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O Biomagnetismo

O QUE É BIOMAGNETISMO?

Ao longo de sua história, adentrando no século XXI, a Humanidade se depara com crescente e acelerado progresso tecnológico em curto espaço de tempo, não estando consciente das consequências decorrente do mesmo. O homem moderno está ameaçado por sua tecnologia e sufocado pela pressão do capitalismo e em meio a este turbilhão de ofertas e produtos como processa o “viver bem”? Então, como aliviar o simples estresse e buscar uma vida digna com saúde equilibrada? No dia a dia do consultório nos deparamos cada vez mais com sintomas e psicossomatização, devido ao elevado grau de estresse e pouca qualidade de vida que o ser humano usufrui atualmente. Desta forma a psicoterapia bioenergética, associada a procedimentos terapêuticos que impulsionem o organismo ao processo de cura natural, estimulando a saúde na busca do livre fluxo de energia, resulta em rápido e eficaz equilíbrio bioenergético. A partir deste fato, buscou-se como objetivo a oportunidade de apresentar e divulgar esta pesquisa, sobre a aplicação prática do biomagnetismo, aos profissionais da área clínica, primordialmente aos psicoterapeutas bioenergéticos, que visam proporcionar a harmonia e equilíbrio entre corpo, mente e meio ambiente aos seus pacientes.

Considero a magnetoterapia, após contínuos anos de pesquisa e estudo, como excelente fonte e instrumento terapêutico, que pode vir a contribuir no enriquecimento profissional do terapeuta holístico, que busca o equilíbrio bio psico social do indivíduo. As condições da vida moderna, com seus prédios de aço e concreto, carros, trens, ônibus, aviões e metrôs, sem falar na tecnologia pessoal, celular e notebook, privam os seres humanos da exposição regular, necessária e benéfica ao campo eletromagnético da Terra.

Devido à ausência de contato com a natureza decorrem doenças causadas pela “anergia”, isto é, a perda do potencial de força curativa natural dos organismos. O que vem sendo comprovado pela “Síndrome da Deficiência do Campo Magnético” (SDCM), com os sintomas de rigidez nos ombros, costas e pescoço, dor no peito e insônia de causa desconhecida, cefaléia, tontura, desequilíbrio do sistema nervoso central e fadiga generalizada, entre outros, enunciado por Nakagawa. (SOUZA, 2005, p.74)

A MTC vem conquistando grande número de adeptos por tratar o indivíduo de forma holística e integrativa, considerando a energia “Qi” como a essência substancial e orgânica do viver, volta-se a distribuir a energia através dos meridianos do corpo, evitando a estagnação do “Qi”. A Bioenergética, psicoterapia corporal, que leva o indivíduo a reencontrar-se com seu corpo liberando couraças e área de tensões musculares na busca do desbloqueio de energia compartilha dos mesmos objetivos em relação ao livre fluxo de vitalidade no organismo.

Por outro lado o Biomagnetismo por restabelecer a coerência de informações nos campos corporais elétricos vitaliza as células estimulando o potencial natural de eletromagnetismo no organismo, além de proporcionar profunda sensação de bem estar, devido ao aumento de circulação dos fluídos corpóreos, extingue a estagnação que causa adoecimento e dor. Tais considerações associadas à visão da Medicina Tradicional Chinesa nortearam a pesquisa para a utilização dos ímãs terapêuticos aplicados aos acupontos. Despretensiosamente surge uma proposta terapêutica, que impulsiona a energia vital otimizando os sistemas neurofisiológicos e suas funções, confirmando o conceito de ser humano multidimensional.

Portanto pode-se mencionar que tanto o biomagnetismo, como a acupuntura, enquadram-se no ocidente como terapias complementares ou energéticas, sendo compatível e especialmente recomendável se alternadas com técnicas terapêuticas que melhorem a área emocional e possam ajudar a potencializar o sistema imunológico, na visão de CÓRDOVA (2006), explanada na revista chilena “Mundo Nuevo”.O Campo Magnético e o Equilíbrio da Saúde A energia magnética natural da Terra, ou geomagnetismo, apresenta ainda hoje uma origem desconhecida. Segundo Birla e Hemlin (2002), alguns físicos propõem que há um gigantesco magneto no centro da Terra, massa magnética ou corrente elétrica responsável pelo campo magnético. Mas, outros defendem que a origem está a uma grande distância do planeta. E terceiros sugerem que esse campo magnético é criado pela ionização das camadas de ar que envolve a Terra. Os autores consideram provável que todas as hipóteses sejam parcialmente verdadeiras.

Os geofísicos acreditam que parte do campo magnético é gerada no interior da Terra a partir do ferro existente no centro do planeta. Após esta explanação Birla e Hemlin (2002) complementam citando: “o campo magnético mensurável na superfície da Terra é de cerca de 0,5 Gauss e estende-se até 64.000 quilômetros a partir da superfície do planeta, formando a zona conhecida como magnosfera”. (BIRLA e HEMLIN, 2002, p.36) Gerber (2002), alerta sobre variedades do campo magnético, em relação ao local e hora do dia. Sempre é mais forte do lado escuro do planeta, isto porque durante o dia a magnosfera interage com os ventos solares magnéticos, os quais a comprimem enfraquecendo a intensidade do campo magnético. As últimas considerações sobre o campo magnético e sua pulsação com “freqüência máxima de oscilação de cerca de 7,8 ciclos por segundo, também é conhecido como ressonância da atividade geomagnética de Schumann”.

Quanto ao metabolismo de energia do referido campo, parece ser do tipo lento, visto que aumenta e diminui de intensidade em ciclos de 500 mil anos. Avaliações atuais revelaram a redução de 90 por cento na força do campo, que diminuiu de 4 Gauss para cerca de 0,4 a 0,5 Gauss. (GERBER, 2002, p. 295) Córdova (2006) salienta que a enfermidade se produz quando se estabelece uma distorção ou desequilíbrio entre as cargas positivas ou negativas, chegando a envolver órgãos completos, mas explica que: O Biomagnetismo pode corrigir estas distorções eliminando o excesso de cargas negativas com o pólo negativo do ímã, as quais são neutralizadas pelo excesso de cargas positivas, que saem pelo pólo positivo do magneto, até alcançar o ponto de equilíbrio saudável para o corpo humano”. (CÓRDOVA, 2006); A atuação do magnetismo sobre a saúde é compreendida pelo autor a partir da definição de que: 

O Biomagnetismo é um método terapêutico que utiliza ímãs comuns de média intensidade, para restabelecer o equilíbrio bioenergético do organismo e assim recuperar a saúde.

Colocando ímãs em pontos específicos do corpo, se consegue corrigir disfunções energéticas e exterminar em breve tempo, vírus, bactérias, fungos e parasitas”. (CÓRDOVA, 2006)

Princípios básicos do Magnetismo

Da mesma forma que a Terra, considerada um imenso magneto, possui dois pólos magnéticos, Birla e Hemlin (2002) conceituam que “todo magneto tem dois pólos, identificados como norte e sul”. Denominou-se como “norte” o pólo por onde as linhas de força entram e “Sul” o pólo por onde elas saem. Informam ainda que: “o pólo sul é associado com uma carga positiva e o pólo norte com uma carga negativa”. (BIRLA e HEMLIN, 2005, p. 62) Os tipos de ímãs utilizados para fins terapêuticos, especificados por Mortari (2007) são os artificiais, com poder de atração que pode durar até mais de dez anos, já que os naturais possuem um magnetismo mais fraco, sendo classificados em função de sua potência em grandes (3.000 Gauss), médios (1.500 Gauss) e pequenos (250 Gauss).

Síndrome da Deficiência do Campo Magnético (SDCM)

Ao considerar que os seres vivos necessitam de uma exposição diária ao campo geomagnético, já diminuído, qualquer fator que bloqueie ou cause enfraquecimento adicional do magnetismo terrestre pode vir a causar os efeitos deletérios sobre a saúde humana. De forma inversa, qualquer coisa que possa ajudar ou manter um nível apropriado de exposição ao campo geomagnético da Terra deve ser vantajoso para os seres humanos. (GERBER, 2002, p. 295) Quanto aos sintomas da SDCM a pesquisa de Kyoichi Nakagawa, publicada em 1976 no “Japan Medical Journal” com o título de “Síndrome da Deficiência do Campo Magnético”(SDCM) identificou os sintomas de: rigidez nos ombros, costas e pescoço; lumbago difuso; dor no peito de causa desconhecida; dor de cabeça freqüente e cabeça ‘pesada’; tontura; insônia de causa desconhecida; prisão de ventre constante; desequilíbrio do sistema nervoso central, ou ataxia, e fadiga generalizada. (BIRLA e HEMLIN, 2002, p. 81).

Como é uma síndrome, só pode ser diagnosticada se os sintomas persistirem após o tratamento da doença. Portanto, o paciente terá de responder a um tratamento baseado no magnetismo para que a SDCM possa ser diagnosticada com certeza. (BIRLA e HEMLIN, 2002, p. 81). A princípio, ao se eleger a patologia a ser pesquisada não havia o foco na SDCM, porém como o biomagnetismo volta-se a estes sintomas, foi impossível deixar de perceber a existência dos mesmos nos quadros de DTM. Disfunção Temporomandibular (DTM); Optou-se pela patologia de DTM por envolver além do comprometimento orgânico funcional, os aspectos emocionais de estresse e ansiedade. Neste estudo o termo DTM vem a designar as condições dolorosas de origem músculo-esquelético mandibulares, principalmente de natureza crônica. As dores craniofaciais de origem odontológica são decorrentes de disfunção do sistema estomatognático. As DTMs abrangem várias condições que acometem a articulação temporomandibular (ATM), a musculatura mastigatória e estruturas associadas. Constatou-se que são de natureza diversa, portanto, a etiologia das DTMs é multifatorial e ainda não está bem esclarecida. Convém ressaltar Stohler (1995) que pesquisou “a existência de condições psicológicas predisponentes de dor muscular mastigatória”. Porém não se tornou evidente um perfil psicológico de doentes com DTM. O que ocorre diante da dor crônica é uma alteração de humor e quadros ansiosos. Outros estudos alertaram que as oscilações de humor são conseqüência e não a causa da dor crônica, da mesma forma que a alteração emocional não é proporcional à gravidade da doença.

Terapêuta-João Carlos Magalhães-Biomagnetismo-Terapeuta e Professor Registrado

 

 

 

 

Biomagnetismo-Contextualização Histórica

As primeiras medições do campo bioelétrico associadas ao corpo humano datam de 1887, quando o primeiro eletrocardiograma (ECG) foi registrado,as quais foram seguidas, na década de 1920, pelas medições das atividades elétricas dos músculos do estômago, as quais controlam os movimentos de contração e relaxamento, cuja técnica é denominada de eletrogastrograma (EGG) . Ainda, no fim desta mesma década, aparecem os primeiros relatos de detecção da atividade elétrica do cérebro – eletroencefalograma (EEG) . Por outro lado as medições de campo magnético associadas ao corpo humano surgiriam apenas algumas décadas depois. Esse fato decorre tanto da maior complexidade tecnológica demandada para detecção dos campos magnéticos associados aos seres vivos (os quais são de intensidades muito baixas) , quanto do descrédito da comunidade científica, advindo de práticas de charlatanismo por parte de médicos – ou falsos médicos – que alegavam curar seus pacientes usando técnicas quase esotéricas associadas ao magnetismo . Datam do século XVIII as primeiras idéias relacionadas a campos magnéticos produzidos pelo corpo humano. O médico Franz Anton Mesmer  (1734-1815), nascido numa aldeia próxima ao lago de Constança, na Suábia, região que atualmente pertence à Alemanha, foi o primeiro a propor que o corpo humano fosse composto por uma espécie de “fluido magnético” . Ele se dizia capaz de curar as mais variadas doenças ao posicionar imãs em determinados pontos do corpo. Não levou muito tempo para que Mesmer fosse acusado de charlatanismo . O que Mesmer não sabia é que a geração e propagação de campo magnético em tecidos biológicos, como os presentes nos diversos órgãos do corpo humano, seria científicamente comprovada, mais de um século após sua morte .

Mais precisamente, as primeiras medições datam da década de 1960. A medição de campos magnéticos associados a seres vivos deu origem ao chamado biomagnetismo, o qual é um campo interdisciplinar que envolve física, biologia, medicina, engenharia, metrologia, entre outras áreas da ciência. Através dessas medições é possível, p. ex., obter informações sobre sistemas biofísicos, realizar diagnósticos clínicos e desenvolver novas terapias . Considerando as características de não-invasividade, não-necessidade de contato com o paciente e inocuidade, associadas à possibilidade de obtenção da distribuição temporal e espacial do campo magnético e localização de suas fontes bioelétricas; a técnica de medição do campo biomagnético apresenta importantes vantagens em sua aplicação clínica. Um aspecto importante da técnica consiste na possibilidade de acesso a informações sobre as correntes primárias de ativação elétrica tecidual (correntes primárias) de forma não-invasiva, sem influência significativa das não-homogeneidades do volume condutor ao redor dos tecidos, o que não é possível utilizando-se a técnica convencional de medição da atividade biolétrica por meio de ECG ou EEG, dado o fato de que estes se baseiam sómente nas correntes secundárias, geradas no volume condutor .

O Cardiomagnetismo

Refere-se à detecção, análise e interpretação dos campos magnéticos gerados pela atividade elétrica do coração. Há cerca de 46 anos atrás, Baule e McFee realizaram a primeira medição de um magnetocardiograma (MCG) utilizando um conjunto de bobinas de cobre em um campo aberto – afastado do ruído magnético urbano . Como parte de seus vastos estudos teóricos e experimentais, eles também propuseram diferentes métodos de medição e analisaram diversas geometrias inovadoras de bobinas para a correta predição de muitos parâmetros do MCG. Em 1967,Safonov et al. e Cohen relataram, pela primeira vez, medições de sinais de MCG dentro de um ambiente laboratorial, com o paciente e as bobinas de medição colocados dentro de uma câmara magneticamente blindada . Contudo, o grande avanço no estado da técnica ocorreu com o desenvolvimento do SQUID (Superconducting Quantum Interference Device), no final da década de 60 , o mais sensível transdutor de campo magnético em tensão elétrica. Datam de 1970 as primeiras medições de magnetocardiogramas utilizando SQUIDs em câmaras magneticamente blindadas . Durante a década de 1970 e no início dos anos 1980 foram realizados estudos comparando o MCG com os eletrocardiogramas padrão (ECGs). Essas medições combinadas foram utilizadas para gerar mapas de campo magnético (MFM – Magnetic Field Map) e correlacioná-los a patologias cardíacas .

Pode-se dizer que, no contexto internacional, o principal evento de biomagnetismo é a série de conferências BIOMAG – International Conference on Biomagnetism, a qual teve seu início em 1976, na cidade de Cambridge, em Massachussetts, nos Estados Unidos da América. Nessa primeira edição o número de participantes foi de apenas 23 . Atualmente, a BIOMAG constitui uma série de conferências bianuais que já passou por diversos países incluindo: Estados Unidos, Japão, Alemanha, Áustria, Finlândia, Canadá, entre outros. Ao contrário do pequeno número de participantes do primeiro evento, a BIOMAG2004 (Boston, USA) contou com a participação de mais de 600 representantes provenientes de mais de 15 países , e mais recentemente, a 17ª edição realizada em 2010 na cidade de Dubrovnik, na Croácia, contou com a contribuição de 416 autores provenientes de 22 países .

AS POSSÍVEIS APLICAÇÕES

As pesquisas nessa área têm explorado diversos métodos não-invasivos de medição dos campos biomagnéticos, que podem vir a ser usados para diagnósticos mais precisos, auxílio a tratamentos e identificação (pré- cirúrgica) de áreas afetadas em diferentes órgãos do corpo. Outras técnicas já conseguem, em grande parte, esses resultados, mas são em geral invasivas. Assim, o biomagnetismo poderá ser uma alternativa prática, rápida e segura e, em alguns casos, menos custosa. As áreas de pesquisa nas quais é maior o potencial para futuras aplicações são o neuromagnetismo, o cardiomagnetismo, o gastromagnetismo, o pneumomagnetismo e a biossusceptibilidade magnética. No neuromagnetismo, os dados obtidos sobre os campos magnéticos cerebrais, com os métodos já disponíveis, permitem várias aplicações, como na pesquisa sobre o funcionamento do órgão.

Os campos podem ajudar a ‘mapear’ o processamento (feito através de impulsos elétricos) das informações no cérebro. Saber onde e quando certas informações são processadas é importante para a neurociência, e os dados também podem ajudar a entender certas patologias e a formular novas terapias. O alto custo ainda limita o uso clínico da magnetoencefalografia (MEG) o registro dos campos magnéticos cerebrais. No entanto, a rapidez na obtenção de dados, a não-invasividade e a excelente resolução temporal a tornam uma técnica de grande potencial. Sua aplicação é crescente na determinação pré-cirúrgica de áreas afetadas do cérebro, no mapeamento de regiões de atividade cerebral e na localização de atividade ligada à epilepsia.

Vários grupos pesquisam métodos mais acessíveis para localizar regiões cerebrais através de campos magnéticos e caracterizar suas anormalidades, em geral ligadas a doenças. O estudo das atividades magnéticas cerebrais é realizado básicamente de duas maneiras: pelo registro de sinais espontâneos do cérebro (como a onda alfa) e pelo registro de respostas a estímulos externos (campos evocados). Em ambas, o registro precisa ser feito em diversos pontos para que a fonte seja localizada. Os estímulos externos, porém, podem ser alterados de modo controlado, obtendo-se a informação de interesse por um processo de média dos sinais magnéticos vindos de regiões ativas . Recentemente, esse tipo de imagem tem sido combinada às obtidas por ressonância magnética nuclear, o que gera as chamadas ‘imagens multimodais’. Dentro das aplicações do biomagnetismo, o coração é o segundo órgão mais importante, em função da grande incidência das doenças cardíacas e das chances de intervenção. A magnetocardiografia (MCG) tem o mesmo potencial de diagnóstico da eletrocardiografia (ECG) e acredita-se que poderá localizar fontes de atividade elétrica anormal no coração sem a fixação de dispositivos na pele do paciente ou no órgão.

PULMÕES E ESTÔMAGO

A concentração de partículas ferromagnéticas nos pulmões (pneumomagnetismo) é obtida medindo-se a magnetização remanente (a que resta após a aplicação do campo). No caso do acúmulo de partículas paramagnéticas em outros órgãos (como o fígado) ou tecidos, mede-se a susceptibilidade magnética . Nessa técnica (biossusceptometria), a medição é feita durante a aplicação de um campo pouco intenso. O campo aplicado é alterado pelo magnetismo induzido nas partículas paramagnéticas presentes no órgão avaliado, e o campo resultante é proporcional à concentração das partículas. A medida do campo magnético gerado pela atividade elétrica do estômago é chamado de magnetogastrografia. Essa técnica tem sido desenvolvida para avaliar a freqüência dessa atividade, sua velocidade de propagação e seu comportamento sob diferentes condições alimentares (e no caso de ingestão de drogas).

Perguntas Frequentes

1) Como funciona o Biomagnetismo Médico ?
Atua sobre as células do corpo, proporcionando o equilíbrio energético e o PH ( potencial de hidrogênio ) para eliminar o vírus, bactérias, fungos, parasitas e disfunção de órgãos, em qualquer ser humano.

2) Tem algum efeito colateral o Biomagnetismo Medico ?
O Biomagnetismo Médico não causa nenhum efeito colateral, uma vez que os ímãs são colocados sobre o corpo do paciente sem máquinas e sem procedimentos invasivos.

3) O Biomagnetismo Médico pode ser alternado com outros tratamentos ?
O Biomagnetismo Médico não é contra indicado a qualquer tratamento, pode levar simultaneamente com a medicina alopática ou qualquer outro ramo da medicina alternativa.

4) É doloroso o tratamento com o Biomagnetismo Médico?
Os magnetos usados no tratamento do Biomagnetismo Médico são de alta potência, mas não estão ligados a qualquer máquina, portanto o paciente não sente nenhuma dor durante a aplicação.

5) Se eu tiver uma prótese de metal, posso receber tratamento?
Regularmente próteses são feitas de aço cirúrgico ou titânio e não conduzem o magnetismo, assim, pode ser tratado com Biomagnetismo Médico, apesar da prótese.

6) Crianças podem ser tratadas com o Biomagnetismo Médico?
O Biomagnetismo Médico pode ser aplicado em pacientes de todas as idades , desde bebês até idosos. Na verdade, as crianças respondem mais rapidamente ao tratamento. O único detalhe é a criança ficar sem mover-se durante o rastreio.

7) Quanto tempo dura o tratamento com o Biomagnetismo Medico?
Cada sessão dura cerca de uma hora, onde se faz um rastreio e logo o tratamento com os ímãs que são colocados por 15-20 minutos.

8 )Em quantas sessões eu posso ver os resultados?
Nenhum paciente é igual ao outro, no entanto, os resultados começam a ser visto a partir da primeira semana de tratamento.

9) É um tratamento caro?
O tratamento com o Biomagnetismo Médico tem um custo semelhante de qualquer visita a um especialista em medicina alopática ou alternativa, o custo é reduzido pelo fato de que o terapeuta biomagnético fornece a solução a padecimentos sem o uso de fármacos.

10) Em que casos não se pode aplicar este tratamento ?
O Biomagnetismo Médico não pode ser utilizado em paciente que:
– Receberam quimioterapia ou radioterapia.
– Pacientes com marca-passo.
– Gravidas.

Biomagnetismo Médico e sua comprovação científica

Visão pessoal…

Os resultados dos estudos mostram a verdadeira eficácia da terapia Biomagnetismo numa vasta lista de patologias. Muitas pessoas provávelmente vão preferir ignorar os resultados positivos, até que estes sejam “abençoados” por parte das autoridades oficiais de saúde. O problema é que essas autoridades reagem muito lentamente por causa da burocracia e da pressão de indústrias poderosas. Essas grandes corporações vêem o seu negócio ameaçado por soluções médicas mais baratas, naturais, limpas e eficazes. E nesse tempo de impasse, milhões de pessoas em todo o mundo ainda morrem de doenças que podem ser curadas hoje a baixo custo e de forma simples. Mas, mesmo que uma minoria com poder e dinheiro possam tentar acabar com este progresso, o Biomagnetismo já é um fenômeno inevitável em todo o mundo e cada vez mais e mais pessoas comprovam a evidência dos fatos. Já existem 15 mil terapeutas de Biomagnetismo no mundo hoje em dia, especialmente na América Latina, e este número continua a crescer exponencialmente, porque este sistema de diagnóstico e cura é também simples e rápido de aprender e aplicar, e não requer estudos de medicina anteriores. Além disso, não tem efeitos secundários e não pode causar qualquer dano, se mal aplicadas. Os sucessos de cura esmagadora do Biomagnético é a razão para que cada vez mais médicos e terapeutas incorporem esta técnica em suas consultas diárias. E é por isso que alguns países já incorporaram em seus sistemas de saúde pública e em seus departamentos universitários esta terapia.

Inspiração….

Dr. Hailson Fábio

 http://biomagnetismomedico9.webnode.com/tratamentos/

Terapêuta-João Carlos Magalhães-Biomagnetismo-

Monicavox

Recomendo….

 

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UMA VISÃO HOLÍSTICA DO SENTIDO DA VIDA

O ser humano deve cada vez mais tornar seu conhecimento sobre a Vida holístico, isto é, procurar ampliar sua visão sobre o mundo, acumulando o saber já alcançado. A cada dia deve perceber cada vez mais como as leis espirituais se processam, com o intuito de viver bem em sociedade. O grande objetivo da evolução é ascender espiritualmente e isso se dá pelas aquisições dos paradigmas das leis de Deus e da capacidade de distinguir emoções em si mesmo, quando estas ocorrem. Esse conhecimento implica em saber e em vivenciar, em conhecer e praticar as leis de Deus, através do amor à Vida. Conhece-se as leis pela convivência e participação social.

Conhecer não é saber, tanto quanto gostar de alguém não é saber amar. É preciso aprender a usar as leis do Plenum Cósmico/ Deus, como também a distinguir sentimentos.  O impacto de uma nova encarnação, o contato com o mesmo ou um novo grupo familiar, a constituição de novas relações, a reconstrução de uma nova identidade social, as transformações sociais, as pressões internas das memórias de vidas passadas, os desafios das provas e expiações, bem como a necessidade de progredir, levam o espírito à tomada de atitudes e a comportamentos cada vez mais complexos, estabelecendo-se, no seu somatório, o que chamamos de personalidade integral. Ela é o conjunto constituído de sua essência individual e das reações a essas motivações. Por uma delas apenas não se pode reconhecer o nível de evolução em que se encontra o Espírito. 

Um comportamento não é suficiente para revelar uma personalidade. A cada encarnação ele vai aprendendo algo mais acerca das Leis da Fonte Criadora/ Deus, sendo-lhe sempre uma surpresa voltar ao corpo físico. Pertencer a um novo grupo familiar constitui-se em campo fértil para novas realizações com encontros e desencontros. 

Com aqueles entes, com os quais geralmente já conviveu no passado, ele vai estabelecer novas formas de relação e de aprendizado. Novas relações serão construídas a partir da educação que venha a ter e dos vínculos que venha a construir. Terá uma nova concepção sobre si mesmo calcada em valores do grupo sócio-cultural do qual fará parte. Entretanto só se libertará da antiga visão de si mesmo à medida que complete o processo reencarnatório e se desligue psicologicamente das novas relações familiares. Esse desligamento não é físico, mas psicológico, principalmente quanto à tomada de decisões sobre seu próprio destino e suas escolhas.

Nessa nova encarnação, seu passado reencarnatório, então inconsciente, será como um propulsor latente, lembrando-lhe a todo momento seu potencial já acumulado. Viverá movido por ele, pelos estímulos externos, pelo progresso inevitável e pela sua vontade interna. As provas e expiações que tenha que passar estarão presentes a dinamizarem sua vida não lhe permitindo ultrapassar uma fronteira sem o devido saber. 

Por vezes, a presença de alguém em especial poderá modificar todo o seu planejamento de Vida, levando-o a caminhos não previstos. Esses caminhos poderão fazê-lo progredir mais ou atrasar-se em sua marcha na direção da felicidade pretendida. Espíritos de escola podem surgir em sua vida, através da reencarnação, e tocá-lo a uma nova ordem de valores, fazendo-o alcançar patamares que só conseguiria após muitas encarnações. São como “anjos-de guarda” encarnados. 

O Espiritismo não é uma camisa de força para o comportamento humano. Por ser um saber que liberta, deve levar à felicidade e não ao degredo. Proibições não pertencem aos seus princípios, porém, assumir conscientemente responsabilidades pelos próprios atos representa norma de conduta espírita. O ser humano, em sua caminhada evolutiva, deve ter direito a escolhas devendo buscar aquilo que lhe convém de acordo com seu momento de vida. As diretrizes básicas podem ser encontradas em muitas doutrinas filosóficas ao longo das Eras. Quando afirmamos que o Espiritismo nos permite conhecer as Leis Maiores, é preciso que entendamos que lei é um processo pelo qual o que é desconhecido se realiza, isto é, tudo que ocorre se dá dentro dos limites de leis.

As Leis Maiores, ou leis espirituais, dão sentido à Vida. Leis são processos de criação e de materialização da própria Vida. Podemos dizer que as leis da Fonte/ Deus, longe de serem apenas  morais, são leis gerais ou espirituais, num sentido mais amplo, nas quais a Vida acontece. Costumamos pensar que as leis do universo funcionam da mesma forma como pensamos, isto é, linearmente, matemáticamente. Transferimos nosso modo de pensar e idealizar as coisas para o funcionamento das leis. Não temos idéia real de como as coisas ocorrem em essência. Pensamos racionalmente e acreditamos que as leis funcionam da mesma forma como as idealizamos.

