresas que vendem desde alimentos orgânicos produzidos dentro de uma cadeia sustentável e ecológica até maneiras de dar vazão às frutas e verduras que estão prestes a estregar nas gôndolas dos supermercados.A tangente que conecta inovação ao setor de alimentação foi um dos temas discutidos durante um evento promovido em São Paulo, no início de maio, pela organização sem fins lucrativos Hello Tomorrow, que apoia iniciativas que tornem a indústria de alimentos menos danosa ao planeta.O fórum “A Comida do Amanhã” reuniu especialistas e empreendedores num momento em que grandes empresas começam a se voltar para a questão do futuro da alimentação. A preocupação vem tanto por conta de uma demanda do mercado, já que o consumidor está mais preocupado com a origem daquilo que come, como por causa do futuro da indústria, que precisa garantir a preservação dos meios naturais para sobreviver.Da maneira que está, a indústria de alimentos é insustentável;a nova mentalidade de clientes e empresas a respeito da comida é – e tem de ser – definitiva. E a inovação é parte importante na criação de soluções que supram a demanda dos consumidores e as necessidades do meio ambiente.

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Nutrição Evolutiva;Voce tem fome de quê…..?

Resultado de imagem para imagens sobre DR GABRIEL COUSENS“O alimento é uma força dinâmica que interage com os seres humanos nos níveis corpóreo e físico, mental e emocional e ainda nos energéticos e espirituais”, explica o Dr. Gabriel Cousens

Você tem fome de quê? A pergunta se refere aos alimentos eleitos para aplacar a urgência do estômago, mas sobretudo aos ingredientes que guarnecem a mente e a alma. Sim, existe uma íntima relação entre alimentação e espiritualidade. Nas últimas três décadas, o assunto tem ocupado o médico americano Dr. Gabriel Cousens, especializado em homeopatia e medicina ayurvédica. “O que comemos afeta a qualidade do funcionamento da mente. Nesse sentido, nossas escolhas alimentares refletem o estado de harmonia de cada uma com o mundo e com o Divino”, ele afirma.

Se hoje o simples fato de atendermos a uma necessidade vital é capaz de gerar angústia para muita gente é porque há tempos tornamos esse gesto algo mecânico e superficial. “Com tantas novas descobertas na ciência da nutrição, perdemos a ligação instintiva com a qualidade da comida e com a Mãe Terra”, ele lamenta, e esclarece: “O alimento é uma força dinâmica que interage com os seres humanos nos níveis corpóreo e físico, mental e emocional e ainda nos energéticos e espirituais”.

Cousens defende a alimentação como uma alavanca para o despertar da consciência, primeiro passo da longa jornada de evolução empreendida por cada ser, para alento do planeta: “Quando nos alimentamos de forma harmônica e saudável, nossa habilidade para sintonizar e comungar com o sagrado é estimulada”.

Trânsito energético

Alimentos são fontes de energia e esse combustível que nos move está em circulação no universo e também no nosso organismo. Esse trânsito, contudo, pode fluir naturalmente ou virar um imenso congestionamento. Tudo vai depender das condições da estrada: se entupida de toxinas ou livre delas. Os detritos presentes nos agrotóxicos, nos produtos industrializados, encharcados de conservantes e corantes, bem como nos hormônios e antibióticos encontrados nas carnes, são capazes de interromper o fluxo natural de energia. Portanto, devemos reduzir sua ingestão, dando preferência aos alimentos crus e orgânicos para que ela volte a circular livremente.

Imagem relacionadaCardápio luminoso

Para Cousens, alimentar-se é muito mais do que ingerir porções equilibradas de proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais, o que também é muito importante, claro. “Cada substância vegetal ou animal irradia de seu campo energético uma vibração sutil especial, específica da espécie”, ele afirma. Logo, quando o alimento é integral, orgânico e vivo (raízes não cozidas, folhas, frutas, castanhas e sementes, os quais apresentam as mais elevadas concentrações de nutrientes), agrega as características necessárias que garantem o bom funcionamento de nossas engrenagens orgânicas e energéticas sutis. “Quando nos nutrimos com alimentos vivos, temos a alimentação mais potente disponível no planeta para a manutenção da saúde e do bem-estar, e para ativar o espírito”, declara.

Já os alimentos ricos em toxinas, como as carnes vermelhas, principalmente, e os industrializados diminuem a concentração de prana (força vital) no organismo, o que, consequentemente, leva à degeneração dos comandos emitidos pelo DNA. Daí por diante, o corpo se torna vulnerável ao aparecimento de toda sorte de doenças.

A água também tem papel fundamental no processo de limpeza do corpo, tanto do ponto de vista orgânico quanto energético. Esse solvente universal participa ativamente da eliminação das toxinas presentes nas células, como também varre as impurezas dos campos sutis. Por isso, além de beber água pura, é importante ingerir alimentos ricos em líquidos. “As frutas e os vegetais cheios de água, por causa da elevada condutividade, estimulam a atividade energética sutil”, esclarece.

Resultado de imagem para imagens sobre gabriel cousensCaminho ascendente

Conheça quatro fundamentos da vida espiritual preconizados por Cousens

1. Nutrição: deve ser vista como algo sagrado, vegana (sem carne, laticínios e ovos), orgânica, viva, com pouco açúcar, individualizada e com ingestão moderada de alimento. Recomenda-se também o jejum espiritual de tempos em tempos. Segundo o autor, abster-se do que é tóxico é outra força poderosa na nutrição espiritual. Nessas situações, ocorre uma limpeza dos nadis e, dessa maneira, a energia passa a circular com mais eficiência.

2. Construção do prana (força vital): ocorre por meio de asanas (posturas) de ioga, pranayamas (exercícios de respiração), tai chi, reiki e outras práticas energéticas, além das danças sagradas.

3. Serviço e caridade: por meio do serviço e da caridade, somos capazes de encarar nosso apego às coisas, assim como de sentir nossa ligação com toda a humanidade. Isso ajuda a expandir a consciência por meio da experiência direta.

4. Silêncio: acessado durante a meditação, as orações e a repetição de mantras e cânticos. A fonte de toda a sabedoria espiritual emana do silêncio divino.

Resultado de imagem para imagens sobre DR GABRIEL COUSENSQUEM É O DR GABRIEL COUSENS?

Gabriel Cousens (nascido Kenneth Gabriel Cousens, 1943) é um médico americano, médico homeopata e escritor espiritual que pratica a medicina holística . Cousens defende a terapia de alimentos vivos , um regime nutricional  que ele diz que pode curar diabetes , [1] a depressão [2] [3] e outras doenças degenerativas crônicas . Ele é o fundador da “Ordem dos Essênios da Luz”, uma ramificação de uma religião New Age com base em interpretações modernas dos essênios , uma seita judaica antiga, os ensinamentos da judaica Cabala e a Torá , e crenças hindus. Ordem dos Essênios da Luz é ensinado por Cousens em “Tree of Life Foundation”, uma organização dirigida por Cousens e com sede na sua “Tree of Life Rejuvenation Center” em Patagonia, Arizona . [4] [5] Cousens tem escrito livros e viajado internacionalmente para promover suas idéias sobre alimentos e suas crenças espirituais. [6]

Início da vida e da educação

Cousens cresceu em Highland Park, Illinois . [7] Quando ele tinha nove anos ele teve visões de “antigos mantos brancos”, a quem ele mais tarde identificou como membros da Fraternidade Branca, que foram os Elders essênios ou Ordem de Melquisedeque . [4] [8] Ele se formou em Amherst College , em 1965, com um bacharelado em biologia, onde ele era um atacante de futebol (guarda). O time estava invicto em 1964, e naquele ano ele recebeu um National Football Foundation Scholar Award-Atleta Nacional. [9] Ele ganhou seu grau médico da Faculdade de Medicina de Columbia em 1969, e completou sua residência em psiquiatria em 1973. [7] [10]
Descrevendo a sua dieta antes, ele disse que “devorava hambúrgueres e batatas fritas” na faculdade. [11] Ele nunca conheceu um vegetariano , até que quando tinha 27 anos,  ele mudou para a dieta vegana  três anos depois. [7] Depois de adotar a dieta, ele começou a ensinar meditação e estudar o Caminho dos Essênios, com foco na Cabala, yoga e kundalini . Em 1974, ele foi para a Índia estudar com Swami Muktananda , acabando por ficar por sete anos.
Depois de experimentar a Kundalini despertar em 1975, Cousens procurou a dieta ideal para apoiar a sua experiência espiritual e consolidar o crescimento espiritual, concluindo que uma dieta live-food iria fazê-lo. Ele voltou para os Estados Unidos em 1981 e voltou para o estudo do Caminho dos Essênios.;tornando-se ordenado em 1988, ele também se tornou um mestre em Reiki. [4] Entre os consumidores e simpatizantes de medicina alternativa , Cousens adquiriu uma reputação como um perito em espiritualidade , [12] em jejum, [13] e nutrição com alimentos crus, tanto nos Estados Unidos [14] [15] e no exterior. [16] [17]
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Cousens fundou a Ordem dos Essênios da Luz em 1992, [4] e no ano seguinte, ele estabeleceu a  Fundação Árvore da Vida ,como uma organização  isenta de impostos federais que operam a partir do Centro de Rejuvenescimento Tree of Life em Patagonia, Arizona . [5] [ 18] As modalidades de cura oferecidas no centro incluem jejum e desintoxicação, nutrição, educação com alimentos crus, uma abordagem natural para o tratamento de diabetes chamado programa de alimentação consciente [7][19] . Cousens é um  rabino ordenado[20] e oferece oficinas sobre Judaísmo espiritual. [21] Seu mais recente livro, a Torá como um guia para a iluminação, publicado pela North Atlantic Books, é um comentário sobre a Torá de uma perspectiva  cabalista. Cousens fundou uma organização sem fins lucrativos chamada Ordem dos Essênios da Luz que ensina o”moderno essênio estilo de vida “. [22] [23] Ele descreveu a sua filosofia em seu livro Criando paz por ser a paz. [24]

Resultado de imagem para imagens sobre DR GABRIEL COUSENSTree of Life Foundation e do Centro de Rejuvenescimento

Cousens defende uma dieta de alimentos crus com base nutricional para bebês e crianças. [25] Ele instituiu um estudo da história médica de bebês e crianças e  é um dos defensores da educação em alimentos crus.  [26] Robert Kemp, professor de pediatria na SUNY Downstate Medical Center , em Brooklyn, critica e chama de dieta de um “precursor de atraso de desenvolvimento e um déficit de aprendizagem ao longo da vida”, dizendo que as crianças ficam propensas a sofrer de deficiência de ferro e desnutrição protéica se alimentados com a dieta . Joel Fuhrman , especialista em nutrição e autor que defende o consumo de alimentos mais crus,mas diz que uma dieta totalmente crua pode levar a deficiências de vitaminas e calóricas em crianças. Um estudo de 2005 na revista Archives of Internal Medicine não encontrou grandes deficiências na saúde óssea de adultos em dietas cruas.Enquanto o grupo de alimentos crus apresentaram pesos inferiores e massa óssea, que tinham níveis normais de vitamina D. [26]

Um documentário de 2009, Simplesmente Raw ,mostra  seis pessoas com diabetes que passam por um programa de trinta dias no Centro de Rejuvenescimento Tree of Life na tentativa de curar sua doença com uma dieta de alimentos crus e sem drogas. [31
OBRAS
  • Tachyon energia: um novo paradigma na cura holística, com David Wagner. North Atlantic Books , 1999 OCLC 45162219
  • Alimentação consciente . Livros do Atlântico Norte, 2000 OCLC 40311543
  • Depressão-livre para a vida:. Um plano totalmente natural, de cinco etapas para recuperar o seu entusiasmo pela vida, com Mark Mayell William Morrow & Co. , 2000 OCLC 46801470
  • Verde cozinha ao vivo-food do arco-íris. Livros do Atlântico Norte, 2003 OCLC 52377528
  • Nutrição espiritual: seis bases para a vida espiritual eo despertar da kundalini. Livros do Atlântico Norte, 2005.
  • Existe uma cura para o diabetes: a Árvore da Vida de 21 dias programa +, com David Rainoshek. Livros do Atlântico Norte, 2008 OCLC 173480482
  • Criação de paz por ser a paz: o sétuplo caminho essênio. Livros do Atlântico Norte, 2008 OCLC 192109603
  • Torah como um guia para a iluminação. Livros do Atlântico Norte, 2011 OCLC 687655506

Resultado de imagem para imagens sobre gabriel cousensVisão pessoal…

Este livro,Nutrição Evolutiva,que foi escrito pelo Dr. Gabriel Cousens ,é notável, especialmente a parte científica do livro. A primeira parte do livro é sobre a jornada espiritual do autor ,pois é baseada em crenças pessoais e descrita nas edições antigas do livro (Nutrição Espiritual); é fenomenal e pode mudar uma vida inteira.Gabriel Cousens acredita que a comida é capaz de alimentar também a alma e que a dieta de uma pessoa exerce algum impacto em sua espiritualidade. Neste livro, ele ensina os leitores a desenvolver programas alimentares adequados a uma prática espiritual. A partir de seus estudos da filosofia oriental e de sua experiência na clínica médica, procura esclarecer questões como alimentos crus versus alimentos cozidos, ingestão proteica; jejum e assimilação de nutrientes; equilíbrio alcalino-ácido; comportamento alimentar; nutrientes, energia e composição molecular. Entre os instrumentos para o desenvolvimento físico e espiritual, o Dr Cousens estabelece uma relação entre as cores dos alimentos e o sistema de chacras, a partir da qual criou a ‘dieta do arco-íris’, descrita nas páginas deste livro. E também recomenda a prática da meditação, da camaradagem e do amor para que se complete a verdadeira nutrição espiritual……

Inspiração…….

Nutrição Evolutiva (pdf) | por Gabriel Cousens |

A Cura do Diabetes pela Alimentação Viva PDF

Nutrição Espiritual E A Dieta Do Arco-Íris PDF Dr. Gabriel Cousens

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A Ascenção do Novo Homem Cósmico

Imagem relacionadaA ascensão do novo Humano Planetário exige a necessidade de uma análise mais ampla e informativa;Este é o propósito da História Cósmica,que é o mais alto nível de informação e compreensão, á qual a história prévia chega a ser subordinada e pela qual vem a ser transformada e reparada.O padrão mais profundo do ser humano planetário é, precisamente,outro eterno retorno a mais um amplo ponto no aspecto evolutivo.

Há dois tipos de ser humano;- O desperto e o não desperto; Ambos os tipos compartilham, em comum, o fato que suas vidas, sua mente e sua consciência, são moldadas por fatores tecnosféricos, que são realmente inoperantes,ou ainda irrelevantes.

O humano planetário não desperto, opera inconscientemente das influências tecnosféricas, e crê que as formas relativamente tradicionais de pensamento ainda funcionam. O humano planetário desperto está consciente desses fatores de influência tecnosférica e vê a situação como a oportunidade para uma nova espiritualidade global. O humano não desperto opera com uma mente confusa, quase consciente, altamente polarizada e tênuamente alvorecida consciência global.

O Humano Planetário do terceiro milênio, operará com uma compassiva consciência noosférica, afinada com a vida inteira do Planeta.A etapa final deste ciclo evolutivo do inconsciente humano planetário ou o híbrido mutante humano, está agora se concluindo.

Neste momento final da história desta Era de Peixes com a entrada na Era de Aquário , a inteligência vai deixando aos poucos de ser limitada,por causa do habitual condicionamento e comportamento mecanicista e vai sendo substituída por uma inteligência emocional/espiritual, detonada por uma “dinamite”, que é a alavanca que faz voar aos pedaços o autolimitante  pensamento condicionado do ser humano, enquanto apresenta, simultâneamente, um método de estrutura e uma visão do novo conhecimento e das novas possibilidades, de modo que o ser humano possa sentir-se “refrescado , elevado e iluminado”,por sua própria contemplação.

Resultado de imagem para imagens sobre o campo unificadoEm razão de estarmos neste ponto tangencial da Noosfera, temos de nos empenhar para aumentar a AUTOPERCEPÇÃO PLANETÁRIA UNIFICADA.Toda rixa, guerra e lutas não tem validade , já que somos um Ser Planetário. Tudo deve ser construído sobre esta base e todas as percepções acumuladas devem ser apagadas á luz da verdade de que há só uma tradição, uma espiritualidade, uma Terra ,um Ser.

A História cósmica absorve todas as tradições, ensinamentos espirituais e civilizações e as coloca em um contexto mais elevado, sem negar nada de positivo ou negativo.È importante descrever a natureza do Humano Planetário de modo  que entendamos que a História Cósmica é uma espécie de psicologia cósmica ou descrição dos processos psicológicos cósmicos,ou estados da mente.Ainda,os inquietos humanos inconscientes na vida do mundo atual,são um aspecto desta psicologia cósmica.Todos criam um campo, que é um nível relativamente baixo de involução do espírito na matéria,especialmente no dia a dia cotidiano, no envolvimento com pessoas que estão buscando sua sobrevivência alimentar,nas batalhas por emprego e moradia ou qualquer coisa que faça suas vidas mais confortáveis,sem compreender que estão tratando do corpo físico, que nada tem a ver com sua Alma ou sua Consciência.

Esses exemplos representam um dos mais baixos níveis da involução do espírito na matéria,onde a Consciência está presa por um processo inconsciente condicionante,ocasionando que os humanos se comportem automáticamente de alguma  forma–isto é o materialismo histórico.De fato,podemos definir o corpo inteiro coletivo do atual Humano Planetário, em sua ainda esmagadora  maioria, como um ser robótico, que responde rotineiramente a fatores condicionados que são estabelecidos e mantidos pelo programa de várias Matrix, onde uma delas é o Calendário Gregoriano, do qual falamos no post anterior da série.

Metafóricamente,como um peixe dourado no aquário, os humanos não despertos involuídos não sabem que a água está suja, pois sempre viveram ali .Esta é a forma do campo mental coletivo da maioria deste tipo de Homem Planetário e é o campo mental  da História Cósmica, que vem como um feixe de energia ou raio de Luz, golpear este campo através de dois agentes específicos,2 tipos de seres humanos–o desperto e o não desperto–dando como resultado, uma aceleração para todos.

Elevar-se ao conhecimento indubitável é elevar-se ao conhecimento sem nenhuma dúvida;esta é a única forma para que possamos ir além desta situação planetária.Isto significa que o Homem Planetário está passando por sua INICIAÇÃO.Isto significa dedicar o seu tempo para a busca da totalidade do Ser.De fato, não pode haver nenhum avanço dentro da Matrix de uma velha estrutura para uma Nova Matriz, sem uma iniciação, que significa sacrifício do velho em detrimento do novo.Este é um ponto crucial,individual e intransferível.

A História Cósmica é a descida de um Princípio Divino,que ocorre em um momento muito específico no tempo, que se chama Encerramento de Ciclo ou Transição  Biosfera/Noosfera; afim de que haja alguma espécie de ascenção evolutiva,primeiramente tem de haver uma “descida divina”, que nada mais são do que “saltos iniciais” na Consciência Humana.Porém agora estamos no momento extraordinário deste encerramento, de modo que deve haver um extraordinário salto inicial.Do interior da vasta Matrix caótica da vida do Humano Planetário deve ocorrer uma INICIAÇÃO seguido por uma ACELERAÇÃO e logo uma GERMINAÇÃO do novo.

Resultado de imagem para imagens sobre a noosferaVisão pessoal…

Assim, se as velhas instituições não forem dissolvidas, o humano igualmente não  evoluirá, de modo que se a Compaixão Universal não se desenvolver,nada estará evoluindo realmente.Estas duas qualidades de dissolver completamente o velho e desenvolver o novo estão implícitas nestas emanações divinas,porque elas são o reflexo, em sua múltipla personalidade e em suas múltiplas funções  e experiências, da diversidades destes tipos de Humanos Planetários.Para elevar a Totalidade ao nível seguinte, teriam de ser os humanos que realmente encarnassem o divino de modo que, sabendo que  são a constituição da humanidade nesse tempo,em plena consciência e encarnando os Divinos Princípios, fazer com que  todos recebam a nova frequência vibracional.Esta nova frequência chega por meio de um novo tipo de conhecimento, levando o Homem Planetário á uma nova reformulação transcendental da mente, do ser e da purificação da Alma.A renovação do ser humano terrestre é devido á Hierarquia Sideral presente ao redor da Noosfera,representando este Princípio Divino e tudo deve estar na Ordem pré-estabelecida e ter forma própria.Esta Hierarquia é a Ordem Sagrada e existe como um sistema de inteligência Universal que é “baixada” através das dimensões nas estruturas da Ordem Galáctica para estabelecer uma forma de realidade perceptiva, já que não é mais dualista.O ciclo da História está caracterizado pelo dualismo sem fim e, dividindo-se abaixo, está a divisão do átomo da separação humana da natureza de cada um de nós. A função destes princípios divinos é levar á cabo, através das emanações da Hierarquia, o encerramento de um velho ciclo e estabelecer um novo, fazendo com que o Novo Homem Planetário assimile um Novo Èon, o que só pode ser feito como uma função em conjunto com a Hierarquia Universal.A mudança para um estado noosférico de Ser coletivo, representa um foco e unificação da Consciência Humana até então inimagináveis. Sincronizando-nos em círculos cada vez maiores de harmonia, vamos nos tornar uma nova espécie – o Homo Noosféricus.Criatividade e Paz serão inerentes à nossa nova auto-percepção e desenvolvimento da Consciência do Universo em que nos encontramos. Os problemas que enfrentamos hoje,irão se dissolver na Luz de uma Operação- Consciência de acordo com um programa unificado planetário. Espiritualmente interligados e atuando com uma perspectiva verdadeiramente planetária e galáctica, vamos dançar ao ritmo mais elevado da Supramente Cósmica. Então a Arte se tornará o nosso modo de vida. (Jose Arguelles-Manifesto para a Noosfera)

 Inspiração…

Time and the Technosphere-Jose Arguelles

Manifesto for the Noosphere-Jose Arguelles

O Despertar para o Sagrado-Lama Surya Dass

O campo que cura

Até que ponto a intenção era poderosa enquanto força e exatamente quanto a coerência da consciência individual era “contagiante”? Poderíamos de fato utilizar o Campo Unificado para controlar nossa saúde e até mesmo curar outras pessoas? Poderia ele curar doenças graves como o câncer? A coerência da consciência humana era responsável pela psiconeuroimunologia – o efeito de cura da mente sobre o corpo? As pesquisas de Braud sugeriam que a intenção humana poderia ser usada como uma força de cura extraordinariamente poderosa.

Parecia que poderíamos ordenar as flutuações aleatórias no Campo de Ponto Zero e usar isso para estabelecer uma “ordem” maior em outra pessoa. Com esse tipo de capacidade, uma pessoa deveria ser capaz de agir como um canal de cura, possibilitando que O Campo realinhasse a estrutura de outra pessoa.Dr Fritz Popp acreditava que a consciência humana poderia agir como um lembrete para restabelecer a coerência de outra pessoa. Se os efeitos não-locais podiam ser orientados para curar alguém, uma disciplina como a cura à distância deveria funcionar. Um teste dessas idéias na vida real, com uma pesquisa cuidadosamente planejada para poder responder a algumas dessas perguntas, fazia-se claramente necessário.

A HISTÓRIA DE ELISABETH TARG

No início da década de 1990, surgiu a oportunidade com o candidato perfeito: uma cientista um tanto cética em relação à cura à distância e um grupo de pacientes já desenganados. Elisabeth Targ, uma psiquiatra ortodoxa de trinta e poucos anos, era filha de Russell Targ , parceiro e sucessor de Hal Puthoff nas experiências de visão a distância do SRI. Elisabeth era uma híbrida curiosa, atraída pelas possibilidades sugeridas pelo trabalho de visão a distância do pai no SRI, mas também tolhida pelo rigor de sua prática científica. Na época, fora convidada para atuar como diretora do Instituto de Pesquisas Complementares do Califórnia Pacific Medical Center, em decorrência do trabalho de visão a distância que ela fizera com o pai. Uma de suas tarefas era estudar formalmente os tratamentos oferecidos pela clínica, que se baseavam em grande medida na medicina alternativa. Com frequência ela parecia estar oscilando entre os dois campos — querendo que a ciência abraçasse e estudasse o milagroso, e desejando que a medicina alternativa fosse mais científica.

