Aprendendo com ECKHART TOLLE

Resultado de imagem para imagens de eckhart tolleEckhart Tolle é um mestre espiritual ocidental, porém profundamente alinhado com a tradição meditativa do Oriente. Hoje mundialmente conhecido principalmente pelo livro O Poder do Agora, durante muitos anos ele compartilhou sua experiência de realização interior apenas com um número muito reduzido de buscadores.

20 tópicos chave no pensamento de Eckhart Tolle

1) O momento presente é a coisa mais preciosa que existe
As pessoas não percebem que agora é tudo o que é, não existe passado ou futuro exceto como uma memória ou antecipação em nossas mentes.
O passado te dá uma identidade e o futuro mantém a promessa de salvação ou de preenchimento na forma que for. Em ambos os casos o que temos é ilusório.
O tempo não é precioso de maneira alguma, porque é uma ilusão. O que você percebe como precioso não é o tempo mas o único ponto que está além do tempo: agora. Isto é de fato precioso. Quanto mais você estiver focado no tempo — passado ou futuro — mais você vai perder o agora, a coisa mais preciosa que existe.
Não deixe um mundo doente dizer pra você ter sucesso em outra coisa que esteja além do momento presente.
A maioria das pessoas nunca está presente completamente no agora, porque inconscientemente as pessoas acreditam que o próximo momento deve ser mais importante do que este. Mas assim você perde a vida inteira, que nunca é não-agora.
Assim que você começar a honrar o momento presente, toda a infelicidade e luta se dissolve e a vida começa a fluir com contentamento e facilidade. Quando você age a partir da consciência do momento presente, o que quer que você faça fica imbuído com um sentimento de qualidade, cuidado e amor — mesmo a mais simples ação.

2) Aonde você estiver, esteja totalmente presente
Aonde você estiver, esteja totalmente presente. Se você acredita que o aqui e o agora são intoleráveis e te trazem infelicidade, você tem três opções: retirar-se da situação, mudar a situação ou aceitá-la totalmente. Se você quer ser responsável por sua vida, você deve escolher uma dessas três opções, você deve escolher agora. Então aceite as consequências.

3) Sempre diga sim para o momento presente
A aceitação pode parecer um estado passivo, mas na realidade ela traz algo inteiramente novo para este mundo. Esta paz, esta vivência, é consciência.
Aceite — depois aja. O que quer este momento presente contenha, aceite como se você tivesse escolhido. Sempre trabalhe com o momento e não contra o momento.
Sempre diga sim para o momento presente. O que pode ser mais fútil, mais insano do que criar uma resistência interna ao que já é? O que poderia ser mais insensato do que se opor à vida ela mesma, que é agora e sempre agora? Se renda. Diga sim para vida — e veja como a vida instantaneamente começa trabalhar para você ao invés de contra você.

4) Não leve a vida tão a sério
A vida não é tão séria como sua mente pode te fazer acreditar.

5) Quanto mais você se ligar às coisas de uma maneira negativa, mais obcecada com as coisas negativas sua mente vai se tornar
As pessoas tendem a focar mais nas coisas negativas do que nas coisas positivas.
Então a sua mente se torna algo obcecado com as coisas negativas, com preconceitos.
Culpa e ansiedade são produzidas por pensamentos a respeito do futuro e por aí vai.

6) Quando você reclama, você se coloca no papel de vítima
Reclamar é sempre uma não-aceitação do que é. Inevitavelmente carrega uma carga inconsciente negativa. Quando você reclama, vocês se transforma em uma vítima. Quando você fala alto, você está no poder. Então mude a situação e tome alguma atitude, ou deixe a situação ou aceite-a. Tudo mais é provavelmente uma loucura.

7) Existe uma linha fina entre honrar o passado e se perder nele
Existe uma linha fina entre honrar o passado e se perder nele. Por exemplo, você pode se conscientizar e aprender a partir dos erros que você cometeu, então se mover e mudar o foco para agora. Isso é chamado de se perdoar.
Deixar ir requer força e muita coragem. Muitas vezes deixar as coisas ir é um tipo maior de grandeza do que se defender ou agarrar-se à situação.