O funcionamento das leis da Vida deve ser percebido enquanto elas se processam em nós. As ações isoladas nem sempre nos dão essa dimensão, sendo necessário olhar-se ao longo de certo período da existência humana, que pode variar de dias a décadas. Independente das escolhas pessoais, deve-se verificar como os fatos externos nos atingem e como se desenrolaram sem lhes atribuir responsabilidade direta a ninguém. Não há culpa pelo que sofremos, muito menos por causa de alguém, por mais que haja uma intencionalidade da pessoa em nos atingir. A “culpa”, que prefiro chamar de responsabilidade, de tudo que nos ocorre, nos pertence. Atraímos nossos agressores por termos necessidade de nos educar. Infelizmente eles se colocaram nessa condição. Se eles não o fizessem, as leis de Deus o fariam, por outros meios. A Vida nos responde como necessitamos aprender. As pessoas, sem lhes tirar o livre arbítrio, são instrumentos para que as lições, as quais precisamos aprender, nos cheguem. Deus não necessita de vingadores. O ser humano assim se coloca por imperfeição.

A percepção das leis da Vida decorre de sua utilização. Utilizá-las significa permitir-se viver situações sem que isso prejudique terceiros. Experienciar emoções, sentimentos, atitudes, pôr em prática idéias, senti-las e 181 analisar suas conseqüências, significa aprender e viver uma vida melhor a cada nova experiência. Ter recursos, ou não tê-los, pode possibilitar aprendizagens semelhantes aos indivíduos, independente de suas capacidades intelectuais ou morais. As experiências da perda, do ganho, da cobiça, do desapego, da competição, da inveja, da falta e do excesso, serão vividas por todos, tendo ou não recursos materiais. Naqueles momentos em que experienciarem os processos respectivos, estarão aprendendo algo das leis da Fonte/Deus. Não são essas leis aplicáveis apenas particularmente às ligações entre espíritos, no que diz respeito à mediunidade, às influências entre encarnados e desencarnados ou aos aspectos morais, mas leis da Vida em toda sua extensão. Elas sempre estão funcionando em todas as circunstâncias e em todo o Universo.

A aquisição dos elementos ou paradigmas que alicerçam essas leis se dá dia a dia, através da repetição de experiências semelhantes, no percurso da evolução, que ocorre no tempo longo da trajetória do Espírito. Só as repetidas experiências, através de encarnações sucessivas, bem como no interstício entre elas, possibilitam a sedimentação dos parâmetros das leis da Vida. Uma experiência por si só não é suficiente para estabelecer que já se aprendeu determinado aspecto de uma lei. É preciso vivenciar as várias situações e possibilidades que ela estabelece para seu verdadeiro conhecimento. Uma lei da Fonte/ Deus não significa um saber pontual e perfeitamente delimitado numa determinada situação enfrentada pelo Espírito. Elas, as leis de Deus, se estruturam em paradigmas que devem, um a um, ser apreendidos pelo Espírito em evolução. 

Essa apreensão se dá ao longo do tempo, em sucessivas experiências, sob ângulos distintos, nos mais diversos papéis sociais e sob condições múltiplas. Uma encarnação mal dá para se apreender um dos princípios que compõem apenas uma das infinitas leis. Esse processo de descoberta das leis da Fonte/ Deus se dá de forma coletiva, isto é, as experiências embora introjetadas individualmente, decorrem de vivências comuns. São apreendidas nas relações entre os indivíduos e nas atitudes perante as transformações que ocorrem no meio. O aprendizado isolado apresenta características diferentes do que decorre da relação do ser humano com seu semelhante. Mesmo tendo aprendido a conhecer-se num isolamento refazedor, ele deverá complementar seu aprendizado no convívio com seus pares.

As mudanças desejadas e as efetuadas em meditações e retiros, obrigatoriamente deverão ser submetidas à prova da convivência. Duas pessoas que se relacionem em qualquer papel social poderão estar aprendendo aspectos diferentes das leis da Vida. E se estiverem em momentos evolutivos distintos, poderão estar aprendendo aspectos diferentes de leis também diferentes. A percepção dos mecanismos sutis das leis de Deus representa uma preparação para a ascensão espiritual que se almeja.

Esses mecanismos, às vezes, chegam à nossa percepção nas atitudes e ocorrências mais simples e com pessoas a quem nem sempre damos a devida importância. As leis de Deus são múltiplas e de alcance infinito. Podemos percebê-las em todos os momentos da Vida. 

Minha mente é um canal de comunicação com o universo à minha volta

Cada vez mais percebemos que nossa mente está conectada ao universo. Minha mente é um canal de comunicação com o universo à minha volta sendo um veículo aberto à recepção e emissão de idéias e emoções. Vivemos num universo onde transitam ondas ou partículas em freqüências diversas que a mente humana nem sempre é capaz de registrar, mas que varam distâncias incríveis, inacessíveis diretamente à consciência. Às vezes são tão sutis que nem os mais sofisticados aparelhos lhes registram a existência. Independente da tecnologia de hoje, o ser humano sempre esteve imerso nesse universo de emissão e captação de mensagens, sejam oriundas de seus pares ou da própria natureza com seus sinais espontâneos. O universo vibra, pulsa e reverbera a freqüência divina nas mais diversas gradações. Não importa no momento se são ondas, partículas ou fluidos, ou sua natureza física, pois se trata apenas da PRIMEIRA manifestação de uma idéia ou emoção que está vinculada à matéria, e nos alcança onde quer que estejamos. A mente humana, diferente do cérebro físico, emite e capta, sem o auxílio dos cinco sentidos, sons, imagens, idéias, emoções, dentre outros estímulos desconhecidos, sem que a consciência seja acionada. Tais formas de captação e emissão sofreram interpretações diversas ao longo da história, segundo os paradigmas inerentes a cada época. A possibilidade de captar mensagens desconhecidas teve várias interpretações.

Foi considerada:

a) um poder sobrenatural;

b) uma capacidade ou “dom” cedido por Deus;

c) um poder demoníaco;

d) mediunidade; e, por último,

f) Percepção Extra Sensorial.

A faculdade da comunicação com o universo, inerente ao espírito, quer encarnado quer desencarnado, transcende a esfera do pensamento, da fala e da atitude geral. Ela é facultada pela própria existência. Descobrir-se em permanente comunicação com o universo e perceber seus sutis mecanismos, é um dos passos mais importantes na evolução. Essa faculdade ampla e de abrangência ilimitada chama-se mediunidade. Graças a ela e ao amadurecimento da prática mediúnica tornou-se possível ao ser humano desvendar os escaninhos do inconsciente. Independente dos mecanismos cerebrais, de sua fisiologia ou condições psíquicas, estamos a todo momento nos comunicando com nossos semelhantes, com a natureza e com a Fonte/ Deus. 

O cérebro humano não representa o único veículo para essa comunicação. Ela se dá na essência do espírito. O corpo físico possibilita apenas um tipo de comunicação, mas não o único. O perispírito possibilita outros tipos que não dependem da química cerebral. O espírito, porém realiza múltiplos tipos de comunicação,  mantendo ligações com a Vida e com o universo, inacessíveis à nossa compreensãoEssa comunicação, verdadeiro diálogo permanente, independe da consciência ou da vontade do indivíduo, sendo inerente ao Espírito. Nesse sentido existir é interexistir; estar dentro de, ou entre algo maior. Conseguir trazer o processo de comunicação para a consciência representa um grande passo na evolução do ser humano. Quanto mais ele se conscientiza desses processos transcendentes mais deles se utiliza para seu crescimento espiritual. Essa conscientização se dá na medida que ele escuta mais, isto é, percebe os sinais que vêm espontâneos e em resposta às suas atitudes.

A Vida nos dá o que a ela oferecemos. Nem mais nem menos.

É nessa relação entre o ser humano e a Vida que ele passa a conhecer-se, a descobrir-se, a transformar-se e iluminar-se. A comunicação com os espíritos, no sentido mediúnico, não representa a única via da faculdade inerente ao humano, chamada de mediunidade. A faculdade é universal e sua utilização ampla e responsável representa um degrau a mais na evolução humana. O trabalho mediúnico, em que ela é a ferramenta-ponte fundamental, tornar-se-á, como hoje o é, uma de suas múltiplas vias de expressão. Seu uso se tornará mais abrangente e alcançará a amplitude semelhante à da fala. A mediunidade é a ligação entre o ser humano e a Vida, que transcende os limites do corpo e das contingências culturais. Por muito tempo o ser humano pensou em desenvolver o cérebro a partir de técnicas diversas e de substâncias químicas, acreditando poder aumentar suas capacidades de comunicação e percepção do mundo à sua 186 volta. Sua busca, ao contrário de lhe dar uma visão mais compreensiva da Vida, distorceu-lhe a faculdade, permitindo os equívocos interpretativos sobre si mesmo, além de lhe dar uma idéia errônea sobre a vida espiritual.

A mediunidade é faculdade do espírito; o corpo físico, quando encarnado, e o perispírito, se prestam como instrumentos intermediários. A comunicação no universo se faz dentro das prerrogativas do espírito, pois ela representa a veiculação de mensagens de um transmissor para um receptor. Não há comunicação sem emoção e inteligência, e estas estão presentes na essência do espírito. Essa faculdade, de se comunicar com a essência do universo, pode ser, e deve sê-lo, desenvolvida para o próprio crescimento do espírito. O desenvolvimento se dá com a utilização, com a experiência em envolver-se nos seus meandros. Para alcançar-se progressos no campo da mediunidade, é necessário ligar-se ao espiritual, ao transcendente e ao mediúnico.

O estudo, o exercício e o interesse em assuntos relacionados às capacidades paranormais e mediúnicas representam o início do processo de amadurecimento para a aquisição daquela faculdade. Pessoas que apresentam uma capacidade maior em lidar com os fenômenos mediúnicos ou que a possuam já desenvolvida, certamente conviveram com eles em outras encarnações, conservando o que já tinham aprendido. Ter uma faculdade mediúnica desenvolvida significa já tê-la utilizado em outras épocas.

Começar agora é garantia de obtê-la nas próximas vidas. Quando pensamos em alguém a pessoa recebe a onda mental que lhe emitimos na qualidade que desejamos. Pensar em alguém é garantia de alcançar o objetivo. Nem  sempre o outro registrará conscientemente o pensamento, porém receberá a vibração correspondente. O desenvolvimento da faculdade mediúnica se dá a partir do estudo metódico e da realização de exercícios de concentração e mentalização. A reflexão sobre os próprios pensamentos, seu curso e sua origem, pode levar o indivíduo à capacidade de separar os que são autógenos dos exógenos, na medida que conheça a si mesmo. Separar, dentre os pensamentos, aqueles que nos são sugeridos e assimilados por sintonia, favorece o desenvolvimento da faculdade mediúnica.

Freqüentemente nos deparamos com idéias que se insurgem na mente, originárias de outras mentes, encarnadas ou desencarnadas, que se misturam aos nossos pensamentos de tal forma que não lhes distinguimos a procedência, atribuindo-lhes uma origem pessoal. Porém, são idéias autônomas e que, muitas vezes, superam a nossa livre vontade de pôr um direcionamento às nossas atitudes. Mediunidade é uma faculdade útil ao indivíduo, em qualquer circunstância em que se encontre. Não é boa nem ruim. É simplesmente uma das múltiplas faculdades da alma. Para aprender a desenvolver melhor essa faculdade é preciso: aprender a “escutar” os sinais do universo e distinguí-los do ruído externo, habituar-se ao recolhimento, à meditação, à oração e a ligar-se mais à espiritualidade da Vida.

Princípios espirituais são válidos principalmente nas minhas relações comigo mesmo.

Meu mundo interior é minha prioridade de mudança e campo de aplicação do que aprendo. Princípios espirituais são válidos principalmente se puder aplicá-los primeiramente nas minhas relações comigo mesmo, no trato com minhas questões internas. Os princípios éticos estruturais do Espiritismo vieram, em parte, do Cristianismo e compreendem um conjunto de paradigmas que compõem o repertório consciente e inconsciente das balizas do comportamento humano. Eles não são regras de conduta, mas estruturas sinalizadoras das leis da Vida. As palavras que servem para explicá-los não são capazes de fazê-los compreendidos na sua totalidade. Apenas apresentam à consciência uma forma mais fácil de entendê-los. As palavras que os descrevem são apenas sinais que devem ser necessariamente apreendidos e levados  a suscitar emoções e atitudes. Estas sim, são fundamentais ao crescimento do ser humano.

FILOSOFIA E RELIGIÃO

Os princípios morais de qualquer filosofia ou religião são grafados em palavras, ou sinais, e trazem a linguagem de uma época, dirigida especificamente àquela época. Sua essência, traduzível de diferentes formas a cada época e em cada cultura, representa a verdadeira mensagem, cujo alcance pode se restringir aos limites das características impostas pelo conjunto das teorias que lhes apresentam como componentes de seu corpo teórico-doutrinário. Aquela essência só terá sentido quando transcender da compreensão lógica-racional para a vivência e internalização efetiva. Toda mensagem deve ser entendida e relida a cada época e de acordo com os paradigmas inerentes ao meio em que se esteja. Ela deve ter sua compreensão sempre atualizada, conservando-se sua originalidade. Os princípios espíritas, por sua vez, têm um caráter diferente pelo campo teórico em que são apresentados. O universo de aplicação dos princípios espíritas não se restringe a um povo, a uma região ou a uma cultura. São parte integrante da estrutura de compreensão do próprio indivíduo. Sua limitação decorre da linguagem, que terá de adequar-se, a cada época, para apresentar-se. Mas, necessaáriamente, terá de sair da consciência racional para a vivência emocional. Em que pese tentar-se aplicar esses princípios à relação do ser humano com seu semelhante, deve-se perceber que seu campo necessita ampliar-se e atingir a relação do ser humano consigo mesmo.

O ser humano precisa aprender em si mesmo que ele não precisa ser lobo de si próprio nem tampouco ser seu próprio inimigo. Por  esse motivo o amar a si mesmo, sem auto-idolatria, é fundamental para o amor ao próximo, visto que ele possibilita a percepção, não só da igualdade existente entre as pessoas, como também da singularidade de cada um. As palavras são produtos de pensamentos, que por sua vez se originam de emoções e instintos, cujo significado nem sempre é alcançável pelo ser humano. Os princípios éticos do Espiritualismo devem ser sentidos e não somente compreendidos. Fundamental é chegar-se aos sentimentos latentes nos princípios éticos. Analisar meus próprios sentimentos, o que sinto durante meus pensamentos, bem como quais os motivos inconscientes do por que eu penso tal ou qual coisa, é um processo de difícil realização, principalmente pela falta de hábito em fazê-lo. Somos educados a valorizar o que pensamos e não o que sentimos. 

O meu maior inimigo sou eu mesmo, por não ter o hábito de tentar perceber o que sinto. O que não sei sobre mim mesmo e o que nego de mim mesmo, se valorizados, passam a se constituir nos caminhos para meu autodescobrimento. Por não me ter educado a essa percepção vejo que não é fácil lidar comigo mesmo. Quando nos preocupamos mais com o que fazemos do que com o que sentimos, tornamo-nos pessoas inconscientes de nós mesmos.

Visão pessoal….

 Geralmente o ser humano constrói sua vida voltando-se para fora de si mesmo, ocupando-se com a realização externa, esquecendo-se de si mesmo. Confundindo o que faz com o que realmente é. É comum o ser humano aplicar o que sabe para explicar o mundo e com isso viver bem nele, ou pelo menos tentar. Com isso ele esquece de aplicar seu saber em si mesmo, pois é fundamental conhecer-se para se  transformar. As leis da Fonte/ Deus devem ser vistas e revistas no mundo interior tanto quanto as utilizamos no mundo externo. Após aprender os conceitos espíritas, estudar seus princípios básicos em profundidade e executar suas práticas, faz-se necessário apreender aquilo que decorre de sua vivência. Isso significa incorporar ao seu íntimo mais do que palavras, idéias ou conhecimento, mas principalmente as emoções decorrentes de seu exercício. A internalização do que decorre da vivência dos princípios espíritas permite ao ser humano perdoar-se, aceitar sua natureza humana, compreender suas próprias dificuldades de alcançar limites projetados, aceitar suas frustrações e continuar tentando crescer a partir de novos referenciais. Essas atitudes deixam de ser difíceis pela percepção que se passa a ter de que atingir o espiritual transita necessariamente pela humanização do próprio indivíduo. É preciso humanizar-se para alcançar a espiritualização.A meta da espiritualização não pode prescindir da necessária vivência de emoções comuns às criaturas ainda vinculadas ao corpo. É preciso aprender a sentir a saudade construtiva, o ciúme edificante, a direcionar a energia da raiva, a trabalhar a paixão impulsionadora, a querer bem a alguém, a acolher as pessoas, a vivenciar a maternidade independente de ser mãe, a trabalhar a boa inveja, bem como a acolher todos os sentimentos que o ser humano seja capaz de viver, tornando-os nobres e construtivos. O fato de aprender a valorizar sentimentos que antes evitávamos, aos quais sempre atribuímos caráter negativo, não significa exteriorizá-los de forma prejudicial. Identificá-los e trabalhá-los, aproveitando-lhes a energia característica,  significa crescimento espiritual. Negar sua existência é anular-se e perder a oportunidade de desenvolver-se com eles, ficando à mercê das conseqüências inerentes à falta de hábito em entrar em contato com os motivos geradores que lhes deram origem. O processo de espiritualização tem mais sentido se vivido pelo espírito quando reencarnado do que quando desencarnado. A capacidade de aprender, quando se está limitado ao corpo é maior do que sem ele. A limitação imposta pela matéria possibilita ao espírito desenvolver habilidades sob regime de contenção. Quando se contém uma habilidade se desenvolve outra. Perceber seu próprio processo bem como as aquisições reais do espírito já internalizadas, nem sempre é possível ao ser humano. É necessário investir na própria vida interior para habilitar-se às incursões da alma.O ser humano, acostumado à vida exterior, quando realiza seus mergulhos internos através das meditações, nem sempre consegue penetrar nos eventos passados, e quando o faz, traz suas marcas profundas e dolorosas. Para atingir sua própria personalidade integral, ele terá que vencer obstáculos erigidos ao longo de suas encarnações. É dever de quem se candidata à evolução espiritual e pretende alcançar a iluminação, aplicar em si mesmo, com a maior honestidade possível, tudo aquilo que sente, pensa e age em relação ao mundo externo. Ser honesto consigo mesmo, ser exigente e flexível interiormente, ser amoroso e complacente na sua intimidade, significa possibilidade de viver bem e ser feliz.

Inspiração….

1-O despertar de uma Nova Consciência
Eckhart Tolle
2-Momento de despertar
Shakti Gawain
3-Psicologia da Alma
Dr Joshua David Stone
4-Um Curso em Milagres
Foundation for de Inner Peace
5-Ascenção Cósmica-roteiro para os reinos desconhecidos da luz
Dr Joshua David Stone
6-Sua missão ascencional-O seu papel no Plano Maior
Dr Joshua David Stone
7-Ascenção Cósmica
James Tyberonn
8- O processo da Iluminação Espiritual
Judith Blackstone
9-Modern Physics and Vedanta
 Swami Jitatmananda
10-Vedanta Monthly
 Vedanta Center
11-Manuscritos -acervo pessoal
Monicavox
Recomendo….

A Polêmica Cannabis

Maconha. Marijuana. Erva. Você pode escolher como quer chamar a droga ilícita mais popular do mundo. Tão popular, na verdade, que não falta quem apoie a sua legalização, tanto para fins medicinais quanto” recreativos”. Mas o que ela realmente faz conosco?Veja aqui neste post, que faz parte da nossa série sobre o Cérebro Humano, um apanhado dos seus efeitos sobre a saúde e as preocupações potenciais sobre o seu uso.

CANNABIS -MARIJUANA-HAXIXE-Diferenças e Nomeclatura

“Cannabis” descreve qualquer uma das diferentes drogas que provêm do cânhamo indiano, incluindo marijuana e haxixe.

Marijuana é a palavra usada para descrever as flores secas, sementes e folhas da planta de cânhamo indiano. Na rua, é chamada por muitos outros nomes, tais como: marijuana, cânhamo, erva (Portugal), liamba (Angola), maconha (Brasil) e seruma (Moçambique).

Haxixe é uma forma relacionada da droga, feito das resinas da planta de cânhamo indiano. Também chamado “ganza”(Portugal), “hash”(EUA), ou “shit”(EUA), é uma média de 6 vezes mais forte que a marijuana.

OBS;Independentemente do nome, esta droga é um alucinógeno – sendo uma substância que altera a forma como a mente percebe o mundo em que vive.O elemento químico na cannabis que cria esta alteração é conhecido como THC. A quantidade de THC encontrada em qualquer quantidade de marijuana pode variar substancialmente, mas geralmente, a percentagem de THC tem aumentado em anos recentes.

Maconha não vicia? MITO: apesar de ser uma droga com baixa incidência de dependência, ela tem sim potencial para viciar seus usuários. Estima-se que 10% dos que experimentam maconha acabem se tornando dependentes; o número para quem experimenta heroína chega a 90%. “Em geral, quem começa mais cedo tem mais risco de se tornar dependente, assim como de desenvolver quadros psicóticos, de alucinações e delírios”.
Thiago Marques Fidalgo, psiquiatra do Hospital A.C.Camargo
Leia mais Luiz Eduardo Noriega/EFE
Maconha: uma substância controlada que precisa de pesquisa científica controlada

Antes de começar, devemos notar que muito mais pesquisas precisam ser feitas nesta área. Embora a maconha tenha sido usada por séculos como um medicamento e como inebriante (é até mesmo mencionada no Antigo Testamento várias vezes como “kaneh-bosem”), nós não sabemos muito sobre seus efeitos na saúde. Isso é porque não existem muitos estudos controlados a respeito dela, devido à forma como a maconha é classificada por governos do mundo todo.

A Administração de Drogas e Alimentos (FDA, na sigla em inglês) estadunidense, classifica a maconha como uma droga de Classe I, a mais perigosa de todas as classes de drogas, com a definição de “nenhum uso médico atualmente aceito e um elevado potencial para o abuso”. (Fato curioso: heroína, ecstasy e LSD também são drogas Classe I, mas a cocaína e metanfetamina são consideradas menos perigosas, entrando na Classe II;falaremos delas em posts posteriores da série).E o principal ingrediente ativo na maconha, responsável por muitos dos seus efeitos conhecidos. Quando a maconha é fumada, seus efeitos começam quase que imediatamente.O THC(ver fórmula no quadro acima) passa rápidamente os pulmões para a corrente sanguínea, o qual transporta o produto químico para órgãos de todo o corpo, incluindo o cérebro. Os efeitos da marijuana fumada pode durar de 1 a 3 horas. Se a maconha é consumida em alimentos ou bebidas, o efeito de aparecimento tardio, geralmente dentro de 30 minutos a 1 hora, mas pode durar até 4 horas. Fumar maconha proporciona muito mais THC na corrente sanguínea do que comer ou beber a droga.

COMO O THC AGE NO CÉREBRO

Os cientistas aprenderam muito sobre como o THC age no cérebro. O THC se liga a locais específicos chamados receptores dos canabinóides (CBRs) localizados na superfície de células nervosas. Estes receptores são encontrados em alta densidade em áreas do cérebro que produz o prazer da influência, a memória, o pensamento, a concentração, o movimento, a coordenação e a percepção sensorial e o tempo.CBRs fazem parte de uma vasta rede de comunicação conhecida como o sistema endocanabinóide, que desempenha um papel crucial no desenvolvimento e na função cerebral normal. Na verdade, os efeitos de THC são semelhantes aos produzidos por agentes químicos encontrados no cérebro (e corpo) chamado canabinóides endógenos que ocorrem naturalmente. Essas substâncias químicas ajudam a controlar muitas das mesmas funções mentais e físicas que podem ser interrompidas por uso de maconha.

AÇÃO DA MACONHA NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL- Como age a maconha no sistema nervoso central? O que explica que algumas pessoas experimentem uma sensação de paz e tranquilidade, enquanto outras se queixem de delírios ?

Falando baseado em depoimentos de usuários de vários tipos e idades,as viagens boas predominam sobre as alucinações, delírios persecutórios, medos avassaladores. Se não fosse assim, o uso da maconha não seria tão difundido.

Até 1964, quando foi encontrado e isolado o tetraidrocanabinol (THC), sequer se conhecia o princípio ativo dessa planta. Tal descoberta deu lugar a dois questionamentos.

Primeiro: se existe o THC, uma substância pura que age no cérebro, nele deve existir um receptor programado para recebê-la.

Segundo: se esse receptor existe, nós devemos produzir espontâneamente uma espécie de maconha interna para atuar sobre ele.

Terceiro; foi descobrir que todos os cérebros fabricam uma substância endógena, uma espécie de maconha interna que foi chamada de anandamida, palavra que em sânscrito quer dizer bem-aventurança. Disso resultou uma série enorme de cogitações científicas. Por exemplo: se todos têm um sistema canabinóide que age no cérebro, será que doenças mentais não poderiam resultar de alterações no funcionamento desse sistema?

A ESQUIZOFRENIA,O CÉREBRO E O USO DA MACONHA

Outro aspecto que está sendo muito discutido é a relação entre esquizofrenia e os grandes usuários de maconha. Muitos estudiosos levantam a hipótese de que não são as pessoas comuns que se tornam dependentes. Seriam as portadoras dessa doença que desenvolveriam extrema dependência da droga na tentativa de automedicar-se sem ter o conhecimento exato do que estão fazendo.Na esquizofrenia, existem algumas características chamadas de sintomas negativos. Os pacientes apresentam grande achatamento do afeto. Não vibram com nada. Morrer a mãe ou ganhar um prêmio na loteria dá no mesmo, pois são incapazes de serem tocados pelas emoções e isso faz falta para o ser humano que precisa estabelecer relacionamentos afetivos e experimentar alegrias e tristezas. Parece que a maconha estimula a evocação de sentimentos e sensações que essas pessoas desconheciam e disso decorreria enorme dependência. Com base nesses dados, está sendo estabelecida nova teoria sobre os efeitos da maconha.

Maconha causa infertilidade? Parcialmente verdade: pesquisas em laboratório mostraram que a maconha pode levar a uma queda na quantidade de espermatozóides e fazer com que eles se locomovam de maneira um pouco diferente, mais lentamente. “Na vida real, porém, não há nada comprovando que isso cause infertilidade entre os usuários”, explica o psiquiatra do Hospital da Clínicas de São Paulo Ivan Mario Braun, autor do livro “Drogas – perguntas e respostas” Leia mais

O QUE ACONTECE QUANDO A MACONHA É FUMADA

Quando alguém fuma maconha , o THC estimula os CBRs artificialmente ,INCLUSIVE INTERROMPENDO A FUNÇÃO DOS CANABINÓIDES NATURAIS OU ENDÓGENOS . Uma estimulação excessiva destes receptores em áreas chaves do cérebro produz a Marijuana ” alta“, bem como outros efeitos sobre processos mentais. Com o tempo, esta superestimulação pode alterar a função de CBRs , que , junto com outras mudanças no cérebro , pode levar à dependência e sintomas de abstinência quando para o uso de drogas.O teor de THC ou potência da maconha , como detectado em amostras apreendidas ao longo dos últimos 30 anos , está crescendo. Este aumento levanta preocupações de que as conseqüências do uso da maconha poderia ser pior do que no passado , especialmente entre os novos usuários, ou nos jovens, cujos cérebros ainda estão em desenvolvimento . Nós ainda não sabemos, porém, se os usuários de maconha ajustam para o aumento da potência, usando menos ou fumá-la de forma diferente. Também não sei todas as consequências para o cérebro e do corpo quando exposto a altas concentrações de THC 

 

COMO É O TRABALHO DOS CIENTISTAS DIANTE DA PROIBIÇÃO DA MACONHA

Como tal, para fazer pesquisas clínicas com a maconha, nos EUA é necessária uma licença da Divisão Estadual de Narcóticos e da aprovação do estudo pela FDA. Além disso, para obter a matéria-prima, é necessário passar pelo Instituto Nacional de Abuso de Drogas. Caso contrário, uma vez que é ilegal a nível nacional ter maconha (mesmo em estados que legalizaram a maconha), os cientistas que trabalham em hospitais, faculdades ou outras instituições que recebem financiamento federal correm o risco de perder seus fundos para esta pesquisa.“Não é uma novidade que a maconha tenha poderes medicinais,(FALAREMOS MAIS ADIANTE DISSO) mas todo embargo que foi feito sobre a ciência gerou uma represa, em escala mundial, que está vazando por todos os lados”, explica o neurocientista da Universidade de Brasília (UnB) Renato Malcher.

