RESILIÊNCIA: 7 PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA SUBIR NO BARCO VIRADO

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 A resiliência é a capacidade de lidar com a adversidade de uma forma positiva, cultivando os recursos que se encontram dentro de nós. O termo resiliência pode ser entendido, por exemplo, como a força de vontade que nos permite levantar e reagir quando estamos em uma situação difícil.

As pessoas resilentes sempre saem reforçadas de uma crise. Não entram em colapso, não sucumbem. Vitalidade, energia, criatividade, inventividade, coragem e força são apenas algumas das características das pessoas resilientes.

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 Mas, o que é essa tal de resiliência?

O termo resiliência tem a ver com a capacidade de um material ou corpo de sofrer pressão e recuperar seu estado original (Thomas Young, 1807) e é aplicado na física, na metalurgia e também na psicologia, quando se trata da capacidade do ser de superar adversidades.No mar, os antigos chamaram de “resilientia”, do verbo “resalio”, que vem do latim e significa “pular para trás, recuperar-se” a ação de “subir no barco virado” que salvava muitos dos marinheiros em caso de mar bravo.

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Lendo sobre o assunto da resiliência lembrei de algumas frases populares, bem batidas, e que a gente nem para para pensar no significado “oculto porém explícito” que nos ensinam, desde pequenos, a sermos resilientes. Pense bem, o resiliente é aquele que não só sobrevive às intempéries mas que também “vive a vida” em toda sua intensidade.

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7 frases para a gente pensar junto

 1) Suba no barco virado

Este lema tem a ver com as gentes do mar: quando um barco se vira, a vida dá uma cambalhota, você pode se afogar ou lutar tenazmente para sobreviver. Então, suba no barco virado, se agarre nas bordas, no que for, e bata a pés, quer dizer, resista e se recupere e se salve.

2) Do limão faça uma limonada

Está azeda a situação? Nada que não se modifique com uma colher de bom humor – experimente. É assim que a gente faz limonada de limão azedo, com açúcar ou mel, o bom humor necessário para se enfrentar a crise.

3) Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima

Lembra desse samba? É uma composição de Paulo Vanzolini, mestre musiqueiro (compositor, tocador, enfim, todo um músico) e zoólogo, paulista, um dos fundamentos da música popular brasileira. Música que pode ser entendida ;- onde o principal é que “levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima” é o que faz todo aquele que é resiliente, não?

4) Sorria ao mau tempo

Enfim, de que adianta você ficar acabrunhado, triste, deprimido se chove lá fora, não é? Mas, se você lembrar o quanto a chuva é necessária para que os frutos cresçam nas árvores, se você buscar o lado positivo das situações, até o tempo mais cinzento vai ficar mais fácil de se suportar.

5) Depois da tempestade vem a bonança

Pois é verdade! A Terra, com sua redondez, seus ventos, suas variações climáticas, as correntes marinhas, enfim, tudo o que interfere na formação de tempestades, funciona em ciclos – às vezes, mais naturais, às vezes, prejudicados pela ação do ser humano mas, sempre, situações cíclicas pois a natureza busca, continuamente, o reequilibrio de seus fatores. Então, não há tempestade, ou mesmo furacão, que vá durar para sempre.

6) Atolou, desatole

É a mesma coisa com a vida: a gente até pode atolar, cair no buraco (ou na valeta, já me aconteceu também) mas, de experiência em experiência a gente vai aprendendo, de um jeito ou de outro. E se fortalece. E até aprende a ver o buraco à distância, não é verdade?

7) Confie, persevere e tenha fé, em você

Simplesmente isso, confie: em você mesmo, nas suas convicções, no seu coração, no seu caráter, no seu espírito, na natureza, no amor. Confiar e ter fé: perseverar, confiar e perseverar um pouco mais, insistir e mais uma vez, continuar em frente. Tenha a certeza de que, um dia, você chegará lá aonde pretende chegar.

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PESQUISA AFIRMA QUE SUCESSO ESTÁ ASSOCIADO AO ESFORÇO, E NÃO À INTELIGÊNCIA

Uma pesquisa realizada nos últimos 35 anos mostra que a expectativa sobre o desenvolvimento de uma inteligência “superior” ou de algum talento deixa as pessoas vulneráveis ao fracasso, pois elas sentem medo de desafios e desmotivação para aprender.

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Em artigo publicado na revista Scientific American, um dos principais periódicos científicos do mundo, a pesquisadora Carol S. Dweck, professora de psicologia da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, diz que valorizar os avanços no processo de desenvolvimento produz grandes empreendedores na escolar e na vida. Para a autora do artigo e outros pesquisadores envolvidos no estudo ao longo de três décadas, pais e professores são responsáveis por garantir o desenvolvimento cognitivo das crianças incentivando-as a serem persistentes com estratégias de resolução de problemas, no lugar de enaltecer a sua inteligência. Ao contar às crianças histórias que enfatizam o trabalho duro, a perseverança e o prazer pela aprendizagem, ensina-se que a mente precisa ser constantemente atualizada para funcionar bem.

