A TEORIA DO BIOCENTRISMO QUÂNTICO

O Biocentrismo (de’bios’, vida em grego) é a designação geral que se dá à afirmação de que todos os seres vivos concretos, seja qual for a sua espécie, são, e devem ser, o centro de consideração ética e moral.

-Na sua essência, o Biocentrismo implica o reconhecimento de um estatuto moral direto para todos os seres vivos individuais. O que significa que estes são, diretamente, individualmente, considerados pelo seu valor intrínseco (por serem o que são em si mesmos), e não pelo possível valor extrínseco instrumental, secundário e indirecto, de serem membros de um «Todo» abstrato genérico, tido, convencionalmente, como o centro exclusivo e útil de relevância e consideração morais, como a Cultura, a Etnia, a Nação, o Estado, o Ecossistema, a Cadeia Alimentar e a Espécie, «só» por si mesmos. Quer dizer, ao contrário do que dizem as doutrinas éticas e morais ainda dominantes: (que só o Homem, só os seres humanos são diretamente e individualmente consideráveis), o Biocentrismo afirma que ao agir, e ao decidir efetivar qualquer ação, devemos considerar moralmente quais os efeitos e consequências diretas que essa ação e essa decisão poderão ter, não só sobre os demais humanos, mas sobre todos os demais seres vivos concretos e individuais, que por elas poderão ser afetados.

Ou seja, o Homem cessa de ser o único ser a que é reconhecido valor intrínseco, um valor que não depende de uma utilidade instrumental, cultural, econômica e ecossistêmica, exteriores à sua mera existência ontológica (autenticidade existencial).

-Tudo isto, não significa que os seres humanos tenham que perder, em si, direitos autênticos e essenciais. Mas sim, que os direitos autênticos e essenciais, naturais e necessários, (o direito à Vida, à saúde, à integridade individual,  desenvolver as suas características próprias orgânicas, a buscar a felicidade, a ter Paz…) que os seres humanos têm, devem ter e terão, serão expandidos e reconhecidos para além da espécie humana, a todos os seres e aconteceres da Vida biosférica, que sempre partilharam conosco uma origem genética comum, os lugares de Vida e a autenticidade ontológica.

O Biocentrismo convida a que a humanidade adote um ponto de vista mais profundo e mais amplo sobre o que é uma Ética e uma Moral. Já não um dominado pelo calculismo dos «direitos só em troca de deveres» e pelo utilitarismo dos «teres e dos haveres», mas um ponto de vista ontológico: basta existir para se ser inteiro, basta Ser para se merecer considerabilidade e respeito. Um Biocentrismo coerente e profundo enforma uma espécie de «Ontocentrismo»: para a Vida, cada  ser-acontecer é-já-sempre em si mesmo, como se apresenta, singular, insubstituível, considerável e importante. O Biocentrismo convida, também, o assumir de uma outra noção de Liberdade: a grande liberdade positiva e aditiva, que respeita a liberdade de todo e cada um dos seres vivos concretos e individuais da biosfera viva, e, jamais, a pequena «liberdade» negativa e subtrativa do Homem ser Nada da Natureza e da Vida, à custa e apesar dos «outros» seres vivos.

-Só o Biocentrismo poderá libertar o ser humano do peso de se considerar o centro auto-mistificado do Universo, reconciliando-o como sólido nó, leve, livre e feliz, na teia da Vida.

CONSIDERAÇÕES CIENTÍFICAS SOBRE O BIOCENTRISMO

Apesar de ainda polêmica, a idéia não é de modo algum nova. Desde os filósofos gregos antigos até os nomes mais reconhecidos da ciência moderna, como o do astrônomo Camille Flammarion (1842-1925) e Charles Richet (1850-1935), Prêmio Nobel de Medicina em 1913, passando por pesquisadores como os já citados Ian Stevenson e do brasileiro Hernani Guimarães Andrade, e, mais recentemente, com nomes como o do astrofísico escocês Archie Roy (1924-2012) e do  biológo britânico Rupert Sheldrake, que se teoriza, a partir de evidências, que a vida e, portanto, a consciência humana possam não apenas sobreviver ao corpo, mas ainda determinar  o processo de sua embriogênese, atuando sobre o material genético, e a sua morfologia. Tudo isso sendo  discutido e amparado em uma série de evidências científicas(evidências, bem entendido, já que muita gente dentro do establishmentcientífico, modelado no velho paradigma mecanicista-positivista, ainda resiste a considerá-las provas), como as atualmente apresentadas pelos médicos Sam Parnia, na Inglaterra, e Van Lommel, na Holanda, sobre as experiências clínicas de pacientes que tiveram experiências de quase morte.

 ” A vida e, mais ainda, a consciência  – que se expressa por meio da vida –  que tem a primazia evolutiva e, com esta, estimula o desenvolvimento das manifestações físicas do Universo. É a consciênica e a vida, sua expressão que, para tanto, se utilizam da matéria tanto para animá-la quanto para se desenvolverem mútuamente (mente, vida e matéria) do que o oposto, ou seja, a matéria dando origem à vida e a consciência como mero fruto do acaso. Tal inversão lançaria nova e revolucionária luz sobre a ordem que vemos na natureza e seria o que determina a escala o aspecto geral do universo conhecido e o processo evolutivo que vemos, da matéria à consciência. Indo mais além, estabelece, como consequência, a existência da própria consciência como ente com uma realidade própria, inclusive sobrevivente à morte física.”Dr Robert Lanza M.D.

Robert Lanza, considerado pelo New York Times um dos três mais importantes cientistas vivos, afirma que existe vida após a morte e mesmo a reencarnação e que há evidências científicas desta realidade.

Dentro do rígido mundo acadêmico e laboratorial, é o Dr. Robert Lanza quem afirma que o atual nível de avanço da ciência permite dirimir práticamente qualquer dúvida sobre esta questão. Para ele, o quadro atual da ciência possibilita afirmar, que a vida continua para além da morte física e, mais que isso, essa vida consciente se aperfeiçoa com o tempo, voltando a viver em outros corpos (reencarnação), e atuando entre uma vida e outra em dimensões para além da nossa.Os estudos de Lanza ,unem ou estabelece pontes de comunicação que vai da Física Avançada para a Psicologia e Biologia de ponta e o levaram a formular sua teoria ou princípio do Biocentrismo. 

Nesta, é a consciência (ou algo bem parecido com a noção de um espírito consciente) que é o elemento mais fundamental no universo, ou seja, é a consciência o elemento que rege e estabelece a composição do universo, e não o inverso como o modelo mecanicista convencional costuma estabelecer…. Costuma estabelecer e reduzir, metafísicamente e á priori, de conformidade com o modelo mecanicista, interpretando a consciência como se esta fosse um mero epifenômeno secundário e sem muita importância da matéria (visão materialista-reducionista). 

As afirmações de Lanza podem parecer polêmicas, ousadas ou até mesmo temerárias, mas estão longe de serem frutos de uma mente excêntrica que deseje polemizar para obter notoriedade. Ao contrário, são baseadas em evidências, portanto, fatos, bem estabelecidos e pesquisados que agora ele tenta explicar numa teoria coerente, denominada biocêntrica.

OS DEFENSORES DA IDÉIA 

Vale lembrar que no curriculo do autor, anos atrás, ele pesquisou em áreas da Psicologia com ninguém menos que o pai do Behaviorismo radical, B. F. Skinner, e com grandes nomes da biologia, bioquímica e biofísica, tendo artigos publicados nas revistas mais difícies e conceituadas, como a Science. Portanto, suas colocações não são resultados de uma mente sonhadora ou ingênua e, apesar da resistência inevitável, com críticas pesadas mas nem sempre equilibradas dos colegas embebidos do paradigma mecanicista, obteve a simpatia ou mesmo o discreto apoio de outros lumiares da ciência contemporânea, como o do médico e Prêmio Nobel, Dr. Edward Donnal Thomas, que saiu em defesa de Lanza na revista Forbes em 2007, ou do físico Lawrence Krauss, que considera as idéias de Lanza científicamente interessantes embora, para ele, dificies de serem testadas – mas se levarmos em conta as pesquisas de Banerjee, Stevenson, Dean Radin, Charles Tart e H. G. Andrade, entre outros, possíveis de serem feitas.

Lanza, se aproxima muito de autores e teóricos avançados da Física, Filosofia, Biologia e Psicologia como David Bohm, James Lovelock, Jan Smuts, Ludwig von Bertalanffy, Maturana, Varela, Carl Gustav Jung, Stanislav Grof, Leonardo Boff e Fritjof Capra ao afirmar que existe uma lógica inteligente para a estrutura do universo, onde as leis, forças e constantes variações parecem equilibradas para se afinarem com a vida, o que permite sua eclosão e manifestação em um histórico de complexificação crescente, manifestação e desenvolvimento, ou seja, há uma forte evidência de coesão e regência nas leis da natureza, o que implica que na ação de uma inteligência modeladora subjacente a este quadro (a matéria em si não demonstraria sinais de consciência).

Esta mesma idéia já foi aventada por grandes nomes da física moderna, como Niels Bohr, Werner Heisenberg, Wolfgang Pauli, Erwin Schrödinger e, mais dúbiamente, Albert Einstein (veja-se, sobre isso, os livros de Fritjof Capra, em especial O Tao da Física e O Ponto de Mutação), mas quase nunca foi devidamente considerada pelo establishment científico oficial.

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OS CONCEITOS DE ESPAÇO-TEMPO DO  DR LANZA

Ciente das pesquisas de cientistas como Fred Alan Wolf e David Bohm, Lanza deles também se aproximam ao afirmar também que o espaço e o tempo não são objetos ou coisas existentes por si, mas sim ferramentas relativas, adaptadas ao nível de nosso entendimento animal, interpretação de nossa mente em determinado estado de consciência. Lanza vai mais além, afirmando que carregamos o espaço e o tempo em torno de nós “como tartarugas”, o que significa que quando a casca sai, espaço e tempo ainda existem.

Neste ponto, a teoria de Lanza é bem próxima do modelo tetradimensional da psique, ou espírito, de Hernani Guimarães Andrade ( deste autor, os livros Morte, Renascimento, Evolução e Psi Quântico) e se aproxima do pensamento teórico do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung (1875-1961).

Robert Lanza, portanto, estabelece uma trama relacional abrangente unindo os fios da Biologia, da Física e da Psicologia. O quadro teórico resultante resgata as noções da Metapsíquica de Charles Richet, Gustave Geley e Frederic Myers. Afirma ele que o Biocentrismo dá sentido à ideia bastante ventilada nos últimos trinta anos, no complexo meio da Física teórica, de múltiplos universos, evocando a noção de que é possível a existência da consciência em “outros mundos” (o modelo tetradimensional  também afirma isso, o que também é validado pelas pesquisas de Stanislav Grof).

Neste quadro, como já intuiam, na Física, Bohr, Pauli, Schrodinger e Bohm, na Biologia, com Maturana, Varela, e na Psicologia, William James, Carl Jung e Stanislav Grof, a consciência desempenha um papel que a ciência dita exata começa a levar em consideração. Sendo assim, segundo Lanza, a morte seria uma mera ilusão criada pela mente restringida pelos sentidos, adaptados a um mundo material limitado e difícil de se lidar a três dimensões, mas que demonstra possuir uma capacidade criativa e intuitiva que ultrapassa estes limites pois, a vida, para Robert Lanza, transcende a linearidade banal aceita pelo modelo cartesiano-newtoniano da ciência clássica e ao qual estamos acostumados. Segundo ele, a noção aceita de morte é uma interpretação errônea, ou melhor, uma crença culturalmente compartilhada, baseada numa metafísica materialista que ainda desconsidera os achados da Psicologia e da Física de ponta. Capacidades aparentemente anômalas, como a percepção extra-sensorial, a precognição, etc., seriam indícios de que a mente superaria, em certos momentos e em condições ainda pouco compreendidas (Richet, Jung, Rhine, Readin, Tart, Grof, Andrade) os limites do universo físico ao qual estamos familiarizados.

(nota pessoal;Lanza, em sua visão transdisciplinar (Morin, Capra) e transpessoal (Grof), também resgata as contribuições de pensadores como Pierre Teilhard de Chardin e Pietro Ubaldi, embora não se possa saber ao certo até onde o pesquisador estudou – se de fato estudou – tais autores. Seja como for, a mesma ideia geral, o chamado Princípio Antrópico Cosmológico tão presente no pensamento destes, também se expressa no Biocentrismo de Lanza, ou seja, de que a vida e a nossa existência humana são emergências esperadas, não o fruto do acaso, pelo contrário, sendo fenômenos inevitáveis).

A vida e a consciência, por sua vez, criariam a realidade biológica e esta transformaria o mundo  (hipótese Gaia, de James Lovelock), sem a noção linear, reducionista, simplificadora e limitante que adotamos nos últimos trezentos anos. A morte apenas existe como conceito cultural, ensinado pelas gerações a partir de uma visão limitadora da realidade, e, portanto, não pode “existir em qualquer sentido real”. 

EXEMPLIFICANDO A TEORIA DA VIDA APÓS A MORTE 

 Uma vida que cumpre seu ciclo é a manifestação temporal da consciência que continua a existir em outras realidade dimensionais, e mesmo podendo voltar a esta dimensão para um novo ciclo de desenvolvimento pessoal, ajudando, igualmente, no desenvolvimento coletivo. A vida física individual seria um mera emergência temporal, um fragmento na realidade restritiva a que estamos acostumados, mas que a supera e que, por sua vez, daria simplesmente um novo recomeçar quando morremos, para novas possibilidades. O contrário de morrer não é, portanto, viver, mas nascer. A vida simplesmente é e se manifesta temporalmente, na matéria, dentro dos limites do nascer e do morrer e, portanto, transcende – como sentimos intuitivamente – o tempo cronológico. Não se trata de um tempo, passado, presente e futuro – aqui, sem a nossa consciência, espaço e tempo não tem valor algum, desta forma, quando morremos, a nossa mente não poderia deixar de existir, pois ela faria parte do universo, assim, ao menos uma parte fundamental da mente individual pode ser imortal, como, aliás, é dito por quase todas as tradições religiosas e filosóficos do mundo inteiro.
Na teoria dos multi-versos, há uma possibilidade de um número indefinido de dimensões, ou de lugares ou de outros universos onde a nossa alma poderia migrar após a morte, de acordo com a teoria de neo biocentrismo, e ainda assim interagir e voltar à dimensão física.Mas será que o espírito/alma/consciência existe de modo independente? Outros cientistas reconhecidos formularam alguma teoria ou hipótese de trabalho que dê sustentação a isso? A resposta é afirmativa.
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Teorias corroboradas pelo Dr Stuart Hameroff 

Embora polêmicas diante do domínio do paradigma mecanicista, existem teorias de trabalho construídas por vários cientistas que dão suporte à idéia da vida consciente após a morte. Para o Dr. Stuart Hameroff, por exemplo, uma experiência de quase morte, EQM – aquela em que o paciente vê o próprio corpo e as tentativas da equipe médica de o ressuscitar -, acontece quando a informação quântica que habita o sistema nervoso deixa o corpo e se dirige ao espaço. Apesar de ser apenas um modelo, é um modelo que enfrenta o paradigma dominante já que, ao contrário do que defendem os materialistas, a teoria de Hameroff oferece uma explicação alternativa da consciência que pode, talvez, apelar para a mente científica racional e intuições pessoais sobre um fenômeno que já é reconhecido como ocorrente desde que o médico Dr. Raymond Mood publicou seu clássico livro sobre EQM, Vida depois da Vida, em 1975 (veja o vídeo ao final deste artigo).

A consciência interagiria ou se utilizaria, de acordo com o modelo teórico de Hameroff e do físico britânico Sir Roger Penrose, dos microtúbulos das células cerebrais,  que poderiam ser os sítios primários de processamento quântico da mente. Após a morte esta singularidade informacional, que é a consciência é liberada de seu corpo, o que significa que a mente e seu histórico vai com ele para algum outro lugar ou dimensão.

A Consciência, ou pelo menos a proto consciência, é teorizada por quase todo os autores aqui citados como a propriedade fundamental do universo, possivelmente presente até mesmo no primeiro momento do universo durante o Big Bang. Nos dizeres de Lanza, baseado em Hameroff e Penrose,“em uma dessas experiências conscientes comprova-se que o proto esquema é uma propriedade básica da realidade física acessível a um processo quântico associado com atividade cerebral.” (veja-se o video abaixo, ao final deste texto).

Esta interpretação quântica da consciência, é trabalhada por Lanza e explica diversos fenômenos, como experiências de quase morte, projeção astral, experiências fora do corpo e até mesmo a reencarnação sem a necessidade de recorrer a qualquer ideologia religiosa. A energia de sua consciência potencialmente é reciclada de volta em um corpo diferente em algum momento e nesse meio tempo ela existe fora do corpo físico em algum outro nível de realidade e possívelmente, até mesmo outro universo.

Biocentrismo – Robert Lanza – Cientistas Comprovam a Reencarnação Humana-legendado em portugues

A EXPLICAÇÃO CIENTÍFICA DA VIDA APÓS A MORTE

Falando em termos puramente empíricos,por mais que pareçam aparentemente áridas, estas são explicações que dão uma explicação, talvez ainda a ser aprimorada da ciência, para a possibilidade de vida após a morte. Elas dizem que nossas consciências (ou espíritos) são consequências da própria estrutura do universo e pode ter existido, em estágios diferenciados de desenvolvimento, já desde o início dos tempos. (nota do Monicavoxblog;Nossos cérebros, assim, não produzem a consciência, servindo apenas, usando uma analogia aproximativa, ou metáfora, como “meros receptores e amplificadores” para a proto-consciência que é intrínseca ao tecido do espaço-tempo. Então, como parece indicar aspectos como tempo psicológico, PES, EQM, memória extra-cerebral de crianças que lembram espontâneamente de vidas anteriores, há realmente uma parte de sua consciência que é não material e vai viver após a morte de seu corpo físico).

3O MODELO BIOCÊNTRICO DE LANZA

A possibilidade de que nossa consciência pessoal seja uma centelha diferenciada e em evolução de uma realidade em si mesmo, fundamentalmente consciencial e que dá origem às diferentes facetas da realidade e que nós mesmos, assim, somos imortais e que podemos reencarnar, é a consequencia lógica de alguns princípios estabelecidos pelo modelo biocêntrico de Robert Lanza. Estes princípios são:

1. O espaço e o tempo não são realidades absolutas independentes de consciências-observadoras, portanto, a realidade “externa” seria um processo de percepção (interpretação) e de criação da consciência.

2. As nossas percepções externas e internas estão ligadas, de forma profunda, não podendo se divorciar uma da outra.

3. O comportamento das partículas subatômicas está ligado com a presença de um observador consciente. Sem esta presença, as partículas existem, no melhor dos casos, em um estado indeterminado de probabilidade de onda.

4.  Sem consciência a matéria permanece em um estado indeterminado de probabilidade. A consciência precede o universo.

5. A vida cria o universo, e não o contrário, como estabelecido pela ciência tradicional.

6. O tempo não tem real existência fora da percepção humana.

7. O espaço, assim como o tempo, não é um objeto. O espaço é uma forma de compreensão e não existe por conta própria.

 Robert Lanza, defende que a morte não é real

Uma “nova teoria do Universo”, que propõe a utilização de todos os conhecimentos que a humanidade adquiriu nos últimos séculos. A partir dessa perspectiva e com essas ferramentas, Lanza deu uma nova resposta à pergunta primordial sobre a morte: para o biocentrismo, esta é uma ilusão, já que é a vida que cria o universo e não o contrário. Dado que o espaço e o tempo não existem de forma linear, a morte não pode existir em seu “sentido real” – seria apenas uma ilusão da consciência. E é a consciência que, segundo Lanza, conecta a vida ao corpo biológico.A prova estaria nos experimentos de física quântica, que demonstram que a matéria e a energia podem se revelar com características de ondas ou de partículas na percepção e na consciência de uma pessoa. Acrescentando-se a teoria de que existe uma infinidade de universos com diferentes variações que acontecem ao mesmo tempo, o biocentrismo comprova que tudo o que pode acontecer está ocorrendo em algum ponto do multiverso, ou seja, a morte não pode existir em “nenhum sentido real”.Alguns cientistas importantes fizeram coro à teoria de Lanza, como Ronald Green, diretor do Instituto de Ética da Universidade de Dartmouth, que afirma que pensar a consciência de um ponto de vista quântico é coerente com as últimas descobertas da biologia e da neurociência sobre as estruturas da mente e da vida humana.Um livro publicado pelo cientista Robert Lanza, abre novas perspectivas sobre nossa noção de vida e morte. Sua obra, chamada “O biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do Universo”, sugere que a vida não acaba quando o corpo morre e poderia durar para sempre.

UM UNIVERSO CONSPIRATÓRIO

Lanza acredita que o Universo parece conspirar para a existência da vida, o que significaria que a inteligência seria anterior ao Universo. Desta maneira, sua teoria sugere que não há morte da consciência. O “há” é apenas a morte do corpo, que seria um veículo físico desta consciência, que existe fora das restrições de tempo e espaço. Para adicionar mais ingredientes à polêmica teoria, Lanza, assim como vários pesquisadores, acredita que múltiplos universos (multi-universo) podem existir simultâneamente.

Desta forma, o corpo poderia estar morto em um universo e continuar a existir em outro, absorvendo essa suposta consciência migratória. A consciência, ou pelo menos proto- consciência, é teorizada por este grupo de pesquisadores como propriedade fundamental do Universo. “Em uma dessas experiências conscientes, comprova-se que o proto esquema é uma propriedade básica da realidade física acessível a um processo quântico associado com atividade cerebral.”, diz Lanza.

De acordo com cientistas que pesquisam o assunto, as informações quânticas de nossa consciência estariam armazenadas em microtúbulos do nosso corpo. Quando morremos, esta informação não é destruída, mas distribuída e dissipada pelo Universo, ou em vários deles.

Biocentrismo – Robert Lanza-legendado em portugues

Visão pessoal…….

Na concepção dualista além do mundo material (composto da matéria e do éter  que deu origem à matéria) o Universo é também constituído por um outro éter, de informação. No atual estágio, estamos descobrindo as leis que regem o comportamento do mundo material ; De qualquer forma, no mundo material todas as leis se submetem ao princípio de causa e efeito. A matéria é corpuscular, e não tem propriedade dual, mas a matéria pode se converter em éter físico, e vice-versa, através da equação E=mc2 de Einstein. Quanto ao éter de informação,ainda desconhecemos  as leis que regem seu comportamento. Ele é responsável por criações fantásticas como a estrutura do DNA e órgãos complexos como o cérebro e o olho, e sem sua interação com o mundo material, a vida nunca apareceria no Universo nem evoluiria até chegar à forma de um ser humano (cálculos matemáticos já demonstraram que é impossível que a vida seja conseqüência de ocorrências aleatórias, como defende a ciência vigente, desde que os cálculos de probabilidade já demonstram que a própria estrutura do DNA nunca seria obtida se fosse produto do mero acaso). Nesse éter de informação estaria a sede da consciência, e sua interação com o mundo material produziria os fenômenos paranormais. Essa é a concepção que irá no futuro substituir as atuais concepções, depois que a própria Física Quântica for superada por uma nova teoria.Lanza vem trazer mais uma luz aos mistérios tanto do físico humanóide(orgânico), com suas pesquisas sobre células-tronco, como provas mais concretas científicas da vida após a morte;Muitos de nós têm uma falsa concepção de como é a vida nas Dimensões Superiores. Os reinos superiores não são um ambiente nebuloso e sem substância, e nos parecem que não  diferem do nosso meio físico terreno. Todavia, conforme vamos evoluindo com o passar do tempo,perceberemos que há muitas diferenças. Quando fizermos a passagem, teremos forma e substância. Sim, a nossa forma será mais refinada e não tão sólida como acontece no ambiente de terceira e quarta dimensões, mas  ainda sentiremos algo sólidos e tudo ao nosso redor terá forma e ordem igualmente. O nível em que estivermos sintonizados ou forem compatíveis, vai determinar quão conscientes vocês estão, e as capacidades que terão, também, como o nosso ambiente circundante, parecerá; as frequências que projetarmos ou com as quais ressoarmos, vão determinar em que dimensão ou em que nível dimensional do sub-plano nós iremos/estaremos, e também que nível de informação cósmica seremos capazes de acessar. Também é importante que possamos compreender que as regras mudam à medida que o processo de evolução se movimenta em espiral para o próximo nível.Consideremos cada teste e desafio como uma oportunidade para liberar os pensamentos ultrapassados e os padrões vibracionais que não servem mais ao nosso bem maior.;Observemos as experiências da nossa vida através dos filtros de nossa Mente e Coração , conforme nós atraímos as Partículas de Vida do Criador/Plenum Cósmico/Deus e vamos fundi-las com a nossa energia do Amor, antes de irradiá-las em direção ao mundo e à humanidade. Estamos todos nesta dança cósmica da evolução, e juntos, prevaleceremos.

Inspiração….

Robert Lanza-Website-articles-books-conferences

[Teoria do Biocentrismo] Teoria quântica,múltiplos universos

Monicavox

Recomendo….

 

O VÁCUO QUÂNTICO E O DEUS INTERIOR

Resultado de imagem para imagens das constelaçõesVivemos nossas vidas inescrutávelmente incluídos na fluente vida do Universo. Quando crianças, ao olhar para o céu noturno, víamos Castor e Póllux, Órion e Cassiopéia. Não eram simples configurações de estrelas, mas pessoas, heróis e heroínas sobre os quais lemos histórias emocionantes e cujos feitos de bravura inspiravam tantas fantasias e brincadeiras. Quando o vento soprava ou abatia-se uma tempestade, era Poseidon expandindo sua ira ou Zeus tendo uma explosão de raiva. Com um olho interior  procuramos no céu cristão e imaginamos em qual das luzes Deus tem seu trono. Também ele levantava ventos e fazia tempestades quando estava desgostoso com o mundo, mas era o mundo Dele, Ele o criara, e confiavamos Nele para tomar conta do mundo e de nós.  

Porém, quando crescemos um pouco e aprendemos o que o mundo é “na realidade”, aprendendo sobre astronomia, cosmologia e evolução, a fé da  infância (e todo o mundo construído através dela) fica parecendo um monte de histórias fantasiosas. O céu noturno tornou-se algo frio e indiferente, e nossa própria existência uma questão acidental e insignificante no que diz respeito ao mundo.Nossa ciência rumava na direção oposta da nossa fé tradicional. Muitos já argumentaram no sentido de que as descobertas da ciência moderna não produzem, necessáriamente, um impacto sobre a fé religiosa tradicional.

Como diz o físico inglês Brian Pippard: “O verdadeiro crente em Deus  não precisa temer — sua cidadela é inexpugnável dos assaltos científicos, pois ocupa um território fechado à ciência”. Nessa visão, a fé e a razão representam dois mundos distintos, falam línguas diferentes e têm diferentes noções de verdade. Um é estranho ao outro e nenhum dos dois pode aprender ou refutar o outro. Mas uma atitude do tipo avestruz (“Não quero nem saber a respeito”) diante da ciência não é o que se verifica na história da religião, nem na experiência pessoal da maior parte dos indivíduos.