Cronologia;-O que a maconha faz para nossos cérebros nas primeiras duas horas

Mesmo com tais restrições, há quem consiga enfrentá-las para que saibamos o que acontece conosco ao consumir maconha. A cannabis contém pelo menos 60 tipos de canabinóides, compostos químicos que agem sobre os receptores em todo o nosso cérebro. O THC, ou tetrahidrocanabinol, é o produto químico responsável pela maior parte dos efeitos da erva, incluindo a euforia intensa. Ele se assemelha a outro canabinóide produzido naturalmente em nosso cérebro, a anandamida, que regula o nosso humor, sono, memória e apetite.Essencialmente, o efeito dos canabinóides em nosso cérebro é manter nossos neurônios disparando, ampliando nossos pensamentos e percepção e nos mantendo fixos neles (até que outro pensamento nos leve a uma tangente diferente). É por isso que quando o usuário está, como se diz na gíria,” chapado” não é uma boa hora para dirigir, estudar para um teste ou praticar esportes que exigem coordenação, como o tênis. Como o álcool, a cafeína e o açúcar, canabinóides também afetam os níveis de dopamina no nosso cérebro, muitas vezes resultando em uma sensação de relaxamento e euforia.Há, ainda, outras maneiras de como maconha interage com os nossos cérebros, por exemplo, prejudicando nossa capacidade de formar novas memórias e causando(na gíria popular) a clássica “larica” – a fome avassaladora que vem depois de um “baseado”(nota pessoal;usamos o “glossário” habitual dos usuários para maior esclarecimento).

OS EFEITOS

Os efeitos dependem da dose utilizada, bem como de quão potente é a preparação (a maconha comum contém de 2 a 5% de THC, enquanto a ganja pode conter até 15% de THC e o óleo de haxixe entre 15 e 60% de THC). Em altas doses – e se você não tomar cuidados ao consumi-la por via oral, como em bolos ou no brigadeiro -, a maconha pode produzir estados alucinatórios assustadores.Tal como acontece com outras drogas, os efeitos da maconha variam de acordo com o indivíduo. Nem todas as pessoas podem achar a experiência agradável ou relaxante; para aqueles que têm ansiedade ou são propensos a ataques de pânico, a maconha poderia agravar seus sintomas ao invés de trazer uma sensação de calma.

A POTÊNCIA DA MACONHA DE HOJE-Indução á procura de drogas mais potentes

A marijuana é com frequência mais potente hoje em dia do que costumava ser. As técnicas em expansão e o uso seletivo de sementes têm produzido uma droga mais poderosa. Como resultado disso, tem havido um aumento enorme do número de atendimentos de emergência aos jovens fumadores de marijuana.Por criar uma tolerância, a marijuana leva os seus consumidores a consumirem drogas mais fortes para terem a mesma euforia. Quando os efeitos começam a desvanecer-se, a pessoa pode optar por drogas mais potentes para se desfazer das condições indesejadas que a impulsionaram a consumir marijuana pela primeira vez. A marijuana em si não conduz a pessoa às outras drogas: as pessoas consomem drogas para saírem de situações e sentimentos indesejados. A droga (marijuana) mascara o problema durante algum tempo (quando o consumidor está eufórico). Quando a “viagem” se desvanece, o problema, a condição indesejada, a situação retorna mais intensamente do que antes. Então o dependente pode vir a consumir drogas mais fortes porque a marijuana já não “funciona”.

Maconha não parece ter um efeito de longo prazo sobre a memória e concentração

Os efeitos de curto prazo da maconha são geralmente sentidos dentro de alguns minutos. O pico ocorre em 30 minutos e se desgasta após cerca de duas ou três horas. A grande questão é: o que acontece se usarmos a maconha com mais regularidade, ou se fomos usuários ocasionais, mas em grandes quantidades? Existem mudanças permanentes de saúde cognitiva? Mais uma vez, nós não temos muitos estudos científicos rigorosos sobre isso, muito menos muitos estudos longitudinais. Em 2012, no entanto, foi feita uma revisão de pesquisas disponíveis, publicada no “Journal of Addiction Medicine”, que conclui que as deficiências imediatas sobre a memória e a concentração, pelo menos, não são provávelmente permanentes ou seja, quando um usuário resolve “dar um tempo” no uso da droga, sua memória se recupera.Mas, com o aumento da concentração nos últimos anos e o uso indiscriminado para qualquer coisa, seja, para aliviar tensões, seja para a tal “recreação”, seja para atingir estados alterados de consciência, estas afirmações começam a tomar um rumo completamente oposto.

A conclusão das pesquisas sobre a atenção e a concentração

A maconha prejudica a atenção e concentração dos usuários leves, mas não parece afetar os usuários regulares ou pesados seis horas após fumá-la ou ingeri-la. No longo prazo, os pesquisadores descobriram que, depois de 3 semanas ou mais desde a última “dose”, a atenção e concentração voltava ao normal. “Em cinco dos sete estudos, nenhuma deficiência de atenção ou concentração foi encontrada em indivíduos que tinham permanecido abstinentes de 28 dias a um ano”, garante os autores da revisão de bibliografia. Outros dois estudos encontraram diferenças na atenção e concentração entre não usuários e usuários pesados depois de 28 dias, mas os pesquisadores observam que as conclusões díspares podem se dever a medir diferentes tipos de habilidades de processamento.

Efeitos a curto prazo:

Perda da coordenação e distorções no sentido do tempo, visão e audição, sonolência, vermelhidão dos olhos, apetite aumentado e músculos relaxados. A frequência cardíaca pode acelerar. De fato, na primeira hora ao fumar marijuana, o risco de ataque cardíaco do fumador de marijuana pode aumentar cinco vezes. O desempenho escolar é reduzido devido à memória reduzida e capacidade diminuída para resolver problemas.

Efeitos a Longo Prazo:

A longo prazo pode provocar sintomas psicóticos. Pode danificar os pulmões e o coração, piora os sintomas de bronquite e causa tosse e asma. Pode reduzir a capacidade do corpo para combater infeções e doenças pulmonares.

A memória funcional

Do mesmo modo, vários estudos não encontraram nenhum efeito residual ou a longo prazo na memória funcional. Um estudo de 2002, por exemplo, testou 77 fumantes pesados ​​por dia após a abstenção de fumar maconha. O comprometimento da memória estava presente em usuários pesados ​​até 7 dias após o uso da maconha, mas no dia 28, seus resultados de teste de memória não diferiram significativamente do grupo de controle. Em outras palavras, mesmo que sua memória seja afetada quando você fuma, depois de parar, ela provávelmente vai voltar ao normal com o tempo.Estudos mais recentes indicam que ela bloqueia a memória de curto prazo, isto é, a memória de pequena duração da qual precisamos num determinado instante e da qual nos desfazemos em seguida. Por exemplo: ao ouvir os números de um telefone, se tivermos que procurar papel e lápis para anotá-los, eles se esvairão de nossa memória e seremos obrigados a pedir que sejam repetidos, o que não acontecerá se tomarmos nota imediatamente.

Esse efeito, que de fato existe, pode trazer grande prejuízo especialmente para os estudantes. Quem vive “chapado” o tempo todo não consolida a memória de longo prazo, uma vez que ela se solidifica pela repetição do que é registrado na memória de curto prazo. Trata-se, porém, de um efeito transitório que desaparece quando a pessoa se afasta da droga.Existe outro efeito curiosíssimo da maconha: ela diminui a taxa de testosterona circulante nos homens e reduz o número de espermatozoides, embora não os faça desaparecer completamente. Não interfere na libido, mas, se o homem quiser ter filhos, fumar maconha é mal negócio. Num congresso nos Estados Unidos, levantou-se até a possibilidade, não comprovada, de que seu uso constante pudesse representar o primeiro anticoncepcional masculino. Nesse caso, também, suspendendo-se o uso, a produção de espermatozoides volta ao normal.

 

A Administração de Serviços de Abuso de Substância e de Saúde Mental (SAMHSA, do inglês Substance Abuse and Mental Health Services Administration) tem um flyer sobre as possíveis consequências de curto e longo prazo do uso de maconha. Ele relata que não há nenhuma ligação forte entre a frequência do uso da maconha e da violência ou crime, nenhuma ligação clara ou distinta entre depressão e uso de maconha, e nenhuma ligação clara entre o uso de maconha e defeitos de nascimento.O uso pesado de maconha, no entanto, tem sido associado a um aumento da probabilidade de problemas respiratórios, desenvolvimento de esquizofrenia (alguns estudos sugerem que uma predisposição genética pode estar envolvida nestes casos) e, para os adolescentes que estão aumentando o uso de maconha, mais dificuldade de se ajustar à sociedade. Nós vamos tratar algumas dessas questões abaixo.

Maconha pode combater outros vícios, como do crack e da cocaína. PARCIALMENTE VERDADE: embora existam algumas experiências e até pesquisas científicas apontando nesse sentido, usar a maconha para se livrar de outros vícios é contestável sob o ponto de vista médico, diz o psiquiatra Ivan Mario Braun. Existem outros tratamentos melhores, mais aceitos. Não faz sentido você passar de uma droga para outra. Apesar de muitas pessoas a considerarem leve, esse é um conceito equivocado. A verdade é que o consumo de maconha é extremamente prejudicial à saúde. Leia mais

Em comparação com outras drogas, a maconha é menos viciante e prejudicial

O vício é um tema muito complexo. É possível que as pessoas fiquem viciadas em qualquer coisa que nos dá prazer. Enquanto a dependência da maconha é real, é um vício mais raro do que a outras substâncias (legais ou ilegais). As estatísticas dizem que 9% das pessoas que usam maconha tornam-se dependentes dela, em comparação com 32% dos usuários de tabaco, 20% dos usuários de cocaína, e 15% dos consumidores de álcool.Quando se trata de maconha e outras substâncias, alguns dizem que o mais importante pode não ser o quão viciante a substância é, mas quão prejudicial poderia ser. A ex-cirurgiã geral Jocelyn Elders disse que apoia a legalização da maconha, sustentando-se no argumento de que ela “não é fisicamente viciante”. Além disso, ela afirma que esta substância não é tóxica – ao contrário do álcool, heroína ou cocaína, a única forma de você ter uma overdose fatal de maconha é se um fardo gigante dela cair na sua cabeça.De um modo geral, a maconha tem se mostrado muito menos perigosa e viciante do que outras substâncias – mais de 100 vezes mais segura do que o álcool -, mas isso não quer dizer que ela é completamente inofensiva. Como a maconha é consumida e preparada pode fazer uma grande diferença em seus efeitos sobre a saúde, para melhor ou pior.A MACONHA É MAIS PERIGOSA PARA OS ADOLESCENTES

As chances de se viciar em maconha aumentam se você é um usuário diário ou se o hábito começou quando você era adolescente. De acordo com o Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos EUA, o vício da maconha sobe cerca de 17% em quem começar a usar nesta época e cerca de 25 a 50% entre os usuários diários.“A maconha pode causar mudanças no cérebro que atrapalham o aprendizado, especialmente em adolescentes, já que seus cérebros ainda não terminaram de se desenvolver”, explica Damon Raskin, médico internista e diplomata do Conselho Americano de Medicina do Vício. “Os cérebros não estão totalmente desenvolvidos até a idade de 25 ou 26 anos. O uso crônico da maconha pode levar a alterações nas habilidades de personalidade, julgamento e raciocínio”.Ainda de acordo com ele, a maconha nessa fase causa danos no coração e pulmões, aumenta a incidência de ansiedade, depressão e esquizofrenia, e pode desencadear episódios psicóticos agudos. “Grande parte da maconha disponível hoje é mais potente do que era no passado, de modo que existe potencial para que ela tenha efeitos deletérios mais intensos sobre o usuário”, conta Raskin.

 Fumar não é tão eficiente

A CEO dos laboratórios G FarmaLabs, Ata Gonzalez, explica que os métodos tradicionais não são os mais eficientes e nem os mais “limpos”. Isso porque métodos baseados em papel podem ser prejudiciais para o tecido da garganta e do pulmão ao longo do tempo, podendo introduzir a possibilidade de inalação de esporos de mofo e ser cancerígenos, dependendo do material no qual a cannabis é enrolada.

(NOTA PESSOAL;Este texto é colocado aqui com a intenção de informar  de fontes especializadas, e não com o intuito de incentivar ou facilitar/dificultar o uso, já que cada um é dono de suas próprias escolhas e responsáveis por elas;por isso a exposição do tema sob vários ângulos, para que cada um use seu discernimento.Cada um de nós é responsável pela sua vida e de como quer levá-la).

PRODUTOS Á BASE DE MACONHA MEDICINAL

Tinturas e tônicos às vezes são classificados nesta categoria de consumo. Finalmente, temos soluções tópicas feitas com óleo de cannabis (por exemplo, pomadas, loções, pomadas) que são mais usadas ​​como anti-inflamatórios e analgésicos(estes últimos quando ingeridos , que agem sobre os neurotransmissores cerebrais).Nós tendemos a pensar na maconha como um movimento hippie e todo natural, mas hoje a maconha legal é a indústria que mais cresce nos EUA – uma indústria de bilhões de dólares – e a pureza e a qualidade da maconha pode significar muito para a sua saúde e o efeito dela sobre você.

(NOTA PESSOAL;SERÁ QUE  A MACONHA CONSUMIDA JÁ É TRANSGÊNICA?)

Há muitos usos médicos possíveis para a maconha

Finalmente, há os potenciais usos médicos da marijuana para uma ampla variedade de condições. 23 estados norte-americanos e o Distrito Federal já legalizaram o uso medicinal da maconha para tratar sintomas de câncer, AIDS, artrite, esclerose múltipla, enxaqueca, epilepsia, náuseas e outras condições. Nosso vizinho Uruguai também está fazendo a sua parte para a descriminalização da maconha.Nos Estados Unidos, 76% dos médicos disseram que iriam prescrever maconha para fins medicinais. E uma análise de 60 estudos revisados ​​por especialistas sobre a maconha medicinal descobriu que 68% das pesquisas demonstravam que os tratamentos concluídos foram positivos para as condições tratadas.

PARA MAIORES CONCLUSÕES NECESSITAMOS DE MAIS PESQUISAS

Tal como no caso dos efeitos adversos de marijuana, no entanto, nesta área também faltam pesquisas satisfatórias. Segundo Sanjay Gupta, médico que trabalha em parceira com a rede de televisão CNN, que questiona a categorização da maconha como uma droga de Classe I, diz que a maioria esmagadora dos trabalhos recentes sobre tema – cerca de 94% – são projetados para investigar os danos, enquanto apenas 6% investigam os benefícios da maconha medicinal.

(nota pessoal;Mas é importante deixar claro que a erva não faz só bem ao corpo, como alguns defensores da legalização defendem. Quando não é usada adequadamente ou com acompanhamento médico, a substância pode ser prejudicial à saúde em vários aspectos, como na perda de memória, no agravamento de sintomas da esquizofrenia, além de disfunção erétilesclerose múltipla e até mesmo encolhimento do cérebro.Esse post não pretende defender ou não a legalização da maconha ou fazer apologia ao uso da planta, apenas mostrar as propriedades medicinais que já foram descobertas. Abaixo, confira algumas das doenças que a maconha pode ajudar a combater)

1 – Câncer

A canabis não cura o câncer, mas alivia o sofrimento causado pela quimioterapia, diminuindo as crises de náusea e vômitos. Isso pode ser essencial no tratamento, já que muitos pacientes desistem dele por não aguentar as reações causadas no organismo. Em uma pesquisa feita em 1991 pela Universidade Harvard (EUA), 70% dos médicos que tratam câncer afirmaram que recomendariam o uso de maconha se ela fosse legalizada nos EUA. Nesse mesmo ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu a maconha como medicamento.

LEIA MAIS;Medicamentos baseados em cannabis podem aliviar a dor sem efeitos psicóticos

2 – Aids

A cura definitiva para a Aids ainda não foi encontrada. Mas os portadores da doença podem conseguir um efeito importante no corpo usando a erva natural: o aumento de apetite. Sim, isso que popularmente conhecemos como “larica”. Pacientes com Aids podem perder até quatro quilos por mês e morrer por desnutrição. Mas a maconha não é indispensável, já que existem outros medicamentos que produzem o mesmo efeito.

3 – Dor crônica

No início dos anos 90, foi descoberta uma substância na canabis que é muito eficiente no combate à dor. A erva natural é tão eficaz nisso que esse efeito já aparece em relatos chineses de mais de quatro mil anos. Um americano chamado Burton Aldrich, tetraplégico, afirmou que a maconha foi a única solução para o fim das dores insuportáveis que ele sentia. “Depois de cinco minutos fumando maconha, os espasmos foram embora e a dor neuropática desapareceu”, afirmou ele.

4 – Glaucoma

O glaucoma faz com que a pressão no olho aumente, o que torna a doença a maior causa de cegueira no Brasil.A maconha diminui essa pressão na órbita ocular, pois o THC – substância química que compõe a planta – controla a ação dos líquidos que correm na córnea e na íris.

5 – Ansiedade

Chocolate, cigarro, chicletes… muitas pessoas tentam combater a ansiedade com essas substâncias. A maconha é proibida, mas também pode ser usada para tentar diminuir a agitação. Algumas pessoas, principalmente as que não estão habituadas à erva, podem ter o efeito oposto, entretanto. A maconha é usada também para o tratamento da depressão e insônia – que podem surgir em decorrência da ansiedade em excesso.

 


  • Maconha pode causar câncer e problemas do coração? VERDADE: a maconha possuiu substâncias cancerígenas semelhantes às presentes no tabaco, muitas delas numa concentração bem superior às do cigarro. “A questão fica menos importante na maconha porque algumas pessoas chegam a fumar um maço de cigarro por dia, mas ninguém fuma tantos baseados”, explica o psiquiatra Ivan Mario Braun. Segundo o médico, outro efeito que aproxima a maconha do cigarro é, a longo prazo, provocar prejuízos ao sistema cardiovascular. Quem já tem alguma doença do coração corre ainda mais riscos, pois no momento do consumo a maconha acelera os batimentos.Leia mais

O QUE DIZEM OS ATIVISTAS PRÓ-MACONHA

Segundo Greta Carter, ativista pró-maconha, empresária e fundadora de uma cadeia de clínicas, já foram vistos benefícios claros de tratamentos com maconha sobre a síndrome de estresse pós-traumático. “Sabemos também que os pais que têm lutado diáriamente com crianças que sofrem de convulsões e distúrbios do movimento vão a extremos para mudar suas famílias para os estados que permitem o acesso ao medicamento”, conta. Ela ainda relata casos de pacientes com AIDS e câncer que encontram benefícios na cannabis.Além destes casos extremos, Greta acha que a cannabis é uma parte do bem-estar geral para muitos. Ela já atendeu 40 mil pacientes em suas clínicas especializadas e pôde concluir que a idade média dos pacientes aumenta cada vez mais. “A população mais idosa que vem aqui relata que toma mais de 14 tipos de medicamentos (e alguns deles são remédios para compensar os efeitos colaterais dos outros remédios). Em um ano após a incorporação da cannabis, eles voltam e estão em 2 ou 3 medicamentos, desfrutando de uma melhor qualidade de vida. Aqueles que têm sofrido com o vício em analgésicos usam cannabis para gerir a sua dor e param de tomar seus remédios. As histórias não acabam mais”, relata ela.(nota pessoal;aqui vemos o uso controlado medicinal,o que já está em estudo com efeitos positivos comprovados, mas em dosagens controladas e com uso restrito medicinal e não recreativo ou para induzir estados deeuforia/alegria/entusiasmo/desempenho etc).

OS ESTUDOS E PROFISSIONAIS CONTRÁRIOS AO USO DA MACONHA

Os opositores da maconha medicinal argumentam que ela é muito perigosa para ser utilizada (embora os argumentos pareçam estar mais associados aos efeitos do tabagismo em vez da maconha em geral ou de administrá-la de outras formas), que a maconha é viciante e que as “drogas legais”(cigarro, álcool e afetaminas) tornam a maconha desnecessária.Os profissionais de saúde, pesquisadores e legisladores em ambos os lados do debate continuam a discutir os prós e contras do uso da droga. Como sempre, “mais pesquisas são recomendadas”. No caso da maconha, contudo, nós realmente precisamos de mais pesquisas – e mais pesquisas de qualidade – para que essa discussão possa ser sustentada com mais do que dogmas.

 

MACONHA X ÁLCOOL

Wayne Hall, professor e diretor do Centro de Pesquisa em Abuso de Substâncias dos Jovens da Universidade de Queensland, na Austrália, publicou uma nova revisão bibliográfica analisando estudos feitos sobre os efeitos da maconha na saúde entre 1993 e 2013.Segundo o pesquisador, o uso da maconha traz alguns dos mesmos riscos que o uso de álcool, tais como aumento do risco de acidentes, dependência e psicose. Além disso, é provável que pessoas de meia-idade que fumam maconha tenham um risco aumentado de sofrer um ataque cardíaco. No entanto, “efeitos sobre a função respiratória e câncer respiratório ainda não estão claros, porque a maioria dos fumantes de maconha fumaram ou ainda fumam tabaco”.Os críticos argumentam que outras variáveis, ​​além do uso de maconha, podem influenciar e aumentar os riscos de tais problemas de saúde mental(FUNÇÕES CEREBRAIS ANORMAIS) e que, em primeiro lugar, é possível que as pessoas com problemas de saúde mental sejam mais propensas a usar maconha.Quanto aos efeitos do consumo de cannabis em mulheres grávidas, a droga pode reduzir um pouco o peso do bebê ao nascer, de acordo com Hall.

LEIA MAIS;Perguntas frequentes

CEBRID-Centro brasileiro de informações sobre drogas psicotrópicas da UNIFESP–ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA

  1. O que é a maconha?
  2. Como a maconha é utilizada?
  3. O que é hashishe (ou hachiche)? e skank (skunk)?
  4. Por que as pessoas usam Maconha?
  5. Quantas pessoas usam Maconha?
  6. O que a maconha faz no corpo após uma dose (efeitos físicos agudos)?
  7. O que a maconha faz no corpo com o uso contínuo (efeitos físicos crônicos)?
  8. O que a maconha faz com a mente após uma dose (efeitos psíquicos agudos)?
  9. O que a maconha faz com a mente depois de um período de uso crônico (efeitos psíquicos crônicos)?
  10. A maconha afeta o desempenho na escola?
  11. A maconha leva ao uso de outras drogas?
  12. É possível reconhecer alguém que usa Maconha ?
  13. A maconha pode ser usada como remédio?
  14. A pessoa pode usar maconha quando está grávida?
  15. A maconha causa dependência?
  16. As pessoas podem parar de usar maconha?
  17. A maconha causa tolerância?
  18. O que acontece se uma pessoa for surpreendida usando maconha?
  19. O que acontece se uma pessoa for surpreendida levando maconha para usar junto com amigos?
  20. A maconha afeta a memória?
  21. A maconha afeta o desempenho sexual?

Visão pessoal…

(Dados das pesquisas do Instituto de Neurociência da USP e Faculdade Paulista de Medicina UNIFESP)

O tetraidrocanabiol (THC), composto químico com propriedades psicoativas presente na maconha, tem a capacidade de matar neurônios em desenvolvimento. Mas seus efeitos não param por aí: a mesma substância pode salvar células neurais de adultos com a doença Alzheimer. Muitos pesquisadores trataram ratos recém-nascidos e ratos jovens com o THC. Em ambos os casos os neurônios das cobaias morreram. Os mesmos efeitos, porém, não foram notados em neurônios retirados de animais adultos.A maconha – assim como o tabaco e o ópio – causa fortes efeitos no cérebro, pois alguns de seus componentes apresentam semelhança química com substâncias que existem naturalmente no corpo humano, os endocanabinoides. Esses compostos são responsáveis por regular importantes funções cerebrais, controlando sinapses e circuitos neurais que processam o pensamento e a percepção. De acordo com alguns estudos, essas substâncias produzem efeitos no cérebro e também no sistema imune, como regulação do desenvolvimento e auxílio à sobrevivência de neurônios jovens, e ainda o controle da ligação neuronal em circuitos envolvidos nos processos cognitivos e de fixação de memórias. A pesquisadora suspeita que fumar maconha durante um período da vida em que os neurônios estão se desenvolvendo afeta sinais químicos críticos.O massacre de neurônios jovens causado pelo THC pode explicar os prejuízos na aprendizagem notados em crianças filhas de mulheres que fumaram maconha durante a gravidez. Além disso, pesquisas com adolescentes que abusam da droga mostram danos cerebrais nos circuitos neurais em desenvolvimento. Em cérebros mais velhos, entretanto, o THC parece ter um efeito protetor. As descobertas da pesquisadora indicam que a bioquímica dos neurônios muda com o amadurecimento das células. O papel dos endocanabinóides se altera em diferentes funções e passa a ajudar a sobrevivência de neurônios mais velhos. 
Em pacientes com a doença de Alzheimer, o THC pode proteger as células cerebrais contra a morte e reforçar os níveis perdidos do neurotransmissor acetilcolina que, quando reduzidos, contribuem para que a função mental de pacientes seja enfraquecida. A substância também suprime o efeito tóxico da proteína a-beta que, em casos de demência, pode matar neurônios e promover a secreção de um catalisador do crescimento neural, além de diminuir a liberação do glutamato (neurotransmissor excitatório) capaz de matar neurônios em casos de demência. O THC também possui ações antiinflamatórias e antioxidantes que protegem as células neurais do ataque do sistema imune. Apesar de tantos benefícios a substância pode causar efeitos colaterais indesejados no cérebro. A maior dificuldade para os cientistas é a de isolar os ingredientes benéficos da maconha e desenvolver drogas que possam ser aplicadas em doses apropriadas e específicas para a idade de cada paciente.Os estudos comprovam que  os efeitos positivos do THC são vistos quando a concentração do composto é menor do que a encontrada na própria planta. É uma questão de balancear baixas concentrações da substância com uma boa margem de segurança. Drogas sintéticas similares ao tetraidrocanabiol já estão disponíveis, como o Sativex, que contém THC e outros canabinóides e foi aprovada no Canadá para o tratamento de dores em esclerose múltipla e câncer. A maconha é uma mistura complexa de compostos químicos com propriedades psicoativas e contém cerca de 60 canabinóides distintos. O desafio é tentar separar quais são importantes para proteger os neurônios, ecoando a visão de outros pesquisadores para esse fato. Dependendo de como a planta é cultivada, a proporção relativa dos diferentes tipos de canabinóides se altera.Tentando fazer nosso papel de informar e disponibilizar pesquisas e dados comprovados de instituições sérias, com pesquisadores muito capacitados e bem amparados acadêmicamente, iniciamos o estudo das drogas e seus efeitos no cérebro humano;Não estamos aqui discutindo a legalização de drogas ou defendendo seu uso de qualquer forma ou para qualquer propósito;apenas informando científicamente, divulgando as pesquisa recentes e colocando as várias posições dos profissionais especializados no assunto.Cada um pode usar estas informações com o critério que melhor lhe aprouver e todas as escolhas e decisões pertencem á cada um,portanto a responsabilidade /Causa e Efeito, também; sempre aconselhamos a leitura com discernimento, análise e estudo,pois a matéria está bem documentada para que todos possam aprender mais e avaliar os efeitos e/ou benefícios com o cuidado que merecem, afinal, estamos falando de qualidade de vida,o que muito interfere nessa nova fase da Transição Planetária pela qual estamos passando.

