Como seu cérebro reage ao som

Resultado de imagem para cymatics imagens“Houve e há, apesar das desordens que a civilização traz, pequenos povos encantadores que aprendem música tão naturalmente como se aprende a respirar. O seu conservatório é o ritmo eterno do mar, o vento nas folhas e mil pequenos ruídos que escutaram com atenção, sem jamais terem lido despóticos tratados”
Claude Débussy (1862-1918), compositor francês-

Clair de Lune-Obra prima de Claude Débussy

Antes mesmo de nascer, o bebê já é capaz de escutar. A partir do quinto mês de gestação, ele ouve as batidas do coração da mãe (além de todos os outros barulhos do organismo) e reconhece a voz dela. E reage a esses estímulos, virando a cabeça, chutando ou mexendo os braços, além de ficar com o coração batendo mais rápido. O bebê nasce, cresce, torna-se adulto e os sons continuam a provocar essas e outras reações mais sofisticadas: eles evocam memórias e pensamentos, comunicam, provocam sensações, emocionam e movimentam.  Desde os tempos mais remotos, o homem percebeu todo esse potencial. Usando os materiais que tinha à disposição (pedras, ossos, madeiras, o próprio corpo e a voz), ele foi combinando sons e silêncios das mais diversas maneiras. Assim surgiu a música. Em sua origem, ela era usada para venerar a natureza e os deuses e para conectar o ser humano com forças maiores, envolvendo realidade, magia e crenças. Até hoje ela é responsável pela criação dos mais diferentes sentidos e significados.

Mas por que a música mexe tanto com o ser humano? O som é uma vibração que se propaga no ar, formando ondas sonoras que são captadas por nosso sistema auditivo. Depois de transformadas em impulsos elétricos, elas viajam pelos neurônios até o cérebro, onde são interpretadas. Lá, elas chegam primeiro a uma região onde são processadas as emoções e os sentimentos, antes de serem percebidas pelos centros envolvidos com a razão. E, quando isso acontece, ocorre a liberação de neurotransmissores responsáveis por deixar os circuitos cerebrais mais rápidos. Por isso, o pesquisador americano Howard Gardner, autor da teoria das inteligências múltiplas, afirma que a habilidade musical é tão importante quanto a lógico-matemática e a lingüística, por auxiliar outros tipos de raciocínio. Pesquisas na área de neurociências comprovam que a memória, a imaginação e a comunicação verbal e corporal ficam mais aguçadas nas pessoas que escutam, estudam e praticam música.

Beethoven-Moonlight Sonata

A música é uma das linguagens que  precisamos conhecer, mas não sómente por essas características. A maior razão é  podermos aprender a sentir, a expressar e a pensar as manifestações sonoras, tão presentes no cotidiano e sempre em constante transformação.

O CÉREBRO AUDITIVO

O cérebro auditivo, que recebe as mensagens enviadas da cóclea, está encarregado de as interpretar para fazer uma percepção e elabora respostas reflexas ou conscientes; é também responsável pela memorização, muito importante para as percepções futuras.

OS CENTROS AUDITIVOS CEREBRAIS

As fibras do nervo auditivo transmitem ao cérebro as mensagens codificadas pela cóclea.
No cérebro, vários núcleos (grupos de neurónios) recebem esta mensagem e descodificam-na (som forte ou fraco, agudo ou grave, localização espacial, …) para terminar criando uma sensação ou uma percepção consciente.Note que o cérebro é capaz de controlar o funcionamento da cóclea, utilizando vias de retorno. Por exemplo, no burburinho duma sala de recepção, somos capazes de nos focalizar na conversa com um amigo; portanto o nosso ouvido recebe múltiplos estímulos, por vezes mais fortes, mas o cérebro “pede-lhe” que trate prioritáriamente as informações provenientes da conversa interessante com o nosso amigo.