8) Você é um ser humano não um ser-fazendo
Na pressa do nosso dia a dia, todos nós pensamos demais, desejamos demais, buscamos demais e esquecemos de apenas apreciar o ser.

9) Pare de se definir e definir os outros
Se definir através do pensamento é limitar você mesmo.
Pare de se definir — para você mesmo ou para os outros. Você não vai morrer. Você vai se abrir à vida. E não se preocupe com que os outros possam definir você. Quando eles se definem, eles estão limitando a si mesmos, então é problema deles.
Sempre que você interagir com outras pessoas, não esteja lá primeiramente como uma função ou um papel, mas dentro da consciência da presença do momento presente. Você sempre pode perder alguma coisa que você tem, mas não pode perder alguma coisa que você é.
Uma vez que você esteja identificado com alguma forma de negatividade, você talvez não queira deixar de ir (as coisas negativas) em um nível inconsciente profundo, você não quer uma mudança positiva. Isto poderia ameaçar a sua identidade como uma pessoa deprimida, uma pessoa com raiva ou difícil de lidar. Você então vai ignorar, negar ou sabotar os aspectos positivos de sua vida. Este é um fenômeno comum. É também algo semelhante a uma loucura.

10) Aonde houver verdadeiro amor, não há ego
Um relacionamento genuíno é aquele que não é dominado pelo ego com a sua busca incessante de criar uma imagem e uma definição dos outros. Em um relacionamento genuíno, existe o estado de abertura, de atenção alerta para a outra pessoa ,na qual não existe nenhuma busca realmente.

11) O que você lutar contra, vai aumentar e o que você resistir, vai persistir
Oferecer não-resistência à vida é estar em um estado de graça, de facilidade e de brilho.
Esse estado então é não-mais-dependente das coisas ficarem de um certo jeito, bem ou mal.
Pode parecer paradoxal, mas no momento em que sua dependência da forma vai embora, a condição geral da sua vida, as formas externas, tendem a melhorar enormemente. As coisas, as pessoas, as condições que você pensava que precisava para sua felicidade agora chegam até você sem luta ou esforço da sua parte, e vocês está livre para apreciar — enquanto durarem.
Todas essas coisas, é claro, vão passar, ciclos vão começar e terminar, mas sua não-dependência tratará de não trazer mais medo ou perda. A vida flui com facilidade.

12) O que quer que você lute contra nos outros, você vai fortalecer em você
Qual quer coisa que você se ressente e luta fortemente contra em um outro, encontra-se também em você.

13) Poder sobre os outros é fraqueza disfarçada como força
Poder sobre os outros é fraqueza disfarçada como força.
O verdadeiro poder está dentro, está disponível pra você agora.

14) Todo e qualquer vício começa com dor e termina com dor
Qualquer vício começa a partir de uma recusa inconsciente para enfrentar e lidar com sua própria dor. Todo e qualquer vício começa com dor e termina com dor. Qualquer que seja a substância que você é viciado em — álcool, comida, drogas legais e ilegais, ou uma pessoa – você está usando algo ou alguém para encobrir a sua dor.

15) Busque viver autênticamente
Interações humanas autênticas se tornam impossíveis,quando você perde a si mesmo em um papel.
Viver para manter uma imagem que você tem de você mesmo ou uma imagem que os outros tem de você é viver uma vida inautêntica.

16) Desejar é a antítese da felicidade
Não deseje a felicidade.
Se você desejá-la, você não vai encontrar, porque desejar é a antítese da felicidade.
Existe uma diferença entre a felicidade e a paz interior? Sim.
A felicidade depende das condições que são percebidas como positivas; e a paz interior não depende dessas condições.

17) A mente é um instrumento incrível se usado corretamente
A mente é um instrumento incrível se usado corretamente.
Se usada incorretamente, entretanto, se torna muito destrutiva.
Para dizer de uma maneira mais clara, não é muito como se você usasse a sua mente errôneamente —você geralmente não a usa de maneira alguma. Ela que te usa. Esta é a doença. Você acredita que você é sua mente. Esta é a ilusão. O instrumento tomou conta de você.