Diferentes aspectos da vida dela começaram a convergir. Ela recebera um telefonema de uma amiga, Hella Hammid, que informou estar com câncer de mama. Hella entrara na vida de Elisabeth por intermédio de seu pai, que acidentalmente descobrira em Hella, uma fotógrafa, um de seus mais talentosos observadores a distância. Hella telefonara para perguntar se Elisabeth tinha alguma informação segura de que terapias alternativas como a cura a distância, que era parecida com a visão a distância, poderiam ajudar a curar o câncer de mama. Na década de 1980, no auge da epidemia de AIDS, quando um diagnóstico de HIV era práticamente uma sentença de morte, Elisabeth escolhera um especialista em San Francisco, o epicentro da epidemia nos Estados Unidos.

Na ocasião em que Hella telefonou, o assunto mais quente nos círculos médicos da Califórnia era a psiconeuroimunologia. Os pacientes haviam começado a comparecer em massa a palestras apresentadas por entusiastas do corpo- mente, como Louise Hay, ou a seminários sobre visualização e poder da imaginação. A própria Elisabeth andara se aventurando em algumas experiências com a medicina corpomente, sem dúvida por não ter muito mais a oferecer aos pacientes com AIDS em estágio avançado, embora fosse profundamente cética com relação à abordagem de Puthoff. Uma das primeiras experiências dela revelou que a terapia em grupo era tão eficiente quanto o Prozac para tratar a depressão nos pacientes com AIDS.

Ela também havia lido a respeito do trabalho de David Spiegel, da Stanford Medical School, que demonstrava que a terapia em grupo aumentava consideravelmente a expectativa de vida das mulheres com câncer de mama.  Em seu coração lógico e pragmático, Elisabeth desconfiava que o efeito era uma combinação de esperança e pensamento fantasioso, e talvez uma certa confiança gerada pelo apoio do grupo.

Os pacientes podiam estar em melhores condições psicológicas, mas a contagem das suas células T com certeza não estava melhorando. Ainda assim, ela alimentava um resquício de dúvida, possivelmente oriundo dos anos que passara observando o trabalho do pai de visão a distância no SRI. O sucesso que ela alcançara era um forte argumento a favor da existência de algum tipo de conexão extrassensorial entre as pessoas e um campo que ligava todas as coisas. A própria Elisabeth muitas vezes se perguntava se alguém poderia usar a habilidade especial observada na visão a distância para outra coisa além de espionar os soviéticos ou prever o resultado de um páreo no hipódromo, como ela própria fizera certa vez.

Elisabeth não tinha muita experiência com rezas.O único Deus na casa da família Targ havia sido o método científico. Targ havia transmitido para a filha o sentimento de se emocionar com a ciência e sua capacidade de responder às grandes questões. Assim como o pai tinha escolhido descobrir como o mundo funciona, a filha tinha decidido desvendar o funcionamento da mente humana.

Aos treze anos de idade, ela até mesmo deu um jeito de trabalhar no laboratório de pesquisas cerebrais de Karl Pribram na Universidade de Stanford, examinando as diferenças entre as atividades dos hemisférios esquerdo e direito do cérebro, antes de optar por um programa de curso ortodoxo de psiquiatria em Stanford. Não obstante, Elisabeth ficara bastante impressionada com a Academia de Ciência Soviética durante uma visita que fizera com o pai à instituição, e com o fato de que as experiências de parapsicologia em laboratório podiam ser conduzidas de maneira tão aberta pelos pesquisadores.

Na Rússia oficialmente ateísta, existiam apenas duas categorias de crença: algo era ou não verdadeiro. Nos Estados Unidos, havia uma terceira categoria: a religião, que colocava algumas coisas além do alcance da investigação científica. Tudo que os cientistas não conseguiam explicar, tudo que estava associado ou às preces ou à paranormalidade – o território do trabalho do pai dela – parecia se encaixar nessa terceira categoria. Depois que a coisa era inserida nesta, era oficialmente declarada proibida.

O pai de Elisabeth construíra a reputação dele desenvolvendo experiências impecáveis, e ele ensinara a filha a respeitar a importância da experimentação incontestável e bem controlada. Elisabeth cresceu acreditando que todo e qualquer tipo de efeito podia ser quantificado, desde que a experiência fosse definida para levar em conta as variáveis. Na verdade, tanto Puthoff quanto Targ haviam demonstrado que a experiência bem estruturada poderia até mesmo demonstrar o milagroso. O resultado era uma verdade indiscutível, independentemente do fato de violar todas as expectativas do pesquisador. Todas as experiências eficientes “funcionam”: o problema é que podemos simplesmente não gostar das conclusões.

Enquanto Targ, o pai, mudava o modo dele de pensar e passava a abraçar certas ideias espirituais, Elisabeth continuou a ser fria e racionalista. Ainda assim, ao longo de sua prática ortodoxa na psiquiatria, ela nunca esqueceu as lições do pai: a sabedoria recebida era inimiga da ciência competente. Na condição de aluna, ela procurou textos psiquiátricos empoeirados do século XIX, antes do advento da moderna psicofarmacologia, quando os psiquiatras moravam nos sanatórios e redigiam os desvarios dos pacientes na tentativa de compreender melhor a doença deles. Targ acreditava que a verdade se encontrava em algum lugar dos dados brutos, separada do dogma da época.

Ela testaria a cura a distância da maneira mais pura possível. Elisabeth a experimentaria em seus pacientes com AIDS em estágio avançado, um grupo cujos membros estavam de tal modo desenganados que só lhes restava ter esperança e rezar. Elisabeth iria tentar descobrir se a prece e a intenção a distância poderiam curar os casos que não tinham nenhuma esperança. Começou a esquadrinhar as evidências de cura.

As pesquisas pareciam se encaixar em três categorias principais: tentativas de influenciar células ou enzimas isoladas; a cura de animais, plantas ou sistemas microscópicos vivos; e as pesquisas com seres humanos. Entre elas estava todo o trabalho de Braud e Schlitz, que mostrava que as pessoas poderiam exercer uma influência em todos os tipos de processos vitais(ver posts anteriores da série). Havia também alguns indícios interessantes que mostravam os efeitos que os seres humanos podiam exercer sobre plantas e animais. Havia até alguns trabalhos que demonstraram que os pensamentos e sentimentos positivos ou negativos podiam, de alguma maneira, ser transmitidos para outras coisas vivas.

Na década de 1960, o biólogo Bernard Grad da McGill University em Montreal, um dos pioneiros da área, estava interessado em determinar se os agentes de cura psíquicos de fato transmitem energia para os pacientes. Em vez de usar humanos, Grad utilizou plantas que ele planejara fazer “adoecer” mergulhando as sementes em água salgada, o que retarda o crescimento. Entretanto, antes de encharcar as sementes, Grad pediu a um agente de cura que colocasse as mãos sobre um dos recipientes com água salgada que seria usado para um dos lotes de sementes. O outro recipiente, que não fora exposto ao agente de cura, conteria as sementes remanescentes. Depois que as sementes foram mergulhadas nos dois recipientes com água salgada, um número maior de sementes do lote que tinha sido exposto à água tratada pelo agente de cura germinou.

Grad levantou então a hipótese de que o inverso talvez também pudesse acontecer, ou seja, os sentimentos negativos talvez exercessem um efeito negativo no crescimento das plantas. Em uma pesquisa complementar, pediu a um pequeno grupo de pacientes psiquiátricos que segurassem recipientes contendo água comum que seriam novamente usados para fazer sementes germinar. Um dos pacientes, que sofria de depressão psicótica, estava visivelmente mais deprimido do que os outros. Mais tarde, quando Grad tentou estimular o desenvolvimento de sementes usando a água cujos recipientes foram segurados pelos pacientes, a água que fora exposta ao homem deprimido refreou o crescimento.

Essa talvez seja uma boa explicação de por que algumas pessoas têm uma boa mão para plantar enquanto outras não conseguem fazer com que nada vivo cresça.  Em experiências posteriores, Grad analisou químicamente a água por meio da espectroscopia infravermelha e descobriu que a água tratada pelo agente de cura apresentava pequenas mudanças na sua estrutura molecular e uma menor ligação de hidrogênio entre as moléculas, semelhante ao que acontece quando a água é exposta a magnetos. Vários outros cientistas confirmaram as constatações de Grad.  Grad passou então a trabalhar com camundongos que tinham recebido ferimentos na pele. Depois de levar em conta uma série de fatores, até mesmo o efeito de mãos aquecidas, ele descobriu que a pele dos camundongos usados nas experiências ficava curada muito mais rápido quando eles eram tratados por agentes de cura.  Grad também demonstrou que estes eram capazes de reduzir o crescimento de tumores cancerosos em animais de laboratório. Os que tinham tumores e não recebiam o tratamento de cura morriam mais depressa.  Outras pesquisas com animais mostraram que a amiloidose, os tumores e o bócio induzido no laboratório, podiam ser curados nos animais de laboratório.

Outras pesquisas haviam mostrado que as pessoas podiam influenciar a levedura, os fungos e até mesmo células cancerosas isoladas.  Em uma dessas experiências, uma bióloga chamada Carroll Nash, da St. Josephs University, na Filadélfia, descobriu que as pessoas tinham a capacidade de influenciar a taxa de crescimento de bactérias apenas determinando mentalmente que isso acontecesse.

Uma engenhosa experimentação de Gerald Solfvin demonstrou que a nossa capacidade de “esperar o melhor” podia de fato ajudar na cura de outros seres humanos. Solfvin estipulou uma série de condições complexas para o seu teste. Inoculou a malária em um grupo de camundongos, que é uma doença que atua invariavelmente rápido e é fatal para os roedores O teste envolvia três manipuladores, que foram informados de que apenas metade dos camundongos havia sido infectada, e que um agente de cura psíquico iria tentar curar metade dos camundongos, embora os manipuladores não soubessem quais os camundongos que seriam alvo da sessão de cura. Nenhuma das duas declarações era verdadeira. Tudo que os manipuladores poderiam fazer era torcer para que os camundongos que estavam aos seus cuidados se recuperassem, e que a intervenção do agente de cura psíquico funcionasse. Entretanto, um dos manipuladores estava visívelmente mais otimista do que seus colegas. No final, os camundongos que estavam ao cuidados dele ficaram menos doentes do que os que os que tinham recebido a atenção dos outros dois manipuladores.

A pesquisa de Solfvin foi pequena demais para ser definitiva, mas reforçou um experimento anterior realizado por Rex Stanford em 1974. Este havia demonstrado que as pessoas podiam influenciar eventos apenas “torcendo” para que tudo desse certo, mesmo quando não compreendiam exatamente para o que deveriam estar torcendo.  Elisabeth ficou surpresa ao descobrir que uma grande quantidade de pesquisas – pelo menos 150 experimentações – haviam sido feitas em humanos. Eram casos em que um intermediário usava vários métodos para tentar enviar mensagens de cura, por meio de toques, preces ou algum tipo de intenção secular. No caso do toque terapêutico, o paciente deve relaxar e tentar dirigir a atenção para dentro de si mesmo, enquanto o agente de cura coloca as mãos sobre o paciente com a intenção de fazê-lo ficar curado. Uma pesquisa típica envolveu 96 pacientes com pressão alta e uma série de agentes de cura. Nem o médico ou os pacientes sabiam quem estava recebendo os tratamentos de cura mental. Uma análise estatística realizada posteriormente revelou que a pressão sanguínea sistólica (ou seja, a pressão do fluxo do sangue enquanto está sendo bombeado a partir do coração) do grupo que estava sendo tratado por um agente apresentara uma melhora significativa em comparação com a do grupo de controle. Os agentes de cura haviam empregado um sistema bem definido, que envolvia relaxar, em seguida entrar em contato com um poder superior ou um ser infinito, empregando a visualização ou afirmação dos pacientes em um estado de perfeita saúde, e por fim agradecer ao manancial, fosse ele Deus ou algum outro poder espiritual.

Enquanto grupo, os agentes de cura demonstraram um sucesso global, mas alguns em particular foram mais bem-sucedidos do que outros. Quatro dos agentes de cura alcançaram uma melhora de 92,3% em seus grupos de pacientes.  Talvez a pesquisa mais impressionante com seres humanos tenha sido conduzida pelo médico Randolph Byrd em 1988. Ele tentou determinar em uma experimentação aleatória e duplamente cega se a prece a distância exerceria algum efeito em pacientes de uma unidade coronariana do hospital em que trabalhava. Ao longo de dez meses, quase quatrocentos pacientes foram divididos em dois grupos, e apenas metade deles (sem que soubessem) recebeu preces de cristãos fora do hospital. Todos os pacientes haviam sido avaliados, e não havia nenhuma diferença estatística no estado deles antes do tratamento. Depois do tratamento, os que haviam sido alvo de orações apresentaram sintomas significativamente menos graves, requerendo menos ajuda de um respirador, assim como uma quantidade menor de antibióticos e diuréticos do que os pacientes que não tinham recebido preces.  Embora um grande número de pesquisas tenha sido realizado, o problema de muitas delas, no que dizia respeito à Elisabeth, era o potencial para um protocolo descuidado. Os pesquisadores não tinham construído experimentações com rigidez suficiente para demonstrar que o resultado positivo tinha sido de fato causado pelas sessões de cura. Qualquer número de influências, em vez de um mecanismo de cura efetivo, poderia ter sido responsável pelo resultado. Na pesquisa sobre a cura da hipertensão, por exemplo, os autores não registraram se os pacientes estavam tomando alguma medicação para controlar a pressão e tampouco realizaram algum tipo de acompanhamento quando isso era constatado. Por melhores que tivessem sido os resultados, não era possível dizer realmente se eles tinham sido causados pelas sessões de cura ou pelos medicamentos.Embora a pesquisa de Byrd sobre as preces tenha sido bem elaborada, uma omissão óbvia foi a ausência de dados relacionados com o estado psicológico dos pacientes no início das experiências.Como é sabido que fatores psicológicos podem influenciar na recuperação depois de várias doenças, em particular no caso da cirurgia cardíaca, pode ter acontecido de um número desproporcional de pacientes com uma mentalidade positiva tenha ido parar no grupo que foi submetido às sessões de cura. Para demonstrar que eram as sessões de cura que efetivamente faziam os pacientes melhorarem, era vital filtrar quaisquer efeitos que pudessem ter sido produzidos por outras causas. Até mesmo a expectativa humana poderia distorcer os resultados. Era preciso controlar os efeitos da esperança ou de fatores como o relaxamento no resultado das experimentações. Afagar os animais ou manusear o conteúdo de placas de Petri poderia influir nos resultados, assim como o ato de procurar um agente de cura ou mesmo um par de mãos aquecidas. Em qualquer experimentação científica, quando estamos testando a eficácia de alguma forma de intervenção, precisamos tomar medidas para garantir que a única diferença entre o grupo de tratamento e o grupo de controle seja que um recebe o tratamento e o outro não. Isso significa igualar o máximo possível os dois grupos sob o aspecto da saúde, da idade, da condição socioeconômica e de quaisquer outros fatores relevantes. Se os pacientes estiverem doentes, é preciso garantir que um dos grupos não está mais doente do que o outro.

Entretanto, nas pesquisas que Elisabeth leu, poucas tentativas tinham sido feitas para garantir que as populações fossem semelhantes. Também é necessário garantir que a participação em uma pesquisa e toda a atenção associada a ela não seja em si uma causa de melhora, para que possamos ter os mesmos resultados entre aqueles que foram tratados e os que não foram.

Em uma pesquisa de cura a distância com seis semanas de duração em pacientes que sofriam de depressão, o teste não obteve êxito: todos os pacientes melhoraram, inclusive os do grupo de controle que não tinham sido submetidos a intenções de cura. No entanto, todos os pacientes, tanto os que foram alvo das intenções de cura quanto os que não foram, podem ter recebido um incentivo psicológico na sessão, que talvez tenha sobrepujado qualquer efeito de cura efetivo.

Todas essas considerações representavam um tremendo desafio para Elisabeth preparar um experimento. A pesquisa teria que ser elaborada com extrema rigidez para que nenhuma dessas variáveis afetasse os resultados. Até mesmo o fato de um agente de cura estar presente algumas vezes e outras não talvez pudesse influenciar o resultado. Embora a imposição das mãos talvez ajudasse no processo de cura, fazer um controle adequado do ponto de vista científico significava que os pacientes não saberiam se estavam sendo tocados ou recebendo um tratamento de cura. Targ e Sicher passaram meses idealizando a experimentação. Obviamente, ela teria que ser duplamente cega, para que nem os pacientes nem os médicos pudessem saber quem estava sendo submetido ao tratamento de cura. A população de pacientes teria que ser homogênea, de modo que escolheram pacientes de Elisabeth, portadores de AIDS em estágio avançado com o mesmo grau da doença, ou seja a mesma contagem de células T, o mesmo número de enfermidades que definem a AIDS. Era importante eliminar qualquer elemento do mecanismo de cura que pudesse confundir os resultados, como conhecer o agente de cura ou ser tocado.

Eles chegaram à conclusão de que isso significava que todo o tratamento de cura deveria ser realizado a distância. Como estavam testando a cura propriamente dita, e não o poder de uma forma particular dela, como a oração cristã, por exemplo, os agentes de cura deveriam ter formações distintas e entre eles cobrir todo o conjunto de abordagens. Eles eliminariam qualquer pessoa que parecesse excessivamente egoísta, que só quisesse participar da pesquisa por pensar que iria receber dinheiro ou que desse a impressão de ser fraudulenta. As pessoas também teriam que ser dedicadas, já que não receberiam nenhuma remuneração e nenhuma glória particular. Cada paciente deveria ser tratado pelo menos por dez agentes de cura diferentes. Após procurar durante quatro meses, Fred e Elisabeth afinal tinham os agentes de cura, um grupo de quarenta agentes de cura religiosos e espirituais de todos os Estados Unidos, muitos deles bastante respeitados em seus respectivos campos. Só uma pequena minoria se descreveu como sendo convencionalmente religiosa, dizendo que realizavam seus trabalhos rezando para Deus ou usando um rosário: vários agentes de cura cristãos, um punhado de evangélicos, um judeu cabalista e alguns budistas.

Vários outros tinham sido treinados em escolas de cura não-religiosas, como a Barbara Brennan -School of Healing Light, ou então trabalhavam com campos de energia complexos, tentando modificar as cores ou as vibrações da aura dos pacientes. Alguns empregavam a cura contemplativa ou visualizações; outros trabalhavam com o som e pretendiam cantar ou tocar sinos em benefício dos pacientes, com o objetivo, afirmavam que podiam harmonizar os chakras ou centros de energia dos doentes. Alguns trabalhavam com cristais. Um dos agentes de cura, que recebera um treinamento de xamã dos índios Lakota Sioux, pretendia usar a cerimônia indígena do cachimbo. O tambor e o canto o fariam entrar em um transe, durante o qual ele entraria em contato com os espíritos em benefício do paciente. Também recrutaram um mestre chinês de Ch’i Kung, que declarou que enviaria a energia harmonizadora do ch’i para os pacientes. O único critério utilizado, sustentaram Targ e Sicher, foi que os agentes de cura acreditassem que o método que empregariam iria funcionar. Eles tinham outro elemento em comum: o sucesso no tratamento de casos sem esperança. Em conjunto, os agentes de cura tinham uma média de dezessete anos de experiência na arte da cura, e a média individual de curas a distância informadas era de 117. Targ e Sicher dividiram em dois o grupo de vinte pacientes. Ambos receberiam o tratamento ortodoxo habitual, mas apenas um dos grupos receberia também a cura à distância.

A EXPERIÊNCIA

Nem os médicos nem os pacientes saberiam quem iria receber o tratamento e quem não iria. Todas as informações a respeito de cada paciente ficariam guardadas em envelopes lacrados e manipulados individualmente em cada passo da pesquisa. Um dos pesquisadores reuniria o nome, uma fotografia e os detalhes clínicos de cada paciente em uma pasta numerada. As pastas então seriam entregues a outro pesquisador que alteraria aleatóriamente a numeração delas. Depois, um terceiro pesquisador dividiria as pastas em dois grupos e por fim elas seriam colocadas em arquivos. Cópias em cinco pacotes lacrados seriam enviadas para cada agente de cura, com informações a respeito dos cinco pacientes e uma data de início especificando os dias em que o tratamento deveria ser iniciado em cada pessoa. Os únicos participantes da pesquisa que iriam saber quem estaria recebendo o tratamento eram os próprios agentes de cura. Estes não teriam nenhum contato com os pacientes; na verdade jamais viriam a conhecê-los. Tudo que iriam receber para o trabalho era uma foto, um nome e uma contagem de células T. Era solicitado a cada agente de cura que sustentasse a intenção de melhorar a saúde e o bem-estar do paciente durante uma hora por dia, seis dias por semana, ao longo de dez semanas, com semanas alternadas para descanso. Tratava-se de um protocolo sem precedentes, no qual cada paciente do grupo de tratamento seria tratado, um após o outro, por cada agente de cura. Para eliminar quaisquer predisposições individuais, os agentes de cura faziam uma rotação semanal, de maneira que lhes era atribuído um novo paciente a cada semana. Isso possibilitaria que todos os agentes de cura fossem distribuídos por toda a população de pacientes, para que a cura propriamente dita fosse estudada, e não uma variedade particular dela. Os agentes de cura deveriam manter um registro de suas sessões de cura com informações a respeito dos métodos de cura empregados e as impressões sobre a saúde dos pacientes.

Imagem relacionadaNo final da pesquisa, cada um dos pacientes teria sido tratado por dez agentes de cura, e cada um destes teria tratado cinco pacientes. Elisabeth estava com o espírito aberto para a pesquisa, mas sua parte conservadora insistia em vir à tona. Por mais que tentasse, sua bagagem teórica e suas predileções teimavam em aflorar. Ela permaneceu relativamente convencida de que o cachimbo do índio americano e o canto do chakra nada tinham a ver com a cura de um grupo de homens que sofriam de uma doença tão grave e avançada que a morte deles era quase certa. Mas então, ela começou a ver os pacientes em estágio terminal melhorarem. Durante os seis meses do período da experimentação, 40% das pessoas do grupo de controle morreram. Em contrapartida, os dez pacientes do grupo que estava recebendo o tratamento de cura estavam vivos e também tinham ficado mais saudáveis, sendo essas informações baseadas nos próprios relatos deles e em avaliações médicas. No final da pesquisa, os pacientes foram examinados por uma equipe de cientistas, e o estado deles gerou uma conclusão inevitável: o tratamento estava funcionando.Targ quase não conseguia acreditar nos resultados. Ela e Sicher precisavam garantir que o tratamento a distância fora responsável por eles, de modo que conferiram e reconferiram o protocolo. Houvera algo diferente no grupo de controle? A medicação tinha sido distinta, o médico ou a alimentação haviam sido diferentes? As contagens das células T tinham apresentado os mesmos resultados e eles não eram HIV positivos havia mais tempo.

Depois de re-examinar os dados, Elisabeth descobriu uma diferença que haviam deixado de verificar: os pacientes do grupo de controle eram ligeiramente mais velhos, com uma idade média de 45 anos, enquanto no grupo que recebera o tratamento a média era de 35. Isso não representava uma diferença enorme – apenas uma diferença de idade de dez anos -, mas poderia ter sido um fator pelo qual um número maior deles morrera. Elisabeth acompanhou os pacientes depois da pesquisa e constatou que os que haviam recebido o tratamento de cura estavam sobrevivendo melhor, independentemente da idade. Não obstante, Elisabeth e Sicher sabiam que estavam lidando com um campo controverso e um efeito que é, à primeira vista, extremamente improvável, de modo que a ciência determina que é preciso partir do princípio de que o efeito não é real a não ser que tenhamos absoluta certeza. O princípio da navalha de Occam= Escolha a hipótese mais simples quando se vir diante de várias possibilidades. Elisabeth e Sicher decidiram repetir a experiência, mas resolveram torná-la maior e controlar a idade e outros fatores que tinham anteriormente negligenciado. Os quarenta pacientes escolhidos para participar estavam agora perfeitamente compatibilizados em relação à idade, ao estágio da doença e a muitas outras variáveis, até mesmo no que dizia respeito aos hábitos pessoais. O número de cigarros que fumavam, o quanto se exercitavam, as convicções religiosas, até mesmo o uso ocasional de drogas eram equivalentes.

