Entenda a situação de países de onde saem milhares de imigrantes à Europa

 

Resultado de imagem para imagens sobre imigraçãoSíria, Afeganistão, Iraque e Eritreia estão entre países de origem.Pobreza e guerra fazem multidões arriscarem a vida para emigrar.

Migrantes são vistos andando da fronteira entre Alemanha e Áustria para o primeiro ponto de registro no território alemão perto da vila de Wegscheid nesta segunda-feira (12) (Foto: Christof Stache/AFP)Migrantes são vistos andando da fronteira entre Alemanha e Áustria para o primeiro ponto de registro no território alemão perto da vila de Wegscheid (Foto: Christof Stache/AFP)
Comentários do Monicavoxblog;-CM
Precisamos debater sériamente a questão da migração, mas buscando argumentos verdadeiros e buscando especialmente entender os sentimentos não apenas dos europeus, mas dos imigrantes de todo o mundo. Porque migram? Quais são seus sonhos? Querem mesmo migrar ou são levados pela impossibilidade de viver em sua terra? O que podemos e devemos fazer para tornar o seu mundo mais justo nesta época da Transição Planetária onde há promessas de união, fraternidade,justiça social e igualdade de gêneros em todos os sentidos?

A Europa vive uma crise migratória de enormes proporções. Guerras, pobreza, repressão política e religiosa são alguns dos motivos que fazem milhares de pessoas saírem de seus países em busca de uma vida melhor no continente europeu.(CM-A primeira coisa que precisamos entender sobre os imigrantes que tentam chegar da África e Oriente Médio à Europa, em muitos casos morrendo pelo caminho, abandonados, afogados, queimados, em total desespero, é que não se tratam nem de pobres coitados, e nem de não-humanos ou “coisas”.Estas são as duas posições majoritárias na maioria dos debates. Eles são apenas humanos, diferentes entre si, com histórias únicas, com passados e futuros distintos. São como nós).

De acordo com um relatório da ONU, somente neste ano, quase 750 mil migrantes chegaram à Europa pelo Mediterrâneo. Os principais destinos dos imigrantes são Alemanha, Suécia, França e Inglaterra.A travessia clandestina é arriscada: centenas já morreram tentando chegar à Europa. Traficantes de pessoas chegam a cobrarmais de R$ 10 mil por indíviduo para realizar a viagem pelo mar, em condições precárias.Os naufrágios são frequentes: quase 3 mil pessoas morreram na tentativa de chegar pelo mar ao continente europeu. As imagens de um menino sírio morto em uma praia da Turquia viraram símbolo da crise migratória.(CM-Existe uma invasão, mas longe de uma “invasão bárbara”, trata-se da chegada de um número insustentável de pessoas com línguas diferentes, culturas diferentes, realidades e situações diferentes que causam prejuízo tanto à nação hospedeira quando à nação que deixaram. Não estou dizendo que migração seja um fenômeno ruim, até porque é apenas um fenômeno natural e que carrega consigo muitos pontos positivos e mesmo necessários para a sobrevivência da espécie humana, mas sim que em excesso, causa problemas.)

Mesmo em solo europeu, a viagem não termina para os imigrantes, que tentam seguir para a Grã-Bretanha pelo Eurotúnel,ou ficam retidos nos países por falta de documentação, correndo risco de deportação. Países da chamada Rota dos Balcãs, como a Sérvia, a Hungria, a Croácia e a Eslovênia, tentam controlar a entrada de migrantes em suas fronteiras.A União Europeia aprovou a distribuição de 160 mil refugiados sírios, iraquianos e eritreus entre os Estados membros bloco em dois anos, apesar da oposição dos países do Leste a este mecanismo que instaura quotas por país.A agência de controle europeu das fronteiras Frontex, no entanto, registrou em 2015 cerca de 800 mil “entradas ilegais” de migrantes na União Europeia. O Acnur calcula 752.066 chegadas por mar este ano, incluindo 608.970 na Grécia e 140.200 na Itália.(CM-Não há um número “ideal” de imigrantes que um país possa/deva receber, o fato é que migração é uma realidade, mesmo uma necessidade. A questão é: Qual o limite? E não falo apenas em termos quantitativos, mas qualitativos. Para ambos os lados. Cérebros/mentes/mestres/doutores de países africanos ou do Oriente Médio migram para a Europa por mil razões, deixando seu país natal órfão de para facilitar seu crescimento, construção ou reconstrução. Fogem de guerra, de baixos salários, de violência, insegurança ou apenas porque não são valorizados.)

Além da crise de imigração, alguns países europeus também enfrentam uma crise econômica, como é o caso da Grécia que, sózinha, já recebeu em 2015 mais de 600 mil imigrantes.Se a situação econômica na Europa não é das mais favoráveis, por que milhares de pessoas abandonam seus lugares de origem, pondo em risco a própria vida, para atravessar as fronteiras?(CM-Há uma crise migratória e uma crise humanitária – ou mesmo colapso – porque é fato que o fluxo migratório para a Europa não é de migrantes que vão por vontade, mas porque são empurrados em sua maioria – ao menos no que tange a migração que vem da Síria, da Líbia, de regiões africanas e do Oriente Médio em meio a conflitos sangrentos, fome, miséria. A questão é, cabe à Europa (e EUA) criar as condições para que a migração seja fato natural e não “invasão”, ou seja, parar de manipular política e econômicamente países mais pobres para que funcionem sob seu controle e vontade.)

Veja abaixo o contexto atual de alguns dos países com maiores registros de emigração para a Europa:

Um refugiado sírio reza após chegar a ilha grega de Kos em um barco bote que atravessou o Mar Egeu da Turquia para a Grécia. Centenas de imigrantes, principalmente sírios e afegãos, desembarcaram em Kos, no Mar Egeu do Sudeste (Foto: Yannis Behrakis/Reuters)Um refugiado sírio reza após chegar a ilha grega de Kos em um barco bote que atravessou o Mar Egeu da Turquia para a Grécia. (Foto: Yannis Behrakis/Reuters)

Síria

Mais de 250 mil pessoas morreram na Síria desde 2011, ano em que estourou uma guerra civil no país, e, dentro desse número, estão mais de 12,5 mil crianças. Em 2015, a guerra completou quatro anos de conflitos entre tropas leais ao regime, vários grupos rebeldes, forças curdas e organizações jihadistas, entre elas, o Estado Islâmico.Estimativas da ONU apontam que mais de 7,5 milhões de sírios abandonaram suas residências dentro do país e quase 60% da população vive na pobreza. Os trágicos números refletem na alta taxa de emigração do país – seriam 4 milhões de refugiados sírios, a maior população de refugiados do mundo.O principal destino dos sírios são a Turquia, que já recebeu mais de 1,8 milhão de refugiados desde o início da guerra civil na Síria, Iraque, Jordânia, Egito e Líbano. Um relatório da ONU aponta que, até o início de novembro, mais de 390 mil pessoas saíram da Síria com destino à costa européia.

Refugiados curdos da Síria passam atravessam a fronteira com a Turquia, perto da cidade de Kobani (Foto: UNHCR / I. Prickett)Refugiados curdos da Síria passam atravessam a fronteira com a Turquia, perto da cidade de Kobani, em foto de junho de 2015 (Foto: UNHCR / I. Prickett)
Afeganistão

O país foi invadido em 2001 pelos Estados Unidos, logo após o ataque às Torres Gemêas em 11 de setembro daquele ano. Osama bin Laden, líder da rede Al-Qaeda, assumiu a autoria dos atentados e se refugiava no país. Mas, antes disso, o Afeganistão já estava dominado pelo Talibã, grupo militante radical. Expulso do poder, o Talibã lutou constantemente ao longo dos anos contra as tropas americanas. Desde 2001, mais de 150 mil pessoas morreram no Afeganistão e no Paquistão.Dados da ONU, indicam que, juntamente com a Síria e a Somália, o Afeganistão somou 7,6 milhões dos refugiados de 2014.Os refugiados afegãos estão presentes em mais de 80 países, mas um relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) aponta que somente dois deles concentram 96% dessa população: Irã e Paquistão.

Migrantes sírios passam por barreira de arame farpado tentando adentrar o território húngaro na fronteira Sérvia-Hungria, enquanto policiais húngaros observam ao fundo, perto de Roszke, Hungria. O país iniciou a construção de uma cerca de 175 km na região (Foto: Laszlo Balogh/Reuters)Migrantes sírios passam por barreira de arame farpado para entrar em território húngaro na fronteira com a Sérvia (Foto: Laszlo Balogh/Reuters)
Iraque
Os Estados Unidos invadiram o Iraque e tiraram Saddam Hussein do poder em 2003, sob o argumento de que o país possuía armas de destruição em massa. Com a saída de Hussein, se instalou um governo controlado pelos xiitas. Insatisfeitos, os sunitas começaram a protestar pacíficamente em 2012, mas poucas concessões foram feitas, porque os xiitas acreditavam que se tratavam não de pedidos de reforma, mas de uma busca por retomar o poder.A marginalização fez com que parte dos  sunitas iraquianos começassem a se aproximar do Estado Islâmico. Após a retirada das tropas americanas do Iraque em 2011, o grupo jihadista, que ganhou força na sua atuação no conflito da Síria e conquistou territórios por lá, passou a avançar sobre o norte iraquiano.A violência da atuação do grupo extremista no Iraque pode ser colocada em números: somente em 2014, o Iraque registrou 10 mil mortes – quase um terço de todos os mortos no mundo em atentados terroristas. Outras milhares de pessoas se refugiam em países europeus, sendo a Turquia um dos principais destinos para os iraquianos.
Imigrantes aguardam resgate em um bote de borracha a cerca de 32 km da costa da Líbia. Cerca de 118 imigrantes foram resgatados na manhã desta segunda-feira (3) pelo navio MV Phoenix, o primeiro de financiamento privado a operar no Mediterrâneo (Foto: Darrin Zammit Lupi/Reuters)Imigrantes aguardam resgate em um bote de borracha a cerca de 32 km da costa da Líbia.  (Foto: Darrin Zammit Lupi/Reuters)
Líbia

Em 2011, o levante popular conhecido como “Primavera Árabe” depôs o ditador Muammar Kadhafi, que estava no controle do governo líbio há 42 anos. Desde então, o país vive uma crise política, com dois Parlamentos e dois governos rivais. O governo reconhecido pela comunidade internacional tem sede em Tobruk, no leste do país.Aproveitando-se da instabilidade na Líbia, o Estado Islâmico, que se apoderou de vastos territórios na Síria e no Iraque, posicionou-se ano passado na Líbia, onde controla sobretudo trechos da região de Syrte, a leste de Trípoli. O grupo extremista já assumiu autoria em uma série de ataques e abusos, incluindo a decapitação de cristãos e um atentado contra um hotel na capital Trípoli.Refugiados dos conflitos cruzam o Mar Mediterrâneo em direção à Itália, usando o país como uma ponte para chegar a outros destinos da Europa. O governo italiano já resgatou centenas de imigrantes do norte da África neste ano.

Eritreia

Dos imigrantes que cruzam o Mediterrâneo em direção ao sul da Itália, boa parte vêm da Eritreia. Segundo a BBC, um dos motivos para cidadãos desse país no Chifre da África decidirem emigrar é o serviço militar obrigatório — comparável a um regime de escravidão.  Grupos de defesa dos direitos humanos também afirmam que o país vive forte repressão política.(CM-A primeira globalização se deu com a descoberta e domínio de novos continentes. A segunda com a mercantilização mundial e atualmente vivemos a terceira globalização, que em virtude das ferramentas virtuais disponibilizadas ao cidadão, acelerou todo o procedimento transcultural.)

 (CM-Aqui está o nível de consciência humana atualmente, onde, depois de derrubarmos um muro em Berlin, construiremos outros novamente para o mesmo fim)

GLOBALIZAÇÃO- E o surgimento de uma identidade transcultural.

Resultado de imagem para imagens sobre a imigração europeiaOs fluxos migratórios internacionais são caracterizados pela mobilidade e deslocamento de grupos humanos e dizem respeito a desejos e aspirações por mudanças que impulsionam as pessoas para fora do seu lugar. São efetivadas por estes agentes estratégias de deslocamento que vão se construindo desde a partida da terra natal, da travessia das fronteiras, da chegada e da tentativa de permanência em um lugar estranho. Uma consideração importante acerca do migrante é que ele é antes de qualquer coisa uma “construção social”.Já por Emigrante, entende ser aquele que sai de um país com direção a outro intencionando temporáriamente ou permanentemente fixar residência e ou encontrar trabalho. Na verdade este fenômeno funciona como um mecanismo regulador de trabalhadores.

Estas distâncias que mantém pessoas longe de sua terra natal, sua história promove alterações de personalidade por diversos motivos.( CM-Estar longe de casa e em adaptação a uma nova sociedade é tarefa difícil e requer muita habilidade; esta distância é apenas imaginária, coisa da criação da mente humana, mas que de fato cria um abismo em sua identidade, provocando o surgimento de alguém diferente, uma nova pessoa.)

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“ A globalização está na ordem do dia: uma palavra da moda que se transforma rapidamente em um lema, uma encantação mágica, uma senha capaz de abrir as portas de todos os mistérios presentes e futuros. Para alguns, globalização é o que devemos fazer se quisermos ser felizes: para outros é a causa da nossa infelicidade. Para todos porém globalização é o destino irremediável do mundo, um processo irreversível; é também um processo que nos afeta a todos na mesma medida e da mesma maneira. Estamos todos sendo globalizados…”(Bauman,1999.p.7)

Este processo apresenta consequências sociais que às vezes causa uma união de povos, em outras ocasiões uma divisão; a história da globalização coincide com a era da exploração e da conquista européia e com a formação dos mercados capitalistas mundiais.(CM-A identidade cultural é fixada no nascimento, seja parte da natureza, impressa através de parentesco e da linhagem dos genes, seja constituída de nosso Eu mais interior. É impermeável a algo tão mundano secular e superficial quanto a uma mudança temporária de nosso local de residência. A pobreza, o subdesenvolvimento, a falta de oportunidades – os legados do império em toda parte- podem forçar as pessoas a migrar, o que causa o espalhamento – a dispersão, mas cada disseminação carrega consigo a promessa do retorno redentor)

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A globalização tem causado extensos efeitos diferenciadores no interior das sociedades ou entre as mesmas. Sob essa perspectiva, a globalização não é um processo natural e inevitável, cujos imperativos, como o destino, só podem ser obedecidos e jamais submetidos á variação. Ao contrário, é um processo homogeneizante;É estruturado em dominância, mas não pode controlar ou estruturar tudo dentro de sua órbita. De fato, entre seus efeitos inesperados estão as formações subalternas e as tendências emergentes que escapam ao seu controle(CM-A implicação deste transculturalismo está em todas as relações humanas diretas e indiretas, haja visto que o homem é aquilo que pensa e acredita. Neste sentido, advindo de cultura diversa e assumindo ou tentando assumir cultura nova, fica ainda mais difícil encontrar o meio termo onde realmente residirá esta nova interpretação/consciência do mundo em que se vive e sua real colocação nesta sociedade/Nova Terra- pós Transição).

Estes encontros culturais representam uma nova configuração cultural, formando comunidades cosmopolitas via processos de transculturação. (CM-Estas ondas de interconexão causam uma transformação social que atingem o globo como um todo.As comunidades que outrora eram isoladas têm sofrido influência direta deste alcance entre as culturas. À medida em que os povos se interagem parte daquela identidade primária e local é tomada por novos modos de vida que aos poucos vão alterando criando a sociedade cosmopolita.Isto pode ser um avanço para a união dos povos, que é tão falado na Transição Planetária ou pode ser mais um divisor de águas?Tudo depende da consciência de coletividade e de forma individual, com a colaboração/doação de cada um;pergunta;Com essa fobia segregacionista,poderemos contar com que tipo de consciência para levar adiante a Transição para uma Nova Terra?)