Praticamente todas as grandes religiões acolheram e refletiram a “ciência” de sua época, ou ao menos a compreensão corrente da natureza e suas forças juntamente com o mais corrente conhecimento da natureza humana e da psicologia. Isso porque a principal força motriz por trás de qualquer percepção religiosa é a tentativa de formar um quadro coerente do mundo e de nosso lugar nele. Assim, os antigos gregos, que eram obcecados pelas forças naturais — ventos, tempestades, terremotos etc. — e a impotência humana diante delas (o destino), concebiam seus deuses e deusas como corporificações humanóides superiores daquelas forças e deles mesmos enquanto joguetes dos deuses. Como eles, os deuses eram corajosos e ardilosos, por vezes mal-humorados e vingativos, e o desafio era vencê-los pela persuasão ou pelo ardil.

A “ciência” budista era uma ciência dos estados de consciência. Preocupava-se em como ver através das ilusões, como controlá-las. Portanto, concebia o Universo como algo parecido com o estado básico todo abrangente da consciência, uma consciência da qual a parte humana havia se separado. O desafio era voltar ao estado básico, atingir a união com ele e assim chegar ao nirvana: ausência de tempo e consciência/inconsciência. A tradição cristã, como a judaica, na qual está fundada, preocupava-se com a unificação e a ordem sociais — a Lei ou unidade do corpo de Cristo.

Ao propor seus fundamentos, porém, ela englobou a cosmologia de Ptolomeu centrada na Terra e a convicção platônica numa divisão entre este mundo terreno da matéria e o mundo do espírito. Para o mundo da matéria, os padres do cristianismo adotaram com prazer os aspectos principais da ciência grega, rejeitando porém a idéia aristotélica de um universo que sempre existiu, uma vez que isto colide com a narração bíblica da criação. De certo modo rejeitaram igualmente a teleologia aristotélica — a noção de que a matéria tem um sentido de propósito ou direção (a “causa final” de Aristóteles) — pois isto ia contra a divisão entre matéria e espírito.

Para o mundo do espírito, o cristianismo concebeu um Deus transcendente que permitia que Sua influência fosse sentida através das forças das esferas celestes, habitadas por várias hostes angélicas (a base da astrologia), e através da intervenção terrena de Seu Filho. Esse Deus transcendente estava fora do tempo e da História.

Nenhuma lei da física limitava Sua imaginação. Seu Filho tomou forma material, mas também ele estava fora das leis da física e seu reino não era deste mundo. Daí o nascimento a partir da Virgem, os milagres e a ressurreição da carne. Até o século 17 havia pouca distinção entre padres e acadêmicos e pouca ameaça científica à física ou à cosmologia da Igreja.

Mas, com a explosão da ciência moderna, o desafio tornou-se impossível de ignorar. Lentamente, a história da criação, a idéia da singularidade do homem, a idéia de um Universo centrado na Terra — o que a fazia merecedora de atenção especial do Deus transcendente —, a credibilidade dos milagres e da ressurreição da carne foram se tornando problemáticas.

A Igreja apegou-se tenazmente ao que alguns de seus padres mais modernos chamam de “catecismo de escola paroquial”. Mas muitos de seus seguidores foram assolados pela dúvida. Não é mais possível acreditar em ambos: as descobertas da ciência moderna e os ditames tradicionais da Igreja. Assim, para um número cada vez maior de pessoas, a ciência e a psicologia tomaram hoje o lugar da religião tradicional. Queremos, talvez mais do que nunca, nos compreender e a nosso mundo, conhecer a história do Universo e a de nosso lugar nele para formar um quadro coerente de como deveríamos nos comportar e em direção a que objetivos deveríamos lutar, para saber o que tem valor e o que não tem. Mas cada vez mais nos voltamos para a ciência a fim de saber essas coisas. Quando ela não oferece as respostas, sentimo-nos perdidos.

Nem a física mecânica de Newton nem a biologia de Darwin disseram muito que possa contribuir para um quadro coerente de nós mesmos dentro do Universo. A física de Newton não tem absolutamente nada a dizer sobre a consciência nem sobre o propósito e os objetivos dos seres conscientes. A visão de mundo mecanicista fez muito pelo enfraquecimento das certezas do cristianismo, mas tinha pouco valor espiritual para colocar em seu lugar.

 Análogamente, a biologia darwinista, quer em sua versão original brutal e determinista (a sobrevivência do mais forte), quer na versão neodarwinista com ênfase na evolução aleatória, tem pouco a nos dizer acerca do porquê de estarmos aqui, de como nos relacionamos com o surgimento da realidade material, e muito menos acerca do propósito e significado de qualquer evolução da consciência além da conclusão muito simples e utilitária de que a consciência parece conferir “alguma vantagem evolutiva”.

A ciência mecânica nos deu grande quantidade de conhecimento, mas nenhum contexto que nos permitisse interpretá-lo ou relacioná-lo a nós ou às nossas preocupações e interesses. Da mesma forma, a tecnologia nos deu um padrão de vida muito mais elevado, mas nenhuma noção do que é a vida — nenhuma melhora na “qualidade de vida”. A tecnologia, como a pura ciência mecânica, é despojada de valores; está ali para todo e qualquer uso. Sob muitos aspectos, essa tem sido sua força, assim como a fria objetividade era a força da física de Newton — separava o propositado do mecânico e possibilitava que víssemos claramente o que fazia o mecânico funcionar.

QUEM SOMOS NÓS

Mas esse tipo de ciência e de tecnologia não nos diz nada sobre nós mesmos, deixando-nos com uma sensação de alienação de nosso ambiente material. Isoladas, sem nenhum complemento espiritual, essa ciência e tecnologia nos fazem sentir alienados uns dos outros e do mundo. A tese deste livro está sendo a de que a física quântica, aliada a um modelo mecânico-quântico da consciência, nos proporciona uma perspectiva inteiramente diversa.

Uma perspectiva que nos permite ver a nós mesmos e a nossos propósitos como parte integrante do Universo e possibilita que compreendamos o significado da existência humana — compreender por que nós, seres humanos conscientes, estamos no universo material. Se esta perspectiva total pudesse ser plenamente alcançada, ela não substituiria toda a vasta gama de imagens poéticas e mitológicas, as dimensões espirituais e morais da religião, mas forneceria a base física para um quadro coerente do mundo — e onde nos incluímos.

Mencionamos na série, ao discutir o problema do gato de Schrödinger, que a física quântica levanta a questão da consciência, e o faz de tal modo que a consciência torna-se um assunto da própria física. Algo em nossa participação consciente ao projetar experimentos laboratoriais evoca determinado aspecto da realidade quântica de muitas possibilidades e faz com que aquele aspecto se realize.

Mas até que ponto, até que níveis profundos da formação da realidade se estende esse diálogo criativo entre a consciência e a matéria, e como podemos relacioná-lo à física da consciência? Em que medida, a partir de que nível podemos enxergar a consciência como dotada de um papel na feitura de uma realidade material, objetiva — coisas com as quais podemos nos chocar, que podemos ver e medir? Em que medida podemos ver a realidade como dotada de um papel criativo no desenvolvimento da consciência? Ao procurar responder a tais questões, é preciso esclarecer o que queremos dizer por consciência.

Em termos humanos, a palavra consciência é usada para abarcar toda uma miríade de significados e associações — mente, inteligência, razão, propósitos, intenção, percepção, o exercício do livre-arbítrio etc. Alguns desses significados podem, evidentemente, ser aplicados à descrição do comportamento consciente dos animais superiores, e uns poucos talvez se apliquem até ao de criaturas simples como as amebas. Mas, quando a palavra consciência é empregada em seu sentido amplo e abrangente para descrever a atividade de um agente transcendente ou imanente que trabalha para criar ou moldar o mundo material desde o início dos tempos, ela beira o misticismo ou a teologia tradicionais. Este não é o sentido que estou empregando aqui.

A consciência humana em seu sentido mais pleno e abrangente, sem dúvida, desenvolveu-se através de um longo processo evolutivo a partir de formas muito mais simples e elementares de consciência. Se queremos compreender a natureza e a dinâmica de nossa mente complexa, seu lugar no plano mais amplo das coisas, precisamos ver suas raízes nessas formas mais simples e em seu diálogo com o mundo material. Reconstituindo essa herança, talvez ganhemos alguma perspectiva de toda a história da qual fazemos parte.

 Em qualquer nível que possamos reconhecer como existente em nós mesmos, argumentamos que a base física da consciência repousa num tipo muito especial de holismo relacional dinâmico — um condensado de Bose-Einstein do tipo Fröhlich no cérebro, uma ordenação coerente de bósons (fótons ou fótons virtuais) presentes no tecido nervoso ou nas membranas das células nervosas(ver post anterior da série). Essa coerência quântica possibilita o disparo coerente de alguns dos 100 bilhões de neurônios do cérebro humano e a integração da informação que esse disparo origina — dando-nos assim a unidade da consciência e, em última análise, um sentido de ser e um sentido de mundo.

Sem a coerência Bose-Einstein ordenada de fótons (ou outros bósons), não haveria um sentido de ser e um sentido de mundo, mas, igualmente, sem os componentes materiais do tecido nervoso não haveria um condensado de Bose-Einstein. Ambos, coerência quântica (o estado básico de consciência) e tecido nervoso (matéria), inter-relacionando-se dão ao cérebro sua capacidade de funcionamento consciente. Esta capacidade está, então, ligada a todas as redes nervosas que processam informação do ambiente. Portanto, no nível de consciência encontrado em nós e nos animais superiores, o diálogo entre matéria e consciência é evidente e de vital importância — nenhum dos dois é redutível ao outro, e, no entanto, um não poderia funcionar sem o outro.

Da mesma forma, e num nível mais básico, presume-se que essa mesma coerência quântica ordenada esteja presente em todos os tecidos vivos, inclusive no nível do próprio DNA. Como vimos, ela está inseparavelmente ligada à criatividade essencial da vida. Essa criatividade brota da capacidade auto-organizadora de todos os sistemas vivos (sistemas Prigogine do tipo Fröhlich) que pegam a matéria desestruturada, inerte ou caótica existente no meio circundante e a levam a um diálogo dinâmico, mutuamente criativo que tanto resulta numa estrutura mais complexa quanto em maior coerência ordenada.

A coerência dos sistemas vivos evoca, assim, um potencial até então não realizado na matéria e que se torna organizado através dela (da coerência), bem como se auto-realiza mais plenamente. A coerência quântica ordenada que é a vida não tem a capacidade de autoconsciência que associamos à coerência quântica ligada às funções cerebrais superiores. Ela não reflete sobre si mesma, e seria uma projeção antropomórfica dizer que ela tem um sentido de “propósito”. Mas, conforme já argumentamos, ela tem um sentido de direção — o que  chamamos de “paradigma evolutivo”.

A vida parece sempre criar mais vida, mais e maior coerência quântica ordenada. E este é um antecedente claro de intencionalidade que encontramos nos sistemas conscientes como nós mesmos. Eles têm a mesma física, e através dessa física podemos traçar as origens de nossa consciência até algo que tenhamos em comum, em algum sentido muito primitivo, com qualquer coisa viva. E, em cada nível em que há coerência quântica ordenada, há uma troca criativa entre essa coerência e seu ambiente material.

Portanto, nós, seres conscientes, evidentemente partilhamos algo de nossa natureza consciente com todas as outras criaturas conscientes. Num nível mais elementar, partilhamos a física básica de nossa consciência com todas as outras coisas vivas — e todos temos em comum um diálogo criativo com o ambiente material.

Mas a questão interessante é se a vida em si tem algum antecedente. Será o mundo vivo apenas um ramo aleatório de brutais processos universais que são em si totalmente estranhos à vida, ou há algum primeiro ancestral da física que se torna a física da vida? Poderemos traçar nossa ancestralidade consciente até o mundo não vivo?

Argumentamos anteriormente  que, em última instância, podemos traçar as origens de nossa consciência até suas raízes no tipo especial de relacionamento existente entre dois bósons que se encontram, até sua propensão a se unir, a se sobrepor e partilhar a mesma identidade. É essa propensão que possibilita a ordenação muito mais coerente de sistemas quânticos mais complexos (os da vida e da consciência humana) — em que milhões de bósons se sobrepõem e partilham uma identidade, comportandose como um grande bóson — mas em sua forma primitiva ela está presente sempre que dois bósons se encontram.

Os físicos que trabalham com fótons o chamam de “efeito de agrupamento de fótons”, ao observar que os fótons emitidos de qualquer fonte nãocoerente de fótons chegam ao detector agrupados . É de sua natureza “fazer amizades”.O efeito de agrupamento levou o físico alemão Fritz Popp(Fritz Albert Popp e a Comunicação Celular por meio de Fótons-Bioenergia e Bioeletrônica) a concluir que: “A diferença entre um sistema vivo e um sistema não vivo é o aumento radical (de uma ordem de magnitude vinte vezes maior) no número de ocupação dos níveis eletrônicos”. Isto é, nos sistemas vivos, os fótons são muito mais (exponencialmente mais) agrupados, estando literalmente “espremidos” num condensado de Bose-Einstein(O que é um condensado de Bose-Einstein), ao passo que nos sistemas não vivos estão menos aglomerados. Mas esta é uma diferença de grau, não de princípio.

No processo do agrupamento de fótons, vemos o antecessor original da coerência que se torna vida, mas ela é em si atemporal — não tem sentido de direção. A direção surge através do processo descrito pela física “dos sistemas abertos auto-organizadores”,  — através do fato de que nos sistemas abertos, diferente daqueles movidos pela entropia, a ordem sempre aumenta.

Os sistemas vivos são sistemas abertos desse tipo, mas sua física estende-se mais para trás, até o mundo do não vivo. Um sistema aberto , como uma cachoeira, precisa ser impulsionado por um fluxo de matéria ou de energia que o atravessa. Ele não conseguiria manter seu impulso em direção a mais ordem num universo estático ou homogêneo, um universo em equilíbrio. Lembremo-nos de que a criatividade ocorre em condições bem distantes do equilíbrio.

Mas nosso Universo não é homogêneo nem estático. Basta contemplar o céu noturno para ver amontoados de galáxias e bandos de estrelas, todos dotados de vastas reservas de energia gravitacional, energia que pode impulsionar sistemas auto-organizadores.A gravidade pode, portanto, ser considerada como fator organizador básico no Universo, mediando a passagem do equilíbrio para o não-equilíbrio. A própria gravidade é um campo de força bosônico. Assim, os bósons (grávitons) são uma força motriz de grande escala que promovem mais ordenação no Universo. Num nível ainda mais básico, podem ainda ser responsáveis pelo colapso da função de onda quântica, o problema ressaltado pelo enigma do gato de Schrödinger.

Aparentemente, segundo um trabalho muito recente, a função de onda pode sofrer um colapso sempre que dois bósons se sobreponham ou partilhem uma identidade (ou deixem de fazê-lo). Nesse sentido estrito e limitado, em que as raízes da consciência podem ser traçadas no ponto em que dois bósons se encontram, poderá afinal ser exato dizer que a consciência faz o colapso da função de onda. Este colapso é o mais básico dos processos irreversíveis da natureza. Esta seria uma outra maneira, ainda mais elementar, pela qual os bósons (as unidades constituintes da consciência) introduzem um sentido de direção à física (a teleologia de Aristóteles) desde o início, um sentido de direção necessariamente aliado ao mundo material.

Os bósons são, fundamentalmente, “partículas de relacionamento”. Eles são as unidades constituintes fundamentais de todas as forças da Natureza — interação nuclear fraca e forte, eletromagnética e gravitacional. Eles são os antecessores mais primários da consciência, mas também mantêm a coesão do mundo material. As unidades constitutivas fundamentais do mundo material em si são os férmions (por exemplo, elétrons e prótons), aquelas partículas “anti-sociais” que preferem se isolar.

Na ausência de bósons, os férmions raramente se uniriam construindo alguma coisa;• na ausência de férmions, os bósons não teriam nada para relacionar e, assim, nada com o qual estruturar e ordenar sua própria coerência mais complexa. Desde o início, portanto, desde o nível mais elementar daquilo que mais tarde se tornou o mundo material e o mundo da consciência, as unidades constituintes da matéria (férmions) e as unidades constituintes da consciência (bósons) estão necessariamente envolvidas num diálogo criativo. Aquilo que, numa forma muito mais complexa, tornou-se mais tarde no ser humano é parte da dinâmica básica através da qual o Universo se expande.

Com essa compreensão das origens da consciência — que ela principia sempre que dois bósons se encontram — talvez não seja muita loucura especular no sentido de que uma evolução gradual da consciência seja a força motriz por trás dessa expansão. Isso não chega a ser tão forte quanto dizer que a mente criou o mundo, mas sugere que as unidades constitutivas elementares da mente (bósons) existiam desde o início, sendo parceiras necessárias da criação. Ao criar a si mesmas (cumprindo sua natureza de “relacionamento”), elas evocam o mundo. 

Tal “genealogia da consciência”, que traça as raízes de nossa complexa vida mental até suas origens nos simples relacionamentos de bósons e as origens do Universo até o diálogo criativo entre bósons e férmions, empresta novo tipo de interpretação física a uma das versões daquilo que os cosmologistas chamam de princípio antrópico.

Muitas versões vêm sendo propostas, desde a que declara que o Universo assemelha-se ao que nos parece ser porque somos nós que o estamos contemplando até a que argumenta mais religiosamente no sentido de que alguma vida inteligente como o ser humano tinha de surgir da expansão do Universo. A genealogia da consciência que cogitamos aqui, reforça num sentido limitado a versão de John Archibald Wheeler, chamada princípio antrópico participativo, que diz que “os observadores são necessários para trazer o mundo à existência”.

Os “observadores” não são seres conscientes, plenamente aptos e inteligentes como nós, e sim nós e toda nossa longa linha de predecessores, chegando até aquele simples par de bósons lá atrás. Sem aqueles bósons literalmente não poderia haver o Universo tal como o conhecemos — eles são a “cola” que mantém as coisas coesas; sem criaturas como nós, o Universo poderia expandir-se menos extensamente, ou, ao menos, muito mais lentamente: É interessante que, com um aumento de complexidade, indo da pedra até as sociedades humanas, o papel da flecha do tempo, dos ritmos evolucionários, aumenta; Essa capacidade de aumento dos ritmos da evolução, e específicamente da consciência em evolução, poderá sugerir a razão da existência humana.

Talvez ela revele por que estamos no Universo e nos dê uma boa noção de exatamente onde nos encaixamos no esquema geral das coisas. Para compreender isso plenamente, precisamos ver a ligação entre a física da consciência humana  e a física do “vácuo” quântico proposta pela teoria do campo quântico. O vácuo quântico foi batizado muito inadequadamente, pois ele não é vazio. Ao contrário, ele é a realidade básica, fundamental e subjacente da qual tudo no Universo (inclusive nós) é expressão. Como dizem o físico inglês Tony Hey e seu colega Patrick Walters: “Em vez de um lugar onde nada acontece, a caixa ‘vazia’ deveria agora ser vista como uma ‘sopa’ borbulhante de pares de partículas virtuais—antipartículas”. Ou, nas palavras do físico americano David Finkelstein: “Uma teoria geral do vácuo é, portanto, uma teoria de tudo”.

BIG BANG-ESPAÇO-TEMPO-VÁCUO

Depois do Big-Bang no qual nosso Universo nasceu, havia o espaço, o tempo e o vácuo. O próprio vácuo pode ser concebido como um “campo dos campos” ou, mais poeticamente, como um mar de potencial. Ele não contém partículas e, no entanto, as partículas surgem como excitações (flutuações de energias) em seu interior. Por analogia, se vivêssemos num mundo de som, o vácuo poderia ser imaginado como a superfície de um tambor, e os sons que ela produz como vibrações da superfície. O vácuo é o substrato de tudo o que existe.

A descoberta mais excitante, do ponto de vista da compreensão da consciência, suas raízes e seu propósito, é a de que um dos campos no interior do vácuo é supostamente um condensado de Bose-Einstein coerente, ou seja, um condensado com a mesma física do estado fundamental da consciência humana. Além disso, as excitações (flutuações) desse condensado coerente do vácuo parecem obedecer à mesma matemática que as excitações do nosso próprio condensado de Bose-Einstein do tipo Fröhlich(O que é um condensado de Bose-Einstein).

 A compreensão disso pode bem nos levar à conclusão de que a física que nos dá uma consciência humana é uma das potencialidades do vácuo quântico, o fundamento de toda a realidade. Talvez até nos dê alguma base para especular no sentido de que o próprio vácuo (e, portanto, o Universo) seja “consciente” — isto é, que ele está colocado no rumo de um sentido básico de direção, no rumo de mais e maior coerência ordenada. Se estávamos procurando algo que pudéssemos conceber como um Deus no universo da nova física, esse quântico coerente, este estado fundamental pode ser um bom lugar para se começar a procurar.

Para algumas pessoas, a idéia de um Deus transcendente que cria e provávelmente controla o Universo a partir de um local privilegiado fora das leis da física, além do espaço e do tempo, continuará sempre convidativa.

 Não há nada que os impeça de imaginar que esse Deus precedeu — e provávelmente criou — o Big-Bang. Esta é uma posição perfeitamente sustentável, embora nos deixe com um Deus que não sofre, Ele mesmo, nenhuma transformação criativa, que não está em diálogo com Seu mundo, e tudo isso deve continuar sendo inteiramente uma questão de fé. Partindo-se da nossa tese do Big-Bang, não há como sabermos quem ou o que o precedeu. Mas, se pensarmos em Deus como algo inserido nas leis da física, ou algo que as emprega, então o relacionamento entre o vácuo e o Universo existente sugere um Deus que poderá ser identificado com o sentido básico de direção na expansão do Universo — talvez até com uma consciência em evolução dentro do Universo. A existência de um tal “Deus imanente” não impede que também exista um Deus transcendente; no entanto, devido ao que conhecemos do Universo, o Deus imanente (ou o aspecto imanente de Deus) nos é mais acessível. Esse Deus imanente estaria sempre empenhado num diálogo criativo com Seu mundo, conhecendo-Se a Si mesmo apenas na medida em que conhece Seu mundo.

Visão pessoal…

Tendo visto que a física da consciência humana emerge de processos quânticos no interior do cérebro e que, conseqüentemente, a consciência humana e todo o mundo de sua criação partilham de uma física comum com tudo mais no Universo — com o corpo humano, com todas as outras coisas vivas e criaturas, com a física básica da matéria e do relacionamento e com o estado básico coerente do vácuo quântico em si —, torna-se impossível imaginar um único aspecto de nossas vidas que não seja abarcado nesse todo coerente único. A cosmovisão quântica transcende a divisão entre mente e corpo, entre interior e exterior, revelando-nos que as unidades básicas constitutivas da mente (bósons) e as unidades básicas constitutivas da matéria (férmions) brotam de um substrato quântico comum (o vácuo) e estão empenhadas num diálogo mútuamente criativo, cujas raízes remontam ao próprio cerne da criação da realidade. Em outros termos, a mente é relacionamento e a matéria é aquilo que é relacionado. Nenhuma delas, sózinha, poderia evoluir ou expressar algo. Juntas, elas nos dão os seres humanos e o mundo. O diálogo criativo entre “mente” e “matéria” é a base física de toda a criatividade do Universo e é também a base física da criatividade humana. O ser quântico não experimenta divisão entre exterior e interior porque os dois, o mundo interior da mente (de idéias, valores, noções de bondade, verdade e beleza etc.) e o mundo exterior da matéria (dos fatos) dão origem um ao outro. A visão de mundo quântica transcende a divisão entre indivíduo e relacionamento revelando-nos que os indivíduos são o que são, sempre dentro de um contexto. Nós somos nossos relacionamentos — relacionamentos com os sub-seres dentro de nosso próprio ser, nosso passado e nosso futuro, nossos relacionamentos com os outros e nossos relacionamentos com o mundo em geral. Eu sou eu, singularmente eu, porque sou um padrão totalmente único de relacionamentos e, no entanto, não posso separar este eu que sou daqueles relacionamentos. Para o ser quântico, nem individualidade nem relacionamento são primários, pois ambos brotam simultâneamente e com igual “peso” do substrato quântico. No caso de pessoas enquanto indivíduos e seus relacionamentos, esse substrato é um condensado de Bose-Einstein no cérebro; no caso de partículas individuais e seus relacionamentos, esse substrato é um condensado de Bose-Einstein no vácuo quântico. Análogamente, a cosmovisão quântica transcende a divisão entre cultura humana e natureza e, na realidade, impõe a lei natural à cultura. A física da consciência que dá origem ao mundo da cultura — arte, idéias, valores, éticas e mesmo religiões — é a mesma física que nos dá o mundo natural. Em ambos os casos, é uma física impelida pela necessidade de manter e aumentar a coerência ordenada numa franca reação ao ambiente. O ser quântico, pela própria mecânica de sua consciência, é um ser natural — um ser livre e reativo — e seu mundo, em última análise, refletirá o mundo da natureza. Quando isso não ocorrer, esse mundo fracassará. Em resumo, a cosmovisão quântica enfatiza o relacionamento dinâmico como a base de tudo o que existe. Diz que nosso mundo surge através de um diálogo mútuamente criativo entre mente e corpo (interior e exterior, sujeito e objeto), entre o indivíduo e seu contexto material e pessoal, e entre a cultura humana e o mundo da natureza. Dá-nos uma visão do ser do homem como livre e responsável, reagindo aos outros e ao ambiente, essencialmente relacionado e naturalmente comprometido, e, a cada instante, criativo.

Inspiração….

A consciência não está no cérebro

CENTER FOR CONSCIOUSNESS STUDIES 

SCIENCE OF CONSCIOUSNESS

SCIENTIFIC AMERICAN-ARTICLESVEJA-EXCLUSIVO-CÉREBRO X MENTEMENTE CÉREBRO-UMA ANÁLISE CRÍTICA

Monicavox

Recomendo…

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O predomínio da Mente Espiritual…

Resultado de imagem para imagens sobre a mente humanaNa avaliação e reconhecimento da mente, deveria ser lembrado que o universo não é nem meramente mecânico, nem mágico; ele é uma criação da mente e um mecanismo com leis. Na aplicação prática, contudo, se as leis da natureza operam naquilo que parecem ser os reinos duais do físico e do espiritual, na realidade, eles são apenas um. A Primeira Fonte e Centro é a causa primordial de toda a materialização e, ao mesmo tempo, é o Pai primeiro, e o Pai final de todos os espíritos.

Os mecanismos não dominam, absolutamente, toda a criação; o universo dos universos é totalmente planejado pela mente, feito pela mente e administrado pela mente. Mas o mecanismo divino do universo dos universos é por demais perfeito, no todo, para que os métodos científicos da mente finita do homem nele possam discernir, por um mínimo que seja, o domínio da mente infinita. Pois a mente que cria, controla e mantém não é nem a mente material, nem a mente da criatura; é a mente do espírito, funcionando nos níveis criadores da realidade divina e a partir deles.