Air-Johann Sebastian Bach

A PERCEPÇÃO AUDITIVA DEPENDE DO NOSSO ESTADO DE VIGÍLIA

Os sons, transformados no ouvido em mensagens nervosas, são tratados a vários níveis do sistema nervoso central:

  1. um nível reflexo onde a chegada da mensagem desencadeia reflexos de sobressalto e de orientação;
  2. o córtex auditivo onde o som é percebido;
  3. os outros territórios cerebrais que permitem que essa pecepção se torne consciente, reconhecendo o som comparando-o com o que já tem na memória e elaborando uma resposta voluntária.
  • Em fase de vigília, os 3 níveis referidos acima estão ativados.
    Ex.: ouço o som de uma voz, “aguço o ouvido” (reflexo) e reconheço a voz de um amigo (memória) que coloca uma questão importante (motivação, emoção), à qual respondo (ato voluntário).
  • Em fase de sono, o ouvido funciona normalmente, a mensagem sobe ás vias auditivas até ao córtex auditivo ( podendo desencadear reflexos), mas todos os outros territórios cerebrais (emoções, motivações, memória, etc.) estão inativadas: não pode assim existir percepção consciente, nem resposta voluntária.
     Ex. Falar a uma pessoa adormecida (ou um ruído na rua) pode fazê-lo mexer, sem o acordar e sem que, óbviamente, ele se lembre quando acordar.

OBSERVAÇÕES

  • Em fase de sono, um som forte e inesperado pode nos acordar: ele torna-se assim “consciente” e desencadeia uma resposta voluntária: ex. o barulho dum despertador.
  • Nós podemos “regular” o nosso nível de vigília, de forma a que um som importante não passe despercebido: ex. um pequeno barulho de um bebê.
  • Só os territórios da vigília podem ser definitivamente inativados por um traumatismo ou um acidente vascular cerebral. Ex. Uma pessoa em coma ultrapassado e com apôio avançado de vida, não faz a percepção consciente do som, mas pode ainda “reagir” ao som com sobressalto, se o seu sistema auditivo estiver intacto.

As Quatro Estações-Vivaldi

2Fonte;Jornal Folha de São Paulo – por Rafael Garcia

Por que ouvimos melhor a voz de alguém ao olharmos para seu rosto, mesmo sem sabermos ler lábios? E porque uma canção que parece vívida num videoclipe soa chata quando apreciada apenas pelo rádio? Um estudo acaba de mostrar que informações visuais invadem áreas auditivas do cérebro, sugerindo respostas para tal.

O artigo, publicado pela revista “Nature Neuroscience”, se baseou em um experimento liderado pelo neurocientista português Antônio Damásio, da USC (Universidade do Sul da Califórnia). Mapeando o cérebro de algumas pessoas com ressonância magnética, o grupo descobriu que neurônios usados pelo cérebro exclusivamente para processar sons também reagem a imagens.

O experimento consistia basicamente em submeter voluntários à apresentação de vídeos curtos, enquanto uma máquina registrava quais partes do cérebro exibiam maior atividade.

Todos os vídeos mostravam cenas que remetiam à emissão de sons — um vaso quebrando, um cachorro latindo etc. — , mas eram exibidos sem áudio.Ao verificar quais partes do cérebro tinham se ativado, o grupo viu que não só áreas ligadas à visão apareciam nos mapas, como também o chamado córtex auditivo de associação, que lê relações entre sons.

Essa região da superfície do cérebro faz parte de um circuito conectado diretamente ao ouvido, e até agora era tida como exclusiva do sentido da audição. Mas como alguém poderia processar sons se os vídeos do experimento eram mudos?

Segundo o estudo da USC, essa estrutura cerebral tida como responsável apenas pela sensação da audição na verdade já inicia uma interpretação inconsciente do som ouvido.

“A informação visual pode nos fazer perceber um mesmo som de modos diferentes”, disse à Folha Kaspar Meyer, coautor de Damásio no trabalho. Cada som que escutamos e aceitamos como sendo uma informação pura na verdade está contaminado com memórias de sons passados, explica.

Pesquisadores já sabiam que esse fenômeno ocorre com outros sentidos também, como a visão. Mas Damásio e Meyer mostraram que esse fenômeno pode “vazar” de um circuito cerebral para outro, fazendo do processamento de percepções uma rede altamente complexa.