Resultado de imagem para imagens sobre a imigração europeiaEntão o sujeito pós moderno está com uma configuração diversa sob todos os aspectos, uma vez que sua identidade é fragmentada e sofre influência de comunidades com costumes diversos. Este assunto se torna muito pertinente, pois as relações humanas a partir daí ficam expostas a uma necessária forma diversa de resolução de dilemas;as experiências podem não mais ser a solução, forçando a uma adequação imediata da situação.(CM-A implicação deste transculturalismo está em todas as relações humanas diretas e indiretas, haja vista que o homem é aquilo que pensa e acredita. Neste sentido, advindo de cultura diversa e assumindo ou tentando assumir cultura nova, fica ainda mais difícil encontrar o meio termo onde realmente residirá esta nova interpretação do mundo em que vive e sua real colocação nesta sociedade;mais uma vez, a consciência de cada um dará o tom).

2. IDENTIDADE CULTURAL

As identidades nacionais estão se desintegrando, em virtude do resultado da homogeneização cultural da pós modernidade. Com isso as identidades locais estão fragilizadas cedendo lugar às comunidades com identidades híbridas;(CM-Uma vez tendo a cultura alterada, a comunidade assume uma diversa forma de vida cotidiana, pois a cultura é a soma das descrições disponíveis pelos quais as sociedades dão sentido e refletem as suas experiências comuns; testemunhamos hoje um processo de reestruturação mundial, no qual se constrói uma nova hierarquia sociocultural em escala planetária;isso pode influenciar grandemente a Transição para uma Nova Terra, tanto para concretizá-la como para atrasá-la;Percebemos então que a globalização e a interação de povos estão diretamente ligadas, sendo uma causa da outra).

Resultado de imagem para imagens sobre imigraçãoA CONSCIÊNCIA DA HUMANIZAÇÃO DO FENÔMENO IMIGRATÓRIO

(CM-De um lado temos a direita que desumaniza o imigrante – se for negro “melhor” ainda -, que o trata como uma coisa, que mantém firme o discurso de “defesa” frente à “invasão” de imigrantes, em geral fugindo da fome, da guerra, em busca de melhores condições de vida;Do outro lado temos setores da esquerda – e muitos comentaristas da web – que se limitam a considerar o imigrante um pobre coitado desesperado com direito a viver na Europa e ser recebido de braços abertos. Tratar como “pobre coitado” é, também, uma forma de desumanização.A verdade é que imigração não é uma crise temporária, mas uma crise permanente em que nós escolhemos não mais resgatar essas pessoas, logo, mais irão morrer. Como acabamos nesse vácuo moral em que perdemos qualquer senso de conexão com outros seres humanos? É muito simples: Pessoas que não são seres humanos não precisam de direitos, ou qualquer simpatia, então nós as desumanizamos através de linguagens políticas e pessoais. Nós falamos deles como doenças, como contágio, como vírus. Eles não são nós. Eles não podem se tornar nós.)

Um debate sério

Muitas vezes não são valorizados também no país hospedeiro, são vistos como pragas, como “ladrões de emprego”, mesmo que muitas vezes só consigam sub-empregos ou aqueles empregos que o nativo não quer. A visão do imigrante, em geral, tem se tornado negativa. Não importa mais se qualificado ou não, se necessitando escapar ou não. A idéia é a de que mesmo hoje num sub-emprego, amanhã seu filho terá condições de disputar com o nativo, tomando seu “lugar de direito”. Desperdiçamos desta maneira o imigrante e o imigrante passa a ele próprio se sentir desperdiçado.(CM-Engana-se quem pensa que emigrar é algo simples, uma decisão que se tome sem pensar num estalo e que não tem consequências. Há consequências, muitas, especialmente para quem migra, como já descreveram Edward Said,Julia Kristeva e tantos outros estudiosos do assunto. Ser diáspora não é, enfim, fácil ou simples).

Crise e choque

Não podemos desprezar o fator do choque cultural, que existe. Mulheres de burka nas ruas de uma cidade européia, pequenas cidades onde por vezes ouve-se mais um ou vários idiomas estrangeiros que o local e até algo mais perigoso, como movimentos de fanáticos que querem impor a sharia em países como a Bélgica.Este é um lado, existe outro, óbviamente, como esta campanha, “I am immigrant” ou “eu sou imigrante” demonstra com perfeição;(CM-Precisamos pular do discurso vergonhoso do imigrante como inimigo e do discurso fácil apenas de direitos, sem a exigência também de responsabilidades e contrapartidas.Isso é o despertar de uma consciência humana e coletiva que visa a fraternidade e a irmandade de uma sociedade que está em uma Transição Planetária-que bem poucos, e nenhum desses, sabe que está acontecendo)

Resultado de imagem para imagens sobre imigraçãoA RESPONSABILIDADE DAS NAÇÕES MAIS DESENVOLVIDAS

Cada vez que os EUA ou a Europa derrubam ou sustentam um ditador, um governo, mais a imigração de pessoas desesperadas cresce. Fome, pobreza, falta de oportunidade, o mundo seria muito melhor não se todos estes que fogem desses problemas entrassem na Europa, mas se estes tivessem condições para alterar essa realidade em seus países.(CM-Mas é bom ter em mente que o problema não é apenas na Europa (pese a mídia ter um foco eurocêntrico), mas na África do Sul, por exemplo, há uma crise clara em que sul-africanos adotam políticas ou ações xenófobas contra imigrantes de outros países africanos. É uma crise ou colapso global. Estamos falando da migração em massa e sem qualquer controle (pese não sem precedentes) de populações fugindo de conflitos e situações que, em muitos casos, são reflexo ainda dos processos de colonização e pressões/atuação européia/americana constante.Precisamos colocar isso em termos de Transição Planetária e o que isso implica nas atitudes que todos tem de tomar para que haja inclusão sem invasão e adaptação sem coerção;mas temos consciência suficiente expandida para tal ato em tão curto espaço de tempo?)

O problema é mais que óbvio

A grande questão aqui é a da crise do capitalismo (crescimento canceroso), de uma crise sistêmica que impõe guerras em troco de reconstrução e, com isso, gira as engrenagens de diversas indústrias. O “dano colateral” – para além do óbvio – é a migração.(CM-Enquanto diversos lados buscam tentar resolver o problema na ponta final da cadeia, poucos efetivamente observam que o problema está no começo da cadeia, na própria idéia de se fazer guerra para solucionar conflitos anteriores, de acirrar ânimos étnicos/ideológicos para fabricar conflitos, de sustentar parte considerável das economias do chamado primeiro mundo com guerra no terceiro mundo (via exportação de armas, por exemplo).

Resultado de imagem para imagens sobre imigraçãoO escritor Anders Lustgarten escreveu um artigo muito interessante para o The Guardian abordando exatamente a questão;

“Em toda a raiva sobre a migração, uma coisa nunca é discutida: o que fazemos para causá-la. Um relatório publicado esta semana pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos revela que o Banco Mundial deslocou um impressionante número de 3,4 milhões de pessoas nos últimos cinco anos. Ao financiar privatizações, grilagem de terras e barragens, por apoiar empresas e governos acusados de estupro, assassinato e tortura, e por colocar 50 bilhões de dólares em projetos classificados como de grande risco de impactos sociais “irreversíveis e sem precedentes”, o Banco Mundial contribuiu enormemente para o fluxo de pessoas pobres/empobrecidas em todo o mundo. A única coisa mais importante que podemos fazer para impedir a migração é abolir a máfia do desenvolvimento: o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, Banco Europeu de Investimento e do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento. Um segundo muito próximo é parar a bombardear o Oriente Médio. O oeste destruiu a infra-estrutura da Líbia, sem qualquer pista sobre o que iria substituí-la. O que sobra é um estado de vácuo comandado por senhores da guerra que estão agora no centro do contrabando de pessoas no Mediterrâneo. Estamos justo por trás do regime de Sisi no Egito que está erradicando a primavera árabe, reprimindo os muçulmanos e privatizando infra-estrutura a uma velocidade alarmante, tudo isso empurra um número enorme de pessoas para os barcos. Nosso trabalho passado na Somália, Síria e Iraque significa que essas nacionalidades estão no topo da lista de migrante”

(CM-Recentemente a chanceler sueca Margot Wallstrom deu declarações que desagradaram à Arábia Saudita, para além de todo o debate específico sobre suas declarações – e hipocrisias -, sobra uma questão: E o comércio bilionário da indústria sueca de armas com não apenas a Arábia Saudita, mas com outros Estados francamente terroristas e ditatoriais?A hipocrisia que reina nos governos de todo o mundo não dão esperança de que surja uma consciência expandida entre eles;os interesses não são humanitários e sim mercantilistas e escravizadores;isso continua, apesar das denúncias que vão surgindo, o desmascaramento  e a falta de informação para as pessoas que vivem essas condições sub-humanas;onde teremos conscientização e o que fazer para colocar os ideais da Transição Planetária em vigor?esperar por algo milagroso ou alguém que tome o poder da Terra e venha em socorro de todos nós?Claro que não;precisamos estudar uma estratégia que possa surtir efeito sobre isso e seja abrangente para estas questões;mas, por onde começar?Uma coisa sabemos;-não são coisas que se resolverão á curto prazo, ao menos que hajam catástrofes que façam os governos caírem….com consequências inimagináveis para a população mundial)

Resultado de imagem para imagens sobre imigraçãoE O PROBLEMA PERMANECE 

Sem dúvida precisamos lidar com o problema que impõe a migração em massa hoje, mas de nada adianta apenas tentar enxugar o oceano com um pano, é preciso tratar das causas que levam à migração e, em especial, a migração em massa.De nada adianta apenas deslegitimar como “fascismo” – embora haja muito disso – a percepção de parte da população européia de que estão sendo invadidos. São, de fato, milhares e milhares de imigrantes que chegam todos os dias à Europa que, de quebra, enfrenta uma crise sem precedentes.Nada justifica receber mal estes imigrantes ou usá-los como bodes expiatórios para mascarar as políticas criadas pelos próprios governos europeus, mas tampouco soluciona o problema apenas gritar que um lado é intolerante e, como acontece, dizer que os imigrantes tem que continuar vindo porque a “Europa merece por tudo que fez quando colonizou o mundo”.

(CM-Sim, a Europa fez muito (mal), o colonialismo deixa marcas até hoje, se reproduz, mas não podemos acirrar ânimos ou mesmo pregar uma versão estranha de vingança como solução.A esquerda não é capaz de debater os medos da população que, em boa parte, acredita estar sendo “islamizada” e invadida, um sentimento que não é totalmente deslocado. A esquerda também não foi capaz de demonstrar para esta população que em grande parte o crescimento do fundamentalismo e da imigração ilegal vem das ações de seus próprios Estados contra a África e o Oriente Médio. Ora, recentemente o presidente de Burkina Fasso foi deposto pela população e, ao invés de ser preso e julgado, fugiu do país com ajuda da França. Ou seja, o antigo colonizador continua a ajudar aqueles líderes que fazem seu trabalho sujo e mantém países em situação de miséria e controle ferrenho.)

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Da redação BBC~-Londres

No dia 20 de abril ministros de interior e exterior europeus se reuniram e firmaram um programa de 10 pontos para lidar com a imigração e as crises humanitárias relacionadas. Alguns pontos interessantes, mas em geral nada que altere a realidade. Devolver imigrantes ilegais? Para onde? Para serem mortos pela ISIS, por exemplo? Combater contrabandistas? Isto vai realmente resolver o problema? Ao que parece o interesse da Europa é dificultar a chegada de imigrantes ilegais, mas sem combater as causas da imigração (em massa). (CM-Uma nota que seria cômica, não fosse trágica é a da declaração do primeiro ministro inglês David Cameron à BBC de que a marinha inglesa estava pronta para ajudar no resgate de refugiados, mas nem pensar receber estes refugiados no Reino Unido.Sem dúvida estamos diante de um homem de coração imenso. Imenso e podre.Não é uma surpresa que a Anistia Internacional tenha considerado o plano como “totalmente inadequado” e “quase além das palavras”)

É importante a adoção de medidas para evitar a alta mortandade de imigrantes que tentam cruzar o mediterrâneo, assim como medidas para integrar e recebê-los, porém não pode ficar só nisso. A Europa irá continuar a receber milhares de imigrantes em situação desesperadora que acabarão nas ruas e periferias, sem emprego e sem esperanças e ponto? Sim, a Europa precisa assumir sua responsabilidade e mesmo receber o máximo de imigrantes que puder comportar, mas sem tratar das causas, os remédios adotados terão sempre prazo de validade curto e efeitos colaterais terríveis.

A DIMENSÃO DA SEGURANÇA

A experiência tem demonstrado que os refugiados e outras pessoas deslocadas podem trazer benefícios às regiões onde se instalam. Podem atrair a assistência internacional para uma região que tenha, até aí, sido privada de ajuda ao desenvolvimento. Por vezes, têm conseguido introduzir novas técnicas agrícolas e capacidades empresariais na comunidade de acolhimento, contribuindo desta forma para o desenvolvimento da economia. Em muitas situações, os refugiados têm fornecido uma mão-de-obra barata e motivada, utilizada pelos empregadores locais para aumentar a produção e expandir a oferta de serviços.Ao mesmo tempo, contudo, movimentos maciços da população podem, potencialmente, infligir graves danos ao ambiente e às infra-estruturas das regiões que os recebem, reduzindo desta forma o seu potencial de desenvolvimento. Quando um grande número de pessoas deslocadas e carentes se instala num local, para sobreviver são frequentemente obrigadas a colher grandes quantidades de lenha, ocupar grandes extensões de terra, sobrecarregando as infra-estruturas coletivas, nomeadamente poços, sistemas de abastecimento de água, escolas e centros de saúde.

Esforços locais e internacionais de assistência humanitária podem querer apoiar as condições de vida dos que chegam, querem mesmo trazer algum auxílio à população residente. Contudo, ao mesmo tempo, programas de assistência de grandes dimensões podem exercer uma forte pressão sobre estradas, pontes e infra-estruturas de armazenamento locais, obrigando os governos a desviar a sua atenção das atividades de desenvolvimento para as necessidades da assistência.Nessas circunstâncias, podem facilmente surgir tensões e conflitos entre os novos migrantes e a população residente, sobretudo quando não partilham a mesma origem étnica nem a mesma língua. Em algumas situações, um influxo de refugiados ou de pessoas deslocadas pode alterar o equilíbrio demográfico de toda uma região, o que pode ser fácilmente ser explorado por políticos e líderes locais. Em outros casos, são as próprias populações de refugiados que podem encontrar-se divididas em grupos ou facções opostos, transportando as suas rivalidades e conflitos para dentro da comunidade de acolhimento.De acordo com o direito internacional, entende-se que quando um Estado concede asilo a uma população de refugiados, o faz por razões puramente humanitárias, não devendo esta atitude ser interpretada como um sinal de hostilidade para com o país de origem. Na prática, porém, movimentos transfronteiriços de populações têm sido uma quase inevitável fonte de atritos entre os países em questão.

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Visão pessoal….