18) A preocupação é uma perda de tempo.
A preocupação parece necessária, mas não serve a propósito algum.

19) Você é mais do que a sua mente
Em nível profundo você já está completo.
Quando você percebe isto, existe uma energia prazerosa por trás de tudo que você fizer.
Estar identificado com sua mente é estar preso no tempo: a compulsão de viver quase exclusivamente através da memória e da antecipação.
Conhecer a si mesmo como ser por baixo do pensador, a calma por baixo do barulho mental, o amor e o prazer por baixo da dor, é liberdade.
Tédio, raiva, tristeza, medo não são estados seus, não são pessoais.
Eles são condições da mente humana. Eles vêm e vão. Nada do que vem e vai é seu.

20) A libertação do animal racional
O começo da liberdade é a percepção de que você não é “o pensador”. O momento em que você começa a observar o pensador, um nível mais elevado de consciência se torna ativo. Você então começa a perceber que existe um vasto campo de inteligência além do pensamento, que o pensamento é apenas um pequeno aspecto da sua inteligência.
Você também começa a perceber que todas as coisas que realmente importam — beleza, amor, fertilidade, contentamento, paz interior — aparecem além da mente. Você começa a acordar.

O DESPERTAR DE UMA NOVA CONSCIÊNCIA

O tempo, ou seja, o passado e o futuro, é aquilo de que o falso Eu, fabricado pela mente, onde o ego vive. E o tempo está na nossa mente. Ele não é algo que tenha uma existência objetiva “ali fora”. É uma estrutura mental necessária para a percepção sensorial, indispensável pelos propósitos práticos,  é sensorial ,mas também é o maior obstáculo ao autoconhecimento. O tempo é a dimensão horizontal da vida, a camada superficial da realidade. E há ainda a dimensão vertical da profundidade, à qual só temos acesso através do portal do momento presente. Assim, em vez de nos concedermos tempo, devemos removê-lo. Retirar o tempo da nossa consciência é eliminar o ego. É a única prática espiritual verdadeira.Quando falo da eliminação do tempo, não estou, é claro, me referindo ao tempo do relógio, que é usado com propósitos práticos, como marcar um encontro ou planejar uma viagem. Seria quase impossível atuar nesse mundo sem esse tempo convencional. O que estou propondo é a eliminação do tempo psicológico, que é a preocupação interminável da mente egóica com o passado e com o futuro e sua resistência a entrar no estado de unicidade com a vida e viver alinhada com a inevitável condição do momento presente de ser o que é.Sempre que um NÃO habitual à vida se transforma num SIM, toda vez que permitimos que esse momento SEJA COMO É, dissolvemos tanto o tempo quanto o ego. Para que o ego sobreviva, ele deve tornar o tempo – o passado e o futuro – mais importante que o Agora, a não ser por um breve instante logo após obter o que deseja. Contudo, nada consegue satisfazê-lo por muito tempo. Assim que ele se converte na nossa vida, existem duas maneiras de sermos felizes. Não alcançando o que desejamos é uma. Alcançando o que desejamos é outra.

O Agora assume a forma de qualquer coisa ou acontecimento. Enquanto resistimos a isso internamente, a forma, isto é, o mundo é uma barreira impenetrável que nos separa de quem somos além da forma, que nos afasta da Vida única, sem forma que nós somos. Quando dizemos um SIM interior para a forma que o Agora adquiri, ela própria se torna uma passagem para o que não tem forma. A separação entre o mundo e Deus se dissolve.Quando reagimos à forma que a Vida assume no momento presente, tratando o Agora como um meio, um obstáculo ou um inimigo, fortalecemos nossa própria identidade formal, o ego. Disso resulta a atitude reativa do ego. Ele se vicia em reagir. Quanto maior nossa disposição para manifestar uma reação, mais vinculados nos tornamos à forma. Quanto maior a identificação com ela, mais forte é o ego. Nosso Ser então deixa de brilhar através da forma – ou só faz isso vagamente.