No experimento conduzido na USC, a memória auditiva de cada evento mostrado nos vídeos induzia a ativação de um padrão de neurônios incrivelmente nítido. Isso é possível porque o córtex auditivo decompõe os sons em frequências, dividindo-os como notas em um partitura musical.

De fato, quando o vídeo mostrava um músico, o mapa do córtex auditivo dos voluntários permitia saber se este tocava violino, contrabaixo ou piano. Dentro de alguns anos, diz Meyer, não é impossível que algum cientista consiga plugar o cérebro de uma pessoa em um amplificador para dar vida a sons criados por imagens.E com uma imagem sendo capaz de “ressoar” no cérebro, não é de estranhar que música acompanhada de filmagens soe diferente. Se muitos videoclipes hoje não passam de embalagem de luxo para canções pobres, talvez os cineastas fiquem felizes em saber que podem estar ajudando a melhorar o som.

Ravel-Bolero

3

Especialista dos Estados Unidos explica seu trabalho no Instituto de Neurociências de Castela e Leão (Incyl)
Diana Paterson, pesquisadora do Departamento de Ciências Biomédicas da Universidade de Iowa State, nos Estados Unidos, visitou no dia 8 de março o Instituto de Neurociências de Castela e Leão (Incyl) da Universidade de Salamanca para conhecer o trabalho deste centro e divulgar o seu. Ambas partes estão interessadas no processamento de sons e uma das chaves é entender como o cérebro é capaz de discriminar o som que lhe interessa em situações muito barulho.

“Estamos interessados em saber como uma pessoa pode prestar atenção em outra que está falando em um ambiente barulhento, como em uma cafeteria ou na rua”, afirma Diana Paterson em declarações a DiCYT.

Este problema é muito mais complexo do que parece e envolve muitas conexões cerebrais. “Estamos estudando uma parte do cérebro, a amígdala, porque existem conexões entre ela e os centros auditivos do cérebro, de modo que realizamos estudos de anatomia e fisiologia para ver como se comunicam todas estas etapas e para saber qual papel têm estas conexões no momento de prestar atenção”, indica.
Os pesquisadores da Universidade de Iowa State utilizam modelos animais para realizar estas pesquisas, ainda que estejam em contato com outros grupos que trabalham diretamente com pacientes. Uma possível via de aplicação, seria a tecnologia utilizada para melhorar a audição, mas ainda é uma possibilidade distante. “As pesquisas sobre auscultadores e implantes de cóclea tratam de como a informação vai do ouvido o cérebro, enquanto nós analisamos o processo contrário: como o cérebro é capaz de controlar de cima para baixo a informação que chega”, indica a cientista.

Em todos os casos, “um dos problemas dos auscultadores é processar vozes em um ambiente com muito ruído e, se conseguimos saber mais sobre o que acontece no processo natural, no futuro poderíamos aplicá-lo para melhorar seu funcionamento”, agrega.Esta equipe de pesquisa dos Estados Unidos mantém uma boa relação com os pesquisadores do Incyl, Manuel Sánchez Malmierca e Enrique Sánchez Poveda há muitos anos, e talvez no futuro seja possível realizar alguma colaboração, conforme Diana Paterson afirma, já que eles também estão interessados no funcionamento do sistema auditivo.“Estamos interessados em saber como uma pessoa pode prestar atenção em outra que está falando em um ambiente barulhento, como em uma cafeteria ou na rua”, afirma Diana Paterson em declarações a DiCYT.

Tristesse-Chopin

Ouviu isso? Como o cérebro localiza os sons

Cientistas apontam a região do cérebro responsável por encontrar o barulho

Uma tática comum para encontrar um celular perdido é ligar para o aparelho e sair à sua caça, seguindo a direção do toque da campainha.Estudos anteriores indicam que a região do cérebro chamada plano temporal (localizada acima e atrás do córtex auditivo) é a responsável por localizar os sons no espaço – pelo menos quando ficamos atentos a eles.Agora os cientistas conseguiram demonstrar que o plano temporal se ativa automáticamente quando existe um barulho, mesmo se não estamos prestando atenção a ele. Por exemplo, essa região do cérebro entra em ação se um telefone toca no quarto e você está assistindo à televisão na sala de estar.