 

Inspiração…

Efeitos cerebrais da maconha – resultados dos estudos de neuroimagem-(Brain effects of cannabis – neuroimaging findings)-PDF

http://br.drugfreeworld.org/home.html

[Live Science]

Volta Abuso de Maconha

(Agência BrasilLife Hacker)

[Enrironmental Graffiti/Super/HSW]

Por que fumar maconha dá fome?

Maconha ou álcool: o que é pior para a saúde?

Monicavox

Recomendo….

 

 

O Poder Destruidor das Anfetaminas

Anfetaminas são drogas sintéticas que estimulam a atividade do sistema nervoso central. Edellano, em 1887, foi quem primeiro obteve essa substância em laboratório, que só foi utilizada em larga escala durante a Segunda Guerra Mundial para manter os soldados acordados e mais ativos no esforço de guerra. Ficou evidente também que as anfetaminas, que se mostraram eficazes para deixá-los mais atentos e confiantes, diminuíam a sensação de fome e fadiga.Passado algum tempo, porém, as autoridades médicas da Inglaterra verificaram que, sob o efeito dessas drogas, o desempenho dos pilotos da RAF ficava seriamente comprometido e proibiram seu uso.Mais tarde, quando a ação das anfetaminas como inibidoras do apetite foi comprovada, elas passaram a ser usadas nas dietas alimentares pelas pessoas que queriam perder peso. Embora esse tenha sido o uso que as tornou extremamente populares mundo afora, não é o único.São anfetaminas o “rebite” que o caminhoneiro toma para não dormir ao volante, a “bolinha” que deixa o estudante aceso nas vésperas das provas e os “comprimidos”  que se serve o jovem para varar a noite nas baladas.

As anfetaminas são drogas estimulantes da atividade do sistema nervoso central, isto é, fazem o cérebro trabalhar mais depressa, deixando as pessoas mais “acesas”, “ligadas” com “menos sono”, “elétricas”, etc, ou por pessoas que costumam fazer regimes de emagrecimento sem o acompanhamento médico.Nos USA, a metanfetamina (uma anfetamina) tem sido muito consumida na forma fumada em cachimbos, recebendo o nome de “ICE” C gelo).Outra anfetamina, metilenodióximetanfetamina (MDMA), também conhecida pelo nome de “Êxtase”, tem sido uma das drogas com maior aceitação pela juventude inglesa e agora, também, com um consumo crescente nos USA.

As anfetaminas são drogas sintéticas, fabricadas em laboratório. Não são, portanto, produtos naturais. Existem várias drogas sintéticas que pertencem ao grupo das anfetaminas e como cada uma delas pode ser comercializada sob a forma de remédio, por vários laboratórios e com diferentes nomes de fantasia, temos um grande número destes medicamentos, conforme mostra a tabela.

Tabela – Nomes comerciais de alguns medicamentos à base de drogas do tipo anfetamina, vendidos no Brasil. Dados obtidos do Dicionário de Especialidades Farmacêuticas – DEF – ano 1996/1997.

Droga do tipo Anfetamina Produtos (remédios comerciais) vendidos nas farmácias
Dietilpropiona ou Anfepramona Dualid S; Hipofagin S; Inibex S; Moderine
Fenproporex Desobesi-M; Lipomax AP; Inobesin
Mazindol Dasten; Fagolipo; Absten-Plus; Diazinil; Dobesix
Metanfetamina Pervitin*
Metilfenidato Ritalina

* Retirado do mercado brasileiro, mas encontrado no Brasil graças à importação ilegal de outros países sul-americanos. Nos USA cada vez mais usado sob o nome de ICE.

Efeitos no cérebro

As anfetaminas agem de uma maneira ampla afetando vários comportamentos do ser humano. A pessoa sob sua ação tem insônia (isto é, fica com menos sono) inapetência (ou seja, perde o apetite), sente-se cheia de energia e fala mais rápido ficando “ligada”. Assim, o motorista que toma o “rebite” para não dormir, o estudante que ingere “bolinha” para varar a noite estudando, um gordinho que as engole regularmente para emagrecer ou ainda uma pessoa que se injeta com uma ampola de Pervitin ou com comprimidos dissolvidos em água para ficar “ligadão” ou ter um “baque” estão na realidade tomando drogas anfetamínicas.A pessoa que toma anfetaminas é capaz de executar uma atividade qualquer por mais tempo, sentindo menos cansaço. Este só aparece horas mais tarde quando a droga já se foi do organismo; se nova dose é tomada as energias voltam embora com menos intensidade. De qualquer maneira as anfetaminas fazem com que um organismo reaja acima de suas capacidades exercendo esforços excessivos, o que logicamente é prejudicial para a saúde. E o pior é que a pessoa ao parar de tomar sente uma grande falta de energia (astenia) ficando bastante deprimida, o que também é prejudicial, pois não consegue nem realizar as tarefas que normalmente fazia antes do uso dessas drogas.

Efeitos no resto do corpo

As anfetaminas não exercem sómente efeitos no cérebro. Assim, agem na pupila dos nossos olhos produzindo uma dilatação (o que em medicina se chama midríase); este efeito é prejudicial para os motoristas, pois à noite ficam mais ofuscados pelos faróis dos carros em direção contrária. Elas também causam um aumento do número de batimentos do coração (o que se chama taquicardia) e um aumento da pressão sanguínea. Aqui também podem haver sérios prejuízos à saúde das pessoas que já têm problemas cardíacos ou de pressão, que façam uso prolongado dessas drogas sem o acompanhamento médico, ou ainda que se utilizarem de doses excessivas.

Efeitos tóxicos

Se uma pessoa exagera na dose (toma vários comprimidos de uma só vez) todos os efeitos acima descritos ficam mais acentuados e podem começar a aparecer comportamentos diferentes do normal: ela fica mais agressiva, irritadiça, começa a suspeitar de que outros estão tramando contra ela: é o chamado delírio persecutório. Dependendo do excesso da dose e da sensibilidade da pessoa pode aparecer um verdadeiro estado de paranóia e até alucinações. 

É a psicose anfetamínica. Os sinais físicos ficam também muito evidentes: midríase acentuada, pele pálida (devido à contração dos vasos sanguíneos) e taquicardia.Essas intoxicações são graves e a pessoa geralmente precisa ser internada até a desintoxicação completa. Às vezes durante a intoxicação a temperatura aumenta muito e isto é bastante perigoso pois pode levar a convulsões.

Finalmente trabalhos recentes em animais de laboratório mostram que o uso continuado de anfetaminas pode levar à degeneração de determinadas células do cérebro. Este achado indica a possibilidade de o uso crônico de anfetaminas produzir lesões irreversíveis em pessoas que abusam destas drogas.Quando uma anfetamina é continuamente tomada por uma pessoa, esta começa a perceber com o tempo que a droga faz a cada dia menos efeito; assim, para obter o que deseja, precisa ir tomando a cada dia doses maiores.

Há até casos que de 1-2 comprimidos a pessoa passou a tomar até 40-60 comprimidos diáriamente. Este é o fenômeno de tolerância, ou seja, o organismo acaba por se acostumar ou ficar tolerante à droga.Discute-se até hoje se uma pessoa que vinha tomando anfetamina há tempos e pára de tomar, apresentaria sinais desta interrupção da droga, ou seja, se teria um Síndrome de abstinência. Ao que se sabe algumas pessoas podem ficar nestas condições em um estado de grande depressão, difícil de ser suportada; entretanto, isto não é uma regra geral, isto é, não aconteceria com todas as pessoas.

Informações sobre consumo no Brasil

O Brasil é o maior consumidor mundial de anfetaminas, dado que preocupa as autoridades de saúde pública. Para cada mil habitantes, são consumidos nove comprimidos de anfetamina por dia, uma droga que produz tolerância e traz prejuízos indiscutíveis à saúde.O consumo destas drogas no Brasil chega a ser alarmante, tanto que até a Organização das Nações Unidas vem alertando o Governo brasileiro a respeito. Por exemplo, entre estudantes brasileiros do 1º e 2º graus das 10 maiores capitais do país, 4,4% revelaram já ter experimentado pelo menos uma vez na vida uma droga tipo anfetamina. O uso frequente (6 ou mais vezes no mês) foi relatado por 0,7% dos estudantes. Este uso foi mais comum entre as meninas.Outro dado preocupante diz respeito ao total consumido no Brasil: em 1995 atingiu mais de 20 toneladas, o que significa muitos milhões de doses.

Dr Dráuzio Varella entrevista o Dr Táki Cordas- médico psiquiatra, coordenador do Ambulim – Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares – do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

DV – Como agem as anfetaminas no cérebro?

Táki Cordás – As anfetaminas e seus derivados exercem determinadas ações químicas sobre o cérebro que provocam excitação, insônia e falta de apetite. As alterações que promovem nos neurotransmissores chamados dopamina e serotonina tornam os indivíduos mais alerta, mais atentos e também conferem grande sensação de bem-estar. Sob o efeito dessas drogas, efeito que se mantém por algum tempo, eles acham que conseguem tudo, podem tudo, tornam-se mais falantes e apresentam aparente melhora do desempenho intelectual.

DV – Quanto tempo dura a ação das anfetaminas?

Táki Cordás – Dependendo da droga, sua ação pode durar oito, dez ou até doze horas. Passado o efeito, porém, o indivíduo se sente deprimido, angustiado, como se estivesse descarregado, o que provoca a necessidade de consumir de novo um ou mais comprimidos.

DV – Mas, as anfetaminas não agem apenas no sistema nervoso central…

Táki Cordás – As anfetaminas agem também sobre outros órgãos e provocam aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, arritmias, diarreias, gastrite, tremor fino de mãos, boca seca, irritabilidade intensa. Podem, ainda, ser responsáveis por episódios de intestino preso que, muitas vezes, se alternam com crises de diarréia.Recentemente, um trabalho com mulheres mostrou que certos tipos de anfetaminas provocam mais acidentes vasculares cerebrais, ou seja, mais derrames, em virtude do grande aumento da pressão arterial que provocam.

Drauzio  Mas as anfetaminas não são utilizadas apenas como redutores do apetite…

Táki Cordás – É importante lembrar que a anfetamina e seus derivados têm duas indicações médicas: para o transtorno do déficit de atenção (TDAH), que pode acometer tanto as crianças quanto os adultos, e para a narcolepsia, um distúrbio cujo principal sintoma é a sonolência excessiva.Exceção feita a esses dois casos, essas drogas são usadas de maneira infeliz e exagerada no controle do peso e do apetite. Elas entram na composição de fórmulas magistrais, que a pessoa toma dois ou três comprimidos por dia e incluem, além da anfetamina, um tranquilizante, um hormônio da tireóide, um diurético, um antidepressivo e outro moderador de apetite.

DV – O ecstasy que a garotada toma nas festas para passar a noite acordada também é um tipo de anfetamina?

Táki Cordás – O ecstasy ou MDMA, que é a sigla dessa droga, é um derivado da anfetamina que mantém o indivíduo acordado e mais atento. Essa substância também aumenta a sensação de luminosidade e a acuidade visual. Passado seu efeito, porém, a pessoa sente extremo cansaço, sonolência, depressão e irritabilidade.Outros derivados da anfetamina são conhecidos há muito tempo. O aluno que precisava passar a noite estudando tomava “bolinha”, que era vendida livremente nas farmácias, e o caminhoneiro toma “rebite’ para ficar acordado enquanto dirige de madrugada.

DV – As anfetaminas realmente reduzem o apetite?

Táki Cordas – Reduzem durante um período limitado. Por isso, muitas vezes, a pessoa aumenta a dose por conta própria para prolongar o efeito. Embora no início as anfetaminas possam promover perda rápida de peso, a suspensão da droga provoca o efeito rebote, o apetite aumenta exageradamente e é comum o indivíduo ganhar mais peso do que tinha antes de tomar a droga.

DV – Na verdade, a perda rápida de peso de quem toma anfetaminas acaba servindo de propaganda para o uso dessas drogas. Os amigos vêem o resultado – “Puxa, perdeu dez quilos em um mês…” – e ficam tentados a experimentá-las. 

Táki Cordás – Um indivíduo que perde 10kg em 30 dias tem alguma coisa de errado, porque está consumindo energia demais. Certamente, quando suspender o remédio, vai recuperar os dez quilos que perdeu e mais alguns. Como não quer que isso aconteça, com frequência acaba aumentando as doses diárias das anfetaminas, o que provoca efeitos psiquiátricos às vezes graves.

DV – Não existe mágica com o corpo humano. Todas as drogas que provocam excitação, terminado seu efeito, dão lugar a uma fase de depressão inexorável. 

Táki Cordás – O preço é tão grande, tão desproporcional quanto o efeito que a pessoa possa usufruir inicialmente.

Drauzio – De modo geral, qual é a dosagem diária das anfetaminas usadas nos regimes para emagrecer?

Táki Cordás – É preciso muito cuidado quando se fala em doses adequadas de anfetaminas nas dietas para emagrecimento. Cada vez mais o consenso é que essas drogas não deveriam ser utilizadas com essa função. A meu ver, não basta apenas o controle da prescrição. É necessário proibir que sejam prescritas.

Drauzio  Os endocrinologistas que prescrevem essas drogas argumentam que existem poucas armas para o tratamento da obesidade nos hospitais públicos. Como as anfetaminas são baratas, acabam virando o único recurso disponível para grande parte da nossa população.

Táki Cordás – Esse é o argumento oficial de endocrinologistas respeitáveis e de bom senso. Entretanto, existe um arsenal terapêutico constituído por outras drogas, entre elas alguns medicamentos genéricos, que podem ser utilizados, e recursos não medicamentosos, como a insistência na dieta equilibrada.

Drauzio – Medicamento que provoca excitação e deixa o indivíduo vivo, interessante, alegre, mas depois produz um estado depressivo, uma tristeza profunda, parece que tem tudo para ser usado compulsivamente. O que acontece com o uso continuado das anfetaminas?

Táki Cordás – O abuso e a dependência de anfetaminas ainda são pouco estudados no Brasil, mas ninguém mais discute que seu uso contínuo provoca quadros psiquiátricos graves de depressão e irritabilidade com “viradas” para euforia. Ou seja, a fase maníaca em que a pessoa fica excitada, eufórica, falante, com comportamento inadequado, alterna-se com quadros paranoides caracterizados por extrema desconfiança. É o caminhoneiro que imagina estar sendo perseguido pelos ocupantes do carro que vem atrás ou o funcionário que acha que todos os colegas estão falando mal dele no escritório.

Drauzio  Caso sejam absolutamente necessárias, por quanto tempo as anfetaminas podem ser usadas?

Táki Cordás – Caso se chegue à conclusão de que não há alternativa de tratamento, o tempo de uso das anfetaminas deve ser muito breve. Em alguns países, não pode ultrapassar dois ou três meses.

Drauzio – A prática clínica mostra que as pessoas tomam anfetaminas por muito tempo? 

Táki Cordás – A prática clínica mostra que existem indivíduos usando anfetaminas há 8, 10, 12 anos e que muitos deles obtêm a droga em farmácias de manipulação sem necessidade de renovar a prescrição médica.

Drauzio – Qual é a relação entre anfetaminas e fórmulas para emagrecer?

Táki Cordás – Na composição das fórmulas para emagrecer prescritas indevidamente por alguns médicos entram, geralmente, um moderador de apetite, um diurético, um laxante e um hormônio da tireóide. É fundamental reforçar que nem o diurético nem o laxante ajudam a emagrecer (a pessoa só perde líquido, que é recuperado em seguida) e que a Associação Brasileira de Obesidade é totalmente contrária ao uso do hormônio da tireóide, porque não promove o emagrecimento e pode levar à lesão dessa glândula e a lesões cardiológicas.Muitas vezes, com a função de contrabalançar o efeito euforizante ou excitante do moderador de apetite, essas fórmulas incluem um tranquilizante ou um antidepressivo, substâncias que também induzem a dependência.

Drauzio – Existem resoluções médicas muito claras contra o uso de fórmulas para emagrecimento. Por que os médicos continuam receitando?

Táki Cordás – De fato, há mais do que normas médicas restritivas; existem leis proibindo o uso associado de drogas com ação sobre o sistema nervoso central. Por isso, acho difícil encontrar uma razão científica para alguns colegas continuarem a prescrever essas fórmulas ou a compor duas ou três formulações diferentes para prescrevê-las.

Drauzio  Quais são os efeitos colaterais do uso contínuo das anfetaminas?

Táki Cordás – Em geral, as pessoas ficam deprimidas, tristes, irritadas, muito ansiosas, com ataques de pânico e reação suicida. Algumas chegam a desenvolver quadros psicóticos ou paranoides graves. Muitas experimentam perdas importantes tanto profissionais quanto de relacionamento pessoal e precisam aumentar o uso da droga para manter algum nível de funcionamento.

TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO E AS AFETAMINAS

Portanto, o segredo da compreensão do controle das funções cerebrais na drogadição está principalmente em entender os nossos processos químicos de informação. Se pudermos entender como estes sistemas interagem para produzir estes comportamentos, e se soubermos o suficiente sobre a neuroquímica, poderemos eventualmente intervir e bloquear ou corrigir as alterações.Mas isso não é tudo. Precisamos também entender melhor os mecanismos psicológicos individuais e sociais que estão por trás do fenômeno da drogadição. Afinal, todos nós temos esses sistemas cerebrais, neurotransmissores e receptores, mas apenas alguns de nós sucumbem ao abuso de drogas.

Ritalina para TDAH-Ritalina (Metilfenidato) – Remédio para TDAH

Ritalina (metilfenidato) é a alternativa medicamentosa mais comum para TDAH – Déficit de Atenção e hiperatividade. Uma das preocupações mais usuais quando se tem um diagnóstico de TDAH – ou mesmo quando há apenas desconfiança diz respeito ao uso de medicação. Perguntas comuns são: Vou tomar Ritalina? Preciso mesmo tomar o remédio? O remédio vicia? É para sempre?

Recentemente, tem havido diversas críticas à aumento muito elevado (mais que 1.000% de aumento no Brasil) na prescrição de medicação para crianças, especialmente Ritalina (metilfenidato). Hoje, o Brasil é segundo pais que mais consome Ritalina no mundo. Além disso, o consumo por não-portadores de TDAH, vendas ilegais pela internet, abuso por jovens em baladas ou para melhores resultados em provas ou no trabalho, já assumiram proporções muito assustadoras e assemelhadas a outras situações de tráfico de drogas. Uma simples pesquisa pelo Google mostra como é fácil comprar Ritalina pela internet.A faixa preta sempre assusta. É uma reação extremamente comum, devido a perguntas não respondidas, medos não resolvidos, preconceitos e falta de informação. É preciso conhecer mais sobre os tratamentos, as especificidades de cada um e, no caso da medicação, as indicações e efeitos colaterais do tratamento para TDAH com Ritalina ou outros remédios para TDAH, Hiperatividade e outras das queixas associadas.

PERGUNTAS FREQUENTES

Se fizer tratamento para TDAH com medicação / Ritalina, precisarei fazer outros tratamentos?

A medicação é uma alternativa que pode trazer muitos benefícios, por atuar diretamente sobre o funcionamento cerebral. Contudo, é preciso ter claro que as complicações associadas ao TDAH, hiperatividade, impulsividade não se reduzem a estas alterações.Habilidades, competências, hábitos e padrões comportamentais são desenvolvidos ao longo dos anos, por processos de aprendizagem e treinamentos (conscientes ou não). Devido às alterações do TDAH, esta aprendizagem – especialmente durante a infância – é comprometida. Quando se introduz a medicação, a capacidade de controle do foco da atenção e outras funções executivas melhoram. Isto, porém, não é suficiente para desenvolver todas as habilidades necessárias nem construir novos hábitos e formas de agir.

De um modo geral, tratamentos exclusivamente baseados em medicação, mesmo que tragam efeitos positivos de curto prazo, no médio e longo prazo se mostram insuficientes para atender às necessidades, especialmente com organização, planejamento, cumprimento de prazos, auto-controle, equilíbrio emocional, capacidade de relacionamentos, entre outros. Há uma expressão muito usada a este respeito: “Pilulas não ensinam habilidades”.

Isto é especialmente verdadeiro no caso de crianças que são diagnosticadas após 10 ou 11 anos de idade. Muitas delas, devido à distração ou hiperatividade próprias do TDAH, tiveram seu processo de alfabetização comprometido, bem como os primeiros desenvolvimentos do raciocínio lógico-matemático e das capacidades mais incipientes de organização e realização de tarefas. Neste caso, um tratamento exclusivamente medicamentoso serviria para reduzir a agitação – facilitando assim os períodos em sala de aula e reduzindo as queixas da escola – porém não traria ganhos ao seu desenvolvimento escolar, pois o próprio aproveitamento já sofre os efeitos do déficit de conteúdos e competências. Assim, é fundamental entender as necessidades envolvidas e certificar-se que o plano de tratamento levou-as em conta..

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Vou usar medicação / Ritalina no meu tratamento?

Esta é uma resposta que não pode ser dada antecipadamente. A Ritalina (metilfenidato) é uma das medicações mais comuns para TDAH – distração, hiperatividade e impulsividade, mas não é a única. A decisão em prescrever Ritalina – ou outra medicação indicada – é baseada em uma análise das particularidades do caso em questão. O tratamento de TDAH não é definido a priori, antes de uma avaliação extensa – ou, pelo menos, jamais deveria ser.

Considerando que o tratamento medicamentoso tenha sido recomendado, ainda assim esta continua sendo uma decisão pessoal. Algumas pessoas preferem não tomar medicação sempre que possível – o que não se limita à Ritalina. Pessoas assim tendem a preferir outras alternativas de tratamento, deixando a medicação como último recurso.

Bula de Anfetamina (Adderall)

Adderall é um remédio psicoestimulante constituído por sais de anfetamina, usado para tratar a narcolepsia e déficit de atenção com hiperatividade. Este remédio atua diretamente no sistema nervoso central, aumentando a atividade cerebral.O uso desta substância é altamente controlado, pois tem um alto potencial de abuso e vício.As indicações do  Adderall Narcolepsia,  é para o déficit de atenção com hiperatividade e depressão resistente ao tratamento.Os efeitos colaterais do Adderal podem ser diminuição do apetite, dificuldade de dormir, dor estomacal, boca seca, psicose, mau hálito, perda de interesse sexual, perda de peso, sintomas de depressão e ansiedade, angina, cansaço, alteração na pressão e pulsação, visão turva, tontura, febre, alucinações, dor de cabeça, problemas renais, nervosismo, náusea, vômito ou morte.O Adderall é contra-indicado em pacientes que  tenham doença cardíaca, hipertensão, dependência de drogas, anorexia, glaucoma ou pacientes que usam antidepressivos inibidores de monoamina oxidase.

Bula de Inibex S

O Inibex S é um remédio inibidor do apetite que contém na sua fórmula Anfepramona, uma substância que estimula o centro de saciedade do cérebro, reduzindo assim o apetite.O Inibex S é produzido pelos laboratórios Medley e pode ser comprado nas farmácias convencionais sob a forma de comprimidos com 25 mg ou de liberação lenta de 50 ou 75 mg.

Efeitos colaterais do Inibex S

Os principais efeitos colaterais do Inibex S incluem palpitações, aumento dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, nervosismo, tonturas, alterações do sono, tristeza, tremores, dores de cabeça, euforia, boca seca, enjoos, vômitos, dor na barriga, diarreia, prisão de ventre, urticária na pele, dor muscular ou sensação de falta de ar.

Contra-indicações do Inibex S

O Inibex S​ está contraindicado para crianças com menos de 12 anos e idosos, assim como pacientes com hipertensão grave, arteriosclerose avançada, arritmia, hipertireoidismo, glaucoma, feocromocitoma, adenoma da próstata, insuficiência renal, distúrbios psiquiátricos, epilepsia, insuficiência hepática, alcoolismo crônico ou com hipersensibilidade ao princípio ativo ou algum dos componentes da fórmula.

Principais Remédios Anorexígenos (à base de anfetamina) do Mercado:

Composição

Com a composição do remédio estão as drogas Dietilpropiona ou Anfepramona, a Fenproporex, Manzidol, Metanfatemina e o Metilfenidato. Os produtos que podem ser encontrados na farmácia com essas substâncias são, Dualid SHipofaginLipomaxDesobesi-MDastenDianzinil,FagolipoPervitinRitalina. Uma droga muito perigosa, todas as anfetaminas possuem sérios efeitos colaterais e deve ser utilizada com muita cautela.

Leia mais;ANFETAMINAS_E_DROGAS_DERIVADAS-PDF

Phantoms in the Brain : Probing the Mysteries of the Human Mind
by V. S. Ramachandran

Encyclopedia of the Human Brain
by V. S. Ramachandran

Reith Lectures 2003: The Emerging Mind (BBC)
by V. S. Ramachandran

Unidade da USP
Área do Conhecimento
TEMA;A saliva como espécime biológico para monitorar o uso de álcool, anfetamina, metanfetamina, cocaína e maconha por motoristas profissionais-MauricioYonamine_tese.pdf

UNICAMP;ritalina-e-os-riscos-de-um-genocidio-do-futuro”

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Visão pessoal…

Certamente nosso conhecimento das funções do cérebro permanece tão primitivo quanto era nosso conhecimento sobre o resto do corpo humano há um século ou dois (por exemplo sobre o fígado, baço ou pâncreas). Um século atrás nós tínhamos apenas algumas noções vagas sobre o fígado tendo “algo a ver com a digestão”, agora nós sabemos que ele tem mais de 30 funções metabólicas, cada uma das quais é entendida em todos seus intrincados detalhes.No entanto, apesar da acumulação de vastas quantidades de conhecimento factual sobre o cérebro (cerca de 10.000 estudos são apresentados a cada ano nas reuniões da Society for Neuroscience nos EUA), a maioria de perguntas BÀSICAS sobre nossas mentes permanece sem resposta. O que é a vontade? Que é o “eu”? Por que eu me sinto como uma pessoa única, que resiste através do tempo e do espaço? Que é consciência? Por que nós rimos, fazendo movimentos da cabeça e vocalizações rítmicas em determinadas situações? Por que nós choramos ? Por que nós dançamos? Qual é o significado da arte? Por que existe a música? Por que nós sonhamos? Por que nós precisamos dormir? Nos arriscaremos á fazer a predição que tudo isto mudará nos próximos 100 anos. Fazendo as perguntas certas e fazendo os tipos certos de experiências, nós poderemos começar a responder a estas perguntas tão elevadas que até agora tem sido a preocupação de filósofos.E existe uma sensação de esta será a revolução maior de todas, com implicações muito maiores do que a revolução copernicana ou darwiniana. Pois, assim que compreendemos a natureza humana, uma vez que nós compreendamos a nós mesmos, não há realmente nenhum limite para o que os seres humanos possam conseguir.Experiências com pacientes que não tinham nenhum talento poético ou artístico até chegarem na casa dos sessenta anos e depois de terem um derrame ou de terem ataques epilépticos, isto pareceu “liberar” suas habilidades artísticas; Um paciente não tinha nenhum interesse (ou talento) para a poesia até o início de crises epilépticas do lobo temporal. Logo em seguida, começou a produzir grandes quantidades de boa (mas não excepcional) poesia. Outro artista  na Califórnia teve um derrame que causou MELHORIA repentina em seu estilo artístico: ele tornou-se mais fluido, abstrato e imaginativo. Pesquisas na UCLA mostraram que alguns pacientes com demência fronto-parietal progressiva começaram de repente a pintar belas imagens – o que não podiam fazer antes do início da demência.Em pacientes com derrame, é improvável que haja uma hipertrofia de verdade das áreas devotadas à matemática ou à arte. Mais provávelmente há um aumento na ALOCAÇÃO DE RECURSOS ATENCIONAIS aos módulos sobreviventes do cérebro.As implicações de tudo isto, se confirmadas, são abaladoras, pois estes pacientes nos comprovam que existe uma prova da existência de que TODOS nós somos gênios matemáticos ou artísticos, mas que reprimimos estas habilidades, que nos estão sendo negadas. Se isso é verdade, então teremos que esperar por um derrame ou ataques epilépticos para desencadear este potencial? Ou ele pode ser conseguido através de meios menos drásticos?Portanto, o segredo da compreensão do controle das funções cerebrais no caso da drogadição está principalmente em entender os nossos processos químicos de informação. Se pudermos entender como estes sistemas interagem para produzir estes comportamentos, e se soubermos o suficiente sobre a neuroquímica, poderemos eventualmente intervir e bloquear ou corrigir as alterações.Mas isso não é tudo. Precisamos também entender melhor os mecanismos psicológicos individuais e sociais que estão por trás do fenômeno da drogadição. Afinal, todos nós temos esses sistemas cerebrais, neurotransmissores e receptores, mas apenas alguns de nós sucumbem ao abuso de drogas.