Resultado de imagem para imagens sobre o campo unificadoCONCLUSÕES

Do ponto de vista científico, eles tinham nas mãos um grupo de homens que estavam o mais próximo possível de uma perfeita compatibilização. Nessa ocasião, os inibidores de protease, a grande esperança do tratamento da AIDS, já tinham sido descobertos. Todos os pacientes receberam instruções para tomar a tripla terapia padrão para AIDS (inibidores de protease mais dois antirretrovirais como o AZT) e para continuar o tratamento médico em todos os outros aspectos. Como a tripla terapia parecia estar fazendo uma profunda diferença nas taxas de mortalidade dos pacientes com AIDS, Elisabeth pressupôs que, dessa vez, ninguém em nenhum dos grupos iria morrer, o que significava que ela precisava modificar o resultado que tinha em mente. Na nova pesquisa, ela estava tentando descobrir se a cura a distância poderia tornar mais lento o avanço da AIDS. Será que o tratamento poderia resultar em menos doenças que definem a AIDS, melhores níveis de células T, menos intervenções médicas e um maior bem-estar psicológico? A cautela de Elisabeth por fim foi recompensada.

Seis meses depois, o grupo que recebeu o tratamento estava mais saudável em todos os parâmetros: um número significativamente menor de visitas médicas, menos hospitalizações, menos dias no hospital, um número menor de doenças que definem a AIDS e uma gravidade da doença acentuadamente menor. Apenas dois pacientes do grupo que recebera o tratamento haviam desenvolvido novas doenças que definem a AIDS, enquanto doze do grupo de controle as haviam contraído. E apenas três pacientes do grupo que recebera o tratamento haviam sido hospitalizados, em comparação com doze do grupo de controle.

De acordo com testes psicológicos, o grupo que recebeu o tratamento também registrou uma melhora substancial no estado de espírito. Em seis dos onze indicadores médicos utilizados na avaliação dos resultados, o grupo que recebeu o tratamento de cura à distância apresentou resultados bastante melhores. Até mesmo o poder do pensamento positivo entre os pacientes foi supervisionado. Na metade da pesquisa, foi perguntando a todos os participantes se eles acreditavam estar recebendo o tratamento. Tanto no grupo que estava recebendo quanto no grupo de controle, metade achou que estava e metade achou que não.

Essa divisão aleatória de opiniões positivas e negativas a respeito da cura significou que qualquer envolvimento de uma atitude mental positiva não teria afetado os resultados. Quando analisadas, as convicções dos pacientes em relação a estar ou não recebendo o tratamento de cura a distância não se correlacionaram com nada. Só no final da pesquisa os pacientes tiveram a tendência de adivinhar corretamente que estavam no grupo de tratamento. Apenas para ter certeza, Elisabeth realizou cinquenta testes estatísticos para eliminar a possibilidade de que quaisquer outras variáveis nos pacientes pudessem ter contribuído para os resultados. Dessa vez, só havia o acaso.

Visão pessoal…

O ser humano busca seu bem-estar desde as épocas mais remotas e, para isso, desenvolveu inúmeras formas de cura.A saúde é caracterizada pelo bem-estar, e antes do aparecimento da doença em si, o corpo começa a dar sinais de mal-estar, informando que não está tudo bem; A maioria das pessoas está acostumada com a medicina tradicional moderna, que é a ensinada em universidades e considerada oficial na maioria dos países ocidentais. Entretanto, existem outros tipos de terapias, algumas milenares, que ainda seduzem muita gente, mas que também geram debates dentro do meio científico e médico, e por isso são consideradas alternativas.Alternativas ou complementares? O debate começa já na definição. Algumas linhas de discussão afirmam que essas terapias não substituem os métodos convencionais. Outros afirmam que elas devem complementar o tratamento alopático, isto é, o tratamento convencional. Essa queda-de-braço já não é assunto novo;Acreditamos que deve haver fundamento científico e, principalmente, dados estatísticos que comprovem que a terapia funciona, como no caso da Acupuntura,Reiki, Homeopatia,Fitoterapia entre outras.A Organização Mundial de Saúde (OMS) define de forma abstrata as medicinas alternativas: as medicinas não convencionais abrangem todas as terapias que não são utilizadas pela medicina convencional.É cada vez mais frequente, e comum, a busca por terapias alternativas ou complementares para tratar diferentes tipos de doenças da mente, corpo ou espírito. O mundo está cada vez mais “alternativo”. Medicamentos ou técnicas naturais são muito úteis quando aplicados por terapêutas experientes e capacitados .A tendência nos últimos anos tem sido a de uma maior responsabilidade assumida pelas pessoas, em relação à sua própria saúde.Atualmente, a procura por terapias não convencionais está também relacionada com a preocupação dos efeitos secundários prejudiciais de alguns medicamentos prescritos, muitas vezes em excesso, levando as pessoas a procurar terapias alternativas ou complementares sempre que possível.Homeopatia, Acupuntura, Fitoterapia, Quiropraxia, Reiki, Terapia Floral, são exemplos de métodos que eram tratados como alternativos, e hoje, são reconhecidos pela medicina como técnicas terapêuticas de grande eficácia nos mais diversos tratamentos.A diferença entre os termos alternativa e complementar é simples: Quando se utiliza a terapêutica alternativa, como por exemplo um tratamento feito sob a técnica da ortomolecular, dizemos que a pessoa está  fazendo um tratamento alternativo em detrimento da medicina convencional ou ortodoxa. Se o paciente com problemas de stress que esteja sendo acompanhado pelo seu médico e este indicar sessões de meditação e relaxamento dizemos que este paciente está recorrendo á um tratamento complementar ao seu tratamento convencional.O importante é recorrer á terapêutas alternativos conscientes, experientes e idôneos, quando decidirmos por tratamento não convencional.Concluindo, seria conveniente e muito benéfico à humanidade, observar quais são as crenças sobre a saúde e o bem-estar, e, de modo inverso, sobre a doença. Observar o que é, o que cria a doença, ou a falta de bem-estar, e de alguma maneira, mudar isto de dentro para fora, no reconhecimento de que tudo, de certa maneira, é co-dependente, interativo e que não está separado. Que quando nós re-criamos o equilíbrio – e, algumas vezes, isto requer um pouco de tempo na nossa realidade – de modo que, ao invés de procurar simplesmente um “comprimido, uma poção ou uma técnica terapêutica” para criar a mudança instantânea, observar uma mudança mais profunda, de modo que o verdadeiro equilíbrio possa ser restaurado. E observar qual foi o “presente “neste espaço chamado de doença/saúde, desequilíbrio, doença.Então, podemos nos perguntar; Como podemos avançar para esta nova transformação? Para nós aqui da Equipe, é sendo AUTO-OBSERVADOR. Ao estar consciente de quando nós começamos a acreditar que não somos suficientemente bons de alguma maneira, devemos observar isto e decidir se é isto o que nós realmente queremos acreditar ou se nós queremos fortalecer uma nova crença,;que Eu Sou Amor, Sou Uno e estou conectado com o Plenum Cósmico/ Deus e com Tudo O Que É.

Inspiração….

Sobre a Teoria do Campo Unificado – Seara da Ciência

O Universo elegante: Supercordas, dimensões … – Sabedoria Divina

 

Recomendo…

Resultado de imagem para imagens sobre o campo unificado

 

Conhecendo a inteligência dos nossos sentidos…

Resultado de imagem para imagens da história cósmicaNossa História Cósmica é o centro do campo universal da inteligência.Este campo de inteligência é co-extensivo com a mente omni-dominante. O mundo fenomênico é um reflexo do campo de inteligência. A mente é o substrato absoluto do reino imaginal, que dá conta de tudo o que conhecemos no reino fenomênico. A inteligência é a capacidade da mente para organizar e qualquer organização implica inteligência.

Todo ser possui inteligência,sejam dos reinos vegetal e animal, inclusive.Quando evoluímos á níveis maiores de capacidade auto-reflexiva, a inteligência também é vista como um processo de propósito criativo mais alto, que pode criar imagens através de qualquer sistema sensorial que se utilize. Onde há inteligência, há propósito.

O mundo da manifestação parece estar fora de nossos sentidos. Isto é realmente verdadeiro?Onde termina o reino fenomênico e aonde começa o reino imaginal? Não se pode separar o campo de inteligência do reino imaginal, nem tampouco do campo do reino experencial. Porém, o que é a inteligência e onde está localizada? È a inteligência, como a mente,uma qualidade que permeia o Cosmo?

Quando pensamos na inteligência usualmente a associamos com ser elegante e saber como fazer as coisas.O dicionário define inteligência como;”A habilidade para aprender feitos, habilidades e aplicá-los, especialmente quando esta habilidade é altamente desenvolvida”.

Estamos falando sobre inteligência da seguinte forma;primeiro que tudo é um conhecimento avaliador, que nos permite fazer a distinção entre percepções e experiências, de acordo com uma finalidade assumida ou propósito.Daí, a inteligência estar sujeita a dar decisões, até o grau em que estas decisões ajudem, ulteriormente, a alcançar uma meta ou fim particular.

A mente toma diferentes dados no reino fenomênico,por meio dos sentidos e estruturas, e os organiza em imagens e linguagem. A partir da Mente Cósmica Universal, os diferentes fenômenos recebem diferentes nomes.O surgimento dos fenômenos, sempre corresponde a qualquer ponto na estrutura e etapa do desenvolvimento dentro da História Cósmica ao qual esse fenômeno se refere. Isto se deve ao fato de que a História Cósmica é uma descrição do processo criativo das etapas de criação, na qual se dá igual consideração à impulsos e estruturas imaginais e a dados fenomênicos e sua organização.

Do ponto de vista do Homem Planetário, os sentidos sempre estariam despertos e se estaria plenamente em contato com tudo ao seu redor. Como se organiza, o que se experimenta do reino fenomênico?Porque duas pessoas diferentes tem a mesma experiência mas a experimentam de forma diferente uma da outra? Tem que se desenvolver a completa sensibilidade para tudo ao seu redor. Tudo o que se experimenta são dados mentais.

Ao nível do Absoluto, não há nada senão pura harmonia. Ao nível fundamental ou relativo podemos perguntar;O que conhecemos é meramente uma função de nossas percepções sensoriais?E são essas percepções sensoriais de um humano, a totalidade do que pode ser conhecido? È isto um ponto ilusório ou há algo mais?O que está oculto, ou não manifesto, existe em um mundo além das percepções humanas que nós conhecemos como o reino imaginal.  Por meio de raciocínio analógico pode-se dizer que pensamos no conhecimento como a rã no fundo do poço, que olha para cima para ver o céu e pensa que é tudo o que há. Quando sai do poço , vê que as coisas são totalmente diferentes.Nossa consciência é como isso?

No  reino fenomênico, a capacidade para organizar está amplamente estruturada pelas percepções sensoriais. O Universo inteiro, como o conhecemos, está construído á partir do que estes órgãos percebem.Isto constitui um modelo de realidade psicofísica. Quando toda a entrada dos sentidos é organizada na mente, cria o universo imaginal. A entrada, desde os diferentes órgãos dos sentidos acoplados com a nossa própria composição psicogenética, cria o imaginário mental perceptível.

Estes são aspectos importantes a se considerar na criação de uma mais profunda visão de realidade e é importante entender como construímos uma imagem do mundo, e como as imagens do mundo podem ser estereotipadas.Aqui vemos novamente a dialética entre conhecimento condicionado e novos conjuntos de impressões. Dentro do processamento de informação cerebral e sistema de armazenagem, há o que se denominam filtros bioenergéticos.Uma vez que um padrão perceptivo condicionado é estabelecido na mente, muitas impressões, que são aceitas, correrão através de filtros bioenergéticos da mente conceitual, que está de acordo com uma percepção particular preconcebida da realidade;até que estes filtros sejam desprogramados,purificados e transcendidos, é muito difícil dizer que seja real.

Neste mundo tudo é relativo, porque as diferentes construções são nada mais que impressões subjetivas, ou distorções de miríades de ignorantes que constituem a biomassa humana.Poderíamos então fazer a pergunta novamente;Pode algo ser definido objetivamente?As diferentes espécies tem suas percepções sensoriais,porém,entre elas mesmas, a informação é sensorial subjetiva ou objetiva?

Sabemos que as pessoas, de um modo geral, podem ter a mesma percepção tal como o pôr do sol,por exemplo,porém,o que os indivíduos fazem com esta percepção é altamente variado.Porque temos diferentes sentidos e órgãos dos sentidos? È possível conceber a mais alta inteligência ou existência operando sem órgãos dos sentidos ou com órgãos sensoriais adicionais?A informação recebida através do nervo auditivo,por exemplo, é completamente diferente da informação recebida através do nervo óptico.

Visão pessoal…

Quantos sentidos são necessários para unificar o mundo?Qual é a forma e padrão da criação?Os elementos da criação são realmente projeções de pensamento mentais criativas da Mente Divina, o que quer dizer que são absolutamente perfeitas,precisas e reconhecíveis;tudo o que estamos fazendo está vindo puramente do reino imaginal divino…..Devemos começar a examinar o processo todo; Tudo o que existe é baseado em algum tipo de plano divino. Estamos descobrindo o mágico lugar do reflexo inicial. ….Houve sempre espaço vazio absoluto?O Plenum Cósmico/Deus, sempre existiu sem forma?O que ocorreu? Algo ocorreu e o Plenum/Deus projetou o plano e a forma?O que foi inscrito primeiro no molde divino?Qual foi o primeiro pensamento?Foi um som?Um puro pensamento visual??

ESTAS PERGUNTAS PODERIAM SER PROFUNDAMENTE CONTEMPLADAS EM SILÊNCIO.

Conhecer os outros é inteligência, conhecer-se a si próprio é verdadeira sabedoria. Controlar os outros é força, controlar-se a si próprio é verdadeiro poder.Lao-Tsé
Inspiração….
O Cérebro e a Inteligência-Daniel Goleman
Neuroaprendizagem e Inteligência Emocional-Ines Cozzo Olivares
O Código da Inteligência-Augusto Cury

Nem Espaço,nem Tempo…..

Resultado de imagem para imagens da fisica quanticaUma das idéias mais consagradas do nosso sentimento de nós mesmos e do nosso mundo, é a noção do tempo e do espaço. Encaramos a vida como uma progressão que podemos medir por meio de relógios, calendários e momentos que consideramos mais importantes. Nascemos, crescemos, casamos e temos filhos, acumulamos casas, bens, gatos e cachorros, o tempo todo, inevitávelmente, envelhecendo e avançando em uma linha na direção da morte.

Na verdade, a evidência mais tangível da progressão do tempo é o fato físico do envelhecimento. A outra idéia inviolável a partir do ponto de vista da física clássica, é a noção de que o mundo é um lugar geométrico repleto de objetos sólidos com espaços entre eles. O tamanho do espaço entre os objetos determinava o tipo de influência que um tinha sobre o outro. As coisas não poderiam exercer nenhum tipo de influência instantânea se estivessem a quilômetros de distância uma da outra. As experiências  começaram a prenunciar que em um nível mais fundamental da existência, não há nem espaço nem tempo, nenhuma causa ou efeito óbvio – de alguma coisa colidindo com outra e causando um evento no tempo ou no espaço. As idéias newtonianas de um tempo e um espaço absolutos ou mesmo a concepção de Einstein de um espaço-tempo relativo, são substituídas por uma imagem mais verdadeira, ou seja, a de que o Universo existe em um vasto “aqui”, onde o aqui representa todos os pontos do espaço e do tempo em um único instante. Se as partículas subatômicas podem interagir ao longo de todo o espaço e todo o tempo, o mesmo pode ser possível para a matéria maior que elas compõem. No mundo quântico do Campo, um mundo subatômico de puro potencial, a vida existe como um enorme presente. “Se retirarmos o tempo tudo faz sentido.”

AS EXPERIÊNCIAS

Esse grupo de experiências sugeriam três possíveis cenários;

1-O primeiro era a visão de um Universo totalmente determinista, onde tudo que iria acontecer já teria ocorrido. Dentro desse universo de determinação fixa e absoluta, as pessoas que tinham premonições estavam simplesmente interceptando informações que já estavam disponíveis em algum nível.

2-A segunda possibilidade era perfeitamente explicável dentro das leis teóricas conhecidas sobre o Universo. Dick Bierman, da Universidade de Amsterdã, acreditava que era possível explicar a precognição por meio de um fenômeno quântico familiar conhecido como ondas adiantadas e atrasadas, a chamada teoria do absorvedor de Wheeler-Feynman, que diz que uma onda pode viajar para trás no tempo vinda do futuro para chegar à sua origem. O que acontece entre dois elétrons é isso. Quando um elétron se agita um pouco, ele envia ondas irradiantes tanto para o passado como para o futuro. A onda futura, digamos, atingiria uma futura partícula, que também oscilaria, enquanto estaria enviando suas próprias ondas adiantadas e atrasadas. Os dois conjuntos de ondas desses dois elétrons se neutralizam de maneira mútua, exceto na região entre eles. O resultado final de uma onda da primeira viagem para trás e da onda da segunda viagem para a frente é uma conexão instantânea. Especulou-se que no caso da premonição, em um nível quântico, talvez estejamos enviando ondas para encontrar o nosso próprio futuro.

3-A terceira possibilidade, que talvez faça mais sentido, é que tudo no futuro já existe em algum nível subjacente na esfera de puro potencial, e que quando vemos algo no futuro, ou no passado, estamos ajudando a dar-lhe forma e existência, exatamente como fazemos com uma entidade quântica no presente com o ato da observação. Uma transferência de informação por meio de ondas subatômicas não existe no tempo ou no espaço, mas está, de algum modo, espalhada e é onipresente. O passado e o presente são indistintos em um vasto “aqui e agora”, de modo que o nosso cérebro “capta” sinais e imagens do passado e do futuro.

O nosso futuro já existe em um estado nebuloso que podemos começar a realizar no presente.

Isso faz sentido se levarmos em consideração que todas as partículas subatômicas existem em um estado de todos os potenciais a não ser que sejam observadas – o que incluiria alguém pensar a respeito delas. Ervin Laszlo apresentou uma interessante explicação física para o deslocamento do tempo; Ele sugere que o Campo de Ponto Zero de ondas eletromagnéticas tem sua própria sub-estrutura. Os campos secundários causados pelo movimento de partículas subatômicas interagindo com O Campo são chamados de ondas “escalares”, que não são eletromagnéticas nem possuem direção ou spin. Essas ondas podem viajar bem mais rápido do que a luz – como os táquions imaginados por Puthoff.

Laszlo propõe que são as ondas escalares que codificam as informações do espaço e do tempo em uma taquigrafia quântica de padrões de interferência intemporais e ilimitados. No modelo de Laszlo, esse nível subjacente do Campo de Ponto Zero – a mãe de todos os campos – fornece o modelo holográfico do mundo para todo o tempo, passado e futuro. É isso que interceptamos quando investigamos o passado ou o futuro.

 

Para retirar o tempo da equação, precisamos retirar o estado de separação. A energia pura que existe no nível quântico não tem tempo nem espaço, existindo em um vasto continuum de energia flutuante. Nós, de certa maneira, somos o tempo e o espaço.

Quando trazemos energia para a consciência por meio do ato da percepção, criamos objetos separados que existem no espaço em um continuum uniforme. Ao criar o tempo e o espaço, criamos a nossa condição de separação. Isso sugere um modelo semelhante ao da ordem implícita do físico inglês David Bohm, que teorizou que tudo no mundo está envolto nesse estado “implícito”, até que se torna explícito – uma configuração, imaginou ele, de flutuações do ponto-zero.

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O modelo de Bohm encarava o tempo como parte de uma realidade maior, que poderia projetar muitas sequências ou momentos na consciência, não necessáriamente em uma ordem linear. Ele argumentou que, como a teoria da relatividade afirma que o espaço e o tempo são relativos e na verdade uma única entidade (espaço-tempo), e se a teoria quântica estipula que os elementos que estão separados no espaço estão conectados e são projeções de uma realidade de dimensão mais elevada, então momentos separados no tempo também são projeções dessa realidade maior.

Tanto na experiência habitual como na física, o tempo tem sido em geral considerado uma ordem primordial, independente e universalmente aplicável, talvez a mais fundamental que conhecemos. Agora, somos levados a propor que ele é secundário e que, assim como o espaço, deve resultar de uma base de dimensão superior, como uma ordem particular.

Na verdade, podemos acrescentar que muitas dessas ordens de tempo inter-relacionadas particulares podem originar diferentes conjuntos de sequências de momentos, correspondendo a sistemas materiais que viajam a velocidades diferentes. No entanto, todas dependem de uma realidade multidimensional que não pode ser totalmente compreendida em função de qualquer ordem, ou conjunto de ordens, de tempo.

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Se a consciência está operando no nível de frequência quântica, ela também residiria, naturalmente, fora do espaço e do tempo, o que significa que em teoria temos acesso a informações “passadas” e “futuras”. Se os seres humanos são capazes de influenciar os eventos quânticos, isso implica que também somos capazes de interferir em eventos ou momentos que não pertencem ao presente. Isso sugeriu a William Braud uma idéia fascinante.

A intenção humana deslocada no tempo de algum modo atua sobre as probabilidades de uma ocorrência para produzir um resultado, e funciona melhor no que Braud gostava de chamar de “momentos iniciais” – os primeiros em uma cadeia de eventos. Assim, se aplicássemos esse princípio à saúde física ou mental, isso talvez significasse que poderíamos usar O Campo para conduzir influências “para trás” no tempo e alterar momentos fundamentais ou condições iniciais que mais tarde se tornam problemas ou doenças plenamente desenvolvidos.

Se o pensamento no cérebro é um processo quântico probabilístico, como sugerem Karl Pribram e seus colegas, a intenção futura talvez possa influenciar o disparo de um neurônio e não de outro, desencadear uma ou outra cadeia de eventos químicos e hormonais que podem ou não resultar em uma doença. Braud imaginou um momento inicial no qual uma célula assassina natural pode existir em um estado probabilístico com 50% de chance de matar e 50% de não dar atenção a certas células cancerosas. Essa simples decisão inicial poderá com o tempo fazer a diferença entre a saúde e a doença, ou até entre a vida a morte. Pode haver inúmeras maneiras pelas quais poderíamos usar a intenção no futuro para modificar as probabilidades antes que elas se transformem em uma doença plenamente desenvolvida.

Na verdade, até mesmo o diagnóstico pode influenciar o curso da doença, de modo que deve ser abordado com cautela. Não é que não poderíamos eliminar a doença se ela tivesse se desenvolvido, mas alguns dos aspectos mais prejudiciais dela talvez ainda não tivessem se tornado reais e ainda poderiam ser susceptíveis de mudança. Pegaríamos a doença em um ponto no qual ela poderia ser impelida em muitas direções, da saúde até a morte. Braud refletiu se alguns casos de remissão espontânea não teriam sido causados por uma intenção futura agindo sobre uma doença antes do ponto em que já não há mais volta. Pode muito bem ser que filmes da série “Exterminador do futuro”, talvez possamos voltar no tempo para alterar nosso próprio futuro cada momento de nossa vida influencie todos os outros, para a frente e para trás.

Se o tempo linear é uma ilusão, lembrar é comunicar-se

A lembrança é, de fato, um processo de comunicação. Lembrar é comunicar-se com o passado. Isto também se aplica às memórias de vidas passadas. Aqui, também, ocorre uma troca energética entre o eu do presente e o eu do passado. Em algum nível, todo terapeuta de regressão sabe disto. Por exemplo;Um bom terapeuta nunca pedirá ao seu paciente para tentar se lembrar de alguma coisa. Ele sempre sugerirá que ele se mova em direção e ela durante a regressão. Por exemplo, ele poderá dizer “Vá para a verdadeira origem do problema.” O terapeuta sabe que esta última abordagem funciona melhor que a primeira. Por quê? Porque esta instrução corresponde melhor ao que está realmente acontecendo. Há algo para o qual se direcionar; um outro “agora” no qual o evento traumático foi vivenciado primeiro.O que acontece quando você conecta seu “agora”, seu presente, com outro “agora” e começa a se comunicar com seu eu passado que vive nesse outro “agora”? O resultado desse processo de comunicação é a criação de um “agora novo e compartilhado”. No momento em que você inicia um diálogo com outra pessoa (no caso, o seu eu “passado”), você passa a compartilhar o “agora”, o mesmo presente. E, deste “presente compartilhado”, surgem novas possibilidades; isto significa, especificamente, que você pode enviar cura e compreensão para o seu eu passado, influenciando, assim, o passado de um modo real. Como o passado não está terminado, em termos absolutos, você pode modificá-lo a partir do futuro.