“O espaço é um parâmetro que unifica os diferentes sentidos, e nos permite juntar informações a partir da visão e audição, por exemplo, quando a localização da fonte é mesma”, explica Leon Deouell, neurocientista da Universidade hebraica de Jerusalém e co-autor do estudo publicado na revista “Neuron”. “Foi muito importante mostrar que o plano temporal faz o trabalho mesmo ‘na surdina’, quando você não tem intenção de ouvir ou localizar um som”.

Essa habilidade permite às pessoas desviar a atenção para a fonte que está emitindo o “novo” som e reagir própriamente – como, por exemplo, responder a saudação de um vizinho que está passando, ou sair correndo ao ouvir o barulho de um urso à distância.A equipe também contava com cientistas da University of California, em Berkeley, e do Instituto Weizmann de Ciência em Rehovot, em Israel. Os pesquisadores contam que atingir uma alta qualidade na transmissão de som para as 13 pessoas do estudo foi uma tarefa dolorosa. Para evitar a interferência do som do equipamento de ressonância magnética (fMRI), os cientistas tocavam sons entre cada varredura, para que houvesse um ambiente com som inalterado. (Como o fMRI mede o fluxo sangüíneo em uma parte do cérebro em resposta a uma atividade elétrica, há um pequeno atraso que os pesquisadores conseguiram explorar ao fazer a varredura imediatamente após o som ser emitido). Com a ajuda de fones de ouvido modificados para que pudessem trabalhar junto com o escâner da máquina, os cientistas também usaram sons da natureza combinados, como o barulho de água e de coaxar de sapos. “Os sons de natureza possuem várias freqüências, e estimulam o córtex cerebral muito mais que os tons puros”, explica Deouell.

Os estudos foram feitos sob medida para cada uma das pessoas do estudo. Para começar, antes de entrar na máquina de fMRI, os participantes ouviram todos os sons que seriam usados, e foi realizada uma gravação dentro do ouvido de cada pessoa. “O efeito foi muito interessante. Ao testarmos os sons quando as pessoas estavam fora da máquina, muitas vezes elas viravam, à procura da fonte que emitia o som,” Deouell conta. “Eles não acreditavam que os sons eram provenientes dos fones de ouvido, e não do ambiente externo”.Deouell e sua equipe realizaram uma série de experimentos, cada um incluindo distrações e orientação sonora diferentes. Na primeira configuração, as pessoas assistiam a um filme mudo, enquanto sons eram tocados pelos fones de ouvido e seus cérebros passavam pelo imageamento do fMRI. Em outra configuração, foi solicitado que eles ficassem apertando um botão para manter sua atenção ocupada.

Em cada caso, toda vez que a localização da fonte sonora era modificada, os indivíduos apresentavam uma aumento da atividade cerebral no plano temporal. Se o som se movia para um número maior de lugares, a atividade se intensificava.

Deouell tem planos de estudar mais a fundo o plano temporal para verificar quão próximos os sons podem ficar uns dos outros antes que a região os interprete como não-distintos, e se sua atividade pode ser sobrepujada por outra parte do cérebro, quem sabe durante uma tarefa que não permita nenhum tipo de distração.

Rhapsody  Theme of Paganini-Rachmaninov

SONS BINAURAIS: ELES PODEM TURBINAR SEU CÉREBRO

Pesquisas realizadas recentemente comprovam que é possível controlar a ansiedade e melhorar a concentração através de determinados sons chamados de Binaurais. O segredo deste sons, que devem ser ouvidos sempre com fones de ouvido, é a frequência que ele atinge, afetando diretamente nossas ondas cerebrais.Batidas Binaurais são usadas para criar 2 ondas de freqüência distintas,  apresentadas separadamente, cada uma a um ouvido. O cérebro reage criando um terceiro tom, que é a diferença entre os dois apresentados. Isto permite ao cérebro se sintonizar diretamente à uma freqüência que, teoricamente, o ouvido não “escutaria”.