A capacidade de discernir e descobrir a mente, com base nos mecanismos do universo, depende inteiramente da habilidade, escopo e capacidade da mente investigadora empenhada na tarefa de observação. As mentes do espaço-tempo, organizadas a partir das energias do tempo e do espaço, ficam sujeitas aos mecanismos do tempo e do espaço.

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O movimento e a gravitação no universo são facetas gêmeas do mecanismo impessoal do espaço-tempo, no universo dos universos. Os níveis, para o espírito, a mente e a matéria, de sensibilidade à gravidade, são totalmente independentes do tempo, mas apenas os níveis verdadeiros da realidade do espírito são independentes do espaço (são não-espaciais). Os níveis mais elevados da mente do universo — os níveis da mente espiritual — podem também ser não-espaciais, mas os níveis da mente material, tais como os da mente humana, são sensíveis às interações da gravitação do universo, apenas quando perdem essa sensibilidade à proporção que se identificam com o espírito. Os níveis da realidade do espírito são reconhecidos pelo seu conteúdo de espírito; e a espiritualidade no tempo e no espaço é medida na proporção inversa da sensibilidade à gravidade linear.

A sensibilidade à gravidade linear é uma medida quantitativa da energia não-espiritual. Toda a massa — ou energia organizada — está sujeita a essa atração, a menos que o movimento e a mente atuem sobre ela. A gravidade linear é a força de coesão, de curto alcance, do macrocosmo, do mesmo modo que as forças da coesão interna do átomo são as forças de curto alcance do microcosmo. A energia física materializada, organizada naquilo que se chama de matéria, não pode atravessar o espaço sem ter a sua sensibilidade à gravidade linear alterada. Se bem que essa sensibilidade à gravidade seja diretamente proporcional à massa, ela é modificada pelo espaço intermediário, de um modo tal que o resultado final, quando expresso pelo inverso do quadrado da distância, nada mais é que grosseiramente aproximado. O espaço finalmente predomina sobre a gravitação linear por causa da presença, nele, das influências antigravitacionais de numerosas forças supramateriais que operam neutralizando a ação da gravidade e todas as respostas a ela.

Os mecanismos cósmicos extremamente complexos, e que aparentam surgir de um modo altamente automático, tendem sempre a esconder a presença da mente intrínseca que os originou ou criou, para toda e qualquer inteligência, no universo, que esteja em um nível muito abaixo daquele da natureza e capacidade do mecanismo em si mesmo. E, por isso, torna-se inevitável que os mecanismos mais elevados do universo pareçam, para as ordens mais baixas de criaturas, não ter mente. A única exceção possível dessa conclusão seria a de atribuir uma mente ao incrível fenômeno de um universo, que aparentemente se automantém — mas essa é uma questão para a filosofia, mais do que de experiência real.

Como a mente coordena o universo, a rigidez dos mecanismos não existe. O fenômeno da evolução progressiva, associado à automanutenção cósmica, é universal. A capacidade de evolução do universo é inexaurível à infinitude da espontaneidade. O progresso, no sentido da unidade harmoniosa, a síntese experiencial crescente superposta a uma complexidade sempre crescente de relações, só poderia ser alcançado por uma mente que tenha propósito e que seja dominante.

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Quanto mais elevada for a mente do universo, associada a um fenômeno universal qualquer, tanto mais difícil torna-se descobri-la para os tipos mais baixos de mente. E, já que a mente do mecanismo do universo é a mente-espírito criativa (a própria mente do Infinito), ela nunca pode ser descoberta ou percebida pelas mentes de nível baixo do universo; e muito menos pela mente mais baixa de todas, a humana. A mente animal em evolução, conquanto seja naturalmente buscadora de Deus, não é por si mesma, nem em si mesma, inerentemente conhecedora de Deus.

 Modelo e Forma — O Predomínio da Mente

A evolução dos mecanismos implica e indica a presença oculta e a predominância da mente criativa. A capacidade do intelecto mortal de conceber, projetar e criar mecanismos automáticos demonstra que as qualidades superiores, criativas e plenas de propósito, da mente do homem, são a influência dominante no planeta. A mente tende sempre para a:

 1. Criação de mecanismos materiais.
 2. Descoberta de mistérios ocultos.
 3. Exploração de situações remotas.
 4. Formulação de sistemas mentais.
 5. Alcance dos objetivos da sabedoria.
 6. Realização de níveis do espírito.
7. Cumprimento dos destinos divinos — supremos, últimos e absolutos.

mente é sempre criativa. O dom da mente de um indivíduo animal, mortal, ascendente espiritual ou que tenha alcançado a finalidade, é sempre competente para produzir um corpo adequado e útil para a identidade da criatura vivente. Todavia, o fenômeno da presença de uma personalidade, ou do modelo de uma identidade, como tal, não é uma manifestação de energia, seja física, mental ou espiritual. A forma da personalidade é o aspecto modelar de um ser vivo; denota uma ordenação das energias, e isso, acrescentado à vida e ao movimento, é o mecanismo da existência da criatura.

A MENTE CÓSMICA 

A conexão da mente cósmica com a ministração dos espíritos ajudantes da mente desenvolve um tabernáculo físico adequado para o ser humano em evolução. De um modo semelhante, a mentemoroncial(perispiritual) individualiza a forma moroncial para todos os sobreviventes mortais. Do mesmo modo que um corpo mortal é pessoal e característico para cada ser humano, assim, a forma moroncial será altamente individual e adequadamente característica da mente criativa que o domina.

Não há duas formas moronciais sequer parecidas, como não há dois corpos humanos idênticos. E, após a vida moroncial, será constatado que as formas do espírito são igualmente diferentes, pessoais e características das respectivas mentes-espíritos que residem nelas.Vós, num mundo material, pensais em um corpo como tendo um espírito; mas nós consideramos o espírito como tendo um corpo. Os olhos materiais são verdadeiramente as janelas da alma que nasce do espírito. O espírito é o arquiteto, a mente é o construtor, o corpo é a edificação material.

O espírito é a realidade criativa; a contraparte física é o reflexo, no tempo-espaço, da realidade do espírito, a repercussão física da ação criativa da mente-espírito.mente domina universalmente a matéria, exatamente como esta, por sua vez, é sensível e responde ao controle último do espírito. E, no homem mortal, apenas aquela mente que livremente se submete ao direcionamento do espírito pode almejar sobreviver à existência mortal do espaço-tempo, tal uma criança imortal do mundo eterno do espírito do Supremo, do Último e do Absoluto: o Infinito.

Resultado de imagem para imagens sobre menteMistérios da Mente

Sintomas intrigantes e síndromes raras nos lembram que, apesar dos avanços científicos, a dinâmica cerebral permanece um enigma, ainda longe de ser desvendado – mas nem por isso menos fascinante.

No prefácio de seu volumoso livro Como a mente funciona, o psicólogo e lingüista canadense Steven Pinker avisa: “Não entendemos como a mente funciona”. E cita o também lingüista americano Noam Chomsky, para quem nossa ignorância pode ser traduzida em “problemas e mistérios”. “Quando estamos diante de um problema, podemos não saber a solução, mas temos insights, acumulamos conhecimento crescente sobre o tema e temos uma vaga idéia do que buscamos. Porém, quando nos defrontamos com um mistério, ficamos ao mesmo tempo maravilhados e perplexos, sem ao menos uma idéia de qual seria sua explicação.” O desafio que constitui a compreensão do funcionamento mental permanece um mistério. Ainda estamos longe de desvendá-lo, mas não resta dúvida de que os primeiros passos foram dados.Com recentes descobertas, entretanto, o interesse demonstrado por especialistas – e também por leigos – em questões relacionadas ao psiquismo vem ganhando cada vez mais impulso. Muitos tentam mesmo explicar o que há poucos anos era tido como inexplicável. Os mais céticos consideravam o tema impossível de ser abordado do ponto de vista científico: a mente como um todo e os fenômenos a ela relacionados – como o pensamento, a memória e a própria consciência.

Quais as ferramentas de que dispõem os pesquisadores para se aventurar nessa imprevisível caminhada? Desde o momento em que se debruçaram sobre o assunto, apropriaram-se de recursos mais sofisticados a cada dia. A tomografia computadorizada desenvolvida no começo da década de 80 foi um grande salto: permitiu visualizar o cérebro em suas mínimas particularidades. A ressonância magnética, difundida desde o início dos anos 90, amplificou as imagens do sistema nervoso central e rapidamente se popularizou entre os cientistas. Alguns registros, como os obtidos de PET scans e ressonância magnética funcional, mostram o cérebro em atividade e podem desenhar as diversas áreas cerebrais em ação. Dessa forma documenta-se, em tempo real, as regiões envolvidas em processos complexos, como há duas décadas ninguém poderia imaginar.

É possível, por exemplo, determinar que áreas são acionadas quando resgatamos uma lembrança querida, fazemos cálculos ou nos sentimos culpados ao nos lembrarmos de um delito. Apesar desses avanços, a medicina não abandonou a análise meticulosa dos pacientes. O estudo dos casos clínicos, que tem como ferramenta a observação arguta do examinador aliada à tecnologia disponível, torna essa aventura cada vez mais atraente.

Resultado de imagem para imagens de livros sobre a mente humanaPATOLOGIAS

Chamam a atenção dos pesquisadores patologias “estranhas” – como a incapacidade de distinguir faces (prosopagnosia); a impossibilidade de reconhecer como nossas partes do próprio corpo em razão de uma doença neurológica (anosognosia); transtornos mentais que nos levam a acreditar piamente que pessoas próximas são impostoras (síndrome de Capgrass) e ainda distúrbios assustadores, como o que faz com que algumas pessoas se recusem a enterrar seus mortos queridos (mumificação). Tais manifestações constituem objeto de atração para as neurociências não pela extraordinária estranheza das suas características, mas porque permanecem como rico manancial de informações. Talvez, compreender esses quadros ajude médicos e pesquisadores a entender melhor os delírios e as alucinações de que padecem esquizofrênicos, ou os múltiplos aspectos da depressão.

Apesar do peso de nossa oceânica ignorância, temos encurtado as distâncias com velocidade cada vez maior. Avanços tecnológicos estão mais e mais disponíveis e podemos hoje falar de maneira quase rotineira em terapias com estimulações magnética transcraniana e cerebral profunda com eletrodos para alívio de sintomas como transtorno obsessivopulsivo (TOC) refratário, síndrome de Tourette e depressão grave – distúrbios para os quais um número significativo de pacientes não encontra alívio com medicamentos e outras modalidades de tratamento.

A irredutível constatação de que o exame de PET scan em pacientes com transtornos neuropsiquiátricos graves apresenta alterações metabólicas em áreas específicas do cérebro foi o ponto de partida para pôr em prática essas novas modalidades terapêuticas. Com a estimulação de uma área específica do cérebro, se consegue modular outras regiões e, dessa forma, vários circuitos hipofuncionantes entram em atividade, levando, portanto, à melhora dos sintomas clínicos.Em linhas gerais, render-se ao fascínio dos mistérios e empenhar-se em desvendá-los para tomar mais confortável a existência de grande número de pessoas são hoje o grande desafio dos estudiosos das ciências da mente.

a mente humanaVisão pessoal….

A mente, nos seres em atividade, não está separada da energia nem do espírito, nem de ambos. A mente não é inerente à energia; a energia é receptiva e sensível à mente; a mente pode ser superposta à energia, mas a consciência não é inerente ao nível puramente material. Não é necessário que a mente seja acrescentada ao espírito puro, pois o espírito é inatamente consciente e capaz de identificação. O espírito é sempre inteligente, de algum modo é dotado de mente.Pode ser esta ou aquela mente, pode ser a pré-mente ou a supramente, ou mesmo a mente espiritual, mas o fato é que ela executa o equivalente a pensar, e saber. O discernimento do espírito transcende, sobrepõe-se e teóricamente precede à consciência da mente.A mente que é infinita ignora o tempo, a mente última transcende ao tempo, a mente cósmica é condicionada pelo tempo. E é, assim também, com o espaço: a Mente Infinita é independente do espaço, mas à medida que desce do nível do infinito até os níveis ajudantes da mente, o intelecto deve ter em conta, crescentemente, a existência e as limitações do espaço.A força cósmica reage à mente, assim como a mente cósmica reage ao espírito. O espírito é propósito divino, e a mente espiritual é propósito divino em ação. A energia é coisa; a mente é significado; o espírito é valor. Mesmo no tempo e no espaço, a mente estabelece aquelas relações relativas, entre a energia e o espírito, que são indicativas de semelhança mútua na eternidade.A mente transmuta os valores do espírito em significados do intelecto; a volição tem poder para frutificar os significados da mente, tanto no domínio material quanto no espiritual. A ascensão á Unidade envolve um crescimento relativo e diferencial em espírito, mente e energia e a personalidade é a unificadora desses componentes da individualidade experiencial.

Inspiração….

Revista Scientific American – por  Dr Edson Amâncio-Neurocirurgião, pós-graduado pela UNIFESP e autor de O Homem que fazia chover e outras histórias inventadas pela mente(Barcarolla, 2006).

Energia – Mente E Matéria

A Escola sobre O Livro de Urântia na Internet (Urantia Book Internet School – UBIS)

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Monicavox

Recomendo…

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Quando depois é Agora-Entre os Hopi e a Viagem para Ix-tlan

Enquanto a ciência ocidental apenas começa a compreender o que nossas relações com o espaço e o tempo significam dentro do contexto de conectividade, nossos ancestrais nativos já tinham pleno conhecimento dessas relações. O linguista Benjamin Lee Whorf, quando estudou a linguagem dos Hopi, por exemplo, descobriu que as palavras refletiam diretamente o modo como eles viam o universo. A idéia que tinham de sermos humanos era muito diferente da maneira como costumamos pensar a nosso respeito — eles viam o mundo como uma entidade única, com tudo nele conectado à fonte.

No seu livro pioneiro Language, Thought, and Realíty, Whorf resume o ponto de vista dos Hopi: “Na visão dos hopi, o tempo desaparece e o espaço é alterado de modo que deixa de existir o espaço atemporal homogêneo e instantâneo da nossa suposta intuição ou o espaço da mecânica newtoniana clássica”  .

Em outras palavras, os Hopi simplesmente não concebem o tempo, o espaço, a distância e a realidade da mesma maneira que nós. Aos olhos deles, vivemos em um universo onde todas as coisas estão vivas, interligadas e acontecendo “agora”. E a linguagem desse povo espelha essa perspectiva. Por exemplo, quando olhamos para o oceano e vemos uma onda podemos dizer “Olhe aquela onda.” Mas nós sabemos que, na realidade, ela não existe sózinha, ela só está ali por causa das outras ondas. “Sem a projeção da linguagem”, diz Whorf, “ninguém nunca viu uma onda”  . O que vemos é “uma superfície de movimentos ondulatórios sempre variáveis”.

Na linguagem dos Hopi, entretanto, os falantes sempre dizem que o oceano está “ondulando”, para descrever a presente ação da água. Mais precisamente, de acordo com Whorf, “Os Hopi dizem walalata, significando ‘muitas ondas estão acontecendo’, e podem chamar atenção para um lugar na sucessão de ondas da mesma maneira que nós também podemos”  . Desse modo, ainda que possa nos parecer estranho, eles são mais precisos na maneira de descrever o mundo. Em uma vertente semelhante, o conceito de tempo como tendemos a percebê-lo adquire uma significação inteiramente nova nas crenças tradicionais dos Hopi.

Os estudos de Whorf levaram-no a descobrir que “o manifestado compreende tudo o que é ou tem sido acessível pelos sentidos, o universo físico histórico […] sem nenhuma tentativa para distinguir entre o presente e o passado, mas excluindo tudo o que chamamos de futuro” .

Em outras palavras, os hopi usam as mesmas palavras para identificar apenas o que “é” ou o que já aconteceu. Essa visão da passagem do tempo e do uso da linguagem tem sentido, se analisada levando em consideração as possibilidades quânticas. Os Hopi descrevem as possibilidades que foram escolhidas e deixam o futuro com as portas abertas. Nosso relacionamento com as concepções de espaço e tempo obviamente guardam mais correlações com as implicações da linguagem Hopi e com exemplos comprovados de visão a distância, do que as correlações reconhecidas tradicionalmente.

 A essência da nova física sugere que o espaço-tempo não pode ser separado. Ao repensarmos o que a distância significa para nós dentro da Matriz Divina, fica claro que deveremos também reconsiderar nosso relacionamento com a passagem do tempo. É aqui que as possibilidades realmente ficam muito interessantes.

Resultado de imagem para imagens do tempoAfinal, qual verdadeiramente é o conceito que temos do tempo, além daquele que gastamos ajudando nossos filhos no futebol enquanto a bola ainda está em campo, ou do cálculo que fazemos para ter certeza de que estaremos no aeroporto a tempo de pegar o avião? Será que tudo o que existe para evitar que as coisas ocorram simultâneamente são apenas os segundos que preenchem os minutos do dia? Será que o tempo existe, se ninguém sabe nada sobre ele? Talvez uma questão ainda mais profunda seja indagar se aquilo que ocorre no tempo é “determinado”.

Será que os eventos do universo já estão inscritos em uma linha do tempo que simplesmente se esgota juntamente com nossa vida? Ou será que o tempo é um pouco flexível? Caso seja, será que os eventos dentro dele são intercambiáveis? O raciocínio convencional sugere que o tempo sómente avança em um sentido — sempre para a frente — e que aquilo que tiver acontecido já ficou para sempre gravado no tecido espaço-temporal. Entretanto, as provas experimentais indicam que nossas idéias sobre passado e presente podem não ser assim tão bem ordenadas.

Não apenas o tempo se move em dois sentidos, como Einstein postulou, como também parece que as escolhas que fazemos hoje podem realmente mudar o que aconteceu ontem. Houve um experimento em 1983 que foi elaborado justamente para testar essas possibilidades. Os resultados foram totalmente contrários ao que nos levaram a crer a respeito da passagem do tempo, e as implicações do experimento foram surpreendentes. Para fins dessa investigação, o físico John Wheeler propôs usar uma variação do famoso experimento da dupla fenda para testar os efeitos do presente sobre o passado.

Uma partícula quântica (um fóton) foi disparada contra um alvo capaz de detectar as características do impacto — distinguindo se ocorrera como uma partícula de matéria ou se como uma onda de energia. Entretanto, antes que o alvo fosse alcançado, a partícula era obrigada a passar através de uma abertura na barreira. O mistério era que o fóton de alguma forma “sabia” quando a barreira tinha uma fenda e quando ela tinha duas. Na presença de uma abertura única, a partícula viajava e chegava ao seu destino do mesmo modo que começara a jornada: como uma partícula. Entretanto, na presença de duas fendas, ainda que no início do experimento houvesse apenas a partícula, ela tinha o mesmo procedimento de uma onda de energia e passava através de ambas as fendas ao mesmo tempo, continuando a proceder como uma onda até chegar ao seu destino.

Tendo-se em vista que os cientistas eram os únicos com conhecimento sobre as aberturas na barreira, de alguma maneira esse conhecimento prévio afetava o comportamento do fóton. A variação de Wheeler para o mesmo experimento incluiu uma diferença importante, imaginada para testar suas ideias sobre o passado e o presente: o fóton seria observado apenas depois de ter passado através da barreira, mas, mesmo assim, antes de chegar ao seu destino. Em outras palavras, o fóton já estaria se encaminhando para o alvo quando a decisão fosse tomada sobre como ele seria observado. Ele imaginou duas formas diferentes para se certificar de que o fóton havia alcançado o alvo.

Uma dessas formas previa o uso de uma lente para “vê-lo” como partícula e a outra usava uma tela capaz de sentir ondas. E uma diferença importante, pois nos experimentos anteriores os fótons agiam do modo como se esperava que agissem conforme a maneira pela qual fossem observados — isso é, eram partículas quando medidos como partículas e ondas quando medidos como ondas.

Dessa maneira, nesse experimento, se o observador escolhesse ver o fóton como partícula, as lentes estariam colocadas e o fóton passaria através de uma única fonte. Se a escolha do observador fosse ver uma onda, a tela seria mantida no local e o fóton passaria através de ambas as fendas da barreira. O argumento decisivo consistia em que a decisão era tomada depois que o experimento já havia sido iniciado (o presente), mas, apesar disso, era capaz de determinar o comportamento da partícula quando o experimento tinha começado (passado). Wheeler chamou esse teste de experimento da escolha retardada.

Baseado nesse tipo de investigação, aparentemente o tempo como nós o conhecemos em nosso mundo (físico) não tem efeito algum no domínio quântico (da energia). Se uma escolha posterior determinar como alguma coisa aconteceu no passado, Wheeler propõe que o observador “possa optar por ficar sabendo da característica depois do evento já ter ocorrido”  . 

As implicações do que ele diz, abrem a porta para uma possibilidade poderosa para nossas relações com a passagem do tempo. Wheeler sugere que as escolhas que fazemos hoje podem, de fato, afetar diretamente as coisas que já aconteceram no passado. E se esse for o caso, isso poderia mudar tudo.

E então, isso é verdade? Será que as decisões que tomamos agora influenciam, ou até mesmo determinam, o que já ocorreu? Todos já ouvimos gente sábia afirmar que temos o poder de transcender as mágoas mais profundas, mas será que essa capacidade também nos possibilita reescrever o passado que levou àqueles acontecimentos?

Difícilmente poderíamos nos esquecer de como as coisas podem ficar embaralhadas pelo simples fato de formularmos uma questão como essa, basta que nos lembremos do que aconteceu com o personagem principal, Marty McFly, no filme De Volta para o Futuro (protagonizado por Michael J. Fox), quando ele teve a oportunidade de fazer isso. Entretanto, imagine as possibilidades se nós pudéssemos, por exemplo, tirar lições das guerras mundiais do último século, ou do nosso casamento que acaba de terminar, e fazer escolhas, hoje, que impedissem o acontecimento de tais coisas. Se pudéssemos fazer isso, o efeito seria equivalente ao de uma grande borracha quântica que nos possibilitaria alterar o curso dos eventos que nos trouxeram sofrimento. É precisamente essa questão que conduziu a outra variação do experimento da dupla fenda. É interessante notar o fato de essa experiência ter recebido justamente o nome de experimento da “borracha quântica”. Ainda que esse nome pareça complicado, sua explicação é simples e trata-se realmente de um modelo assustador em suas aplicações, de modo que vamos passar diretamente à exposição do que se trata.

O que esse experimento acaba demonstrando é que o comportamento das partículas quando o experimento começa aparentemente é determinado inteiramente por coisas que só terão acontecido depois que o experimento terminar .

Em outras palavras, o presente tem o poder de mudar o que já ocorreu no passado. Esse é o chamado efeito da borracha quântica: coisas que acontecem depois do fato podem mudar (“apagar”) a maneira pela qual as partículas se comportaram em um determinado momento do passado. Coloca-se aqui uma pergunta óbvia: Esse efeito ocorre só com partículas quânticas ou também é válido para pessoas? Ainda que sejamos feitos de partículas, talvez nossa consciência seja a cola que nos mantém acorrentados aos eventos que percebemos como realidade — guerras, sofrimento, divórcio, pobreza e doença. Ou talvez aconteça outra coisa: talvez já tenhamos mudado nosso passado por termos aprendido com nossos erros, talvez até façamos isso o tempo todo.

 Talvez seja tão comum esse fato de nossas decisões reverberarem retroativamente que isso pode estar ocorrendo sem percebermos, sem nem pensarmos duas vezes. Talvez o mundo que vemos hoje, malgrado a aparência que tenha, seja o resultado do que já captamos refletido pelo que já passou. Certamente é preciso pensar nisso tudo e, no momento, as pesquisas aparentemente apoiam essa possibilidade.

Pensem bem no que isso significaria se isso fosse verdadeiro, se nosso mundo de fato atuasse em retrospecto cósmico, com as lições do presente alterando o passado! No mínimo isso significaria que o mundo que vemos hoje é o resultado do que já aprendemos. E, sem as lições que tivemos, as coisas poderiam estar muito piores, não poderiam? Independentemente do fato de sermos capazes ou não de mudar o passado, é claro que as escolhas que fazemos agora determinam o presente e o futuro. Todos os três — passado, presente e futuro — existem dentro do receptáculo da Matriz Divina. Como somos parte da Matriz, é bastante razoável que sejamos capazes de nos comunicar com ela de um modo que seja significativo e útil para nossa vida.

De acordo com os experimentos científicos e nossas tradições mais caras, é isso que fazemos. O denominador comum das investigações dos capítulos precedentes tem duas vertentes.;As investigações nos mostraram que somos parte da Matriz Divina; Elas demonstraram que as emoções humanas (crenças, expectativas e sentimentos) são a linguagem que a Matriz Divina reconhece. Ainda que por mera coincidência, é interessante assinalar que essas experiências são as mesmas que aparecem nos textos bíblicos cristãos e que foram desestimuladas pela cultura ocidental. Hoje, entretanto, tudo isso está mudando. Os homens estão sendo incitados a honrar suas emoções, e as mulheres, a explorar novas maneiras de expressar o poder, na realidade uma parte natural da existência delas. É claro que a emoção, o sentimento e a crença são parte da linguagem da Matriz Divina e que existe um tipo de emoção permitindo- nos experimentar o campo de energia que conecta o universo de maneiras tão poderosas, naturais e capazes de curar.

A pergunta é: “Como reconhecer a resposta que a Matriz Divina dá às nossas perguntas?” Admitindo que nossos sentimentos, emoções, crenças e orações estejam fornecendo um código para as coisas quânticas do universo, o que então nosso corpo, vida e relacionamentos estão nos dizendo sobre nossa parte nessa conversação? Para responder a isso, precisamos reconhecer a segunda metade de nosso diálogo com o universo. Como entender então as mensagens vindas da Matriz Divina?

Resultado de imagem para imagens sobre don juan de carlos castanedaMENSAGENS DA MATRIZ DIVINA: VIDA, AMOR E CURA NA CONSCIÊNCIA QUÂNTICA

 

NEM TUDO É O QUE PARECE-Don Juan ensina Carlos Castaneda

“Uma súbita rajada de vento me atingiu naquele instante efez meus olhos arderem. Fixei o olhar na área em questão. Não havia absolutamente nada fora do comum. ‘Não posso ver nada’, eu disse. ‘Você acaba de perceber’, ele replicou [. . .] ‘O quê? O vento?’ ‘Não se trata apenas do vento’, ele disse gravemente. ‘Pode lhe parecer que é o vento, porque o vento é tudo o que você conhece’.”

Nesse diálogo, Don Juan, o feiticeiro índio dos yaquis, ensina ao estudante Carlos Castaneda as sutis realidades do mundo invisível. No livro Journey to Ix- tlan, Castaneda, um antropólogo que documenta os costumes do velho mago, aprende muito rápidamente que ele não podia confiar nos filtros de sua percepção como tinha sido condicionado no passado. Como ele acabou descobrindo, o mundo vivia em planos visíveis e invisíveis. Por exemplo, Castaneda tinha sempre ouvido dizer que, quando os arbustos se movem ao nosso lado e sentimos uma rajada de ar frio no rosto, é o vento que está se movimentando.