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Biologia da dependência – Álcool e drogas podem sequestrar seu cérebro
Remédios e medicamentos para emagrecer
Sibutramina
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Paranóia
Alucinação – Alucinações visuais, auditivas – Causas e tratamento
Esquizofrenia paranóide

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Recomendo….

O mistério da raça humana estaria no sangue?Rh negativo, Origem Extraterrestre

Os seres humanos têm quatro tipos sanguíneos gerais: A, B, AB e O. Dos tipos de sangue humano, O é o mais comum, é um tipo de sangue universal. Tipos de sangue são divididos em dois grupos, negativo e positivo.O fator Rh é uma proteína encontrada no sangue humano que está diretamente ligada à do macaco Rhesus. Se o seu sangue é positivo então você tem essa proteína em seu sangue. Se o seu fator for negativo, você não tem essa proteína em seu sangue. A maioria das pessoas, cerca de 85%, tem sangue Rh positivo, o que suporta a idéia de que os humanos seriam uma espécie com a mesma origem de outros, como os primatas criados da mesma fonte.

 Apenas 15% dos seres humanos têm sangue Rh negativo.Genéticamente, pelas leis da hereditariedade, se o pai é portador de sangue tipo O e fator RH positivo, e a mãe possui o tipo B com o mesmo fator, conseqüentemente os filhos do casal deverão ter um ou outro tipo, mas invariávelmente o fator RH positivo — poderão ser tipo O, fator RH positivo ou tipo B, fator RH positivo. No entanto, no caso dos filhos da maioria dos abduzidos por exemplo, temos encontrado tipos de sangue diferentes dos pais.(dados da Revista UFO). Em alguns casos, o fator RH é que muda e, em outros, é o tipo sanguíneo. Um exemplo dessa aberração é o caso da Família F, que teve os pais abduzidos por extraterrestres. O pai tem sangue tipo O e fator RH positivo, a mãe tem sangue tipo B e fator RH positivo, mas a filha do casal nasceu com sangue fator RH positivo, porém de tipo A. Em outro acontecimento investigado, a vítima de uma visita ao seu dormitório apresentou sangue tipo B e fator RH positivo, mas ao aprofundarmos a pesquisa sobre seu caso, descobrimos que, antes dele, sua mãe já havia tido experiências com alienígenas quando jovem — e ela tinha sangue tipo A e fator RH positivo. O pai do abduzido apresentava sangue tipo O e fator RH positivo. Essa é, senão uma impossibilidade biológica, pelo menos uma raridade considerável. Outro caso interessante que analisamos conta com ambos os progenitores com o mesmo tipo e fator sangüíneo, mas seus filhos tiveram mudança no fator RH, ainda que o tipo permanecesse inalterado. Nesse caso, o pai e a mãe eram abduzidos com sangue tipo O e fator RH positivo e seus filhos nasceram ambos com tipo O e RH negativo.

Fatores Sanguíneos - Tô no CosmosQuando o tipo de sangue é herdado de seus pais, sabe-se que este elemento do fator de sangue humano é a característica mais consistente transmitida aos descendentes.No norte da Espanha e sul da França é onde podemos encontrar algumas das mais altas concentrações do fator Rh negativo. Em geral, cerca de 40-45% dos europeus têm o grupo Rh-negativo. Apenas cerca de 3% dos descendentes africanos e cerca de 1% de asiáticos ou descendentes nativos americanos tem o grupo de Rh-negativo. Devido ao maior número de europeus, é uma aposta segura, que foi onde ele foi introduzido no código genético humano.O tipo sanguíneo é uma das características menos mutáveis, e a questão que vem intrigando os cientistas há muito tempo é: De onde vem o Rh negativo?

 

SOMOS UMA RAÇA “CRIADA”?

Isso fortalece a teoria de que a raça humana foi realmente “criada”, como alguns povos antigos já sugeriam.Estranho ou não, alguns cientistas sugerem que num passado distante, seres extraterrestres visitaram a Terra e criaram através de “manipulação genética”,  com a intenção de criar uma raça de “escravos”.Segundo as tabuletas sumérias, seres de outros planetas visitavam a Terra, e seriam os criadores da raça humana, algo bem similar há algumas criações e mutações genéticas que vemos hoje em dia em laboratórios.Em nenhum outro lugar ocorre naturalmente a incompatibilidade sanguínea na natureza, quando o corpo da mãe rejeita o filho por ter o fator sanguíneo diferente. Esse fato aponta para uma possibilidade no passado de um cruzamento entre duas raças similares, mas genéticamente diferentes.
Até hoje foram descobertos 145 genes misteriosos em nosso DNA, que não vieram de nossos antepassados. O filme Prometheus, nos mostra um caso de manipulação genética entre raças de diferentes planetas.Em um estudo publicado no Genome Biology sobre HGT (transferências horizontal de genes), foi constatado que 145 genes do DNA humano não é de origem ancestral, o que nos leva a resposta de que é de origem extraterrestre.Pessoas com o Rh negativo, são consideradas terem como características gerais,ou uma,ou outra ou ambas: QI mais alto, visão sensitiva, alta pressão arterial, baixa temperatura do corpo, e a principal, não pode ser clonada.

Curiosidades….

Uma porcentagem mais alta de pessoas com RH negativo afirma que foi abduzida por alienígenas do que as pessoas que afirmam o mesmo e têm RH positivo.Então, o que significa isso? O que se pode concluir?
O aparecimento de sangue Rh negativo não seguiu o caminho usual.Isso seria dar crédito que o fator RH negativo foi introduzido a partir de uma fonte externa. Poderia ser a fonte de seres humanos como de outro planeta? Ou talvez não sejam tão estranhas, na medida em que, nós somos um produto da sua manipulação e interferência. Eles poderiam ter vindo aqui e manipulado formas já presentes na terra para criar o homem moderno?Muitos textos antigos/escrituras dão suporte a esta teoria. Muitas histórias nos textos antigos, especialmente textos pré-cristãos, nos falam sobre uma raça que veio do céu para a Terra,e criou o homem à sua imagem. O Homem viu-os como deuses, vivendo vidas longas e “realizando milagres”,voando no céu. O homem viu como esses deuses construíram casas enormes e gloriosas e criou belas cidades para si mesmos. A partir do ponto de vista homem primitivo, eles eram deuses. Mas isso foi sobre o ponto de vista o homem primitivo .
Os índios americanos tinham a tradição de fazer bons amigos, “irmãos de sangue”, se eles achassem que eram dignos. Isso poderia ter sido por uma razão? Poderiam realmente verificar se eles eram irmãos de sangue (o sangue do mesmo tipo)? A aglutinação que ocorre quando o sangue Rh positivo e Rh negativo são misturados é visível a olho nu. Poderiam ter sido dito, pelos seus antepassados, que seu sangue era diferente da do resto da humanidade, exceto pelos seus irmãos e irmãs, de outras tribos, espalhados por toda a terra. A tradição indígena declara que seus antepassados eram de origem cósmica. O totem indígena é realmente uma genealogia da família.Por que toda essa preocupação com a genealogia entre diferentes pessoas espalhadas por toda a terra? Nenhum outro animal na terra tem essa preocupação com ascendência. De onde é que esta tradição vem?Pessoas espalhadas por toda a terra, que não tinham contato uns com os outros todos, simultâneamente, tem o desejo de traçar a árvore genealógica.
Por quê?O quão importante isso pode ter sido para os homens das cavernas primitivas? Lutando para sobreviver, para traçar sua genealogia? Eles não tinham a compreensão da genética moderna e herança. Então, por que eles deveriam preservar isso? Foi dito a eles, por antigos astronautas, para preservar a sua herança, até uma data futura, quando eles voltariam e tudo seria compreendido? Até um tempo, como agora, quando seus descendentes seriam capazes de compreender a mensagem ?
Quem eram os deuses? As antigas histórias nos dizem muito sobre esses deuses. Eles óbviamente tinham tecnologia avançada capaz de viagens espaciais e viagens aéreas. Eles sabiam sobre metalurgia da aviação, o universo, a progressão cósmica, medicina e evidentemente genética. Eles sabiam sobre a energia atômica e armas e as usaram. Evidência disso pode ser encontrada na Terra. Eles sabiam sobre agricultura e como criar grãos mais nutritivos e outros alimentos. Todos os grãos básicos dos quais os seres humanos dependem para se alimentar foram determinados e todos apareceram ao mesmo tempo, abrangendo um período de cerca de 10.000 anos. Um tempo muito curto, geológicamente falando. E nenhum novo grão inédito,desconhecido, desde então tem sido desenvolvido.
Nossos textos antigos nos dizem que começaram a tomar os seres humanos para seus cônjuges.Tinham muitos filhos.Os primeiros seres humanos não eram um produto de cruzamentos. Mas pequenas porções de seres humanos são um resultado deste cruzamento e seu tipo de sangue pode provar isso.
Quando os seres humanos modernos foram criados, eles eram um produto de duas espécies
geneticamente semelhantes, mas não relacionados.A combinação do DNA dos homens originais e os deuses foi produzida “artificialmente” em um laboratório. Se os deuses tinham a tecnologia para criar uma nova espécie, talvez não tenham tido nenhum problema para superar o problema dos híbridos estéreis. A manipulação genética já não seria um problema.Três protótipos dos seres humanos foram criados; Cada um sucessivamente cada vez mais avançados. O Homem de  Neandhertal não é suspeito de ser um humanóide criado pelos deuses, mas o Cro-Magnon foi definitivamente um produto de sua intervenção. O próximo tipo é a quem chamamos de pré-humana e, em seguida, temos o homem moderno. O homem moderno foi o resultado de cruzamento entre os deuses e pré-humanos. Este cruzamento para a maior parte não criou problemas na prole resultante, exceto por uma linha que herdou, de seus pais “tementes aos deuses”, o tipo de sangue RH negativo.Isto é suportado pelo fato de que estes seres humanos não herdaram a proteína encontrada no sangue que está diretamente ligada à do macaco Rhesus. Eles não herdaram, porque um de seus pais não tinham a proteína do macaco. Esta proteína está presente sómente combinando DNA do Cro-Magnon com o DNA dos deuses.Portanto, em conclusão, pode-se conjecturar que o homem moderno é uma criação de uma raça altamente tecnológica de seres que visitaram a Terra.No entanto o fato de ate hoje existirem tipos sanguíneos com o RH positivo demonstra que o homem original ainda se encontra na Terra com seu DNA intacto.Estes seres avançados ainda estão entre nós hoje e ainda estão muito ativos nos assuntos do homem. Para que fim, só podemos fazer suposições.
MUTAÇÃO ALEATÓRIA?O QUE DIZ A CIÊNCIA
A parte interessante é que nenhuma explicação científica sólida existe a respeito de como ou por quê o sangue Rh- surgiu. Alguns Presumem ser o resultado de uma mutação aleatória.O tipo de sangue Rh negativo é dito ser de origem desconhecida. Não há um cientista que pode dar uma única razão para sua existência que não seja uma mutação que ocorreu dezenas de milhares de anos atrás. Mas também não há nenhuma razão conhecida para ele que não seja uma mutação.Outro fenômeno estranho são referências a esse tipo de sangue em filmes de ficção científica,(?) como “Invasion”, onde uma mulher com AB  negativo ,supostamente teria sido um hospedeiro natural dos extraterrestres recém-chegados.
Um cientista genético, respondeu que o tipo O positivo era o tipo sanguíneo mais velho.O fator Rh-negativo tem sido um assunto digno de atenção,principalmente com relação ás  gestantes;mães Rh-negativo que carregam uma criança Rh-positivo , seus próprios anticorpos matam o feto. No entanto, este cenário tem levado a várias especulações em todo o mundo sobre a sua origem.
 
Visão pessoal…
Se toda a humanidade evoluiu a partir do mesmo ancestral, seu sangue seria compatível.De onde é que os humanos de sangue Rh negativos vêm? Se eles não são os descendentes do homem pré-histórico, eles poderiam ser os descendentes dos Deuses?
Todos os animais e outras criaturas conhecidas pelo homem podem cruzar com qualquer outro de sua espécie.Por que a doença hemolítica do recém -nascido(Eristoblastose Fetal) ocorre em humanos, se todos os seres humanos são da mesma espécie? Doença hemolítica é a reação alérgica que ocorre quando uma mãe Rh negativo está carregando um filho Rh positivo. No sangue acumulam-se anticorpos para destruir uma substância estranha (da mesma forma que seria um vírus), seríamos nós um vírus para as pessoas ditas “puras”?Por que o corpo de uma mãe rejeita sua própria prole? Em nenhum outro lugar na natureza isso ocorre naturalmente, só com MULAS; Mulas – um cruzamento entre um cavalo e um burro. Este fato por si só aponta para a possibilidade distinta de um cruzamento entre duas espécies semelhantes, mas genéticamente diferentes. Uma espécie “pura” e um HÍBRIDO.Então podemos perguntar; Além de alegações de linhagens aristocráticas da história da Europa,o tal “sangue azul” e várias outras reivindicações duvidosas no passado ligados a Rh-negativo, a ciência diz que o sangue Rh-negativo também não é capaz de ser duplicado ou clonado. Pesquisas e experimentações estão sendo feitas sobre esses tipos de sangue para melhorar ou encontrar novas vacinas e outros benefícios médicos ou ajuda, além de doações de sangue ,tão necessárias ainda,pois o O- é o sangue mais raro de todos e é doador universal,mas só pode receber de O-.Poderíamos perguntar também o porque disto ocorrer, já que os organismos são fisiológicamente iguais,os componentes do sangue também, os órgãos são morfológicamente iguais e se irrigam do mesmo sangue,COM EXCEÇÃO DA PROTEÍNA RH-;Os indivíduos de Rh-negativo hoje, têm apresentado certos traços únicos e relativos a seu sangue ;Agora, a realidade da questão é esta:A respeito do sangue RH Negativo, os cientistas dizem que suas origens são desconhecidas e não podem ser rastreadas até os primatas(?).As pessoas com sangue RH negativo não têm o “fator Rhesus” ou “antígeno D”. Um antígeno D é um alerta que faz parte do sistema imunológico que envia sinais para a produção de anticorpos. Um dos 5 principais antígenos mais importantes em nosso sangue é o “D”, e se você não tem esse antígeno presente em seu sangue, você é Rh negativo.Ou seja, você não descende dos macacos, das bizarras experiências genéticas do Senhor Enki.(vide O livro perdido de Enki-Zecharia Sitchin) ;Sua linhagem é pura – um parente do povo das estrelas.

Inspiração

1-Sequenciando o Genoma Humano
 Lygia da Veiga Pereira
2-O Projeto Genoma Humano
 Mônica Teixeira
3-Ètica e Direito na Manipulação do Genoma Humano
 Matilde Caroni Conti
4-La Conquista del Genoma Humano
 Kevin Davies
5-Genética Médica-Tompson&Tompson
 Robert Nussbaum
6-Avanços da Biologia Celular e da Genética
 Sean Carroll
7-Genética e Evolução Humana
Clàudio Cunha
8-Genética-Um Enfoque Conceitual
Benjamin Pierce
9-Eram os deuses astronautas?
 Erick Von Daniken
10-Extraterrestrials,UFO,NASA, CIA, Aliens mind
Jean Maximillien de la Croix
11-Genética Molecular Humana
Jack Pasternak
12-O livro perdido de Enki
 Zecharia Sitchin
13-O DNA do espírito e os extraterrestres
Domingos Iezzi
14-There Were Giants Upon The Earth-DNA Alien
Zecharia Sitchin
15-Urantia Book
 
16-Terra-Laboratório Biológico Extraterrestre
Marco Antonio Petit de Castro
Monicavox
Recomendo…

O TRÍPLICE MODELO DO UNIVERSO-FENOMÊNICO,IMAGINAL E EXPERENCIAL

O Tríplice Modelo do Universo, refere-se ás áreas de perfeição e juízo, que nos motivam quando nos movemos através do mundo. Este modelo demonstra não sómente como sempre estamos nos movendo através de um reino externo e outro interno, mas também que um terceiro reino ou Universo, está contínuamente informando nossas decisões e nossas percepções.

A História Cósmica contém numerosos modelos de realidade,cada uma com um diferente aspecto que se refere a diferentes níveis e ordens  de Dimensionalidade,Hierarquia e Totalidade ou “Holarquia”–governo do inteiro. Toda a História Cósmica participa em ordens holárquicas e/ou hierárquicas.Já que a natureza da realidade muda com a percepção, necessidade e modo de operação, o homem noosférico planetário deve mover-se simultâneamente através de diferentes mundos para alcançar seus fins. Isto significa que o homem planetário opera com múltiplos modelos de realidade.Podemos pôr nossa atenção nesses 3 princípios;

1-Para discriminar os modos de realidade há o Tríplice modelo do Universo.

2-Para discriminar os modos de conhecimento há o Modo de Quatro pilares.

3-Para discriminar níveis e ordens do ser há o Modelo Simultâneo do Universo.

 TRÍPLICE MODELO DE UNIVERSO 

Quando falamos de um modelo de realidade, estamos falando sobre uma estrutura subjacente, que constitui um sistema de crenças. O que é um sistema de crenças?Às vezes as pessoas usam esta frase sem considerar realmente o seu significado. A maioria das pessoas não é consciente do que crê, embora a maioria delas creia em algo ou não, que poderia existir no dia á dia.

Um sistema de crenças é um padrão fixo de comportamento, pensamento habitual e padrões de pensamento. O que se tende a repetir em uma base diária, para criar uma semelhança de continuidade de um padrão de vida, constitui um sistema de crenças.Pensemos sobre isso. Quais são algumas partes constitutivas de nossa agenda diária?A maioria das pessoas se levanta pela manhã, faz a sua rotina diária de cuidar-se e ir ao trabalho.

Quando temos milhões de pessoas participando de uma forma particular ou modo de vida, estão todos operando por um sistema de crenças comum. Este sistema inteiro de crenças, então,realmente constitui uma estrutura ou um modelo de realidade. De modo que temos  o sistema de uma espécie singular de preparação ou educação, para alcançar as habilidades necessárias a adquirir algum tipo de trabalho. Tem-se em conta que a maioria dos empregos estão realmente programados de acordo com os conceitos gregorianos, de semana, de trabalho, de fim de semana e, consequentemente, mantém e suporta a tecnosfera. Isto é, no presente, a soma coletiva de vida.

Podemos reduzir o sistema de crenças, em sua duração em tempo, ao conceito da semana, porque a semana é repetida uma e outra vez, e tem os diferentes dias de trabalho e tempo livre, e ainda os tais “festivos”.Esta estrutura de crenças sustenta que o propósito de vida é trabalhar duro para conseguir certa quantidade de dinheiro, de modo que se possa desfrutar algum tipo de ócio ou lazer, no que se denomina “fim de semana”, ou “horas livres”.

Tudo isso forma um modelo de realidade que é mantido junto pelo micro-programa do calendário gregoriano, e é reforçado em todo nível singular por todas as diferentes formas de comunicação,meios e educação pública.Este macro-programa coletivo atual acredita em seu crescimento, na formação de uma família(obrigatóriamente, não por opção, para aumentar o consumo), no trabalho, aquisição de bens de consumo e que, talvez, voce seja feliz quando se aposentar.Quando vislumbramos esse modelo de realidade, não há nada nele que signifique que é para ser transcendido.

È apresentado como um tipo de meio para promover a afluência material da ordem social mais elevada.O ser humano é justamente uma espécie de peça da engrenagem de serviço industrial, há engrenagens de indústria pesada, há engrenagems de indústria financeira, farmacêutica, alimentícia,da vaidade,da mídia,da guerra,da manipulação mental e assim sucessivamente.

Este modelo de realidade é absorvido por mais crenças, como democracia, civilização ocidental e globalização, que é a grande concha que abrange todas as outras crenças. Todas essas crenças e subníveis de crenças constituem aquilo a que nos referimos como um sistema de crenças dominante, que pode ser resumido como o materialismo histórico. O materialismo histórico tem dado como resultado a criação do híbrido homo sapiens, do humano planetário.E este híbrido humano não será mais tradicional por mais tempo.Ele é o adjunto da Tecnosfera alimentada pelo sistema nervoso eletrônico, e como resultado é consequentemente “destribalizado” e sem tradição, até chegar ao ponto de um híbrido humano planetário desarraigado. È este Humano Planetário o que vem a ser a base para a Noosfera. O passo seguinte é dissolver o anual modelo mundial.

A violência nunca é a resposta.Agora temos que dissolver o sistema de pensamento e substituí-lo com um novo modelo positivo que é a História Cósmica.Estamos aqui para descobrir como tudo é intrinsicamente sagrado. O que é a Ordem Sagrada?

A HOLONÔMICA-O ESTUDO DO SISTEMA INTEIRO

A razão pela qual tudo é sagrado é porque tudo é forma parte desta ampla totalidade, e ela é o que descreve a História Cósmica.Definindo este ordenamento, estamos realmente aproximando-nos de uma nova definição da realidade, na qual a totalidade do Universo retorna á totalidade e entendimento do Sagrado,governado pelo Omnicoordenador princípio do Plenum Cósmico.Deste modo, tudo é visto como UM TODO INTERCONECTADO, INTER- RELACIONADO, que é a verdadeira fábrica da Ordem Sagrada. O profano sómente existe na secularizada, não teológica e consequentemente fragmentada, mente do homem moderno.

Novamente, quando falamos sobre a História Cósmica, estamos descrevendo um novo modelo de realidade. Para começar a construir, a partir da base, falamos em capítulos anteriores, sobre inserir uma nova Matriz de Tempo, ou substituir a antiga Matriz por uma Harmônica. Assumindo-se que a matriz harmônica está em seu lugar,pode-se estabelecer novos modelos de realidade que ilustrem as sempre crescentes ordens de perfeição harmônica, que atuem sintrópicamente para promover os outros.

De modo que, ao invés de haver uma degradação entrópica de energia, haverá um incremento sintrópico dela, porém será energia psíquica.A energia psíquica cresce contínuamente, em oposição á energia física que tende a degradar-se em variados espaços de tempo.Assim veremos que os modelos de realidade da História Cósmica são opostos aos modelos de realidade do materialismo histórico.

Ao contemplar os diferentes modelos de realidade, podemos pensar neste processo de 3 passos;

1-Primeiro ali existe um campo omninvasor de inteligência

2-Este campo de inteligência é logo popularizado por meio de simples princípios de desenho de forma.

3-Desses simples princípios de desenho-forma ,emergem formas de códigos luminosos.

O Tríplice Modelo de Universo é uma dessas formas.

REINO FENOMÊNICO

È o reino dos dados primários percebidos por nossos sentidos.Inclui o reino biológico,o reino da microfísica, a macrofísica e a psicofísica. O corpo é a faculdade de sentir o mundo fenomênico, e é o portal para o reino denso.As pessoas só vêem aquilo para o que foram programadas para ver ou programadas para achá-lo útil, de acordo com a sua intenção de vida.Em um nível muito fundamental, organizamos o reino fenomênico por intermédio de nossas percepções, porém, a maioria das pessoas se esquece disto.

Para a maioria das pessoas, o reino fenomênico é absolutamente aceito como concedido, tanto que se pensa muito pouco nisso. O efeito de viver na Tecnosfera também diminui muito a interação potencial entre o humano e o assim chamado mundo fenomênico externo. Para muitas pessoas ,o mundo fenomênico entendido como o que é exterior ao corpo, é primariamente caracterizado por mudanças no clima, embora para a  maioria dos humanos o porque destas mudanças acontecerem, seja de pouca importância.

Também provavelmente não ocorre o entendimento de que o mundo fenomênico, em sua maioria, é organizado primeiro por sensibilidade visual e segundo por sensibilidade auditiva. A ideia de que o mundo fenomênico é tudo o que existe, é grandemente realçada pelo impacto e influência desmedida da ciência materialista contínua, investigando os mais minuciosos e sutis aspectos deste mundo fenomênico, investindo em surpreendentes microcomponentes. Um propósito desta micro ou nanotecnologia aceleradora é encontrar componentes genéticos que possam ser usados para propósitos comerciais, e um exemplo disto é a modificação genética.

Na área da física, similarmente, a busca é de microcomponentes de ordem fenomênica comercialmente produzíveis e que possam ser usados em algo, desde a tecnologia do computador, ás formas de ficção científica de armamento.Enquanto o reino fenomênico é a maior parte do que a atual construção mundial percebe como realidade, para a História Cósmica não é senão um subconjunto da ordem sensorial.Como tal, o reino fenomênico será explorado mais extensivamente na Ciência Cósmica, o estudo que abrange o que geralmente pensamos como reino fenomênico.

REINO IMAGINAL

È acomodado no reino físico,por nosso sistema nervoso e cérebro e tem contato com o físico, através do sistema sensorial.Este contato sensorial nos traz informação á qual respondemos. O que determina nossa resposta?Onde existe esta resposta?de onde vem estas imagens?

A imaginação é a faculdade sensitiva da mente e é o portal do reino sutil.Geralmente se assume que a informação sensorial encadeia disparadores neurais que atingem o cérebro, e logo liberam informação armazenada em forma de imagens. Seja verdadeiro ou falso, não necessáriamente dá conta de um exercício de vontade, com a intenção de produzir imagens dentro da mente.Como pode a produção de um pensamento ter um efeito na produção de uma imagem?O fato de poder fabricar um pensamento, e com esse pensamento criar uma imagem que pode ser completamente elaborada, é importante de ser considerado. Especialmente quando se sabe que a produção de uma imagem interna pode exercer um intenso efeito sobre o corpo mental/emocional, como uma imagem fenomênica percebida.

O reino imaginário contém pensamentos, ideias, visões, sonhos, intuições, estados alterados, arquétipos,percepções e fantasias.È importante reforçar que o reino imaginário não depende em nada do reino fenomênico para sua ativação, nem a palavra “imaginal” poderia ser confundida com o imaginário. Ao contrário, imaginal é o nome dado ao íntegro reino interno da experiência, assim como” “fenomênico”, se refere ao reino externo.

O reino imaginal constitui a integridade de todas as funções e capacidades da mente e do corpo emocional. O campo da inteligência se refere á capacidade para organizar o reino imaginal em diferentes estruturas, que enfocam particulares intenções para métodos propositivos, afirmações e visões.

Em outras palavras, o reino imaginal é o lugar dos pensamentos e sonhos, enquanto que, o campo da inteligência é a capacidade para enfocar a intenção no reino imaginal, para criar um padrão inteligível, uma estrutura ou visão coerente, que comunique algum sentido de propósito.

REINO EXPERENCIAL

Entre os dois reinos, refletindo a natureza externa e interna do homem, há um terceiro reino, o experencial .Este reino tem a ver com assuntos referentes ao bem/mal,certo/errado,etc. Não somente a existência de sonhos, imagens e reflexos de experiências no mundo, mas também a ocorrência de sentimentos de juízo, de fazer o bem, de errar, do belo, do feio, etc.Isto parece ter a ver com o cultivo da alma. Num sentido de propósito humano, tem tudo a ver com valores e experiências com esses valores.