A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) alerta sobre as vergonhosas consequências acerca da não consideração de seus deveres humanitários e pede que os líderes da União Europeia (UE) repensem radicalmente suas políticas para oferecer alternativas seguras e legais para que as pessoas possam buscar refúgio e asilo na Europa; MSF pede específicamente aos líderes da UE que enviem recursos adequados imediatamente, permitindo que a Grécia e a Itália garantam efetivamente proteção adequada e uma recepção em condições humanas nos pontos de chegada. Os governos da Itália e da Grécia também precisam demonstrar comprometimento mais claro com a melhora das condições para imigrantes e requerentes de asilo que chegam às suas fronteiras.A situação em deterioração não se justifica pelo número inadministrável de imigrantes e refugiados. É resultado direto da escassez crônica de políticas na União Européia para lidar com a chegada de pessoas. Os países-membros desperdiçam tempo discutindo o fechamento das fronteiras, a construção de cercas e disparando ultimatos ameaçadores uns aos outros. Isso não vai fazer com que as pessoas deixem de vir e vai apenas dificultar quaisquer esforços colaborativos para assistir pessoas em necessidade.Ainda mais vergonhoso, diante do sofrimento extremo, é o posicionamento mais duro adotado por Estados-membros: França e Áustria reforçaram o controle nas fronteiras; a Itália ameaçou impedir que barcos estrangeiros desembarquem imigrantes; e a Hungria anunciou um muro na fronteira com a Sérvia.Após a morte de 1.800 pessoas este ano, o financiamento para atividades de busca e resgate no mar, finalmente, triplicou no último mês. No entanto, muito pouco é feito para oferecer assistência e condições de recepção adequadas às pessoas;Em vez de argumentar acerca da solidariedade entre Estados-membros, é tempo da UE agir de forma concreta para ajudar as pessoas que fogem de terríveis crises humanitárias e acordarem políticas que sejam efetivas, humanas e fundamentadas na compaixão pelas pessoas, em substituição ao discurso hostil de rejeição institucional.Embora não o admita – principalmente os países que participaram diretamente dessa sangrenta imbecilidade –, a Europa de hoje, nunca antes sitiada por tantos estrangeiros, desde pelo menos os tempos da queda de Roma e das invasões bárbaras, não está colhendo mais do que plantou, ao secundar a política norte-americana de intervenção, no Oriente Médio e no Norte da África.Os Estados Unidos, os maiores responsáveis pela situação, sequer cogitam receber – e nisso deveriam estar sendo cobrados pelos europeus – parte das centenas de milhares de refugiados que criaram, com sua desastrada e estúpida doutrina de “guerra ao terror”, de substituir, paradoxalmente, governos estáveis por terroristas, inaugurada pelo “pequeno” Bush, depois do controvertido atentado às Torres Gêmeas.”A maior nação do mundo” tem a maior falta de Consciência Planetária de todas e o menor índice de que as coisas vão mudar no mundo e é difícil acreditar que uma nova Europa homogênea, solidária, universal e próspera, emergirá no futuro de tudo isso, quando os novos imigrantes chegam em momento de grande ascensão da extrema-direita e do fascismo, e neonazistas cercam e incendeiam, latindo urros hitleristas.Por enquanto,os imigrantes continuarão chegando à suas fronteiras, desembarcando em suas praias, invadindo seus trens, escalando suas montanhas, todas as semanas, milhares de pessoas, que, cavando buracos e enfrentando jatos de água, cassetetes e gás lacrimogêneo, não tendo mais bagagem que o seu sangue e o seu futuro reunidos nos corpos de seus filhos, irão cobrar seu quinhão de esperança e de destino, e a sua parte da primavera de um continente privilegiado, que para chegar aonde chegou, fartou-se de explorar as mais variadas regiões do mundo.Os refugiados apelam claramente à consciência humanitária(?). São por definição pessoas que necessitam de proteção; Alguns são vítimas do terror político, perseguidos devido à sua raça, origem étnica, religião ou à suas convicções;(Onde está a tão proclamada consciência que virá para criarmos uma Nova Terra?Sim, os tempos maravilhosos virão, mas teremos de resolver inúmeros problemas de todas as ordens humanas, antes de podermos gozar essa Nova Terra,humana,solidária,fraterna-que não virá enquanto não tomarmos atitudes que justifiquem sermos merecedores dela) ;Outros fogem porque a sua vida ou liberdade se encontram ameaçadas pela guerra, por conflitos internos ou pela violência social.Os indivíduos, famílias e comunidades que decidem sair do seu próprio país e procurar refúgio em outro lugar, fazem-no normalmente por sentirem que não têm outra alternativa. Para alguns, tornar-se refugiado representa o último ato de um longo período de incerteza, uma decisão angustiante tomada apenas após terem falhado todas as restantes estratégias de sobrevivência. Em outros casos, trata-se de uma reação instintiva á circunstâncias imediatas que põem a sua vida em risco.Essa situação toda coloca em pauta a época em que vivemos, de grandes transformações;mas, não basta apenas estarmos em uma época onde temos ondas cósmicas derramando energias, portais se abrindo,canalizações cada vez mais contundentes de que a hora da libertação está próxima;isso é uma catástrofe real, não imaginária,up to date, que põe na pauta do dia a atitude humanitária da humanidade como um todo, além de colocar á prova o nível de consciência em que a humanidade como um todo, está;Isso é inquestionável.Temos uma massa crítica pouco significativa em termos mundiais/planetários, que pode fazer muito pouco para tentar equilibrar o enorme desequilíbrio/falta da consciência planetária necessária para uma verdadeira mudança de paradigma.

 

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Inspiração….

DW-WORLD.de. Comissão Européia quer programa comum de acolhimento de refugiados. Disponível em:<http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4712059,00.html>

POOLE, Hilary, et.al. Direitos Humanos: referências essenciais. Traduzido por Fábio Larsson. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo: Núcleo de Estudos da Violência, 2007. 488 p. (Série Direitos Humanos; 3).

GOTAZÁR ROTAECHE, Cristina J. Derecho de asilo y “no rechazo” del refugiado. Madrid. Universidad Pontifícia Comillas, DIKINSON, 1997.

IG São Paulo. Líder francês pede sanções enquanto refugiados deixam a Líbia. Disponível em:<http://ultimosegundo.ig.com.br/revoltamundoarabe/lider+frances+pede+sancoes+enquanto+refugiados+deixam+a+libia/n1238103708910.html>

JUBILUT, Liliana Lyra e APOLINARIO, Silvia Menicucci. O. S.. A necessidade de proteção internacional no âmbito da migração. Rev. direito GV [online]. 2010, vol.6, n.1, pp. 275-294. ISSN 1808-2432.

MILESI, Rosita. Refugiados: realidade e perspectivas. Brasília: CSEM/IMDH; Edições Loyola, 2003. Série Migrações, 8.

Portal IG. França é o primeiro país europeu e do ocidente a romper as relações com o governo de Kadafi. Disponível em:<http://ultimosegundo.ig.com.br/revoltamundoarabe/libia+suspende+relacoes+diplomaticas+com+a+franca/n1238152379005.html>

UNHCR.org. UNHCR calls for action to alleviate humanitarian situation on Lampedusa. Briefing Notes. Disponível em:<http://www.unhcr.org/4

UNICRIO.org. Sobe para 10 mil o número de Tunisinos que chegaram à Itália em 2011. Disponível em: http://unicrio.org.br/sobe-para-10-mil-o-numero-de-tunisinos-que-chegaram-a-italia-em-2011/.

VEJA.com. Cruz Vermelha se prepara ‘para o pior’ no confronto líbio. Disponível em:http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/cruz-vermelha-se-prepara-para-o-pior-no-confronto-libio.

VEJA.com. Imigrantes e Refugiados na Europa. Disponivel em:<http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/imigrantes-refugiados/index.html>


Em matéria divulgada pelo DW WORLD em 29/11/2010, um dos principais temas da terceira cúpula entre a UE e a União Africana foi o fluxo de imigrantes ilegais entre os dois continentes. Disponível em:< http://www.dw-world.de/dw/article/0,,6275447,00.html>

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O predomínio da Mente Espiritual…

Resultado de imagem para imagens sobre a mente humanaNa avaliação e reconhecimento da mente, deveria ser lembrado que o universo não é nem meramente mecânico, nem mágico; ele é uma criação da mente e um mecanismo com leis. Na aplicação prática, contudo, se as leis da natureza operam naquilo que parecem ser os reinos duais do físico e do espiritual, na realidade, eles são apenas um. A Primeira Fonte e Centro é a causa primordial de toda a materialização e, ao mesmo tempo, é o Pai primeiro, e o Pai final de todos os espíritos.

Os mecanismos não dominam, absolutamente, toda a criação; o universo dos universos é totalmente planejado pela mente, feito pela mente e administrado pela mente. Mas o mecanismo divino do universo dos universos é por demais perfeito, no todo, para que os métodos científicos da mente finita do homem nele possam discernir, por um mínimo que seja, o domínio da mente infinita. Pois a mente que cria, controla e mantém não é nem a mente material, nem a mente da criatura; é a mente do espírito, funcionando nos níveis criadores da realidade divina e a partir deles.

A capacidade de discernir e descobrir a mente, com base nos mecanismos do universo, depende inteiramente da habilidade, escopo e capacidade da mente investigadora empenhada na tarefa de observação. As mentes do espaço-tempo, organizadas a partir das energias do tempo e do espaço, ficam sujeitas aos mecanismos do tempo e do espaço.

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O movimento e a gravitação no universo são facetas gêmeas do mecanismo impessoal do espaço-tempo, no universo dos universos. Os níveis, para o espírito, a mente e a matéria, de sensibilidade à gravidade, são totalmente independentes do tempo, mas apenas os níveis verdadeiros da realidade do espírito são independentes do espaço (são não-espaciais). Os níveis mais elevados da mente do universo — os níveis da mente espiritual — podem também ser não-espaciais, mas os níveis da mente material, tais como os da mente humana, são sensíveis às interações da gravitação do universo, apenas quando perdem essa sensibilidade à proporção que se identificam com o espírito. Os níveis da realidade do espírito são reconhecidos pelo seu conteúdo de espírito; e a espiritualidade no tempo e no espaço é medida na proporção inversa da sensibilidade à gravidade linear.

A sensibilidade à gravidade linear é uma medida quantitativa da energia não-espiritual. Toda a massa — ou energia organizada — está sujeita a essa atração, a menos que o movimento e a mente atuem sobre ela. A gravidade linear é a força de coesão, de curto alcance, do macrocosmo, do mesmo modo que as forças da coesão interna do átomo são as forças de curto alcance do microcosmo. A energia física materializada, organizada naquilo que se chama de matéria, não pode atravessar o espaço sem ter a sua sensibilidade à gravidade linear alterada. Se bem que essa sensibilidade à gravidade seja diretamente proporcional à massa, ela é modificada pelo espaço intermediário, de um modo tal que o resultado final, quando expresso pelo inverso do quadrado da distância, nada mais é que grosseiramente aproximado. O espaço finalmente predomina sobre a gravitação linear por causa da presença, nele, das influências antigravitacionais de numerosas forças supramateriais que operam neutralizando a ação da gravidade e todas as respostas a ela.

Os mecanismos cósmicos extremamente complexos, e que aparentam surgir de um modo altamente automático, tendem sempre a esconder a presença da mente intrínseca que os originou ou criou, para toda e qualquer inteligência, no universo, que esteja em um nível muito abaixo daquele da natureza e capacidade do mecanismo em si mesmo. E, por isso, torna-se inevitável que os mecanismos mais elevados do universo pareçam, para as ordens mais baixas de criaturas, não ter mente. A única exceção possível dessa conclusão seria a de atribuir uma mente ao incrível fenômeno de um universo, que aparentemente se automantém — mas essa é uma questão para a filosofia, mais do que de experiência real.

Como a mente coordena o universo, a rigidez dos mecanismos não existe. O fenômeno da evolução progressiva, associado à automanutenção cósmica, é universal. A capacidade de evolução do universo é inexaurível à infinitude da espontaneidade. O progresso, no sentido da unidade harmoniosa, a síntese experiencial crescente superposta a uma complexidade sempre crescente de relações, só poderia ser alcançado por uma mente que tenha propósito e que seja dominante.

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Quanto mais elevada for a mente do universo, associada a um fenômeno universal qualquer, tanto mais difícil torna-se descobri-la para os tipos mais baixos de mente. E, já que a mente do mecanismo do universo é a mente-espírito criativa (a própria mente do Infinito), ela nunca pode ser descoberta ou percebida pelas mentes de nível baixo do universo; e muito menos pela mente mais baixa de todas, a humana. A mente animal em evolução, conquanto seja naturalmente buscadora de Deus, não é por si mesma, nem em si mesma, inerentemente conhecedora de Deus.

 Modelo e Forma — O Predomínio da Mente

A evolução dos mecanismos implica e indica a presença oculta e a predominância da mente criativa. A capacidade do intelecto mortal de conceber, projetar e criar mecanismos automáticos demonstra que as qualidades superiores, criativas e plenas de propósito, da mente do homem, são a influência dominante no planeta. A mente tende sempre para a:

 1. Criação de mecanismos materiais.
 2. Descoberta de mistérios ocultos.
 3. Exploração de situações remotas.
 4. Formulação de sistemas mentais.
 5. Alcance dos objetivos da sabedoria.
 6. Realização de níveis do espírito.
7. Cumprimento dos destinos divinos — supremos, últimos e absolutos.

mente é sempre criativa. O dom da mente de um indivíduo animal, mortal, ascendente espiritual ou que tenha alcançado a finalidade, é sempre competente para produzir um corpo adequado e útil para a identidade da criatura vivente. Todavia, o fenômeno da presença de uma personalidade, ou do modelo de uma identidade, como tal, não é uma manifestação de energia, seja física, mental ou espiritual. A forma da personalidade é o aspecto modelar de um ser vivo; denota uma ordenação das energias, e isso, acrescentado à vida e ao movimento, é o mecanismo da existência da criatura.

A MENTE CÓSMICA 

A conexão da mente cósmica com a ministração dos espíritos ajudantes da mente desenvolve um tabernáculo físico adequado para o ser humano em evolução. De um modo semelhante, a mentemoroncial(perispiritual) individualiza a forma moroncial para todos os sobreviventes mortais. Do mesmo modo que um corpo mortal é pessoal e característico para cada ser humano, assim, a forma moroncial será altamente individual e adequadamente característica da mente criativa que o domina.

Não há duas formas moronciais sequer parecidas, como não há dois corpos humanos idênticos. E, após a vida moroncial, será constatado que as formas do espírito são igualmente diferentes, pessoais e características das respectivas mentes-espíritos que residem nelas.Vós, num mundo material, pensais em um corpo como tendo um espírito; mas nós consideramos o espírito como tendo um corpo. Os olhos materiais são verdadeiramente as janelas da alma que nasce do espírito. O espírito é o arquiteto, a mente é o construtor, o corpo é a edificação material.

O espírito é a realidade criativa; a contraparte física é o reflexo, no tempo-espaço, da realidade do espírito, a repercussão física da ação criativa da mente-espírito.mente domina universalmente a matéria, exatamente como esta, por sua vez, é sensível e responde ao controle último do espírito. E, no homem mortal, apenas aquela mente que livremente se submete ao direcionamento do espírito pode almejar sobreviver à existência mortal do espaço-tempo, tal uma criança imortal do mundo eterno do espírito do Supremo, do Último e do Absoluto: o Infinito.

Resultado de imagem para imagens sobre menteMistérios da Mente

Sintomas intrigantes e síndromes raras nos lembram que, apesar dos avanços científicos, a dinâmica cerebral permanece um enigma, ainda longe de ser desvendado – mas nem por isso menos fascinante.

No prefácio de seu volumoso livro Como a mente funciona, o psicólogo e lingüista canadense Steven Pinker avisa: “Não entendemos como a mente funciona”. E cita o também lingüista americano Noam Chomsky, para quem nossa ignorância pode ser traduzida em “problemas e mistérios”. “Quando estamos diante de um problema, podemos não saber a solução, mas temos insights, acumulamos conhecimento crescente sobre o tema e temos uma vaga idéia do que buscamos. Porém, quando nos defrontamos com um mistério, ficamos ao mesmo tempo maravilhados e perplexos, sem ao menos uma idéia de qual seria sua explicação.” O desafio que constitui a compreensão do funcionamento mental permanece um mistério. Ainda estamos longe de desvendá-lo, mas não resta dúvida de que os primeiros passos foram dados.Com recentes descobertas, entretanto, o interesse demonstrado por especialistas – e também por leigos – em questões relacionadas ao psiquismo vem ganhando cada vez mais impulso. Muitos tentam mesmo explicar o que há poucos anos era tido como inexplicável. Os mais céticos consideravam o tema impossível de ser abordado do ponto de vista científico: a mente como um todo e os fenômenos a ela relacionados – como o pensamento, a memória e a própria consciência.

Quais as ferramentas de que dispõem os pesquisadores para se aventurar nessa imprevisível caminhada? Desde o momento em que se debruçaram sobre o assunto, apropriaram-se de recursos mais sofisticados a cada dia. A tomografia computadorizada desenvolvida no começo da década de 80 foi um grande salto: permitiu visualizar o cérebro em suas mínimas particularidades. A ressonância magnética, difundida desde o início dos anos 90, amplificou as imagens do sistema nervoso central e rapidamente se popularizou entre os cientistas. Alguns registros, como os obtidos de PET scans e ressonância magnética funcional, mostram o cérebro em atividade e podem desenhar as diversas áreas cerebrais em ação. Dessa forma documenta-se, em tempo real, as regiões envolvidas em processos complexos, como há duas décadas ninguém poderia imaginar.