O AQUI E AGORA NA FÍSICA QUÂNTICA

CRIAR UM NOVO PASSADO-A QUESTÃO DA CURA ATRAVÉS DO AQUI E AGORA

Outra possibilidade que surge desta nova forma de ver o tempo-espaço é a de recriar o passado. Se o passado não é fixo e acabado, e lembrar-se dele é trocar energia com ele, então nosso ponto de vista tradicional sobre causalidade vai por água abaixo. Tradicionalmente, as coisas não podem ser causadas por eventos do futuro, só por eventos do passado. Neste caso, o futuro parece ter tido um impacto real sobre o passado. Quando você envia cura para uma vida passada, ela, em troca, envia cura de volta para você. Ao criar um novo passado, o presente é alterado também. De acordo com este ponto de vista, o passado não é fixo: o passado, como o futuro, é um oceano de possibilidades. A partir do presente, do nosso “agora” atual, sempre podemos escolher o caminho a tomar, a linha de tempo a ativar, tanto no passado quanto no futuro. Nossas vidas acontecem num continuum espaço-temporal, que se move e muda constantemente; estamos constantemente interagindo com nossas outras vidas e elas conosco. A parte que faz essa interação é a nossa consciência, nossa percepção consciente. Esta parte é nossa essência e independe de tempo e espaço. Ela viaja através da teia do espaço-tempo, mas não está no tempo.  É a nossa parte que é eterna e imutável. Por ser independente de tempo e espaço, nossa consciência é uma fonte de Luz e cura para tudo o que existe no tempo. Quanto mais conscientes nos tornamos, mais entramos num plano atemporal, a partir do qual irradiamos luz para todas as nossas vidas.

 

Visão pessoal…

A Física Quântica do Campo é o primeiro passo em um processo fantástico de despertar .Não compreendemos  a construção de tudo o que  vemos ao nosso redor, mas também compreenderemos exatamente como nossa crença e pensamento criam a matéria, como  colhemos o que plantamos, como mesmo “antes de pedir já tem sido  dado”, etc. É a ciência, finalmente, alcançando a espiritualidade e o senso comum, e explicando-a. Pensemos sobre isto; quando alguém lhe diz que tudo é possível se apenas você acredita, não é mais fácil acreditar que quando você sabe como, passo a passo e científicamente, sua fé muda o universo e produz o que você crê?Um dos benefícios de entender a base da Física Quântica do Campo  é que , finalmente, vemos claramente como conceitos poderosos, como a fé e o pensamento correto trabalham, entre outras coisas. Esta visão e compreensão, este conhecimento, capacita-nos  a ter plena confiança, elimina a dúvida, cria  realidades conscientemente, poderosamente e maravilhosamente, e de muitas maneiras, torna-nos mais poderosos.A Física Quântica do Campo também nos mostra como estamos todos conectados, como somos todos Um Ser, que perpetua uma ilusão de seres individuais separados. Também nos dá um vislumbre de como o Espírito e a Matéria interagem e se conectam, como a Mente e a Matéria também o fazem, como a criação realmente acontece, e como somos co-criadores com a Fonte.A Física Quântica que estuda o Campo, é o estudo da construção do Universo. Por exemplo, nosso corpo é feito de células;Estas células, por sua vez, são feitas de moléculas, que são feitas de átomos, que são feitos de partículas subatômicas, como os elétrons. Este é o mundo da Física Quântica e do Campo. Tudo é feito à partir de ´grandes grupos´ de partículas subatômicas. O nosso corpo, uma árvore, pensamentos, um veículo, um planeta, a luz e tudo o mais são ´concentrações´ de energia. Tudo isso são grandes coleções de práticamente os mesmos tipos de partículas subatômicas. A única diferença é a maneira como estas partículas são agrupadas em maiores blocos construtivos. Sabendo como funciona, é a chave para saber como recriar a si mesmo e o mundo ao seu redor.Falando individualmente,até aqui você pode ter desenhado o seu mundo ao acaso e inconscientemente; Agora você vai acordar e fazê-lo deliberadamente e conscientemente, com uma direção.Assim é o seu mundo – um brilho rápido que causa uma ilusão de ser “sólido” e “contínuo”.  Uma vez que você entenda o que é o seu mundo realmente, verdadeiramente, você começa a entender o seu verdadeiro comportamento e natureza. Então mude sua visão sobre ele. E, com a sua percepção mudada, você pode mudar a maneira como o constrói.E compreender o Campo do aqui e agora é fundamental para colocar isso em prática com conhecimento e sabedoria.

Inspiração…….

O Estranho Universo da Física Quântica – CFCUL

O Sujeito na Física Quântica – fflch-usp

A Teoria de Cordas e a Unificação das Forças da Natureza – USP

Um Sonho de Einstein – USP

O Universo elegante: Supercordas, dimensões … – Sabedoria Divina

Monicavox

Recomendo….

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Desafio 2050: como alimentar um planeta com 9 bilhões de pessoas

Imagem relacionadaÉ possível alimentar um mundo com mais de 9 bilhões de pessoas em 2050, como alerta a FAO. Essa é a conclusão dos debates ocorridos no V Fórum Inovação, Agricultura e Alimentos para o Futuro Sustentável, em São Paulo (SP), iniciativa da FAO, Andef, Abag e Embrapa. Especialistas e instituições participantes concordam, no entanto, que será preciso unir esforços entre as cadeias produtivas agroindustriais e os demais segmentos da sociedade para atingir os objetivos.

“Os caminhos-chave são inovação, desenvolvimento de tecnologias e conscientização nutricional da população”, afirmou Alan Bojanic, diretor da FAO, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, no Brasil. Bojanic enfatizou que, hoje, no mundo uma em cada oito pessoas passa fome. “A meta para 2050 não é zerar o número de pessoas em estado de insegurança alimentar, mas reduzir os índices atuais drásticamente”, complementou.

Atualmente, aproximadamente 1 bilhão de pessoas ainda se encontram em estado de miséria no planeta.O desafio está lançado e o relógio está correndo. É preciso ampliar as condições de estímulo ao investimento maciço em tecnologias limpas para o campo e em infraestrutura. (nota pessoal;Nós da Equipe defendemos a importância da produção de alimentos orgânicos livres de agrotóxicos e modificação genética, como fator preponderante não apenas para o ganho nutricional da população, mas também como geradora de saúde e educação social. Com pesquisas científicas voltadas ao combate da fome com alimentos saudáveis e naturais, a produção no campo gerará alimentos cada vez mais nutritivos e saudáveis, impregnando cada vez mais em nossa sociedade a consciência de que o consumo de bons alimentos resulta em uma população mais feliz e saudável. É a troca do tratamento pela prevenção)

Resultado de imagem para imagens sobre a comida do futuroAlimentar o mundo

Pequenos camponeses são cruciais no combate à fome

Por Mark Bittman, colunista – O Estado de S.Paulo – The New York Times

Este mês marca o aniversário de 50 anos do discurso do presidente John F. Kennedy sobre o fim da fome mundial, mas a situação continua ruim. Quase um bilhão de pessoas passam fome no mundo. Faz tempo que produzimos calorias suficientes, cerca de 2,7 mil por dia por pessoa, mais do que o bastante para suprir as necessidades de uma população de 9 bilhões, projetada pela ONU para 2050. Há pessoas passando fome porque nem todas as calorias são para o consumo humano – um terço serve para alimentar animais, 5% são usados na produção de biocombustíveis e um terço é desperdiçado ao longo da cadeia alimentar.

O sistema é insustentável, pois depende de combustíveis fósseis e resulta em danos ambientais. Seu funcionamento é orientado para permitir que a metade do planeta com dinheiro coma bem, enquanto os demais procurem uma maneira de se alimentar gastando o mínimo possível. Paradoxalmente, conforme um número cada vez maior de pessoas pode arcar com o custo de se alimentar bem, a comida vai se tornar mais escassa para os pobres, pois a demanda por produtos animais aumentará, exigindo mais recursos como grãos. Calcula-se que um aumento inferior a 30% na população mundial dobre a demanda por produtos animais. No entanto, não existe terra, água, nem fertilizante para que o mundo inteiro consuma carne nos níveis ocidentais.

Produção orgânica traz vantagens para agricultores familiares

Se quisermos garantir que os menos favorecidos comam melhor, precisamos parar de supor que o modelo industrial de produção de alimentos e a dieta que o acompanha, responsável por numerosas doenças, seja desejável e inevitável. É hora de admitir que há dois sistemas alimentares: o industrial e o dos pequenos proprietários, que é mais eficiente. Para o ETC Group, organização de pesquisa de Ottawa, a cadeia alimentar industrial consome 70% dos recursos agrícolas para produzir 30% do alimento mundial, enquanto a “rede alimentar camponesa” produz os 70% restantes usando apenas 30% dos recursos.

Variedades de alto rendimento de qualquer uma das principais espécies de monocultura comercial proporcionarão uma produtividade superior à de variedades dessa mesma espécie cultivadas por camponeses. Mas, ao diversificar o cultivo, misturar plantas e animais e plantar árvores, os pequenos proprietários podem produzir mais comida. Usarão menos recursos e arcarão com um custo mais baixo no transporte, ao mesmo tempo, oferecendo mais segurança alimentar, conservando a biodiversidade e compreendendo melhor os efeitos da mudança climática.

Se definirmos “produtividade” não em termos de quilos por hectare, mas pelo número de pessoas alimentadas pela produção dessa mesma área, veremos que os EUA estão atrás de China e Índia (e também da média global), num patamar equivalente ao de Bangladesh, pois parte daquilo que é produzido é destinado aos animais e biocombustíveis.Obviamente, nem todos os pobres conseguem se alimentar direito, pois carecem de recursos essenciais: terra, água, energia e nutrientes. Com frequência, isso é resultado de ditaduras, guerras, deslocamentos, calamidades naturais ou da apropriação de terras e de recursos hídricos.O resultado é uma fuga rumo às cidades, onde os camponeses se convertem em trabalhadores mal remunerados e se alimentam mal. Ao chegar a esse ponto, deixam de ser “camponeses” e viram , os pobres trabalhadores dos EUA. É uma fórmula que produz fome e obesidade. Primeiro é removida a capacidade de produzir comida. Em seguida, a capacidade de pagar pela comida, substituindo-a por uma única alternativa: o alimento ruim.

O caminho da nossa comida do dia á dia

Você chega em casa cansado, tira do congelador um pacote de almôndegas desenvolvidas em laboratório. Digita na impressora 3D o cardápio que vai acompanhar: uma pizza feita de ingredientes em pó. E separa na geladeira dois tomates roxos para fazer uma salada, salpicada com um produto que tem gosto de ovo, mas na verdade é feito de gergelim. Bom apetite, este vai ser o jantar dos anos 2050.No século passado, os futuristas imaginavam que a comida da virada do século seria composta por uma série de pílulas – ninguém perderia tempo preparando uma salada quando todos os nutrientes necessários estivessem ao alcance da mão. “Em cem anos, as pessoas vão se alimentar exclusivamente com pílulas sintéticas”, disse a escritora e ativista Mary Elizabeth Lease, em 1893. Nada mais improvável. “Nunca vamos abrir mão do prazer de preparar uma refeição, mesmo que seja usando uma impressora e não um fogão. A combinação de aromas e cores de um prato e o convívio ao redor da mesa com a família e os amigos são tão importantes hoje quanto há 3.000 anos”, afirma o agrônomo canadense Christophe Pelletier, autor de Future Harvests, livro que tenta prever como a humanidade vai se alimentar daqui a 37 anos.

Nove bilhões de bocas para alimentar – Algumas tradições vão mudar por um motivo simples: em quatro décadas, a humanidade vai ter ultrapassado os 9 bilhões de habitantes, 2 bilhões a mais do que atualmente. Em 40 anos, o planeta vai ter recebido mais uma quantidade de humanos equivalente à soma de uma China e dois Estados Unidos hoje. Vai ser preciso gerar comida o suficiente para cada um dos principais grupos alimentares – vitaminas, sais minerais, fibras, proteínas, carboidratos e gordura. Arroz, por exemplo, não será um problema: com dinheiro  e suporte da Academia Chinesa de Ciências da Agricultura, o agrônomo chinês Zhikang Li criou uma variedade que cresce rápido, produz mais grãos e é extremamente resistente a inundações, secas, pestes e insetos. São as proteínas de origem animal que representam o maior desafio.

Por essa razão, o vegetarismo é uma solução mais limpa, menos poluente e muito mais saudável-resta saber se vai ser uma agricultura genuínamente natural ou mais uma modificação genética-alimentos OGM

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação prevê que, em quatro décadas, o aumento da quantidade de terras usadas para a pecuária teria de ser da ordem de 70%, de 34 para 57,8 milhões de quilômetros quadrados, ou quase três Brasis. Impossível. “Não vamos conseguir produzir carne em quantidade suficiente para toda a população. Os bifes como conhecemos hoje vão ser raros e caros”, diz a britânica Morgaine Gaye, especialista em tendências do mercado de alimentos e professora na Nottingham Trent University.

Alternativas -serão saudáveis?

Algumas alternativas já existem, e são mais sofisticadas do que os produtos à base de soja. Depois de 10 anos de desenvolvimento em parceria com a Universidade do Missouri, a startup americana Beyond Meet desenvolveu um composto de ervilhas que, depois de processado, fica muito parecido com um pedaço de carne. Com a vantagem de não ter colesterol, gordura saturada ou os hormônios ministrados aos animais. O resultado é tão parecido com carne de frango que já enganou consumidores submetidos a testes cegos. Os ovos também já podem ser substituídos por um pó esverdeado da Hampton Creek Foods, de São Francisco, que tem o gosto do ovo comum e pode ser usado em bolos, saladas e doces. Mas é feito a partir de uma base de gergelim.

Estes produtos, entretanto, não vão dar conta da demanda em larga escala. Uma das soluções mais viáveis para o problema da demanda global por proteínas nas próximas décadas está nos insetos.

Pão de grilo –Para a FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, os insetos, esses “apetitosos” bichinhos crocantes de seis patas, são o futuro. Os motivos alegados são bons. Insetos são ricos em proteínas: proporcionalmente, moscas têm quase o dobro do que bois. Por outro lado, têm pouca gordura e boas doses de cálcio e ferro.

Também são animais fáceis de criar: eles ocupam pouco espaço, consomem menos água e se reproduzem com facilidade. Com 2 quilos de ração, é possível produzir 1 quilo de comida, enquanto que 1 quilo de carne de gado precisa de 8 quilos de alimentos. Variedade não falta: de acordo com a FAO, existem cerca de 900 espécies diferentes comestíveis. Em muitos países, eles já fazem parte da dieta há séculos: os japoneses comem vespas, os tailandeses gostam de grilos, os africanos cozinham larvas e os chineses vendem espetinhos de gafanhotos nas ruas. O governo da Holanda quer que o país entre nesta lista: está investindo 1 milhão de euros em pesquisas para dar início à criação de fazendas de insetos.

Fazenda de algas – O arquiteto canadense Jakub Dzamba, da Universidade McGill, tem seu próprio projeto de fazenda. E ela produz em larga escala, 24 horas por dia, não só insetos, como também algas e outros microorganismos comestíveis. A Fazenda do Terceiro Milênio, como ele chama a iniciativa, vai usar parte dos dejetos produzidos pelas cidades para criar animais comestíveis. “Os insetos têm sangue frio, e por isso mesmo podem usar todo alimento que consomem para aumentar de tamanho [eles não perdem energia aquecendo seus corpos]. Além disso, são capazes de se alimentar de basicamente qualquer coisa”, afirma Dzamba. “Nós já comemos algas, mas elas poderão ser produzidas em larga escala e disseminadas em saladas.” Além disso, pesquisadores da Universidade Sheffield Hallam, na Inglaterra, já desenvolveram versões em pó, que substituem o sal em alimentos processados.

É fácil de imaginar bufês de saladas de algas disseminados pelos restaurantes do mundo todo. Mas o consumidor ocidental dificilmente vai querer mastigar gafanhotos. Para vencer esta resistência, os holandeses estudam usar insetos como base para produzir carne processada, como hambúrgueres e almôndegas. E também adotá-los como base para enriquecer alimentos do dia a dia, como pães, massas e bolos produzidos com farinha feita de grilos.

NOTA DO MONICAVOXBLOG;Uma coisa é certa: pouca gente vai ter dinheiro para comer diáriamente grandes nacos de carne, como aqueles das nossas churrascarias. A carne processada vai dominar os pratos das pessoas. Estes hambúrgueres, almôndegas, nuggets, salsichas e linguiças poderão vir de boas imitações de carne. Ou de insetos. Ou da carne desenvolvida in vitro: uma cultura de células-tronco vai ser capaz de se reproduzir até formar um alimento igual aos que conhecemos hoje.

O PROBLEMA DA CARNE-COMO SUSTENTAR UM HÁBITO QUE AINDA FAZ PARTE DO CARDÁPIO DE MILHARES DE PESSOAS NO PLANETA

Hambúrguer de 325.000 dólares – Finalmente, depois de décadas de pesquisas e anos de expectativas, tudo indica que, ainda em 2013, a carne de laboratório vai se tornar realidade. O conceito é simples: produzir bifes a partir de células animais desenvolvidas in vitro. Na prática, chegar à carne sem a necessidade de criar e matar gado é uma tarefa difícil. A massa de células cresce, mas fica com a forma de uma gelatina. “É muito difícil dar à carne a estrutura que conhecemos. Ela é uma combinação complexa de tecidos, ligamentos, músculos e gordura”, diz o geneticista Stig Omholt, diretor do Centro de Genética Interativa da Universidade de Ciências Sociais da Noruega, que pesquisa o assunto há 15 anos. “Aparentemente, Mark Post conseguiu, ou está muito perto disso”.(nota pessoal;No Vegetarismo, podemos desenvolver muitas opções diferentes com nutrientes que necessitamos, sem precisar matar animais para comer, o que é uma característica das pessoas despertas e com uma consciência alimentar desenvolvida)

Chefe do Departamento de Fisiologia da Universidade Maastricht, na Holanda,Mark Post promete apresentar em Londres, nas próximas semanas, seu hambúrguer de laboratório, composto por 20.000 tiras finas de músculos. Por enquanto, um simples hambúrguer de 140 gramas vai sair pela bagatela de 325.000 dólares – o custo total necessário para sua produção. O preço deve cair à medida que os resultados do professor sejam reproduzidos e a indústria alimentícia se decida por aumentar os investimentos no setor; a carne in vitro representaria, de acordo com um estudo da Universidade Oxford, menos 35% a 60% de demanda por energia. Os laboratórios só usariam 2% das terras usadas por fazendas e emitiriam de 80% a 95% menos gases causadores do efeito estufa.

Para alcançar a consistência de bife, Gabor Forgacs, pesquisador da Universidade de Missouri, fundou a Modern Meadow, uma startup que está tentando desenvolver um suporte viável para as células animais usando impressoras 3D. Os resultados concretos não são esperados para esta década – primeiro, Forgacs pretende criar couro em laboratório.A ciência também está sendo aplicada em outras frentes. A engenharia genética e a nanotecnologia prometem mudar a cor, o tamanho e os nutrientes de alimentos que conhecemos bem. E as impressoras 3D vão dar um sentido totalmente novo ao ato de cozinhar.

Impressora na cozinha –

Vários alimentos que prometem compor o prato do futuro estão em desenvolvimento. Uma equipe de pesquisadores americanos e israelenses já produziu tomates com aroma de limão. Israel, aliás, é um polo de desenvolvimento: os fazendeiros de lá já criaram pimentões com três vezes mais vitaminas, cenouras que se parecem batatas e bananas geneticamente modificadas para ficarem azuis – elas têm mais potássio, e a cor inusitada não tem objetivo algum, a não ser atrair os clientes mais curiosos e corajosos. Na Inglaterra, pesquisadores do Centro John Innes desenvolveram tomates roxos, geneticamente modificados para ter o dobro de antioxidantes e ajudar na prevenção de câncer.Em outra frente, nanopartículas aplicadas em sementes podem acusar se o alimento está contaminado por bactérias e matá-las. Quando em contato com a língua, também serão capazes de bloquear ou reforçar sabores. “Podemos imaginar maracujás muito mais doces, sem a sensação de azedo. Ou exatamente o contrário, dependendo da vontade do cliente”, afirma Christophe Pelletier. Na forma de embalagens, também podem preservar os nutrientes por mais tempo e, com isso, reduzir a necessidade de agrotóxicos durante o plantio-(Devemos sempre prestar a atenção nestas pesquisas e ficarmos alertas para a manipulação genética destes alimentos, o que pode ser altamente prejudicial á saúde;por outro lado, podemos acentuar características benéficas e diminuir os agrotóxicos.Só o tempo dirá os benefícios e os malefícios destas técnicas)

O preparo dos alimentos também vai mudar. E ficar mais parecido com a cozinha dos Jetsons, desenho criado na década de 60 que retratava uma família futurista e no qual a comida era produzida por computadores – a mãe só precisava perfurar cartões (algo não muito futurístico) para fazer a encomenda para a máquina. A Nasa está investindo no projeto do engenheiro mecânico Anjan Contractor, que está desenvolvendo formas de transformar carboidratos, proteínas e nutrientes em pós, que poderão ser misturados de acordo com o gosto do cliente. Seria prático para os astronautas, que poderiam comer pizza no espaço, e também para as residências: pessoas de idade ou com dificuldade de locomoção, por exemplo, poderiam cozinhar sem esforço.

Segundo a Business Week, a rede americana de fast food Taco Bell deixou de lado a palavra carne em seus novos pratos, substituindo-a simplesmente por “proteína”. Uma forma de se antecipar ao advento da carne sintetizada? O futuro previsto em Os Jetsons ainda não chegou, mas parece cada dia mais próximo.

O DESAFIO ALIMENTAR DO PLANETA NOS PRÓXIMOS ANOS

Os impactos ambientais na agricultura criam problemas de instabilidade, escassez e volatilidade de preços de alimentos. Isto já é perceptível em alguns mercados, especialmente em países mais pobres e vulneráveis, que são severamente atingidos por extremos do tempo como enchentes e seca – e onde problemas estruturais como armazenamento e distribuição são agravados pela pobreza.

O mundo precisa urgentemente melhorar o modo como produz e consome alimentos. Nas próximas décadas, o setor agrícola, que emprega duas bilhões de pessoas, vai ter de fornecer comida suficiente para uma população crescente e ser um agente de desenvolvimento econômico social e econômico inclusivo. Os riscos ambientais, no entanto, aumentam.

Atualmente, usamos cerca de metade da vegetação do planeta para a produção de alimentos, de acordo com o World Resources Institute. A quantidade de terra utilizada pela agricultura cresceu em mais de dez milhões de hectares por ano desde os anos 1960, e a expansão das áreas de colheita e de pasto criam mais pressão sobre as florestas tropicais. Os espaços encolhem e os que restam são ameaçados por fenômenos criados pela própria atividade – a agricultura hoje responde por quase um quarto das emissões globais de gases de efeito estufa e 70% do uso de toda a água doce. Estas tendências tendem a se intensificar. Até 2050, o setor pode consumir 70% de todo o “orçamento” permitido de emissões consistente com a limitação ao aumento de temperaturas do planeta em até 2°C – limiar do cenário de desastre.Há um grande gap a ser fechado, e isto tem de ser feito de maneira sustentável, de forma a melhorar a vida de agricultores pobres e reduzir o impacto da atividade no ambiente, que traria degradação dos solos, escassez de água e efeitos adversos da mudança do clima.Mais de 800 milhões de pessoas vivem hoje em estado de insegurança alimentar, o que significa que estão periódicamente com fome. Existe um fosso de 69% entre as colheitas de calorias produzidas em 2006 e aquelas necessárias em 2050. Durante o mesmo período, a produção de leite e carne de pastos precisará crescer 40%, mais do que aumentou de 1962 a 2006.

“Bem-vindos à nova geopolítica da escassez de alimentos,” diz Lester Brown, fundador do WorldWatch Institute, e fundador e presidente do Earth Policy Institute, autor dePlaneta Cheio, Pratos Vazios – A Nova Geopolítica da Escassez Alimentar, de 2012. O influente pensador dizia já em 1978, em outra obra, que o mundo corria risco pela “sobrepesca, desmatamento e transformação de terra em deserto”.

Apenas na última década, diz ele, os estoques mundiais de grãos caíram em um terço. O súbito aumento de preços de alimentos, que dobraram entre 2007 e 2008, deixou mais pessoas famintas que em qualquer momento da história. Quando o período de abundância alimentar foi inaugurado, nos anos 1960, o mundo tinha 2 bilhões de habitantes. Hoje, tem 7 bilhões. De 1950 a 2000 houve saltos bruscos ocasionais de preços em grãos como resultado de eventos induzidos pelo tempo, mas seus efeitos eram de curta duração e logo tudo voltava ao normal. Normal é algo que não existe mais.