Os Sons binaurais irão  trazer:

* – Clareza mental,pois seu foco será tão direcionado e você poderá realmente conseguir realizar qualquer coisa que você coloque na mente com mais facilidade;

* – Seus objetivos se tornarão gradativamente mais fáceis e você terá progressivamente mais ânimo e entusiasmo para realizar coisas cada vez maiores;

* – Seu QI e inteligência estarão em evidência subindo, seus resultados em provas e testes;

Cada frequência de som emitida tem um efeito:

10Hz 18Hz – Melhora significativamente a memória, leitura e ortografia;
40Hz – Rico em informações e processamento de tarefas de alto nível de processamento de informação;
40Hz com 18Hz – Corpo relaxado / mente focada;
Frequência 147.85Hz de Saturno – Aumenta a concentração e o processo de tornar-se consciente;

VA - Binaural Beats (2011)Instruções Úteis para o uso correto:

1. Deverá ser ouvido com fones de ouvido com capacidade ESTEREO (mais aconselhado) ou por um bom sistema de som também ele configurado para ESTEROFONIA.

2. Não deverá ser escutado muito alto. O suficiente para que não ocorram distrações vindas do exterior.

3. Deverá colocar-se numa posição confortável (de preferência olhos fechados) e garantir que não será perturbado.

4. A audição de batidas binaurais pode induzir a estados de perda de consciência o que pode ser perigoso a quando a condução de máquinas ou automóveis, assim que recomenda-se precauçã

ONDAS CEREBRAIS : O QUE SÃO E COMO USÁ-LAS

O que são as ondas Alpha e Theta?

1-Alpha é um estado relaxado e concentrado da mente típico de uma onda cerebral em torno de 7 ciclos/segundo (7 Hz). Ele permite uma concentração total e a sincronização dos hemisférios direito e esquerdo do cérebro. É o estado próprio para ler, ouvir e outras formas de recepção de informação.

2-Theta é um estado ainda mais relaxado da mente, típico de uma onda cerebral em torno de 3 ciclos/segundo (3 Hz). Este estado é o melhor para memorização, criatividade e solução de problemas.

Você pode aprender a usar estas frequências cerebrais facilmente, sem esforço e eficientemente.

4 principais frequências:

DELTA = 1 Hertz
Profundo relaxamento físico, controle da dor e liberação do stress.

THETA = 3 Hertz
Memória, tanto novas quanto lembranças e aumento do QI.

ALPHA = 7 Hertz
Aprender, ler e ouvir.

BETA = 14 Hertz
Tomada de decisões, lógica e solução de problemas.

OBS:Usar a frequência apropriada para cada parte do aprendizado, ou seja, ouvir x memorizar é a chave para acelerar o aprendizado e aumentar sua fixação. Uma vez que a pessoa tenha “aprendido” as frequências apropriadas pode-se usá-las por vontade própria sempre que uma função em particular é necessária. EXPERIEMENTE- (use fone de ouvidos estéreos para uma melhor experiência e não esqueça de adequar o volume de forma que fique confortável para você – nem muito alto e nem muito baixo)

VOCE CONHECE O “EFEITO MOZART”?

Pesquisas comprovam que ouvir certas músicas de Amadeus Mozart ativa os neurônios e melhora a inteligência

O sinal de alerta foi dado pela lista dos mais vendidos. Um CD com músicas de Mozart chegou recentemente ao topo dos clássicos tanto na revista Billboard quanto no site comercial da Amazon (loja virtual da Internet). Como não havia nenhum apelo aparente para o modismo – trilha sonora de filme, por exemplo -, investigou-se a fundo o fenômeno. E, segundo a explicação mais aceita, a resposta estaria no estranho, mas agradável efeito causado por certas músicas do compositor austríaco no cérebro dos ouvintes. O ritmo mozartiano, segundo alguns pesquisadores, interfere positivamente na forma como os neurônios se comunicam, embora ninguém saiba ainda exatamente a razão de tal fenômeno. Mesmo sendo polêmica, a teoria mais considerada no meio científico argumenta que as ondas cerebrais se parecem muito com a música barroca. Daí, o efeito de “turbinamento” no poder cerebral, comprovado por testes de Q.I. feitos logo depois que o sujeito escuta Mozart.