A motivação do estudo de Carol nasceu nos anos de 1960, quando ela percebeu que um grupo de roedores desistia de realizar um percurso após sucessivas falhas, ficando estáticos. A pesquisadora interpretou que os animais aprendiam, com esse insucesso, a não ter esperança, pois não recebiam incentivo para superar os desafios.

Intrigada pela “desesperança aprendida”, a pesquisadora decidiu investigar mais profundamente a questão. De acordo com ela, a “desesperança” é aprendida e está ligada à crença das pessoas sobre os motivos que a levam a errar. A pesquisa foi estendida ao campo educacional, sendo realizada com estudantes da educação básica. Notou-se que a falta de esforço dos alunos, que não tem a ver com incapacidade, fazia com que eles cometessem mais erros ao tentar solucionar problemas matemáticos. O estudo, que separou as crianças em dois grupos, incentivou um grupo com elogios sobre o “quanto eram inteligentes” e outro grupo com elogios sobre o “quanto eram esforçados”. O primeiro grupo não conseguiu solucionar problemas mais complexos, enquanto o segundo conseguiu desvendar as dificuldades e avançar.

A explicação para esse resultado é que alunos mais persistentes não pensavam sobre a sua falha, e sim focavam no trabalho de encontrar os erros cometidos durante o processo para tentar corrigi-los. Tal capacidade é denominada resiliência.

Nossa sociedade crê no talento e assume que algumas pessoas têm uma habilidade superior. De acordo com uma pesquisa realizada nos anos de 1990, 85% dos pais acreditavam que louvando a habilidade e a inteligência de seus filhos, quando tinham uma boa performance, faziam com que eles se sentissem mais motivados. Entretanto, os estudos mostraram que isso só fazia com que as crianças se sentissem mais frágeis e defensivas.

Resultado de imagem para imagens sobre desafiosSuperando desafios

Desenvolver a resiliência é um processo que começa no início da vida e deve ser incentivado em casa e na escola. Crianças que são elogiadas por seu talento inato, por exemplo, podem desenvolver uma crença implícita de que elas nasceram inteligentes, e que o esforço para aprender algo novo é menos importante do que ser inteligente para aprender aquilo. O problema nessa crença faz com que elas vejam desafios, erros, e, até mesmo, a necessidade de exercer um esforço, como ameaças ao seu ego – e não como oportunidades para melhorar. Isso faz com que percam a confiança e a motivação quando o trabalho não é mais fácil para elas.

 As pesquisas concluem, portanto, que incentivar o processo (que nada mais é do que a soma de esforço pessoal com estratégias eficazes), ajuda a direcioná-los para uma melhor vida acadêmica e pessoal.

Confira, a seguir, os enunciados que, segundo a pesquisadora, professores e pais devem usar para se comunicar com as crianças, incentivando-as a serem os sujeitos do seu processo de aprendizagem:

– Não diga “como você é inteligente”; diga “você fez um bom trabalho” e explicite os fatores que fazem com que aquele trabalho seja elogiado;

– Não elogie apenas a nota alta obtida em uma prova, foque o elogio no processo, dizendo, por exemplo: “Você realmente estudou para seu teste. Você leu o material várias vezes e testou-se sobre ele. E realmente funcionou!”;

– Não foque no resultado da resolução de um problema, aponte as estratégias usadas pela criança, dizendo, por exemplo: “Eu gosto do jeito que você tentou essa série de estratégias diferentes no problema até finalmente resolvê-lo”;

– Elogie o tempo de estudo, focando no quanto o tempo dedicado influenciou o resultado. Por exemplo: “Você ficou em sua mesa e manteve sua concentração, por isso conseguiu achar a solução. Isso é ótimo!”;

– Não aponte o erro como uma falha imutável. Pelo contrário, mostre que o erro é apenas um desafio a ser superado e ofereça ferramentas para que a criança possa superá-lo para seguir adiante.

Essas estratégias fazem com que a criança perceba que o sucesso não é uma questão de inteligência, habilidade ou classe social, mas sim um mérito do esforço.

Imagem relacionadaVisão pessoal….

Adoro essa explicação sobre o que é perseverança: “Perseverança é o trabalho duro que você faz depois de ter se cansado do trabalho duro que você fez” Atribuem essa frase a Newt Gingrich, pode ser que seja dele. O que eu sei é que esta é a verdade nua e crua do ser resiliente – quem é resiliente persevera pois tem confiança nos seus propósitos e fé nos resultados da sua ação. Se não perseverasse, não adiantavam nem a fé nem a confiança. Pensem nisso……

Inspiração….

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os códigos da inteligência – Eu faço a diferença no mundo

 O Código da Inteligência – Augusto Cury em PDF, 

Existe uma inteligência existencial/espiritual? O debate … – PUC-SP

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