É possível, por exemplo, determinar que áreas são acionadas quando resgatamos uma lembrança querida, fazemos cálculos ou nos sentimos culpados ao nos lembrarmos de um delito. Apesar desses avanços, a medicina não abandonou a análise meticulosa dos pacientes. O estudo dos casos clínicos, que tem como ferramenta a observação arguta do examinador aliada à tecnologia disponível, torna essa aventura cada vez mais atraente.

Resultado de imagem para imagens de livros sobre a mente humanaPATOLOGIAS

Chamam a atenção dos pesquisadores patologias “estranhas” – como a incapacidade de distinguir faces (prosopagnosia); a impossibilidade de reconhecer como nossas partes do próprio corpo em razão de uma doença neurológica (anosognosia); transtornos mentais que nos levam a acreditar piamente que pessoas próximas são impostoras (síndrome de Capgrass) e ainda distúrbios assustadores, como o que faz com que algumas pessoas se recusem a enterrar seus mortos queridos (mumificação). Tais manifestações constituem objeto de atração para as neurociências não pela extraordinária estranheza das suas características, mas porque permanecem como rico manancial de informações. Talvez, compreender esses quadros ajude médicos e pesquisadores a entender melhor os delírios e as alucinações de que padecem esquizofrênicos, ou os múltiplos aspectos da depressão.

Apesar do peso de nossa oceânica ignorância, temos encurtado as distâncias com velocidade cada vez maior. Avanços tecnológicos estão mais e mais disponíveis e podemos hoje falar de maneira quase rotineira em terapias com estimulações magnética transcraniana e cerebral profunda com eletrodos para alívio de sintomas como transtorno obsessivopulsivo (TOC) refratário, síndrome de Tourette e depressão grave – distúrbios para os quais um número significativo de pacientes não encontra alívio com medicamentos e outras modalidades de tratamento.

A irredutível constatação de que o exame de PET scan em pacientes com transtornos neuropsiquiátricos graves apresenta alterações metabólicas em áreas específicas do cérebro foi o ponto de partida para pôr em prática essas novas modalidades terapêuticas. Com a estimulação de uma área específica do cérebro, se consegue modular outras regiões e, dessa forma, vários circuitos hipofuncionantes entram em atividade, levando, portanto, à melhora dos sintomas clínicos.Em linhas gerais, render-se ao fascínio dos mistérios e empenhar-se em desvendá-los para tomar mais confortável a existência de grande número de pessoas são hoje o grande desafio dos estudiosos das ciências da mente.

a mente humanaVisão pessoal….

A mente, nos seres em atividade, não está separada da energia nem do espírito, nem de ambos. A mente não é inerente à energia; a energia é receptiva e sensível à mente; a mente pode ser superposta à energia, mas a consciência não é inerente ao nível puramente material. Não é necessário que a mente seja acrescentada ao espírito puro, pois o espírito é inatamente consciente e capaz de identificação. O espírito é sempre inteligente, de algum modo é dotado de mente.Pode ser esta ou aquela mente, pode ser a pré-mente ou a supramente, ou mesmo a mente espiritual, mas o fato é que ela executa o equivalente a pensar, e saber. O discernimento do espírito transcende, sobrepõe-se e teóricamente precede à consciência da mente.A mente que é infinita ignora o tempo, a mente última transcende ao tempo, a mente cósmica é condicionada pelo tempo. E é, assim também, com o espaço: a Mente Infinita é independente do espaço, mas à medida que desce do nível do infinito até os níveis ajudantes da mente, o intelecto deve ter em conta, crescentemente, a existência e as limitações do espaço.A força cósmica reage à mente, assim como a mente cósmica reage ao espírito. O espírito é propósito divino, e a mente espiritual é propósito divino em ação. A energia é coisa; a mente é significado; o espírito é valor. Mesmo no tempo e no espaço, a mente estabelece aquelas relações relativas, entre a energia e o espírito, que são indicativas de semelhança mútua na eternidade.A mente transmuta os valores do espírito em significados do intelecto; a volição tem poder para frutificar os significados da mente, tanto no domínio material quanto no espiritual. A ascensão á Unidade envolve um crescimento relativo e diferencial em espírito, mente e energia e a personalidade é a unificadora desses componentes da individualidade experiencial.

Inspiração….

Revista Scientific American – por  Dr Edson Amâncio-Neurocirurgião, pós-graduado pela UNIFESP e autor de O Homem que fazia chover e outras histórias inventadas pela mente(Barcarolla, 2006).

Energia – Mente E Matéria

A Escola sobre O Livro de Urântia na Internet (Urantia Book Internet School – UBIS)

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O declínio do Cristianismo, o crescimento do Islamismo e a necessidade de evangelizar(?) a Europa pluriracial

Resultado de imagem para imagens sobre o pastor edirO CRESCIMENTO DAS IGREJAS PELO MUNDO

 Por que as igrejas evangélicas e outras crescem tanto?

“As evangélicas que mais crescem facilitam a vinda, a entrada e a permanência dos fiéis. As pessoas se sentem de forma quase imediata tocadas por Deus, perdoadas, acolhidas.”

Fernando Lodoño, professor noPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Religião da PUC-SP

“As mulheres são peças- chave porque são elas que buscam ajuda. O homem é mais desconfiado. Elas choram para a amiga, vão à igreja, falam do que estão sofrendo, testam e, se dá certo, ficam encarregadas de convencer a família. E convencem.”

Luiz Felipe Ponde, filósofo e psicanalista

“Durante cada recessão americana entre 1968 e 2004, o taxa de crescimento de igrejas evangélicas aumentou 50% nos EUA. Em comparação, as fés tradicionais continuaram seu declínio, ainda que mais devagar.”

David Beckworth, professor de economia da Texas State University

Esta foto ao lado é da Igreja do “Evangelho Pleno” (Full Gospel Church), situada na Coréia e liderada pelo Dr. Yongi Cho. Ela é a maior igreja do mundo, com cerca de 1 milhão de membros que se reúnem em “células” (os Pequenos Grupos) e têm um encontro semanal de celebração.

Outro exemplo clássico de “mega-igreja” é a Saddleback Church, fundada pelo Pr. Rick Warren. Ela passou de 2 membros (o casal Warren) para mais de 20 mil membros, em poucos anos. Os “segredos” para o sucesso estão no livro “Uma Igreja com Propósitos”, do Pr. Warren.

Por que igrejas assim cresceram tanto? O que elas fizeram para atingirem marcas tão assombrosas de números de membros? O que as chamadas “mega-igrejas” realizaram para adquirirem este título?

As 8 Marcas de Qualidade

O fenômeno de crescimento de igrejas é estudado no mundo todo, e um dos teóricos mais influentes nesta área é um alemão chamado Christian Schwartz. Ele fez um pesquisa em 32 países nos 5 continentes, entrevistando líderes de mais de 1000 igrejas, para tentar descobrir os fatores que levaram algumas delas a crescer… e outras a não crescer.

O resultado desta pesquisa está em uma série de livros que o Dr. Schwartz publicou, dentre eles “O Desenvolvimento Natural da Igreja”, publicado no Brasil pela Editora Evangélica Esperança, de Curitiba.

Em sua vasta pesquisa, ele descobriu que existem 8 tópicos de qualidade que medem o nível de possibilidade de crescimento de uma igreja. Isso quer dizer que a aplicação ou não destes 8 princípios é que determinará se uma congregação tem condições de se desenvolver e tornar-se uma grande igreja.
(As orientações são simples… e até óbvias… mas servem muito bem para analisarmos por onde anda nossa “Consciência Expandida mundial da Nova Era” )

 1 – Liderança capacitadora

Aqui entra o papel importantíssimo do líder da Igreja (o pastor distrital e o Ancião local), bem como dos demais líderes/oficiais da Igreja. Cada líder deve estar preparado para se aperfeiçoar em sua liderança eclesiástica e, especialmente, capacitar novos líderes para assumirem as funções que forem surgindo.(As instruções e manuais de liderança, tipo Coaching, tem de ser estudadas e permanentemente recicladas para atingir o maior número de pessoas possíveis, utilizando-se da melhor retórica possível neurolinguística, coisa estudada com afinco para quem quer ser líder)

 2 – Ministérios orientados 

Cada um desempenha sua parte  exatamente no local que deveria estar, de acordo com a conveniência e com os fiéis disponíveis;existe, nas igrejas que crescem, a preocupação em colocar pessoas em cargos por conveniência político-partidária, ou nepotismo ou amizades.(Isso facilita as relações e as trocas de favores,o que acontece para que a igreja cresça em tamanho e templos, sem contar a parte financeira.)

3 – Espiritualidade em alta

Os membros destas igrejas são pessoas “altamente motivadas” em sua adoração a Deus. Eles se sentem felizes em participarem dos cultos e estão sempre animados a trazerem amigos para que também sejam inflamados pelo mesmo sentimento. Esses membros possuem uma forte  “paixão” pela sua fé.(O ar de otimismo que as coisas se resolvem por este tipo de comportamento é altamente estimulado entre os fiéis, a confiança e a eliminação de duvidas sobre a igreja que está frequentando)

4 – Estruturas funcionais

Nada de programas ou projetos formais e ultrapassados. Se algo não está cumprindo seu objetivo, deve ser descartado e substituído por outra estrutura que funcione. O formalismo  que tanto caracterizam as igrejas que estão morrendo, não é visto nas igrejas que crescem, porque em tais igrejas tudo é feito unicamente com um objetivo: semear a Palavra interpretada segundo as leis dessa igreja ostensivamente e com prognósticos sempre voltados para a solução dos problemas mais imediatos dos fiéis, e tudo que esteja sendo feito de modo a não alcançar esta “função” é colocado de lado.( Como sempre , eles dão o peixe do jeito que acham que ele se parece, sem vara nenhuma para pescar, já que não existe vara e sim, o pescador, que pesca o peixe prá voce)

5 – Culto inspirador

Este é o contrário do culto” monótono,contemplativo, frio e sem vida” que eles repudiam por não “surtir o efeito necessário”. Os adoradores saem do culto com a sensação de que REALMENTE tiveram um encontro com Deus, e que modificará suas vidas dali em diante.(O que mais se vê são os shows de cura ao vivo, os exorcismos aberradores,as pessoas em desespero e consoladas insistentemente através de interpretações tendenciosas da Palavra e a coleta de donativos para continuar a Obra,provando a baixa consciência espiritual das pessoas aproveitando a vida difícil e o desespero das situações nas quais elas vivem)

6 – Grupos familiares

Esse é o que chamamos na IASD de “Pequenos Grupos”, e que outras denominações também chamam de “células”. As igrejas que crescem são aquelas que mantêm um arrojado programa de encontros semanais entre seus membros, fora do ambiente do templo, mas reuniões estas voltadas a um maior entrosamento entre os grupos menores da igreja e entres eles, o contato com o “Pai”;( É nos PGs, por exemplo, onde os “métodos de pregação” são fortalecidos e os” projetos evangelísticos” mais ambiciosos são colocados em prática.)

7 – Evangelização guiada para as necessidades

Este é um importantíssimo fator de crescimento, segundo as pesquisas do Dr. Schwartz, pois as igrejas que crescem fazem seus cultos, projetos, programas, etc., sempre com o objetivo de alcançarem os chamados “sem-igrejas”, ou seja, pessoas que estão buscando  ajuda espiritual ,de “ouvirem a pregação do Evangelho”-na interpretação deles- e aceitarem “Jesus em suas vidas”. Os sermões são escolhidos com vistas a estes objetivos, e as pessoas que visitam estas igrejas saem com a certeza de que não foram meros “visitantes”, mas que tudo que ali foi realizado teve o objetivo de falar-lhes ao coração.(Sempre valorizando este tipo de sentimento, pois a pessoa sente que algo ou alguém está cuidando dela, e que vai resolver seus problemas, daqui prá frente tudo vai ser diferente-mais uma vez o peixe vem pronto, sem que a pessoa raciocine de onde veio,porque veio e o que isso significa na realidade, fica para segundo plano.Mais uma vez a consciência não existe ali, sómente o ego e o desejo de resolver seus problemas mais imediatos-espiritualidade zero-)

8 – Relacionamentos marcados pelo” amor fraternal”

E como pode se medir o nível de relacionamento de amor entre os membros? Através das atitudes para com os que erram, do tempo que é gasto entre os membros fora dos limites do culto, dos encontros informais de confraternização entre eles, da quantidade de refeições que eles fazem juntos mensalmente, etc. Os membros das igrejas que crescem aprendem que não são apenas “irmãos”, mas que são, acima de tudo, amigos uns dos outros… para todas as horas.(Nenhuma ovelha será perdida, haja o que houver e para isso tem método para tudo,Palavra que convence,atitude do chefe que entende e continuamos cada vez mais inconscientes-esse é o maior objetivo que se compreende)

O QUE FAZER/PENSAR DIANTE DISSO?

Bem, resumidamente, é isto que se descobriu sobre os “segredos” utilizados pelas igrejas que mais crescem no mundo para terem se tornado o que são. A seita/doutrina/Igreja/Congregação interessada em verem suas igrejas crescerem, tanto quantitativa quanto qualitativamente, é só estudar mais sobre o assunto já que vão encontrar consciências dispostas a acolherem tudo isso sem titubear muito menos questionar; Observemos que o crescimento numérico dessas igrejas é uma CONSEQUÊNCIA do nível de comprometimento com as normas citadas acima ,a  consagração de seus funcionários á causa  e a eficiência que seus membros atingiram ao longo do processo, como uma empresa.

Alguns conselhos retirados de normativas de Igrejas pentencostais, evangélicas,adventistas,e outras por aí,fornecidas por pessoas que já frequentaram e/ou tiveram membros familiares envolvidos com a administração delas;Observem o conteúdo da cartilha-

Algumas sugestões para você verificar como pode aplicar estes conceitos universais em sua igreja local (o pastor do seu distrito certamente tem todo o material que sua igreja necessitará nesta empreitada rumo à Qualidade Total):

1. Reúna a liderança da igreja e promova um curso de capacitação em Princípios Básicos de Liderança. Isso ajudará a iniciar o processo de fortalecimento e reavivamento da equipe.

2. Aplique o “questionário de dons” entre os membros da equipe de líderes, em primeiro lugar, e depois com toda a igreja. Dessa forma, se descobrirão os potenciais “cabeças” nas diversas áreas de atuação da igreja. Cada um fazendo o que gosta e sabe fazer, é a melhor maneira de reavivar uma igreja e torná-la em um exemplo de sucesso, para glória de Deus.

3. Os membros precisam de um reavivamento da verdadeira fé. Nada de legalismo, fanatismos ou arrogância doutrinária! O que importa para ter uma fé contagiante e firme é a certeza de que somos pecadores, mas que Jesus nos cobre com Seu manto de justiça, e nos concede, a cada dia, uma nova oportunidade. O resto é resto! Os cultos devem dizer isso para as pessoas. Infelizmente muito tempo tem sido perdido com uma modelo de culto frio e sem vida, e o resultado todos conhecemos: mornidão espiritual e falta de entusiasmo na fé.(O grifo é da cartilha ,atente para o detalhe)

4. Somente aquilo que dá certo deve ser mantido na estrutura de uma igreja que deseja crescer. Liturgias, programas e projetos que não somam em nada à evangelização devem ser colocados de lado.(sem comentários)

5. Faça dos cultos de sua igreja um momento de encontro VERDADEIRO com Deus. Nada de formalismos frios e sem-sentido, sermões enfadonhos e “chicoteantes”, músicas de funeral, rostos tristes e ambiente sombrio. O culto é o momento em que nos encontramos com o Deus do Universo, e isso deve ser sentido por aqueles que compartilham esse momento conosco. É uma pena que alguns ainda confundam “reverência” com “letargia”.( Para isso, temos que considerar a surdez divina, então vamos bradar aos berros e gritar muito o nome do Senhor….para ele nos ouvir- a empolgação e o frenesi torna tudo sempre mais agradável e recreativo)

6. Os Pequenos Grupos, infelizmente, não são uma realidade em todas igrejas, ainda. Mas há tempo de retomar este importantíssimo programa, e fazer de sua igreja um pedacinho do céu aqui na Terra.(Com certeza não é em uma Igreja na quinta dimensão que a maioria estará e sim ,segundo a própria Palavra usada para manipular,no quinto dos infernos)

7. Faça de cada culto um encontro evangelístico. Não deixe que o visitante se sinta um “estranho no ninho”, pois assim ele dificilmente desejará voltar. Os sermões, especialmente, devem ser voltados para as necessidades reais das pessoas, e não para os casuísmos promocionais ou espírito exibicionista do pregador.(muitas necessidades reais materias, diga-se de passagem, depois vem as familiares, depois as do emprego, depois os desafetos, depois….depois….e tudo será resolvido na Igreja á seu tempo, depois de muita doutrinação e contribuição-e a consciência continua a ver navios)

8. Promovam encontros informais entre os membros da igreja. Por exemplo: fazer um rodízio(??) entre os PGs para almoçar a cada sábado na casa de alguém (cada família levando um prato diferente). Isso traz um tremendo poder de aglutinação e fortalecimento da amizade entre os membros.( e o assunto será a Igreja 100% Jesus, todos irmãos na mesma consciência e ignorância, tudo conduzido pelo quesito  evangelizador-e viva o marketing inteligente de vender o tal peixe….)

