Preocupação….inútil…?

Resultado de imagem para imagens sobre preocupaçãoO seu dia a dia está cheio de preocupações. A sua cabeça não para de dar voltas pensando em tudo que aconteceu ao longo do dia. Você procura encontrar soluções para situações que já estão no passado e que não podem ser modificadas. “E se eu tivesse feito isso ou aquilo…” Ou se não for por isso, você está preocupado com o que vem a seguir. Você não para de pensar no que precisa fazer …..

No que vai acontecer depois de você acabar de comer. E no que vai acontecer amanhã e depois de amanhã e depois… E daqui a um mês; A questão é que você passa o dia revirando a sua cabeça, vendo ameaças no seu passado e no seu futuro, procurando soluções para riscos que talvez nem existam… O que podemos fazer para parar de nos preocupar? A terapia cognitivo-comportamental nos dá algumas idéias a respeito…

“A preocupação não elimina a dor do amanhã, mas elimina a força de hoje.”
 -Corrie ten Boom-

O que é a ansiedade generalizada?

A ansiedade generalizada é caracterizada pela pessoa que está constantemente inquieta ou preocupada com áreas da vida cotidiana. Isto é, se antecipa constantemente e o faz pensando que no transcurso do dia alguma coisa vai virar. Pode pensar, sem motivos reais para isso, que vai ter dificuldades financeiras, que vai ser mandada embora do trabalho ou que seus filhos irão ficar de recuperação.

Mas não é só isso. Os afazeres cotidianos, como a limpeza ou os consertos da casa ou o carro, geram ansiedade, exigências e preocupação. Além disso, podem remoer na sua cabeça temores e erros do passado. Assim, a pessoa entra em um ciclo de pensamentos negativos e procura soluções constantemente para os problemas, mas sem colocar nenhuma delas em funcionamento.

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Quando a pessoa sofre de ansiedade generalizada, pode aparecer a inquietude ou a impaciência, assim como a tensão muscular. Também é característica a dificuldade de manter a concentração ou deixar a mente em branco. Aparecem distúrbios do sono, seja para pegar no sono, para mantê-lo ou para que seja reparador. Também ficam mais cansadas e irritadas.

Como você pode imaginar, para essas pessoas é difícil relaxar e elas temem aquelas situações onde acreditam que a sua ansiedade vai aumentar. Então o que fazem? As evitam, de modo que seus nervos se acalmam momentaneamente. O ruim disso é que ao longo do tempo, vão tolerando cada vez menos a ansiedade e evitando situações ruins, de modo que a sua vida fica mais alterada.

O que acontece com o meu diálogo interno na ansiedade generalizada?

A questão é que estas pessoas percebem a maioria das situações como perigosas. Interpretam a realidade de forma prejudicial constantemente, tirando conclusões negativas mesmo que não existam evidências de que alguma coisa será mesmo ruim.

As tendências cognitivas, as crenças irracionais e os pensamentos automáticos têm um papel importante em todo este processo. Estas pessoas costumam seguir estímulos negativos, interpretam a informação de modo negativo para elas e analisam as situações atuais com base em outras passadas que foram ruins.

“Você não pode apagar as angústias gravadas no cérebro e, com um doce antídoto de esquecimento, arrancar do seu seio oprimido as perigosas matérias que pesam sobre o coração?”
-William Shakespeare-

Além disso, existe uma série de crenças sobre como o mundo deveria funcionar que não se adequa à realidade. Mas não é só isso: aparece uma série de pensamentos diante das situações sobre os quais não nos questionamos e não são funcionais para nós.

Por isso, é necessário aprender a identificá-los. Uma vez que tivermos feito isso, poderemos nos perguntar que evidências temos a favor e contra eles. Isto é, procurar a informação que seja coerente ou incoerente com os mesmos. Assim, poderemos procurar interpretações mais realistas da realidade, de forma a afastar a tentação de pensar de forma catastrófica.

Aprenda a relaxar e a tomar decisões

A verdade é que aprender a localizar e modificar nossos pensamentos é um tanto complexo e requer a ajuda de um bom psicólogo para que possa ser realizado de forma eficaz. Mas não basta trabalhar nossos próprios pensamentos; é necessário controlar a ansiedade com outras abordagens.

“A capacidade de suportar a ansiedade é importante para a realização própria do indivíduo e para a sua conquista do entorno. A realização própria só se alcança avançando apesar dos choques emocionais. Isso aponta qual é o uso construtivo da ansiedade.”
-Kurt Goldstein-

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Também sugiro que você aprenda a relaxar, para conseguir que a tensão muscular e a ativação fisiológica diminuam. Um bom jeito de fazer isto é praticar a respiração abdominal, que podemos utilizar em qualquer situação uma vez que tivermos adquirido a habilidade. Outra técnica que pode ser interessante é o relaxamento muscular progressivo.