Resultado de imagem para imagens sobre don juan de carlos castanedaNo exemplo acima, o mestre de Castaneda lembra-lhe que ele sómente está sentindo o vento porque o vento é tudo o que ele conhece. Na realidade, a brisa fluindo contra o rosto e balançando os cabelos poderia ser o vento ou a energia de um espírito chamando a atenção para a sua presença. Castaneda rápidamente descobre que tal experiência nunca mais seria “apenas o vento” novamente. Por meio dos filtros de nossa percepção, fazemos o possível para encaixar romances, amizades, finanças e nossa saúde dentro da estrutura estabelecida pelas experiências passadas. Ainda que essas fronteiras possam funcionar, até que ponto elas realmente nos são úteis?

Quantas vezes reagimos à vida de uma maneira aprendida com outras pessoas em vez de reagirmos com base na nossa própria experiência? Quantas vezes não nos privamos de ter mais abundância, relacionamentos mais profundos ou empregos mais compensadores porque determinada oportunidade que cruzou nosso caminho parecia semelhante a uma outra de nosso passado, nos prendendo e obrigando a fazer o contrário?

A MATRIZ DIVINA~por Gregg Braden

“Dentro do contexto da Matriz Divina, somos parte de cada parcela de grama, de todos os seixos e de todos os córregos e rios. Fazemos parte de cada gota de chuva e também do vento frio que sopra no nosso rosto ao sairmos de casa de manhã cedo. Se nosso vínculo com o mundo todo é tão profundo, é razoável que vejamos uma prova de tal conexão todos os dias de nossa vida. Talvez realmente vejamos a evidência disso, possivelmente todos os dias, mas de maneiras que não reconhecemos ou nem mesmo notamos. É fato sabido que quanto mais convivemos com pessoas, lugares e coisas, mais à vontade nos sentimos com elas. Para a maioria de nós, andar na sala da própria casa, por exemplo, é uma experiência mais gratificante do que atravessar a sala de recepção de um hotel em outra cidade. Ainda que o hotel possa ser mais novo e ter os tecidos, carpetes e estofados mais finos, simplesmente não nos sentimos em casa. Quando passamos por uma experiência desse tipo, nossa satisfação vem da sintonia fina da energia sutil que faz com que nos sintamos em equilíbrio com o mundo — nós damos a esse equilíbrio o nome de ressonância.

Resultado de imagem para imagens sobre o universo eleganteAté certo ponto, estamos em ressonância com tudo ao nosso redor, com nossos carros, nossa casa e até mesmo com os aparelhos domésticos que usamos diariamente, razão pela qual exercemos influência sobre outras pessoas, sobre nossa vizinhança e sobre o mundo em geral simplesmente pelo fato de estarmos presentes. Não deveria causar surpresa, portanto, que, quando alguma coisa muda dentro de nós ou nas coisas no nosso entorno, tais mudanças apareçam em nossa vida […] e assim acontece. Algumas vezes essas mudanças acontecem de maneiras sutis. Por exemplo, tive um carro americano que tinha mais de 480.000 quilômetros rodados com o motor original na época em que o vendi, em 1995. Sempre tive o maior cuidado para que meu “velho companheiro” tivesse a aparência de novo e me levasse, são e salvo, das montanhas do Colorado às colinas de Napa, na Califórnia, e me trouxesse de volta ao deserto do Novo México. Ainda que o carro desse partida e rodasse perfeitamente na minha mão, ele nunca deixou de dar problema quando eu o emprestava a alguém. Invariavelmente surgia algum barulho novo no motor, uma luz de advertência aparecia acesa no painel ou ele simplesmente parava de funcionar quando o toque pessoal de outro indivíduo se fazia sentir na direção. Também, invariavelmente, bastava que eu fosse para o volante assumindo a direção para o problema “se resolver espontaneamente”, desaparecendo de modo inexplicável. Ainda que o mecânico me assegurasse de que “essas coisas acontecem o tempo todo”, estou seguro de que depois de alguns alarmes falsos ele começou a suspeitar de outras razões sempre que via meu Pontiac de 480.000 quilômetros rodados parado no pátio da sua oficina. Embora não possa demonstrá-lo cientificamente, conversei com muitas outras pessoas para me certificar de que essa minha experiência não era fora do comum. Os aparelhos que usamos diariamente parece que funcionam melhor em nossa presença. Algumas vezes, entretanto, nossa ressonância com o mundo se revela de maneira menos sutil, por meio de uma mensagem mais difícil de ser compreendida, como a que se percebe no exemplo a seguir. No início de 1990, em Denver, parei de trabalhar na indústria bélica e comecei a morar, temporariamente, em São Francisco. Durante o dia promovia seminários e escrevia meu primeiro livro e no período noturno trabalhava como consultor. Especificamente, eu procurava orientar as pessoas para compreenderem melhor a grande influência da emoção em nossa vida e seu papel nos nossos relacionamentos.

Resultado de imagem para imagens sobre ressonancia entre mundosUma de minhas primeiras clientes descrevia um relacionamento que era um belíssimo exemplo de como a ressonância com o mundo podia ser profunda e como ela podia ser entendida ao pé da letra. Ela se referia ao seu relacionamento com o homem de sua vida como um “encontro que não terminava nunca”. Durante mais de dez anos, o relacionamento deles parecia um beco sem saída. Suas conversas sobre casamento pareciam sempre terminar em discussões amargas, embora eles não pensassem em se separar, desejassem mesmo continuar vivendo juntos. Uma noite, minha cliente me contou uma experiência de ressonância tão clara e intensa que não deixava dúvida sobre a ligação da ressonância com nosso mundo. “Conte-me como você viveu nessa última semana”, pedi. “Como anda a vida em casa?” “Puxa, nem queira saber o que tem acontecido”, ela começou. “Que semana esquisita! Primeiramente, enquanto meu namorado e eu estávamos vendo TV no sofá, ouvimos um barulho terrível vindo do banheiro. Quando fomos ver o que tinha acontecido, você nem queira saber o que encontramos.” “Nem desconfio o que possa ter sido”, eu disse, “mas agora você realmente me deixou muito curioso… O que aconteceu?” “Bem, a tubulação de água quente debaixo do lavatório tinha explodido e arrancado a porta do armário embaixo da pia, que foi parar na parede do outro lado do banheiro”, ela contou. “Nossa!”, exclamei. “Nunca tinha ouvido nada semelhante a isso em minha vida.” “Isso não é tudo”, continuou contando. “Tem mais! Quando fomos até a garagem para pegar o carro, a água quente havia inundado todo o piso, o aquecedor também tinha explodido e havia água em toda parte.

Então, quando demos marcha a ré para sair com o carro, a mangueira do radiador também explodiu e o anticongelante aquecido foi para todo o lado!” Ouvi o que a mulher estava contando e instantaneamente reconheci o padrão. “O que estava acontecendo em casa nesse dia?”, perguntei. “Como você diria que seu relacionamento estava indo?” “Isso é fácil”, disse impulsivamente. “A casa estava como uma panela de pressão naquele dia.” Ela então parou de repente e me encarou. “Você não está achando que a tensão em nosso relacionamento tem alguma coisa a ver com o que aconteceu, está?” “No meu mundo”, repliquei, “tem tudo a ver com o que aconteceu. Estamos em sintonia com o mundo e o mundo nos mostra, fisicamente, a energia que experimentamos emocionalmente. Isso algumas vezes é sutil, mas em seu caso foi literal, sua casa inteira refletiu a tensão que se passava entre você e seu namorado. E para fazer isso, apelou para a própria essência que durante milhares de anos tem sido usada para representar a emoção: a água. Veja só como foi bela, intensa e clara a mensagem que você recebeu do campo! E agora, o que você vai fazer com ela?” A Matriz Divina no nosso mundo funciona como o espelho dos relacionamentos que construímos com nossas crenças. Independentemente de reconhecermos nossa conexão de ressonância com a realidade que nos cerca, essa conexão existe por meio da Matriz Divina. Se tivermos sabedoria suficiente para compreender as mensagens que nos chegam do nosso entorno, nnosso relacionamento com o mundo pode nos ensinar muito. Algumas vezes pode até salvar nossa vida!”

Visão pessoal…

Quase universalmente, compartilhamos uma sensação de que existe mais em nós do que os olhos vêem. Em algum lugar, emergindo da névoa da memória coletiva de um passado distante, sabemos que temos poderes mágicos e miraculosos dentro de nós. Desde a época de nossa infância, fantasiamos sobre nossa capacidade de fazer coisas além da razão e da lógica. E por que não? Quando ainda somos crianças temos que “aprender” a regra de que milagres não são coisas que acontecem todos os dias. Os lembretes de nosso potencial miraculoso estão a nossa volta. De acordo com todos os experimentos e pesquisas, juntamente com a demonstração dos que transcenderam os limites de suas próprias crenças, acreditamos que a resposta seja sim.Lembre-­se de que pela Lei do Universo atraímos aquilo que colocamos em nosso foco. Se você focar em temer qualquer coisa, seja lá o que for, estará enviando uma forte mensagem ao Universo para que lhe envie aquilo que você mais teme. Em troca, se você puder se manter com sentimentos de alegria, amor, apreço ou gratidão e focar-­se em trazer mais disso para sua vida, automáticamente conseguirá afastar o negativo. Com isso, você estaria escolhendo uma linha de tempo diferente com esses sentimentos. Pode-­se prevenir o contágio  de qualquer outra gripe ou vírus, ao se permitir sentimentos positivos que mantêm um sistema imunológico extraordináriamente forte. Sendo assim, essa é uma proteção para o que vier. Busque algo pelo qual você possa estar alegre todos os dias, cada hora se possível, momento a momento, ainda que sejam alguns poucos minutos. Esta é a mais fácil e melhor das proteções que você poderá ter. Aliás, os mestres de sabedoria de todos os tempos sempre afirmaram isso que se comprova cientificamente hoje.Se as partículas das quais somos feitos podem se comunicar instantâneamente entre si, existir em dois lugares ao mesmo tempo, viver tanto no passado como no futuro e até mesmo mudar a história mediante escolhas no presente, então nós também podemos. A única diferença entre nós e aquelas partículas isoladas é que somos feitos de uma quantidade enorme delas, mantidas juntas graças à própria Consciência. A mística dos tempos antigos lembra ao nosso coração, e as experiências modernas têm comprovado perante a razão, que a força mais poderosa do universo vive no interior de cada pessoa. E que o grande “conhecimento secreto” da própria criação é: ter o poder de criar o mundo que imaginamos em nossas crenças. Ainda que isso possa parecer muito simples para ser verdade, acreditamos que o universo funciona precisamente desse modo. Se pudermos nos lembrar de que somos não só a obra de arte como também o artista que a criou, talvez então nos lembremos de que somos a semente do milagre, tanto quanto o milagre em si mesmo. Se pudermos operar essa pequena mudança, já estaremos curados na Matriz Divina.
Inspiração….

HARDWARE X SOFTWARE

Nos últimos anos, a maneira escolhida para tratar desse enigma tem sido o “funcionalismo” e a tendência a comparar o cérebro com um computador, sugerindo que a mente, ou consciência, pode ser igualada aos processos que acontecem dentro do computador. Somos aquilo que podemos fazer, e o que podemos fazer é definido pelo plano detalhado de nosso circuito. O modelo do computador ainda domina a maior parte das pesquisas sobre o cérebro, que por sua vez tingem com suas cores toda forma de nos percebermos. Muitas vezes falamos em ter de “alimentar o sistema” ou estarmos com os “fusíveis queimados”, estarmos “ligados” ou “desligados” e “programados para o sucesso ou para o fracasso”. Dizemos que nosso cérebro é o hardware e nossa mente o software. Toda a biologia moderna agora opera segundo “programas comportamentais” onde antes havia um senso de propósito, ou ao menos de direção. Pensamos em nós mesmos como a “máquina mental”. O cérebro é certamente o órgão controlador central do sistema nervoso e, como tal, suas funções físicas incluem comunicação, coordenação, computação, aprendizado e memória, todas elas funções que nossos melhores computadores também possuem em algum grau. Nesse nível, as analogias entre o funcionamento cerebral e o do computador são irresistíveis.

Existe indubitável semelhança entre o modo como são organizados os complexos ajuntamentos de neurônios do cérebro e o serpentear de fios que compõe o circuito elétrico de um computador, especialmente agora com a invenção dos computadores com processamento paralelo. Assim como as “células nervosas” de um computador, os 10 bilhões ou 100 bilhões de neurônios do cérebro são também um tipo de fiação elétrica com várias mensagens passando para dentro e para fora do cérebro através de impulsos eletromagnéticos que viajam pelas ligações entre os neurônios, as sinapses. O cérebro está sempre literalmente fervilhando com milhões de acontecimentos neurais altamente carregados, dentre os quais, sem dúvida, uma grande parte é responsável por nossas impressionantes habilidades de processar dados e computar.

Mas será que isso é o que entendemos por consciência? Será a computação — com toda sua diversidade e complexidade — tudo o que a mente verdadeiramente tem? Se assim for, ficamos tentados a imaginar por que os computadores não possuem mente. Sem dúvida, eles sabem fazer coisas muito sofisticadas. Conseguem analisar material genético, operar matemática complexa, ou jogar xadrez num nível razoável, embora vagarosamente. Mas até agora ninguém afirmaria que um sistema de computação eletrônico de qualquer tipo imaginável seja sequer remotamente consciente. Simplesmente não conseguimos sentir que eles são conscientes.

Faltam-lhes espontaneidade e criatividade, falta-lhes imaginação, eles não riem de piadas, não desfrutam de música e não sentem dor nem fazem nenhuma das outras coisas desse tipo que normalmente associamos com a vida consciente da mente humana. Como colocou um filósofo de Oxford: “Simplesmente não saberíamos interpretar a sugestão de que um IBM 100 esteja bravo ou deprimido ou passando por uma crise de adolescência”. Talvez seja possível conceber que inventemos programas sofisticados que darão aos computadores a aparência de tal comportamento consciente — como no caso um tanto fantasmagórico de Eliza ou Doctor, o programa concebido para estimular entrevistas psiquiátricas; Mas, como alertou o autor do Eliza, há mundos de diferença entre técnica ou simulação programadas e uma verdadeira espontaneidade e empatia. Pensar de outro modo seria uma forma de insanidade, embora muito freqüentemente em nossa cultura mecanizada a insanidade passe por normalidade. Se aceitarmos a equivalência entre o ser e o fazer dos funcionalistas não há modo claro de argumentar que algo que se comporta conscientemente não seja consciente.

Toda nossa forma de ver a consciência vem sendo tão tolhida pelo modelo mecânico que lhe foi imposto que perdemos de vista os fatos que ligam o desenvolvimento cerebral à consciência e ficamos cegos às características verdadeiras de nossa percepção consciente. Tornamo-nos insensíveis a nossa própria experiência e, no processo, a distorcemos. O perigo é o de que, se continuarmos a nos ver como máquinas, talvez nos tornemos máquinas — isto é, talvez venhamos a reduzir toda a riqueza de nossa vida consciente ao espectro muito mais estreito dos pensamentos e comportamentos que podem ser transpostos para programas. Este é um perigo que outros reconheceram e sobre o qual escreveram, mas se quisermos vencê-lo devemos encontrar uma forma radicalmente diferente de pensar sobre a ligação mente-cérebro, e através disso uma forma mais humana de nos percebermos.

No fim, isso só pode ser feito através de uma melhor compreensão de ambos: da fisiologia do cérebro e do fundamento físico da consciência. De fato, o cérebro humano é uma complexa matriz de sistemas sobrepostos e interligados, correspondentes às várias etapas da evolução, e o ser que dele brota é parecido com uma cidade construída ao longo das eras. Sua arqueologia inclui uma camada pré-histórica, uma camada medieval, uma camada renascentista ou elizabetana, uma camada vitoriana e alguns prédios modernos. Ela certamente não é apenas uma “cidade nova” ou uma “cidade de fronteira” construída toda de uma vez em vinte anos, como sugere o modelo do computador. 

Cada um de nós traz em seu próprio sistema nervoso toda a história da vida biológica no planeta, ou ao menos aquela pertencente ao reino animal. Na camada pré-histórica encontramos os animais unicelulares como ameba ou paramécio, que não possuem sistema nervoso. Toda sua coordenação sensorial e reflexos motores se dão numa única célula. Nossas células do sangue, os glóbulos brancos, ao recolher o lixo e consumir as bactérias, comportam-se no sangue de uma forma muito parecida com as amebas nos lagos. Animais pluricelulares simples, como a água-viva, não possuem sistema nervoso central, mas têm uma rede de fibras nervosas que permite a comunicação entre células para possibilitar ao animal reagir de forma coordenada. Em nosso corpo, as células nervosas do intestino formam uma rede que coordena o peristaltismo, as contrações musculares que empurram a comida. Com o passar do tempo, acrescenta-se camada sobre camada nessa “cidade” em evolução. A partir dos insetos, começa-se a encontrar uma ou mais massas de tecido nervoso que se encarregam de uma computação mais extensiva, e estas massas organizam-se cada vez mais próximas da extremidade da cabeça.

Nosso reflexo de contração, que nos faz levar a mão para longe de uma panela quente, envolve apenas o cordão espinhal e assemelha-se, tanto anatomicamente quanto no comportamento, ao encontrado nas minhocas. Com o advento dos mamíferos, desenvolve-se um telencéfalo — primeiro o telencéfalo primitivo dos mamíferos inferiores governado basicamente por instintos e emoção, e depois os hemisférios cerebrais com toda sua sofisticada capacidade de computação, aquelas “células cinzentas” que a maioria de nós identifica com a mente humana. No entanto, o estado de embriaguez, o uso de drogas como barbitúricos e outros tranqüilizantes ou mesmo uma lesão do telencéfalo superior resultam numa regressão a tipos de comportamento mais primitivos, mais espontâneos, menos calculistas, como os observados nos mamíferos inferiores.

Quase a totalidade da psiquiatria humana, o lado verdadeiramente médico do tratamento dos problemas que afetam a consciência, preocupa-se em regular o hipotálamo e o telencéfalo primitivo. Assim, apesar da crescente centralização e complexidade que aparecem à medida que o sistema nervoso evolui, as redes nervosas mais primitivas perduram, tanto no interior do cérebro em expansão como em todo o corpo. As fases mais recentes de nossa evolução suplantaram as fases anteriores, mas não as substituíram completamente. As experiências da ameba e da água-viva, da minhoca e da formiga estão todas plantadas em nossos tecidos nervosos, e como cada uma dessas criaturas partilhamos a capacidade de ser consciente.

CONEXÕES E PERCEPÇÕES

Conforme observou Whitehead, “a mente humana é consciente de sua herança corporal”. Portanto, o que quer que seja a consciência, não poderá ser idêntica às funções cerebrais superiores possibilitadas pelas conexões nervosas no córtex cerebral. Evidentemente a forma que a nossa consciência assume, o conteúdo de nossas percepções e pensamentos são influenciados por essas conexões, mas a capacidade de ser consciente em si, a consciência não estruturada, crua, deve ser mais elementar. Alguns animais, embora conscientes, não têm córtex,’outros somente um córtex muito primitivo. Alguns humanos que tiveram grandes regiões de seu córtex cerebral danificadas ou removidas cirúrgicamente podem apresentar perda de uma capacidade específica, como a fala, a visão ou o movimento, mas permanecem conscientes, da mesma forma como bebês recém-nascidos também são conscientes. 

A consciência em si, que inclui a capacidade geral de percepção e atividade propositada, deve surgir de algum mecanismo físico muito mais primitivo que o cérebro humano desenvolvido, de um mecanismo acessível a uma reles ameba. Assim, compreender de que forma isso pode acontecer — encontrar uma base para a consciência que explique a consciência de todas as criaturas vivas (e possivelmente das não vivas) — é de fundamental importância para a compreensão tanto do lugar quanto da razão de ser de uma consciência humana no esquema geral das coisas. Essas são as considerações com as quais, de um ponto de vista geral, se argumenta contra o modelo de cérebro calcado no computador, mas há também argumentos fenomenológicos.

Se examinarmos atentamente certas características básicas da consciência — ao menos na forma em que são experimentadas pelos seres humanos — fica evidente que uma capacidade com essas características não poderia, em princípio, advir de tal modelo.

Todos os modelos calcados no computador partilham de uma suposição subjacente de que o cérebro em si funciona segundo as mesmas leis e princípios de uma vasta máquina de computação — isto é, que suas diferentes partes (seus neurônios) cooperam de modo ordenado, mecânico, obedecendo a todas as leis determinadas da física clássica. Num modelo assim, um estado cerebral deriva necessariamente do outro. Temos somente um grupo de neurônios estáticos e previsíveis “olhando para” outros grupos e reagindo a eles, sem nenhum lugar no cérebro onde todos esses grupos separados se integram. Não há um “comitê central” de neurônios que supervisiona o processo como um todo, dando unidade ao funcionamento cerebral e permitindo-lhe fazer escolhas livres e espontâneas. 

Onde está então, em meio aos trilhões de conexões nervosas e eventos deterministas, a pessoa que experimentamos como sendo nós mesmos? O que explica o “eu” que experimenta fome, que decide comer uma maçã e sente prazer após fazê-lo? Como é que chegamos a ter “a experiência” de comer uma maçã em vez de umas tantas impressões desconexas produzidas por um milhão de impulsos sensoriais distintos?

O MAPA DE CARACTERÍSTICAS DISTINTAS

O problema foi ilustrado por um trabalho recente sobre a visão humana. Quando vemos uma maçã, sabemos imediatamente que é uma maçã, um pequeno objeto vermelho, redondo, em pé dentro de uma fruteira a um metro de distância, sobre a mesa. Há outras associações ligadas à maçã em nossa percepção consciente total: que ela irá satisfazer nossa fome, que ela faz bem à saúde, que a decisão de Eva quando comeu a maçã foi a desgraça da humanidade etc. Mas essas associações não fazem parte da percepção visual, que consiste em informações sobre o tamanho, forma, orientação, cor e localização da maçã — cada uma das quais é anotada separadamente pelo cérebro. O cérebro não vê “uma maçã”, mas antes o vermelho, o redondo, o pequeno etc.

A informação sobre cada uma das características está arquivada num lugar diferente, dentro de um “mapa de características distintas” e depois subseqüentemente num “plano geral de localização” . Uma vez composto o plano geral, a atenção focalizada assume o comando, olha para o plano geral e vê a maçã. A atenção faz uso desse plano geral selecionando simultaneamente, através de ligações com os diversos mapas de características, todas as características normalmente presentes numa determinada localidade . A informação integrada sobre as propriedades e relações estruturais em cada arquivo de objeto é comparada com descrições armazenadas numa “rede de reconhecimento”. A rede especifica os atributos decisivos de gatos, árvores, ovos mexidos, nossa avó e todos os demais objetos de percepção conhecidos.

A ATENÇÃO FOCALIZADA

Mas o que é esta atenção focalizada que promove a integração da informação vinda do plano geral da percepção? A unidade de nossa experiência consciente, o fio de atenção focalizada que reúne toda a miríade de impressões sensoriais, é um dado subjacente a todos os outros aspectos dessa experiência.

Como as notas de uma melodia ou as várias características da maçã ou cenas visuais mais amplas, os conteúdos de nossa consciência se mantêm coesos. Eles formam um todo, um “quadro”. Cada parte desse todo deriva dele o seu significado e reflete em seu próprio ser tanto o todo como suas outras partes constitutivas. O fá sustenido que eu ouço é um “fá sustenido do Adágio de Mozart”, não está isolado em minha percepção.

O arbusto que vejo da janela do meu escritório, suas folhas se agitam no horizonte,todas essas coisas estão presentes em mim ao mesmo tempo quando olho pela janela. Elas são, em sua inteireza, “minha visão da janela”. Sem esta inteireza, essa unidade, não poderia existir nenhuma experiência tal como a conhecemos, nada de maçãs, jardins, nenhum sentido do ser (identidade pessoal ou subjetividade) e, portanto, nenhuma vontade pessoal ou decisão (intenção) propositada — tudo isso são características conhecidas de nossa vida mental. 

A unidade é a característica mais essencial da consciência, tão básica ao que quer que chamemos consciência que a maioria de nós nem sequer se dá conta de que existe. E, no entanto, é procurando conhecer essa unidade que nos damos conta de quão profundamente misteriosa é a consciência e por que sua física nos vem confundindo até hoje. Não há unidade comparável a ela em nenhum sistema descrito pela física que conhecemos do cotidiano. Todo o corpus da física clássica e a tecnologia nela baseada (incluindo-se a dos computadores) dizem respeito apenas à separação entre as coisas, às partes que compõem as coisas e à maneira como elas se influenciam umas às outras dentro de sua separação, assim como os neurônios do cérebro agem uns sobre os outros através das sinapses.

Ainda que não houvesse outros bons motivos para rejeitar o modelo do computador para o cérebro, o argumento relacionado com a unidade da consciência por si já condenaria esse modelo. Como disse Descartes, quando se viu às voltas com o problema de como explicar a consciência em termos físicos, “há uma grande diferença entre a mente e o corpo, na medida em que o corpo é por sua própria natureza sempre divisível, enquanto a mente é totalmente indivisível”. Essa divisão aparentemente irreconhecível foi um dos argumentos que levou Descartes a seu dualismo.Filósofos mais modernos, embora ainda esperançosos de encontrar alguma maneira para explicar a consciência em termos físicos, chegaram à mesma conclusão quanto a todos os modelos físicos clássicos, até mesmo o calcado no computador.8 E, se a física do computador em princípio não consegue dar-nos uma física da consciência, não pode ser um modelo totalmente correto para demonstrar como o cérebro funciona e tampouco é, conseqüentemente, um reflexo muito acurado de nós mesmos e de como funcionamos como seres humanos. 

No lugar do modelo do computador, algumas pessoas, motivadas pelas deficiências desse exemplo, e divergindo de quase tudo o que sugere sobre a consciência e o ser, propuseram um tipo de modelo bem diferente para refletirmos sobre a consciência e o cérebro, um modelo que pretende partir do tema da unidade e explicá- la em termos físicos. É o modelo holográfico, ou o “paradigma holográfico”, como é por vezes grandiloqüentemente descrito. E è este novo conceito que veremos a seguir,aguardem…

Visão pessoal…

Numa psicologia quântica, não há pessoas isoladas. Existem indivíduos, que possuem identidade, significado , propósito, mas, como as partículas, cada um é uma breve manifestação de uma particularidade(Consciência). Essa particularidade está em correlação não-local com todas as outras particularidades e, em certo grau, entrelaçada a elas. Tudo o que cada um de nós faz afeta todos os demais, direta e físicamente. Sou guardiã de meu irmão porque meu irmão é parte de mim, assim como minha mão é parte de meu corpo. Se machuco minha mão, meu corpo inteiro sente a dor. Ao ferir minha consciência — ocupando-a com pensamentos maliciosos, egoístas ou maldosos — estou ferindo todo o “campo” não-localmente conectado da consciência. Cada um de nós, em virtude de nosso relacionamento integral com os outros, com a natureza e com o mundo dos valores, tem a capacidade de melhorar ou piorar o Todo. Portanto, cada um de nós carrega como resultado de nossa natureza quântica uma tremenda responsabilidade moral. Eu sou responsável pelo mundo porque, nas palavras de Krishnamurti, “eu sou o mundo”. Ou, na expressão de Jung: “Se as coisas vão mal no mundo, isso é porque algo vai mal com o indivíduo, porque algo vai mal comigo”. Portanto, se sou uma pessoa sensata, vou me endireitar primeiro. Apenas responsabilidade dá significado e valor a nossa existência. Mas em que medida podemos fazer face a ela? Se uma psicologia do compromisso e da responsabilidade quiser ter algum valor em si mesma, deverá levantar a questão da liberdade humana, a questão do grau em que qualquer um de nós é livre para se comprometer como quiser ou assumir a responsabilidade que é nossa por natureza. Portanto, uma psicologia quântica deve adotar alguma posição quanto à realidade e eficácia da escolha. 