 

Por meio da não-resistência à forma, aquilo em nós que se encontra além da forma emerge como uma presença de total abrangência, um poder silencioso muito maior do que a identidade de curta duração que temos na forma – a pessoa. Ele é mais profundamente quem nós somos do que qualquer outra coisa no mundo da forma.Quanto mais limitada, quanto mais estreitamente egóica é a visão que temos de nós mesmos, mais nos concentramos nas limitações egóicas – na inconsciência – dos outros e reagimos a elas.

Os “erros” das pessoas ou o que percebemos como suas falhas, se tornam para nós a identidade delas. Isso significa que vemos apenas o ego dos outros e, assim, fortalecemos o ego em nós. Em vez de olharmos “através” do ego deles, olhamos “para”o ego. E quem está fazendo isso.?O ego em nós.

As pessoas muito inconscientes sentem o próprio ego por meio do seu reflexo nos outros. Quando compreendemos que aquilo a que reagimos nos outros também está em nós (e algumas vezes apenas em nós), começamos a nos tornar conscientes do nosso próprio ego. Nesse estágio, podemos também compreender que estamos fazendo às pessoas o que pensávamos que elas estavam fazendo a nós. Paramos de nos ver como vítimas.

Nós não somos o ego. Portanto, quando nos tornamos conscientes do ego em nós, isso não significa que sabemos quem somos – isso quer dizer que sabemos quem NÃO SOMOS. Mas é por meio do conhecimento de quem não somos que o maior obstáculo ao verdadeiro conhecimento de nós é removido.

Alguém que na infância tenha sido negligenciado ou abandonado por um dos pais ou por ambos desenvolverá, provávelmente, um corpo de dor que será estimulado por qualquer situação que lembre, até mesmo de forma remota, o sofrimento primordial do abandono. Tanto um amigo que se atrase cinco minutos para pegar a pessoa no aeroporto quanto um cônjuge que chega tarde em casa podem deflagrar um ataque violento do seu corpo de dor. Se seu parceiro ou cônjuge o deixa ou morre, a dor emocional que esse indivíduo sente vai muito além da que é natural em circunstâncias como essas. Pode ser uma angústia intensa, uma depressão duradoura e incapacidade ou uma raiva obsessiva.Uma mulher que tenha sido violentada pelo próprio pai na infância talvez perceba que seu corpo de dor se torna fácilmente ativo em qualquer relacionamento íntimo com um homem. Por outro lado, a emoção que constitui seu corpo de dor seja semelhante ao do seu pai. O corpo de dor dessa mulher pode ter uma atração magnética por alguém que ela sinta que lhe dará mais do mesmo sofrimento. E, algumas vezes, ela pode confundir essa dor com a sensação de estar apaixonada.

Um homem que foi uma criança indesejada e não recebeu amor nem o mínimo de cuidado e de atenção da mãe desenvolve um corpo de dor marcado por uma profunda ambivalência – por um lado, apresenta um intenso e insatisfeito desejo pelo amor e pela atenção da mãe e, por outro, um forte rancor em relação a ela por ter lhe negado aquilo de que ele precisava desesperadamente. No caso do seu corpo de dor – uma forma de sofrimento emocional. Ele a manifesta por meio de uma compulsão a “conquistar e seduzir” quase toda mulher que vem a conhecer e, dessa maneira, pretende obter o amor feminino pelo qual seu corpo de dor anseia. Esse homem se transforma quase num especialista em sedução. No entanto, assim que um relacionamento se torna íntimo ou seus avanços são rejeitados, a raiva do seu corpo de dor em relação à mãe vem à tona e sabota a relação.

Eckhart Tolle fala sobre as religiões

A maioria das religiões e tradições espirituais compartilha a idéia de que nosso estado mental “normal” é prejudicado por uma imperfeição fundamental, o distúrbio a que me referi. No entanto, além dessa percepção da natureza da condição humana – que podemos chamar de má notícia -, há uma segunda percepção, ou a boa notícia, que é a possibilidade de uma transformação radical da nossa consciência.

Nas mensagens hinduístas (e, em alguns casos, também no budismo), essa mudança é chamada de iluminação; nos ensinamentos de Jesus, de salvação; no budismo, de fim do sofrimento. Outros termos usados para caracterizá-la são libertação e despertar.A maior conquista da humanidade não são as obras de arte nem os inventos da ciência e da tecnologia, mas a identificação do seu próprio distúrbio, da sua própria loucura.