A história desse “efeito Mozart” teria começado há seis anos, segundo revelou o último número da revista britânica NewScientist. Foi quando descobriu-se que pessoas que ouviam certas composições de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) com frequência alcançavam índices mais elevados nos testes tradicionais de inteligência. Porém, em meados deste ano, pesquisadores mais céticos repetiram a experiência e não chegaram ao mesmo resultado. Tal desencontro fomentou outras experiências, desta vez com ratos de laboratório. E o fato é que se provou mais uma vez que a música do gênio austríaco melhora, sim, o funcionamento cerebral – ratos colocados em um labirinto alcançaram a saída com mais facilidade quando expostos à música de Mozart. Outra experiência revelou que pessoas que sofrem do mal de Alzheimer trabalham melhor ouvindo composições mozartianas. Até mesmo os ataques epiléticos ficam bastante reduzidos.

Sinfonia nº40 de Mozart-uma obra prima

Polêmica

O primeiro indício do que viria a ser chamado “efeito Mozart” surgiu há dez anos, quando o neurobiólogo americano Gordon Shaw simulou a atividade cerebral em um computador. Em vez de imprimir um gráfico dessa simulação, ele decidiu transformá-la em sons. E, para sua surpresa, o ritmo do som cerebral se mostrou muito parecido com a música barroca. “Não é uma música tão bonita quanto à de Mozart, mas seu estilo é bem distinto, fácil de reconhecer”, disse ele à revista britânica. Foi aí que pensou em testar qual seria o efeito de Mozart no cérebro do ouvinte. Em outras palavras, será que esse tipo de composição musical de alguma forma amplia a atividade das células nervosas cerebrais? Os resultados foram muito positivos nos testes de Q.I. A partir de então, experiências distintas feitas por colegas de outras universidades chegaram a resultados diferentes. Algumas não produziram nenhum “efeito Mozart”, enquanto outras confirmaram o trabalho de Shaw. Nascia assim a polêmica.

Para efeito de consistência científica, quase todas essas experiências foram feitas usando-se uma única peça musical de Mozart, a Sonata para dois pianos em ré maior (K 448). Para os críticos dessa teoria, essas experiências são ainda muito vagas. “Não há uma razão clara para o uso dessa peça musical; mesmo assim, quando outro laboratório não consegue os mesmos resultados, alegam que não foi usada a música correta”, acusa Kenneth Steele, psicólogo da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos EUA. Outros cientistas chegaram a levantar a hipótese de que o efeito benéfico dessa música seria emocional. Mas a experiência com os ratos – que não têm reações emocionais como os humanos – acabou provando que a base para o “efeito Mozart” é neurológica. O tira-teima veio mais recentemente, quando Shaw e colegas usaram aparelhos de ressonância magnética (que fazem um tipo de radiografia do organismo) para mapear as áreas do cérebro que são ativadas pela música de Mozart.

Percebeu-se então que, além do córtex auditivo, onde o cérebro processa os sons, a música também ativa partes associadas com a emoção. “Mas, com Mozart, o córtex inteiro se acende”, diz Mark Bodner, que auxiliou Shaw. E apenas Mozart ativa áreas do cérebro envolvidas com a coordenação motora, visão e outros processos mais sofisticados do pensamento. Infelizmente, tal aparelho não explica a razão desse fenômeno. De todo modo, esse trabalho científico provou indubitavelmente que o ensino de música aumenta muito a capacidade mental das crianças. Se elas forem apresentadas a Mozart bem cedo, quando ainda estão desenvolvendo sua rede neural, o resultado positivo pode durar para toda a vida, alegam os especialistas. O que ajuda a explicar a posição de segundo colocado entre os CDs clássicos mais vendidos nos últimos meses – O efeito Mozart: música para crianças vol. 1 – sintonize sua mente.