A escassez de alimentos provocou a queda de civilizações antigas como a dos sumérios e maias porque elas adotaram um modelo agrícola ambientalmente insustentável. E, enquanto nestes casos, a falência possa ser atribuída a duas tendências como desmatamento e erosão de solos, atualmente os problemas são de muitas naturezas, como a depleção dos aquíferos, o pico da produtividade de grãos e o aumento de temperaturas. Para países ricos como os EUA, onde as pessoas gastam 9% de sua renda com comida, não parece tão sério. Mas pense naqueles que gastam de 50 a 70% dos seus rendimentos para se alimentar, e no que acontece com eles quando os preços dobram. O número de pessoas com fome no planeta estava caindo nas últimas décadas do século 20, chegando a 792 milhões em 1997. A partir daí, começou a subir, chegando a 1 bilhão, e a situação mais grave é a encontrada no subcontinente indiano e na África Sub-saariana.

Há até o prejuízo causado a safras pelos automóveis. Extensões cada vez maiores de terras agricultáveis estão sendo usadas para a insana produção de biocombustíveis, que irão alimentar uma frota sedenta – caso de extensões imensas de solo compradas muitas vezes ilegalmente ou tomadas por corporações na África para alimentar veículos na Europa. E há poucos sinais de que líderes políticos estejam entendendo a magnitude da crise.

Outro especialista, Paul McMahon, aponta em O Delírio Alimentar: A Nova Política da Comida (2013) que o que se planta hoje é o bastante para alimentar 9 bilhões de pessoas, população projetada para 2050. Para aumentar a disponibilidade, é preciso reduzir o desperdício, e usar cereais para colocar nas bocas de seres humanos, e não de animais – o que acontece em escala crescente pelo consumo de proteína das novas classes médias de países emergentes. Em partes da África, por exemplo, a produção pode dobrar, se não houvesse falta de conhecimento, de acesso à tecnologia e mercado disfuncionais.

McMahon descreve um quadro utópico: “Imagine que não existam fronteiras, disparidades econômicas, ou relações desiguais de poder dentro de sociedades. Em vez disso, pensem o planeta como um sistema único que pode ser administrado para fornecer alimentos e outros serviços para a humanidade”. Porém, ele mesmo diz, a suposição é uma “fantasia”.

No clássico Saciados e Famintos: Poder e a Batalha Oculta pela Sistema Alimentar Mundial (2007), Raj Patel examina um paradoxo. Sua tese é que a existência simultânea de quase um bilhão de pessoas subnutridas e o mesmo número de gente com sobrepeso é na verdade um corolário de um sistema no qual um punhado de corporações tiveram permissão de se apropriar do valor da cadeia alimentar. As consequências sociais são desastrosas, apesar de toda a retórica neoliberal de livre comércio e escolha.

Em um seminário realizado em Roma pela organização de alimentos e agricultura da ONU em 2009 (FAO), Como Alimentar o Mundo em 2050, se advertiu que a agricultura irá ser forçada a competir por terra e água com o espalhamento urbano, será exigido que ela atue em outras frentes importantes: adaptação e mitigação da mudança do clima, ajuda para preservar habitats naturais, proteger espécies ameaçadas e manter um alto nível de biodiversidade. Como se estes desafios não bastassem, cada vez menos pessoas viverão no campo, e menos ainda serão agricultores.

As questões levantadas pela FAO são muitas e diversas. Seremos capazes de produzir comida a preços acessíveis ou preços maiores de alimentos vão levar mais pessoas à pobreza e fome. Quais são as novas tecnologias que nos ajudarão a utilizar recursos escassos com mais eficiência, aumentando e estabilizando safras? Estamos investindo o suficiente em pesquisa e desenvolvimento para que revoluções aconteçam a tempo? Quanto precisamos investir para ajudar a agricultura a se adaptar à mudança do clima, e o quanto ela pode contribuir para mitigar eventos extremos do tempo?

Caso não haja soluções para estes problemas, os custos sociais serão imensos. O peso para a economia global trazido pela desnutrição, como resultado de produtividade perdida e custos diretos de saúde, podem ser de até 5% do PIB mundial, equivalente a U$ 3.5 trilhões por ano, ou U$ 500 por pessoa. Os custos da subnutrição e deficiência de micronutrientes são estimados em 2% 3% do PIB global, equivalente a U$ 1.4 trilhão e U$ 2.1 trilhões por ano. Uma conta muito cara, em dinheiro e, principalmente, em vida perdidas.

Resultado de imagem para imagens sobre a comida do futuroA COMIDA DO FUTURO

Inovações buscam oferecer alimentos de maior qualidade a um consumidor cada vez mais consciente

A bebida Soylent, lançada em 2013 e hoje vendida nos Estados Unidos e no Canadá, pode ser considerada um dos símbolos da “comida do futuro”. A Soylent é um complexo vitamínico, composto por proteína de soja, óleo de algas e isomaltulose (um substituto do açúcar comum que é liberado mais lentamente no sangue). A propaganda avisa que a bebida atende a todas as necessidades alimentares do ser humano. Com o Soylent a pessoa não precisaria comer mais nada, ou seja, uma vida sem variedade de sabores, mas também sem panelas, fogão e sem idas ao supermercado no fim de semana, experiência vivida pelo criador da bebida, o engenheiro de software norte-americano, Rob Rhinehart. Como não precisa de refrigeração, a suposta comida do futuro economiza energia, custa mais barato que uma refeição normal e ainda reduz o impacto ambiental das inúmeras embalagens dos alimentos (a embalagem da Souylent é feita com material reciclável) e com transporte.  Será esse o modelo de alimentação no futuro?

A despeito de algumas vantagens, ainda não há trabalhos científicos investigando os efeitos do uso exclusivo de Soylent para a saúde. E ainda a questão do mesmo gosto todos os dias em todas as refeições. De acordo com depoimento de consumidores, a bebida, esbranquiçada e pastosa, tem um gosto insosso, ou seja, em se parece muito pouco com uma refeição de verdade.

Para Raul Amaral, coordenador da plataforma de inovação tecnológica, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, uma coisa é certa: “o ser humano vai continuar a comer por prazer. É difícil imaginar a pessoa comer pensando no alimento apenas como remédio”, afirma. Já que não vamos ingerir sómente pílulas, como faziam os personagens da família Jetsons (série de desenho animado, exibida originalmente na década de 1960), para onde apontam as pesquisas na área de alimentos.

Qualidade e conveniência

 Segundo diretor geral do Ital, Luis Madi, as novas gerações, sempre com celular em punho e fazendo duas ou mais atividades ao mesmo tempo, passam por um processo de “snackificação”, que não significa “comer qualquer coisinha” ou algo necessariamente ruim. “Existem refeições líquidas, como sopas, que podem ser feitas durante o expediente, embalagens que não sujam a mão, produtos que não soltam farelo, capazes de aliar qualidade ao ritmo do mundo de hoje”, diz. Trata-se de uma mudança na maneira tradicional de se alimentar. “Assistimos a uma fragmentação na divisão tradicional das refeições – café da manhã, almoço e jantar. Ela não acaba, mas, se não deu tempo, a ideia é que existam produtos com nutrientes para serem consumidos”, acredita Madi. “Não se trata de substituir refeições por aqueles shakes para emagrecer, mas de ter disponível um leque de possibilidades que componham uma alimentação adequada, dada uma nova realidade”, afirma.(essa nova realidade implica tempo, e as novas demandas do sistema vingente,cada vez mais priorizam o tempo dedicado a manter esta estrutura em detrimento á saúde e o bem estar causado por uma alimentação natural e saudável-o preço á pagar por essas atitudes facilitadoras é alto, o que torna as pessoas sem a consciência alimentar necessária para a ascenção.)

As dietas tendem a ser mais equilibradas e personalizadas. Segundo Amaral, pesquisas na área da nutrigenômica, ciência que estuda a influência dos componentes dos alimentos em suas interações no genoma humano, indicam que será possível indicar, a partir do perfil genético da pessoa, o que é bom para ela ou não. 

Funcionais – Enquanto a nutrigenômica permanece no campo da teoria, as pesquisas sobre a relação entre alimentação e saúde, e nesse contexto o estudo da função cada alimento no organismo, já entrega diversos produtos nas prateleiras dos supermercados, os alimentos funcionais. De acordo com a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), a característica principal de um alimento funcional é fornecer, além das funções nutricionais, efeitos benéficos à saúde, redução do risco de doenças crônicas degenerativas, como câncer e diabetes, dentre outras. Um exemplo desse tipo de alimento, cuja ação foi comprovada cientificamente é o leite fermentado que possui lactobacilos. Eles favorecem as funções gastrointestinais, reduzindo o risco de constipação e câncer de cólon.

No entanto, é necessário ficar atento porque os alimentos funcionais precisam ser registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e esse registro depende de um relatório científico detalhado, comprovando os benefícios e a segurança do alimento. “Alguns chamam esses produtos de “nutracêuticos”, uma mistura de alimento com fármaco. É possível encontrar muitos produtos com essa proposta na farmácia, mas nem todos têm seus benefícios comprovados cientificamente. Esse é o grande nó do funcional: não há uma relação direta entre comer e não ter a doença, não dá para garantir”, relativiza Madi. “E uma área repleta de desafios científicos”, afirma.

Sustentabilidade 

A preocupação a sustentabilidade também tem produzido inovações na indústria de alimentos e novidades para o consumidor. Embalagens verdes para refrigerantes são um exemplo. Elas são produzidas com biopolímeros, um plástico fabricado a partir matérias-primas renováveis como cana-de-açúcar, milho, mandioca e batata, e óleos de girassol, soja e mamona. A principal vantagem é que eles se degradam rápidamente na natureza. Para se ter uma idéia, a garrafa de plástico feita com derivados do petróleo demora em média 40 anos para se decompor e o biopolímero demora, no máximo, 180 dias. Há também as embalagens interativas. De acordo com o diretor do Ital, algumas mostram se houve flutuação de temperatura de um produto congelado ou refrigerado, se o produto já passou da validade, podem absorver oxigênio e umidade para que não haja oxidação ou degradação por umidade no produto. Isso já existe no mercado, o problema ainda é o custo.

No futuro, o ato de se alimentar será muito mais criterioso e complexo. A comida tem adquirido outros significados: a qualidade, os efeitos na saúde e os impactos para o meio ambiente são questões que estarão cada vez mais presentes no ato de se alimentar;há uma tendência de melhora substancial na qualidade da alimentação porque comer será um ato mais consciente e talvez até mais prazeroso, dados os avanços tecnológicos. 

Você comeria?

Nos Estados Unidos, já existe barra de cereal feita de grilos e farinha composta por insetos. “Existe repulsa cultural do Ocidente, mas é uma alternativa que a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) propõe como solução para uma situação extrema de demanda por proteína”, explica o diretor do Ital, Luis Madi. A previsão é de que até 2050 a população mundial cresça para até 9 bilhões de pessoas, forçando aumento da produção de alimentos, com impactos diretos no meio ambiente, que já sofre com escassez de água. De acordo com a FAO, insetos comestíveis são fonte de proteína de alta qualidade, vitaminas e aminoácidos para os seres humanos. Grilos precisam de seis vezes menos alimento que o gado para gerar a mesma quantidade de proteína. Também pensando na questão da produção de carne, uma equipe de cientistas holandeses da Universidade de Maastricht, desenvolveu um hambúrguer feito de células do músculo de uma vaca. As células foram extraídas e colocadas numa solução (cultura) com nutrientes para crescimento e multiplicação. Segundo o Environment, Science & Tecnology Journal, um estudo independente mostrou que a carne de laboratório  Meat, está desenvolvendo uma carne feita a partir de plantas, com menos impactos ambientais. A promessa é que o produto tem o mesmo gosto da carne animal.

 

E os Alimentos Orgânicos?

A agricultura orgânica busca o equilíbrio e o desenvolvimento sustentável do meio ambiente, fauna, flora e ser humano, onde todos possam interagir com respeito. Alimentos orgânicos são aqueles cultivados sem insumos químicos, respeitando o meio ambiente e as relações sociais. É possível encontrar verduras, legumes, frutas,ovos e até cervejas e vinhos orgânicos.Como a produção orgânica objetiva a realização de processos produtivos em equilíbrio com o ambiente, no cultivo estão proibidos agrotóxicos sintéticos, adubos químicos e sementes transgênicas. As normas de certificação são rígidas. A produção deve obedecer a princípios rigorosos de manejo do solo, dos animais, da água e das plantas, buscando promover a saúde do homem, a preservação de recursos naturais e a oferta de condições adequadas de trabalho aos empregados.

O que diferencia a produção orgânica da convencional?

• Respeito ao ciclo das estações do ano e às características da região.

• Colheita de vegetais na época de maturação (sem indução).

• Rotação e consorciação de culturas.

• Uso de adubos orgânicos e reciclagem de materiais.

• Tratamentos naturais contra pragas e doenças dos vegetais e plantas invasoras manejadas sem herbicidas.

• Acesso dos animais a piquetes abertos.

• Alimentação orgânica e uso de práticas terapêuticas para cuidado com os animais.

• Produtos separados dos não-orgânicos, desde o manuseio ao maquinário e do transporte à venda.

• Prateleiras e geladeiras para a venda limpas e desinfetadas, sob critério e fiscalização das certificadoras.

• Propriedades que exploram os trabalhadores ou usam mão-de-obra infantil não recebem o certificado.

Vantagens nutricionais

Há quem questione as vantagens nutricionais dos alimentos orgânicos porque, em termos de macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras), praticamente não há diferenças entre eles e os convencionais. No entanto, há estudos que comprovam que, como os vegetais cultivados sem agrotóxicos desenvolvem mais defesas naturais, os orgânicos possuem mais micronutrientes (minerais, vitaminas, fitonutrientes e antioxidantes), sintetizados como defesa natural contra os insetos e plantas competitivas. Para evitar o uso dos pesticidas, a produção orgânica busca criar outros mecanismos de controle das pragas, como o cuidado com a plantação e o reforço na adubação por esterco, gerando um modelo de produção mais dispendioso. E o processo de conversão para o modelo orgânico de cultivo ou de criação de animais exige providências como adaptações materiais, melhor remuneração do trabalhador e outros fatores que encarecem os produtos.Contra os argumentos de que as vantagens nutricionais não compensariam o preço, ou de que os resíduos de agrotóxicos nos alimentos poderiam ser eliminados com uma higiene adequada, os defensores dos orgâ- nicos argumentam que as vantagens vão além das nutricionais. O cultivo de orgânicos contribui com a conservação dos recursos naturais, com a recuperação da fertilidade do solo e com a qualidade de vida do trabalhador rural, e ajuda a reduzir a quantidade de produtos químicos que poluem a terra, a água e o ar.

(Nota do Monicavoxblog;A saúde, o bem-estar e a qualidade de vida de uma população de seres humanos decorrem da quantidade e qualidade dos alimentos consumidos por ela, assim como de seu estilo de vida. A integridade e a biodiversidade da flora e fauna subterrânea dispõe para as plantas uma variedade de nutrientes, o que acarreta melhor qualidade dos alimentos que ingerimos. Entretanto, a nutrição é o resultado da interação entre o alimento que ingerimos e o nosso organismo, isto é, o mesmo alimento pode ter efeitos distintos em pessoas diferentes. O alimento consegue exercer totalmente sua função quando o organismo está em condições de assimilá-lo, separar o que é aproveitável do que é dispensável, transformá-lo e transportá-lo aos tecidos que dele necessitam. É fundamental que o homem recupere sua sensibilidade e reconheça suas demandas essenciais, fazendo escolhas alimentares mais saudáveis diante de tantos novos produtos disponíveis nas prateleiras dos supermercados).

ACABAR COM A FOME E FAZER A TRANSIÇÃO PARA SISTEMAS AGRÍCOLAS E ALIMENTARES SUSTENTÁVEIS E SAUDÁVEIS-UMA DAS METAS DO PROJETO DA NOVA TERRA

O futuro que queremos não se concretizará enquanto a fome e a subnutrição persistirem, e não se materializará também sem uma gestão sustentável dos sistemas agrícolas e alimentares. Para alcançar um mundo sem fome através do desenvolvimento sustentável os países e as economias do planeta devem comprometer-se a:

1. Acelerar o ritmo de redução da fome e da subnutrição, com vista a erradicá-los no futuro próximo.

2. Utilizar as Diretrizes Voluntárias para Apoiar a Realização Progressiva do Direito Humano à Alimentação Adequada no Contexto da Segurança Alimentar Nacional e as Diretrizes Voluntárias para uma Governação Responsável da Posse da Terra, Pescas e Florestas no Contexto da Segurança Alimentar Nacional, que formam o enquadramento geral para alcançar a segurança alimentar e um desenvolvimento sustentável e equilibrado.

3. Apoiar os esforços de todos aqueles que trabalham na alimentação e agricultura, especialmente nos países em desenvolvimento e menos desenvolvidos, para implementar abordagens técnicas e políticas para o desenvolvimento agrícola que integrem a segurança alimentar e os objetivos ambientais.

4. Assegurar uma distribuição equitativa dos custos e benefícios da transição para um consumo e uma produção agrícola sustentáveis, e para que os meios de subsistência das pessoas e o acesso aos recursos sejam protegidos.

5. Adotar abordagens integradas para a gestão de múltiplos objetivos e vincular as fontes de financiamento para alcançar a sustentabilidade dos sistemas agrícolas e alimentares.

6. Implementar reformas de governação com base nos princípios da participação, transparência e responsabilidade para assegurar que as políticas sejam realizadas e os compromissos sejam cumpridos. O Comité de Segurança Alimentar Mundial pode servir de modelo para essas reformas.

Os sistemas agrícolas e alimentares são fundamentais para pessoas e ecossistemas saudáveis ;Fundamentalmente, uma vida saudável e produtiva depende da segurança alimentar e nutricional. No entanto, centenas de milhões de pessoas sofrem de fome e de outras deficiências nutricionais, e a maioria dessas pessoas obtém a sua subsistência da agricultura. Devemos reconhecer que os milhões de pessoas que gerem sistemas agrícolas – desde os mais pobres até aos produtores mais comercializados – constituem o maior grupo de gestores de recursos naturais na Terra. As suas decisões, bem como as dos 7 bilhões de consumidores do mundo, são a chave para a segurança alimentar global e para a saúde dos ecossistemas mundiais. As condições necessárias para alcançar a segurança alimentar universal e a nutrição, a gestão ambiental responsável e uma maior equidade na gestão de alimentos cruzam-se nos sistemas agrícolas e alimentares ao nível global, nacional e local.Algumas considerações a serem feitas;

1-Os pequenos agricultores cultivam cerca de 80 % das terras aráveis em África e na Ásia.

2-Três quartos dos pobres e esfomeados do mundo vivem em áreas rurais e a maioria deles depende da agricultura e atividades relacionadas para a sua subsistência.

3- Quarenta por cento das terras degradadas do mundo estão localizados em áreas com altas taxas de pobreza.

4-Os ecossistemas agrícolas são de longe os maiores ecossistemas geridos em todo o mundo. A gestão sustentável dos recursos agrícolas é a chave para o desenvolvimento sustentável.

5-A agricultura e a pecuária usam 70 % de todo o consumo de água e, juntamente com a silvicultura, ocupam 60 % da superfície terrestre do planeta.

6-Apenas a produção animal utiliza 80% da área total de cultivo e pastagem.

7-Os sistemas alimentares consomem 30 % da energia do mundo.

8-Os oceanos cobrem 70 % da superfície da terra e sustentam a pesca e aquicultura; a aquicultura também é responsável por uma crescente parcela do uso da terra e da água doce.

9-A agricultura é responsável por cerca de 30% das emissões totais, e prevê-se que seja uma fonte significativa de crescimento das emissões no futuro.

AÇÕES ESSENCIAIS PARA ALCANÇAR O FUTURO QUE QUEREMOS:

1. Estabelecer e proteger os direitos aos recursos, especialmente para os mais vulneráveis; São necessários direitos de propriedade claros para promover o acesso equitativo e a gestão sustentável dos recursos. A posse tem implicações significativas para o desenvolvimento sustentável. Como a intensificação da concorrência global sobre recursos naturais, as assimetrias de poder podem levar os grupos mais vulneráveis a sofrer a perda de acesso aos recursos naturais. Os países e seus parceiros de desenvolvimento devem utilizar as Diretrizes Voluntárias para uma governação responsável da posse da terra, pescas e florestas no contexto da segurança alimentar nacional nas suas estratégias e políticas de segurança alimentar. As diretrizes são uma referência para leis e políticas que regulam o acesso e os direitos de propriedade de terras, pescas e recursos florestais. As diretrizes também podem proporcionar as melhores práticas a investidores e empreendedores e fornecer referências aos grupos da sociedade civil dos direitos à terra, para usarem no seu trabalho em nome das comunidades rurais.

2. Incorporar incentivos para consumo e produção sustentáveis em sistemas alimentares Para uma transição para um futuro de sistemas agrícolas e alimentares sustentável teremos de “produzir mais com menos” e as dietas terão de ser sustentáveis. Para que os consumidores individuais e os produtores tenham plenamente em conta o valor dos recursos naturais e o ambiente na sua tomada de decisões, os incentivos à produção e consumo sustentáveis devem ser incorporados no planeamento, instituições, tecnologias e cadeias de valor. A informação ao consumidor e a rotulagem, a regulamentação do teor de alimentos e da publicidade, melhores padrões de segurança alimentar e normas voluntárias de sustentabilidade podem promover o consumo sustentável. Reduzir o desperdício de alimentos não só vai aumentar a oferta de alimentos disponíveis, como também irá poupar os recursos naturais. A diminuição de 50 % nas perdas de alimentos e de desperdícios a nível mundial pode salvar 1.350 km3 de água por ano – quase quatro vezes a precipitação anual da Espanha. Do lado da produção, os incentivos podem ser criados através, nomeadamente, de uma melhor regulação da agricultura – poluição relacionada e utilização de insumos; políticas de crédito, extensão e insumos de abastecimento para apoiar práticas de produção sustentáveis; e pagamentos diretos por serviços ambientais.

3. Promover mercados agrícolas e alimentares justos e eficazes Mercados agrícolas e alimentares eficazes podem fornecer incentivos a produtores e consumidores para a transição para um consumo e produção sustentáveis. São necessárias mudanças fundamentais para conseguir um sistema mais justo e mais eficaz do comércio internacional, especialmente num momento de preços elevados e voláteis. Uma nova agenda para as negociações comerciais é necessária, com especial atenção para a salvaguarda das necessidades dos países com insegurança alimentar e importadores de alimentos, incluindo mais liberdade para que os países em desenvolvimento possam utilizar políticas domésticas para responder às suas necessidades de segurança alimentar. Atualmente existem laços mais fortes entre o mercado alimentar e o energético, e devem ser tomados cuidados para que as políticas agrícolas e de energia não agravem a volatilidade dos preços dos produtos. Do lado do consumo, medidas como aumento da flexibilidade nas políticas de biocombustíveis têm sido propostos para reduzir a pressão dos biocombustíveis sobre os mercados alimentares. A abertura dos mercados internacionais das matérias-primas e produtos de energia renovável para que a produção possa ocorrer onde for economicamente, ambientalmente e socialmente mais viável, também ajudaria a expandir o mercado e a reduzir a volatilidade. Melhorar as infraestruturas dos mercados internos e a construção de cadeias de valor acessíveis aos pequenos produtores e de baixos rendimentos aumenta os seus rendimentos agrícolas e facilitar o acesso aos alimentos.

4. Reduzir riscos e aumentar a resiliência dos mais vulneráveis Os mercados alimentares em muitos países em desenvolvimento não funcionam bem por causa da infraestrutura insuficiente, instituições fracas e da falta de regulamentação adequada. O bom funcionamento dos mercados domésticos suaviza a variabilidade, facilita a transferência de excedentes de alimentos para outros locais e gere as flutuações de preços ao longo do tempo. Melhores informações e transparência sobre a oferta, a procura e os stocks também podem reduzir a volatilidade nos mercados. Os pequenos agricultores ainda enfrentam riscos, tanto dos mercados como dos choques ambientais, pelo que reduzir a vulnerabilidade e aumentar a resiliência dos meios de subsistência e sistemas alimentares é cada vez mais importante, quer no contexto de emergência como de desenvolvimento. A redução de riscos e a adaptação às alterações climáticas devem ser integradas nas políticas nacionais de desenvolvimento (agrícola, de desenvolvimento rural, segurança alimentar e proteção social), bem como nos investimentos públicos. O objetivo deveria ser a ponte entre a resposta humanitária e a ajuda ao desenvolvimento.