No passado distante, alguns indivíduos chegaram a fazer esse reconhecimento. E provável que um homem chamado Sidharta Gautama, que viveu há 2.600 anos na índia, tenha sido o primeiro a ver essa questão com absoluta clareza. Depois, o título de Buda lhe foi concedido. Buda significa “aquele que despertou”. Práticamente na mesma época, outro dos mestres despertos da humanidade surgiu na China. Seu nome era Lao-Tsé. Ele deixou um registro dos seus ensinamentos na forma de um dos livros espirituais mais profundos já escritos, o Tao Te Ching.

Reconhecer a própria loucura marca, óbviamente, o surgimento da sanidade, o início da cura e da transcendência. Uma nova dimensão da consciência começava então a emergir no planeta, a primeira tentativa de florescimento. Aquelas pessoas raras se dirigiam a seus contemporâneos falando sobre pecado, sofrimento e ilusão. Diziam: “Observe seu modo de viver. Veja o que você está fazendo, o sofrimento que está causando.”

Depois, indicavam a possibilidade de despertar do pesadelo coletivo da existência humana “normal”. E mostravam o caminho.O mundo ainda não estava preparado para esses mestres. No entanto, eles foram uma parte crucial e indispensável do despertar humano. Inevitávelmente, na maioria das vezes, não chegaram a ser bem entendidos por seus contemporâneos nem pelas gerações seguintes. Seus ensinamentos, embora simples e eficazes, acabaram sendo distorcidos e mal interpretados, em alguns casos até mesmo na maneira como foram registrados por escrito por seus discípulos. Ao longo dos séculos, acrescentaram-se muitas coisas que não tinham nada a ver com as mensagens originais e que eram reflexos de uma incompreensão básica. Alguns desses sábios foram ridicularizados, insultados ou mortos, enquanto outros passaram a ser venerados como deuses. Os ensinamentos que indicavam o caminho que se encontra além do distúrbio da mente humana, a porta de saída da loucura coletiva, foram desvirtuados e tornaram-se eles mesmos parte da insanidade.

Assim, as religiões, numa grande medida, firmaram-se como forças divisoras em vez de unificadoras. Em lugar de estabelecerem o fim da violência e do ódio por meio da compreensão da unicidade fundamental de toda a vida, elas suscitaram mais violência e ódio, mais separações entre indivíduos, religiões e até mesmo rupturas dentro de um mesmo credo. Tornaram-se ideologias, sistemas de crenças com os quais as pessoas podiam se identificar, e elas os usavam para ressaltar sua falsa percepção do eu. Por meio dessas crenças, elas se classificavam como “certas” e chamavam os outros de “errados”. Assim, definiam sua identidade diante dos inimigos – os “outros”, os “não-crentes” ou “crentes equivocados” – e, algumas vezes, consideravam-se no direito de matá-los. O homem feito “Deus” na sua própria imagem. O eterno, o infinito, o inominável foi reduzido a um ídolo mental no qual as pessoas tinham de acreditar e que devia ser venerado como “o meu deus” ou “o nosso deus”.

E, mesmo assim, apesar de todos os desvarios perpetrados em nome das religiões, a Verdade que elas indicam não deixa de brilhar em sua essência, ainda que fracamente, através de muitas camadas de distorção e interpretação errônea. E improvável, porém, que alguém seja capaz de percebê-la, a não ser que já tenha tido pelo menos lampejos da Verdade dentro de si. Ao longo da história, sempre houve indivíduos raros que vivenciaram uma mudança de consciência e, assim, detectaram em si mesmos aquilo que é apontado por todas as religiões. Para descrever essa Verdade não conceitual, eles usaram a estrutura conceitual das suas próprias crenças religiosas.
Por meio de alguns desses homens e mulheres, “escolas”, ou movimentos, se desenvolveram dentro de todas as religiões importantes e representaram não só uma redescoberta, mas, em determinados casos, uma intensificação da luz do ensinamento original.

Visão pessoal….

