O Processo de Auto-Iluminação

O processo de auto-iluminação nos permite colocar, no lugar mais reservado de nosso ser, a realização do destino pessoal em consonância com os objetivos divinos. Descobrir como encaixar o que fazemos e queremos da Vida com aquilo que acreditamos que sejam os desígnios do Criador, é fundamental na evolução do ser humano. A luz de nossa essência interior deverá brilhar a fim de que se realize em nós a presença de Deus. O ser humano é simultaneamente material e espiritual, pois, se sua origem e raízes estão na Terra, sua destinação e essência se encontram nas estrelas.

No processo de auto-iluminação, após vencidas as barreiras dos processos anteriores, deve-se buscar o estado permanente de paz e harmonia interior e exterior. Isso ocorre quando, além de descobrirmos o sentido da Vida, vamos em busca de novos e maiores objetivos. Nesse estado o indivíduo consegue ser feliz como é, visto que se percebe ainda em processo. Nesse processo de auto-iluminação as dificuldades de compreensão do significado do espiritual já não existem. As dúvidas e resistências em aceitar a realidade espiritual já 95 não perseguem a consciência.

O indivíduo possui uma vivência espiritual adequada à sua tarefa no mundo, sem os medos e receios característicos de fases anteriores de sua vida. A vivência é verdadeira e positiva, na medida que traz benefícios pessoais e coletivos. O contato com o espiritual é simples e sem os complexos mecanismos de defesa anteriormente utilizados. Torna-se possível estabelecer uma relação madura com o espiritual, sem modismo, sem pieguice, e sem subserviência. O espiritual passa a ser o natural na vida do indivíduo, não existindo distância com o material, pois são faces de uma mesma realidade que se complementam para o aprendizado humano.

Nesse processo, o indivíduo percebe a Vida como um fluir constante em que ele é o principal personagem da grande história de sua vida. Ele percebe a Vida como uma melodia permanente, sob o som da qual ele dança a própria Vida, adaptando seu ritmo. A dança da Vida é o viver éticamente buscando realizar o próprio sentido presente nas experiências vividas. O indivíduo durante o processo de auto-iluminação consegue aprender a arte de ser positivo diante de dificuldades, sem o otimismo superficial de quem quer esquecer conflitos sem entender-lhes as causas. Ele consegue entrar em contato direto com o que o incomoda, buscando extrair aspectos das leis de Deus durante a execução de estratégias para sua solução.

Imagem relacionadaQuestiona-se sempre sobre o que deve aprender com as dificuldades que atravessa, visto que sabe não estar livre de vivenciar dificuldades, tampouco incomoda-se em solucioná-las sob tensão, considerando-as aspectos inerentes ao viver.  Sabe adiar recompensas, buscando sentir a Vida a partir das experiências mais simples, sabendo extrair delas o que de melhor possam oferecer. O processo de auto-iluminação geralmente leva o indivíduo a certo destaque em seu grupo ou segmento social, evidenciando e expondo sua vida e suas atitudes perante seus pares.

Neste processo o indivíduo tem consciência de como sua vida influencia a de outros, atentando para a descoberta de como viver a própria vida sem necessariamente atender aos anseios coletivos, nem tampouco desprezá-los. Sua vida pública torna-se extensão de sua vida privada, sem que perca sua autonomia. Sua filosofia de vida é perfeitamente coerente com as normas sociais e com os princípios morais de todas as religiões. Sua vida e seu trabalho, além de atender suas necessidades pessoais, permitem-lhe auxiliar e elevar moral e espiritualmente a sociedade em que vive.

Possui uma certeza interna inamovível que o determina a realizar sempre, motivando-o ao trabalho. Essa certeza interna é uma espécie de mito pessoal transcendente, como uma crença íntima. Tal certeza é quase intraduzível, pois se situa além do tempo e do espaço, identificando-se com a presença interna de Deus na alma humana. É uma certeza que vai além das certezas e incertezas, onde nenhuma dúvida penetra. É uma espécie de dogma pessoal. Como exemplo podemos ver a seguinte afirmação: 

“Sou um ser indestrutível e meu destino me pertence. Vou construí-lo com amor e sabedoria.” É uma simples frase que, se colocada como certeza interna, passa a ter força diante de qualquer desafio externo. Não é uma crença externa, nem uma confissão de fé ou demonstração de  princípios religiosos. É um dínamo interno gerador de movimento para a Vida.