5. Investir recursos públicos em bens públicos essenciais, incluindo a inovação e infraestrutura O financiamento público para a agricultura precisa de ser aumentado e reorientado para bens públicos essenciais, tais como inovação e infraestrutura e para a criação de um ambiente favorável ao investimento privado. Houve um sub-investimento significativo em bens e serviços públicos para a agricultura, especialmente aqueles de relevância para os pequenos produtores, e na co-gestão e gestão de base comunitária de recursos comuns, tais como pesca, florestas e recursos hídricos. A quantidade e qualidade do investimento para a investigação e divulgação sobre produção sustentável de alimentos e tecnologias de manuseio, bem como em infraestrutura física e institucional para facilitar o investimento privado necessário, tem de ser aumentada. Tecnologias para aumentar a resiliência, variedades de culturas resistentes à seca e ao calor, adaptadas às condições climáticas e geográficas locais e às necessidades dos pequenos agricultores, são claramente importantes no contexto da adaptação às alterações climáticas e gestão de riscos. Investimentos públicos específicos em bens públicos e nas instituições devem também apoiar o investimento privado a realizar uma agricultura sustentável. O investimento público pode aproveitar mais os grandes fluxos de investimento privado ao longo das cadeias de valor, criando um ambiente de investimento favorável e reduzindo as barreiras para a transição para sistemas sustentáveis.

Visão pessoal…

Atualmente recebemos muitas informações a respeito da saúde e da alimentação através da mídia. A cada dia surgem novos produtos alimentícios, novas tecnologias e algumas vezes ouvimos termos que, ao invés de esclarecer, tornam mais difíceis nossas escolhas alimentares do dia-a-dia. Termos como alimentos orgânicos, light, diet, funcionais, nutracêuticos e transgênicos já fazem parte do nosso vocabulário, mas existe ainda pouco esclarecimento sobre o que efetivamente significam e quais as diferenças entre eles. Estamos vivendo em um momento crítico da história da terra, na qual nós precisamos eleger o futuro que queremos. Os riscos são grandes para se seguir adiante. Todas as formas de vida inclusive a nossa está sob uma ameaça constante desencadeada pelo sapiens sapiens.Estamos em uma encruzilhada que cada vez mais nos obriga a enfrentar e repensar nosso destino comum. Nossos atuais hábitos de consumo são quase que totalmente insustentáveis, gerando cada vez mais destruição do meio que se vive, tornando todos os espaços de vivência e habitação em locais completamente artificiais. O ritmo evolutivo da nossa civilização a que chamamos e consideramos modernos podem ser considerados como de uma geração que ainda não alcançou a maturidade ambiental, não conseguiu perceber que quanto mais nos afastamos dos ciclos da natureza, mas estamos evocando o desequilíbrio ecológico de todas as formas de vida. Quase todos os espaços criados pelos seres humanos estão ultrapassando a escala humana de manejo, necessitando cada vez mais de tecnologias que contribuem para a criação e manutenção de espaços humanos completamente artificiais, onde tudo é manejado por controles e comandos eletro-eletrônicos. Controla-se o ar, a temperatura, a umidade, a refrigeração, a claridade, até a alimentação de todos que fazem parte deste mesmo ambiente, que a meu ver não pode ser considerado de ecossistema. As nossas casas estão cada vez mais se tornando em centrais poluidoras e distantes de serem considerados espaços que abrigam seres da natureza. O esforço individual de cada um de nós pode fazer a diferença e causar mudanças profundas. Somos muitos habitantes, mas se cada um iniciar por fazer algo, poderá redirecionar e mudar muitas coisas, espaços e cabeças. Precisamos ecologizar todos os espaços iniciando este processo por nossa consciência que permanentemente nos indica o que queremos e como fazer. A decisão é sua, e o apelo é a da natureza. Educando os filhos para a sustentabilidade, é a solução mais plausível e passível de conseguir resultados ,se quisermos que modelos de sustentabilidade possam virar e ser princípios norteadores de nossas ações presentes e futuras; temos que preparar as próximas gerações. A ecologização ainda não faz parte da nossa cultura, mas precisamos fazer com que ela se torne essencial.

INSPIRAÇÃO…

Christianne de Vasconcelos Affonso Nutricionista, Especialista em Qualidade de Vida e Atividade Física, UNICAMP/ Mestre em Ciência dos Alimentos, USP, Doutora em Tecnologia de Alimentos, UNICAMP

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) – http://www.anvisa.gov.br Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) – http://www.embrapa.brMinistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – http://www.agricultura.gov.br

O futuro da alimentação,saúde,ambiente e economia-PDF CCAS – Conselho Cientifíco para Agricultura Sustentável

agricultura-urbana-agroecologica-auxilia-promocao-da-saude-revela-pesquida-da-USP/”Agenda-21-RIO-92-ou-ECO-92/capitulo-14-promocao-do-desenvolvimento-rural-e-agricola-sustentavel.html”

A QUESTÃO ECOLÓGICA URBANA E A QUALIDADE AMBIENTAL URBANAInstituto de Estudos Avançados da USP debate Agroecologia

Monicavox

 

Recomendo….

Como seu cérebro reage ao som

Resultado de imagem para cymatics imagens“Houve e há, apesar das desordens que a civilização traz, pequenos povos encantadores que aprendem música tão naturalmente como se aprende a respirar. O seu conservatório é o ritmo eterno do mar, o vento nas folhas e mil pequenos ruídos que escutaram com atenção, sem jamais terem lido despóticos tratados”
Claude Débussy (1862-1918), compositor francês-

Clair de Lune-Obra prima de Claude Débussy

Antes mesmo de nascer, o bebê já é capaz de escutar. A partir do quinto mês de gestação, ele ouve as batidas do coração da mãe (além de todos os outros barulhos do organismo) e reconhece a voz dela. E reage a esses estímulos, virando a cabeça, chutando ou mexendo os braços, além de ficar com o coração batendo mais rápido. O bebê nasce, cresce, torna-se adulto e os sons continuam a provocar essas e outras reações mais sofisticadas: eles evocam memórias e pensamentos, comunicam, provocam sensações, emocionam e movimentam.  Desde os tempos mais remotos, o homem percebeu todo esse potencial. Usando os materiais que tinha à disposição (pedras, ossos, madeiras, o próprio corpo e a voz), ele foi combinando sons e silêncios das mais diversas maneiras. Assim surgiu a música. Em sua origem, ela era usada para venerar a natureza e os deuses e para conectar o ser humano com forças maiores, envolvendo realidade, magia e crenças. Até hoje ela é responsável pela criação dos mais diferentes sentidos e significados.

Mas por que a música mexe tanto com o ser humano? O som é uma vibração que se propaga no ar, formando ondas sonoras que são captadas por nosso sistema auditivo. Depois de transformadas em impulsos elétricos, elas viajam pelos neurônios até o cérebro, onde são interpretadas. Lá, elas chegam primeiro a uma região onde são processadas as emoções e os sentimentos, antes de serem percebidas pelos centros envolvidos com a razão. E, quando isso acontece, ocorre a liberação de neurotransmissores responsáveis por deixar os circuitos cerebrais mais rápidos. Por isso, o pesquisador americano Howard Gardner, autor da teoria das inteligências múltiplas, afirma que a habilidade musical é tão importante quanto a lógico-matemática e a lingüística, por auxiliar outros tipos de raciocínio. Pesquisas na área de neurociências comprovam que a memória, a imaginação e a comunicação verbal e corporal ficam mais aguçadas nas pessoas que escutam, estudam e praticam música.

Beethoven-Moonlight Sonata

A música é uma das linguagens que  precisamos conhecer, mas não sómente por essas características. A maior razão é  podermos aprender a sentir, a expressar e a pensar as manifestações sonoras, tão presentes no cotidiano e sempre em constante transformação.

O CÉREBRO AUDITIVO

O cérebro auditivo, que recebe as mensagens enviadas da cóclea, está encarregado de as interpretar para fazer uma percepção e elabora respostas reflexas ou conscientes; é também responsável pela memorização, muito importante para as percepções futuras.

OS CENTROS AUDITIVOS CEREBRAIS

As fibras do nervo auditivo transmitem ao cérebro as mensagens codificadas pela cóclea.
No cérebro, vários núcleos (grupos de neurónios) recebem esta mensagem e descodificam-na (som forte ou fraco, agudo ou grave, localização espacial, …) para terminar criando uma sensação ou uma percepção consciente.Note que o cérebro é capaz de controlar o funcionamento da cóclea, utilizando vias de retorno. Por exemplo, no burburinho duma sala de recepção, somos capazes de nos focalizar na conversa com um amigo; portanto o nosso ouvido recebe múltiplos estímulos, por vezes mais fortes, mas o cérebro “pede-lhe” que trate prioritáriamente as informações provenientes da conversa interessante com o nosso amigo.

Air-Johann Sebastian Bach

A PERCEPÇÃO AUDITIVA DEPENDE DO NOSSO ESTADO DE VIGÍLIA

Os sons, transformados no ouvido em mensagens nervosas, são tratados a vários níveis do sistema nervoso central:

  1. um nível reflexo onde a chegada da mensagem desencadeia reflexos de sobressalto e de orientação;
  2. o córtex auditivo onde o som é percebido;
  3. os outros territórios cerebrais que permitem que essa pecepção se torne consciente, reconhecendo o som comparando-o com o que já tem na memória e elaborando uma resposta voluntária.
  • Em fase de vigília, os 3 níveis referidos acima estão ativados.
    Ex.: ouço o som de uma voz, “aguço o ouvido” (reflexo) e reconheço a voz de um amigo (memória) que coloca uma questão importante (motivação, emoção), à qual respondo (ato voluntário).
  • Em fase de sono, o ouvido funciona normalmente, a mensagem sobe ás vias auditivas até ao córtex auditivo ( podendo desencadear reflexos), mas todos os outros territórios cerebrais (emoções, motivações, memória, etc.) estão inativadas: não pode assim existir percepção consciente, nem resposta voluntária.
     Ex. Falar a uma pessoa adormecida (ou um ruído na rua) pode fazê-lo mexer, sem o acordar e sem que, óbviamente, ele se lembre quando acordar.

OBSERVAÇÕES

  • Em fase de sono, um som forte e inesperado pode nos acordar: ele torna-se assim “consciente” e desencadeia uma resposta voluntária: ex. o barulho dum despertador.
  • Nós podemos “regular” o nosso nível de vigília, de forma a que um som importante não passe despercebido: ex. um pequeno barulho de um bebê.
  • Só os territórios da vigília podem ser definitivamente inativados por um traumatismo ou um acidente vascular cerebral. Ex. Uma pessoa em coma ultrapassado e com apôio avançado de vida, não faz a percepção consciente do som, mas pode ainda “reagir” ao som com sobressalto, se o seu sistema auditivo estiver intacto.

As Quatro Estações-Vivaldi

2Fonte;Jornal Folha de São Paulo – por Rafael Garcia

Por que ouvimos melhor a voz de alguém ao olharmos para seu rosto, mesmo sem sabermos ler lábios? E porque uma canção que parece vívida num videoclipe soa chata quando apreciada apenas pelo rádio? Um estudo acaba de mostrar que informações visuais invadem áreas auditivas do cérebro, sugerindo respostas para tal.

O artigo, publicado pela revista “Nature Neuroscience”, se baseou em um experimento liderado pelo neurocientista português Antônio Damásio, da USC (Universidade do Sul da Califórnia). Mapeando o cérebro de algumas pessoas com ressonância magnética, o grupo descobriu que neurônios usados pelo cérebro exclusivamente para processar sons também reagem a imagens.

O experimento consistia basicamente em submeter voluntários à apresentação de vídeos curtos, enquanto uma máquina registrava quais partes do cérebro exibiam maior atividade.

Todos os vídeos mostravam cenas que remetiam à emissão de sons — um vaso quebrando, um cachorro latindo etc. — , mas eram exibidos sem áudio.Ao verificar quais partes do cérebro tinham se ativado, o grupo viu que não só áreas ligadas à visão apareciam nos mapas, como também o chamado córtex auditivo de associação, que lê relações entre sons.

Essa região da superfície do cérebro faz parte de um circuito conectado diretamente ao ouvido, e até agora era tida como exclusiva do sentido da audição. Mas como alguém poderia processar sons se os vídeos do experimento eram mudos?

Segundo o estudo da USC, essa estrutura cerebral tida como responsável apenas pela sensação da audição na verdade já inicia uma interpretação inconsciente do som ouvido.

“A informação visual pode nos fazer perceber um mesmo som de modos diferentes”, disse à Folha Kaspar Meyer, coautor de Damásio no trabalho. Cada som que escutamos e aceitamos como sendo uma informação pura na verdade está contaminado com memórias de sons passados, explica.

Pesquisadores já sabiam que esse fenômeno ocorre com outros sentidos também, como a visão. Mas Damásio e Meyer mostraram que esse fenômeno pode “vazar” de um circuito cerebral para outro, fazendo do processamento de percepções uma rede altamente complexa.

No experimento conduzido na USC, a memória auditiva de cada evento mostrado nos vídeos induzia a ativação de um padrão de neurônios incrivelmente nítido. Isso é possível porque o córtex auditivo decompõe os sons em frequências, dividindo-os como notas em um partitura musical.

De fato, quando o vídeo mostrava um músico, o mapa do córtex auditivo dos voluntários permitia saber se este tocava violino, contrabaixo ou piano. Dentro de alguns anos, diz Meyer, não é impossível que algum cientista consiga plugar o cérebro de uma pessoa em um amplificador para dar vida a sons criados por imagens.E com uma imagem sendo capaz de “ressoar” no cérebro, não é de estranhar que música acompanhada de filmagens soe diferente. Se muitos videoclipes hoje não passam de embalagem de luxo para canções pobres, talvez os cineastas fiquem felizes em saber que podem estar ajudando a melhorar o som.

Ravel-Bolero

3

Especialista dos Estados Unidos explica seu trabalho no Instituto de Neurociências de Castela e Leão (Incyl)
Diana Paterson, pesquisadora do Departamento de Ciências Biomédicas da Universidade de Iowa State, nos Estados Unidos, visitou no dia 8 de março o Instituto de Neurociências de Castela e Leão (Incyl) da Universidade de Salamanca para conhecer o trabalho deste centro e divulgar o seu. Ambas partes estão interessadas no processamento de sons e uma das chaves é entender como o cérebro é capaz de discriminar o som que lhe interessa em situações muito barulho.

“Estamos interessados em saber como uma pessoa pode prestar atenção em outra que está falando em um ambiente barulhento, como em uma cafeteria ou na rua”, afirma Diana Paterson em declarações a DiCYT.

Este problema é muito mais complexo do que parece e envolve muitas conexões cerebrais. “Estamos estudando uma parte do cérebro, a amígdala, porque existem conexões entre ela e os centros auditivos do cérebro, de modo que realizamos estudos de anatomia e fisiologia para ver como se comunicam todas estas etapas e para saber qual papel têm estas conexões no momento de prestar atenção”, indica.
Os pesquisadores da Universidade de Iowa State utilizam modelos animais para realizar estas pesquisas, ainda que estejam em contato com outros grupos que trabalham diretamente com pacientes. Uma possível via de aplicação, seria a tecnologia utilizada para melhorar a audição, mas ainda é uma possibilidade distante. “As pesquisas sobre auscultadores e implantes de cóclea tratam de como a informação vai do ouvido o cérebro, enquanto nós analisamos o processo contrário: como o cérebro é capaz de controlar de cima para baixo a informação que chega”, indica a cientista.

Em todos os casos, “um dos problemas dos auscultadores é processar vozes em um ambiente com muito ruído e, se conseguimos saber mais sobre o que acontece no processo natural, no futuro poderíamos aplicá-lo para melhorar seu funcionamento”, agrega.Esta equipe de pesquisa dos Estados Unidos mantém uma boa relação com os pesquisadores do Incyl, Manuel Sánchez Malmierca e Enrique Sánchez Poveda há muitos anos, e talvez no futuro seja possível realizar alguma colaboração, conforme Diana Paterson afirma, já que eles também estão interessados no funcionamento do sistema auditivo.“Estamos interessados em saber como uma pessoa pode prestar atenção em outra que está falando em um ambiente barulhento, como em uma cafeteria ou na rua”, afirma Diana Paterson em declarações a DiCYT.

Tristesse-Chopin

Ouviu isso? Como o cérebro localiza os sons

Cientistas apontam a região do cérebro responsável por encontrar o barulho

Uma tática comum para encontrar um celular perdido é ligar para o aparelho e sair à sua caça, seguindo a direção do toque da campainha.Estudos anteriores indicam que a região do cérebro chamada plano temporal (localizada acima e atrás do córtex auditivo) é a responsável por localizar os sons no espaço – pelo menos quando ficamos atentos a eles.Agora os cientistas conseguiram demonstrar que o plano temporal se ativa automáticamente quando existe um barulho, mesmo se não estamos prestando atenção a ele. Por exemplo, essa região do cérebro entra em ação se um telefone toca no quarto e você está assistindo à televisão na sala de estar.

“O espaço é um parâmetro que unifica os diferentes sentidos, e nos permite juntar informações a partir da visão e audição, por exemplo, quando a localização da fonte é mesma”, explica Leon Deouell, neurocientista da Universidade hebraica de Jerusalém e co-autor do estudo publicado na revista “Neuron”. “Foi muito importante mostrar que o plano temporal faz o trabalho mesmo ‘na surdina’, quando você não tem intenção de ouvir ou localizar um som”.

Essa habilidade permite às pessoas desviar a atenção para a fonte que está emitindo o “novo” som e reagir própriamente – como, por exemplo, responder a saudação de um vizinho que está passando, ou sair correndo ao ouvir o barulho de um urso à distância.A equipe também contava com cientistas da University of California, em Berkeley, e do Instituto Weizmann de Ciência em Rehovot, em Israel. Os pesquisadores contam que atingir uma alta qualidade na transmissão de som para as 13 pessoas do estudo foi uma tarefa dolorosa. Para evitar a interferência do som do equipamento de ressonância magnética (fMRI), os cientistas tocavam sons entre cada varredura, para que houvesse um ambiente com som inalterado. (Como o fMRI mede o fluxo sangüíneo em uma parte do cérebro em resposta a uma atividade elétrica, há um pequeno atraso que os pesquisadores conseguiram explorar ao fazer a varredura imediatamente após o som ser emitido). Com a ajuda de fones de ouvido modificados para que pudessem trabalhar junto com o escâner da máquina, os cientistas também usaram sons da natureza combinados, como o barulho de água e de coaxar de sapos. “Os sons de natureza possuem várias freqüências, e estimulam o córtex cerebral muito mais que os tons puros”, explica Deouell.

Os estudos foram feitos sob medida para cada uma das pessoas do estudo. Para começar, antes de entrar na máquina de fMRI, os participantes ouviram todos os sons que seriam usados, e foi realizada uma gravação dentro do ouvido de cada pessoa. “O efeito foi muito interessante. Ao testarmos os sons quando as pessoas estavam fora da máquina, muitas vezes elas viravam, à procura da fonte que emitia o som,” Deouell conta. “Eles não acreditavam que os sons eram provenientes dos fones de ouvido, e não do ambiente externo”.Deouell e sua equipe realizaram uma série de experimentos, cada um incluindo distrações e orientação sonora diferentes. Na primeira configuração, as pessoas assistiam a um filme mudo, enquanto sons eram tocados pelos fones de ouvido e seus cérebros passavam pelo imageamento do fMRI. Em outra configuração, foi solicitado que eles ficassem apertando um botão para manter sua atenção ocupada.

Em cada caso, toda vez que a localização da fonte sonora era modificada, os indivíduos apresentavam uma aumento da atividade cerebral no plano temporal. Se o som se movia para um número maior de lugares, a atividade se intensificava.

Deouell tem planos de estudar mais a fundo o plano temporal para verificar quão próximos os sons podem ficar uns dos outros antes que a região os interprete como não-distintos, e se sua atividade pode ser sobrepujada por outra parte do cérebro, quem sabe durante uma tarefa que não permita nenhum tipo de distração.

Rhapsody  Theme of Paganini-Rachmaninov

SONS BINAURAIS: ELES PODEM TURBINAR SEU CÉREBRO

Pesquisas realizadas recentemente comprovam que é possível controlar a ansiedade e melhorar a concentração através de determinados sons chamados de Binaurais. O segredo deste sons, que devem ser ouvidos sempre com fones de ouvido, é a frequência que ele atinge, afetando diretamente nossas ondas cerebrais.Batidas Binaurais são usadas para criar 2 ondas de freqüência distintas,  apresentadas separadamente, cada uma a um ouvido. O cérebro reage criando um terceiro tom, que é a diferença entre os dois apresentados. Isto permite ao cérebro se sintonizar diretamente à uma freqüência que, teoricamente, o ouvido não “escutaria”.

Os Sons binaurais irão  trazer:

* – Clareza mental,pois seu foco será tão direcionado e você poderá realmente conseguir realizar qualquer coisa que você coloque na mente com mais facilidade;

* – Seus objetivos se tornarão gradativamente mais fáceis e você terá progressivamente mais ânimo e entusiasmo para realizar coisas cada vez maiores;

* – Seu QI e inteligência estarão em evidência subindo, seus resultados em provas e testes;

Cada frequência de som emitida tem um efeito:

10Hz 18Hz – Melhora significativamente a memória, leitura e ortografia;
40Hz – Rico em informações e processamento de tarefas de alto nível de processamento de informação;
40Hz com 18Hz – Corpo relaxado / mente focada;
Frequência 147.85Hz de Saturno – Aumenta a concentração e o processo de tornar-se consciente;

VA - Binaural Beats (2011)Instruções Úteis para o uso correto:

1. Deverá ser ouvido com fones de ouvido com capacidade ESTEREO (mais aconselhado) ou por um bom sistema de som também ele configurado para ESTEROFONIA.

2. Não deverá ser escutado muito alto. O suficiente para que não ocorram distrações vindas do exterior.

3. Deverá colocar-se numa posição confortável (de preferência olhos fechados) e garantir que não será perturbado.

4. A audição de batidas binaurais pode induzir a estados de perda de consciência o que pode ser perigoso a quando a condução de máquinas ou automóveis, assim que recomenda-se precauçã

ONDAS CEREBRAIS : O QUE SÃO E COMO USÁ-LAS

O que são as ondas Alpha e Theta?

1-Alpha é um estado relaxado e concentrado da mente típico de uma onda cerebral em torno de 7 ciclos/segundo (7 Hz). Ele permite uma concentração total e a sincronização dos hemisférios direito e esquerdo do cérebro. É o estado próprio para ler, ouvir e outras formas de recepção de informação.

2-Theta é um estado ainda mais relaxado da mente, típico de uma onda cerebral em torno de 3 ciclos/segundo (3 Hz). Este estado é o melhor para memorização, criatividade e solução de problemas.

Você pode aprender a usar estas frequências cerebrais facilmente, sem esforço e eficientemente.

4 principais frequências:

DELTA = 1 Hertz
Profundo relaxamento físico, controle da dor e liberação do stress.

THETA = 3 Hertz
Memória, tanto novas quanto lembranças e aumento do QI.

ALPHA = 7 Hertz
Aprender, ler e ouvir.

BETA = 14 Hertz
Tomada de decisões, lógica e solução de problemas.

OBS:Usar a frequência apropriada para cada parte do aprendizado, ou seja, ouvir x memorizar é a chave para acelerar o aprendizado e aumentar sua fixação. Uma vez que a pessoa tenha “aprendido” as frequências apropriadas pode-se usá-las por vontade própria sempre que uma função em particular é necessária. EXPERIEMENTE- (use fone de ouvidos estéreos para uma melhor experiência e não esqueça de adequar o volume de forma que fique confortável para você – nem muito alto e nem muito baixo)

VOCE CONHECE O “EFEITO MOZART”?