Além disso,  estas pessoas se dedicam a procurar possíveis soluções na sua cabeça mas não chegam a executar nenhuma. Portanto, também será bom que aprendam a tomar decisões e implementem as soluções que tiverem pensado, mesmo que não sejam as mais adequadas, e sem se punir por isso. A questão é experimentar até encontrar a correta… Errar é humano.

Como já dissemos, evitar aquelas situações não é a estratégia que mais nos beneficia. Por isso, é importante parar de fugir disso. Se ficarmos nervosos, podemos colocar em prática as estratégias de relaxamento adquiridas. A mudança para superar este mal-estar não é fácil, mas com ajuda de um profissional qualificado poderemos recuperar a nossa qualidade de vida… Vamos atrás disso.

Resultado de imagem para imagens sobre preocupaçãoVisão pessoal…

Desde 2007, a antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro Mirian Goldenberg iniciou uma pesquisa com homens e mulheres acima de 60 anos e percebeu que eles buscam, cada vez mais, viver com simplicidade – justamente negando os excessos.  Mais de 1700 entrevistados depois, e ainda contando, ela percebeu que eles buscam tomar conta de sua vida – amorosa, profissional, cotidiana – se livrando de coisas que atrapalhem a felicidade essencial. Muitos deles não têm carro, não têm empregada. Eles preferem abdicar disso tudo em busca de uma vida mais simples, mais prática. Quando você se enche de coisas, você também se enche de problemas; Ela acredita que essa percepção envolve um entendimento cada vez maior do quanto escolhemos o que tem valor e faz parte da nossa verdade – a ideia central da essência. Quanto mais coisas você tira da sua vida, mais percebe que não precisa colocá-las de volta: elas não te fazem falta. A sensação do ‘eu posso ter, mas não quero’ é libertadora a partir do momento que você se dá conta de que pode – e deve – escolher só o que tem sentido pra você.Vivemos hoje, uma sensação de impotência na sociedade moderna justamente por não termos percebido isso. Somos imbuídos a ter mais, a querer mais. No entanto, quanto mais consomem, mais infelizes as pessoas ficam. Quanto mais se exibem, mais inúteis elas se sentem. Dá trabalho viver no excesso: ter dezenas de namorados, ler 300 jornais, ter uma opinião sobre tudo – não é fácil. Até porque nada disso parece ter um significado real na vida delas. O significado vem do que você faz, das suas relações amorosas, da sua introspecção: ter, por fim, um projeto de vida. Esse projeto está conectado à nossa vontade, é interior. Não veio de ninguém; Eu não quero fazer tudo: entender todas as áreas do meu trabalho, ver todas as séries do momento, encontrar um milhão de amigos. Eu quero entender o que tem significado para minha vida, me conectar o tempo todo com isso e nisso me concentrar.Algo que todos, afinal, queremos. Mas nem sempre é fácil identificar o que tem significado na nossa existência – muitos dos entrevistados de Mirian viveram anos para conseguir. E, mais do que isso, saber abdicar dos excessos para nos concentrarmos no estritamente primordial. Limitar nossas escolhas resulta em muitas renúncias. Ter uma vida simples não é tarefa fácil ;Nos tempos atuais, requer mais que vontade: é necessário ter disciplina. Algo que o consultor e palestrante Greg McKeown chama de seguir o “caminho do essencialista”. Ele cunhou o termo “essencialismo” para explicar o comportamento – cada vez mais comum – de pessoas em busca de identificar o que lhes é vital, importante – essencial, por fim. Esse tipo de gente é aquele que sabe identificar e focar em fazer somente o que é importante. Ele afirma que a proposta de valor básica do essencialismo só surge quando nos permitimos parar de tentar fazer tudo e deixar de dizer sim a todos. Só dessa forma é que conseguimos oferecer nossa contribuição máxima àquilo que realmente importa. Sobra, como resultado, somente aquilo que realmente importa, nada mais. O preceito do “menos, mas melhor” é algo que McKeown tratou de aplicar na vida cotidiana: o essencialista é aquele que busca essa filosofia de forma incansável. Ele não concorda com esse princípio só de vez em quando, mas o adota de maneira disciplinada o tempo todo; Seja no seu trabalho, seja nas suas relações pessoais. Isso não significa somente incluir entre as resoluções de dizer “não” mais vezes, limpar a caixa de entrada de e-mails uma vez por semana ou tentar dominar alguma estratégia de administração de tempo. É necessário parar constantemente para se perguntar: “Estou investindo nas atividades certas?’”
Inspiração…

Recomendo…

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