No processo de auto-iluminação o indivíduo tem um permanente diálogo com Deus, seja através da oração ou de atitudes diretamente concorrentes aos Seus desígnios. Esse diálogo é tão sutil que se confunde com um monólogo psíquico interno. É seu alimento diário e constante, pois tem nessa comunicação sua permanente conexão com Deus, que lhe dá a certeza de Sua existência. Sente-se feliz por existir e por estar realizando a própria vida, independente das circunstâncias aversivas ou não que atravesse, tendo a felicidade como um estado de espírito permanente. O desejo e a vontade se constituem na própria essência do espírito, sendo conseqüência de sua existência. Pertencem à esfera mais íntima da individualidade. Freqüentemente permitimos que eles se contaminem pelas necessidades artificiais do ego. É salutar que não tenhamos desejos contaminados, porém é pouco provável que não possamos tê-los, visto que, embora partam da intimidade do espírito, são influenciados tanto pelo ego quanto pelo inconsciente. O indivíduo no processo de auto-iluminação consegue que seus desejos sejam materializados na medida que os situa acima de interesses pessoais egóicos, portanto suas realizações atendem a seu Self e à coletividade. Estar no processo de auto-iluminação não quer dizer que o indivíduo possua poderes especiais, pois os que os têm, e utilizam para o bem comum, necessitam dessa prática para fazer prevalecer sua mensagem coletiva. Tais poderes especiais, mediúnicos ou não, se tornam valiosos instrumentos de penetração de sua mensagem pessoal para a sociedade dos que precisam ver para crer.

Os dotes especiais, adquiridos ao longo das vidas sucessivas, conseqüência natural do uso adequado que fizeram, são habilidades que serão colocadas a serviço do Self, no seu desejo de realização. Ter tais dotes especiais não implica em evolução, mas muitas vezes em necessidade cármica, sem a qual não haveria possibilidade de sucesso na investida reencarnatória. No processo de auto-iluminação o indivíduo percebe que há leis gerais da Vida, às quais ele aprende a internalizar para seu próprio progresso. A integração do aprendizado dessas leis cada vez mais o capacitam a viver no mundo e a ensinar ao mundo sua utilização. São leis gerais da Vida para que a própria Vida se realize através do ser humano.

 É nessa fase que as companhias espirituais amigas se tornam mais evidentes e o contato com antepassados favorece o desenvolvimento de mais realizações na vida. O indivíduo descobre como agem seus guias, bem como desenvolve a habilidade de entender seu próprio guia interior, o Self. 

Algumas pessoas têm como referencial um espírito guia ou uma voz interior. A essa voz ou a esse guia pode-se atribuir características diversas como a uma personalidade. Deve-se procurar atribuir-lhe boas qualidades, como por exemplo: equilibrado, harmônico, amoroso, disciplinado, altruísta, idealista, otimista, entusiasmado, econômico, sincero, humilde, determinado, discreto, despachado, alegre, inteligente, incentivador, criativo, compreensivo, compassivo, etc. Esse procedimento nos auxilia a sintonizar com os bons espíritos. O indivíduo em processo de iluminação não anda buscando gurus ou mestres externos, visto que já percebe os  conteúdos das próprias projeções e das limitações das pessoas que já alcançaram um grau mais elevado de realização e que ainda se encontram vinculados a atividades que exigem atitudes comuns. 

Resultado de imagem para imagens sobre iluminação interior do ser humanoO guia externo é necessário até certo ponto da caminhada, quando ainda não se percebe espírito. Quando o ego se identifica com os propósitos do Self, o guru externo é dispensável. A adoção de um mestre ou guru não prejudica a ação do Self, pois não há mais projeção, mas respeito pelo outro. No processo de iluminação interior o indivíduo descobre a liberdade como compromisso consigo mesmo e com Deus. Sua liberdade é exercida sem qualquer preocupação com as prisões externas, visto que mantém o coração e a consciência disponíveis para suas próprias escolhas.