É isso ai… se você deseja ver sua igreja crescer com poder e glória, espalhando o Evangelho Eterno em sua região, faça sua parte, e deixe que o Espírito Santo consiga fazer a d’Ele com o melhor ambiente possível.(Com o perdão da ironia….)

Resultado de imagem para imagens sobre o islãO CRESCIMENTO DO ISLÃ-dados jornalísticos do G1

 

 Resultado de imagem para imagens sobre o islãO Cristianismo no Velho Continente encontra-se em profundo declínio;tanto o protestantismo como o catolicismo tem nas últimas décadas perdendo seus adeptos tanto para o secularismo como o islamismo.
 As estatísticas apontam  para o fato de que o islamismo é a religião que mais cresce no mundo atualmente. Há pouco o Vaticano anunciou que, pela primeira vez na história, o número de muçulmanos ultrapassou o de católicos no mundo. Islâmicos somam 1,3 bilhão de seguidores ante 1,13 bilhão de católicos. Se não bastasse isso é perceptível também o fechamento de inúmeras igrejas;uma quantidade considerável de igrejas tem fechado seus templos dando lugar a templos muçulmanos e sómente na Alemanha, mais de oitocentos igrejas católicas e protestantes  foram fechadas desde o início da década de 1990. No entanto, este fenômeno que é chamado de “Euroislãmização”tem se espalhado por todo o continente.Os representantes da Igreja Católica na França há décadas alertam sobre as pessoas que estão abandonando a fé cristã e, com isso, abrindo espaço para o crescimento do Islã.
Um estudo realizado pelo Instituto Hudson em 2011 mostrou que na França , o Islã deverá ser a religião dominante em dez anos, deixando o domínio católico para trás. Ao mesmo tempo,  a Holanda, onde surgiu a Igreja Reformada,  tinha  mais de 4200 igrejas cristãs em 2011. Estima-se que 1400 delas não existirão mais até 2020. Mais de 900 igrejas foram fechadas no país desde 1970. Muitas hoje abrigam mesquitas.
 Segundo Silantiev Romano, professor da Universidade Estatal de Moscovo e estudioso do Islã, esses dados mostram uma tendência do cristianismo ser extinto na Europa como parte da rápida mudança no mundo. Para o estudioso, essa é uma derrota real para o Ocidente, que está perdendo inegavelmente espaço para o Islã, em um fenômeno de “ocupação cultural”.
Resultado de imagem para imagens sobre o islãDe acordo com Romano, a negação dos valores cristãos europeus, mostra que em algumas décadas o Velho Continente poderá estar dividido entre ateus (ou sem-religião) e os muçulmanos.
 O crescimento esperado do Islã em todo o mundo é talvez a descoberta mais surpreendente no recente relatório do Pew Research Center sobre o futuro dos grupos religiosos. Na verdade, os muçulmanos vão crescer duas vezes mais rápido que a população mundial global entre 2010 e 2050 e, na segunda metade deste século, provávelmente irá superar os cristãos como o maior grupo religioso do mundo.Enquanto a população mundial deverá crescer cerca de 35% nas próximas décadas, o número de muçulmanos deve aumentar em 73%. Sairá de 1,6 bilhão (em 2010), chegando a 2,8 bilhões em 2050.Atualmente, os muçulmanos são pouco mais de 23% da população mundial. Quatro décadas depois, devem beirar os 30%, ou seja, três em cada dez pessoas no mundo seguirão a Maomé.

A década de 2050 deverá marcar a “virada”, pois os muçulmanos serão quase tão numerosos quanto os cristãos, que segundo as projeções formarão 31,4% da população global.

Resultado de imagem para imagens sobre o islãAs principais razões para o crescimento do Islã envolvem aspectos demográficos simples. Os muçulmanos têm mais filhos do que os membros das outras grandes religiões. A mulher muçulmana tem uma média de 3,1 filhos, enquanto o mais perto disso são os cristãos, com 2,7. Os demais grupos todos têm menos de 2.O crescimento da população muçulmana também é ajudado pelo fato de terem a média de idade menor entre todos os principais grupos religiosos (23 anos em 2010). A maior percentagem de muçulmanos em breve estará no ponto de suas vidas em que as pessoas começam a ter filhos. Isto, combinado com altas taxas de fertilidade, vai acelerar o crescimento da população muçulmana.

Outro dado significativo é que mais de um terço dos muçulmanos estão concentrados na África e no Oriente Médio, regiões que segundo as projeções, terão os maiores aumentos populacionais. Apenas na América Latina e no Caribe os muçulmanos não terão um aumento significativo.Na Europa, os imigrantes são na maioria muçulmanos, enquanto o índice de adeptos do cristianismo cai a cada ano. Entre 2010 e 2050, estima-se que o cristianismo terá uma perda líquida de mais de 60 milhões de adeptos em todo o mundo.

Ao contrário do que afirmam os ateus, a maioria não se tornará ateísta, mas preferirá não estar ligado a um grupo religioso específico.

O OUTRO LADO DA QUESTÃO

Um dos erros mais comuns é a associação que se faz do Islã com a cultura árabe. Apesar de o Islã ter surgido na península arábica, e de ter na língua árabe – a língua do Alcorão – o fator de unidade, atualmente os árabes representam uma minoria nesse universo, menos de 18% do total. O próprio uso da palavra “árabe” expressa um preconceito, pois coloca sob o mesmo denominador, africanos, curdos, persas, turcos. Desconhecemos suas origens, suas culturas, suas tradições, as particularidades específicas de cada povo. Muito do que é passado pela mídia traz o viés do etnocentrismo, nós, o ocidente, civilizados, cultos, eruditos, belos e formosos, e eles, o oriente, a barbárie, a ignorância, o atraso. Como no século XIX, continuamos a impor a nossa maneira de ver o mundo, os nossos valores, nossa cultura, estes sim, verdadeiros e legítimos. Estranhamente apagamos de nossa memória o fato de que muito do nosso cotidiano é devido à cultura islâmica que dominou o mundo por muito tempo.
Esta postura, em grande parte, deve-se a uma política colonialista européia, iniciada no século XIX, que, ao “levar a civilização aos povos bárbaros”, na verdade representou um processo contínuo de apartheid, exploração, expropriação e genocídio. Muitas das questões que afligem o mundo contemporâneo têm origem nessa política de dominação.

(Todos esses movimentos, apesar de suas diferenças externas, são uma reação às dramáticas mudanças sociais, políticas e econômicas que vêm ocorrendo nos últimos 150 anos. As transformações são rápidas, adquiriram uma dinâmica própria e estão além do controle das pessoas comuns.)

Os muçulmanos em geral acalentam o sonho do estado islâmico, mas percebem que esse sonho vai ficando cada vez mais distante, diante do avanço inexorável de uma civilização global secular agressiva e teconológicamente mais avançada. Em seu movimento de reação, esses grupos acabam por enfatizar o lado material, porque mais fácil de ser controlado e de ser imposto ás pessoas. Na verdade, a violência do Taleban por exemplo, contra os que desrespeitam as regras, não deixa de ser a implementação da moderna visão de que a interferência do estado na vida das pessoas é a resposta para a maior parte dos problemas sociais.Mas, certamente o verdadeiro Islã não é isso e a prova é toda sua história de tolerância e convivência pacífica com as diversas culturas com as quais ele interagiu no decorrer dos séculos.

Em recente pesquisa realizada pelo HISTORIANET sobre a expansão do Islã, em um universo de mais de 650 pessoas, 48,1% manifestaram a opinião de que o Islã representa uma ameaça para o imperialismo americano. Trata-se de um percentual elevado que só demonstra como o preconceito existe e como está enraizado em nós. Desde cedo somos direcionados no sentido de ver o Islã como uma ameaça, seja política, religiosa ou social. No nosso imaginário, Islã é sinônimo de fanatismo, terrorismo. Um avião que cai, um prédio que explode, logo somos induzidos a achar que se trata de obra de algum muçulmano árabe fanático, em plena “guerra santa” contra o ocidente.

Para o professor egípcio Helmi Nasr, diretor do Centro de Estudos Árabes da Universidade de São Paulo, o islamismo “propõe uma existência ética em que todos são responsáveis diante de Deus”. Os homens não são donos de sua vida, de seus bens nem do planeta. Tudo pertence a Deus.“Para o muçulmano, os deveres vêm antes dos direitos”, diz  o filósofo francês Roger Garaudy, que converteu-se ao islamismo em 1982, quando tinha 69 anos. “O Alcorão condena o culto ao dinheiro e rejeita, radicalmente, os regimes baseados na acumulação de riqueza.” Assim, paradoxalmente, é o próprio materialismo contemporâneo que renova a atualidade do Islã – como seu antídoto.

O problema, portanto, é político, não religioso. “O fundamentalismo”, diz o professor palestino-norte americano Edward Said, autor de Orientalismo e professor da Universidade de Columbia, nos EUA, “é menos um retorno às fontes da religião em si e mais uma reação a governos corrompidos”.

Resultado de imagem para imagens sobre o islãO declínio da ‘marca’ Igreja

Carisma do Papa Francisco não impede perda de espaço e insatisfação de ‘consumidores’-por Brendan Canavan professor de marketing da Universidade de Huddersfield, Inglaterra.

Fonte;- http://theconversation.com/catholicisms-multi-billion-dollar-brand-is-struggling-despite-pope-francis-57595

A Igreja Católica é uma das mais antigas e lucrativas marcas da História. Os detalhes de suas finanças são imprecisos, mas esta vasta “multinacional” supera qualquer outra. A revista “The Economist”estimou que, em 2010, os gastos do ramo americano do catolicismo e suas várias entidades, provavelmente a mais rica e menos opaca das divisões dessa organização global, alcançaram US$ 170 bilhões, ou mais de cinco vezes o PIB do Paraguai. Ainda assim, está cheia de problemas.

Os problemas não são exclusividade da Igreja Católica. Marcas religiosas de todos os tipos enfrentam crises existenciais similares. De Meca (Islã) a Roma (catolicismo) e Varanasi (hinduísmo), mudanças socioculturais estão ultrapassando a capacidade das marcas religiosas tradicionais de acompanhá-las.

Como muitas marcas já descobriram, lidar com as consequências de uma desgraça é talvez mais importante que o escândalo em si. O fluxo incessante de manchetes negativas sobre abuso sexual por parte de padres, e seu encobrimento pela alta hierarquia, manchou irreparávelmente, para muitos, a marca Igreja Católica;Contudo, há uma ameaça ainda mais fundamental para o catolicismo: a irrelevância.É prova evidente da habilidade do Papa Francisco o fato de ele ter conseguido revigorar a posição da Igreja, apesar da contínua controvérsia sobre corrupção e abusos. Talvez, numa vida diferente, seu chamamento teria sido endereçado a uma agência de publicidade de ponta.

Resultado de imagem para imagens sobre o declinio do catolicismoA Igreja realinhou o foco para seu negócio principal – representar os fracos – e recuperou terreno através de suas campanhas associadas à paz, pobreza,migração e meio ambiente. Exemplo disso foi a decisão do Papa de levar três famílias de refugiados ao Vaticano após sua visita à ilha grega de Lesbos. Com isto, a Igreja emitiu uma mensagem mais forte, mais clara e mais urgente, obtendo efeito positivo junto a um grande público.Mas isto contrasta fortemente com os valores socio-culturais defendidos pelo catolicismo, que estão em oposição à maioria das atitudes morais vigentes em muitas partes do mundo. Tal tensão pode funcionar a curto prazo para marcas que buscam nichos de mercado, com pequenos grupos de leais seguidores. Mas defender valores minoritários obviamente não é viável num mercado de massa.

Por exemplo, a companhia de celulares Nokia era líder de mercado em 2007. Seis anos depois foi absorvida pela Microsoft porque não conseguiu atender às expectativas dos clientes quanto ao tamanho das telas dos aparelhos. Do mesmo modo, quais são as consequências de divergir da opinião pública em áreas como homossexualidade, igualdade de direitos para mulheres, casamento, sexo e paternidade? Talvez possamos vê-las no impressionante declínio do catolicismo em largas partes da Europa e nas Américas do Norte e do Sul.

Uma marca precisa ser duas coisas. Primeiro, uma solução para Resultado de imagem para imagens sobre o declinio do catolicismouma necessidade do consumidor. Humanos procuram significado num universo caótico e as religiões competem com fábricas de bebidas, varejistas, redes sociais, filmes e muitos outros para fornecer, se não respostas satisfatórias, pelo menos alternativas reconfortantes. A Igreja Católica não consegue mais oferecer soluções que agradem a muitos. E poucos acreditam em soluções propostas por uma marca desacreditada.Em segundo lugar, uma marca é uma comunidade. Quando essa comunidade se opõe a valores e identidades de muitos de seus membros, ela os empurra para fora. A perda de adeptos reduz a diversidade e prejudica a criatividade e a vibração que mantêm uma marca viva e atraente.

Quando as pessoas são empurradas para fora ou se sentem indesejáveis, elas procuram outro lugar. Clérigos homossexuais são forçados a esconder sua condição se quiserem permanecer. A comunidade LGBT católica monitora paróquias tolerantes com os gays. Muitos se separaram da corrente principal da Igreja – e a ameaça de um cisma em decorrência disto continua.

A descrença expande sem cessar sua fatia de mercado. Jovens nos EUA são significativamente menos religiosos que as gerações mais velhas. Enquanto isso, os que se ocupam dos nichos estão ativos – religiões que usam o sincretismo e fundem o cristianismo com crenças tradicionais ou modernas estão em rápida expansão na América Latina. Denominações cristãs não-católicas constroem megatemplos em toda a África. Esses competidores flexíveis se alinharam aos consumidores, interesses e panoramas locais para oferecer uma marca mais relevante e inclusiva.

Aprisionadas num mercado intermediário, correm o risco de a doutrina se tornar tão abertamente interpretada que uma religião perde seu caráter de organização centralizada, estruturalmente coesa. A alternativa é sobreviver jogando gasolina no fogo de uma minoria conservadora e cada vez menor.A resposta de marketing tem sido repetidamente raivosa. Da supressão de dissidências no hinduísmo ao assassinato de blogueiros sacrílegos por islamitas, a evidência é que as marcas religiosas tradicionais não aceitarão mudanças.Isto apenas sublinha a desconexão entre as marcas religiosas e a realidade social. Pesquisas sugerem que atitudes contra gays e a ciência está afastando as pessoas da religião nos EUA, por exemplo.  Num mundo hiperconectado, escândalos, hipocrisia, mentiras, operações financeiras ilegais e mensagens morais ofuscadas são compartilhados, digeridos e rejeitados mais rapidamente do que nunca.É preciso uma nova atitude de marketing. É necessário reconhecer que indivíduos e sociedades estão mudando e que as marcas precisam mudar também se quiserem sobreviver. A Igreja Católica precisa pesquisar, respeitar e responder às necessidades e valores em mudança de seus consumidores. Se não o fizer, continuará em declínio.As marcas religiosas respondem a um poder superior: o consumidor. Mesmo as marcas mais antigas, ricas e poderosas do mundo não são infalíveis.