Inspiração…

 

A consciência não está no cérebro

CENTER FOR CONSCIOUSNESS STUDIES 

SCIENCE OF CONSCIOUSNESS

SCIENTIFIC AMERICAN-ARTICLESVEJA-EXCLUSIVO-CÉREBRO X MENTEMENTE CÉREBRO-UMA ANÁLISE CRÍTICA

Monicavox

Recomendo….

 

 

O DNA e o Genoma Humano

Em 1990, surgiu o Projeto Genoma Humano que tinha a finalidade de identificar no prazo de até o ano de 2005, cada um dos 100 mil genes através de um processo chamado mapeamento genético humano.Esse mapeamento, consiste em registrar cada um dos genes do cromossomo, determinar a ordem dos nucleotídios e sua função.

As vantagens desse trabalho estão no fato da identificação da cura e da causa de muitas doenças como a obesidade, o diabetes e o hipertensão, o que será de grande benefício para a humanidade que, até então, não alcançou tal proeza.Mas por outro lado, existem desvantagens (éticas e morais), pois o uso indevido do Projeto, pode fazer com que as pessoas percam sua individualidade, tornem-se vulneráveis e propícias a  um “descarte”numa entrevista de trabalho, por exemplo, devido ao fato de que, por um simples exame, possa-se detectar uma má reprodução da célula e um futuro câncer, que dificultará sua admissão no emprego.

O conhecimento do código genético do ser humano pode ofertar um trunfo a certas pessoas, que poderia se usado de forma indevida e resultar não só em sérios problemas éticos e morais, mas poderia ser responsável pela dizimação da raça humana.Nesta postagem, pretendemos colocar questões tanto biológicas, quanto científicas e éticas e tentar traçar um paralelo com essas mudanças planetárias as quais estamos sujeitos nesta mudança de paradigmas, usando uma linguagem mais simplificada, não deixando de informar de forma acadêmica compreensível para todos e abordando partes importantes deste assunto que diz respeito á todos nós, pois sabemos que somos uma mistura genética incrívelmente diversificada, pois temos gens de várias raças do Cosmos que por aqui estiveram, sem contar as experiências genéticas á que fomos submetidos.

Somos um cadinho de raças galáctico que, só agora, começa a ter conhecimento do seu imenso potencial, da sua verdadeira estrutura biológica e nosso futuro  depende desse conhecimento,que pode nos levar á uma incrível evolução, ou um perigo para a nossa raça.No que vamos apostar?

Conceito

Projeto Genoma Humano (Human Genome Project, HGP) é uma das maiores façanhas da história da humanidade. Ele é traduzido como um esforço da pesquisa internacional para seqüenciar e mapear todos os genes dos seres humanos, que no seu conjunto é conhecido como genoma. Integrado ao HGP, esforços semelhantes vêm sendo empregados para a caracterização de genomas de vários outros organismos, uma vez que a maioria dos organismos vivos apresenta muitos genes que são similares ou homólogos, ou seja, com funções semelhantes.

A identificação das seqüências e das funções dos genes destes organismos se traduz no potencial para explicar a homologia dos genes nos seres humanos, portanto podendo ser usados como modelo animal na pesquisa biomédica.O seqüenciamento de nosso genoma representa um passo essencial no entendimento da biologia humana e no planejamento racional de pesquisas biomédicas. Contudo, é importante notar que o seqüenciamento de um dado genoma é apenas uma parte de um complexo quebra-cabeças.

A informação genética deve ser usada como um “mapa”, a partir do qual começamos a compreender a base das doenças e a importância da variação genética através da análise da complexidade e do comportamento das regiões reguladoras, genes e proteínas, funções gênicas e sistemas celulares.

O genoma humano é um conjunto de instruções necessárias para formar um ser humano. Essas informações estão no DNA, uma longa molécula em formato de hélice distribuídas em 23 pares de cromossomos, que carregam os genes compostos por quatro elementos básicos: adenina, timina, citosina, guanina.Os núcleos de meio milhão de células humanas poderiam caber todos dentro de uma única semente de papoula; embora cada um deles abrigue um mecanismo genômico incrívelmente vasto, pelo menos do ponto de vista molecular.Cada núcleo tem bilhões de componentes, ou peças; muitas delas utilizadas para ativar e silenciar genes — um sistema que permite a especialização de células individuais como células cerebrais, cardíacas e cerca de outros 200 tipos diferentes.Além disso, o genoma de cada célula é um “twitter com milhões de peças móveis” que se deslocam em massa por todo o núcleo, prendendo-se aqui e ali para ajustar o programa genético. De vez em quando, a própria máquina genômica se replica.

VOCE SABIA?
 “Estique todos os genomas em todos os trilhões de células de seu corpo e você teria a distância equivalente a 50 viagens de ida e volta ao Sol”, compara Tom Misteli, chefe de biologia celular do grupo de genomas no Instituto Nacional do Câncer, em Bethesda, Maryland.Desde 1953, quando James Watson e Francis Crick revelaram a estrutura do DNA, pesquisadores fizeram progressos espetaculares em soletrar, ou decifrar, essas letras gênicas.
Mas esse modo de ver esse magnífico sistema de armazenamento de informações não revela quase nada sobre o que faz com que genes específicos se liguem ou desliguem em momentos distintos, em diferentes tipos de tecidos, e em períodos diferenciados do dia ou da vida de uma pessoa.
Para desvendar esses processos, precisamos entender como essas letras gênicas se espiralam, enrolam, dobram em laçadas, agregam em domínios e glóbulos coletivamente; e, de modo geral, presumir uma arquitetura que abrange todo o núcleo.“A beleza do DNA fez as pessoas se esquecerem das estruturas de escalas mais abrangentes do genoma”, sintetizou Job Dekker, um biólogo molecular da Faculdade de Medicina da University of Massachusetts em Worcester, que construiu algumas das ferramentas mais significativas para desvendar a geometria genômica.
“Agora estamos voltando para estudar a estrutura do genoma porque nos demos conta de que a arquitetura tridimensional do DNA nos dirá como as células de fato usam as informações. Tudo no genoma só faz sentido em 3-D”.
UMA LONGA JORNADA NO TEMPO
As primeiras tentativas de compreensão dos fenômenos biológicos são provávelmente tão antigas quanto a linguagem e o pensamento consciente. Desde os primórdios temos tentado compreender nossas origens, buscando influenciar a dinâmica da vida, das doenças e da morte. Embora tenham ocorrido descobertas dramáticas nessa área, particularmente nos últimos 50 anos, nos últimos três anos, presenciamos um salto significativo em tecnologias da pesquisa biológica, principalmente no que se refere aos progressos na área de seqüenciamento genômico.
A tecnologia de seqüenciamento automático de DNA utilizando raios laser (uma técnica que permite um acúmulo rápido de informação genética, gerando um rascunho genético de um dado organismo), tem modificado fundamentalmente o nosso conhecimento de biologia e de muitas áreas associadas. A implementação do seqüenciamento de DNA em larga escala permitiu a realização de um dos feitos científicos mais importantes da humanidade: o seqüenciamento do genoma humano.
 A análise mais minuciosa e detalhada da máquina genômica levou tempo para se consolidar.Em meados do século 17, o microscopista britânico pioneiro Robert Hooke inventou a palavra cell, ou célula, como resultado de suas observações de uma fina fatia de cortiça. Os pequenos compartimentos que viu, o fizeram lembrar-se dos apertados cômodos de monges — suas celas.
Em 1710,Antonie van Leeuwenhoek  detectou minúsculos compartimentos no interior de células; mas foi o botânico escocês Robert Brown, descobridor do famoso movimento browniano, que cunhou a palavra nucleus, ou núcleo, para descrever esses compartimentos no início da década de 1830.Meio século depois, em 1888, o anatomista alemão Heinrich Wilhelm Gottfried von Waldeyer-Hartz olhou por seu microscópio e decidiu usar a palavra cromossomo, que quer dizer “corpo colorido”, para os diminutos filamentos  de corantes que ele e outros podiam ver dentro de núcleos com auxílio dos melhores microscópios da época.
Durante o século 20, biólogos descobriram que o DNA em cromossomos, e não os seus componentes proteicos, são a encarnação molecular de informação genética. A soma total do DNA contido nos 23 pares de cromossomas é o Genoma.Mas, como esses cromossomos se combinavam, continuou sendo em grande parte um mistério.
A ORQUESTRA DO GENOMA
Arqueólogos genômicos como Dekker inventaram e aplicaram técnicas de “escavação molecular” para descobrir a arquitetura do genoma, na esperança de finalmente discernirem como toda essa estrutura ajuda a orquestrar a vida na Terra.Ao longo da última década mais ou menos, eles têm exposto uma “hierarquia aninhada” de motivos estruturais em genomas que são tão elementares para a identidade e atividade de cada célula como a própria dupla hélice.O objetivo do Projeto Genoma Humano (PGH) era descobrir como essas substâncias químicas estão organizadas na longa fita retorcida do DNA;Então, no início da década de 90, Katherine Cullen e uma equipe da Vanderbilt University(?) desenvolveram um método para fundir artificialmente pedaços de DNA que estão próximos no núcleo. Essa façanha  permitiu analisar a estrutura ultra- dobrada (comprimida) do DNA ao simplesmente ler sua sequência.Essa abordagem foi sendo aprimorada ao longo dos anos e, uma de suas interações mais recentes, chamada Hi-C, possibilita mapear a dobradura de genomas inteiros.
COMO OS CROMOSSOMOS SE ENROLAM PARA FORMAR A CADEIA DE DNA
Esses códigos são escritos em Cromatina, a mistura de DNA e proteínas que compõe os cromossomos. A Cromatina é construída quando o DNA se enrola ao redor de milhões de estruturas proteicas parecidas com carretéis, chamadas nucleossomos. (Esse enrolamento é a razão por que dois metros de DNA podem se comprimir dentro de núcleos com diâmetros de apenas um tricentésimo de milésimo de largura.)
Um grande elenco de “jogadores biomoleculares” refina diferentes faixas dessa contorcida Cromatina em formas mais fechadas ou abertas. A imagem  cada vez mais detalhada do genoma, que pesquisadores como Dekker, Misteli, Aiden e seus colegas têm construído funciona mais ou menos da seguinte forma:
“Nucleotídeos se reúnem na famosa dupla hélice do DNA. A hélice se enrola em nucleossomos para formar cromatina, que por sua vez se enrola e enrola em formações similares ao  que você obtém quando fica torcendo as duas extremidades de uma corda. Em meio a tudo isso, a cromatina se isola ou desvia aqui e ali em milhares de laçadas, ou meandros. Essas voltas, tanto no mesmo cromossomo como em cromossomos diferentes, se engajam mútuamente em subcompartimentos.”

ALGUMAS PERSPECTIVAS FUTURAS

A convergência de dados bioquímicos, de imagem, neuroanatômicos, psicofarmacológicos, clínicos e genéticos, permite prever que estaremos muito próximos de uma melhor compreensão das bases biológicas do Genoma. O que podemos esperar no campo da genética nos próximos 15 a 20 anos? Embora todas as possibilidades estejam um pouco distantes para serem discutidas aqui, alguns pontos parecem ser relativamente certos:

1-Uma lista satisfatória dos produtos dos genes humanos poderá fornecer um vasto conjunto de medicamentos potenciais similares a proteínas humanas (tal como insulina, interferons e hormônios de crescimento);2-Os futuros cadastros de dados médicos deverão incluir uma grande quantidade de dados genéticos e, eventualmente, o genoma completo da pessoa, associado a uma longa lista de polimorfismos que possam ser usados para prever resposta a determinadas drogas, a substâncias químicas e ambientais, juntamente com a predisposição do indivíduo;3- A compreensão das bases genéticas de doenças complexas irá permitir o desenvolvimento de estratégias de prevenção para impedir o estabelecimento da patologia e o desenvolvimento de drogas para um tratamento mais eficiente;4- Empresas de farmacogenômica irão desenvolver, utilizando a individualidade genética, uma medicina personalizada na qual drogas serão geradas para atender às necessidades específicas dos indivíduos. A disponibilidade destes avanços terá um enorme impacto na pesquisa do Genoma.

A VARIAÇÃO GENÉTICA MAPEADA PELO GENOMA-A QUESTÃO RACIAL

“Um dos mais importantes achados do Projeto Genoma Humano foi a determinação da diversidade de DNA existente entre diferentes indivíduos. Cada pessoa que já existiu no planeta – com exceção de gêmeos idênticos – possui um genoma único e, embora quaisquer dois genomas sejam ~99,9% idênticos, isso ainda deixa milhões de diferenças entre os 3,2 bilhões de pares de bases de nucleotídeos que compõem o genoma. O nível de identidade entre dois genomas é aproximadamente o mesmo, independentemente da origem étnica dos indivíduos. As diferenças genéticas que existem entre duas pessoas brancas de origem européia, ou entre um europeu branco e um asiático, é a mesma. Isso é válido para qualquer etnia e aniquila o conceito de raça”.

Não faz muito tempo, um comentarista de TV a cabo disse, confiante, que certas doenças e certas qualidades são genéticamente determinadas pela raça.Nos últimos 30 anos, este é o consenso entre os geneticistas: os homens são todos iguais ou, podemos dizer, os homens são igualmente diferentes.

O mesmo não se dá com os animais. Tomemos o exemplo dos cães. Todos sabemos que há várias raças da espécie canina. Elas são bem diferentes entre si, tanto na aparência quanto no comportamento: há raças maiores e menores, compridas e curtas, inteligentes e obtusas, dóceis e agitadas. Qualquer um saberá dizer, de longe, qual é o bassê e qual é o dog alemão. Pois bem, o que faz o bassê e o dog alemão serem de raças diferentes é que bassês se parecem mais com bassês, do ponto de vista da genética, do que com dogs alemães.

Reúna um grupo de bassês: haverá animais mais compridos que outros, mais altos que outros, com focinhos mais pontudos que outros. Mas a variabilidade entre bassês será sempre menor do que entre bassês e dogs alemães.

Com homens, isso não acontece, e é isso a nossa beleza, a nossa riqueza, a nossa sorte. Consideremos dois grupos; O primeiro ,com aqueles que o senso comum diz serem da “raça” negra: homens de cor preta, nariz achatado e cabelo pixaim. O segundo, com aqueles que o mesmo senso comum diz serem da “raça” branca: homens de cor branca, nariz afilado e cabelos lisos. Desde 1972, a partir dos estudos de Richard Lewontin, geneticista de Harvard, o que a ciência diz, é que as diferenças entre indivíduos de um mesmo grupo serão sempre maiores do que as diferenças entre os dois grupos, considerados em seu conjunto. No grupo de negros haverá indivíduos altos, baixos, inteligentes, menos inteligentes, destros, canhotos, com propensão a doenças cardíacas, com proteção genética contra o câncer, com propensão genética ao câncer etc. No grupo de brancos, igualmente, haverá indivíduos altos, baixos, inteligentes, menos inteligentes, destros, canhotos, com propensão a doenças cardíacas, com proteção genética contra o câncer, com propensão genética ao câncer etc.

A única coisa que vai variar entre os dois grupos é a cor da pele, o formato do nariz e a textura do cabelo, isso porque os dois grupos já foram selecionados a partir dessas diferenças. Em tudo o mais, os dois grupos são iguais. Na comparação com os cães, dois bassês são genéticamente mais homogêneos do que um bassê e um dog alemão e, por isso, formam duas raças distintas. Com os homens, isso não acontece.

O genoma humano é composto de 25 mil genes. As diferenças mais aparentes (cor da pele, textura dos cabelos, formato do nariz) são determinadas por um conjunto de genes insignificantemente pequenos, que perfazem uma fração insignificantemente pequena se comparado à de todos os genes humanos.

Para ser exato, as diferenças entre um branco nórdico e um preto africano compreendem apenas uma fração de cerca de 0,005% do genoma humanoPor essa razão, a imensa maioria dos geneticistas é categórica: no que diz respeito aos homens, a genética não autoriza falar em raças. 

Segundo o geneticista Craig Venter, o primeiro a descrever a seqüência do genoma humano, “raça é um conceito social, não um conceito científico”. Uma fonte de confusão, são estudos freqüentemente divulgados em que se diz que uma doença é mais comum entre negros ou entre brancos, ou entre amarelos. Isso nada tem a ver com raça, mas com grupos populacionais, que se casam mais freqüentemente entre si. Seria preciso que os genes que determinam a cor da pele também determinassem essa ou aquela doença para se relacionar “raça” e a “doença”, e isso não existe.

A ciência já mostrou que a associação entre raça e doença não passa de um mito, como disse o geneticista Antônio Solé­Cava, da UFRJ. Por exemplo, o caso da anemia falciforme entre negros. Sabe-­se hoje que quem tem essa doença é também mais resistente à malária.

Não à toa, o gene da anemia falciforme é mais freqüente em algumas áreas da África, onde a presença do mosquito transmissor da malária é maior, fato determinado pela seleção natural.

Nas outras regiões da África, o gene da anemia falciforme é raro. Assim, não se pode dizer que todo negro tem uma maior probabilidade de ter este  gene: apenas aqueles, mesmo assim nem todos, com antepassados vindos de certas regiões onde o mosquito transmissor era numeroso. Além disso,se os negros oriundos daquelas regiões têm mais freqüentemente o gene da anemia falciforme (ou de qualquer outra doença), isso não torna o gene exclusivo desse aquele grupo.

 Isso vale para qualquer doença, para qualquer grupo. Tão logo o indivíduo portador de certo gene se case com outro que não tenha o gene, o filho dessa união poderá vir a herdá-­lo. No caso de um negro e uma branca: se o filho herdar uma pele mais clara e se casar com uma branca, o filho dessa nova união poderá ser branco e, mesmo assim, herdar o gene. Definitivamente, não existem genes exclusivos de uma determinada cor. 

Numa sociedade segregada como a americana, talvez seja mais comum que grupos populacionais tenham uma carga genética mais parecida. Em lugares em que a miscigenação predomina, como aqui no Brasil,por exemplo, isso é muito mais improvável.

A GENÉTICA E A ANSCESTRALIDADE

A cor da pele não determina sequer a ancestralidade. Nada garante que um indivíduo negro tenha a maior parte de seus ancestrais vindos da África. Isso é especialmente verdadeiro no Brasil, devido ao alto grau de miscigenação. Usando os marcadores moleculares de origem geográfica, ele analisou o patrimônio genético de cidadãos negros de uma cidade  e descobriu que 27% deles tinham uma ancestralidade predominantemente não-­africana, isto é, maior do que 50%. Considerando-­se os brancos de todo o Brasil, descobriu-­se que 87% deles têm ao menos 10% de ancestralidade africana. Nos EUA, esse número cai para apenas 11%. Ou seja, no Brasil, há brancos com ancestralidade preponderante africana e negros com ancestralidade preponderante européia.

Somos uma mistura totalA crença em raças, porém, não é apenas fruto da ignorância. Volta e meia surge dentro da própria ciência alguém disposto a desafiar o consenso reinante(nota pessoal;abaixo veremos porque, quando entrarmos no assunto da genética extraterrestre)

 É o caso do biólogo britânico Armand Marie Leroi. Em março último, escreveu um explosivo artigo para o “New York Times”, asseverando que raças não sómente existem, como seu conceito é bem-­vindo, já que ajudaria no diagnóstico e tratamento de certas doenças, mito, como vimos, já desfeito. Os argumentos de Leroi são na verdade uma revalidação das antigas crenças dos antropólogos do século XVIII que criaram a noção de raça. Em resposta, dezenas de cientistas escreveram artigos reafirmando as descobertas da genética.

(nota do Monicavoxblog; o racismo está em todo lugar. Entre cientistas, inclusive. Raça será sempre uma construção cultural e ideológica para que uns dominem outros. Eu continuo acreditando que o preconceito no Brasil é em relação à pobreza e não à cor da pele. Mas indivíduos que se sentem perseguidos pela cor devem lutar por seus direitos. Não devem, no entanto,sucumbir ao argumento racista de que pertencem a uma raça. Devem dizer que querem os mesmos direitos porque somos todos iguais. Ou igualmente diferentes.)

NOSSOS GENES SÃO EXTRATERRESTRES?

O mistério do DNA: uma sequência indecifrada de genes guarda o segredo da origem da espécie humana. O Projeto Genoma foi além do esperado e os cientistas estão perplexos com a descoberta de material genético que não pertence ao planeta Terra. A descoberta confere um tom a mais de credibilidade às hipóteses da origem humana como resultado de colonização da Terra realizada por viajantes cósmicos, que vieram “dos céus”, como nos relatos mitológicos de culturas antigas de todo o mundo.
Eles acreditam que 97% das chamadas “sequências não-codificadas” do DNA humano correspondem a uma porção de herança genética proveniente de formas de vida extraterrestre.Essas sequências não-codificadas são comuns a todos os organismos vivos da Terra, do mofo, aos peixes e aos homens. No DNA humano, as sequências constituem grande parte do total do genoma, informa o profº Sam Chang, líder da equipe. Chamadas “junk DNA” (DNA-lixo – porque, a princípio, pareciam não servir para nada), as seqüências foram descobertas há anos atrás e sua função permanece um mistério. O fato é que a maior parte do DNA humano é “extraterrestre”.As sequências foram analisadas por programadores de computador, matemáticos e outros estudiosos. Com os resultados o profº Chang concluiu que o “DNA-lixo” foi criado por algum tipo “programador alienígena”. Essa parcela de código genético é determinante de atributos, muitas vezes indesejados, como a imunidade de um organismo às drogas anti-câncer.Os cientistas estão admitindo a hipótese de que uma grandiosa forma de vida alienígena está envolvida na criação de novas formas de vida em vários planetas; a Terra é apenas um deles.

Não se sabe com que propósito tal experiência foi e/ou está sendo feita: se é apenas um projeto científico já concluído, em acompanhamento, uma preparação dos planetas para uma colonização ou ainda, um compromisso de espalhar a vida por todo o universo.Segundo um raciocínio com base em padrões humanos, os “programadores extraterrestres”, provávelmente, trabalham em muitos projetos voltados para a produção de diferentes estruturas biológicas em vários planetas e devem estar tentando soluções para inúmeros problemas.

PROJETO GENOMA & ORIGENS EXTRATERRESTRES DA HUMANIDADE

O profº Chang é apenas um dos muitos cientistas que acreditam ter descoberto as origens extraterrestres da Humanidade. Chang explica que o DNA é um programa que consiste em duas “versões” (ou de dois conjuntos de informações): um código master e um código básico. O código master possívelmente não tem origem terrena.Os genes conhecidos, por si mesmos, não explicam completamente a evolução. Mais cedo ou mais tarde, a humanidade deverá ser informada de que toda a vida na Terra tem um código genético herdado (ou “plantado” por ) de seus “primos” extraterrestres e que a evolução não ocorreu do jeito que se acreditava até então.

Além do material genético, é também possível que os extraterrestres estejam aqui mesmo, acompanhando de perto o desenvolvimento da raça humana e disseminando mais intensamente suas “sementes estelares” (star-seeds). Estes seres, “infiltrados”, que estão sendo chamados de star-people ou star-children, são descritos pelos escritores Brad e Francie Steiger como indivíduos cujas almas deveriam ou poderiam estar encarnadas em mundos de outros sistemas solares, mas que vieram à Terra, nascendo em famílias humanas, para empregar seus esforços em auxiliar no processo de evolução da Humanidade.


Zecharia Sitchin , linguista, especialista em escritas antigas, estudou os caracteres cuneiformes e elaborou a hipótese do 10° planeta do sistema solar, chamado Nibiru, com base no conhecimento que resgatou da mitologia Mesopotâmica. O 10° planeta seria a morada dos “mestres” e colonizadores da Terra, viajantes cósmicos: os Anunnaki, que voltam, a cada 3 mil e 600 anos, para as vizinhanças da órbita terrestre.Muitos pesquisadores escreveram livros sobre a “teoria do deuses astronautas”: uma raça de extraterrestres inteligentes que teria visitado e/ou colonizado a Terra em um passado remoto, durante um tempo que foi empregado em “aperfeiçoar” ou manipular a vida e a raça humana, fazendo de um primitivo hominídeo, como o homo erectus, o atual homo sapiens. Um dos argumentos em que se apoia essa ideia é a improbabilidade de surgimento do sapiens de maneira súbita, um processo que fere os princípios do darwinismo ortodoxo; além disso, nos mitos encontrados nas culturas das mais antigas civilizações, existem descrições de eventos protagonizados por “deuses semelhantes a homens”, que aparecem vindos do céu e criam a raça humana “à sua própria imagem e semelhança”.
O homem contemporâneo, em tudo lembra um ser híbrido, uma combinação genética de material extraterrestre com a herança do homo erectus.Antes dos avanços tecnológicos e científicos que permitiram ao homem fazer viagens espaciais e manipular a vida através da engenharia genética, essa teoria da origem extraterrestre da raça humana, não podia ser concebida. Mesmo agora, no século XXI, existem muitas pessoas que consideram essa possibilidade uma fantasia de ficção científica.Entretanto, as mais recentes descobertas no campo da genética entram em choque com as teorias ortodoxas da evolução enquanto a hipótese de uma intervenção de uma espécie inteligente semelhante ao homem vai deixando de ser um mero produto da imaginação. Os mais famosos entre os expoentes da teoria da intervenção de astronautas na antiguidade são o suíço Erich von Daniken (autor de Eram os Deuses Astronautas e o linguista americano Zecharia Sitchin ­( Os Anunnaki: os deuses astronautas da Suméria.)

Eu vejo a mão de Deus trabalhando através dos mecanismos da evolução. Se Deus escolheu criar seres humanos a sua imagem e decidiu que os mecanismos da evolução fossem um elegante modo de cumprir esse objetivo, quem somos nós para dizer que não foi assim?” ―Francis Collins

(Francis Sellers Collins é um geneticista estadunidense, um dos cientistas mais respeitados da atualidade. Nasceu em 14 de abril de 1950. É diretor do Projeto Genoma Humano e foi um dos responsáveis por um feito espetacular da ciência moderna: o mapeamento do DNA humano, em 2001, trabalhando no que há de mais moderno em torno do estudo do DNA, o código da vida.