Vivemos em um universo fenomênico de Causa e Efeito, e estamos dotados de capacidade para entrar no reino imaginal, no entanto, antes, há o reino experencial/espiritual, que é um fator interpenetrante entre os demais reinos. O reino experencial tem a ver com a redenção, o aperfeiçoamento do ser e o aumento da consciência.A alma está sempre transcendendo entre o mundo e a mente. Pensamentos são constantemente emitidos a partir da mente, na forma de retroalimentação oriunda do mundo.Deste modo, vemos que a alma está constantemente negociando entre a retroalimentação do mundo e a interpretação da mente. O mundo sugere certas coisas ou idéias e a mente responde. Ou, a partir do ponto de vista do reino experencial, o mundo se apresenta á mente com algo, logo, a inteligência experencial tem que determinar que resposta será benéfica para a alma.

A ALMA É A FACULDADE SENSORIAL DA DIVINA VONTADE, E É O PORTAL PARA O REINO PURO, O ABSOLUTO,ONDE SÓ HÁ ESPÍRITO.

Visão pessoal…

Do ponto de vista da História Cósmica, o propósito de introduzir este Tríplice Modelo do Universo é demonstrar que a real experiência vivencial de cada dia é multicolorizada e multidimensional,quer se saiba ou não. Chegando a ser consciente dos universos fenomênico, imaginal e moral, que sempre estão em operação simultaneamente, é que se pode começar uma ampla avaliação de Quem se é realmente e o Quê se está fazendo aqui.Quais são os fatores que determinam se a evolução prossegue ou se paralisa?O fator final é o experencial, porque se pode ser muito engenhoso,porém,falta ainda a experiência.O progresso evolutivo tem significado somente em relação á inteligência evolutiva da Alma. A Alma tem que experimentar o todo neste processo, senão como poderemos dizer que algo é finalmente mau?cada etapa tem sua forma particular de experiência ou código de comportamento.

Inspiração

O Tempo e a Tecnosfera
Jose Arguelles
Los Mayas Y La Entrada na Quinta Dimension
Dilzik Moysen
O Tempo do Buda
Lama Surya Dass
Sobre o Tempo
Norbert Elias
Monicavox
Recomendo..

O TEMPO CIRCULAR DOS MAIAS-TZOLK’IN E HAAB

COMPREENDENDO O TEMPO PELO OLHAR DOS MAIAS

Os Maias possuíam um conceito de tempo diferente do nosso, para nossa sociedade o tempo é linear, ou seja, as coisas começaram a acontecer em um determinado marco e vão dando sequência a partir deste episódio caminhando em linha reta para o futuro. Os Maias viam o tempo como algo cíclico, semelhante à natureza e ás estações que se repetem á todo ano; O calendário maia obedecia a um ciclo de 52 anos e ao completar este trajeto retornava a seu ponto de partida recomeçando o ciclo.
Esta análise nos faz refletir o quanto esta civilização era sábia ao analisar  o tempo de uma forma tão complexa, pois os acontecimentos que presenciamos no decorrer de nossas vidas e os que as futuras gerações  presenciarão, estão todos interligados e obedecem a  ciclos biológicos e temporais evolutivos. Biológico, porque a estimativa de vida de um Maia era de cerca de 80 anos, sendo assim, um ciclo de 52 anos era algo presencial  por ele naquela sociedade, pois dentro deste ciclo estavam os acontecimentos de sua vida em conjunto dos que pertenciam à mesma geração. Logo, os feitos realizados neste ciclo dariam sequência aos feitos daqueles que estavam por nascer, gerando  um ciclo temporal evolutivo, pois caminha ciclicamente junto ao desenvolvimento do mundo, passando de geração em geração.
Deste modo entendemos que assim como a vida se repete e obedece uma continuidade biológica, nascer, crescer e morrer,  semelhantemente, o tempo também o faz. De acordo com os Maias, os ciclos são como “engrenagens” que movem o tempo,e essas engrenagens estão em constante rotação e regem o calendário; este registra o transcorrer  destas mudanças que ocorrem em nosso mundo.
Esta ideia possibilita entender qual o sentido de um tempo cíclico para os Maias, que não era por essência repetitivo, de forma que não caminhasse para evolução e apenas gira-se entorno de si mesmo rumo a lugar algum(como nós contamos o tempo, através do calendário gregoriano), mas pelo  contrário, o tempo caminha para uma evolução regida por um ciclo que é repetitivo devido a todo ser humano estar submetido a condições biológicas semelhantes, mas, nós somos  agentes transformadores do tempo e dentro de nosso ciclo de vida atuamos como uma pequena engrenagem que gira junto a uma maior, dando movimento ao tempo.

O LUGAR ONDE HOMENS SE TORNAM DEUSES

Teotihuacán é uma cidade situada a mais ou menos 20 milhas de distância da Cidade do México, fundada por volta do ano II A.C. Dentro da cultura deles, acreditava-se que foi lá que Quetzacoatlvoltaria para a Terra dos homens.Sua Pirâmide da Lua era como a entrada para os mortos. Em 1998 uma equipe internacional de pesquisadores escavaram túneis e encontraram vários corpos enterrados vivos, vitimas de sacrifícios e animais sepultados vivos.Esta cidade era importante, pois, segundo eles, era lá que nasceria o quinto Sol, ou ciclo. Os outros haveriam sido destruídos por desastres naturais e catástrofes. Suas pirâmides eram construídas pela mesma base aproximada de 200 metros.

Os avançados conhecimentos que os maias possuíam sobre astronomia, como eclipses solares e movimentos dos planetas, e sobre matemática, lhes permitiram criar um calendário cíclico de notável precisão. Na realidade são dois calendários sobrepostos: o tzolk’in, de 260 dias, e o haab de 365 dias. O haab era dividido em dezoito meses de vinte dias, mais cinco dias livres. Para datar os acontecimentos utilizavam a “conta curta”, de 256 anos, ou então a “conta longa”, que principiava no início da era maia. Eles determinaram com exatidão incrível o ano lunar, a trajetória de Vênus e o ano solar (365 dias, 5 horas, 48 minutos e 45 segundos) e inventaram um sistema de numeração com base 20 e tinham noção do número zero, ao qual atribuíram um símbolo.

Os maias utilizavam uma escrita hieroglífica que ainda não foi totalmente decifrada. Os cientistas, estudiosos da civilização maia, comprovaram que os antigos fizeram muitas observações do Sol, durante sua passagem pelo zênite, na praça cerimonial de Copán. Esta descoberta reafirma que os maias foram grandes astrônomos e que viveram seu período de esplendor entre os anos 250 a 900 d.C.. Durante os solstícios e os equinócios, a posição do Sol gera alinhamentos especiais entre os vários monumentos, altares e outras estruturas da principal praça do sítio arqueológico maia de Copán.Hoje, o vale de Copán, como outros sítios arqueológicos, é declarado Patrimônio da Humanidade, resguardando o centro dos cerimoniais da civilização maia, que floresceu na América Central no primeiro milênio da Era Cristã.

COMO OS MAIAS ENXERGAVAM O TEMPO

Os Maias, filosoficamente, pensavam e viviam sob a perspectiva circular e não retilínea; a questão do tempo era fundamental para essa civilização. Pensar o tempo, era buscar a consciência da vida e da morte, principalmente buscar a constante superação humana em relação ao fatalismo da matéria imposta pela vida cotidiana. A sociedade Maia possuía vários calendários lineares e circulares, sempre constituídos para atender necessidades sociais, políticas e principalmente religiosas. É importante ressaltar que os Maias se constituíram como uma civilização ritual, sendo assim é fundamental afirmar que o universo religioso era determinante em seu cotidiano; a vida para os Maias era a busca constante pelo Sagrado, através da matemática, astronomia, filosofia e seus ritos que iam ao encontro de sua Cosmogonia. Outra questão a ser registrada, é o fato de que o conceito de “mundo” para os Maias significava “ciclo”, portanto, o final do “mundo” significava “final de ciclo” e dentro da perspectiva de circularidade do tempo, todo ciclo ou mundo significava objetivamente final e início de um novo tempo. Desta forma podemos afirmar que 2012 foi o final de um ciclo e início de novo tempo.

Pensando desse modo, podemos analisar algumas questões de suma importância no contexto de 2012. Sabemos que os Maias enquanto civilização, colapsaram por volta do ano 900 de nossa era. Assim temos que avaliar alguns dos possíveis causadores desse fato:

1- Crises ambientais e climáticas;2- Superpopulação; 3- Crise na agricultura; 4- Guerras entre cidades estado; 5- Doenças e pestes; 6-Crise e ruptura de fé nas instituições religiosas.

(nota pessoal;Observemos que os possíveis eventos causadores do colapso da civilização são extremamente contemporâneos, nos levam a uma profunda reflexão sobre o momento que a nossa humanidade está vivendo, talvez um dos alertas que os Maias nos deixaram foi exatamente a necessidade de perceber para onde estamos caminhando com nossa civilização, e principalmente como estamos tratando o nosso planeta e os seres humanos).

Outra polêmica quanto às profecias, entre os especialistas, é o fato de que elas tenham uma referência direta aos eventos que desencadearam o colapso da civilização no final do período clássico, portanto, 900 de nossa era, e não á profecias que remetem ao nosso tempo ou especificamente pós 2012. Todas as teorias que hoje são discutidas quanto à estrutura física e mecânica de nosso planeta e sistema solar(segundo a ciência moderna) passam ainda por profundas divergências científicas, não nos dando subsídios concretos e consistentes que determinem uma visão apocalíptica de nosso planeta.(nota pessoal: Hoje, através de documentos, pesquisas, monumentos e a fabulosa escrita Maia, não foi encontrada nenhuma citação clara quanto ao fato dos Maias terem afirmado que o mundo acabaria em 2012, muito menos nos calendários cíclicos desse povo.)

O TZOLK’IN E O HAAB

Os maias possuíam dois tipos de calendários em forma de roda (engrenagem): O Tzolk’in era um calendário ritualístico, que tinha a função de organizar o  cotidiano religioso dos maias e  o Haab calendário terrestre (solar), tinha por característica a observação dos fenômenos físicos do Planeta, como por exemplo, a utilização da agricultura, o estudo das estações do ano e suas interações, bem como os fenômenos meteorológicos, ambos totalizando 18.980 dias, formando um ciclo de 52 anos.
O calendário possuía ciclos diferentes sendo caracterizado da seguinte forma; o Tzolk’in com sua engrenagem menor possuía um ciclo de 13 meses de 20 dias, completando um ano sagrado de 260 dias e o Haab possuía um ciclo que era dividido em 18 meses de 20 dias, mais um período de 5 dias, dando um total de 365 dias formando o ano civil. Por conseguinte, no prazo de 52 anos, a engrenagem Haab perfaz somente 52 revoluções enquanto o Tzolk’in necessita 73 revoluções. No entanto, dentro de 52 anos, ambas as engrenagens (calendário) completam os ciclos de 18.980 dias onde é acrescido no final de cada ciclo 13 dias para compensar os anos bissextos, pois a órbita da Terra ao redor do Sol não é exata exigindo uma correção no calendário.
Mediante essas informações percebemos o grande conhecimento matemático, físico e astronômico da Civilização Maia, nos levando a uma profunda reflexão sobre o passado histórico do Continente Americano.

Para uma melhor compreensão dessa contagem de tempo, seguem os principais ciclos que normatizavam toda a sociedade Maia:

Calendário Tsolk’in e Haab; Calendários Circulares 

Tzolk’in (sagrado): 13 meses x 20 dias
= 260 dias
Haab-18 meses x 20 dias = 360 + 5 dias
= 365 dias.
 Convergência dos Dois Ciclos 52 anos x 365 dias
=18.980 dias – ciclo de 52 anos
Tzolk’in necessita 73 revoluções/Haab perfaz sómente 52 revoluções
as duas engrenagens  completam clicos de =18.980 dias – ciclo de 52 anos+ 13 dias para cada final de ciclo para compensar os anos bissextos

ALGUNS CALENDÁRIOS PARA REFERÊNCIA

-Calendário Juliano (até 1582)                          365,250000 dias
-Calendário gregoriano (desde 1582)              365,242500 dias
-Calendário Maia                                                  365,242129 dias
-Calendário Astronômico Absoluto                    365,242198 dias

Diante disso afirmo, que a maior parte dos pesquisadores aceita o fato de que o calendário de longa duração , iniciou seu último ciclo em agosto de 3113 a.C para terminar 5125 anos e 132 dias depois, no solstício de inverno de 21 de dezembro de 2012, que compõe a data mais polêmica do tempo Maia, pois partindo dessa data, teríamos o início de um novo ciclo, tendo como o último katum (unidade de tempo que compõem 7200 dias), o período de maiores transformações para o Planeta. Essa data ocorreu do ano de 1992 até dezembro de 2012. Claro que se observamos a nossa civilização de 1992 para o momento atual, vamos encontrar vários subsídios quanto às problemáticas sociais, ambientais, políticas e humanas, que vivenciamos e experimentamos em nosso mundo globalizado;(nota pessoal:  Pensemos no que foi o século XX, definitivamente os 100 anos mais extremos que a humanidade passou(época que conhecemos a história, pois sabemos que o Planeta já passou por inúmeras fases críticas,inclusive com presenças alienígenas de todo o Orbe, vivenciando guerras, revoluções, golpes,quedas de civilizações, crises sociais, econômicas, políticas e ambientais, sem contar as grandes mudanças de paradigmas que estavam cristalizados há séculos). .

O SINCRONÁRIO DA PAZ

Esta ferramenta foi desenhada pelos sábios Maias com o objetivo de sincronizar o ser humano em sua verdadeira frequência das 13 luas de 28 dias. Conhecida como frequência 13:20 ( 13 tons galácticos e vinte tribos solares), esta vibração permite que o ser humano perceba a Noosfera, a rede do pensamento que une todas as consciências em um nível planetário de manifestação.Os conhecimentos dos ciclos da criação permitem que analisemos as energias do dia de acordo com o movimento do Sol e da Lua, criando o Tzolk’in, o tear sagrado dos maias, compostos de 260 unidades conhecidas como kins planetários. Cada kin é uma combinação da energia de uma das vinte tribos solares sincronizado com um dos treze tons galácticos da criação. Este tear 13:20 é a rede da vida, a conexão que existe entre todos os seres que habitam nosso amado planeta.

Calcule seu kin e veja sua assinatura galáctica aqui

As ondas encantadas são unidades do tempo que permitem que possamos identificar e potencializar nossos propósitos de vida, descobrir nossos desafios, ativar nosso serviço e definir a melhor forma de agirmos. Conhecer maneiras de utilizar este conhecimento é uma importante chave do autoconhecimento, com traços especiais que facilitam a rememoração da programação existencial.( nota pessoal;Este calendário é uma ferramenta cósmica para que possamos transcender a matriz tridimensional do ego que nos aprisiona a este plano físico. Através da dissolução desta energia tridimensional, entramos no formato do cubo consciencial, que transcende a matriz quadridimensional do tempo, quebrando as limitações do universo físico. Esta vivência do cubo da vida faz com que experimentemos o passado, presente e futuro simultaneamente, uma forma não linear de tempo e espaço. Neste estágio de expansão, o não tempo, nos tornamos totalmente despertos para a realidade da quinta dimensão).

Esta ferramenta evolutiva, engenhosamente desenhada pela Hierarquia da estação intermediária de Archturus, provê o conhecimento das modificações geofísicas, astrofísicas e espirituais que afetam o planeta durante as modificações evolutivas quânticas. Este ensinamento foi trazido diretamente aos seres humanos através das pirâmides das Américas que são formadas de calendários cronológicos sincrônicos. Estes conhecimentos promovem uma expansão da consciência humana que pode interagir com inteligências desde a quinta até a nona dimensão consciencial, e posteriormente estendidas à outras dimensões conscienciais. É através deste calendário que surgiram diversas teorias sobre o dia 21 de dezembro de 2012, quando  houve um alinhamento cósmico entre nosso sistema solar e o centro da galáxia. Neste calendário de longa contagem, nos sincronizamos com a contagem do tempo das Plêiades, que funcionam como uma chave para acessarmos as dimensões mais expandidas da percepção consciencial.

MANIFESTO DO SINCRONÁRIO DA PAZ PARA A MUDANÇA DO CALENDÁRIO

A quebra da ordem natural, ocasionada pela adoção de um calendário que não respeita os ciclos naturais, lunares/solares – o calendário gregoriano de 12 meses – imposto pelo Papa Gregório XIII em 16 de outubro de 1582, trouxe, como consequência, a separação do homem da informação natural, criando enfermidade mental e a perda de sua ressonância natural, precipitando-o para a dependência total e cega do materialismo. Essas consequências estamos vivendo atualmente e são causadas pela filosofia do calendário de 12 meses que diz que “tempo é dinheiro”. O calendário gregoriano de 12 meses distribui o décimo terceiro mês (a lunação) nos onze dos doze meses, escondendo entre eles uma lua.

É urgente que a humanidade volte a conectar-se com o entorno natural, para restabelecer-se a si mesma e restabelecer a ordem natural alterada. Culturas primitivas como a cultura Maia, nos legaram sistemas de calendários que seguem o ritmo cíclico natural e orientam o homem para que ele possa recuperar a sua ressonância. A vivência da comunhão com a ordem cíclica natural, nos leva a recuperar as faculdades perdidas, a viver em paz e harmonia interior, em saúde e crescimento, de acordo com o plano da inteligência universal.

Contrariando sistematicamente a sua própria natureza, o homem se submerge em um estado de incerteza e de violência interior que se projeta em seu ambiente externo. O medo, a insegurança, o temor, as preocupações de sobrevivência e o egoísmo se apoderam da sua psique. Aparece a guerra como a única alternativa de paz. Produz armas cada vez mais sofisticadas e poderosas. Faz-se necessário decretar um basta a tudo isto, para dar um espaço ao diálogo de paz.

O problema da ordem econômica que afeta a todos nós, tem a sua origem indiscutível na imposição do sistema Gregoriano: ninguém tem tempo nem dinheiro suficiente para viver. O calendário gregoriano de 12 meses, esconde em seu interior, um ciclo completo de 28 dias.Por outro lado, a legitimidade e urgência da mudança do calendário gregoriano, firma-se no descobrimento da LEI DO TEMPO. O tempo e o espaço são duas coisas diferentes. A matemática do espaço não pode ser usada para medir o tempo; só a matemática do tempo pode cumprir esta função.

Todos os sistemas atuais para calcular o tempo, estão baseados na proporção 12:60 (um ano de 12 meses e uma hora de 60 minutos). Esta proporção foi tomada dos 360° do círculo e não da rotação da Terra ao redor do Sol, já que um ano terrestre é composto por 13 meses (ou luas) de 28 dias, que são os que se sucedem durante o ano solar.

Regidos por um calendário mecânico, vivemos então numa frequência artificial. Isto nos tem levado a um desequilíbrio cada vez maior em relação à natureza e a um processo de destruição paulatina da biosfera. O objetivo principal do Movimento Mundial de Paz e de Mudança Para o Calendário de 13 Luas é redirecionar a humanidade para a frequência de tempo natural que é a frequência 13:20, a qual é representada por 13 luas de 28 dias e 20 frequências solares.

“O Sincronário de 13 luas, baseado no calendário Maia, é composto por 13 meses (ou luas) de 28 dias, o que dá um total de 364 dias por ano, mais um “dia fora do tempo”. Conserva a semana de 7 dias, com um total de 52 semanas por ano. Este calendário, é um calendário biológico, sincronizado com o Sol e em ressonância com a biosfera. E o mais importante é que está em ressonância com a frequência que unifica a ordem galáctica, a frequência da 4ª dimensão, que por sua vez, é a dimensão do tempo.”

O descobrimento da Lei do Tempo afeta cada pessoa no planeta, de três formas: 
1- Expõem o erro na percepção humana que tem sido institucionalizado em uma estrutura de civilização global. 
2- Apresenta um novo standard científico do tempo, o calendário de 13 luas, para substituir o atual calendário gregoriano de 12 meses. 
3- Estabelece as bases para uma nova ciência e uma nova etapa da civilização humana, a Ciência do Tempo e o advento de uma genuína Cultura de Paz sobre a Terra.

MUDE A SUA MENTE, MUDE O SEU CALENDÁRIO!

O seu apoio neste processo de reforma é de grande importância. Você é um agente de mudanças e pode ajudar muito. Informe-se mais sobre o tema dos Calendários e a importância do Tempo (como afeta a sua vida, a sociedade, etc). Realize qualquer ação criativa e pacífica para o restabelecimento do calendário natural. A mudança do calendário é o instrumento da liberação universal!Com muito amor, devemos aprender a utilizar estes conhecimentos ancestrais e assim estarmos sincronizados com a harmonia e plenitude da Mãe /Gaia, expressa nas criações e revoluções de nosso universo físico. Salve a harmonia da mente e da natureza. A cultura galáctica vem em paz.

MANIFESTO PELA NOOSFERA-CONCLUSÃO

“A Terra e Eu Somos uma Só Mente”. O Planeta fala….

“Durante mais de 5 mil de minhas órbitas ao redor do Sol, os humanos têm estado alterando a minha paisagem. Alguns deles maravilhosos, como as terras de cultivo de arroz na Distante Ásia Oriental ou do plantio de milho nos Andes da América do Sul. Canais, irrigação, diques para desviar água, pirâmides e templos, grandes muralhas sinuosas, e logo as cidades com seus sistemas de conexão de estradas, e ao longo da costa, grandes portos marítimos e barcos com velas ondulando em busca de novas terras a conquistar, novas mercadorias para comercializar e, sempre aqui e ali, grandes exércitos em guerra devastando a Terra. Estes eram os mais inteligentes, os ansiosos por riquezas e poder. Os inteligentes me traçaram com mapas e fizeram globos terrestres para imitar-me; elegeram viver no seu próprio tempo e deixaram de viver de acordo com os grandes ciclos que regem a ordem universal. Pelo dinheiro, dividiram seu tempo e dividiram a Terra. Já não se consideravam parte da Terra, senão que Eu, a Terra, me converti em sua escrava. Criaram todo tipo de máquinas e para suas máquinas necessitaram tudo o que puderam tirar da Terra: Destruíram meus bosques, desgarraram minhas montanhas, e escavaram a Terra e o Mar, profundamente, atrás do combustível que faz funcionar as máquinas. E vi que entre os inteligentes havia videntes e sonhadores, profetas e mensageiros, poetas e artistas que viram outro mundo, que lhes advertiram, que trataram de dominar sua ambição e sua luxúria para benefício de suas almas. E vi aqueles que optaram por não construir e edificar, aqueles que decidiram não alterar minha paisagem, aqueles que se contentaram com pequenas moradias de couro e pele, barro e adobe, os que pintaram na areia e desenharam nas rochas e nas paredes das cavernas, aqueles que seguiram os animais selvagens em suas trilhas e caminhos silvestres, aqueles que oravam com a lua, as estrelas e o sol, aqueles que cantaram o sonho da noite cósmica. Entre eles também estavam os videntes, a gente da medicina, os sábios, e são eles que falaram por mim:

“Eu sou um com a Terra. A Terra e eu somos uma só menteVocês não estão separados de mim, ainda que possam pensar que estão. Vocês são um comigo. Sua mente e a minha, a mente de Terra, são uma e a mesma mente. E esta mente única se chama Noosfera – a mente da Terra que envolve a totalidade de meu corpo como um manto invisível, penetrando em cada ser vivo, dotando a cada um, de um raio do espectro da consciência de vida que se estende desde o centro da galáxia, ao nosso sol, a mim e a todos os que habitam em minha superfícieNão são senão um só organismo planetário. Toda a vida é uma, assim como eu sou um todo indivisível.”

“Para àqueles com olhos para ver e ouvidos para ouvir e corações que conhecem desde dentro, chegou o momento para que possam escutar meu manifesto pela Noosfera. Escute de novo e recite comigo: Eu sou um com a Terra. A Terra e eu somos uma só mente. Olhem nossos mares cobertos de lixo e com petróleo ardendo. Olhem nossos vizinhos sem lar e que fogem em busca de refúgio. Olhem as nossas crianças empilhadas nas sarjetas mendigando e buscando alimento. Olhem os comerciantes e donos das máquinas e dos bancos, escondendo-se atrás das portas blindadas e dos guardas de segurança. Olhem os anciões sentados na margem do que alguma vez foi um bosque, chorando pela perda de uma antiga realidade. Eu sou a Terra. Eu sou a mente de todos vocês. Agora falo através de todos vocês. Escutem: Em um momento de meu tempo, tudo mudará. Eu me levantarei da terra do sonho e converterei a vestimenta da consciência envolta em torno da perfeição de minha forma giratória. O tempo do dinheiro e da máquina vai terminar e um novo tempo começará e vocês conhecerão de novo o que haviam esquecido. E, a partir desse momento se estabelecerão os novos códigos do ser e da realidade, os códigos da Noosfera. Não haverá mais nações nem mais dinheiro, nem mais verdades escondidas, nem mais pobreza, nem mais drogas, nem mais armas, nem mais bombas, senão um novo mundo de telepatia universal. Todos entenderão, como Um e, ao mesmo tempo, que só existe um tempo para a Terra, uma simultaneidade de dia e noite, uma sincronicidade contínua. Sua mente começará a transformar tudo o que se há posto a perder em uma obra de arte viva, a Terra inteira convertida em uma obra mestra, rodeada por um arco-íris de polo a polo – uma única forma de pensamento tornado visível. Cidadãos da Terra, vamos sentir uma presença galáctica, a Noosfera, nossa central telepática. Um desenho do destino escrito em um plano divino, seguindo uma medida comum de tempo universal que nos unifica em uma só mente. Aceitaremos os visitantes de outros mundos; receberemos qualquer conhecimento que nos chegue dos Anciãos das Estrelas que têm estado esperando que nós amadureçamos na Noosfera, convertendo-se em uma nova hierarquia da civilização cósmica. Nada nos impedirá de seguir o caminho infinito – durante três milênios realizaremos a forma de vida da Terra como uma obra de arte. Só assim vamos ampliar a Noosfera no panorama da mente cósmica, irradiando desde os centros de nosso cérebro, o novo órgão, que considera o inteiro universal como um círculo girando incessantemente, mas que jamais abandona a Terra, nosso lar cósmico.”

Visão pessoal…
Esta matéria veio trazer outra visão sobre o tempo e como ele influencia a mente humana e toda esta Matrix na qual estamos inseridos.A reforma do calendário é o ato final da história, e o primeiro passo, para a Regeneração da Terra no berço da cultura galáctica. Mudar o calendário agora é mudar o curso da história e revolucionar, completamente, o futuro da civilização na Terra.  Nós também devemos entender que o ajuste desta reforma do calendário é de natureza vital e representa uma oportunidade evolutiva para a humanidade, a qual não pode ser desperdiçada. O assunto sobre calendários e a reforma do calendário não é popular por uma simples razão;é que o calendário em uso, funciona como um dogma e, assim, pouco se questiona. A maioria das pessoas não tem a menor ideia de onde veio o calendário atual. Pessoas que vivem em sociedades, principalmente não ocidentais, trabalham com o que é chamado de calendário lunar, tanto quanto com o atual calendário Gregoriano. Os calendários lunares também dogmatizam o sentido do tempo.Deve ser compreendido, sem equívocos, que um padrão irregular de medida tem um efeito profundo na mente, especialmente um padrão irregular de medida de tempo. Isto é devido ao tempo ser um fenômeno mentalmente percebido, diferente do espaço que é percebido pelos sentidos. Um padrão de medida que é irregular e desigual é inerentemente problemático. Nosso sentido de tempo é uma percepção fundamental. Se o padrão de medida de tempo que usamos é irregular, então, temos que considerar profundamente e compreender o que isto provoca em nossa mente, pelo uso prolongado durante séculos.