Pesquisas comprovam que ouvir certas músicas de Amadeus Mozart ativa os neurônios e melhora a inteligência

O sinal de alerta foi dado pela lista dos mais vendidos. Um CD com músicas de Mozart chegou recentemente ao topo dos clássicos tanto na revista Billboard quanto no site comercial da Amazon (loja virtual da Internet). Como não havia nenhum apelo aparente para o modismo – trilha sonora de filme, por exemplo -, investigou-se a fundo o fenômeno. E, segundo a explicação mais aceita, a resposta estaria no estranho, mas agradável efeito causado por certas músicas do compositor austríaco no cérebro dos ouvintes. O ritmo mozartiano, segundo alguns pesquisadores, interfere positivamente na forma como os neurônios se comunicam, embora ninguém saiba ainda exatamente a razão de tal fenômeno. Mesmo sendo polêmica, a teoria mais considerada no meio científico argumenta que as ondas cerebrais se parecem muito com a música barroca. Daí, o efeito de “turbinamento” no poder cerebral, comprovado por testes de Q.I. feitos logo depois que o sujeito escuta Mozart.

A história desse “efeito Mozart” teria começado há seis anos, segundo revelou o último número da revista britânica NewScientist. Foi quando descobriu-se que pessoas que ouviam certas composições de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) com frequência alcançavam índices mais elevados nos testes tradicionais de inteligência. Porém, em meados deste ano, pesquisadores mais céticos repetiram a experiência e não chegaram ao mesmo resultado. Tal desencontro fomentou outras experiências, desta vez com ratos de laboratório. E o fato é que se provou mais uma vez que a música do gênio austríaco melhora, sim, o funcionamento cerebral – ratos colocados em um labirinto alcançaram a saída com mais facilidade quando expostos à música de Mozart. Outra experiência revelou que pessoas que sofrem do mal de Alzheimer trabalham melhor ouvindo composições mozartianas. Até mesmo os ataques epiléticos ficam bastante reduzidos.

Sinfonia nº40 de Mozart-uma obra prima

Polêmica

O primeiro indício do que viria a ser chamado “efeito Mozart” surgiu há dez anos, quando o neurobiólogo americano Gordon Shaw simulou a atividade cerebral em um computador. Em vez de imprimir um gráfico dessa simulação, ele decidiu transformá-la em sons. E, para sua surpresa, o ritmo do som cerebral se mostrou muito parecido com a música barroca. “Não é uma música tão bonita quanto à de Mozart, mas seu estilo é bem distinto, fácil de reconhecer”, disse ele à revista britânica. Foi aí que pensou em testar qual seria o efeito de Mozart no cérebro do ouvinte. Em outras palavras, será que esse tipo de composição musical de alguma forma amplia a atividade das células nervosas cerebrais? Os resultados foram muito positivos nos testes de Q.I. A partir de então, experiências distintas feitas por colegas de outras universidades chegaram a resultados diferentes. Algumas não produziram nenhum “efeito Mozart”, enquanto outras confirmaram o trabalho de Shaw. Nascia assim a polêmica.

Para efeito de consistência científica, quase todas essas experiências foram feitas usando-se uma única peça musical de Mozart, a Sonata para dois pianos em ré maior (K 448). Para os críticos dessa teoria, essas experiências são ainda muito vagas. “Não há uma razão clara para o uso dessa peça musical; mesmo assim, quando outro laboratório não consegue os mesmos resultados, alegam que não foi usada a música correta”, acusa Kenneth Steele, psicólogo da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos EUA. Outros cientistas chegaram a levantar a hipótese de que o efeito benéfico dessa música seria emocional. Mas a experiência com os ratos – que não têm reações emocionais como os humanos – acabou provando que a base para o “efeito Mozart” é neurológica. O tira-teima veio mais recentemente, quando Shaw e colegas usaram aparelhos de ressonância magnética (que fazem um tipo de radiografia do organismo) para mapear as áreas do cérebro que são ativadas pela música de Mozart.

Percebeu-se então que, além do córtex auditivo, onde o cérebro processa os sons, a música também ativa partes associadas com a emoção. “Mas, com Mozart, o córtex inteiro se acende”, diz Mark Bodner, que auxiliou Shaw. E apenas Mozart ativa áreas do cérebro envolvidas com a coordenação motora, visão e outros processos mais sofisticados do pensamento. Infelizmente, tal aparelho não explica a razão desse fenômeno. De todo modo, esse trabalho científico provou indubitavelmente que o ensino de música aumenta muito a capacidade mental das crianças. Se elas forem apresentadas a Mozart bem cedo, quando ainda estão desenvolvendo sua rede neural, o resultado positivo pode durar para toda a vida, alegam os especialistas. O que ajuda a explicar a posição de segundo colocado entre os CDs clássicos mais vendidos nos últimos meses – O efeito Mozart: música para crianças vol. 1 – sintonize sua mente.

Visão pessoal…

O som é elemento formador de realidades. É também, uma possibilidade alquímica no sentido de que pode transformar uma realidade em outra. Como vimos já em várias matérias do blog, a interação da matéria com qualidades diferentes de som produziu diferentes conformações moleculares. A água submetida á sonoridades harmônicas configurou-se como uma linda mandala. O contrário também aconteceu: o som desarmonioso produziu figuras disformes. Quer dizer, o som como qualquer energia, é neutro, e por isso, nós podemos qualificá-lo positiva ou negativamente. A escolha é nossa e vai depender de nosso nível consciencial.Na prática isso quer dizer que podemos alterar, organizar, limpar, purificar, harmonizar, elevar vibrações, enfim, realizar transformações nos níveis sutis e da matéria utilizando o som como ferramenta de trabalho energético/vibracional.Nossa voz vista como instrumento tanto do ponto de vista sonoro como do de ferramenta, pode nos servir nesse caminho de transformação.As vibrações ou freqüências dos sons harmônicos são muito elevadas. Para se ter uma idéia, o primeiro harmônico vibra numa freqüência duas vezes maior que o som gerador, o segundo, três vezes e assim por diante. Então, quanto mais harmônicos um som contiver, maior a sua potencialidade de aceleração e maior a conexão com as energias superiores. Os sons harmônicos podem fazer “a ponte” entre dimensões, ou seja, eles podem abrir portais de comunicação interdimensionais. Através desses portais, músicas nunca antes ouvidas são trazidos para o mundo físico. Isto acontece porque a aceleração da vibração compatibiliza e oportuniza sua audição nos níveis mais densos. Sabemos que a energia é neutra. Nós a qualificamos de acordo com nosso nível consciencial. Os harmônicos do som podem transformar realidades físicas da mesma forma que as diferentes músicas transformaram a configuração da molécula de água em figuras simétricas e geometricamente perfeitas ou em massa disforme. Som é energia primeva, organizadora e constituidora de realidades físicas. A partir da nossa intenção e mentalização, podemos interagir com outras dimensões de existência e plasmar realidades mais adequadas ao novo patamar consciencial que emerge em nós e no planeta. Da mesma maneira como cada um de nós possui uma forma de onda que lhe é própria, possuímos uma freqüência de onda sonora que nos constitui. Provavelmente, a freqüência de onda interage com a freqüência sonora formando um só corpo de manifestação energética. Este é nosso selo completo, nossa assinatura cósmica, através da qual somos reconhecidos. A partir do conhecimento de nossa altura própria, abre-se a possibilidade de interagirmos com o nosso som próprio, isto é, com a freqüência sonora que cada um de nós é. Ouvir e cantar essa nota significa nos ajustarmos ao nosso modelo originário. Significa abrirmos mão de nossas “desafinações” egóicas e buscarmos ouvir o som da voz interna e assim sermos a extensão concreta, na forma, do nosso Eu Superior.A busca desse som próprio, dessa nota primordial, coincide com a reforma íntima que o momento planetário exige. São movimentos complementares: sermos unos com o Mestre interno é sermos afinados com Sua vontade, que é a de que nos lembremos que fomos feitos para a paz, a luz e a alegria da existência.

“A música oferece à alma uma verdadeira cultura íntima e deve fazer parte da educação do povo”.

François Guizot

“A música é a revelação superior a toda sabedoria e filosofia”.

Ludwig van Beethoven

Inspiração….

O CAMINHO DA AUDIÇÃO-PDF

http://folklusitania.heavenforum.org/t149-frequencias-binaurais

http://www.geo-espace.com/beneficios-da-binaural-para-ter-uma-mente-calma.html

Scientific American

ARTIGO Música e Neurociências – Revista Neurociências

Uma Breve Revisão da Cognição Auditiva – DCA – Unicamp

Monicavox

Recomendo…

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O Iceberg da Religião

Há muita gente por aí que foi criada dentro de uma ou outra religião e ou está infeliz com ela, ou não acredita nela, ou está preocupada com tudo de mau que tem sido feito em seu nome,ou ainda ,decidiu que não quer mais ficar á mercê de ter uma; pessoas que sentem um vago desejo de abandonar a religião de seus pais e que gostariam de poder fazê-lo, mas simplesmente não percebem que deixar a religião é uma opção. Se você for uma delas, este texto é para você. Sua intenção é conscientizar — conscientizar para o fato de que ser desbloqueado é uma aspiração realista, e uma aspiração corajosa e esplêndida. É possível ser uma pessoa sem religião institucionalizada e feliz, equilibrado, ético e intelectualmente realizado. Essa é a primeira das mensagens de conscientização do post.

Deus, um Delírio – Richard Dawkins

Richard Dawkins, o mundialmente aclamado biólogo , pesquisador ,com um poderoso texto desmistificador/ purificador varre completamente as crenças infantis, irracionais por definição, professadas pela maioria dos adultos. A maioria dos quais,  “capazes de perpetrar os mais cruéis e violentos atos de atrocidade contra seus semelhantes, supostamente para provar a superioridade ética de suas crenças irracionais, ilógicas e cruelmente nocivas”.Apesar de se considerar um “Ateu convicto”, suas considerações sobre as religiões e crenças, seu conceito sobre a inexistência do deus das religiões e as provas científicas de um design inteligente do Universo que estão sendo agora conhecidos pela Física Quântica, vem lançar uma luz sobre uma história de 5000 anos em cima de todas as religiões, crenças e dogmas que a humanidade vem entendendo como Verdade e adotando em seu comportamento social.

Dawkins apresentou – paralelamente ao desenvolvimento do seu livro  – uma série de programas na BBC, intitulados “A Raiz de Todo o Mal”: a religião.Neste Best Seller, saudado pelos mais renomados intelectuais e cientistas do mundo contemporâneo, Dawkins desnuda completamente as fragilidades das crenças religiosas, assim como todas as atrocidades monstruosas cometidas em seu nome ao longo dos séculos.Deliberadamente, declara, optou por não frisar os pontos já mundialmente condenados das práticas cristãs – vale aqui ressaltar que se ateve principalmente às religiões cristãs e as que a precederam na mesma linhagem (nomeadamente o Judaísmo e o Islamismo) por serem aquelas com que tem maior familiaridade ;Ele desmistifica como “Deus”, o que a maioria dos crentes o entende: uma espécie de Macho-Alfa vivendo num lugar indeterminado, uma espécie de “céu espiritual”, que teria criado o mundo e tudo o que nele existe (incluindo os seres humanos) a pouco mais ou menos de 5.000 anos, mantendo-se particularmente atento ao que todos os cerca de 6 Bilhões de seres humanos do planeta Terra pensam e fazem durante as 24 horas do dia nos 7 dias da semana.

A PRIMEIRA CONCIENTIZAÇÃO

Imagine, junto com John Lennon, um mundo sem religião. Imagine o mundo sem ataques suicidas, sem as Cruzadas, sem caça às bruxas, sem a Conspiração da Pólvora, sem a divisão em castas da Ìndia, sem as guerras entre israelenses e palestinos, sem massacres sérvios/croatas/muçulmanos, sem a perseguição de judeus como “assassinos de Cristo”, sem os “problemas” da Irlanda do Norte, sem “assassinatos em nome da honra”, sem evangélicos televisivos de terno brilhante e cabelo bufante tirando dinheiro dos ingênuos (“Deus quer que você doe até doer”). Imagine o mundo sem o Talibã para explodir estátuas antigas, sem decapitações públicas de blasfemos, sem o açoite da pele feminina pelo crime de ter se mostrado em um centímetro. Se você se sente aprisionado na religião em que foi criado, valeria a pena se perguntar como isso aconteceu. A resposta normalmente é alguma forma de doutrinação infantil. Se você é religioso, a imensa probabilidade é de que tenha a mesma religião de seus pais. Caso tenha nascido em um país católico e ache que o Cristianismo é a verdade e o Islã é a mentira, sabendo muito bem que acharia o contrário se tivesse nascido no Afeganistão, então você é vítima da doutrinação infantil.(nota pessoal;È a forma mais comum de começar uma lavagem cerebral;doutrinar as crianças de forma religiosa, como  só se pudesse ser correto ,ético fraterno e honesto, se tiver uma religião) 

OS RÓTULOS

Assim como as feministas se arrepiam quando ouvem um “ele” em vez de “ele ou ela”, ou “o homem” em vez de “a humanidade”, quero que todo mundo estremeça quando ouvir uma expressão como “criança católica” ou “criança muçulmana”. Fale de uma “criança de pais católicos”, se quiser; mas, se ouvir alguém falando de uma “criança católica”, interrompa-o e educadamente lembre que as crianças são novas demais para ter uma posição nesse tipo de assunto, assim como são novas demais para ter uma posição sobre economia ou política. Exatamente porque meu objetivo é conscientizar, não peço desculpas por mencionar isso .

Nunca é demais repetir. Vou dizer de novo. Aquela não é uma criança muçulmana, mas uma criança de pais muçulmanos. Aquela criança é nova demais para saber se é muçulmana ou não. Não existe criança muçulmana. Não existe criança cristã.

Pesquisas  sugerem que o número de ateus e agnósticos supera de longe o de judeus religiosos, e até o da maioria dos outros grupos religiosos específicos. Diferentemente dos judeus, porém, que notóriamente são um dos lobbies políticos mais eficazes dos Estados Unidos, e diferentemente dos evangélicos, que exercem um poder político maior ainda, os ateus e agnósticos não são organizados e, portanto práticamente não têm nenhuma influência. Na verdade, organizar aqueles que não tem religião já foi comparado a arrebanhar gatos, porque eles tendem a pensar de forma independente e a não se adaptar à autoridade. Mas um bom primeiro passo seria construir uma massa crítica daqueles dispostos a “sair do armário”, incentivando assim os outros a fazer o mesmo. Embora não formem um rebanho, gatos em número suficiente podem fazer bastante barulho e não ser ignorados.

Carl Sagan escreveu, em Pálido ponto azul: Como é possível que práticamente nenhuma religião importante tenha olhado para a ciência e concluído: “Isso é melhor do que imaginávamos! O universo é muito maior do que disseram nossos profetas, mais grandioso, mais sutil, mais elegante”? Em vez disso, dizem: “Não, não, não! Meu deus é um deus pequenininho, e quero que ele continue assim”.

Uma religião, antiga ou nova, que ressaltasse a magnificência do universo como a ciência moderna o revelou ,poderia atrair reservas de reverência e respeito que continuam quase intocadas pelas crenças convencionais. Todos os livros de Sagan tocam no nervo exposto do assombro transcendente monopolizado pela religião nos últimos séculos.

UMA VISÃO MODERNA DE “DEUS”

O físico e prêmio Nobel  Steven Weinberg defendeu a questão melhor que ninguém : “Algumas pessoas têm uma visão de Deus tão ampla e flexível que é inevitável que encontrem Deus onde quer que procurem por ele. Ouvimos que “Deus é o supremo” ou que “Deus é nossa melhor natureza” ou que “Deus é o universo”. É claro que, como qualquer outra palavra, a palavra “Deus” pode ter o significado que quisermos. Se alguém quiser dizer que “Deus é energia”, poderá encontrar Deus num pedaço de carvão. Weinberg está bem certo quando diz que, para que a palavra “Deus” não se torne completamente inútil para os religiosos de plantão, ela deve ser usada do modo como as pessoas normalmente a entendem: para denotar um criador sobrenatural “adequado à nossa adoração”.

O PENSAMENTO DE EINSTEIN

Infelizmente, a indistinção entre o que se pode chamar de religião einsteniana e a religião sobrenatural causa muita confusão. Einstein às vezes invocava o nome de Deus (e ele não é o único cientista que se dizia  ateu a fazer isso), dando espaço para mal-entendidos por parte de adeptos do “sobrenaturalismo” ,loucos para interpretá-lo mal e reclamar para o seu time pensador tão ilustre. O final dramático (ou seria malicioso?) de Uma breve história do tempo, de Stephen Hawking, “pois então conheceremos a mente de Deus”, é notóriamente mal interpretado. Ele levou as pessoas a acreditar, errôneamente, é claro, que Hawking é um homem religioso.

“O que a maioria das  pessoas sem religião acredita é que, embora só haja um tipo de matéria no universo, e é a matéria física, dessa matéria nascem a mente, a beleza, as emoções, os valores morais — em suma, a gama completa de fenômenos que enriquecem a vida humana”. Os pensamentos e as emoções humanas emergem de interconexões incrívelmente complexas de entidades físicas dentro do cérebro.

Um não-religioso, em um sentido filosófico – naturalista, é alguém que acredita que não há  além do mundo natural e físico, nenhuma inteligência “sobrenatural” vagando por trás do universo observável, e que não existem milagres — exceto no sentido de fenômenos naturais que não compreendemos ainda. Se houver alguma coisa que pareça estar além do mundo natural, conforme o entendemos hoje, esperamos no fim ser capazes de entendê-la e adotá-la dentro da Natureza do nosso Universo. Assim como acontece sempre que desvendamos um arco-íris, ela não será menos maravilhosa por causa disso.(nota pessoal;TUDO ESTÁ NO TODO E O TODO ESTÁ EM TUDO)

EINSTEIN E A RELIGIÃO

Uma das declarações mais citadas de Einstein é “Sem a religião, a ciência é capenga; sem a ciência, a religião é cega”. Mas Einstein também disse: “É claro que era mentira o que você leu sobre minhas convicções religiosas, uma mentira que está sendo sistematicamente repetida. Não acredito num Deus pessoal e nunca neguei isso, e sim o manifestei claramente. Se há algo em mim que possa ser chamado de religioso, é a admiração ilimitada pela estrutura do mundo, do modo como nossa ciência é capaz de revelar”.

Parece que Einstein se contradiz? Que suas palavras podem ser escolhidas a dedo para arranjar citações que sustentem os dois lados da discussão? Não. Por “religião” Einstein quis dizer algo totalmente diferente do significado convencional. Conforme eu prosseguir esclarecendo a distinção entre a religião sobrenatural, de um lado, e a religião einsteiniana, do outro, tenha em mente que só estou chamando de delírio os deuses sobrenaturais. Seguem algumas outras citações de Einstein, para dar um gostinho da religião einsteiniana:

“Sou um descrente profundamente religioso. Isso é, de certa forma, um novo tipo de religião. Jamais imputei à natureza um propósito ou um objetivo, nem nada que possa ser entendido como antropomórfico. O que vejo na natureza é uma estrutura magnífica que só compreendemos de modo muito imperfeito, e que não tem como não encher uma pessoa racional de um sentimento de humildade. É um sentimento genuinamente religioso, que não tem nada a ver com misticismo. A idéia de um Deus pessoal me é bastante estranha, e me parece até ingênua.”(NOTA PESSOAL;MESTRE INTERIOR=EU SUPERIOR/DEUS PESSOAL NÃO É DEUS INDIVIDUAL, POIS O CONCEITO DO “TODO ESTÁ EM TUDO” NÃO SE ENCAIXA NESTA AFIRMAÇÃO ;POR ESSA RAZÃO QUE EINSTEIN DISCORDAVA)

Em números cada vez maiores desde sua morte, apologistas da religião, de forma compreensível, tentam reclamar Einstein para o seu time. Alguns dos religiosos contemporâneos á ele o viram de maneira bem diferente. Em 1940, Einstein escreveu um trabalho famoso justificando sua declaração “Eu não acredito num Deus pessoal”. Junto com outras semelhantes, essa declaração provocou uma enxurrada de cartas de religiosos ortodoxos, muitas delas aludindo à origem judaica de Einstein.  Ele indignou-se muitas vezes com a sugestão de que era teísta. Ou panteísta, como Spinoza, cuja filosofia admirava: “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela na harmonia ordenada daquilo que existe, não num Deus que se preocupa com os destinos e as ações dos seres humanos”?

TEÍSTAS E DEÍSTAS

Refresquemos nossa memória sobre a terminologia-Coloquemos esse deus fora de nós;assim teremos:

1-Um teísta acredita numa inteligência sobrenatural que, além de sua obra principal, a de criar o universo, ainda está presente para supervisionar e influenciar o destino subseqüente de sua criação inicial. Em muitos sistemas teístas de fé, a divindade está íntimamente envolvida nas questões humanas. Atende á preces; perdoa ou pune pecados; intervém no mundo realizando milagres; preocupa-se com boas e más ações e sabe quando as fazemos (ou até quando pensamos em fazê-las).

2-Um deísta também acredita numa inteligência sobrenatural, mas uma inteligência cujas ações limitaram-se a estabelecer as leis que governam o universo. O Deus deísta nunca intervém depois, e certamente não tem interesse específico nas questões humanas.

3-Os panteístas não acreditam num Deus sobrenatural, mas usam a palavra Deus como sinônimo não sobrenatural para a natureza, ou para o universo, ou para a ordem que governa seu funcionamento.

4-Os deístas diferem dos teístas pelo fato de o Deus deles não atender a preces, não estar interessado em pecados ou confissões, não ler nossos pensamentos e não intervir com milagres caprichosos.

5-Os deístas diferem dos panteístas pelo fato de que o Deus deísta é uma espécie de inteligência cósmica, mais que o sinônimo metafórico ou poético dos panteístas para as leis do universo.

6-O panteísmo é um ateísmo enfeitado. O deísmo é um teísmo amenizado.

Há todos os motivos do mundo para se imaginar que einsteinismos famosos como “Deus é sutil, mas não é malicioso” ou “Ele não joga dados” ou “Deus teve escolha para criar o universo?” sejam panteístas, e não deístas, e certamente não teístas. “Deus não joga dados” deve ser traduzido como “A aleatoriedade não habita o cerne de todas as coisas”. “Deus teve escolha para criar o universo?” significa “Teria podido o universo começar de alguma outra forma?”. Einstein usou “Deus” num sentido puramente metafórico, poético. Assim como Stephen Hawking, e como a maioria dos físicos que ocasionalmente escorrega e cai na terminologia da metáfora religiosa.(nota pessoal;O conceito abordado aqui é muito mais amplo que um simples deus religioso teísta, que é o da maioria das religiões de templo;panteísta,pois está ligado á natureza e ao Universo e deísta,porque acredita que o Universo foi criado com leis precisas,não aleatórias;todas essas premissas englobam um conceito de PLENUM CÓSMICO, que difere das religiões institucionalizadas)

Deixe-me resumir a religião einsteiniana em mais uma citação do próprio Einstein: “Ter a sensação de que por trás de tudo que pode ser vivido há alguma coisa que nossa mente não consegue captar, e cujas belezas e sublimidade só nos atingem indiretamente, na forma de um débil reflexo, isso é religiosidade. Nesse sentido, sou religioso”.

Nesse sentido também sou religioso, com a ressalva de que “não consegue captar” não necessáriamente significa “para sempre incaptável”. Mas prefiro não me autodenominar religioso, porque isso induz ao erro. Induz ao erro de forma destrutiva, porque, para a imensa maioria das pessoas, “religião” implica “sobrenatural”.

Carl Sagan disse bem: “se por ‘Deus’ se quer dizer o conjunto de leis físicas que governam o universo, então é claro que esse Deus existe.  O Deus metafórico ou panteísta dos físicos está a anos-luz de distância do Deus intervencionista, milagreiro, telepata, castigador de pecados, atendedor de preces da Bíblia, dos padres, mulas e rabinos, e do linguajar do dia-a-dia. Confundir os dois deliberadamente é, na minha opinião, um ato de alta traição intelectual.”