Visão pessoal….

O século XXI certamente é um marco para os estudiosos da biologia, assim como para humanidade, haja visto as relevantes descobertas sobre as características do ser humano, as quais são obtidas através do chamado “mapeamento genético”. Tais avanços técnico-científicos desencadeiam uma série de questionamentos sobre a utilização de tal descoberta, conseqüências positivas e negativas da manipulação das informações obtidas por meio dessa tecnologia, e, principalmente, o papel do Estado como mediador frente a essas mudanças sociais e científicas. Os avanços na genética acarretam problemas éticos, sociais e legais, pois além de atingir outros, a informação genética possui implicações diretas àqueles que estão próximos ao indivíduo afetado. Em um mundo em que quase tudo(ainda) deve ser judicializado para que seja respeitado,precisamos ficar atentos á essas descobertas que geram  os dilemas resultantes da aplicação do conhecimento biotecnológico, que tanto pode ser aplicado em prol da humanidade ou proteção ao indivíduo, quanto pode se revelar em instrumento fomentador de práticas racistas, de extermínio e discriminação de população portadora de doenças e anomalias já registradas nos seus genes.Traremos aqui,em outras postagens, tanto o conhecimento científico atualizado, como muitas questões relativas á manipulação genética, clonagem, doenças diagnosticáveis pelo gen, hereditariedade patológica,fitas do DNA na mudança para o corpo cristalino e muitos outros temas relativos á descoberta do Genoma, nosso gabarito interestelar.

Inspiração….

Massachusetts Institute of Technology. “Human Genes: Alternative Splicing Far More Common Than Thought.” ScienceDaily. 2008. Disponível em:

www.sciencedaily.com/releases/2008/11/081102134623.htm

Revista Scientific American-12 de março de 2015.

Pesquisas da SimonsFoundation.org, cuja missão é melhorar a compreensão pública de ciência ao cobrir desenvolvimentos e tendências de pesquisa em matemática , nas ciências físicas e da vida.

Laboratório de Neurociências (LIM27), Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo;
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq).  
Laboratório de Genética Humana;Departamento de Genética/IOC/FIOCRUZ
Wells J. The Myth of Junk DNA. Seattle: Discovery Institute Press, 2011.
The ENCODE Project Consortium. “An integrated encyclopedia of DNA elements in the human genome.” Nature 2012; 489(7414):57-74.
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UMA VEZ, HÁ MUITOS ANOS……

Há muitos anos, o mundo era bem diferente do nosso mundo de hoje em dia”, começou o nativo, guardião da sabedoria. Existiam menos pessoas, vivíamos mais perto da terra. As pessoas entendiam a linguagem da chuva, as colheitas e o Grande Criador. Sabiam até mesmo como falar com as estrelas e os povos do céu. Estavam cientes de que a vida é sagrada, e que ela vinha do casamento da Mãe Terra com o Pai Céu.

Princípio 1: O Campo Unificado é o receptáculo que contém o universo, a ponte que interliga tudo e o espelho que mostra todas as nossas criações.

Era uma época em que tudo estava em equilíbrio, as pessoas eram felizes.”Então alguma coisa aconteceu”, ele disse. “Ninguém realmente sabe o porquê, mas as pessoas começaram a se esquecer de quem eram. Ao se esquecerem, começaram a se sentir separadas — separadas da terra, separadas umas das outras e até mesmo de quem as havia criado. Ficaram perdidas, vagando pela vida, sem nenhuma direção ou destino. Nesse estado de segregação acreditavam que deviam lutar para sobreviver aqui neste mundo, para defender-se das mesmas forças que lhes concederam a vida, que tinham aprendido a viver com tanta harmonia e confiança. Logo passaram a se proteger enérgicamente do mundo em que viviam, em vez de viverem em paz com o mundo que estava dentro deles.

Nossa civilização, sem sombra de dúvida, focaliza mais o mundo em nossa volta do que o nosso mundo interior, com exceção de poucas culturas isoladas e de alguns remotos bolsões de tradições, ainda remanescentes. Gastamos centenas de milhões  todos os anos defendendo-nos de doenças e tentando controlar a natureza. Ao fazermos isso, com toda probabilidade ficamos ainda mais desgarrados de uma posição de equilíbrio com o mundo natural.

Ainda que nós tenhamos esquecido quem somos, íntimamente a dádiva de nossos ancestrais continua existindo;Voltando… Durante a noite, dormiam e sonhavam que ainda tinham o poder da cura corporal, de fazer chover quando necessário e de falar com os ancestrais. Sabiam que, de algum modo, poderiam encontrar, uma vez mais, seu antigo lugar no mundo natural. “Enquanto tentavam se lembrar de quem eram, começaram a construir coisas externas para se lembrarem das internas, para se recordarem quem realmente eram, íntimamente.

Com o passar do tempo chegaram até a construir máquinas de curar, fabricar produtos químicos para fertilizar seus plantios, e esticar fios para se comunicarem a longas distâncias. Quanto mais se distanciavam de seus poderes interiores, mais atravancadas sua vida ficava com as coisas que eles acreditavam que iam torná-los mais felizes.

Nossa civilização ficou impregnada de sentimentos de impotência quanto a nos prestar ajuda ou fazer um mundo melhor. Com bastante frequência sentimo-nos desamparados ao vermos pessoas queridas aprisionadas aos grilhões da dor ou na dependência dos vícios. Acreditamos não ter poder para minorar o sofrimento causado por doenças horríveis, que nenhum ser vivo deveria ser obrigado a enfrentar. Podemos esperar apenas pela paz que resgatará nossos entes queridos e os trará de volta dos campos de batalha estrangeiros. E também sentimo-nos insignificantes na presença de uma ameaça nuclear crescente, enquanto o mundo cerra fileiras dividindo-se nas várias crenças religiosas, hereditariedades e fronteiras. Aparentemente, quanto mais desgarrados ficamos de nossas relações naturais com a terra, com nosso corpo, uns dos outros e do Plenum Cósmico/ Deus, mais vazios nos tornamos. Tão vazios assim, empenhamo-nos na luta para preencher nosso vácuo íntimo com “coisas”.

A MUDANÇA DE FOCO

Além disso, quando evitar doenças passa a ser o principal foco de nossa vida em vez de como viver de maneira saudável, como evitar a guerra em lugar de como cooperar na paz, como criar novas armas e não como viver em um mundo onde os conflitos armados ficaram obsoletos, claramente fizemos a opção do caminho da sobrevivência e nada mais. Dessa maneira ninguém é verdadeiramente feliz — ninguém “vence”, realmente. Quando nos encontramos vivendo assim, a atitude óbvia a tomar, evidentemente, é procurar por outro caminho.Então,como a história termina?Ninguém sabe, porque a história ainda não terminou.

As pessoas que se perderam são nossos ancestrais, somos nós que estamos escrevendo o final dessa história;  A sabedoria convencional desta narração é a de que as ferramentas das civilizações passadas — independentemente da idade que tenham — eram de certa forma menos adiantadas do que as modernas tecnologias. Ainda que seja verdadeiro o fato de esses povos não contarem com os benefícios da ciência “moderna” naquela época para ajudá-los com seus problemas, talvez eles tivessem algo ainda melhor.

Nas discussões com historiadores e arqueólogos cujas vidas são baseadas na interpretação do passado, esse tópico geralmente acaba sendo a origem de emoções acaloradas. “Se eles eram tão adiantados, onde está a prova de tanta tecnologia?”, perguntam os especialistas. “Onde estão as torradeiras, os fornos de microondas e os aparelhos de DVD?”; È interessante depender tanto das coisas feitas pelos indivíduos ao se interpretar como uma dada civilização teria se desenvolvido. E o que dizer do raciocínio que está sob a superfície do que eles fizeram? Embora nunca tenhamos nos deparado com uma TV ou câmera digital nos registros arqueológicos do sudoeste americano a questão é, por quê?

Será que ao encontrarmos os restos de civilizações avançadas, como as do Egito, Peru ou do sudoeste do deserto americano, estaremos realmente nos deparando com remanescentes de uma tecnologia a tal ponto adiantada que dispensava o uso de torradeiras e DVDs?

Talvez tivessem superado a necessidade de viver em um mundo exterior desordenado e complexo. Talvez soubessem algo acerca deles mesmos que tenha lhes dado uma tecnologia interna para viver de modo diferente, uma sabedoria que já esquecemos. Tal sabedoria lhes trouxe tudo de que precisavam para sustentar e remediar suas vidas de uma maneira que estamos somente principiando a perceber. Se isso for verdade, talvez não seja necessário buscar nada além da natureza para compreendermos quem somos e qual é, verdadeiramente, nosso papel nesta vida. É igualmente possível que algumas das nossas mais profundas e fortalecedoras percepções já estejam confirmadas pelas descobertas misteriosas feitas no mundo dos quanta.

AS DESCOBERTAS DOS FÍSICO-QUÂNTICOS

Durante o último século, os físicos descobriram que a matéria do nosso corpo e o universo nem sempre segue a forma limpa e organizada das leis da física, consideradas sagradas durante, aproximadamente, trezentos anos. De fato, na menor de todas as escalas do mundo, as próprias partículas que nos constituem quebram as regras que dizem sermos separados uns dos outros e limitados em nossa existência. No nível das partículas, aparentemente tudo está interconectado e é infinito. Essas descobertas sugerem que existe algo no interior de cada um de nós que não é limitado pelo tempo, nem pelo espaço e nem mesmo pela morte. Essas descobertas concluíram que, aparentemente, vivemos em um universo “não-local”, onde tudo está sempre conectado. Dean Radin, cientista sênior do Institute of Noetic Sciences, foi pioneiro na exploração do que significa viver em tal mundo. Conforme sua explicação, a “não-localidade” significa que “existem maneiras de mostrar que coisas que parecem estar separadas, de fato não estão separadas”. Em o Em outras palavras, o “nós” que habita nosso íntimo, não se limita pela pele e pelos pêlos de nosso corpo.

Não importa como chamemos esse “algo” misterioso, nós todos o temos, e o nosso se mistura com o dos outros, como parte do Campo de Energia que banha todas as coisas. Acredita-se que esse Campo seja a rede quântica que conecta o universo, o infinitamente microscópico e o molde energético para tudo, desde a cura de nosso corpo ao fortalecimento da paz mundial. Para reconhecer nosso verdadeiro poder, precisamos compreender o que é esse Campo e como ele funciona. Se os antigos do Canyon do norte do Novo México,por exemplo — ou, para falar a verdade, de qualquer outro lugar do mundo — compreendiam como essa esquecida parte do nosso interior funciona, temos uma forte argumentação para honrar a sabedoria dos ancestrais e entronizá-la em um lugar adequado na nossa época.

SERÁ QUE ESTAMOS CONECTADOS? REALMENTE CONECTADOS?

A ciência moderna está a ponto de resolver um dos maiores mistérios de todos os tempos. Provávelmente não vamos ter notícias sobre isso pelos telejornais no horário nobre da televisão, nem vamos ver manchetes noticiando o fato nos principais jornais. Mas, apesar de tudo, aproximadamente setenta anos de pesquisas na área da ciência conhecida como a “nova física” está apontando para conclusões irrefutáveis.

Princípio 2: Todas as coisas do mundo estão ligadas a todas as outras coisas.

Quer dizer: realmente ligadas; Essa é a novidade que altera tudo e que abala, sem dúvida alguma, os alicerces da ciência como hoje a conhecemos. “Muito bem”, podemos dizer, “já ouvimos isso antes. O que torna essa conclusão tão diferente? O que realmente significa estar conectado?” Essas são ótimas perguntas e as respostas poderão surpreender-nos. A diferença entre as novas descobertas e o que acreditávamos anteriormente é que, no passado, simplesmente nos diziam que a conexão existia. Mediante frases técnicas como “sensível dependência das condições iniciais” (ou “efeito borboleta”) e por teorias sugerindo que o que é feito “aqui” tem um efeito “ali”, podíamos observar, de maneira superficial, a atuação da conexão em nossa vida. Os novos experimentos, entretanto, nos levam a um passo adiante. Além de provar que estamos ligados a tudo, as pesquisas agora demonstram que a conexão existe por nossa causa.

Nossa conectividade nos dá o poder de ajeitar as coisas para que nos favoreçam, no que diz respeito à transformação de nossa vida. Para absolutamente tudo, da busca pelo romance à cura dos nossos entes queridos e à satisfação de nossas mais profundas aspirações, somos uma parte integral do que experimentamos todos os dias. O fato de as descobertas mostrarem que podemos usar nossa conexão conscientemente abre as portas para nada menos do que a oportunidade de tirar partido do mesmo poder que movimenta todo o universo. Por meio da unidade que está no interior do seu corpo, do meu e do corpo de todos os seres humanos do planeta, temos uma comunicação direta com a mesma força que cria tudo, dos átomos às estrelas e ao DNA da vida;

No entanto, existe uma pequena armadilha: nosso poder para fazer isso está adormecido até que o despertemos. O segredo para acordar esse impressionante poder é fazer uma pequena mudança no modo como estamos habituados a ver o mundo e  com uma ligeira mudança de percepção podemos usufruir a mais poderosa força do universo para lidar com as situações aparentemente mais impossíveis de serem resolvidas. Isso acontece quando nos permitimos perceber de outro modo nosso papel no mundo. Como o universo parece realmente ser um lugar muito grande — quase vasto demais para que a gente pelo menos consiga conceber seu tamanho —, podemos começar por nos ver de outro modo no dia-a-dia. A “pequena mudança” de que precisamos consiste em começar a nos ver como parte do mundo, não como se estivéssemos separados dele. A maneira de nos convencermos de que realmente somos um com tudo o que vemos e experimentamos é compreender como estamos unidos e o que tal conexão significa.

Princípio 3: Para usufruirmos da força do universo propriamente dito, precisamos nos ver como parte do mundo, não como se estivéssemos separados dele.

Pela conexão que une tudo, a “coisa” da qual o universo é feito (ondas e partículas de energia) aparentemente quebra as leis do tempo e do espaço da maneira como estamos habituados a interpretá-las. Ainda que os detalhes pareçam mais algo ligado ã ficção científica, eles são bem reais. As partículas de luz (fótons), por exemplo, já foram observadas como capazes de dupla localização — isto é, de se situarem, precisamente no mesmo instante, em dois locais diferentes separados por muitos quilômetros. Do DNA de nosso corpo aos átomos de todo o restante, as coisas na natureza parecem compartilhar informações com mais rapidez do que foi previsto por Albert Einstein para o deslocamento de qualquer coisa — mais rapidamente do que a velocidade da luz. Em alguns experimentos, os dados chegam aos respectivos destinos até mesmo antes de deixarem seus locais de origem; Históricamente acreditava-se que tais fenômenos fossem impossíveis, mas, aparentemente, eles não apenas são possíveis, como também podem nos mostrar algo mais do que simplesmente as interessantes anomalias de pequenas unidades da matéria. A liberdade de movimento que as partículas quânticas demonstram pode revelar como o restante do universo funciona quando olhamos além dos conhecimentos da física.

Conquanto esses resultados possam ser parecidos com algum enredo futurístico de um episódio de Jornada nas Estrelas, eles estão sendo observados agora, sob o escrutínio dos cientistas de hoje em dia. Individualmente, os experimentos que produzem tais efeitos são certamente fascinantes e merecem uma investigação mais detalhada. Considerados em conjunto, entretanto, eles também sugerem que nós podemos não estar tão limitados pelas leis da física quanto imaginávamos. Talvez as coisas sejam capazes de viajar mais rápidamente do que a velocidade da luz e talvez elas possam estar em dois lugares ao mesmo tempo. E se as coisas têm essa capacidade, será que nós também temos? Essas são precisamente as possibilidades que entusiasmam os inovadores de hoje e que mexem com nossa imaginação. É a associação da imaginação — a idéia de que alguma coisa possa ser como imaginamos — com a emoção que dá vida a uma possibilidade de que ela se transforme em realidade. A manifestação se inicia com o desejo de abrir espaço em nossas crenças para alguma coisa que por hipótese não existe. Criamos essa “alguma coisa” pela força da consciência e da percepção.

O poeta William Blake reconhecia que o poder da imaginação era a essência da nossa existência, mais do que algo que simplesmente experimentávamos de vez em quando, durante nossos períodos de folga. “O homem é todo imaginação”, ele dizia e explicava: “O corpo eterno do homem é a imaginação, isto é, o próprio Deus” O filósofo e poeta John Mackenzie explicava mais ainda nosso relacionamento com a imaginação, e sugeria que “a distinção entre o que é real e o que é imaginário não é algo que possa ser mantido detalhadamente (…) todas as coisas são (…) imaginárias”  .

Nessas duas descrições, os eventos concretos da vida devem primeiramente ser antevistos como possibilidades, antes de se transformarem em realidade. Entretanto, para que as ideias do imaginário de um momento no tempo se transformem na realidade de outro momento, deve existir algo que interligue ambos. De alguma maneira deve existir no tecido do universo a conexão entre fantasias passadas e realidades presentes e futuras.

Einstein acreditava firmemente que o passado e o futuro estavam íntimamente entrelaçados com coisas de uma quarta dimensão, e que formavam uma realidade que ele chamou de espaço-tempo. “A distinção entre o passado, o presente e o futuro”, ele dizia, “não passa de uma ilusão persistentemente obstinada”  . Dessa maneira, por meios que nós apenas começamos a compreender, concluímos estar conectados não somente com tudo aquilo que vemos em nossa vida hoje, mas também com tudo o que já existiu, bem como com coisas que nem aconteceram ainda. E o que estamos experimentando agora é o resultado dos eventos que ocorreram (pelo menos parcialmente) no âmbito do universo visível.

As implicações desses relacionamentos são imensas. Em um mundo onde um campo inteligente de energia conecta tudo, desde a paz mundial até as curas pessoais, o que pode ter parecido mera fantasia e milagres antigamente, de repente se transforma em um acontecimento possível de suceder em nossa vida. Com essas conexões em mente devemos começar a pensar em um modo de nos relacionarmos com a vida, com nossa família e até mesmo com nossos relacionamentos casuais de uma nova e poderosa perspectiva. Bom ou mau, certo ou errado, tudo, desde as mais leves e belas experiências da vida, até as ocasiões do mais horrível sofrimento humano, nada poderá mais ser considerado como obra do acaso.

Claramente o princípio para a cura, a paz, a abundância e a criação de experiências, carreiras e relacionamentos que nos trazem alegria é a compreensão da profundidade da ligação que temos com toda nossa realidade.

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BUSCANDO O CAMPO NO PONTO ZERO

Se um campo inteligente de energia realmente desempenha um papel tão importante na maneira como o universo funciona, por que então, só agora, vieram nos dar a notícia? Acabamos de emergir do século XX, época em que os historiadores podem certamente considerar como o mais notável período da história. Não foi preciso mais do que uma única geração para que aprendêssemos como acionar o poder do átomo, armazenar uma livraria do tamanho de um quarteirão urbano dentro de um chip de computador e ler e manipular o DNA da vida. Como poderíamos ter logrado tantas maravilhas científicas e ainda assim termos deixado passar a descoberta mais importante de todas, a compreensão única que nos possibilita chegar à própria aptidão para criar?

A resposta a essa pergunta é surpreendente. Em um passado não muito distante, os cientistas tentaram resolver o mistério da existência ou não de uma ligação nossa a um campo de energia inteligente, mediante a demonstração cabal da própria existência ou não de tal campo. Ainda que a idéia da investigação fosse boa, cem anos depois ainda estamos nos recuperando da forma pela qual esse famoso experimento foi interpretado.

Como resultado disso, durante a maior parte do século XX, se algum cientista ousasse mencionar a existência de um campo unificado de energia interligando todas as coisas de um espaço que estaria vazio sem o tal campo, certamente seria alvo de chacota na sala de aula e arriscaria sua posição acadêmica na universidade. Com raras exceções, essa não era uma concepção aceita, nem mesmo tolerada, em discussões científicas sérias. Entretanto, nem sempre as coisas foram assim. Ainda que continue sendo um mistério essa conectividade no universo, têm ocorrido inúmeras tentativas de batizar tal fenômeno, de dar-lhe um nome como uma maneira de reconhecer sua existência. Nos sutras budistas, por exemplo, o reino do grande deus Indra é descrito como o lugar onde se origina toda a rede que interliga a totalidade do universo.

“Muito distante, na morada celestial do grande deus Indra, existe um ninho maravilhoso feito por um ardiloso artesão de tal modo que ele se estende em todas as direções” . Na história do surgimento da tribo Hopi diz-se que o ciclo atual do globo terrestre começou há muito tempo, quando a Aranha Avó emergiu no vazio do mundo. A primeira coisa que ela fez foi girar a rede que interliga todas as coisas e, por meio dela, criar o lugar onde seus filhos pudessem viver. Os que acreditavam, desde os tempos dos antigos gregos, no campo universal de energia interligando todas as coisas davam-lhe o nome de éter. O éter era considerado como a própria essência do espaço na mitologia grega, era descrito como “o ar respirado pelos deuses”.

Tanto Pitágoras como Aristóteles o identificavam como sendo o misterioso quinto elemento da criação, aquele que se seguia aos quatro primeiros tão conhecidos: fogo, ar, água e terra. Posteriormente, os alquimistas continuaram a usar as palavras dos gregos para descrever nosso mundo — uma terminologia que persistiu até o nascer da ciência moderna.

Contradizendo a visão tradicional da maioria dos cientistas de hoje em dia, algumas das maiores mentes da história não somente acreditavam na existência do éter, como levaram tal crença a um patamar superior. Diziam que era necessário que o éter existisse para que as leis da física funcionassem como funcionam. Sir Isaac Newton, o “pai” da moderna ciência, durante os anos de 1600 usou a palavra éter para descrever a substância invisível que permeava todo o universo, e que ele acreditava ser a responsável pela força da gravidade e pelas sensações experimentadas pelo corpo humano.

Ele a imaginava como um espírito vivo, ainda que reconhecesse a falta de um equipamento adequado para validar sua crença nos tempos que vivia. Foi somente no século XIX que James Clerk Maxwell, autor da teoria eletromagnética, veio a oferecer formalmente uma descrição científica do éter que interliga todas as coisas. Ele o descreveu como uma “substância material de espécie mais sutil que os corpos visíveis e que se supunha existir em regiões do espaço aparentemente vazias” . Muito recentemente, já no século XX, algumas das mentes científicas mais respeitadas ainda faziam uso da terminologia antiga para descrever a essência que preenche o espaço vazio. 

Imaginavam o éter como uma substância real e com uma consistência que o situava entre a matéria física e a energia pura. Era através do éter, raciocinavam os cientistas, que a luz se movia de um ponto ao outro, navegando no que, se não fosse por ele, pareceria tratar-se de um espaço vazio. “Não posso senão pensar no éter, possível base de um campo eletromagnético com energia e vibrações, como provido de um certo grau de consistência, por mais diferente que possa ser de toda a matéria comum”, afirmou em 1906 o físico ganhador do prêmio Nobel Hendrik Lorentz .

As equações de Lorentz foram as que deram a Einstein o instrumental para desenvolver sua revolucionária teoria da relatividade. Ainda que suas teorias parecessem prescindir do éter no universo, o próprio Einstein acreditava que alguma coisa seria descoberta para explicar como o vazio do espaço era ocupado, e afirmava: “O espaço sem o éter é inimaginável.” De uma forma semelhante ao modo de pensar de Lorentz e dos antigos gregos, que acreditavam ser essa substância o meio através do qual as ondas se deslocavam, Einstein afirmava que o éter era necessário para que as leis da física pudessem existir: “No espaço [sem o éter] não apenas seria impossível a propagação da luz, mas também não seria possível existir padrões para o espaço e o tempo”  . Embora por um lado parecesse que Einstein concordava com a possibilidade do éter, por outro lado ele advertia que o éter deveria ser considerado como energia no seu sentido mais usual.

“O éter não pode ser imaginado como provido das qualidades características de um meio ponderável, como se consistisse de partes [‘partículas’] que pudessem ser acompanhadas ao longo do tempo.” 

Assim, ele descrevia como conseguia manter a compatibilidade entre a existência do éter — mesmo levando em conta sua natureza não-convencional — e suas teorias. Ainda hoje,no meio cético científico, a simples menção de campo de éter provoca debates acalorados sobre sua possível não existência; mas sabemos que é algo que tem de ser mais compreendido que provado.E isso, só o tempo dirá em que velocidade será completamente admitido e incorporado á mente da raça humana evoluída.

Visão pessoal…

A ciência moderna aperfeiçoou nossa compreensão da matriz de Planck, descreveu-a como uma forma de energia que se encontra em toda parte, sempre presente desde que o tempo começou a ser marcado, no momento do Big Bang. A existência desse campo implica em três princípios que têm tido efeito direto sobre o modo em que vivemos, sobre tudo o que fazemos e, até mesmo, sobre como nos sentimos em cada dia de nossa vida. Sem dúvida alguma, tais idéias contradizem muitas crenças bem estabelecidas, tanto científicas como espirituais. Ao mesmo tempo, entretanto, precisamente por causa desses princípios, abre-se a porta para o fortalecimento e a afirmação de um modo de ver o mundo e viver nossa vida, como ponderado a seguir:

1. O primeiro princípio sugere que, pelo fato de todas as coisas existirem dentro do Campo, todas as coisas encontram-se conectadas. Assim sendo, o que fazemos em uma parte de nossa vida deve ter efeito e certamente influi em outras partes.

2. O segundo princípio propõe que o Campo seja holográfico — querendo dizer que qualquer parte do campo contém tudo o que existe no Campo. Como se acredita que a consciência própriamente dita seja holográfica, isso quer dizer, por exemplo, que ao fazermos uma oração no nosso quarto, ela já existe em nossos entes queridos e no lugar para onde é intencionada. Em outras palavras, não é necessário enviar nossas preces para lugar algum, porque ela já existe em todos os lugares.

3. O terceiro princípio indica que o passado, o presente e o futuro encontram-se intimamente ligados. O Campo aparenta ser o recipiente que contém o tempo, que fornece a continuidade entre as escolhas de nosso presente e as experiências de nosso futuro. Independentemente de como a chamemos ou de como a religião possa defini-la, é claro que existe alguma coisa — alguma força, um campo, uma presença — constituindo a grande “rede” que nos liga uns aos outros, que nos une ao nosso mundo e a um poder maior.

Se pudermos verdadeiramente apreender o que os três princípios nos contam sobre nossos relacionamentos uns com os outros, com o universo e com nós mesmos, os acontecimentos de nossa vida assumirão um significado inteiramente novo. Tornamo-nos participantes, não mais vítimas das forças que não podemos ver nem compreender. Estar nessa posição é estar no exato local onde começamos a nos fortalecer.Cada vez mais pesquisas têm indicado que somos mais do que simples retardatários cósmicos passando por um universo cuja construção terminou há muito tempo. Evidências experimentais permitem O concluir que, na realidade, criamos o universo ao longo da vida, somando nossa contribuição ao que já existe! Em outras palavras, parece que somos a própria energia da qual o cosmos é formado, bem como os seres que experimentam a própria criação. Isso porque somos consciência, e a consciência aparentemente é feita da mesma “coisa” da qual o universo é formado. Essa é a verdadeira essência da teoria quântica, fonte de tantas preocupações para Einstein. Até o fim da vida, Einstein acreditou firmemente que o universo existia independentemente de nós. Respondendo às analogias sobre como afetamos o mundo e ao comentar os experimentos que demonstram que a matéria muda de comportamento quando a observamos,, ele simplesmente declarou: “Gosto de pensar que a Lua está lá no céu, mesmo quando não a estou vendo” …..