Nota do Monicavoxblog;Este tipo de análise apenas confirma o que já se tem dito sobre o baixíssimo nível de consciência humana-o que podemos dizer sobre espiritualidade, conexão com o divino, experiências de crescimento individuais que nos levam á uma evolução á nível mental e espiritual,fraternidade,igualdade,compaixão e amor incondicional-absolutamente nada, diante de pessoas que analisam uma situação dessas dessa forma, apesar dos argumentos não estarem fora do assunto e sim, são bastante elucidativos da situação que enfrenta a igreja católica hoje em dia;mas isso ,para quem não está desperto e não tem a menor idéia do que seja esta Transição Planetária e suas implicações-ou seja, a maioria da humanidade;estaremos em um mar de descrentes,sem qualquer tipo de crença ou objetivo espiritual?isso pode ser revertido?como avançaremos em consciência para um salto quântico de dimensão com meia dúzia de gatos pingados?

 Missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida celebrada pelo Padre Marcelo Rossi e pelo bispo Dom Fernando, em Interlagos, em São Paulo

Missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida celebrada pelo Padre Marcelo Rossi e pelo bispo Dom Fernando, em SP

Da redação da FOLHAPRESS

Reportagem publicada no site do jornal “The New York Times”, dos Estados Unidos, trata o Brasil como laboratório do catolicismo para conter o declínio que a religião vive.

Citando números do Censo de 2010, que mostrou a redução dos católicos para 65% da população — era mais de 90% há 50 anos–, o ‘NYT’ afirma que o país reúne toda espécie de estratégias usadas pelas igrejas para arregimentar fiéis de volta aos seus cultos.O ‘NYT’ ainda destaca frase de dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, que aponta preocupação de até quando o Brasil será um país de maioria católica.A Renovação Carismática, e seu maior expoente, o padre Marcelo Rossi, são usados como exemplos pela reportagem.

O movimento é descrito pela publicação norte-americana como bastante popular no país, que lembra missas em estádios e a febre de “padres-cantores”.“Em uma mega-igreja(???) em São Paulo, um padre católico que foi personal trainer antes de se tornar clérigo canta alto, ao estilo de uma estrela do rock, para 25 mil fiéis. Outros padres brasileiros adotam chapéu de cowboy(???) e cantam em ritmo country nas missas, ou escrevem livros estampados com fotografias em tom emocional na capa”, diz trecho da reportagem.

Mas o site do jornal lembra também o crescimento evangélico e cita o mega-templo que a Igreja Universal construiu em São Paulo, avaliado em cerca de US$ 200 milhões(?????)

Cita também como ameaça à soberania católica no Brasil o crescimento dos que se declaram sem religião, a exemplo do que ocorre na Europa e nos EUA, e a redução na taxa de crescimento vegetativo observada no país.

Nota do Monicavoxblog;Isso são dados, não conversas utópicas sobre expansão/massa crítica impulsionadora da consciência humana para darmos o salto quântico para a Nova Terra e para a quinta dimensão sem uma dolorosa limpeza e concientização….. em menos de uma década?

Resultado de imagem para imagens sobre o declinio do catolicismoA RELIGIÃO E A EUROPA PLURIRACIAL

O modelo de Estado-nação na Europa está em crise e é constantemente ameaçado pela globalização. Para alguns setores sociais a Europa estaria sendo islamizada, não simplesmente por abrigar muçulmanos, mas sim por abrigar seguidores radicais da religião, colocando em xeque o sistema laico. Para os partidos de extrema-direita, o crescimento do islã como ideologia política teria sido favorecido pelo multiculturalismo e a integração europeia. A crise econômico-financeira também fez aumentar o número de simpatizantes potenciais desses partidos que alguns autores definem como nacional-populistas. Seus líderes manipulam esse sentimento de “pânico identitário”, de “insegurança cultural” , de “ansiedade cultural” , e defendem políticas anti-imigração, não diferenciando os islamistas de islâmicos. Além disso, eles também manipulam a eurofobia e o anti-europeísmo que se espalham por grandes setores das populações nacionais, as vítimas da globalização. Ou seja, mobilizam contra o medo por meio do medo.

Estes grupos fundamentalistas islâmicos, atuam nas diásporas muçulmanas da Europa a partir da existência de uma solidariedade internacional no islã. Esta solidariedade entre as comunidades muçulmanas espalhadas pelo mundo é denominada de umma, e representa uma identidade imaginada compartilhada por todos os muçulmanos do planeta, independente da sua nacionalidade ou etnicidade. Este sentido de união é favorecido pelo processo de globalização, que aproxima os indivíduos que compartilham uma identidade comum. Alguns dos principais grupos islamistas na União Europeia são a Muslim Association of Britain (Reino Unido), a Federation of Islamic Organizations in Europe (Bélgica), Union des Organisations Islamiques de France (França) e a Islamische Gemeinschaft in Deutschland (Alemanha) e outros grupos jihadistas.

Além da diáspora muçulmana, o islã se faz presente na Europa através dessas instituições domésticas e transnacionais. Alguns dos grandes movimentos políticos islâmicos estão localizados na Europa desde a década de 1960. Os islamistas formaram networks sociais que atuam diretamente nos indivíduos. Adquiriram com o tempo a capacidade de adaptação às novas tecnologias evoluindo os meios de comunicação das redes com o seu público alvo, as gerações mais jovens de muçulmanos. Entretanto, mesmo utilizando os avanços tecnológicos como ferramenta, as networks islamistas defendem a tradição cultural como princípio norteador das suas demandas.

Os imigrantes muçulmanos enfrentam dilemas particulares na relação com as sociedades dos Estados que os hospedam. Os obstáculos são resumidos na dificuldade dessas sociedades integrarem essas comunidades de migrantes. O preconceito e a condição social da diáspora muçulmana também são fatores que dificultam a integração plena dos imigrantes na sociedade européia.

Na Europa, a sensação de não-pertencimento sentida pela diáspora muçulmana, acaba reverberando na identidade religiosa. Dessa forma, os imigrantes acabam buscando um princípio de solidariedade na sua característica identitária mais geral, o islã. Esta ‘imagem inventada’ pelos imigrantes produz uma abertura para a influência de grupos islamistas capazes de criar uma espécie de ‘network de lembranças’ com a terra natal dos membros da diáspora, que acabam vendo nessas organizações uma forma de refúgio.

Dessa forma, pode-se concluir que os atentados de 2015 e a proliferação do islamismo na França e na Europa são consequências de uma política multicultural mal sucedida, não somente incapaz de lidar com as diversidades culturais, mas também responsável por posicionar as culturas em zonas exclusivas. Sendo assim, produziu divisões internas o que foi aproveitado por exilados com histórico de radicalismo religioso em seus países de origem

Também existe uma tendência natural de todos os fluxos migratórios, e as comunidades islâmicas na Europa não são uma exceção, de manterem lealdade à sua comunidade e costumes / religião de origem. Este fator em conjunto com a exposição da diáspora aos grupos islamistas, criou um terreno propício para o desenvolvimento do fundamentalismo na região.

Inspiração….

THOMAS, Scott M. The Global Resurgence of Religion and The Transformation of International Relations: The Struggle for the Soul o the Twenty-First Century. Nova York: Palgrave Macmillan, 2005.

BALENT, L’Union européenne face aux défis de l’extrémisme identitaire. Questions d’Europe. 177, 2010.

BOUVET, Laurent. L’insécurité culturelle. Paris: Fayard, 2015.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR SOBRE O ISLÃ

Islamismo. De Maomé aos Nossos Dias, Neuza Neif Nabhan, São Paulo, Ática, 1996.

Iniciação ao Islã e ao Sufismo, Mateus Soares de Azevedo, Rio, Record, 1994.

Orientalismo, Edward Said, São Paulo, Companhia das Letras, 1994.

As Cruzadas Vistas pelos Árabes, Amin Maalouf, São Paulo, Brasiliense, 1994.

Monicavox

Resultado de imagem para imagens sobre religiãoVisão pessoal…

È necessário REEDUCAR a nossa mente. Precisamos TRANSFORMAR o nosso modo de pensar, precisamos REJEITAR os padrões do mundo que estabelece o ódio como uma prerrogativa humana.A Consciência humana precisa EXPANDIR seus horizontes,DESLIGAR-SE dos velhos padrões de pensamento competitivo, DO MEU É MELHOR QUE O SEU.Enquanto isso não for feito, não teremos expansão de consciência suficiente para uma mudança verdadeira em todos os níveis, que dirá um upgrade dimensional.

Recomendo…

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O QUE É UM MAPA GENÉTICO?-explicando os marcadores genéticos

Dispor de um mapa genético talvez seja equivalente a termos,metafóricamente, um mapa de uma cidade grande, como, por exemplo, de São Paulo. Podemos dizer que a cidade de São Paulo corresponde ao genoma humano (os 23 pares de cromossomos) e que cada um dos cromossomos corresponde a um bairro. Ainda, precisamos de um mecanismo que divida o cromossomo em ruas. Este mecanismo deve permitir a identificação de cada pessoa: ou seja, poderíamos dizer que, estando diante de uma rua, teríamos vários números, e que cada um é específico de uma casa. E é a esse mecanismo que chamamos de marcador genético . Qual a importância de dispormos de marcadores, ao longo do genoma? Utilizando a analogia geográfica, se tivermos só alguns marcadores isto corresponde a termos um mapa com alguns bairros de São Paulo. Se você tiver um mapa assim, como irá localizar a rua que deseja? Possívelmente você conseguirá, porém vai levar muito mais tempo.

O ESTUDO COM OS EMBRIÕES

É a discussão principal, envolvendo os estudos com embriões, cuja investigação é proibida por quase todos os países,que está causando uma grande polêmica. O problema é que as células embrionárias formam o material básico de quase todos os tecidos do organismo, e os geneticistas acreditam que podem usá-las para produzir órgãos e tecidos humanos para transplantes ou corrigir determinadas transtornos (como o Mal de Parkinson e o Diabetes). Esse tipo de material só pode ser obtido de embriões humanos ou de fetos no início de seu desenvolvimento.

É fundamental que haja um controle ético para situações em que as inovações tecnológicas confrontam-se com valores morais, especialmente pela influência econômica que cerca o Projeto Genoma Humano.

A possibilidade de eugenia, discriminação, clonagem de seres humanos e patentes de genes humanos devem ser consideradas e é nesse sentido que a dignidade humana se apresenta como um ponto de equilíbrio, servindo de paradigma às discussões bioéticas na pós-modernidade.

A CLONAGEM

O projeto genoma humano e os desafios da bioética na pós-modernidade: princípio da dignidade da pessoa humana como paradigma às questões bioéticas

A Clonagem é um mecanismo comum de reprodução de espécies de plantas ou bactérias. Um clone pode ser definido como uma população de moléculas, células ou organismos que se originaram de uma única célula e que são idênticas à célula original. Em humanos, os clones naturais são os gêmeos idênticos que se originam da divisão de um óvulo fertilizado.Vamos ás controvérsias;

1- A clonagem põe em risco a identidade do clone, desde o início da “cópia” do ser que lhe deu origem;(?)

2- Põe em gravíssimo risco a liberdade do clone, que será  educado como dependendo, inteiramente, das opções e fins do que lhe deu origem.(?)

3- Conduz à marginalização social do clone, que será considerado pelos indivíduos “normais” como uma cópia e não como um indivíduo;(?)

4- Resulta de uma decisão egoísta e narcisista do clonador, que por razões inteiramente pessoais e não defensáveis, resolveu fazer uma cópia de si mesmo (para ter a ilusão de imortalidade, para ter um sucessor que ache igual a si mesmo, etc.(?).

5- Não resolve uma esterilidade, já que o clone não terá pai nem mãe (o que lhe cria também inultrapassáveis dificuldades sociais, jurídicas e afetivas-(?)

Quanto à clonagem terapêutica, as opiniões dividem-se. Para os que entendem que o clone não implantado não é um embrião, os problemas éticos não têm relevância, já que o objetivo será melhorar ou curar doenças graves, o que em si é ético e louvável. Para os que não vêem diferenças entre o embrião “normal” ainda não implantado e o clone ainda não implantado, o problema ético é grave, pois embora os fins sejam nobres, não justificam os meios, que constam na instrumentalização do clone e na sua destruição, a fim de fabricar células estaminais. Dado que os clones têm todo o potencial para resultarem, se implantados, em novos indivíduos da respectiva espécie, parece que esta última posição é a mais fundamentada e que por isso toda a clonagem humana é imoral e deve ser proibida(?).

O PONTO DE VISTA ESPIRITUAL DA CLONAGEM

Muitos de nós conhecemos, talvez, um par de gêmeos idênticos e sabemos que, por mais parecidos que sejam, eles, na verdade, não são exatamente iguais. Resta-­nos perguntar por quê? Embora eles tenham corpos físicos exatamente iguais, inclusive do ponto de vista genético (o mapa de genes deles é exatamente igual, pois eram um único corpo ­ gerado por apenas um espermatozóide e um óvulo ­ que, por algum processo da natureza que a ciência ainda não conhece bem, se multiplicou em dois corpos ­ ou até em mais, às vezes), eles não são o mesmo espírito, pois um mesmo espírito não pode dar vida a dois corpos diferentes ao mesmo tempo, mesmo que esses corpos sejam genéticamente iguais. Ora, se eles não são o mesmo espírito, eles também não são a mesma pessoa, pois são individualidades diferentes, já que a individualidade está sediada no espírito, conforme entendem as doutrinas espiritualistas. Assim, espíritos diferentes, pessoas diferentes. Ainda que os corpos sejam absolutamente iguais, trata-­se de duas pessoas diferentes. Querer que dois gêmeos idênticos (ou dois clones) sejam absolutamente iguais, seria a mesma coisa que querer que duas pessoas se tornassem idênticas, física e psicológicamente, apenas por vestirem a mesma roupa, já que o corpo físico é como uma roupa que o espírito usa durante uma encarnação e troca para a encarnação seguinte. Agora, digamos/suponhamos que um cientista consiga reproduzir perfeitamente o corpo de uma pessoa já falecida. Do ponto de vista espiritual, poderíamos dizer que existe a possibilidade de que o mesmo espírito reencarnasse no novo corpo clonado. Sim, isso é perfeitamente possível. Mas será que assim essas pessoas seriam exatamente iguais? A resposta seria não, simplesmente porque as características da personalidade de um espírito mudam minuto a minuto, durante uma mesma vida, nos intervalos entre as vidas e, consequentemente, de uma vida para outra, e podem ser influenciadas pelo meio em que vive, pelo ambiente, época, cultura, família, cidade, educação, etc.Mas nós podemos ir mais longe e supor que um desses cientistas consiga duplicar o corpo de alguém falecido e consiga também, proposital ou acidentalmente, fazer com que, nesse corpo, reencarne o mesmo espírito. E que este cientista, sendo espiritualista e querendo “enganar a natureza”, isole esse espírito, reencarnado numa cópia física de seu último corpo, num mundo fictício , um mundo exatamente igual àquele em que ele foi criado e viveu na sua vida anterior, enfrentando os mesmos fatos, passando pelos mesmos acontecimentos, situações, experiências, com um corpo igual ao clonado. Será que assim esse cientista obteria um clone perfeitamente igual à pessoa falecida?

Novamente a resposta seria NÃO, simplesmente porque, entre uma vida e outra, no período em que esteve desencarnado entre as duas encarnações com corpos iguais, aquele espírito viveu e aprendeu várias coisas e já não reagirá da mesma forma às experiências a que for submetido em vida, mesmo que essas experiências sejam exatamente iguais às da vida anterior. O espírito é algo extremamente dinâmico, progressivo, que evolui constantemente, e, embora sejamos teimosos e gostemos de ficar marcando passo em comportamentos errados, não conseguimos ficar tão estáticos e estacionados a ponto de sermos iguais em duas vidas consecutivas. Portanto, a clonagem pode até dar certo do ponto de vista físico, mas nunca vai dar certo do ponto de vista espiritual.