Pensando no livro “O Poder do Agora”,que foi o primeiro de Eckhart Tolle que ganhou projeção mundial,podemos tecer alguns comentários, já que o que ele quis imprimir como conceito de tempo presente, revolucionou tudo o que conhecemos e transformou muitos paradigmas antigos.Este exato momento – AGORA – é a única coisa da qual você jamais conseguirá escapar, o único fator constante em sua vida. Aconteça o que acontecer, e por mais que sua vida mude, uma coisa é certa: é sempre o AGORA. Se não for possível fugir do AGORA, por que não acolhê-lo e tratá-lo bem ? A DIVISÃO DA VIDA EM PASSADO, PRESENTE E FUTURO É UMA CONSTRUÇÃO DA MENTE, em última análise,ILUSÓRIA. Passado e futuro são formas pensamento, abstrações mentais. O PASSADO só pode ser lembrado AGORA. O que você lembra é um fato que aconteceu no AGORA e do qual você se lembra AGORA. O FUTURO, quando chega, é o AGORA. Portanto, a única coisa real, a única coisa que sempre existe, é o “AGORA”. Concentrar sua atenção no AGORA, não é negar o que é necessário em sua vida. É reconhecer o que é prioritário. Depois, você poderá lidar mais fácilmente com o que é secundário. Veja o que é prioritário e faça do AGORA seu amigo, não seu inimigo. Reconheça-o, respeite-o. Quando o AGORA é a base e o foco principal de sua vida, ela flui com facilidade. Sinta a vida em seu corpo. Isso enraíza você no AGORA. Enquanto não se responsabilizar por este exato momento – o AGORA- você não estará assumindo qualquer responsabilidade por sua vida. É POR ISSO QUE O AGORA É O ÚNICO LUGAR ONDE A VIDA PODE SER ENCONTRADA. O AGORA é como é ,porque não pode ser de outro jeito. Assumir responsabilidade por este momento presente é estar em harmonia com a vida. Quando você passa a dar atenção ao AGORA, cria-se um estado de ALERTA. É como se você acordasse de um sonho, o sonho do pensamento, o sonho do passado e do futuro. É TÃO CLARO E TÃO SIMPLES. Não sobra lugar para criar problemas. Só esse momento, tal como ele é.Quando concentra sua ATENÇÃO NO AGORA, você se dá conta de que a vida é sagrada. Existe algo de sagrado em tudo que você percebe quando se encontra no presente. Quanto mais você viver no AGORA, mais vai sentir a simples e profunda alegria de SER e do caráter sagrado da vida. A maior parte das pessoas confunde o AGORA com o que acontece no agora. Mas não é isso. O AGORA é mais profundo do que qualquer conteúdo que ocorre nele. É o ESPAÇO no qual tudo ACONTECE. Você sempre ignora o fato mais óbvio: o seu sentido mais profundo de ser, não tem nada a ver com o que acontece na sua vida, nada a ver com o conteúdo de sua vida. O sentido de ser, de EU SOU, está intimamente ligado ao AGORA. Ele sempre permanece o mesmo. Na infância e na velhice, na saúde ou na doença, no sucesso ou no fracasso, o EU SOU – o espaço do AGORA – permanece imutável no nível mais profundo. Mas como ele costuma se confundir com o que acontece em sua vida, você sente o EU SOU ou o AGORA muito tênue e indiretamente, através do conteúdo da sua vida. Em outras palavras: sua noção de Ser, fica obscurecida pelas circunstâncias, por sua corrente de pensamento e pelos inúmeros fatos que ocorrem no mundo à sua volta. O AGORA FICA ENCOBERTO PELO TEMPO. No entanto, é tão simples lembrar a verdade e dessa forma voltar às origens . Eu NÃO SOU os meus pensamentos, NÃO SOU minhas emoções, minhas percepções sensoriais e minhas experiências. NÃO SOU o conteúdo da minha vida. SOU O ESPAÇO NO QUAL TODAS AS COISAS ACONTECEM. EU SOU A CONSCIÊNCIA. SOU O AGORA.