Inspiração

1-PDF-A Lei do Tempo e a Reformulação da Mente Humana
2-A civilização Maia
Paul Gendrop
3-Calendário Maia
Diane de Assis
4-2012-Profecias Reveladas
Drunvalo Melchisedek
5-A Profecia Maia
David Douglas
6-La Profecia del fin del calendario Maya
David Gallon
7-2012-Las Profecias del fin del mundo
Laura Castellanos
8-Gaia- Alerta Final
James Lovelock
9-Sincronário da Paz 2015
10-Sonda de Arcturus
José Arguelles
11- Fator Maia-O guia definitivo
José Arguelles
12-Manifesto por la Noosfera
José Arguelles
13-The Time and the Tecnosphere
José Arguelles
14-The Maia Calendar
 José Arguelles
Monicavox
Recomendo….

GLÂNDULA TIMO; A CHAVE DA IMUNIDADE E DA ENERGIA VITAL

No meio do peito, bem atrás do osso onde a gente toca quando diz “eu”, fica uma pequena glândula chamada timo.Seu nome em grego, thýmos, significa energia vital. O Timo continua sendo um ilustre desconhecido. Ele cresce quando estamos contentes, encolhe pela metade quando estressamos e mais ainda quando adoecemos.Essa característica iludiu durante muito tempo a medicina, que só o conhecia através de autópsias e sempre o encontrava encolhido.Supunha-se que atrofiava e parava de trabalhar na adolescência, tanto que durante décadas os médicos americanos bombardeavam Timos adultos perfeitamente saudáveis com megadoses de raios X achando que seu “tamanho anormal” poderiam causar problemas.

Mais tarde a ciência demonstrou que, mesmo encolhendo após a infância, continua totalmente ativo; é um dos pilares do sistema imunológico, junto com as glândulas adrenais e a espinha dorsal, e está diretamente ligado aos sentidos, à consciência e à linguagem. Como uma central telefônica por onde passam todas as ligações, faz conexões para fora e para dentro.Se somos invadidos por micróbios ou toxinas, reage produzindo células de defesa na mesma hora.O detalhe curioso é que o Timo fica encostado no coração, que acaba ganhando todos os créditos em relação a sentimentos, emoções, decisões, jeito de falar, jeito de escutar, estado de espírito.

A ORIGEM DO TIMO DESDE A ANTIGUIDADE

Assim, a origem da palavra timo remonta à antiga Grécia, e, possívelmente, à civilização indo-européia. Na Grécia, a palavra thymos foi utilizada por Platão e seu mestre Sócrates, assim como por Homero. Há indicações de que, para os gregos, thymos significava a alma ativa, a alma perecível – diferente da psyché ou alma passiva e imortal. Essa alma ativa seria equivalente à razão, à consciência (“awareness”) e estaria associada à respiração (sopro, alma, palavra), ao coração (desejos e intenções) e ao fígado (emoções).

Em um determinado momento na Ilíada , Aquiles diz: “Levantando-se como fumaça no peito dos homens Agamemnon irritou-me, mas deixemos os grandes serem grandes e aquietemos o thymos no nosso peito”. Assim, thymos é metafóricamente interpretado como “levantar fumaça no peito”. Expressa o princípio da vitalidade e, portanto, no seu lado físico, a respiração. Como atestado por Homero, thymos é o ânimo ou o coração, a sede das paixões e da ira, mas também da coragem e do entusiasmo. Neste sentido, uma pessoa que tem thymos pode ser chamada de entusiasta, dotada da força passional de reagir prontamente. Em consequência,thymos não tem a ver unicamente com a tendência à ira ou à indignação, mas com uma disposição anímica para acender e reagir enérgicamente, com dignidade, coragem, autoestima e ardor espiritual. Como indicado por John Onians, thymos referia-se originalmente ao sopro, à respiração. Era a matéria da consciência, o espírito, a alma-sopro, da qual dependia a energia e coragem do homem. Mesmo na sua mais remota origem, thymos denota “levantar-se em chamas” como nuvem ou espírito, o que nos remete ao conceito de alma e energia vital.

CARACTERÍSTICAS DA GLÂNDULA TIMO

1-É muito sensível a imagens, cores, luzes, cheiros, sabores, gestos, toques, sons, palavras, pensamentos.

2-Amor e ódio o afetam profundamente.

3-Idéias negativas têm mais poder sobre ela do que vírus ou bactérias.

4-Em compensação, ideias positivas conseguem dele uma ativação geral em todos os poderes, lembrando “a fé que remove montanhas”.

A ANATOMIA DA GLÂNDULA TIMO

Na anatomia humana, o Timo é um órgão linfático que está localizado na porção antero-superior da cavidade torácica. Limita-se superiormente pela traquéia, a veia jugular interna e a artéria carótida comum, lateralmente pelos pulmões e inferior e posteriormente pelo coração. É vital contra a autoimunidade. Ao longo da vida, o Timo involui (diminui de tamanho) e é substituído por tecido adiposo nos idosos, o que acarreta na diminuição da produção de linfócitos T.

FISIOLOGIA

A glândula Timo é muito ativa quando o indivíduo é uma criança. Ela desempenha um papel crucial no desenvolvimento e na melhoria do sistema de sua imunidade .A principal função da glândula Timo é a produção de linfócitos ou células T (T de células T’ representa “derivada do Timo”).Em termos fisiológicos, o Timo elabora várias substâncias: timosina alfa, timopoetina, timulina e o fator tímico circulante. A timosina mantém e promove a maturação de linfócitos- T e órgãos linfóides como o baço e linfonodos. Existe ainda uma outra substância, a timulina, que exerce função na placa motora (junção dos nervos com os músculos) e, portanto, nos estímulos neurais e periféricos, sendo considerada grande responsável por uma doença muscular chamada miastenia grave. Além dos linfócitos-T, existem no organismo outros tipos de linfócitos que não são produzidos no Timo, como os linfócitos-B, envolvidos na produção dos anticorpos. No entanto, os linfócitos-T constituem os elementos centrais no funcionamento do sistema imunológico, e por este papel central, sua ausência (ou a ausência do Timo) frequentemente resulta na morte do indivíduo.

Clara expressão da importância dos linfócitos-T é o quadro da AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida), doença em que o vírus HIV determina a queda progressiva das defesas do organismo e a morte do indivíduo, ao destruir seletiva e gradualmente grande parte dos linfócitos-T. O Timo já está presente no nascimento, desempenhando um papel fundamental do fim da gestação à infância. Na adolescência, ele começa a regredir, de forma que no indivíduo idoso sobra apenas um pequeno resto atrofiado. No entanto, seu declínio na vida adulta não acarreta nenhum problema para o organismo, uma vez que o produto do Timo, os linfócitos-T, já foi exportado e distribuído por todo o corpo, onde poderá exercer sua importante função durante toda a vida do indivíduo. De forma metafórica, podemos dizer que, na vida adulta, o timo está distribuído por todo o organismo. A capacidade dos linfócitos e de outras células do sistema imune de atuar frente aos patógenos deriva da existência, em sua membrana celular, de receptores que reconhecem (enxergam) as estruturas (moléculas) dos diferentes micro-organismos. Esses receptores se encaixam perfeitamente nas moléculas dos patógenos(causador ou micro-organismo específico que provoca doenças), como se  tratasse de uma chave e uma fechadura.

O SISTEMA IMUNOLÓGICO E O TIMO

O sistema imune é composto por órgãos, células especializadas e moléculas solúveis que têm a finalidade de reconhecer os elementos estranhos ao organismo e elaborar uma reação, ou resposta imune específica, dirigida a esses antígenos (Antígeno é toda partícula ou molécula capaz de iniciar a produção de um anticorpo específico.
Os antígenos são substâncias que não são reconhecidas pelo sistema imunológico como próprio do corpo. Um antígeno pode ser uma bactéria ou um fragmento dela, um vírus ou até uma substância qualquer)
 com a finalidade de eliminá-los do organismo e preservar a saúde. Os mecanismos de proteção anti-infecciosa, vistos de uma maneira mais ampla, podem ser classificados em três grandes categorias:

a) barreiras naturais – representadas pela integridade da pele e das mucosas, pelos movimentos próprios das mucosas (movimento muco-ciliar do trato respiratório, movimento peristáltico do intestino), fluxos urinário, lacrimal, salivar, das secreções respiratórias e digestivas, ácidos graxos da pele, enzimas com atividade antimicrobiana, flora normal da pele, dos tratos digestivo e genital feminino, entre outras;

b) imunidade inata ou natural – está presente e é efetiva em todos os indivíduos normais mesmo sem exposição prévia ao antígeno; opera sobre os agentes infecciosos da mesma maneira a cada vez que o indivíduo é exposto.

 c) a resposta adaptativa ou imunidade específica— é ativada somente após o primeiro contato com um agente estranho ao organismo, quando então se desenvolve a memória imunológica. Esta possibilita identificar os elementos estranhos em contatos subsequentes, e distingui-los de componentes do próprio organismo; sequencialmente ocorre uma reação rápida e específica como resposta protetora. Desta forma, é a resposta imune adaptativa que detém os atributos da memória e da especificidade na reação. Os linfócitos T e B são responsáveis pelo reconhecimento e pelo desencadeamento das respostas imunes adaptativas. Estas células são derivadas de células-tronco da medula óssea, entretanto, os linfócitos T sofrem um processo de desenvolvimento no Timo,enquanto os linfócitos B se desenvolvem na própria medula óssea.

Perspectivas; O Timo é um órgão linfóide primário cuja função essencial é a maturação funcional dos linfócitos T e o estabelecimento da tolerância aos auto-antígenos. Os progressos em relação ao conhecimento das funções do Timo foram grandes, mas ainda permanecem desconhecidos. Estes esclarecimentos poderão facilitar a compreensão de questões centrais da Imunologia, como a tolerância e a autoimunidade, e abrirão perspectivas para a abordagem terapêutica dos pacientes com doenças autoimunes.

O CORAÇÃO QUE RESPIRA –O Papel da Glândula do Timo e da “Respiração através do Coração”.

A melhor maneira de trabalhar para tranquilizar e equilibrar o corpo é fazê-lo com a respiração e com a energia da glândula do Timo ou do “coração superior”. O Timo é o portal energético do Chacra do Coração, no qual a luz ou emissões energéticas são experimentadas essencialmente na forma de Amor Incondicional. O Chacra do Coração também é o chacra mestre dos pulmões, e o ato da respiração física ativa o Timo e o Chacra do Coração.O próprio chacra cardíaco, fonte energética de união e compaixão, tem mais a ver com o Timo do que com o coração- e é nesse chacra que, segundo os ensinamentos budistas, se dá a passagem do estágio animal para o estágio humano. Podemos  notar como quando estamos ansiosos , respiramos de uma maneira muito superficial, até mesmo retendo nossa respiração. Isso impede que o Chacra do Coração se abra, impedindo o equilíbrio a este nível. Quando estamos profundamente relaxados, como em meditação, respiramos profundamente e permitimos que a energia do Coração flua com suavidade, produzindo esta sensação de relaxamento e de profunda tranquilidade que caracteriza a meditação. Portanto, a maneira de acalmar o sistema bio-energético e de reequilibrar o corpo é a técnica chamada “Respirar através do Coração”. Quando respiramos profundamente e nos concentramos no Chacra do Coração, melhoramos a circulação no sistema, graças à energia de luz do Amor Incondicional. Isto por sua vez contrabalança o excesso de estimulação elétrica sobre a Pineal, proporcionando uma sensação de calma e de paz.

Quanto mais  aprendemos a respirar profundamente, tornando-nos um “respirador consciente”, mais ativaremos a função do Timo, que não só potencializa os sentimentos de Amor Incondicional, mas também representam um papel fundamental na saúde do corpo ao ajudar o sistema imunológico físico. Um Corpo Forte sustenta um Forte Sistema Endócrino Espiritual. Provávelmente a melhor maneira de ajudar as mudanças no nosso corpo é o exercício físico regular e uma boa dieta integral-vegetariana. Um corpo forte e saudável é um veículo muito melhor para as poderosas energias dos chacras do que um fraco e cansado. De fato, a não ser que aumentemos a nossa força física, seremos incapazes de suportar as demandas da Nova Energia que carregamos em nosso corpo,nesta época da Transição Planetária,porque o corpo cristalino da Nova Terra é um corpo forte e saudável. Está desenhado para se movimentar e estar ativo. Gosta do ar fresco e das atividades ao ar livre.

A RELAÇÃO DO SISTEMA IMUNOLÓGICO E O ESTILO DE VIDA

Muitos sintomas que possuímos no dia a dia podem estar relacionados ao funcionamento do sistema imunológico,consequentemente, ao Timo. Por isso são denominadas doenças oportunistas.

Exemplos de situações que podem levar ao estresse:

1-desprezo amoroso;2-dor e mágoa;3-luz forte;4-níveis fortes de som;5-doenças crônicas;morte,divórcios, separações,nascimentos;desemprego;6-dívidas,responsabilidades;falta de recursos materiais;7-conflito;decepção;relacionamento pessoal infeliz;estilo de vida (álcool,fumo,alimentação errada,falta de sono,cansaço);8-situações limites(catástrofes,guerras,abusos sexuais).

EXERCITANDO O TIMO PARA AUMENTAR A PRODUÇÃO DE BEM ESTAR E FELICIDADE 

Pela manhã, ao levantar, ou à noite, antes de dormir;

1- Fique de pé, os joelhos levemente dobrados. A distância entre os pés deve ser a mesma dos ombros. Ponha o peso do corpo sobre os dedos e não sobre o calcanhar, e mantenha toda a musculatura bem relaxada.

2- Feche qualquer uma das mãos e comece a dar pancadinhas contínuas com os nós dos dedos no centro do peito, marcando o ritmo assim: uma forte e duas fracas.

3-Continue entre três e cinco minutos, respirando calmamente, enquanto observa a vibração produzida em toda a região toráxica.

4-O exercício estará atraindo sangue e energia para o Timo, fazendo-o crescer em vitalidade e beneficiando também pulmões, coração, brônquios e garganta. Ou seja, enchendo o peito de algo que já era seu e só estava esperando um olhar de reconhecimento para se transformar em coragem, calma, nutrição emocional, abraço.

  ALIMENTAÇÃO QUE ESTIMULA O TIMO E O SISTEMA IMUNOLÓGICO

Uma dieta bem equilibrada, com nutrientes essenciais em boa quantidade, constitui a base da boa função imunológica do organismo e , consequentemente do Timo. De acordo com médicos e nutricionistas,a deficiência de nutrientes é a causa mais frequente de um sistema imunológico deprimido. Na verdade, a ausência de apenas um nutriente específico pode afetar significativamente a imunidade. Deficiência de vitamina A, por exemplo, pode resultar em baixa imunidade celular e taxa elevada de infecção, enquanto a carência de vitamina C pode diminuir a digestão e proteção celular; Falta de vitamina E pode reduzir a produção de anticorpos, enquanto a de vitamina B6 reduz a imunidade celular. Quando a vitamina B12 é insuficiente, a proliferação de linfócitos pode ser reduzida; se não houver zinco suficiente,não pode aumentar os níveis de hormônio tímico (Timosina),que ficam  reduzidos assim como de células T e B inferior. Se é falta de cobre,a resistência à infecção é deprimida. E a lista poderia ser muito mais extensa. Para minimizar o risco de deficiência de qualquer nutriente, consuma muitas sementes e alimentos integrais, incluindo frutas, vegetais, feijões, leguminosas, cereais integrais e nozes. Os superalimentos verdes, como spirulina, chlorella, grama de cevada e grama de trigo são carregados com nutrientes essenciais e antioxidantes que realçam a imunidade, além de melhorar vários outros aspectos da saúde.Vegetais coloridos, como folhas verde ­escuro; amarelo e laranja, como cenoura e inhame; e vermelho, cascas de tomate e pimentas, são ricos em carotenos — que, assim como outros antioxidantes, aumentam a função imunológica, protegendo o Timo contra danos.Como vimos acima, o Timo é a principal glândula do sistema imunológico, responsável por inúmeras funções desse sistema, incluindo a fabricação de linfócitos T e a secreção de hormônios que regulam várias funções- imuno. Quando os níveis desses hormônios estão baixos, a imunidade é suprimida. O Timo é muito propenso a danos oxidativos e de radicais livres ligados a estresse, infecções, drogas e radiação. Os carotenos não só protegem esta glândula, como estimulam também a função de certas células brancas do sangue e da proteína Interferon  — que combate vírus e bactérias.Quando se trata de função imune, a vitamina C é, sem dúvida, uma das mais importantes. E uma grande dose deste nutriente reside em alimentos como acerola, pimentão, melão, cítricos e abacaxi. O camu­camu, por exemplo, é um fruto da Amazônia com os maiores teores de vitamina C no mundo — trinta vezes a quantidade encontrada na laranja.O alho tem uma longa história de uso medicinal para combater infecções. Muitos estudos têm mostrado as propriedades antibacteriana, antiviral, antifúngico, anti-parasitário e mesmo anticancerosas de compostos encontrados no alho — também conhecido como “a penicilina russa”. Cebolas são parentes próximos do alho e têm muitos compostos antivirais semelhantes.

Cogumelos reishi, shitake e maitake contêm compostos que melhoram a função imunológica e aumentam a capacidade do organismo em combater doenças e infecções. De acordo com estudos, alguns até têm efeitos anticâncer.

Iogurte feito com grandes quantidades de bifidobacterium lactis,ajuda a aumentar o número de total de linfócitos T ativados. Também aumenta a capacidade das células do sistema imunológico em destruir invasores estranhos, bem como a capacidade das células de defesa para matar células tumorais. Outros alimentos que contenham probióticos também podem ajudar.

 

Visão pessoal….

O tempo todo estamos afetando o mundo e somos afetados pelos outros a nossa volta. Existe uma fronteira invisível entre o que nos é desconhecido e o que já é conhecido. A transição de um lado para o outro acontece em planos da percepção em que estamos agindo ou construindo ; de um modo geral, estamos inconscientes na ocasião da transição. As doenças, enquanto fenômenos naturais, são também criadas pela forma como nos conduzimos na relação que temos com as multidimensionalidades das energias que circulam entre o homem e a natureza. Somos seres extremamente sensíveis, plurais e abertos para o cosmos. Nesse contexto, todos os fenômenos nos afetam (direta ou indiretamente) sem que tenhamos sensibilidade para vermos as suas origens no nascimento deles.Então a nossa realidade nos guarda o maior mistério que é a essência ou qualidade dos fenômenos. O essencial é invisível porque não se mede quantitativamente. As doenças são visíveis pelos seus efeitos, o princípio delas parece desconhecido na sua origem, mas já sabemos que não é. Nesse sentido, precisamos adotar uma nova abordagem científica que seja compatível com o objeto ou fenômeno observado. Pois só vemos o que nos é compatível com o nosso nível de consciência. O comum é o centro da curva normal (na área da estatística), os extremos são incompreensíveis e invisíveis para o nosso olhar viciado.A ciência precisa alargar seus horizontes como já vem fazendo muito bem nos campos de conhecimento da genética, física quântica e a astrofísica. Mas, mesmo assim precisamos urgentemente de hipóteses metafísicas para descortinarmos um mundo de fenômenos sutis responsáveis por boa parte das doenças crônicas. Quando os cientistas decidirem testar a hipótese da causalidade descendente (do plano metafísico para o plano físico, ou do plano qualitativo para o plano quantitativo) daremos um passo gigantesco fenomenal para explicarmos uma série de doenças de origem ainda desconhecida. A ciência moderna ainda não sabe penetrar no mundo essencial qualitativo das energias sutis das emoções humanas…..mas a do futuro, saberá.

 

Inspiração…

1-Iniciação á Medicina Holística
Dr Márcio Bontempo
2-Medicina Holística
Dr Sérgio Teixeira
3-Timo-Meu médico Interior
Aurora C Kantor
4-Por dentro do Sistema Imunológico
Paulo Cunha
5-os 10 mandamentos do Sistema Imunológico
Elinor Levy
6-A Saúde do seu Coração
Thomas J. Moore
7-Dieta Detox
Jeanne Margareth
8-Anticâncer-Prevenir e vencer usando nossas defesas naturais
David Servan-Shreiber
9-The Secret Language of your Body
Inna Segal
10-Breath, Mind and Counsciousness
Harish Johari
Monicavox
Recomendo…

As premissas da Transição Planetária

Enfrentando consideráveis crises políticas, econômicas, sociais e ecológica, a raça humana está desesperada por uma transformação e uma nova direção, se seguirmos agindo assim é garantido que estaremos condenados a ter um curso de autodestruição semiconsciente, como as catástrofes provocadas pelo homem se multiplicam e a criação de estresse em todos os aspectos da vida, devemos derrubar a nossa ignorância que se tornou um mestre temível incitando-nos para a guerra, a poluição, o desperdício e a exploração.

Os problemas sociais e padrões arraigados na fonte dos problemas globais são muito vastos e complexos para serem resolvidos a nível pessoal, no entanto, paradoxalmente a transformação pessoal do indivíduo oferece uma oportunidade solitária para evitar as catástrofes que estamos projetando para nós mesmos, a consciência humana tem um papel fundamental a desempenhar no nosso destino coletivo e há uma mudança sísmica ocorrendo aqui, que é a criação de uma classe crescente de pessoas conscientes, melhor equipadas do que nunca para lidar com um ambiente tão caótico.

post-05-19-2A mudança é o dramático reordenamento de sua psique, produzindo alterações que beneficiam muito o corpo, a mente e o espírito, ela é marcada pela considerável expansão da consciência nos espaços interiores da mente, do coração e da natureza interdependente de todas as coisas, é uma reconstrução da vida e propósitos reconstruídos sobre uma base da verdade, da paz, da força e da flexibilidade e é atingido por um processo trabalhoso e difícil de reflexão e auto realização, o resultado final da mudança é a experiência de uma nova perspectiva centrada da vida do mundo, a recuperação da saúde física e mental, e a descoberta da força, da coragem e do destemor necessário para percorrer estes tempos interessantes.

A evolução pessoal é tanto um grande dever como uma grande alegria de todos os seres humanos e é um processo de significação divina, muitas vezes se desdobrando em estágios que se sobrepõem com desenvolvimentos relacionados, aqui estão 9 componentes chave da mudança comumente vivida por pessoas em evolução, que não ocorrem necessariamente em uma ordem particular.

1.Consciência contemporânea:

A consciência da produção em massa, do consumo, da submissão e do niilismo é o lugar onde a mudança começa, este é o consenso do transe de que temos sido programados para aceitar a vida como real, enquanto obedientemente servimos nossos piores interesses sem exames ou questionamentos, consciência contemporânea é a aquiescência à loucura por uma questão de conveniência, romper com a consciência contemporânea é golpear a própria raiz do nosso dilema global, adormecido, drogado, e sem sentido, este nível de consciência é uma praga psíquica apagando nosso potencial.

2.Uma perturbação na Força:

Assim como um canário em uma mina de carvão, um aviso aparece em algum lugar prendendo a nossa atenção, sacudindo a nossa confiança, puxando-nos para fora da nossa visão de túnel, uma pequena parte da informação recolhida a partir da imprensa alternativa ou de um documentário devora a nossa compreensão de como o mundo é criado, e a mudança começa, isso prepara o palco para uma profunda e grave crise pessoal entrar em erupção, e muitas vezes envolve uma obstinada movimentação para o conhecimento e a verdade.

3.Uma Introspectiva Busca de Conhecimento e da Verdade:

Conhecimento e informação são o combustível para a transformação pessoal, uma vez desperto, nossa busca natural pela verdade e a justiça nos chama a considerar novas ideias e perspectivas fora, nós procuramos uma nova postura de compreensão do mundo em ruínas, a introspecção revela respostas para perguntas nunca antes feitas e o interesse do acompanhamento de informações e ideias “alternativas” fornecem respostas que contradizem profundamente a consciência contemporânea, uma vez que esta missão se inicia o mundo nunca mais será o mesmo.

4.A noite escura da alma;

O distúrbio começa a entrar em conflito com a consciência contemporânea de forma tão severa que a quantidade de dissonância cognitiva obriga a aderir ao status quo da vida que se manifesta materialmente como crises sanitárias graves física, mental e pessoal, a base para esta série catastrófica e catalisadora de eventos está em construção para a maioria da vida até este ponto, e como tal, a mente, o corpo e o espírito podem ser forçados a suportar baixas inimagináveis como a totalidade da soma e do significado de sua existência é esmagada e quebrada em pedaços sob o peso de sua negação com a sua cumplicidade na sua própria autodestruição.

Este é o teste final, para passá-lo é preciso suportar a dor até o último grau, e simplesmente não desistir, para muitos a noite escura da alma dura anos, marcando a mais grave e assustadora fase da vida e de mudança de vida, sucumbir ao sofrimento aqui, significa ceder a aniquilação total e escolher o caminho sério do autoengano, da submissão total ao ego e à falsa autoridade do vício, do descuido de si mesmo, do suicídio, da overdose, etc.

5.Descoberta da Medicina Real:

Algo nos ajuda através desta crise, aliviando a dor do nosso sofrimento, gentilmente reconstruindo a energia positiva e proporcionando distração suficiente enquanto o corpo e o espírito começam a recuperar a saúde, a medicina aqui não é farmacêutica, mas terapêutica e pode vir na forma de um esforço artístico ou um exercício ou melhor ainda, um intenso estudo de uma arte física esotérica de cura como Qi Gong, Yoga, Kung Fu, meditação e assim por diante, a medicina também podem ser encontrada entre os curadores, terapeutas, xamãs, ou até mesmo plantas medicinais como Ayahuasca e Iboga, encontrar a atividade ou experiência que empurra-o para longe do precipício da destruição e para a cura é um componente crítico da mudança.

6.Purificação e Desintoxicação:

Ao longo da busca pelo conhecimento, descobrimos a natureza tóxica do nosso estilo de vida sedentário e processado percebemos a necessidade da desintoxicação e purificação, aprender sobre o flúor metais pesados, OGM e os venenos em nossa comida revela a ligação entre o nosso estado emocional, os níveis de estresse, o bem-estar e a consciência, uma nova relação com a comida é desenvolvida e cuidar do corpo e da saúde torna-se gradualmente mais fácil.

Nosso ambiente tóxico inclui também a nossa atmosfera social e aqui somos obrigados a nos ajustar para fora da grande mídia “da conversa e lógica”, purgando-nos do lixo que muitas pessoas consideram importante, nosso consumo de ideias da linha principal é reduzido e nossa mente recupera uma posição de independência em um mar de conformidade sensacionalista.

7.Repensando a Autoridade, Dependência e Liberdade:

À medida que a desintoxicação empurra versões mais antigas do EU para fora do caminho rejuvenescendo a psique, uma nova imagem de si mesmo surge em um mundo que já não parece com antes, os projetos de controle e manipulação que governam nossas instituições e tradições sociais são justamente expostos como construções falsas que impedem a nossa evolução, enquanto que as políticas modernas do governo devem ser entendidas como armadilhas risíveis de dependência e de dolo, portanto, não mais benéfica para o crescimento positivo, as pessoas que investem suas vidas e identidades nestes esquemas parecem desesperadas e necessitadas de propósito, fanáticas e escandalosamente muito certas e muito sérias sobre como vivem.

Não conformidade e não cumprimento se tornam obrigações morais e a liberdade é reavaliada para incluir a liberdade de viver na consciência baseada no medo oferecido como a forma do padrão de vida, as pessoas comuns parecem estranhas agora na forma como elas se auto organizam em ordens agressivas, ridículas, brigando por uma posição no trabalho e submetendo-se a qualquer tipo de “figura de autoridade”, com um distintivo e uniforme barato, torna-se claro que a liberdade tem menos a ver com as leis e mais a ver com submissão voluntária e a liberdade torna-se uma constante luta para diminuir a dependência em relação aos sistemas que complicam a vida.