Nada o prende nem o limita no sentido psicológico, face à sua capacidade de adaptar-se às contingências externas sem alterar seu rumo. Possui a liberdade de ser aquilo que se determinou sem as influências externas, porém respeitando-as. Adquire a consciência de existir a partir da percepção da vontade divina, cuja certeza é alimentada pelas realizações que leva a efeito no campo do bem, do amor e da paz. A consciência da existência não é apenas um dado decorrente da razão, mas sobretudo do sentimento de unidade com o divino. Nesse processo, o indivíduo se sente integrado ao universo como elemento participante dos eventos da Vida. O sentimento de integração lhe permite acreditar no futuro, na transcendência da Vida, na realidade de Deus e nas possibilidades de felicidade. Sente o amor em plenitude, visto que materializa-o através da construção de um mundo melhor. Sua vida é dedicada à realização de si mesmo e de 100 uma sociedade mais harmônica e feliz, onde o ser humano seja reconhecido como espírito imortal.

O iluminado não é o santo, o religioso, mas o consciente de Deus, de si mesmo e de seu destino. É o ser que ama tendo o amor como sentimento que o une ao universo. É o ser que, integrado aos objetivos divinos, manifesta-os em suas realizações sem se ausentar do mundo. O iluminado não é o diferente, mas o que se iguala para realizar sua própria singularidade. Ele nem sempre está nas hostes religiosas, nem nos templos erigidos pelos homens, nem tampouco tem assento garantido nos poderes mundanos, mas se encontra no mundo, servindo a Deus junto aos seres humanos.

Seu lugar é ao lado, compartilhando, crescendo junto, implicando-se e envolvendo-se com as pessoas de sua convivência. Onde existir oportunidade de colocar-se a serviço do próximo, aí ele se fará presente. O indivíduo iluminado sabe que sua capacidade de curar o outro não é ilimitada, muito mais que não é ele o curador. Tem consciência de que, no seu mister de auxiliar o próximo é apenas instrumento divino no processo do outro. Compraz-se em se colocar a serviço da Vida no momento em que o outro lhe projetou a capacidade de curá- lo.

É cidadão do mundo e vive como todos. Eleva-se acima de todos mantendo-se ao lado. Ilumina a quantos passem no seu caminho por receber a luz de todos. É respeitado pelo respeito que tem a todos. É amado por amar, sem exigir retribuição. A auto-iluminação é o estado interior de paz consciente, de harmonia contagiante, de autodeterminação e integração com o Universo e com Deus. É a consciência de si mesmo como espírito imortal, individualizado e plenamente consciente do sentido da Vida.

Lidando com nossos problemas

A primeira e grande observação de magna importância para a compreensão e solução de problemas é que eles pertencem e são causados pela própria pessoa que os tem. Isto é fundamental: seu problema é seu e ninguém é diretamente responsável por ele a não ser você mesmo. Essa colocação não retira o papel das influências espirituais na base daqueles problemas e isso iremos tratar adiante. Indiretamente vários fatores concorrem para que eles existam. Mesmo aqueles que são diretamente provocados por outras pessoas ou pela própria vida (pelo destino), têm suas causas em aspectos desconhecidos ou negados de nossa personalidade, aí incluindo causas oriundas de atitudes de outras vidas. Essa compreensão é fundamental para o estabelecimento de estratégias para a saída deles. Em segundo lugar devemos aplicar a regra da resignificação, isto é, nada é totalmente como pensamos que seja. O significado ou a leitura que fazemos de um conflito pode ser completamente diferente da realidade. Um novo significado pode ser de grande ajuda para a solução dele. Para essa nova visão temos que recorrer a alguém que nos possibilite essa outra percepção e que não seja parte do problema. Quando assim procedemos estaremos ampliando nossa própria visão a partir das percepções de alguém. Por estarmos vivendo o problema perdemos, muitas vezes, a visão de conjunto, o que nos impede de estabelecermos cenários alternativos de soluções. Em terceiro lugar devemos aplicar a regra da solucionabilidade, isto é, nada é insolúvel e não há problema algum que já não tenha se passado com alguém. Isso possibilita a certeza de que há algo mais além de se estar atravessando aquele determinado problema que, certamente, tem solução.

 Aquele problema surgiu em minha vida como uma forma de ensinar-me algo que ainda desconheço. A solução pode estar mais próxima do que imaginamos e ao alcance de nossas possibilidades.

Em quarto lugar, é importante que eu o enfrente, e, para isso, é preciso conhecê-lo bem, procurando entender todas as forças que concorrem para que se torne um problema em mim. Devo verificar se suas causas não se encontram em outras vidas, a partir da percepção de mim mesmo, de minha infância, adolescência e vida adulta. Caso constate que se trata de algo que venha de outra vida, devo evitar repetir o equívoco que cometi não me permitindo deixar de resolver o conflito. Em quinto, o tempo está a meu favor e não devo desesperar-me em busca de soluções mágicas e imediatas.