Muitas coisas podem ser importantes na sua vida, mas apenas uma tem importância absoluta e a vida não é algo que se possa possuir ou perder. A verdade é: você não possui uma vida, você é a vida. Você não pode encontrar a si mesmo no passado ou no futuro. O único lugar onde você pode se encontrar é no AGORA. Ser uma pessoa que está em busca Espiritual, significa que você precisa do futuro. Se é nisso que você acredita, isso se torna verdade para você: precisará de tempo até perceber que não precisa de tempo para SER QUEM VOCÊ É. Quando olha para uma árvore, você toma consciência da existência da árvore. Quando pensa ou sente alguma coisa, toma consciência do pensamento e da sensação. Quando passa por uma experiência boa ou ruim, toma consciência dessa experiência. Essas afirmações parecem verdadeiras e óbvias, mas, se você examiná-las atentamente, perceberá que, de uma forma sutil, elas contêm uma ilusão básica que se torna inevitável quando se usa a linguagem. O pensamento e a linguagem criam uma aparente dualidade, como se houvesse uma pessoa e uma consciência separadas. Isso não existe. A verdade é que você não é uma pessoa que toma consciência da árvore, do pensamento, do sentimento ou da experiência. Você é consciência na qual e através da qual essas coisas existem. VOCÊ SE PERCEBE COMO A CONSCIÊNCIA NA QUAL TODO O CONTEÚDO DE SUA VIDA SE DESDOBRA; Quando você diz “Eu quero conhecer a mim mesmo”, você é o “eu”. Você é o conhecimento. Você é consciência através da qual tudo é conhecido. E que não pode conhecer a si mesmo. Porque você é a própria consciência. Não existe nada a ser conhecido além disso. O “eu” não pode se transformar num objeto de conhecimento, de consciência. O “eu” é a própria consciência. Assim, você não pode se tornar um objeto para si mesmo. Quando isso acontece, surge a ilusão do “eu” autocentrado (ego) – porque mentalmente você fez de si mesmo um objeto. “Este sou eu”, você diz. A partir dessa afirmação, você passa a ter uma relação com você mesmo e a contar para os outros e para si mesmo a sua história. Quando você sabe que É a consciência na qual a vida externa acontece, você se torna independente do que existe externamente e perde a LUTA. O AGORA é inseparável da pessoa que você é no nível mais profundo. Você não encontra a paz reorganizando os fatos da sua vida, mas descobrindo quem você é no nível mais profundo.  O mundo é então, visto como uma dança cósmica, a dança da forma – só isso. Quando você sabe quem realmente é, tem uma enorme e intensa sensação de paz. É a alegria de SER – de ser quem você realmente É. A CONSCIÊNCIA PURA É A VIDA ANTES DE SE MANIFESTAR, e essa vida olha para o mundo da forma através DE SEUS OLHOS, porque a consciência é quem você É. Quando você se vê assim, então se reconhece em todas as coisas. É total clareza e percepção. Você deixa de ser alguém com um passado pesado através do qual todas as experiências são interpretadas. A vida da maioria das pessoas é conduzida pelo desejo e pelo medo. O desejo é a necessidade de acrescentar algo á você para ser mais plenamente você mesmo. Todos os medos são medo de perder alguma coisa e, portanto, tornar-se menor, ser menos. Esses dois movimentos nos impedem de perceber que SER não é algo que possa ser dado ou tirado. O SER em sua plenitude já está dentro de você. AGORA.
Inspiração….
Recomendo…
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4 comentários em “Aprendendo com ECKHART TOLLE

    1. Olá Amina,

      Prazer em vê-la no Monicavoxblog

      Que bom, quanto mais pessoas divulgarem o incrível trabalho de Mestre Tolle,melhor para o planeta,pois estamos vivendo tempos de grandes mudanças que ocorrem em questão de dias,horas,minutos,se considerarmos o evento da Web, que nos traz as notícias muito rápidamente e faz com que elas corram por todo o globo em segundos….

      Temos mais do que nunca que vivermos no Agora, planejando no Agora o que queremos ver em um futuro, que pode estar acontecendo no momento seguinte….

      Prossiga em sua empreitada e parabéns pela iniciativa.

      Beijos e muitas vibrações positivas da Mônica

      Curtido por 1 pessoa

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