Inspiração…

O Campo – Lynne McTaggart.pdf

Um Sonho de Einstein – USP

A Teoria de Cordas e a Unificação das Forças da Natureza

A Matriz Divina – Gregg Braden.pdf

Monicavox

Recomendo…

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Nutrição Evolutiva;Voce tem fome de quê…..?

Resultado de imagem para imagens sobre DR GABRIEL COUSENS“O alimento é uma força dinâmica que interage com os seres humanos nos níveis corpóreo e físico, mental e emocional e ainda nos energéticos e espirituais”, explica o Dr. Gabriel Cousens

Você tem fome de quê? A pergunta se refere aos alimentos eleitos para aplacar a urgência do estômago, mas sobretudo aos ingredientes que guarnecem a mente e a alma. Sim, existe uma íntima relação entre alimentação e espiritualidade. Nas últimas três décadas, o assunto tem ocupado o médico americano Dr. Gabriel Cousens, especializado em homeopatia e medicina ayurvédica. “O que comemos afeta a qualidade do funcionamento da mente. Nesse sentido, nossas escolhas alimentares refletem o estado de harmonia de cada uma com o mundo e com o Divino”, ele afirma.

Se hoje o simples fato de atendermos a uma necessidade vital é capaz de gerar angústia para muita gente é porque há tempos tornamos esse gesto algo mecânico e superficial. “Com tantas novas descobertas na ciência da nutrição, perdemos a ligação instintiva com a qualidade da comida e com a Mãe Terra”, ele lamenta, e esclarece: “O alimento é uma força dinâmica que interage com os seres humanos nos níveis corpóreo e físico, mental e emocional e ainda nos energéticos e espirituais”.

Cousens defende a alimentação como uma alavanca para o despertar da consciência, primeiro passo da longa jornada de evolução empreendida por cada ser, para alento do planeta: “Quando nos alimentamos de forma harmônica e saudável, nossa habilidade para sintonizar e comungar com o sagrado é estimulada”.

Trânsito energético

Alimentos são fontes de energia e esse combustível que nos move está em circulação no universo e também no nosso organismo. Esse trânsito, contudo, pode fluir naturalmente ou virar um imenso congestionamento. Tudo vai depender das condições da estrada: se entupida de toxinas ou livre delas. Os detritos presentes nos agrotóxicos, nos produtos industrializados, encharcados de conservantes e corantes, bem como nos hormônios e antibióticos encontrados nas carnes, são capazes de interromper o fluxo natural de energia. Portanto, devemos reduzir sua ingestão, dando preferência aos alimentos crus e orgânicos para que ela volte a circular livremente.

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Para Cousens, alimentar-se é muito mais do que ingerir porções equilibradas de proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais, o que também é muito importante, claro. “Cada substância vegetal ou animal irradia de seu campo energético uma vibração sutil especial, específica da espécie”, ele afirma. Logo, quando o alimento é integral, orgânico e vivo (raízes não cozidas, folhas, frutas, castanhas e sementes, os quais apresentam as mais elevadas concentrações de nutrientes), agrega as características necessárias que garantem o bom funcionamento de nossas engrenagens orgânicas e energéticas sutis. “Quando nos nutrimos com alimentos vivos, temos a alimentação mais potente disponível no planeta para a manutenção da saúde e do bem-estar, e para ativar o espírito”, declara.

Já os alimentos ricos em toxinas, como as carnes vermelhas, principalmente, e os industrializados diminuem a concentração de prana (força vital) no organismo, o que, consequentemente, leva à degeneração dos comandos emitidos pelo DNA. Daí por diante, o corpo se torna vulnerável ao aparecimento de toda sorte de doenças.

A água também tem papel fundamental no processo de limpeza do corpo, tanto do ponto de vista orgânico quanto energético. Esse solvente universal participa ativamente da eliminação das toxinas presentes nas células, como também varre as impurezas dos campos sutis. Por isso, além de beber água pura, é importante ingerir alimentos ricos em líquidos. “As frutas e os vegetais cheios de água, por causa da elevada condutividade, estimulam a atividade energética sutil”, esclarece.

Resultado de imagem para imagens sobre gabriel cousensCaminho ascendente

Conheça quatro fundamentos da vida espiritual preconizados por Cousens

1. Nutrição: deve ser vista como algo sagrado, vegana (sem carne, laticínios e ovos), orgânica, viva, com pouco açúcar, individualizada e com ingestão moderada de alimento. Recomenda-se também o jejum espiritual de tempos em tempos. Segundo o autor, abster-se do que é tóxico é outra força poderosa na nutrição espiritual. Nessas situações, ocorre uma limpeza dos nadis e, dessa maneira, a energia passa a circular com mais eficiência.

2. Construção do prana (força vital): ocorre por meio de asanas (posturas) de ioga, pranayamas (exercícios de respiração), tai chi, reiki e outras práticas energéticas, além das danças sagradas.

3. Serviço e caridade: por meio do serviço e da caridade, somos capazes de encarar nosso apego às coisas, assim como de sentir nossa ligação com toda a humanidade. Isso ajuda a expandir a consciência por meio da experiência direta.

4. Silêncio: acessado durante a meditação, as orações e a repetição de mantras e cânticos. A fonte de toda a sabedoria espiritual emana do silêncio divino.

Resultado de imagem para imagens sobre DR GABRIEL COUSENSQUEM É O DR GABRIEL COUSENS?

Gabriel Cousens (nascido Kenneth Gabriel Cousens, 1943) é um médico americano, médico homeopata e escritor espiritual que pratica a medicina holística . Cousens defende a terapia de alimentos vivos , um regime nutricional  que ele diz que pode curar diabetes , [1] a depressão [2] [3] e outras doenças degenerativas crônicas . Ele é o fundador da “Ordem dos Essênios da Luz”, uma ramificação de uma religião New Age com base em interpretações modernas dos essênios , uma seita judaica antiga, os ensinamentos da judaica Cabala e a Torá , e crenças hindus. Ordem dos Essênios da Luz é ensinado por Cousens em “Tree of Life Foundation”, uma organização dirigida por Cousens e com sede na sua “Tree of Life Rejuvenation Center” em Patagonia, Arizona . [4] [5] Cousens tem escrito livros e viajado internacionalmente para promover suas idéias sobre alimentos e suas crenças espirituais. [6]

Início da vida e da educação

Cousens cresceu em Highland Park, Illinois . [7] Quando ele tinha nove anos ele teve visões de “antigos mantos brancos”, a quem ele mais tarde identificou como membros da Fraternidade Branca, que foram os Elders essênios ou Ordem de Melquisedeque . [4] [8] Ele se formou em Amherst College , em 1965, com um bacharelado em biologia, onde ele era um atacante de futebol (guarda). O time estava invicto em 1964, e naquele ano ele recebeu um National Football Foundation Scholar Award-Atleta Nacional. [9] Ele ganhou seu grau médico da Faculdade de Medicina de Columbia em 1969, e completou sua residência em psiquiatria em 1973. [7] [10]
Descrevendo a sua dieta antes, ele disse que “devorava hambúrgueres e batatas fritas” na faculdade. [11] Ele nunca conheceu um vegetariano , até que quando tinha 27 anos,  ele mudou para a dieta vegana  três anos depois. [7] Depois de adotar a dieta, ele começou a ensinar meditação e estudar o Caminho dos Essênios, com foco na Cabala, yoga e kundalini . Em 1974, ele foi para a Índia estudar com Swami Muktananda , acabando por ficar por sete anos.
Depois de experimentar a Kundalini despertar em 1975, Cousens procurou a dieta ideal para apoiar a sua experiência espiritual e consolidar o crescimento espiritual, concluindo que uma dieta live-food iria fazê-lo. Ele voltou para os Estados Unidos em 1981 e voltou para o estudo do Caminho dos Essênios.;tornando-se ordenado em 1988, ele também se tornou um mestre em Reiki. [4] Entre os consumidores e simpatizantes de medicina alternativa , Cousens adquiriu uma reputação como um perito em espiritualidade , [12] em jejum, [13] e nutrição com alimentos crus, tanto nos Estados Unidos [14] [15] e no exterior. [16] [17]
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Cousens fundou a Ordem dos Essênios da Luz em 1992, [4] e no ano seguinte, ele estabeleceu a  Fundação Árvore da Vida ,como uma organização  isenta de impostos federais que operam a partir do Centro de Rejuvenescimento Tree of Life em Patagonia, Arizona . [5] [ 18] As modalidades de cura oferecidas no centro incluem jejum e desintoxicação, nutrição, educação com alimentos crus, uma abordagem natural para o tratamento de diabetes chamado programa de alimentação consciente [7][19] . Cousens é um  rabino ordenado[20] e oferece oficinas sobre Judaísmo espiritual. [21] Seu mais recente livro, a Torá como um guia para a iluminação, publicado pela North Atlantic Books, é um comentário sobre a Torá de uma perspectiva  cabalista. Cousens fundou uma organização sem fins lucrativos chamada Ordem dos Essênios da Luz que ensina o”moderno essênio estilo de vida “. [22] [23] Ele descreveu a sua filosofia em seu livro Criando paz por ser a paz. [24]

Resultado de imagem para imagens sobre DR GABRIEL COUSENSTree of Life Foundation e do Centro de Rejuvenescimento

Cousens defende uma dieta de alimentos crus com base nutricional para bebês e crianças. [25] Ele instituiu um estudo da história médica de bebês e crianças e  é um dos defensores da educação em alimentos crus.  [26] Robert Kemp, professor de pediatria na SUNY Downstate Medical Center , em Brooklyn, critica e chama de dieta de um “precursor de atraso de desenvolvimento e um déficit de aprendizagem ao longo da vida”, dizendo que as crianças ficam propensas a sofrer de deficiência de ferro e desnutrição protéica se alimentados com a dieta . Joel Fuhrman , especialista em nutrição e autor que defende o consumo de alimentos mais crus,mas diz que uma dieta totalmente crua pode levar a deficiências de vitaminas e calóricas em crianças. Um estudo de 2005 na revista Archives of Internal Medicine não encontrou grandes deficiências na saúde óssea de adultos em dietas cruas.Enquanto o grupo de alimentos crus apresentaram pesos inferiores e massa óssea, que tinham níveis normais de vitamina D. [26]

Um documentário de 2009, Simplesmente Raw ,mostra  seis pessoas com diabetes que passam por um programa de trinta dias no Centro de Rejuvenescimento Tree of Life na tentativa de curar sua doença com uma dieta de alimentos crus e sem drogas. [31
OBRAS
  • Tachyon energia: um novo paradigma na cura holística, com David Wagner. North Atlantic Books , 1999 OCLC 45162219
  • Alimentação consciente . Livros do Atlântico Norte, 2000 OCLC 40311543
  • Depressão-livre para a vida:. Um plano totalmente natural, de cinco etapas para recuperar o seu entusiasmo pela vida, com Mark Mayell William Morrow & Co. , 2000 OCLC 46801470
  • Verde cozinha ao vivo-food do arco-íris. Livros do Atlântico Norte, 2003 OCLC 52377528
  • Nutrição espiritual: seis bases para a vida espiritual eo despertar da kundalini. Livros do Atlântico Norte, 2005.
  • Existe uma cura para o diabetes: a Árvore da Vida de 21 dias programa +, com David Rainoshek. Livros do Atlântico Norte, 2008 OCLC 173480482
  • Criação de paz por ser a paz: o sétuplo caminho essênio. Livros do Atlântico Norte, 2008 OCLC 192109603
  • Torah como um guia para a iluminação. Livros do Atlântico Norte, 2011 OCLC 687655506

Resultado de imagem para imagens sobre gabriel cousensVisão pessoal…

Este livro,Nutrição Evolutiva,que foi escrito pelo Dr. Gabriel Cousens ,é notável, especialmente a parte científica do livro. A primeira parte do livro é sobre a jornada espiritual do autor ,pois é baseada em crenças pessoais e descrita nas edições antigas do livro (Nutrição Espiritual); é fenomenal e pode mudar uma vida inteira.Gabriel Cousens acredita que a comida é capaz de alimentar também a alma e que a dieta de uma pessoa exerce algum impacto em sua espiritualidade. Neste livro, ele ensina os leitores a desenvolver programas alimentares adequados a uma prática espiritual. A partir de seus estudos da filosofia oriental e de sua experiência na clínica médica, procura esclarecer questões como alimentos crus versus alimentos cozidos, ingestão proteica; jejum e assimilação de nutrientes; equilíbrio alcalino-ácido; comportamento alimentar; nutrientes, energia e composição molecular. Entre os instrumentos para o desenvolvimento físico e espiritual, o Dr Cousens estabelece uma relação entre as cores dos alimentos e o sistema de chacras, a partir da qual criou a ‘dieta do arco-íris’, descrita nas páginas deste livro. E também recomenda a prática da meditação, da camaradagem e do amor para que se complete a verdadeira nutrição espiritual……

Inspiração…….

Nutrição Evolutiva (pdf) | por Gabriel Cousens |

A Cura do Diabetes pela Alimentação Viva PDF

Nutrição Espiritual E A Dieta Do Arco-Íris PDF Dr. Gabriel Cousens

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O campo que cura

Até que ponto a intenção era poderosa enquanto força e exatamente quanto a coerência da consciência individual era “contagiante”? Poderíamos de fato utilizar o Campo Unificado para controlar nossa saúde e até mesmo curar outras pessoas? Poderia ele curar doenças graves como o câncer? A coerência da consciência humana era responsável pela psiconeuroimunologia – o efeito de cura da mente sobre o corpo? As pesquisas de Braud sugeriam que a intenção humana poderia ser usada como uma força de cura extraordinariamente poderosa.

Parecia que poderíamos ordenar as flutuações aleatórias no Campo de Ponto Zero e usar isso para estabelecer uma “ordem” maior em outra pessoa. Com esse tipo de capacidade, uma pessoa deveria ser capaz de agir como um canal de cura, possibilitando que O Campo realinhasse a estrutura de outra pessoa.Dr Fritz Popp acreditava que a consciência humana poderia agir como um lembrete para restabelecer a coerência de outra pessoa. Se os efeitos não-locais podiam ser orientados para curar alguém, uma disciplina como a cura à distância deveria funcionar. Um teste dessas idéias na vida real, com uma pesquisa cuidadosamente planejada para poder responder a algumas dessas perguntas, fazia-se claramente necessário.

A HISTÓRIA DE ELISABETH TARG

No início da década de 1990, surgiu a oportunidade com o candidato perfeito: uma cientista um tanto cética em relação à cura à distância e um grupo de pacientes já desenganados. Elisabeth Targ, uma psiquiatra ortodoxa de trinta e poucos anos, era filha de Russell Targ , parceiro e sucessor de Hal Puthoff nas experiências de visão a distância do SRI. Elisabeth era uma híbrida curiosa, atraída pelas possibilidades sugeridas pelo trabalho de visão a distância do pai no SRI, mas também tolhida pelo rigor de sua prática científica. Na época, fora convidada para atuar como diretora do Instituto de Pesquisas Complementares do Califórnia Pacific Medical Center, em decorrência do trabalho de visão a distância que ela fizera com o pai. Uma de suas tarefas era estudar formalmente os tratamentos oferecidos pela clínica, que se baseavam em grande medida na medicina alternativa. Com frequência ela parecia estar oscilando entre os dois campos — querendo que a ciência abraçasse e estudasse o milagroso, e desejando que a medicina alternativa fosse mais científica.

Diferentes aspectos da vida dela começaram a convergir. Ela recebera um telefonema de uma amiga, Hella Hammid, que informou estar com câncer de mama. Hella entrara na vida de Elisabeth por intermédio de seu pai, que acidentalmente descobrira em Hella, uma fotógrafa, um de seus mais talentosos observadores a distância. Hella telefonara para perguntar se Elisabeth tinha alguma informação segura de que terapias alternativas como a cura a distância, que era parecida com a visão a distância, poderiam ajudar a curar o câncer de mama. Na década de 1980, no auge da epidemia de AIDS, quando um diagnóstico de HIV era práticamente uma sentença de morte, Elisabeth escolhera um especialista em San Francisco, o epicentro da epidemia nos Estados Unidos.

Na ocasião em que Hella telefonou, o assunto mais quente nos círculos médicos da Califórnia era a psiconeuroimunologia. Os pacientes haviam começado a comparecer em massa a palestras apresentadas por entusiastas do corpo- mente, como Louise Hay, ou a seminários sobre visualização e poder da imaginação. A própria Elisabeth andara se aventurando em algumas experiências com a medicina corpomente, sem dúvida por não ter muito mais a oferecer aos pacientes com AIDS em estágio avançado, embora fosse profundamente cética com relação à abordagem de Puthoff. Uma das primeiras experiências dela revelou que a terapia em grupo era tão eficiente quanto o Prozac para tratar a depressão nos pacientes com AIDS.

Ela também havia lido a respeito do trabalho de David Spiegel, da Stanford Medical School, que demonstrava que a terapia em grupo aumentava consideravelmente a expectativa de vida das mulheres com câncer de mama.  Em seu coração lógico e pragmático, Elisabeth desconfiava que o efeito era uma combinação de esperança e pensamento fantasioso, e talvez uma certa confiança gerada pelo apoio do grupo.

Os pacientes podiam estar em melhores condições psicológicas, mas a contagem das suas células T com certeza não estava melhorando. Ainda assim, ela alimentava um resquício de dúvida, possivelmente oriundo dos anos que passara observando o trabalho do pai de visão a distância no SRI. O sucesso que ela alcançara era um forte argumento a favor da existência de algum tipo de conexão extrassensorial entre as pessoas e um campo que ligava todas as coisas. A própria Elisabeth muitas vezes se perguntava se alguém poderia usar a habilidade especial observada na visão a distância para outra coisa além de espionar os soviéticos ou prever o resultado de um páreo no hipódromo, como ela própria fizera certa vez.

Elisabeth não tinha muita experiência com rezas.O único Deus na casa da família Targ havia sido o método científico. Targ havia transmitido para a filha o sentimento de se emocionar com a ciência e sua capacidade de responder às grandes questões. Assim como o pai tinha escolhido descobrir como o mundo funciona, a filha tinha decidido desvendar o funcionamento da mente humana.

Aos treze anos de idade, ela até mesmo deu um jeito de trabalhar no laboratório de pesquisas cerebrais de Karl Pribram na Universidade de Stanford, examinando as diferenças entre as atividades dos hemisférios esquerdo e direito do cérebro, antes de optar por um programa de curso ortodoxo de psiquiatria em Stanford. Não obstante, Elisabeth ficara bastante impressionada com a Academia de Ciência Soviética durante uma visita que fizera com o pai à instituição, e com o fato de que as experiências de parapsicologia em laboratório podiam ser conduzidas de maneira tão aberta pelos pesquisadores.

Na Rússia oficialmente ateísta, existiam apenas duas categorias de crença: algo era ou não verdadeiro. Nos Estados Unidos, havia uma terceira categoria: a religião, que colocava algumas coisas além do alcance da investigação científica. Tudo que os cientistas não conseguiam explicar, tudo que estava associado ou às preces ou à paranormalidade – o território do trabalho do pai dela – parecia se encaixar nessa terceira categoria. Depois que a coisa era inserida nesta, era oficialmente declarada proibida.

O pai de Elisabeth construíra a reputação dele desenvolvendo experiências impecáveis, e ele ensinara a filha a respeitar a importância da experimentação incontestável e bem controlada. Elisabeth cresceu acreditando que todo e qualquer tipo de efeito podia ser quantificado, desde que a experiência fosse definida para levar em conta as variáveis. Na verdade, tanto Puthoff quanto Targ haviam demonstrado que a experiência bem estruturada poderia até mesmo demonstrar o milagroso. O resultado era uma verdade indiscutível, independentemente do fato de violar todas as expectativas do pesquisador. Todas as experiências eficientes “funcionam”: o problema é que podemos simplesmente não gostar das conclusões.

Enquanto Targ, o pai, mudava o modo dele de pensar e passava a abraçar certas ideias espirituais, Elisabeth continuou a ser fria e racionalista. Ainda assim, ao longo de sua prática ortodoxa na psiquiatria, ela nunca esqueceu as lições do pai: a sabedoria recebida era inimiga da ciência competente. Na condição de aluna, ela procurou textos psiquiátricos empoeirados do século XIX, antes do advento da moderna psicofarmacologia, quando os psiquiatras moravam nos sanatórios e redigiam os desvarios dos pacientes na tentativa de compreender melhor a doença deles. Targ acreditava que a verdade se encontrava em algum lugar dos dados brutos, separada do dogma da época.

Ela testaria a cura a distância da maneira mais pura possível. Elisabeth a experimentaria em seus pacientes com AIDS em estágio avançado, um grupo cujos membros estavam de tal modo desenganados que só lhes restava ter esperança e rezar. Elisabeth iria tentar descobrir se a prece e a intenção a distância poderiam curar os casos que não tinham nenhuma esperança. Começou a esquadrinhar as evidências de cura.

As pesquisas pareciam se encaixar em três categorias principais: tentativas de influenciar células ou enzimas isoladas; a cura de animais, plantas ou sistemas microscópicos vivos; e as pesquisas com seres humanos. Entre elas estava todo o trabalho de Braud e Schlitz, que mostrava que as pessoas poderiam exercer uma influência em todos os tipos de processos vitais(ver posts anteriores da série). Havia também alguns indícios interessantes que mostravam os efeitos que os seres humanos podiam exercer sobre plantas e animais. Havia até alguns trabalhos que demonstraram que os pensamentos e sentimentos positivos ou negativos podiam, de alguma maneira, ser transmitidos para outras coisas vivas.

Na década de 1960, o biólogo Bernard Grad da McGill University em Montreal, um dos pioneiros da área, estava interessado em determinar se os agentes de cura psíquicos de fato transmitem energia para os pacientes. Em vez de usar humanos, Grad utilizou plantas que ele planejara fazer “adoecer” mergulhando as sementes em água salgada, o que retarda o crescimento. Entretanto, antes de encharcar as sementes, Grad pediu a um agente de cura que colocasse as mãos sobre um dos recipientes com água salgada que seria usado para um dos lotes de sementes. O outro recipiente, que não fora exposto ao agente de cura, conteria as sementes remanescentes. Depois que as sementes foram mergulhadas nos dois recipientes com água salgada, um número maior de sementes do lote que tinha sido exposto à água tratada pelo agente de cura germinou.

Grad levantou então a hipótese de que o inverso talvez também pudesse acontecer, ou seja, os sentimentos negativos talvez exercessem um efeito negativo no crescimento das plantas. Em uma pesquisa complementar, pediu a um pequeno grupo de pacientes psiquiátricos que segurassem recipientes contendo água comum que seriam novamente usados para fazer sementes germinar. Um dos pacientes, que sofria de depressão psicótica, estava visivelmente mais deprimido do que os outros. Mais tarde, quando Grad tentou estimular o desenvolvimento de sementes usando a água cujos recipientes foram segurados pelos pacientes, a água que fora exposta ao homem deprimido refreou o crescimento.

Essa talvez seja uma boa explicação de por que algumas pessoas têm uma boa mão para plantar enquanto outras não conseguem fazer com que nada vivo cresça.  Em experiências posteriores, Grad analisou químicamente a água por meio da espectroscopia infravermelha e descobriu que a água tratada pelo agente de cura apresentava pequenas mudanças na sua estrutura molecular e uma menor ligação de hidrogênio entre as moléculas, semelhante ao que acontece quando a água é exposta a magnetos. Vários outros cientistas confirmaram as constatações de Grad.  Grad passou então a trabalhar com camundongos que tinham recebido ferimentos na pele. Depois de levar em conta uma série de fatores, até mesmo o efeito de mãos aquecidas, ele descobriu que a pele dos camundongos usados nas experiências ficava curada muito mais rápido quando eles eram tratados por agentes de cura.  Grad também demonstrou que estes eram capazes de reduzir o crescimento de tumores cancerosos em animais de laboratório. Os que tinham tumores e não recebiam o tratamento de cura morriam mais depressa.  Outras pesquisas com animais mostraram que a amiloidose, os tumores e o bócio induzido no laboratório, podiam ser curados nos animais de laboratório.

Outras pesquisas haviam mostrado que as pessoas podiam influenciar a levedura, os fungos e até mesmo células cancerosas isoladas.  Em uma dessas experiências, uma bióloga chamada Carroll Nash, da St. Josephs University, na Filadélfia, descobriu que as pessoas tinham a capacidade de influenciar a taxa de crescimento de bactérias apenas determinando mentalmente que isso acontecesse.

Uma engenhosa experimentação de Gerald Solfvin demonstrou que a nossa capacidade de “esperar o melhor” podia de fato ajudar na cura de outros seres humanos. Solfvin estipulou uma série de condições complexas para o seu teste. Inoculou a malária em um grupo de camundongos, que é uma doença que atua invariavelmente rápido e é fatal para os roedores O teste envolvia três manipuladores, que foram informados de que apenas metade dos camundongos havia sido infectada, e que um agente de cura psíquico iria tentar curar metade dos camundongos, embora os manipuladores não soubessem quais os camundongos que seriam alvo da sessão de cura. Nenhuma das duas declarações era verdadeira. Tudo que os manipuladores poderiam fazer era torcer para que os camundongos que estavam aos seus cuidados se recuperassem, e que a intervenção do agente de cura psíquico funcionasse. Entretanto, um dos manipuladores estava visívelmente mais otimista do que seus colegas. No final, os camundongos que estavam ao cuidados dele ficaram menos doentes do que os que os que tinham recebido a atenção dos outros dois manipuladores.

A pesquisa de Solfvin foi pequena demais para ser definitiva, mas reforçou um experimento anterior realizado por Rex Stanford em 1974. Este havia demonstrado que as pessoas podiam influenciar eventos apenas “torcendo” para que tudo desse certo, mesmo quando não compreendiam exatamente para o que deveriam estar torcendo.  Elisabeth ficou surpresa ao descobrir que uma grande quantidade de pesquisas – pelo menos 150 experimentações – haviam sido feitas em humanos. Eram casos em que um intermediário usava vários métodos para tentar enviar mensagens de cura, por meio de toques, preces ou algum tipo de intenção secular. No caso do toque terapêutico, o paciente deve relaxar e tentar dirigir a atenção para dentro de si mesmo, enquanto o agente de cura coloca as mãos sobre o paciente com a intenção de fazê-lo ficar curado. Uma pesquisa típica envolveu 96 pacientes com pressão alta e uma série de agentes de cura. Nem o médico ou os pacientes sabiam quem estava recebendo os tratamentos de cura mental. Uma análise estatística realizada posteriormente revelou que a pressão sanguínea sistólica (ou seja, a pressão do fluxo do sangue enquanto está sendo bombeado a partir do coração) do grupo que estava sendo tratado por um agente apresentara uma melhora significativa em comparação com a do grupo de controle. Os agentes de cura haviam empregado um sistema bem definido, que envolvia relaxar, em seguida entrar em contato com um poder superior ou um ser infinito, empregando a visualização ou afirmação dos pacientes em um estado de perfeita saúde, e por fim agradecer ao manancial, fosse ele Deus ou algum outro poder espiritual.