Muitos dos problemas se resolvem com paciência e determinação, permitindo-se que o tempo atue junto aos fatores determinantes. Sem pressa, porém sem esquecer de buscar alternativas para a solução do conflito. 

Em sexto, ter consciência das influências espirituais que atuam na grande maioria dos conflitos humanos. De um lado, as influências obsessivas, negativas, que atrapalham sobremaneira uma solução ou um desfecho favorável, cujos fatores predisponentes se encontram em vínculos cármicos de vidas passadas. Por esse lado devemos recorrer aos mecanismos conscientes de defesa psíquica, tais como, o passe, a leitura edificante, e, sobretudo, a oração. Do outro lado temos as influências positivas que favorecem nossa percepção das alternativas que melhor nos permitam tirar lições por entre os problemas que nos compete resolver. As influências positivas são muito mais abundantes que as negativas, visto que, aliadas aos bons espíritos, as leis de Deus conspiram a favor do ser humano.

Resultado de imagem para imagens sobre iluminação interior do ser humanoEm resumo:

1. O problema é meu e fui eu quem proporcionou sua existência e devo tentar enxergar as ocorrências da Vida como elas são, aprendendo a assumir minhas responsabilidades, não culpando a ninguém nem a mim mesmo;

2. Posso vê-lo de outra forma desde que saia da posição egóica em que me situo, tentando entendê-lo a partir de outro referencial;

3. Ele é solucionável e está a meu alcance a saída, sendo de minha responsabilidade verificar o que me compete fazer no momento;

4. Devo conhecê-lo bem para enfrentá-lo, sem relegá-lo ao esquecimento, nem tampouco reagir imediatamente a ele, movido pela emoção descontrolada;

5. Ao procurar a solução devo buscar agir sem ferir a ninguém nem colocar-me como vítima. Devo 104 procurar não lutar contra as pessoas, mas agir em favor de mim mesmo, sem precisar atacar para defender-me;

6. O tempo está a meu favor, pois a paciência é uma virtude desejável em todos os momentos;

7. Minha determinação, os bons espíritos e Deus são forças que conspiram a meu favor, independente do contrário;

8. Devo sempre perguntar-me por que estou passando por esse problema.

Resultado de imagem para imagens sobre iluminação interior do ser humanoVisão pessoal…

Existem vários conflitos que afligem o ser humano e que, muitas vezes, atrapalham sua marcha evolutiva, muito embora lhe acrescentem algumas lições em sua jornada. São problemas comuns e que vão se modificando a cada época de nossa história, mas que merecem atenção e cuidado na busca de soluções. A grosso modo podem ser vistos sob diferentes ângulos, porém cada pessoa atravessará seu problema de forma particular e, por esse motivo, deve-se buscar formas específicas de resolvê-los, entendendo-se que o mesmo problema em pessoas diferentes terá, necessariamente, soluções distintas. O ser humano é singular e seus problemas são, da mesma forma, singulares e exigem modos distintos de compreensão e solução. Durante muito tempo aprendemos que as atitudes sociais, em respeito à boa educação, deveriam concorrer para que os indivíduos mostrassem sua índole e caráter. Eles deveriam: aparentar segurança, não manifestar emoções e, muito menos, confidenciar seus problemas. O resultado disto é uma sociedade altamente inibida e que manifesta seus problemas íntimos através das doenças do corpo e, principalmente, doenças psíquicas. A alternativa é  desabafar, chorar, pedir ajuda, contar e expressar suas emoções e problemas. Aprender a confessar, buscando ser verdadeiro em suas palavras, sentimentos e atitudes. Diante daquilo que não conseguimos entender devemos tomar algumas atitudes que possam nos retirar do marasmo e da inércia.

Inspiração….

1-O despertar de uma nova consciência

Eckhart Tolle

2-Momento de despertar
Shakti Gawain
3-Psicologia da Alma
Dr Joshua David Stone
4-Um Curso em Milagres
Foundation for de Inner Peace
5-Ascenção Cósmica-roteiro para os reinos desconhecidos da luz
Dr Joshua David Stone
6-Sua missão ascencional-O seu papel no Plano Maior
Dr Joshua David Stone
7-Ascenção Cósmica
James Tyberonn
Monicavox
Recomendo….
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