Visão pessoal…

O som é elemento formador de realidades. É também, uma possibilidade alquímica no sentido de que pode transformar uma realidade em outra. Como vimos já em várias matérias do blog, a interação da matéria com qualidades diferentes de som produziu diferentes conformações moleculares. A água submetida á sonoridades harmônicas configurou-se como uma linda mandala. O contrário também aconteceu: o som desarmonioso produziu figuras disformes. Quer dizer, o som como qualquer energia, é neutro, e por isso, nós podemos qualificá-lo positiva ou negativamente. A escolha é nossa e vai depender de nosso nível consciencial.Na prática isso quer dizer que podemos alterar, organizar, limpar, purificar, harmonizar, elevar vibrações, enfim, realizar transformações nos níveis sutis e da matéria utilizando o som como ferramenta de trabalho energético/vibracional.Nossa voz vista como instrumento tanto do ponto de vista sonoro como do de ferramenta, pode nos servir nesse caminho de transformação.As vibrações ou freqüências dos sons harmônicos são muito elevadas. Para se ter uma idéia, o primeiro harmônico vibra numa freqüência duas vezes maior que o som gerador, o segundo, três vezes e assim por diante. Então, quanto mais harmônicos um som contiver, maior a sua potencialidade de aceleração e maior a conexão com as energias superiores. Os sons harmônicos podem fazer “a ponte” entre dimensões, ou seja, eles podem abrir portais de comunicação interdimensionais. Através desses portais, músicas nunca antes ouvidas são trazidos para o mundo físico. Isto acontece porque a aceleração da vibração compatibiliza e oportuniza sua audição nos níveis mais densos. Sabemos que a energia é neutra. Nós a qualificamos de acordo com nosso nível consciencial. Os harmônicos do som podem transformar realidades físicas da mesma forma que as diferentes músicas transformaram a configuração da molécula de água em figuras simétricas e geometricamente perfeitas ou em massa disforme. Som é energia primeva, organizadora e constituidora de realidades físicas. A partir da nossa intenção e mentalização, podemos interagir com outras dimensões de existência e plasmar realidades mais adequadas ao novo patamar consciencial que emerge em nós e no planeta. Da mesma maneira como cada um de nós possui uma forma de onda que lhe é própria, possuímos uma freqüência de onda sonora que nos constitui. Provavelmente, a freqüência de onda interage com a freqüência sonora formando um só corpo de manifestação energética. Este é nosso selo completo, nossa assinatura cósmica, através da qual somos reconhecidos. A partir do conhecimento de nossa altura própria, abre-se a possibilidade de interagirmos com o nosso som próprio, isto é, com a freqüência sonora que cada um de nós é. Ouvir e cantar essa nota significa nos ajustarmos ao nosso modelo originário. Significa abrirmos mão de nossas “desafinações” egóicas e buscarmos ouvir o som da voz interna e assim sermos a extensão concreta, na forma, do nosso Eu Superior.A busca desse som próprio, dessa nota primordial, coincide com a reforma íntima que o momento planetário exige. São movimentos complementares: sermos unos com o Mestre interno é sermos afinados com Sua vontade, que é a de que nos lembremos que fomos feitos para a paz, a luz e a alegria da existência.

“A música oferece à alma uma verdadeira cultura íntima e deve fazer parte da educação do povo”.

François Guizot

“A música é a revelação superior a toda sabedoria e filosofia”.

Ludwig van Beethoven

Inspiração….

O CAMINHO DA AUDIÇÃO-PDF

http://folklusitania.heavenforum.org/t149-frequencias-binaurais

http://www.geo-espace.com/beneficios-da-binaural-para-ter-uma-mente-calma.html

Scientific American

ARTIGO Música e Neurociências – Revista Neurociências

Uma Breve Revisão da Cognição Auditiva – DCA – Unicamp

Monicavox

Recomendo…

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