UMA ENTREVISTA COM EURÍPEDES KÜHL SOBRE A CLONAGEM E O ESPIRITISMO

A possibilidade de se criar cópias exatas de seres humanos pela clonagem é um tema que vem despertando polêmica em todos os setores da sociedade. Para nós estendermos a visão espírita sobre o assunto, transcrevemos uma entrevista com o médium, pesquisador e autor espírita, Eurípedes Kühl.

1-O tema “clonagem de seres humanos” vem sendo cada vez mais discutido, em todos os setores da sociedade. Como o Espiritismo vê essa questão?

EK-A clonagem dos seres humanos, ora em discussão (e proibição ?) mundial, vê-a o Espiritismo como inegável avanço científico-tecnológico. Não obstante, situa-a no escorregadio rol moral do progresso, pelo que só pela Lei Divina do Amor deve ser empregada. Assim, apenas o bom senso poderá ser o árbitro da utilização dos métodos de clonagem – exclusivamente para fins terapêuticos, jamais, reprodutivos.

2-O senhor disse, numa entrevista, que o Espiritismo vê a genética como “subsidiária da vida e, como tal, sob responsabilidade de mensageiros do plano espiritual. No tempo certo, a humanidade recebe tais avanços”. Isso pode significar que quaisquer avanços com relação à clonagem são bem-vindos?

EK-Sim: da clonagem terapêutica.

3-O senhor também afirmou que está registrado em O Livro dos Espíritos, questão 19, que os segredos da ciência foram dados ao homem para o seu progresso, mas jamais ele poderá ultrapassar os limites estabelecidos por Deus. Como determinar esses limites?

EK-A Natureza – obra de Deus – é mãe dadivosa, que protege todos os seres vivos e como tal, ao sofrer injúrias, pelos descaminhos dos seus filhos, impõe-lhes limites, pela lei de ação e reação, devolvendo-lhes os mesmos resultados, a título de preciosa lição. A teratologia em 95% a 98,5% das tentativas de clonagem reprodutiva nos parece limite indiscutível. Mais que limite: vigorosa proibição!

4-Esses limites incluem a impossibilidade de clonar outros seres humanos?

EK-Embora científicamente viável, a clonagem reprodutiva de seres humanos, a nosso ver, para ser alcançada, promove descarte de impressionante quantidade de embriões, o que se enquadra em descaminho, já que nada acrescenta à vida, sendo falso o ufanismo de tê-la criado, o que não é verdade, eis que o homem manipula células, mas não consegue criar uma única.

5-Uma questão que também vem sendo bastante discutida nos meios espirituais em geral – não apenas no Espiritismo, mas em diversas religiões do planeta – é a questão da alma do clone. Como ocorreria o processo, segundo o Espiritismo?

EK-A alma de um clone humano – se algures este houver – será aquela que, sob supervisão das leis divinas, máxime a da reencarnação, será destinada a esse corpo terreno, para vivenciar experiências, nas mesmas condições físicas que lhe seriam propiciadas pelas premissas de uma existência material normal. Tais premissas, consentâneas a um programa reencarnatório pré-estabelecido (em função do nível moral daquele que vai reencarnar), visam sempre à evolução espiritual do ser.

5-Existe alguma diferença com relação à gestação normal de um ser humano?

EK-Imaginamos que a gestação de um clone seria similar àquela que a gestante experimenta sob fecundação assistida.

6-Como o espírito que vai reencarnar se une ao corpo criado, ou clonado?

EK-A união espírito-corpo ocorre no instante da fecundação, sob orientação de desígnios superiores, contidos nas leis da Vida, cuja aplicação estão a cargo de Espíritos protetores – verdadeiros ministros de Deus.

7-O senhor chegou a dizer que a clonagem, ainda que seja um fato científico extraordinário, em se tratando de indivíduos, é algo terrivelmente perigoso. Em que sentido é perigoso?

EK-O perigo é representado pelos prejuízos de ordem física e moral: sabe-se que a cada 100 tentativas, no mínimo 95 não prosperarão, deixando um rastro de abortos e mortes de gestantes; as cinco gestações que eventualmente prosperarem não garantirão vida saudável para os clones, a começar pelo previsível envelhecimento celular precoce.

8-Quais as conseqüências para a humanidade?

EK-Pode o homem manipular óvulos e espermatozóides, mas jamais poderá determinar que alma irá habitar num eventual clone. No caso, não poderá nem o geneticista, nem os pais, nem quem quer que seja, “escolher” a alma que irá habitar no resultado de uma clonagem humana reprodutiva. Assim, a clonagem humana reprodutiva pode descambar para a vaidade de alguém querer uma “cópia mais nova de si mesmo” (que, aliás, terá alma diferente da do “original”), ou alguma empresa de biotecnologia clonar pessoas para serem utilizadas como banco de órgãos para transplantes.

9-Sob o ângulo científico, a clonagem é uma conquista notável, uma vez que nos dá a chance de ir além de nossos “limites” orgânicos. O senhor acredita que estamos próximos de um novo salto evolucionário?

EK-Lembramos que a aviação começou com balões, evoluiu para os aeroplanos, depois para as aeronaves a jato, hoje culminando com veículos espaciais. A clonagem, para nós, está a bordo de um figurativo 14-Bis (tem muito a progredir, mas já está dando os primeiros passos). O progresso é infinito!

10-Com tantos preconceitos surgindo a todo o momento na sociedade moderna, como o senhor vê, do ponto de vista espírita, as possíveis implicações morais e sociais daqueles que forem considerados “filhos” das técnicas de clonagem?

EK-Como ainda não existem clones humanos (nota pessoal;muito provávelmente já existam e estão sob restrita e sigilosa observação, e nem mesmo eles sabem que são clones), apenas lucubramos que uma pessoa nascida como “filha” de clonagem terá imensas dificuldades sociais para administrar sua existência, a começar pelo monitoramento médico a que estará permanentemente submetida. Onde essa pessoa se apresentar estará sob o foco da curiosidade popular e de desencontrados comentários, tendentes a desestabilizar-lhe a paz. Pela filosófica certeza espírita de que “Deus não põe cruz em ombro errado”, podemos refletir que se alguém vier a passar por esse desconforto, estará apenas em processo de resgate, por ter infligido problema similar ao próximo, em vida(s) passada(s).(nota pessoal;muito difícil afirmar isso, já que há inúmeras possibilidades para uma pessoa estar em processo de resgate;e se , ao invés de resgate, for um processo de escolha própria para esclarecer a humanidade ou ainda para demonstrar uma teoria da inviabilidade deste processo?pensemos)

11-Imagina-se que, quando estiverem totalmente disponíveis, as técnicas de clonagem humana estarão acessíveis apenas a grupos restritos, ou seja, quem tiver muito dinheiro para cobrir os custos de qualquer tratamento na área. Como o Espiritismo vê essa questão?

EK-A clonagem humana reprodutiva estará, sim, restrita aos ricos. É, aliás é, o que ocorre com a fecundação assistida. Na nossa opinião, o Espiritismo não concorda com a clonagem reprodutiva, mas considera proveitosos os efeitos da clonagem terapêutica (hoje eleita por sete entre dez especialistas). Os beneficiários enquadram-se na Lei de Ação e Reação, sendo de supor-se que reuniram méritos na obtenção dessa graça, por término da provação ou expiação patológica que vinham sofrendo. Lembramos que Jesus, em meio à existência física de muitos cegos e paralíticos, curou alguns, mas não a todos. Inescapável que os agraciados eram disso merecedores.(nota pessoal;difícil prevermos os motivos da Consciência Crística com relação á demonstração dos ditos “milagres” naquela época e para aquelas pessoas, no contexto da sua vinda ao planeta e qual seriam os motivos/objetivos de tais demonstrações-) 

12-Como lidar com a questão moral, que já existe no mundo hoje mesmo, independentemente da clonagem humana?

EK-Submetendo todas as ações à ética cristã – evangelhoterapia!

13-O uso de células-tronco poderá conter chaves para vários tratamentos de doenças que, hoje, estão à margem dos progressos científicos. Contudo, esse material vem de embriões que não chegaram a se desenvolver, ou que foram impedidos de seguirem seu curso normal. Como o Espiritismo encara essa situação?

EK-Células-tronco constituem, num primeiro passo, a bênção até aqui alcançada pelas pesquisas com a clonagem. Bênção incalculável, sublime. Seu emprego acena com a eliminação de práticamente quase todas as doenças(nota pessoal; precipitada conclusão, já que á todo momento estamos diagnosticando novas anomalias, novos vírus e bactérias, provenientes de mutação genética por defensivos agrícolas, aditivos alimentares altamente nocivos, alterações climáticas, acidentes radioativos e etc.). De forma alguma o Espiritismo concorda com a utilização de células-tronco embrionárias. Isso porque após a extração das células necessárias, o que restar de cada embrião será descartado, configurando-se o nefando crime do aborto, inadmissível para nós, espíritas.(nota pessoal;absolutamente uma decisão de foro íntimo e consideração individual de cada caso, de cada situação, de cada vida e seu propósito em si mesma). Contudo, Deus, na Sua bondade infinita, bem depressa já permitiu à ciência descobrir que todos os indivíduos, mesmo e principalmente os adultos, têm células-tronco em si mesmos, propiciando auto-emprego com rejeição “zero”, o que dispensa as alienígenas, vindas de embriões. Ampla reportagem no jornal Folha de S. Paulo (21/06/2002) dá conta que cientistas da Universidade de Minnesota, EUA, descobriram que células-tronco adultas da medula óssea podem se transformar em qualquer tipo de tecido, assim como suas equivalentes embrionárias.

(nota do Monicavoxblog;Resumindo e falando científicamente,as células-tronco são células capazes de autorrenovação e diferenciação em muitas categorias de células. Elas também podem se dividir e se transformar em outros tipos; além disso, as células-tronco podem ser programadas para desenvolver funções específicas, tendo em vista que ainda não possuem uma especialização.Básicamente, as células tronco podem se auto-replicar, ou seja, se duplicar, gerando outras células-tronco. Ou ainda se transformar em outros tipos de células; veja abaixo o esquema;

Existem três principais tipos de células-tronco: as embrionárias e as adultas, que são encontradas principalmente na medula óssea e no cordão umbilical, oriundas de fontes naturais e; as pluripotentes induzidas, que foram obtidas por cientistas em laboratório em 2007.As células pluripotentes, ou embrionárias, são assim chamadas por possuir a capacidade de se transformar em qualquer tipo de célula adulta. Elas são encontradas no embrião, apenas quando este se encontra no estágio de blastocisto (4 a 5 dias após a fecundação). Na figura abaixo, a região circulada em vermelho é chamada Massa Celular Interna e é esta massa de células que chamamos de células-tronco embrionárias.Em uma fase posterior ao embrião de 5 dias, ele já apresenta estruturas mais complexas como coração e sistema nervoso em desenvolvimento, ou seja, as suas células já se especializaram e não podem mais ser consideradas células-troncos.O corpo humano possui, aproximadamente, 216 tipos diferentes de células e as células-tronco embrionárias podem se transformar em qualquer uma delas. Esse esquema exemplificando este processo:

Na fase adulta, as células-tronco encontram-se, principalmente, na medula óssea e no sangue do cordão umbilical, mas cada órgão do nosso corpo possui um pouco de células-tronco para poder renovar as células ao longo da nossa vida, como mostra a figura. Elas podem se dividir para gerar uma célula nova ou outra diferenciada. As células-tronco adultas são chamadas de multipotentes por serem menos versáteis que as embrionárias.

As primeiras células-tronco humanas induzidas foram produzidas em 2007, a partir da pele. E tem sido daí que são retiradas as células para reprogramação, mesmo que teóricamente, qualquer tecido do corpo possa ser reprogramado. O processo de reprogramação se dá através da inserção de um vírus contendo 4 genes. Estes genes se inserem no DNA da célula adulta, como, por exemplo, uma da pele, e reprogramam o código genético. Com este novo programa, as células voltam ao estágio de uma célula-tronco embrionária e possuem características de autorrenovação e capacidade de se diferenciarem em qualquer tecido, como na figura abaixo;

Estas células são chamadas de células-tronco de pluripotência induzida ou pela sigla IPS (do inglês induced pluripotent stem cells).A pesquisa com as células-tronco é fundamental para entender melhor o funcionamento e crescimento dos organismos e como os tecidos do nosso corpo se mantêm ao longo da vida adulta, ou mesmo o que acontece com o nosso o organismo durante uma doença. As células-tronco fornecem aos pesquisadores ferramentas para modelar doenças, testar medicamentos e desenvolver terapias que produzam resultados efetivos.A terapia celular é a troca de células doentes por células novas e saudáveis, e este é um dos possíveis usos para as células-tronco no combate a doenças. Em teoria, qualquer doença em que houver degeneração de tecidos do nosso corpo poderia ser tratada através da terapia celular.Para pesquisas de células-tronco, todos os tipos são necessários para análise pois cada uma delas têm um potencial diferente a ser explorado e, em muitos casos, elas podem se complementar.Mesmo após a criação das células IPS, não podemos deixar de utilizar as células-tronco embrionárias, pois sem conhecê-las seria impossível desenvolver a reprogramação celular. Além disso, embora os resultados sejam muito promissores, as IPS e as embrionárias ainda não são 100% iguais e o processo de reprogramação ainda sofre com um mínimo de insegurança por conta da utilização dos vírus. Existem outras opções sendo estudadas, mas é muito importante que possamos ter e comparar esses 2 tipos celulares.Mesmo com os resultados testes sendo positivos ou, pelo menos, promissores, as pesquisas de células-tronco e suas aplicações para tratar doenças ainda estão em estágio inicial. É preciso utilizar métodos rigorosos de pesquisa e testes para garantir segurança e eficácia a longo prazo.Quando as células-tronco são encontradas e isoladas, é necessário proporcionar as condições ideais para que elas possam se diferenciar e se transformar nas células específicas necessárias no tratamento escolhido, e, para esse processo, é necessário bastante experimentação e testes. Além de tudo, é necessário o desenvolvimento de um sistema para entregar as células à parte específica do corpo e estimulá-las a funcionar e se integrar como células naturais do corpo humano.)

 

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CLONES PARA SALVAR VIDAS

A criação de clones de embriões humanos para extrair células-tronco surge como esperança de tratamento para doenças como Parkinson, Alzheimer e diabetes. Mas também desperta o temor de que o método possa ser usado para a clonagem de indivíduos,Pesquisadores do Centro de Terapia Celular da Universidade de Oregon (EUA) anunciaram ter conseguido clonar embriões humanos dos quais foi possível retirar células-tronco embrionárias, capazes de gerar qualquer tecido do organismo. “É um passo importante para o desenvolvimento da medicina regenerativa”, disse Shoukhrat Mitalipov, coordenador do trabalho. O artigo descrevendo o experimento foi publicado na revista científica “Cell”,uma das mais importantes da área.

No meio científico, existem razões para o otimismo. Como dito anteriormente,há dois tipos de células-tronco: as adultas e as embrionárias. As primeiras podem ser extraídas de várias partes do corpo, como a medula óssea. No entanto, não se transformam em todos os tecidos, ao contrário das embrionárias. Por isso, estas últimas são a principal esperança da medicina. Com elas poderão ser criadas terapias para doenças como Alzheimer e Parkinson, diabetes, cardíacas e ósseas. Elas serão usadas para substituir ou auxiliar o funcionamento de células atingidas por essas enfermidades e para a construção de órgãos inteiros. Investigações sobre sua eficácia estão sendo feitas no mundo.

Até a divulgação da pesquisa americana, havia duas fontes de células-tronco embrionárias. Elas podem ser extraídas de embriões doados para pesquisa ou descartados pelas clínicas de reprodução assistida. Nesse caso, porém, os tecidos criados a partir delas apresentam o risco de ser rejeitados pelo receptor, já que não possuem o mesmo material genético. Em 2006, o pesquisador japonêsShinya Yamanaka criou um método segundo o qual é possível reprogramar células da pele para que adquiram as mesmas características de uma célula-tronco embrionária. A técnica lhe rendeu o Prêmio Nobel de Medicina do ano passado. No Brasil, o procedimento já está sendo testado em animais, com sucesso. “Pela manipulação de quatro genes, conseguimos fazer essa reprogramação sem riscos”, explica o pesquisador Bruno Solano, do Centro de Biotecnologia do Hospital São Rafael, em Salvador.