O DEUS DO ANTIGO TESTAMENTO

“A religião de uma Era é o entretenimento literário da seguinte.”~ Ralph Waldo Emerson

O Deus do Antigo Testamento é talvez o personagem mais desagradável da ficção: ciumento, e com orgulho; controlador mesquinho, injusto e intransigente; genocida étnico e vingativo, sedento de sangue; perseguidor misógino, homofóbico, racista, infanticida, filicida, pestilento, megalomaníaco, sadomasoquista, malévolo. Aqueles que são acostumados desde a infância ao jeitão dele podem ficar dessensibilizados com o terror que sentem. É injusto atacar um alvo tão fácil. A Hipótese de que Deus Existe não deve ser sustentada ou ser derrubada com base em sua instância mais desagradável, Javé, nem em seu oposto, o insípido rosto cristão do “Jesus gentil, manso e suave”.* (Para ser justo, essa persona efeminada deve-se mais a seus seguidores vitorianos que ao próprio Jesus. Será que alguma coisa pode ser mais açucarada e enjoativa que o “Todas as crianças cristãs devem ser/ Calmas, obedientes, boas como ele”,** de C. F. Alexander?) Não estou atacando as qualidades específicas de Javé, ou Jesus, ou Alá, ou de nenhum outro deus em particular como Baal, Zeus ou Wotan. Definirei a Hipótese de que Deus Existe de modo mais defensável: existe uma inteligência sobre-humana QUE NÃO COMPREENDEMOS AINDA E SÓ COMPREENDEREMOS COM O AUMENTO DE NOSSA CONSCIÊNCIA,PAULATINAMENTE, SEM PRAZO,SEM TEMPO NEM LUGAR,que projetou e criou deliberadamente o universo e tudo que há nele, incluindo nós. E mais: qualquer inteligência criativa, de complexidade suficiente para projetar qualquer coisa, só existe como produto final de um processo extenso de evolução gradativa. Inteligências criativas, por terem evoluído, necessáriamente chegam mais tarde ao universo e, portanto, não podem ser responsáveis por projetá-lo. “Deus,” no sentido da definição religiosa, é um delírio; e, como adiante veremos, um delírio pernicioso.Não é de surpreender, já que ela se baseia mais em tradições locais de revelações específicas do que em provas, que a Hipótese de que Deus Existe apareça em várias versões. Os historiadores da religião reconhecem uma progressão de animismos tribais primitivos, passando por politeísmos como os dos gregos, romanos e nórdicos, até os monoteísmos, como o Judaísmo e seus derivados, o Cristianismo e o Islã.

Resultado de imagem para imagens sobre o politeismo hinduO POLITEÍSMO HINDU

Seu politeísmo não é um politeísmo de verdade, mas um monoteísmo disfarçado. Há apenas um Deus — Brahma, o criador; Vishnu, o preservador; Shíva, o destruidor; as deusas Saraswati, Lakshmi e Parvati (mulheres de Brahma, Vishnu e Shiva); Ganesh, o deus-elefante, e as centenas de outros são apenas manifestações diferentes ou encarnações do mesmo Deus.Os cristãos devem aprovar tal sofisma. Rios de tinta medieval, sem falar do sangue, foram gastos para explicar o “mistério” da Trindade, e para suprimir desvios como a heresia ariana. Ário de Alexandria, no século IV d. C., negou que Jesus fosse consubstancial (isto é, de mesma substância ou essência) com Deus. Substância? Que “substância”? O que exatamente se quer dizer com “essência”?. “Muito pouco que possamos compreender com esse nível de consciência” parece a única resposta razoável. Mesmo assim, a controvérsia dividiu a cristandade ao meio por um século, e o imperador Constantino ordenou que todos os exemplares do livro de Ário fossem queimados. Dividir a cristandade brigando por minúcias — é o que a teologia sempre faz. Temos um Deus em três partes, ou serão três Deuses em um? A Catholic encyclopedia esclarece a questão, numa obra-prima do raciocínio teológico: Na unidade da Divindade há três Pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, sendo que essas Três Pessoas são distintas umas das outras. Assim, nas palavras do Credo de Atanásio: “o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus, contudo não há três Deuses, mas um só Deus”. Como se isso não estivesse suficientemente claro, a Encyclopedia cita o teólogo do século V São Gregório, o Milagreiro: Não há portanto nada que tenha sido criado, nada que tenha sido sujeitado a outro na Trindade: nem há nada que tenha sido acrescentado como se uma vez não tivesse existido, mas entrado depois: portanto o Pai jamais esteve sem o Filho, nem o Filho sem o Espírito Santo: e essa mesma Trindade é imutável e inalterável para sempre. Quaisquer que tenham sido os milagres que deram a são Gregório seu apelido, não eram milagres de lucidez. Suas palavras carregam o traço obscurantista característico da teologia, que — diferentemente da ciência e da maioria dos outros ramos da sabedoria humana — não mudou em dezoito séculos.

O POLITEÍSMO DA IGREJA CATÓLICA

Mas é principalmente o ramo católico romano da cristandade que empurra seu recorrente flerte com o politeísmo para a inflação descontrolada. A Trindade é (são?) acrescida de Maria, “Rainha do Céu” e todos os mitos que envolvem a virgem, que só não é deusa no nome, mas que certamente coloca o próprio Deus em segundo lugar como alvo de preces. O panteão ainda é inchado por um exército de santos, cujo poder de intercessão faz com que eles sejam, se não semideuses, úteis em seus assuntos específicos. O Fórum da Comunidade Católica nos dá uma mão e lista 5120 santos,18 junto com suas áreas de especialidade, que incluem dores abdominais, vítimas de abusos, anorexia, vendedores de armas, ferreiros, fraturas de ossos, técnicos de explosivos e problemas intestinais, para ficar só no comecinho da lista.. O que me impressiona na mitologia católica é em parte seu kitsch de mau gosto, mas principalmente a tranquilidade com que essa gente vai criando os detalhes. É uma invenção descarada.

O papa João Paulo II criou mais santos que todos os seus antecessores de vários séculos juntos, e tinha uma afinidade especial com a” Virgem Maria”. Seus impulsos politeístas ficaram dramáticamente demonstrados em 1981, quando sofreu uma tentativa de assassinato em Roma e atribuiu sua sobrevivência à intervenção de Nossa Senhora de Fátima: “Uma mão materna guiou a bala”. Não dá para não se perguntar por que ela não a guiou para que se desviasse de vez dele. Ou se pode questionar se a equipe de cirurgiões que o operou por seis horas não merece pelo menos uma parte do crédito; mas talvez as mãos deles também tenham sido maternalmente guiadas(?). O ponto relevante é que não foi só Nossa Senhora que, na opinião do papa, guiou a bala, mas específicamente Nossa Senhora de Fátima. Presume-se que Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora de Medjugorje, Nossa Senhora de Akita, Nossa Senhora de Zeitoun, Nossa Senhora de Garabandal e Nossa Senhora de Knock estavam ocupadas com outros afazeres naquela hora.

POLIMORFISMOS,DENOMINAÇÕES;MAIS SINCRETISMOS E MAIS CRENÇAS SEM EXPLICAÇÃO

Como os gregos, os romanos e os vikings lidam com essas charadas politeológicas? Vênus era só outro nome para Afrodite ou elas eram duas deusas distintas do amor? Thor, com seu martelo, era uma manifestação de Wotan ou outro deus? . Como já tratei um pouco do politeísmo para evitar a acusação de negligência, não direi mais nada sobre ele. Em nome da concisão, vou me referir a todas as divindades, sejam poli ou monoteístas, como apenas “Deus”. Também tenho consciência de que o Deus de Abraão é (para usar termos leves) agressivamente masculino, e esse fato aceitarei como convenção para o uso dos pronomes. Teólogos mais sofisticados declaram que Deus não tem sexo, embora algumas teólogas feministas queiram compensar injustiças históricas designando-a mulher. Imagino que, no cruzamento entre teologia e feminismo, a existência possa mesmo ser um atributo menos importante que o gênero. Sei que aqueles que criticam a religião podem ser atacados por não dar o devido crédito à fértil diversidade de tradições e visões de mundo que vêm sendo chamadas de religiosas. Obras antropológicamente informadas, de “O ramo de ouro, de James Prazer, a Religion explained(Religião explicada), de Pascal Boyer, ou In gods we trust (Acreditamos em deuses), de Scott Atran”, documentam de forma fascinante a bizarra fenomenologia das superstições e dos rituais. Leia esses livros e maravilhe-se com a riqueza da credulidade humana.

Resultado de imagem para imagens sobre religião abraâmicaAS TRES RELIGIÕES ABRÂAMICAS

A mais antiga das três religiões abraâmicas, e a clara ancestral das outras duas, é o judaísmo: originalmente um culto tribal a um Deus único e desagradável, que tinha uma obsessão mórbida por restrições sexuais, pelo cheiro de carne queimada, por sua superioridade em relação aos deuses rivais e pelo exclusivismo de sua tribo desértica escolhida. Durante a ocupação romana da Palestina, o Cristianismo foi fundado por Paulo de Tarso como uma seita do Judaísmo menos intransigentemente monoteísta e menos exclusivista, que olhou além dos judeus e para o resto do mundo. Vários séculos depois, Maomé e seus seguidores retomaram o monoteísmo inflexível do original judaico, mas não seu exclusivismo, e fundaram o Islamismo a partir de um novo livro sagrado, o Corão, ou Qur’an, acrescentando uma forte ideologia de conquista militar à disseminação da fé.

O Cristianismo também foi disseminado pela espada, primeiro nas mãos romanas, quando o imperador Constantino o elevou de culto excêntrico a religião oficial, depois nas dos cruzados e depois nas dos conquistadores e outros invasores e colonizadores europeus, com acompanhamento missionário. Para a maior parte de meus propósitos, as três religiões abraâmicas podem ser tratadas como indistinguíveis. Exceto quando eu declarar o contrário, terei principalmente o cristianismo em mente, mas apenas porque por acaso essa é a versão com que tenho mais familiaridade.

E não me preocuparei com as ditas religiões ,que não o são,como o Budismo e o Confucionismo. Na verdade, o fato delas serem tratadas não como religiões mas como sistemas éticos ou filosofias de vida quer dizer uma coisa diferente.

Resultado de imagem para imagens sobre agnosticismoO AGNOSTICISMO

O Agnosticismo Temporário na Prática, ou ATP, é o legítimo em-ci-ma-do-muro, quando realmente existe uma resposta definitiva, para um lado ou para o outro, mas para a qual ainda não temos evidências . Há uma verdade lá fora, e um dia esperamos conhecê-la, embora no momento não a conheçamos. Mas há também um tipo de em-cima-do-muro profundamente inescapável, que chamarei de APP (Agnosticismo Permanente por Princípio). O estilo APP de agnosticismo é adequado para dúvidas que jamais podem ser respondidas, não importa quantas provas coletemos, já que a própria idéia de prova não se aplica. A dúvida existe num plano diferente, ou numa dimensão diferente, além da zona que as provas podem alcançar.

Um exemplo pode ser a velha charada filosófica: você vê o vermelho do mesmo jeito que eu? Quem sabe seu vermelho seja o meu verde, ou alguma coisa completamente diferente de qualquer cor que eu possa imaginar. Os filósofos citam essa como uma dúvida que jamais pode ser respondida, não importam quantas evidências possam um dia ficar disponíveis. E alguns cientistas e outros intelectuais estão convencidos de que a existência de Deus pertence à categoria de APP para sempre inacessível. A partir daí, como veremos, eles muitas vezes fazem a dedução pouco lógica de que a hipótese da existência de Deus e a hipótese de sua inexistência têm exatamente a mesma probabilidade de estar certas.

A opinião que defenderei é bem diferente: o agnosticismo sobre a existência de Deus pertence firmemente à categoria temporária, ou ATP. Ou ele existe ou não existe. É uma pergunta científica; um dia talvez conheçamos a resposta, e enquanto isso podemos dizer coisas bem categóricas sobre as probabilidades.(nota pessoal;por essa razão, esse conceito de “Deus” jamais pode ser imposto por nenhuma religião;tudo passa pelo foro íntimo, evolução,live arbítrio,nível de consciência-é isso que queremos enfatizar com este texto;os questionamentos são necessários, na medida em que as pessoas ainda estão reféns destas crenças impostas e teleguiadas com suas intenções ocultas ou não;os despertos já tem suas próprias convicções individuais, que podem ou não pertencer á algum grupo definido-também é uma escolha-ou não;para os que ainda estão tomando conhecimento do que está exposto aqui,serve para uma auto-análise e um auto-questionamento,o que é sempre válido, quando se trata de mudar paradigmas e demolir dogmas).

A APOSTA DE PASCAL

O grande matemático francês Blaise Pascal achava que, por mais improvável que fosse a existência de Deus, há uma assimetria ainda maior na punição por errar no palpite. É melhor acreditar em Deus, porque se você estiver certo poderá ganhar o júbilo eterno, e se estiver errado não vai fazer a menor diferença. Por outro lado, se você não acreditar em Deus e estiver errado, será amaldiçoado para todo o sempre,por todos os credos e religiões e se estiver certo não vai fazer diferença. Pensando assim, a decisão é óbvia. Acredite em Deus.

Há, porém, alguma coisa claramente esquisita no argumento. Acreditar não é uma coisa que se possa decidir, como se fosse uma questão política. Não é pelo menos uma coisa que eu consiga decidir por vontade própria. Posso decidir ir à igreja e posso decidir recitar a novena, e posso decidir jurar sobre uma pilha de Bíblias que acredito em cada palavra escrita nelas. Mas nada disso pode realmente me fazer acreditar se eu não acreditar. A aposta de Pascal só poderia servir de argumento para uma crença fingida em Deus.

E é melhor que o Deus em que você alega acreditar não seja do tipo onisciente, senão ele vai saber da enganação. Mas por que, então, estamos tão dispostos a aceitar a idéia de que o que é imprescindível fazer, se se quiser agradar a Deus, é acreditar nele? O que há de tão especial em acreditar? Não é igualmente provável que Deus recompense a bondade, ou a generosidade, ou a humildade? Ou a sinceridade? E se Deus for um cientista que considera a busca honesta pela verdade a virtude suprema? Aliás, o projetista do universo não teria de ser um cientista? Você apostaria que Deus valorizaria mais uma crença fingida e desonesta?

Resultado de imagem para imagens sobre a vida no cosmoA VIDA NO COSMO

Vivemos não apenas num planeta amistoso, mas também num universo amistoso. Isso provém do fato inerente à nossa existência de que as leis da física têm de ser amistosas o suficiente para permitir que a vida surja. Não é por acaso que, quando olhamos à noite para o céu, vemos estrelas, pois estrelas são um pré-requisito necessário para a existência da maioria dos elementos químicos, e sem química não haveria vida. Os físicos calcularam que, se as leis e constantes da física fossem ligeiramente diferentes, o universo teria se desenvolvido de tal forma que a vida seria impossível. Físicos diferentes disseram isso de formas diferentes, mas a conclusão é sempre quase a mesma. Martin Rees, em seu livro” Apenas seis números”, lista seis constantes fundamentais, as quais se acredita que se mantenham em todo o universo. Cada um desses seis números é sintonizado no sentido de que, se fosse um pouquinho diferente, o universo seria muito diferente e presumívelmente nada propício à vida.

Um exemplo dos seis números de Rees é a magnitude da chamada “força forte”, a força que liga os componentes do núcleo do átomo: a força nuclear que tem de ser superada quando se “divide” o átomo. Ela é medida como E, a proporção da massa de um núcleo de hidrogênio que é convertida em energia quando o hidrogênio se funde para formar o hélio. O valor desse  digo “presumívelmente” em parte porque não sabemos  com certeza absoluta(?),como podem ser as várias formas de vida alienígena, e em parte porque é possível que estejamos enganados ao levar em conta apenas as conseqüências de mudar uma constante por vez. Não poderia haver outra combinação de valores dos seis números que resultasse propícia à vida, de maneiras que não conseguimos descobrir se consideramos apenas um por vez?

Resultado de imagem para imagens sobre o efeito placebo da religiãoO EFEITO PLACEBO DA RELIGIÃO

Será a religião um placebo que prolonga a vida reduzindo o estresse? Ê provável, embora a teoria tenha de enfrentar um batalhão de céticos, que chamam a atenção para as muitas circunstâncias em que a religião mais causa que alivia o estresse. É difícil acreditar, por exemplo, que a saúde saia ganhando com o estado semipermanente de culpa mórbida de que sofre um católico dotado da dose normal de fragilidade humana e de uma dose de inteligência abaixo da normal. Talvez seja injusto falar só dos católicos. Observemos que “todas as religiões são a mesma coisa”: a religião é básicamente culpa, com feriados diferentes”. Em todo caso, acho que a teoria do placebo não é suficiente para justificar o fenômeno de penetração tão global que é a religião.

Não acredito que o motivo de termos religião seja o fato de ela ter reduzido os níveis de estresse de nossos ancestrais. Não é uma teoria boa o suficiente para dar conta do serviço, embora possa ter tido um papel subsidiário. A religião é um fenômeno de grandes dimensões e precisa de uma teoria de grandes dimensões para explicá-la. Estou falando de sugestões como “a religião satisfaz nossa curiosidade sobre o universo e sobre nosso lugar nele”, ou “a religião oferece consolo”.  Steven Pinker falou bem sobre a teoria do consolo, em “Como a mente funciona”: “Ela só provoca a pergunta sobre por que uma mente evoluiria para encontrar conforto em crenças que ela sabe claramente ser falsas.

Uma pessoa que está com frio não encontra nenhum consolo em acreditar que está no quente; uma pessoa que está cara a cara com o leão não se tranquiliza com a convicção de que se trata de um coelho”.  Explicações psicológicas para o fenômeno de que as pessoas acham algumas crenças gratificantes ou não gratificantes são explicações aproximadas, e não finais.  A explicação aproximada para a explosão no cilindro de um motor de combustão interna remete à vela de ignição. A explicação final diz respeito ao propósito para o qual a explosão foi projetada: para impelir um pistão do cilindro, girando assim o virabrequim.Aparentemente não há dúvida de que muitos dos atributos da religião são bem adequados a colaborar para a sobrevivência dela, e para a sobrevivência desses atributos, no caldo da cultura humana. Surge agora a dúvida sobre se essa adequação é obtida pelo “design inteligente” ou por seleção natural. As duas respostas provavelmente estão certas. Pelo lado do design, os líderes religiosos são plenamente capazes de verbalizar os truques que colaboram para a sobrevivência da religião. Martinho Lutero sabia bem que a razão é a arquiinimiga da religião, e freqüentemente advertia sobre seus perigos: “A razão é o maior inimigo que a fé possui; ela nunca aparece para contribuir com as coisas espirituais, mas com frequência entra em confronto com a Palavra divina, tratando com desdém tudo o que emana de Deus”. De novo: “Quem quiser ser cristão deve arrancar os olhos da razão”. E de novo: “A razão deve ser destruída em todos os cristãos”. Lutero não teria tido dificuldade em projetar inteligentemente aspectos não inteligentes de uma religião para ajudá-la a sobreviver. Mas isso não significa necessáriamente que ele, ou qualquer outra pessoa, realmente os tenha projetado.

Resultado de imagem para imagens sobre manipulação da religiãoALGUNS TÓPICOS COMUNS ÁS RELIGIÕES;MAIS MANIPULAÇÕES

• Se você morrer como mártir, vai para uma parte do paraíso especialmente maravilhosa, onde se regalará

 • Hereges, blasfemos e apóstatas devem ser mortos (ou punidos, por exemplo pelo ostracismo em relação a suas famílias).

A crença em Deus é uma virtude suprema. Se você perceber que sua crença está vacilando, trabalhe duro para restaurá-la, e implore a Deus para ajudá-lo a combater a descrença. (Em minha discussão sobre a aposta de Pascal mencionei a estranha pressuposição de que a única coisa que Deus realmente quer de nós é a fé.)

• A fé (crença sem evidência) é uma virtude. Quanto mais suas crenças desafiarem as evidências, mais virtuoso você será. Fiéis virtuosos que conseguem acreditar em alguma coisa muito estranha, insustentável, em franca oposição às evidências e à razão, são especialmente recompensados.

• Todo mundo, mesmo quem não possui crenças religiosas, deve aceitá-las para si, sem questionamentos que o aceitável para qualquer outro tipo de crença . • Existem coisas estranhas (como a Trindade, a transubstanciação, a encarnação) que não nos cabe compreender. Nem tente entendê-las, porque a tentativa pode destruí-las. Aprenda a se satisfazer chamando-as de mistérios. Lembre-se das virulentas condenações da razão feitas por Martinho Lutero, citadas e pense em quão protetoras da sobrevivência elas seriam.

Visão pessoal…

Religiões organizadas são organizadas por pessoas: por padres e bispos, rabinos, imãs e aiatolás. Mesmo nos casos em que religiões vêm sendo exploradas e manipuladas em benefício de indivíduos poderosos, ainda subsiste a forte possibilidade de que o formato detalhado de cada religião tenha sido moldado em grande parte pela evolução religiosa inconsciente. Não pela seleção natural genética, que é lenta demais para responder pela rápida evolução e divergência das religiões. Nos estágios iniciais da evolução de uma religião, antes que ela se torne organizada, dogmas simples sobrevivem devido a seu apelo universal à psicologia humana. É aí que a teoria dogmática da religião e a teoria do subproduto psicológico se sobrepõem. Os estágios mais tardios, quando a religião se torna organizada, elaborada e arbitrariamente diferente de outras religiões, são muito bem abordados pela teoria dos dogmas complexos — cartéis de dogmas mútuamente compatíveis. Isso não elimina o papel adicional da manipulação deliberada por padres e outros indivíduos. As religiões provávelmente são, pelo menos em parte, produto de um design inteligente, assim como escolas, modas e a arte.Muitas pessoas religiosas acham difícil imaginar como, sem a religião, é possível ser bom, ou mesmo querer ser bom. Mas as dúvidas vão mais longe, e levam algumas pessoas religiosas a paroxismos de ódio contra aqueles que não compartilham de sua fé. Trata-se de uma coisa importante, porque considerações morais se escondem por trás de atitudes religiosas em relação a outros tópicos que não têm ligação real com a moralidade. É preciso dizer, para ser justo, que grande parte da Bíblia não é sistematicamente cruel, mas simplesmente estranha, como seria de esperar de uma antologia caótica de documentos desconjuntados, escrita, revisada, traduzida, distorcida e “melhorada” por centenas de autores anónimos, editores e copiadores, que desconhecemos e que não se conheciam entre si, ao longo de nove séculos. Isso pode explicar uma parte das esquisitices da Bíblia. Mas infelizmente é esse mesmo volume estranho que fanáticos religiosos consideram a fonte infalível de nossos princípios morais e nossas normas para viver. Quem pretende basear sua moralidade literalmente na Bíblia ou nunca a leu ou não a entendeu;Esses episódios desagradáveis das histórias contadas na Bíblia,por exemplo, não passam de pecadilhos se comparados à infame lenda do sacrifício do filho de Abraão , Isaac (as escrituras muçulmanas contam a mesma história sobre o outro filho de Abraão, Ismael). Deus determinou que Abraão transformasse seu filho querido numa oferenda em forma de fogo. Abraão construiu um altar, colocou lenha sobre ele e amarrou Isaac sobre a lenha. A faca assassina já estava em sua mão quando um anjo interveio dramáticamente, com a notícia de uma mudança de planos de última hora: Deus estava apenas brincando, no fim das contas, “tentando” Abraão e testando sua fé. Um moralista moderno não poderia deixar de imaginar como uma criança conseguiria se recuperar de tamanho trauma psicológico. Pelos padrões da moralidade moderna, essa história vergonhosa é ao mesmo tempo um exemplo de abuso infantil; “Eu só estava seguindo ordens”diria Abraão; Mesmo assim, a lenda é um dos grandes mitos fundadores das três religiões monoteístas.Mais uma vez, os teólogos modernos protestarão dizendo que a história do sacrifício de Isaac por Abraão não deve ser encarada como um fato literal. E, mais uma vez, a resposta adequada tem dois lados. Em primeiro lugar, muitíssima gente, até hoje, encara, sim, as Escrituras como fatos literais, e elas têm bastante poder político sobre o resto da maioria crédula;Em segundo lugar, se não for como fato literal, como deveríamos encarar a história? Como uma alegoria? Alegoria de quê, então? Certamente de nada digno de louvor. Como lição moral? Mas que tipo de princípio moral pode-se tirar dessa história apavorante? Lembre-se de que só estou tentando dizer, por enquanto, que na verdade nós não retiramos nossos princípios morais das Escrituras. Ou, se retiramos, escolhemos os trechos mais agradáveis daqueles textos e rejeitamos os desagradáveis. Mas aí precisamos ter algum critério independente para decidir quais trechos são os morais: um critério que, venha de onde vier, não pode vir da própria escritura, e está supostamente disponível para todos nós, sejamos ou não religiosos.

Inspiração….

http://www.richarddawkins.net/
http://www.guardian.co.uk/science/dawkins
http://www.the-brights.net/index.html

Monicavox

Recomendo…

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