8.Deixando de lado e descartando o que não serve:

A fim de se mover através do processo de transformação é absolutamente necessário abandonar as coisas, as pessoas, os relacionamentos, os hábitos e as ideias que já não servem nem nos apoiam, os seres humanos enérgicamente interagem com os objetos e pessoas em nosso meio ambiente e eliminar e limpar as fontes de energia estagnadas e a negatividade cria espaço para novas experiências e inspiração para entrar e fluir na vida, este é um dos componentes mais renovadores nesta transformação.

9.Iniciação no Mistério:

A ciência material e a mídia convencional tentaram excluir as formas de mistério e atividades paranormais da apreciação de nossa cultura, portanto fazer uma iniciação no mundo do inexplicável é uma característica comum da mudança, por alguma razão quando uma pessoa muda dessa forma, acontecimentos estranhos e fascinantes ocorrem que desbastam as certezas que suportam o material da realidade consensual, sincronicidades surgem e momentos de clareza dão maior significado para o mundano, a consciência da energia de força vital sutil, Qi ou Prana, se desenvolve e modalidades antigas de pensamento e concentração provocam revelações estranhamente poderosas, uma vez que o véu da mentalidade científica rígida é perfurado, a intuição e a curiosidade florescem e reavaliam o potencial em todas as coisas e em todas as circunstâncias, abandonando a certeza em favor da admiração, a vida se torna sagrada, como sempre deveria ser.

Visão pessoal…

A mudança é nada menos do que a revolução pessoal total e sinaliza a reorganização da mente e da psique para o benefício do indivíduo e da coletividade, trata-se de lembrar quem somos e de superarmos a inércia importante da programação autodestrutiva do nosso mundo moderno, saindo da consciência e percepção das profundezas do transe contemporâneo que adoece tantas pessoas extraordinárias é um processo compelido tanto por forças naturais como por vontade pessoal e faz parte de nossa jornada única para a individualização, liberdade e felicidade neste mundo incrível, neste momento inacreditável.

Inspiração….

http://luzdegaia.org/downloads/livros/diversos/O_Processo_de_Transicao_Planetaria_Textos_Web.pdf

http://docplayer.com.br/11965232-Transicao-planetaria.html

Monicavox

Recomendo….

A Neurodinâmica da depressão

Em termos cerebrais, a depressão é um trabalho em equipe de 3 grandes módulos:
• Os elementos superiores: hemisférios esquerdo e direito, e o córtex
• Os elementos de base: o hipocampo e a amídala
• O intermediário: córtex cingulado anterior (CCA)

Módulo superior:

hemisfério esquerdo gosta do que é positivo, é mais analítico,  procura a ação e sabe falar, porque é uma sede importante da linguagem. Já o hemisfério direito tem uma queda natural para o que é negativo, apreende a realidade de uma forma mais global, e está muito envolvido nos comportamentos de recusas/não enfrentamento das coisas;.Num episódio depressivo, os dois hemisférios ficam em desequilíbrio: o lado direito fica mais ativo e o esquerdo retrai-se.Desta forma, as pessoas evitam o contato social (talvez mesmo por também terem dificuldades em explicar o que se passa com elas, porque a área da fala fica com menor capacidade) e evitam atividades que até teriam o potencial de as fazer gradualmente sentirem-se melhores. E ficam dominadas pelo negativo, sem grande capacidade para absorver o positivo, pela menor atividade do hemisfério esquerdo.

Módulo de base:

O hipocampo e a amígdala, duas pequeninas estruturas cerebrais, trabalham em conjunto. O hipocampo ajuda a criar novas memórias a partir da experiência, ajuda-nos a encontrar novos caminhos para o nosso destino, e dá-nos a localização espaço-temporal. A amígdala é o nosso botão de pânico cerebral, capaz de disparar os alarmes em frações de segundo, e é também a responsável por gravarmos aquelas primeiras impressões sobre os outros que são tão importantes para nos orientarmos socialmente, sabermos o que sentimos por eles, o que eles sentem por nós e, mesmo, descodificarmos as suas intenções em relação a nós.Quer o hipocampo, quer a amígdala diminuem de tamanho quando sujeitos a stress crónico, sempre presente numa depressão, o que debilita a sua atuação (não se preocupe; esse processo é revertido quando as situações de stress são levantadas). O hipocampo chega a ter uma redução de 10% a 20% de tamanho em pessoas que estejam crônicamente deprimidas.Quando estamos deprimidos, o hipocampo torna-se menos ativo, prendendo-nos na incapacidade de sairmos de um modo letárgico. Já a amígdala fica mais ativa, o que faz com que o medo e a ansiedade se tornem presentes em maiores doses, com a amígdala  enviando um fluxo contínuo de mensagens emocionais negativas para os elementos superiores, dizendo ao córtex que  devia  se preocupar

O intermediário:

Como um gestor intermédio, o CCA recebe e gere informações “de cima e de baixo”. Num episódio depressivo não temos medida, tentando criar algum equilíbrio interno, mas sem grande sucesso. Uma das coisas que faz habitualmente é monitorizar o nosso funcionamento, procurando erros e ativando-se quando encontra um. Quando se instala uma depressão, as memórias que nos surgem são apenas as negativas, porque a memória é um processo dependente do estado emocional – se estamos contentes, lembramo-nos de coisas boas, mas, se estamos tristes só nos conseguimos lembrar do que foi também triste. Por isso, o ACC encontra uma imensidade de coisas que correram mal e fica hiper-ativado.Além disso, como também tem um papel importante a selecionar e a codificar as experiências que passam ou não para a memória de longo prazo, quando fica muito ativado, e os seus parceiros de baixo estão de mãos cheias com o stress e literalmente a encolherem, torna-se-lhe mais difícil prestar atenção ao que de novo se passa na vida, ficando a braços apenas com as memórias difíceis, mesmo que na realidade (lá fora) se estejam a passar coisas boas. Ficamos com tudo o que foi amargo e surdos ao que é bom.

E agora?

Bem, em psicoterapia, com ajuda das intervenções eficazes – e há várias abordagens demonstradas como muito eficazes em depressão – são criadas as condições, com técnicas criteriosamente escolhidas, para quebrar o ciclo vicioso de negativismo e inacção que mantém o cérebro neste modo e que, de outra forma, nos prenderia numa espiral descendente de negativismo. Algumas situações requerem intervenção psicofarmacológica, de acordo com critérios que começam  estar objetivados, pelo que já é possível o profissional de saúde dizer com alguma certeza se deve “tomar comprimidos” ou não, em conjunto com a intervenção psicoterapêutica.O que é fundamental reter: a depressão é muito comum e é uma doença séria que exige tratamento, tão rápido quanto possível. O tratamento é eficaz e existem diversas intervenções capazes de conseguirem resultados e fazê-lo sair de um estado que degrada a qualidade total de vida.

“A depressão ainda é um dos maiores segredos do cérebro humano”

Neurocientista aponta que o problema não tem origem apenas psicológica, mas também orgânica

Mesmo com todos os avanços da ciência, um problema tão antigo quanto comum permanece sendo um dos maiores desafios da ciência: a depressão. Desvendar esse complexo mistério é um dos trabalhos de Gitte Moos Knudsen, neurologista dinamarquesa e pesquisadora-chefe da Unidade de Pesquisa em Neurobiologia do Hospital da Universidade de Copenhagen (Dinamarca). . Gitte alcançou destaque ao identificar padrões de atividade cerebral que apontam funcionamentos cognitivos relacionados à depressão. Veja o que mais ela fala sobre o assunto.

Quais são os principais desafios da neurociência hoje, e como os especialistas no assunto vem tentando superá-los?

Penso que o maior desafio é entender como o cérebro humano funciona. Quanto as questões clínicas, as doenças que mais incomodam são a depressão, a doença de Alzheimer e outros danos que afetam uma grande quantidade de pessoas. É importante entender que essas doenças chamadas mentais são, na verdade, cerebrais.

O cérebro humano ainda é um órgão misterioso, cheio de segredos?

O cérebro humano ainda esconde diversos segredos, e a razão para isso é o fato dele ser um órgão extremamente complexo. Entender seu funcionamento é mais complexo ainda. Nossos cérebros possuem bilhões de neurônios que atuam em conjunto de uma forma dinâmica para modular nossas respostas às demandas do ambiente. Também existem diversos neurotransmissores e hormônios. A interação ente o genoma e os fatores epigenéticos, que pode ser definida de maneira simplificada como a maneira pela qual o ambiente modela o nosso sistema nervoso, é uma questão extremamente complexa e desafiadora. Portanto, existem diversas questões ainda a serem descobertas, mas penso que já avançamos consideravelmente rumo ao entendimento de como o cérebro humano funciona.

Quais as principais ameaças que nós humanos oferecemos a nosso cérebros?

As maiores ameaças se relacionam às drogas e lesões traumáticas, mesmo aquelas aparentemente leves. Essa questão tem sido cada vez mais debatida. As lesões que os jogadores de futebol americano sofrem são um exemplo, mas existem diversos outros tipo de concussões e contusões repetidas que passam despercebidas. A adoção de um estilo de vida pouco saudável, o estresse crônico e a presença de doenças clínicas não tratadas, como a hipertensão e o diabetes, também constituem em ameaças relevantes. Estamos progressivamente mais conscientes desses riscos e necessitamos ensinar à população em geral como evitá-los.

E que drogas são as mais danosas ao sistema nervoso?

Essa é uma questão complexa, já que devemos considerar fatores como os efeitos agudos e crônicos das drogas e o quão difundida é sua utilização. Se analisarmos quais drogas causam dano a um número maior de pessoas, no topo dessa lista de efeitos estão o álcool e o hábito de fumar. Não apenas por seus efeitos diretos sobre o cérebro e o corpo, mas também por sua utilização amplamente difundida. As legislações não abordam os perigos potenciais e a toxicidade dessas chamadas “drogas lícitas”. Talvez seja a hora de repensarmos nossa posição sobre isso não apenas como indivíduos, mas também como sociedade.

A depressão é uma doença do cérebro? Não é apenas uma doença psicológica, mas também orgânica?

A depressão é uma doença cerebral, que pode ser tratada de diversas maneiras. O fato da psicoterapia ser uma dessas maneiras não significa que a depressão seja um fenômeno de origem psicológica. Essa forma equivocada de pensar leva algumas pessoas a considerar que poderia ser possível aos pacientes superar a doença apenas com a vontade de mudar, e esse definitivamente não é o caso. Essas pessoas possuem uma doença cerebral e simplesmente não podem fazê-la desaparecer.

Essa reação pode ser descrita como o surgimento de padrões de atividade cerebral relacionados a um predomínio, em termos de valorização, dos aspectos negativos das experiências derivadas da exposição ao ambiente. Isso leva a uma sobrevalorização das emoções negativas, que acabam por anular as emoções positivas. Dessa forma, uma visão negativa prevalece sobre a visão neutra ou positiva dos fatos. Esse é o problema cognitivo básico relacionado à depressão.

Os antidepressivos tem sido prescritos de maneira exagerada? Eles são ruins para o cérebro?

Estou convencida de que os antidepressivos podem ser prescritos de forma exagerada em certas circunstâncias, e esse fato talvez esteja relacionado ao surgimento de uma percepção negativa desses medicamentos em certos meios. Como qualquer tratamento médico, os antidepressivos devem ser utilizados de forma cautelosa, e somente quando prescritos por médicos qualificados. Da mesma forma, também estou certa de que esses medicamentos são um dos melhores recursos que podemos utilizar para ajudar as pessoas que sofrem de condições incapacitantes como a depressão e algumas outras doenças mentais.

A depressão é uma doença crônica, ou seja, uma vez alvo do problema, a chance dele voltar é sempre maior?

O estudo dos fatores de risco ao cérebro humano pode nos levar a identificar alguns dos mecanismos básicos da depressão. A análise desses fatores pode nos proporcionar uma compreensão da doença sem fatores geradores de confusão que possam enviesar nossa percepção. É o que acontece, por exemplo, quando observamos o cérebro de uma pessoa deprimida que possua graves problemas sentimentais associados à depressão. Nesses casos, a doença é também mais difícil de ser tratada. É verdade que a depressão é um problema que tem uma tendência a reaparecer ao longo da vida, mas eu não a classificaria como uma doença crônica. Episódios depressivos não são uma condição crônica, e talvez seja mais adequado considerar a depressão como uma doença caracterizada por exacerbações, cujas crises podem ser desencadeadas pela exposição a fatores ambientais, embora também ocorram na ausência de qualquer fator desencadeante identificado

Depressão destrói partes do cérebro, afirma estudo-

A depressão persistente é causadora de danos cerebrais ao invés de ser um fator predisponente para isso, concluíram pesquisadores após décadas de hipóteses não confirmadas.(Fonte-Ciência online)

Umestudo publicado  na revista Molecular Psychiatry provou de uma vez por todas que a depressão recorrente encolhe o hipocampo – uma região do cérebro responsável pela formação de novas memórias – levando a uma perda da função emocional e comportamental.O encolhimento do hipocampo tem sido associado à depressão, mas estudos anteriores não foram conclusivos. Amostras de pequenas dimensões, variando os tipos de níveis de depressão e de tratamento, assim como a variação nos métodos de recolha e interpretação dos resultados, em conjunto conduziram a resultados inconsistentes e muitas vezes conflitantes.

Agora, através de uma análise global e transversal de imagens cerebrais de 9.000 pessoas, os cientistas foram capazes de conclusivamente associar os danos cerebrais à depressão. O encolhimento do hipocampo surge naqueles em que a depressão começa cedo (antes da idade de 21), assim como em pessoas que têm episódios recorrentes de depressão.Os pesquisadores notaram que era essa persistência que produzia o dano. De fato, aqueles que têm apenas um episódio de depressão não têm um hipocampo menor, por isso o tamanho do hipocampo não é um fator predisponente, mas uma conseqüência do estado da doença. Isso coloca a ênfase na identificação precoce dos casos persistentes ou recorrentes mais graves.É importante ressaltar que, em sistemas de identificação precoces, os cientistas devem dar atenção áqueles em que a depressão persiste ou é recorrente, porque eles são os únicos que vão ser mais prejudicados do ponto de vista do dano cérebro.Os pesquisadores utilizaram dados de scans de ressonância magnética (MRI) do cérebro e dados clínicos de 1.728 pessoas com depressão major e 7.199 indivíduos saudáveis, combinando 15 conjuntos de dados da Europa, EUA e Austrália. As amostras foram obtidas a partir da base de dados de grupo Enigma – um consórcio internacional que investiga perturbações psiquiátricas.

Este estudo confirma – numa amostra muito grande – uma descoberta que tem sido relatado em algumas ocasiões. É interessante que nenhuma das outras áreas subcorticais do cérebro sofram um efeito tão nefasto de forma tão consistente. Por esse movito, também se confirma que o hipocampo é particularmente vulnerável à depressão.

O hipocampo faz parte do sistema límbico do cérebro, ou do que é conhecido como o seu centro emocional. O sistema também contém a amígdala, uma outra parte do cérebro que parece também ser afectada pela depressão, mas em menor escala. O hipocampo desempenha um papel importante na consolidação e formação de novas memórias.Ainda assim, e apesar dos resultados do estudo serem importantes, eles não são susceptíveis de afectar imediatamente o tratamento clínico dos pacientes com depressão. Tal não acontecerá do dia para a noite, mas a investigação não deixa de ter implicações para o desenvolvimento de melhores tratamentos para a depressão.Assim, os investigadores devem no futuro medir os volumes das regiões individuais dentro do hipocampo, que são responsáveis ​​por diferentes funções cognitivas. Ter uma melhor compreensão de como são as diferenças de volume regionais proporcionará uma maior capacidade para tirar conclusões que visem o tratamento.Os cientistas esperam agora confirmar os danos do hipocampo na depressão através de estudos empíricos dirigidos precisamente a verificar esse facto. É importante notar, contudo, que os efeitos da depressão sobre o cérebro são reversíveis com o tratamento certo para o indivíduo, até porque o hipocampo é uma das áreas mais importantes de regeneração do cérebro, concluem os pesquisadores.

ESTRESSE E DEPRESSÃO LIGADO ÁS EMOÇÕES-~pelo Dr Drauzio Varella

Na depressão, o existir é um fardo insuportável. “A tristeza é tanta que acordo pela manhã e não encontro razão para levantar; só saio da cama porque permanecer deitada pode ser pior”, queixou-se uma senhora depois do terceiro episódio da doença. “Na depressão, a vida fica por um triz”, observou ela.

Depressão é a tristeza quando não tem fim, quadro muito diferente do entristecer passageiro ligado aos fatos da vida. É uma doença potencialmente grave que interfere com o sono, com a vontade de comer, com a vida sexual, com o trabalho, e que está associada a altos índices de mortalidade por complicações clínicas ou suicídio .É a mais comum de todas as enfermidades psiquiátricas, acomete mais as mulheres e apresenta caráter recidivante: depois do primeiro episódio, a probabilidade de ocorrer outro é de 50%; depois do segundo, sobe para 75%; e, depois do terceiro, para pelo menos 90%.

Se é uma doença psiquiátrica, que alterações acontecem no cérebro das pessoas deprimidas?Há 40 anos a explicação mais aceita tem sido a de que no cérebro dos deprimidos haveria diminuição da produção de certos neurotransmissores (substâncias que agem na transmissão de sinais entre os neurônios), entre os quais a serotonina provávelmente exerceria papel preponderante.A idéia de que baixos níveis de serotonina em certas áreas do cérebro seriam a causa da depressão, foi reforçada pela demonstração de que o aparecimento de medicamentos capazes de aumentar as concentrações cerebrais desse neurotransmissor (das quais as mais populares são a fluoxetina e a sertralina)beneficiou grande número de pacientes.Nos últimos dez anos, no entanto, a hipótese dos níveis inadequados de serotonina passou a ser cada vez mais contestada. O principal argumento contrário a ela foi o de que, embora concentrações diminuídas desse neurotransmissor tenham sido detectadas no sistema nervoso central de vítimas de tentativas violentas de suicídio, nunca foi possível demonstrar deficiência de serotonina no cérebro de pacientes deprimidos.

Em edição especial, a revista “Science” traz uma discussão sobre o conjunto de idéias mais aceito atualmente para explicar a depressão: a hipótese do estresse.Segundo essa hipótese, em resposta aos estímulos agressivos do ambiente, o hipotálamo produz um hormônio (CRF) para convencer a hipófise a mandar ordem para as suprarrenais produzirem cortisol e outros derivados da cortisona.Diversos trabalhos experimentais mostraram que esses hormônios do estresse (CRF, cortisol e outros) prejudicam a saúde dos neurônios, porque modificam a composição química do meio em que essas células exercem suas funções.

A persistência do estresse altera de tal forma a arquitetura dos circuitos neuronais que chega a modificar a própria anatomia cerebral. Por exemplo, provoca redução das dimensões do hipocampo, estrutura envolvida na memória, e área fundamental para a ação das drogas antidepressivas.

Pesquisadores da Universidade de Emery, em Atlanta, demonstraram a existência de períodos críticos na infância em que sofrer violência física, abuso sexual, ausência de cuidados maternos e outros tipos de estresse emocional podem conduzir à hipersecreção de CFR no hipotálamo, com consequente liberação de cortisol pelas suprarrenais, alterações associadas à depressão na vida adulta. Os pesquisadores concluíram que “muitas das alterações neurobioquímicas encontradas na depressão do adulto podem ser explicadas pelo estresse ocorrido em fases precoces da infância”.De fato, no estudo clínico conduzido em Atlanta, 45% dos adultos com quadros depressivos de pelos menos dois anos de duração haviam sido abusados, negligenciados ou sofrido perda dos pais na infância.Outro achado importante para definir o papel dos hormônios do estresse foi a demonstração recente de que a injeção de CRF diretamente no cérebro de animais de laboratório induz o aparecimento de quadros típicos de depressão e de distúrbios de ansiedade, sugerindo que depressão e ansiedade tenham mecanismos comuns e possam ser induzidas por fatores semelhantes. Talvez seja essa a justificativa para a maioria das pessoas com depressão na vida adulta referir personalidade hiper-ansiosa na infância e adolescência.

O ESTRESSE E A DEPRESSÃO

Até meados do século 20 acreditava-se que o número de neurônios era fixado no nascimento e permanecia estático durante toda a vida, entretanto, graças às pesquisas na área psiconeurológica sabe-se hoje que novos neurônios continuam sendo gerados no cérebro adulto de diversos animais, inclusive no ser humano. E o mais impressionante é que diversos fatores ambientais, entre eles o estresse, influenciam na reprodução dessas células nervosas.Durante décadas a ciência discutiu, sem chegar a conclusão alguma, a importância do ambiente e/ou da constituição na causa dos transtornos emocionais. Havia partidários da tendência psicodinâmica, atribuindo prioritÁriamente às vivências o desenvolvimento dos transtornos psíquicos e, por outro lado, havia partidários da corrente organicista, os quais arrastavam para o orgânico a responsabilidade quase exclusiva das alterações emocionais. O bom senso recomendava uma visão organodinâmica para esta questão, uma síntese das duas anteriores.

As pesquisas sobre as influências do ambiente na reprodução de novos neurônios e na estrutura cerebral (plasticidade) podem representar uma luz no fim do túnel; vivências traumáticas são capazes de inibir a reprodução neuronal e alterar a forma e tamanho de estruturas cerebrais, principalmente do hipocampo. Isso significa que nossas vivências influenciam na estrutura e na função de nosso cérebro.

Mas qual a importância dessa reprodução de neurônios? Entre outras coisas conhecidas e muitas desconhecidas, sabe-se hoje que a depressão é marcantemente influenciada pela renovação de neurônios, ou neurogênese, como é chamada.

Pesquisas mostram como as vivências e fatores ambientais acabam interferindo na microanatomia, na estrutura e na função cerebral. Resumindo, isso quer dizer que o estresse prolongado, as tensões crônicas, momentos repetitivos de raiva, de ansiedade, podem modificar a estrutura do cérebro.Não obstante e por outro lado, imagens do cérebro de pacientes deprimidas mostram uma diminuição de uma estrutura cerebral, o hipocampo. Estamos longe ainda de descobrir se foi o ovo ou a galinha que veio primeiro; se a depressão determina alterações no hipocampo ou se são estas que determinam a depressão. Os novos conhecimentos são cada vez mais impressionantes.

É certo que a exposição ao estresse tem um papel importante no desenvolvimento da depressão, no entanto, os mecanismos envolvidos nesta relação ainda são pouco conhecidos. Neurológicamente há evidências sobre a participação do hipocampo no desenvolvimento da depressão, e o estresse parece ser um importante fator na a diminuição da neurogênese. Conseqüentemente, o estresse e a inibição da neurogênese são importantes fatores no desenvolvimento da depressão.

Neurocientistas proeminentes defendem a teoria de que o mecanismo através do qual o estresse induziria depressão estaria ligado ao hipocampo: os hormônios do estresse suprimiriam o nascimento de novos neurônios nessa estrutura crucial para o processamento da memória. Tal suspeita ganhou ímpeto especialmente depois da publicação, meses atrás, de uma descoberta inesperada: depois de duas ou três semanas de tratamento com drogas antidepressivas começam a nascer novos neurônios no hipocampo (neurogênese). Esse achado explicaria também por que, apesar de os antidepressivos elevarem imediatamente os níveis cerebrais de serotonina, sua ação benéfica só se manifesta semanas mais tarde.

O conhecimento da arquitetura dos circuitos cerebrais envolvidos na depressão adquirido nos últimos dez anos provocou uma explosão de ensaios terapêuticos com drogas dotadas de mecanismos de ação muito diferentes das atuais. Estamos no limiar de descobertas que revolucionarão o tratamento dessa enfermidade tão debilitante.O hipocampo  era tradicionalmente relacionado à memória e aprendizagem, mas, pesquisas mais recente associam essa estrutura cerebral às respostas ao estresse e à neurogênese. Dentro desta linha de pesquisa se constata que o estresse pode causar alterações plásticas no hipocampo, as quais incluem alteração nos dendritos dos neurônios e inibição da neurogênese. Fechando hipóteses, sabe-se também que a depressão e os efeitos dos antidepressivos também têm sido associados à inibição e estimulação da neurogênese respectivamente.

Para facilitar o entendimento, é bom ter em mente que a função cerebral sadia precisa da neurogênese. Voltando ao hipocampo, muitos trabalhos mostram associação entre depressão e alterações cerebrais estruturais, notadamente no hipocampo. Segundo estudo bem elaborado por Lupien e col., a atrofia do hipocampo observada na depressão seria decorrente dos níveis elevados do cortisol, produzido pelas supra-renais durante o estresse. Coerentemente, está cada vez mais evidente que os antidepressivos podem prevenir a atrofia do hipocampo, bem como aumentar a neurogênese, principalmente se seu uso for crônico.Estudos de Sheline e colaboradores sobre a imagem cerebral também mostraram haver uma diminuição do volume do hipocampo em mulheres idosas com depressão, comparado com mulheres sem depressão e da mesma idade. Novamente constata-se que a perda de neurônios e a diminuição ou inibição da neurogênese deve-se a uma neurotoxicidade causada pela liberação excessiva do cortisol  pelas glândulas supra-renais durante o estresse. Esse aumento na liberação cortisol está fortemente relacionado aos episódios de depressão recorrentes.Três anos mais tarde, completando essa linha de pensamento, o mesmo grupo de pesquisadores relatou que a atrofia hipocampal presente nos pacientes com depressão se relaciona mais com a duração da doença do que com a idade dos pacientes (van Riedel, 2003).Em relação aos antidepressivos, também se estuda os efeitos desses medicamentos sobre o fenômeno da neurogênese. Em 2000, Malberg e colaboradoresmostraram que o tratamento com antidepressivo aumentou a neurogênese na região do hipocampo de ratos. O mesmo efeito não se observa com o uso de antipsicóticos. No ano seguinte esses resultados foram corroborados por Czeh e colaboradores. Nesse sentido, há fortes evidências de que os antidepressivos são capazes de aumentar a maturidade dos neurônios, assim como também a proliferação e sobrevida dos mesmos.Até o momento, os resultados das pesquisas são sugestivos de forte associação entre a diminuição de neurogênese e a depressão. Pode-se ainda cogitar sobre a diminuição da neurogênese preceder a depressão, aumentando a vulnerabilidade da pessoa às vivências estressoras ou mesmo modificando a capacidade adaptativa da pessoa ao ambiente (Scorza e colab., 2005). Por outro lado, esses estudos sobre neurogênese não invalidam outros fatores envolvidos na depressão, como por exemplo, a genética, os neurotransmissores, hormônios, estressores psicossociais e outros.

FONTE;Ballone GJ – Estresse e Alterações Cerebrais – in. PsiqWeb, www.psiqweb.med.br

O lítio é o mineral que inibe no cérebro a produção de PLA 2 e, com isso, promove a regulação dos receptores, fazendo com que os do tipo 1 da serotonina aumente e os tipos 2 de serotonina e da dopamina diminuam, além de aumentar a produção desse receptor. Trata-se de um átomo muito pequeno, que é liberado nos neurônios junto com o oxigênio, pelas hemácias do sangue.Atualmente utiliza-se muito o carbonato de lítio no combate à depressão, mas essa prática vem sendo questionada pela psiquiatria ortossistêmica em função do baixo poder de penetração desse composto nas células. Para produzir resultados nos pacientes, o carbonato de lítio acaba sendo administrado em doses altas e, por isso, é comum provocar problemas, como distúrbios na glândula tireóide.Para piorar o quadro, convencionou-se dosar a quantidade de lítio no plasma sanguíneo, o que é um equívoco. O ideal é fazer a dosagem do lítio nas hemácias, o que é menos simples, mas que de fato pode verificar o teor intracelular do mineral. O lítio das hemácias deve estar sempre mais alto que o plasmático, para garantir que o organismo tenha condições de sair da depressão.

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