Enquanto grupo, os agentes de cura demonstraram um sucesso global, mas alguns em particular foram mais bem-sucedidos do que outros. Quatro dos agentes de cura alcançaram uma melhora de 92,3% em seus grupos de pacientes.  Talvez a pesquisa mais impressionante com seres humanos tenha sido conduzida pelo médico Randolph Byrd em 1988. Ele tentou determinar em uma experimentação aleatória e duplamente cega se a prece a distância exerceria algum efeito em pacientes de uma unidade coronariana do hospital em que trabalhava. Ao longo de dez meses, quase quatrocentos pacientes foram divididos em dois grupos, e apenas metade deles (sem que soubessem) recebeu preces de cristãos fora do hospital. Todos os pacientes haviam sido avaliados, e não havia nenhuma diferença estatística no estado deles antes do tratamento. Depois do tratamento, os que haviam sido alvo de orações apresentaram sintomas significativamente menos graves, requerendo menos ajuda de um respirador, assim como uma quantidade menor de antibióticos e diuréticos do que os pacientes que não tinham recebido preces.  Embora um grande número de pesquisas tenha sido realizado, o problema de muitas delas, no que dizia respeito à Elisabeth, era o potencial para um protocolo descuidado. Os pesquisadores não tinham construído experimentações com rigidez suficiente para demonstrar que o resultado positivo tinha sido de fato causado pelas sessões de cura. Qualquer número de influências, em vez de um mecanismo de cura efetivo, poderia ter sido responsável pelo resultado. Na pesquisa sobre a cura da hipertensão, por exemplo, os autores não registraram se os pacientes estavam tomando alguma medicação para controlar a pressão e tampouco realizaram algum tipo de acompanhamento quando isso era constatado. Por melhores que tivessem sido os resultados, não era possível dizer realmente se eles tinham sido causados pelas sessões de cura ou pelos medicamentos.Embora a pesquisa de Byrd sobre as preces tenha sido bem elaborada, uma omissão óbvia foi a ausência de dados relacionados com o estado psicológico dos pacientes no início das experiências.Como é sabido que fatores psicológicos podem influenciar na recuperação depois de várias doenças, em particular no caso da cirurgia cardíaca, pode ter acontecido de um número desproporcional de pacientes com uma mentalidade positiva tenha ido parar no grupo que foi submetido às sessões de cura. Para demonstrar que eram as sessões de cura que efetivamente faziam os pacientes melhorarem, era vital filtrar quaisquer efeitos que pudessem ter sido produzidos por outras causas. Até mesmo a expectativa humana poderia distorcer os resultados. Era preciso controlar os efeitos da esperança ou de fatores como o relaxamento no resultado das experimentações. Afagar os animais ou manusear o conteúdo de placas de Petri poderia influir nos resultados, assim como o ato de procurar um agente de cura ou mesmo um par de mãos aquecidas. Em qualquer experimentação científica, quando estamos testando a eficácia de alguma forma de intervenção, precisamos tomar medidas para garantir que a única diferença entre o grupo de tratamento e o grupo de controle seja que um recebe o tratamento e o outro não. Isso significa igualar o máximo possível os dois grupos sob o aspecto da saúde, da idade, da condição socioeconômica e de quaisquer outros fatores relevantes. Se os pacientes estiverem doentes, é preciso garantir que um dos grupos não está mais doente do que o outro.

Entretanto, nas pesquisas que Elisabeth leu, poucas tentativas tinham sido feitas para garantir que as populações fossem semelhantes. Também é necessário garantir que a participação em uma pesquisa e toda a atenção associada a ela não seja em si uma causa de melhora, para que possamos ter os mesmos resultados entre aqueles que foram tratados e os que não foram.

Em uma pesquisa de cura a distância com seis semanas de duração em pacientes que sofriam de depressão, o teste não obteve êxito: todos os pacientes melhoraram, inclusive os do grupo de controle que não tinham sido submetidos a intenções de cura. No entanto, todos os pacientes, tanto os que foram alvo das intenções de cura quanto os que não foram, podem ter recebido um incentivo psicológico na sessão, que talvez tenha sobrepujado qualquer efeito de cura efetivo.

Todas essas considerações representavam um tremendo desafio para Elisabeth preparar um experimento. A pesquisa teria que ser elaborada com extrema rigidez para que nenhuma dessas variáveis afetasse os resultados. Até mesmo o fato de um agente de cura estar presente algumas vezes e outras não talvez pudesse influenciar o resultado. Embora a imposição das mãos talvez ajudasse no processo de cura, fazer um controle adequado do ponto de vista científico significava que os pacientes não saberiam se estavam sendo tocados ou recebendo um tratamento de cura. Targ e Sicher passaram meses idealizando a experimentação. Obviamente, ela teria que ser duplamente cega, para que nem os pacientes nem os médicos pudessem saber quem estava sendo submetido ao tratamento de cura. A população de pacientes teria que ser homogênea, de modo que escolheram pacientes de Elisabeth, portadores de AIDS em estágio avançado com o mesmo grau da doença, ou seja a mesma contagem de células T, o mesmo número de enfermidades que definem a AIDS. Era importante eliminar qualquer elemento do mecanismo de cura que pudesse confundir os resultados, como conhecer o agente de cura ou ser tocado.

Eles chegaram à conclusão de que isso significava que todo o tratamento de cura deveria ser realizado a distância. Como estavam testando a cura propriamente dita, e não o poder de uma forma particular dela, como a oração cristã, por exemplo, os agentes de cura deveriam ter formações distintas e entre eles cobrir todo o conjunto de abordagens. Eles eliminariam qualquer pessoa que parecesse excessivamente egoísta, que só quisesse participar da pesquisa por pensar que iria receber dinheiro ou que desse a impressão de ser fraudulenta. As pessoas também teriam que ser dedicadas, já que não receberiam nenhuma remuneração e nenhuma glória particular. Cada paciente deveria ser tratado pelo menos por dez agentes de cura diferentes. Após procurar durante quatro meses, Fred e Elisabeth afinal tinham os agentes de cura, um grupo de quarenta agentes de cura religiosos e espirituais de todos os Estados Unidos, muitos deles bastante respeitados em seus respectivos campos. Só uma pequena minoria se descreveu como sendo convencionalmente religiosa, dizendo que realizavam seus trabalhos rezando para Deus ou usando um rosário: vários agentes de cura cristãos, um punhado de evangélicos, um judeu cabalista e alguns budistas.

Vários outros tinham sido treinados em escolas de cura não-religiosas, como a Barbara Brennan -School of Healing Light, ou então trabalhavam com campos de energia complexos, tentando modificar as cores ou as vibrações da aura dos pacientes. Alguns empregavam a cura contemplativa ou visualizações; outros trabalhavam com o som e pretendiam cantar ou tocar sinos em benefício dos pacientes, com o objetivo, afirmavam que podiam harmonizar os chakras ou centros de energia dos doentes. Alguns trabalhavam com cristais. Um dos agentes de cura, que recebera um treinamento de xamã dos índios Lakota Sioux, pretendia usar a cerimônia indígena do cachimbo. O tambor e o canto o fariam entrar em um transe, durante o qual ele entraria em contato com os espíritos em benefício do paciente. Também recrutaram um mestre chinês de Ch’i Kung, que declarou que enviaria a energia harmonizadora do ch’i para os pacientes. O único critério utilizado, sustentaram Targ e Sicher, foi que os agentes de cura acreditassem que o método que empregariam iria funcionar. Eles tinham outro elemento em comum: o sucesso no tratamento de casos sem esperança. Em conjunto, os agentes de cura tinham uma média de dezessete anos de experiência na arte da cura, e a média individual de curas a distância informadas era de 117. Targ e Sicher dividiram em dois o grupo de vinte pacientes. Ambos receberiam o tratamento ortodoxo habitual, mas apenas um dos grupos receberia também a cura à distância.

A EXPERIÊNCIA

Nem os médicos nem os pacientes saberiam quem iria receber o tratamento e quem não iria. Todas as informações a respeito de cada paciente ficariam guardadas em envelopes lacrados e manipulados individualmente em cada passo da pesquisa. Um dos pesquisadores reuniria o nome, uma fotografia e os detalhes clínicos de cada paciente em uma pasta numerada. As pastas então seriam entregues a outro pesquisador que alteraria aleatóriamente a numeração delas. Depois, um terceiro pesquisador dividiria as pastas em dois grupos e por fim elas seriam colocadas em arquivos. Cópias em cinco pacotes lacrados seriam enviadas para cada agente de cura, com informações a respeito dos cinco pacientes e uma data de início especificando os dias em que o tratamento deveria ser iniciado em cada pessoa. Os únicos participantes da pesquisa que iriam saber quem estaria recebendo o tratamento eram os próprios agentes de cura. Estes não teriam nenhum contato com os pacientes; na verdade jamais viriam a conhecê-los. Tudo que iriam receber para o trabalho era uma foto, um nome e uma contagem de células T. Era solicitado a cada agente de cura que sustentasse a intenção de melhorar a saúde e o bem-estar do paciente durante uma hora por dia, seis dias por semana, ao longo de dez semanas, com semanas alternadas para descanso. Tratava-se de um protocolo sem precedentes, no qual cada paciente do grupo de tratamento seria tratado, um após o outro, por cada agente de cura. Para eliminar quaisquer predisposições individuais, os agentes de cura faziam uma rotação semanal, de maneira que lhes era atribuído um novo paciente a cada semana. Isso possibilitaria que todos os agentes de cura fossem distribuídos por toda a população de pacientes, para que a cura propriamente dita fosse estudada, e não uma variedade particular dela. Os agentes de cura deveriam manter um registro de suas sessões de cura com informações a respeito dos métodos de cura empregados e as impressões sobre a saúde dos pacientes.

Imagem relacionadaNo final da pesquisa, cada um dos pacientes teria sido tratado por dez agentes de cura, e cada um destes teria tratado cinco pacientes. Elisabeth estava com o espírito aberto para a pesquisa, mas sua parte conservadora insistia em vir à tona. Por mais que tentasse, sua bagagem teórica e suas predileções teimavam em aflorar. Ela permaneceu relativamente convencida de que o cachimbo do índio americano e o canto do chakra nada tinham a ver com a cura de um grupo de homens que sofriam de uma doença tão grave e avançada que a morte deles era quase certa. Mas então, ela começou a ver os pacientes em estágio terminal melhorarem. Durante os seis meses do período da experimentação, 40% das pessoas do grupo de controle morreram. Em contrapartida, os dez pacientes do grupo que estava recebendo o tratamento de cura estavam vivos e também tinham ficado mais saudáveis, sendo essas informações baseadas nos próprios relatos deles e em avaliações médicas. No final da pesquisa, os pacientes foram examinados por uma equipe de cientistas, e o estado deles gerou uma conclusão inevitável: o tratamento estava funcionando.Targ quase não conseguia acreditar nos resultados. Ela e Sicher precisavam garantir que o tratamento a distância fora responsável por eles, de modo que conferiram e reconferiram o protocolo. Houvera algo diferente no grupo de controle? A medicação tinha sido distinta, o médico ou a alimentação haviam sido diferentes? As contagens das células T tinham apresentado os mesmos resultados e eles não eram HIV positivos havia mais tempo.

Depois de re-examinar os dados, Elisabeth descobriu uma diferença que haviam deixado de verificar: os pacientes do grupo de controle eram ligeiramente mais velhos, com uma idade média de 45 anos, enquanto no grupo que recebera o tratamento a média era de 35. Isso não representava uma diferença enorme – apenas uma diferença de idade de dez anos -, mas poderia ter sido um fator pelo qual um número maior deles morrera. Elisabeth acompanhou os pacientes depois da pesquisa e constatou que os que haviam recebido o tratamento de cura estavam sobrevivendo melhor, independentemente da idade. Não obstante, Elisabeth e Sicher sabiam que estavam lidando com um campo controverso e um efeito que é, à primeira vista, extremamente improvável, de modo que a ciência determina que é preciso partir do princípio de que o efeito não é real a não ser que tenhamos absoluta certeza. O princípio da navalha de Occam= Escolha a hipótese mais simples quando se vir diante de várias possibilidades. Elisabeth e Sicher decidiram repetir a experiência, mas resolveram torná-la maior e controlar a idade e outros fatores que tinham anteriormente negligenciado. Os quarenta pacientes escolhidos para participar estavam agora perfeitamente compatibilizados em relação à idade, ao estágio da doença e a muitas outras variáveis, até mesmo no que dizia respeito aos hábitos pessoais. O número de cigarros que fumavam, o quanto se exercitavam, as convicções religiosas, até mesmo o uso ocasional de drogas eram equivalentes.

Resultado de imagem para imagens sobre o campo unificadoCONCLUSÕES

Do ponto de vista científico, eles tinham nas mãos um grupo de homens que estavam o mais próximo possível de uma perfeita compatibilização. Nessa ocasião, os inibidores de protease, a grande esperança do tratamento da AIDS, já tinham sido descobertos. Todos os pacientes receberam instruções para tomar a tripla terapia padrão para AIDS (inibidores de protease mais dois antirretrovirais como o AZT) e para continuar o tratamento médico em todos os outros aspectos. Como a tripla terapia parecia estar fazendo uma profunda diferença nas taxas de mortalidade dos pacientes com AIDS, Elisabeth pressupôs que, dessa vez, ninguém em nenhum dos grupos iria morrer, o que significava que ela precisava modificar o resultado que tinha em mente. Na nova pesquisa, ela estava tentando descobrir se a cura a distância poderia tornar mais lento o avanço da AIDS. Será que o tratamento poderia resultar em menos doenças que definem a AIDS, melhores níveis de células T, menos intervenções médicas e um maior bem-estar psicológico? A cautela de Elisabeth por fim foi recompensada.

Seis meses depois, o grupo que recebeu o tratamento estava mais saudável em todos os parâmetros: um número significativamente menor de visitas médicas, menos hospitalizações, menos dias no hospital, um número menor de doenças que definem a AIDS e uma gravidade da doença acentuadamente menor. Apenas dois pacientes do grupo que recebera o tratamento haviam desenvolvido novas doenças que definem a AIDS, enquanto doze do grupo de controle as haviam contraído. E apenas três pacientes do grupo que recebera o tratamento haviam sido hospitalizados, em comparação com doze do grupo de controle.

De acordo com testes psicológicos, o grupo que recebeu o tratamento também registrou uma melhora substancial no estado de espírito. Em seis dos onze indicadores médicos utilizados na avaliação dos resultados, o grupo que recebeu o tratamento de cura à distância apresentou resultados bastante melhores. Até mesmo o poder do pensamento positivo entre os pacientes foi supervisionado. Na metade da pesquisa, foi perguntando a todos os participantes se eles acreditavam estar recebendo o tratamento. Tanto no grupo que estava recebendo quanto no grupo de controle, metade achou que estava e metade achou que não.

Essa divisão aleatória de opiniões positivas e negativas a respeito da cura significou que qualquer envolvimento de uma atitude mental positiva não teria afetado os resultados. Quando analisadas, as convicções dos pacientes em relação a estar ou não recebendo o tratamento de cura a distância não se correlacionaram com nada. Só no final da pesquisa os pacientes tiveram a tendência de adivinhar corretamente que estavam no grupo de tratamento. Apenas para ter certeza, Elisabeth realizou cinquenta testes estatísticos para eliminar a possibilidade de que quaisquer outras variáveis nos pacientes pudessem ter contribuído para os resultados. Dessa vez, só havia o acaso.

Visão pessoal…

O ser humano busca seu bem-estar desde as épocas mais remotas e, para isso, desenvolveu inúmeras formas de cura.A saúde é caracterizada pelo bem-estar, e antes do aparecimento da doença em si, o corpo começa a dar sinais de mal-estar, informando que não está tudo bem; A maioria das pessoas está acostumada com a medicina tradicional moderna, que é a ensinada em universidades e considerada oficial na maioria dos países ocidentais. Entretanto, existem outros tipos de terapias, algumas milenares, que ainda seduzem muita gente, mas que também geram debates dentro do meio científico e médico, e por isso são consideradas alternativas.Alternativas ou complementares? O debate começa já na definição. Algumas linhas de discussão afirmam que essas terapias não substituem os métodos convencionais. Outros afirmam que elas devem complementar o tratamento alopático, isto é, o tratamento convencional. Essa queda-de-braço já não é assunto novo;Acreditamos que deve haver fundamento científico e, principalmente, dados estatísticos que comprovem que a terapia funciona, como no caso da Acupuntura,Reiki, Homeopatia,Fitoterapia entre outras.A Organização Mundial de Saúde (OMS) define de forma abstrata as medicinas alternativas: as medicinas não convencionais abrangem todas as terapias que não são utilizadas pela medicina convencional.É cada vez mais frequente, e comum, a busca por terapias alternativas ou complementares para tratar diferentes tipos de doenças da mente, corpo ou espírito. O mundo está cada vez mais “alternativo”. Medicamentos ou técnicas naturais são muito úteis quando aplicados por terapêutas experientes e capacitados .A tendência nos últimos anos tem sido a de uma maior responsabilidade assumida pelas pessoas, em relação à sua própria saúde.Atualmente, a procura por terapias não convencionais está também relacionada com a preocupação dos efeitos secundários prejudiciais de alguns medicamentos prescritos, muitas vezes em excesso, levando as pessoas a procurar terapias alternativas ou complementares sempre que possível.Homeopatia, Acupuntura, Fitoterapia, Quiropraxia, Reiki, Terapia Floral, são exemplos de métodos que eram tratados como alternativos, e hoje, são reconhecidos pela medicina como técnicas terapêuticas de grande eficácia nos mais diversos tratamentos.A diferença entre os termos alternativa e complementar é simples: Quando se utiliza a terapêutica alternativa, como por exemplo um tratamento feito sob a técnica da ortomolecular, dizemos que a pessoa está  fazendo um tratamento alternativo em detrimento da medicina convencional ou ortodoxa. Se o paciente com problemas de stress que esteja sendo acompanhado pelo seu médico e este indicar sessões de meditação e relaxamento dizemos que este paciente está recorrendo á um tratamento complementar ao seu tratamento convencional.O importante é recorrer á terapêutas alternativos conscientes, experientes e idôneos, quando decidirmos por tratamento não convencional.Concluindo, seria conveniente e muito benéfico à humanidade, observar quais são as crenças sobre a saúde e o bem-estar, e, de modo inverso, sobre a doença. Observar o que é, o que cria a doença, ou a falta de bem-estar, e de alguma maneira, mudar isto de dentro para fora, no reconhecimento de que tudo, de certa maneira, é co-dependente, interativo e que não está separado. Que quando nós re-criamos o equilíbrio – e, algumas vezes, isto requer um pouco de tempo na nossa realidade – de modo que, ao invés de procurar simplesmente um “comprimido, uma poção ou uma técnica terapêutica” para criar a mudança instantânea, observar uma mudança mais profunda, de modo que o verdadeiro equilíbrio possa ser restaurado. E observar qual foi o “presente “neste espaço chamado de doença/saúde, desequilíbrio, doença.Então, podemos nos perguntar; Como podemos avançar para esta nova transformação? Para nós aqui da Equipe, é sendo AUTO-OBSERVADOR. Ao estar consciente de quando nós começamos a acreditar que não somos suficientemente bons de alguma maneira, devemos observar isto e decidir se é isto o que nós realmente queremos acreditar ou se nós queremos fortalecer uma nova crença,;que Eu Sou Amor, Sou Uno e estou conectado com o Plenum Cósmico/ Deus e com Tudo O Que É.

Inspiração….

Sobre a Teoria do Campo Unificado – Seara da Ciência

O Universo elegante: Supercordas, dimensões … – Sabedoria Divina

 

Recomendo…

Resultado de imagem para imagens sobre o campo unificado

 

Conhecendo a inteligência dos nossos sentidos…

Resultado de imagem para imagens da história cósmicaNossa História Cósmica é o centro do campo universal da inteligência.Este campo de inteligência é co-extensivo com a mente omni-dominante. O mundo fenomênico é um reflexo do campo de inteligência. A mente é o substrato absoluto do reino imaginal, que dá conta de tudo o que conhecemos no reino fenomênico. A inteligência é a capacidade da mente para organizar e qualquer organização implica inteligência.

Todo ser possui inteligência,sejam dos reinos vegetal e animal, inclusive.Quando evoluímos á níveis maiores de capacidade auto-reflexiva, a inteligência também é vista como um processo de propósito criativo mais alto, que pode criar imagens através de qualquer sistema sensorial que se utilize. Onde há inteligência, há propósito.

O mundo da manifestação parece estar fora de nossos sentidos. Isto é realmente verdadeiro?Onde termina o reino fenomênico e aonde começa o reino imaginal? Não se pode separar o campo de inteligência do reino imaginal, nem tampouco do campo do reino experencial. Porém, o que é a inteligência e onde está localizada? È a inteligência, como a mente,uma qualidade que permeia o Cosmo?

Quando pensamos na inteligência usualmente a associamos com ser elegante e saber como fazer as coisas.O dicionário define inteligência como;”A habilidade para aprender feitos, habilidades e aplicá-los, especialmente quando esta habilidade é altamente desenvolvida”.

Estamos falando sobre inteligência da seguinte forma;primeiro que tudo é um conhecimento avaliador, que nos permite fazer a distinção entre percepções e experiências, de acordo com uma finalidade assumida ou propósito.Daí, a inteligência estar sujeita a dar decisões, até o grau em que estas decisões ajudem, ulteriormente, a alcançar uma meta ou fim particular.

A mente toma diferentes dados no reino fenomênico,por meio dos sentidos e estruturas, e os organiza em imagens e linguagem. A partir da Mente Cósmica Universal, os diferentes fenômenos recebem diferentes nomes.O surgimento dos fenômenos, sempre corresponde a qualquer ponto na estrutura e etapa do desenvolvimento dentro da História Cósmica ao qual esse fenômeno se refere. Isto se deve ao fato de que a História Cósmica é uma descrição do processo criativo das etapas de criação, na qual se dá igual consideração à impulsos e estruturas imaginais e a dados fenomênicos e sua organização.

Do ponto de vista do Homem Planetário, os sentidos sempre estariam despertos e se estaria plenamente em contato com tudo ao seu redor. Como se organiza, o que se experimenta do reino fenomênico?Porque duas pessoas diferentes tem a mesma experiência mas a experimentam de forma diferente uma da outra? Tem que se desenvolver a completa sensibilidade para tudo ao seu redor. Tudo o que se experimenta são dados mentais.

Ao nível do Absoluto, não há nada senão pura harmonia. Ao nível fundamental ou relativo podemos perguntar;O que conhecemos é meramente uma função de nossas percepções sensoriais?E são essas percepções sensoriais de um humano, a totalidade do que pode ser conhecido? È isto um ponto ilusório ou há algo mais?O que está oculto, ou não manifesto, existe em um mundo além das percepções humanas que nós conhecemos como o reino imaginal.  Por meio de raciocínio analógico pode-se dizer que pensamos no conhecimento como a rã no fundo do poço, que olha para cima para ver o céu e pensa que é tudo o que há. Quando sai do poço , vê que as coisas são totalmente diferentes.Nossa consciência é como isso?

No  reino fenomênico, a capacidade para organizar está amplamente estruturada pelas percepções sensoriais. O Universo inteiro, como o conhecemos, está construído á partir do que estes órgãos percebem.Isto constitui um modelo de realidade psicofísica. Quando toda a entrada dos sentidos é organizada na mente, cria o universo imaginal. A entrada, desde os diferentes órgãos dos sentidos acoplados com a nossa própria composição psicogenética, cria o imaginário mental perceptível.

Estes são aspectos importantes a se considerar na criação de uma mais profunda visão de realidade e é importante entender como construímos uma imagem do mundo, e como as imagens do mundo podem ser estereotipadas.Aqui vemos novamente a dialética entre conhecimento condicionado e novos conjuntos de impressões. Dentro do processamento de informação cerebral e sistema de armazenagem, há o que se denominam filtros bioenergéticos.Uma vez que um padrão perceptivo condicionado é estabelecido na mente, muitas impressões, que são aceitas, correrão através de filtros bioenergéticos da mente conceitual, que está de acordo com uma percepção particular preconcebida da realidade;até que estes filtros sejam desprogramados,purificados e transcendidos, é muito difícil dizer que seja real.

Neste mundo tudo é relativo, porque as diferentes construções são nada mais que impressões subjetivas, ou distorções de miríades de ignorantes que constituem a biomassa humana.Poderíamos então fazer a pergunta novamente;Pode algo ser definido objetivamente?As diferentes espécies tem suas percepções sensoriais,porém,entre elas mesmas, a informação é sensorial subjetiva ou objetiva?

Sabemos que as pessoas, de um modo geral, podem ter a mesma percepção tal como o pôr do sol,por exemplo,porém,o que os indivíduos fazem com esta percepção é altamente variado.Porque temos diferentes sentidos e órgãos dos sentidos? È possível conceber a mais alta inteligência ou existência operando sem órgãos dos sentidos ou com órgãos sensoriais adicionais?A informação recebida através do nervo auditivo,por exemplo, é completamente diferente da informação recebida através do nervo óptico.

Visão pessoal…

Quantos sentidos são necessários para unificar o mundo?Qual é a forma e padrão da criação?Os elementos da criação são realmente projeções de pensamento mentais criativas da Mente Divina, o que quer dizer que são absolutamente perfeitas,precisas e reconhecíveis;tudo o que estamos fazendo está vindo puramente do reino imaginal divino…..Devemos começar a examinar o processo todo; Tudo o que existe é baseado em algum tipo de plano divino. Estamos descobrindo o mágico lugar do reflexo inicial. ….Houve sempre espaço vazio absoluto?O Plenum Cósmico/Deus, sempre existiu sem forma?O que ocorreu? Algo ocorreu e o Plenum/Deus projetou o plano e a forma?O que foi inscrito primeiro no molde divino?Qual foi o primeiro pensamento?Foi um som?Um puro pensamento visual??

ESTAS PERGUNTAS PODERIAM SER PROFUNDAMENTE CONTEMPLADAS EM SILÊNCIO.

Conhecer os outros é inteligência, conhecer-se a si próprio é verdadeira sabedoria. Controlar os outros é força, controlar-se a si próprio é verdadeiro poder.Lao-Tsé
Inspiração….
O Cérebro e a Inteligência-Daniel Goleman
Neuroaprendizagem e Inteligência Emocional-Ines Cozzo Olivares
O Código da Inteligência-Augusto Cury