O método de Yamanaka supera dois obstáculos: não há risco de rejeição, já que a célula usada é do próprio paciente, e não é necessário recorrer a embriões nem à clonagem. Por isso, há cientistas que acreditam ser esse o método que mais rapidamente chegará aos hospitais. “Nos próximos três anos, começaremos a ver os primeiros testes em humanos”, diz o pesquisador Ricardo Ribeiro dos Santos, da Fundação Oswaldo Cruz. “A pesquisa dos americanos tem sua importância, mas o uso de embriões é uma questão muito complicada”, ressalva.

De fato, o trabalho esbarra em questões éticas. Há críticas em relação à criação de embriões apenas para deles extrair células-tronco. O experimento também reacendeu o temor de que a técnica da clonagem – semelhante à utilizada para criar a ovelha Dolly, em 1996 – possa ser um dia usada para clonar seres humanos. “A clonagem é um atentado à vida e à liberdade”, diz Hermes Rodrigues Nery, do Departamento de Bioética da PUC-RJ. “Não podemos criar um outro ser humano únicamente para nos servir.”Os cientistas asseguram, entretanto, que a técnica servirá sómente para a criação de células-tronco embrionárias para serem aproveitadas com fins terapêuticos. “Nosso único objetivo é combater doenças”, defende. “A clonagem humana não é nosso foco, nem acreditamos que nossa pesquisa será usada para esse fim”, argumenta.

 O QUE A CIÊNCIA DIZ SOBRE A DIETA DO DNA

Com as descobertas do Projeto Genoma foi possível interpretar as informações contidas no DNA e com isso os cientistas iniciaram novas pesquisas para compreender melhor como os genes interagem com cada nutriente consumido através da alimentação. Destes estudos surgiu a ciência denominada nutrigênomica.A Dieta do DNA nada mais é do que uma promessa da nutrigenômica que afirma que em breve será possível, aos nutricionistas, elaborar um cardápio personalizado voltado para o emagrecimento ou para a prevenção de doenças que atenda às necessidades de cada indivíduo segundo seu perfil genético.Estudos apontam que alguns nutrientes podem afetar, inibindo ou estimulando, a expressão dos genes podendo influenciar no desenvolvimento de algumas doenças.Nos Estados Unidos, alguns profissionais têm indicado dietas especificas, baseadas em conceitos da nutrigenômica, para indivíduos com predisposição genética para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e certos tipos de câncer.

Os alimentos que foram relacionados às possíveis interferências nos genes são:

1- Isoflavonas, substâncias encontradas nos grãos de soja relacionados à redução dos riscos de tumores de mama, ovário e próstata, bem como na prevenção de osteoporose e sintomas de menopausa.

2- Nitratos, nitrosaminas e nitritos (usados no processo de salgar, conservar em vinagre e defumar alimentos) que favorecem o desenvolvimento de câncer de esôfago e estômago.

3- Sulforato, composto encontrado no brócolis, cujo consumo pode estar ligado ao aumento da ação de genes vinculados à proteção contra agentes tóxicos.

4- A clorofila, pigmento que confere a cor verde aos vegetais, estimula produção de hemácias e reduz os riscos de câncer.

5- Álcool é relacionado ao aumento do risco de câncer de boca, faringe, laringe e esôfago.

Vantagens da Dieta do DNA

Compreender melhor a interação entre genes e nutrientes seria uma gratificante alternativa para os profissionais da saúde. A possibilidade de poder elaborar um plano dietético que atenda às necessidades de cada indivíduo permitindo também a prevenção de doenças, seria um grande avanço dentro da área da saúde.

Desvantagens da Dieta do DNA

Para o desenvolvimento de um cardápio personalizado, como o sugerido pela Dieta do DNA é necessário o detalhamento do perfil genético de cada pessoa, o que pode implicar em um levado custo, inviabilizando a adoção deste tipo de tratamento em indivíduos de baixa renda e em países em desenvolvimento.

INFORMAÇÃO CIENTÍFICA X EXPLORAÇÃO MIDIÁTICA

Tentar contar o número de dietas que existem por aí com certeza seria um trabalho árduo. Das mais radicais até as mais brandas, todas prometem um corpo perfeito com um plano alimentar diferenciado que garante emagrecimento rápido. Uma das novidades no “mercado fitness” é a dieta do perfil genético, que garante uma maior segurança para quem está na busca por um corpo ideal e por uma vida mais saudável.Laudo genético promete  traçar desde as tendências comportamentais até os riscos patológicos de cada pessoa.O maior alerta dos especialistas é sobre os resultados que essas“dietas da moda” podem trazer, uma vez que o organismo de cada pessoa reage de forma diferente a cada dieta, o que pode comprometer a sua eficiência e até fazer mal à saúde. As mídias voltadas para essa área fitness alegam que “fazendo uma dieta baseada no perfil genético, além de perder peso com mais facilidade – de acordo com seu potencial genético -, o paciente também irá se sentir melhor“.

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O perfil genético é traçado a partir de exames e testes genéticos que compõem um relatório de 50 páginas com todos os dados, informações e variantes genéticas de cada paciente. Esse laudo serve como diretriz para a elaboração da dieta do paciente, cruzando os dados do relatório com estudos já existentes para que se possa gerar as recomendações nutricionais ideais para aquela pessoa.Além de tudo isso, o laudo que traça o perfil genético também mostra quais as patologias de maior risco para cada pessoa, e o planejamento alimentar vai considerar essas características também. “O laudo funciona como ‘alicerce’ para a formulação da dieta do paciente.

 Tendo as informações genéticas o médico pode formular o tipo de cardápio que achar mais adequado, as porcentagens de nutrientes e os tipos de gorduras mais benéficos.

Os especialistas indicam que ela pode ser adotada pelo resto da vida, sempre tendo um acompanhamento profissional periódico. Eles recomendam que toda e qualquer dieta passe por modificações periódicamente para alinhar com a rotina de cada pessoa e abranger maior variedade de nutrientes. No final das contas, esta definitivamente não é uma dieta “comum”. Além de ajudar no emagrecimento, ter um plano alimentar com base nas suas características genéticas, também promete melhorar a saúde de uma forma geral.

Afinal, você realmente é o que você come.

“O Valor final da vida depende mais da consciência e do poder de contemplação, que da mera sobrevivência.-Aristóteles

Visão pessoal….

Estou trazendo mais informações e temas sobre o PGH para que as pessoas pensem, dialoguem e meditem sobre o assunto que é super atual e tem a ver com a mudança de paradigmas á que estamos sendo submetidos.Partindo da evidência de que o conhecimento do genoma humano e suas aplicações futuras repercutirão enormemente na sociedade humana, sabe-­se que muitas discussões terão lugar acerca do impacto das novas biotecnologias na vida e na natureza como um todo. Poucas questões repercutem de modo tão intenso na sociedade moderna, gerando tanta preocupação e debate quanto as possibilidades oferecidas pela engenharia genética e sua utilização sobre as células germinais humanas, células tronco e embriões e, especialmente a possibilidade de “duplicação” do ser humano. Se a questão da clonagem humana parece tão “tormentosa”, pelo menos, nunca se verificou tão evidente a urgência em se estabelecer instâncias de reflexão e discussão sobre a maneira pela qual os cientistas buscam a realização de seus intentos e, de que forma, aqueles que os financiam, pretendem aplicar as descobertas no atendimento às expectativas de uma sociedade ansiosa em evitar as doenças e os males que atingem a saúde ou que, invariávelmente, repercutem na qualidade de vida das pessoas. Reconhecendo que nem tudo que é científicamente possível de ser realizado é, portanto, éticamente aceitável, tal linha de raciocínio nos conduz à reflexão que se consolidou a partir da necessidade em se reconhecer o valor ético da vida humana e recolher subsídios para conciliar o imperativo do desenvolvimento tecnológico e a proteção da vida e da qualidade de vida. O grande desafio enfrentado pela Bioética é conciliar o saber humanista com o saber científico na busca da felicidade do ser humano. Afinal parece ser este o objeto de desejo que buscamos da ciência: a realização de nossas expectativas de vida longa e saudável. A possibilidade da clonagem humana traz à discussão o papel da ciência e da engenharia genética, e as chances de que se possa estabelecer um domínio completo sobre o processo reprodutivo colocando-­se em primeira ordem os interesses individuais. Interesses esses passíveis de ser realizados por uma pequena parcela da população que pensa poder satisfazer seus desejos de vida eterna ou de continuidade através da “prole científicamente programada.” Portanto, sendo realidade que as fronteiras biológicas estão sendo derrubadas, deve-­se refletir sobre o papel do Direito na tentativa de evitar a utilização indiscriminada da ciência quando não fundida aos princípios éticos consensuais, oferecidos pela reflexão Bioética. Esta breve abordagem tem o intuito de oferecer alguns subsídios para o debate sobre tema tão complexo e sério quanto o da possibilidade da clonagem humana, a partir dos princípios constitucionais e de normativas internacionais que visam assegurar a proteção da vida humana e de suas características intrínsecas relacionadas à dignidade, inviolabilidade, e identidade do ser humano.

Inspiração….

The ENCODE Project Consortium. “An integrated encyclopedia of DNA elements in the human genome.” Nature 2012; 489(7414):57-74.

DEPARTAMENTO DE GENÉTICA E BIOLOGIA EVOLUTIVA-Instituto de Biociências-USP-Antonini S, Kim CA, Sugayama SM, Vianna-Morgante AM – Delimitation of duplicated segments and identification of their parental origin in two partial chromosome 3p duplications. Am J Med Genet 113: 144-150, 2002.(Profa. Dra. Angela M. Vianna Morgante)

REDE NACIONAL DE TERAPIA CELULAR-

IPCT-INSTITUTO DE PESQUISA COM CÉLULAS TRONCO-Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Monicavox

Recomendo…

Auto-análise, Desenvolvimento pessoal e Dimensões da Vida

Resultado de imagem para imagens sobre livros sobre auto analiseA AUTO-ANÁLISE

Espiritualizar-se não é apenas pertencer a um credo religioso; Requer envolvimento num processo de reconhecimento e percepção de si mesmo na condição de espírito imortal. Nesse processo é fundamental a auto-análise e a compreensão dos estágios em que nos encontramos em relação às várias dimensões da própria vida. Por dimensões, entendemos os campos em que a vida nos coloca, exigindo atuação, cuidados, respostas, adaptação e progresso. Muito embora os tenhamos separado para efeito de análise, tais campos são vividos simultaneamente pelo ser humano. São áreas de atuação na vida, nas quais aprendemos a lidar conosco mesmos, a lidar com os outros, a viver em sociedade, bem como a conhecer as leis gerais do Universo/Deus/Fonte.

Para se analisar as várias dimensões da Vida é necessário perceber-se criteriosamente, verificando os vários aspectos da própria personalidade, sem camuflar os próprios limites, nem deixar de ver a própria sombra . Em geral deve-se buscar ajuda de amigos leais que possam nos mostrar a face oculta de nossa personalidade. Essa análise nos leva a um novo estágio de vida, pois nos faculta estar sempre revendo nossas próprias posturas na vida. É um processo dinâmico e terapêutico.

Quando feito durante meditações e protegido do burburinho da coletividade, nos leva a perceber o ponto mais interno de nossa psiquê. A análise deve abranger as dimensões corporal, física, sexual, filial, paternal, maternal, afetiva, emocional, criativa, religiosa, espiritual, psicológica, profissional, intelectual, política, fraternal, financeira e artística. A boa atuação do indivíduo nessas dimensões proporcionará a aquisição de importantes elementos formadores da Lei Maior em nós.

A DIMENSÃO CORPORAL

Na dimensão corporal devemos estar atentos à aceitação do próprio corpo como ele é, e, caso necessite de correção de sua aparência, face à exigência estética pessoal ou corretiva, sua impossibilidade não deve se constituir em complexo de inaceitação da própria fisionomia ou anatomia. Em muitos casos a forma que o corpo ou a expressão facial adotam refletem a natureza do espírito que o anima. Por esse motivo, é necessário entender a linguagem do corpo e saber utilizar seus recursos da melhor forma, minimizando as limitações ou problemas por ele gerados. É importante perceber e aceitar as modificações do corpo decorrentes da idade, pois aceitar a velhice ou o desgaste natural do corpo, principalmente da pele, é uma arte que nos acrescenta sabedoria.

Ainda nesta dimensão, ter cuidados com a  parte da personalidade que é por nós negada ou desconhecida, cujos conteúdos são incompatíveis com a conduta consciente. A higiene pessoal representa respeito ao corpo como instrumento de evolução, tanto quanto consideração para com os que convivem conosco. Para conservação do corpo é fundamental a prática de esportes sadios, de acordo com a idade e com os limites físicos de cada um.

Estar resolvido nessa dimensão implica num grau de satisfação com o corpo a ponto dele não se constituir em elemento de frustração e de desvalorização de sua forma, vendo-o como instrumento de evolução para o próprio espírito. A dimensão física, como extensão da corporal, compreende os cuidados com a saúde do corpo que vai além da preocupação estética, ao ponto de conhecer seu funcionamento e suas reações diante de alimentos, remédios e emoções. Implica em dar ao corpo o necessário repouso e a alimentação adequada às exigências de sua jornada diária. Nessa dimensão está inclusa a preocupação com o lazer como forma de repor as energias do corpo e da mente. A pessoa resolvida nesse campo conhece seu corpo e os limites de seu desempenho.

A DIMENSÃO SEXUAL

Na dimensão sexual é que se situa grande parte dos conflitos humanos, face ao tabu com que se tem enxergado a sexualidade. Nessa dimensão destacamos: o sentido do prazer sexual na vida do ser humano e a forma como ele lida com sua libido (energia psíquica de caráter sexual). Nesse particular, o indivíduo deve responder se tem sua sexualidade definida e se usa ou é usado pela sua libido. Muitas vezes o ato sexual, bem como a escolha do parceiro(a), não são opções conscientes, mas expressam confusões na sexualidade, resultantes da incapacidade de entender adequadamente o direcionamento e a natureza dos desejos.  Ainda nesse campo, deve o indivíduo verificar a serviço de que propósito usa o erotismo e a sensualidade em sua vida. Ambos devem estar no lugar certo e no momento certo, sem se constituírem em obstáculos à manifestação da própria vida e sem se tornarem lugar comum nas atitudes do ser humano.

O sexo não é impuro como nos foi pregado por séculos de repressão religiosa ou contrário à evolução, mas instrumento a serviço da procriação e do prazer, podendo significar expressões de amor profundo entre almas afins. Na presença do amor, ele complementa a felicidade dos que se percebem espíritos, além das contingências materiais. Quando usado adequadamente representa importante aquisição ao espírito que se encontra ainda prisioneiro da força poderosa da energia sexual.

Estar resolvido nesse campo é usar a sexualidade a serviço da própria Vida, sem repressões nem abusos, sem medos nem exageros, porém consciente que as energias da Vida, tanto quanto a sexual, estão a serviço do espírito imortal, senhor de seu próprio processo evolutivo. Onde estiver, o espírito responderá pelo uso que vem fazendo das energias da Vida.

A DIMENSÃO FILIAL

Na dimensão filial reside a forma como lidamos com nossos pais, isto é, nossa relação desempenhando o papel de filho ou filha, como lidamos com nossos familiares e qual nossa função na família da qual somos originários. A boa  relação com os pais e irmãos, bem como com outros entes que se chegaram à família, representa o livre arbítrio de poder escolher, numa próxima existência, com quem renascer. Caso nossos pais já tenham falecido e não tenhamos irmãos, podemos estender a análise para as pessoas com as quais estabelecemos relações que se assemelham às de família. Estar resolvido nesse campo significa, além de ser grato aos pais, quaisquer que tenham sido suas atitudes para conosco, viver bem com os entes familiares, não sendo peso na vida de ninguém nem contribuindo para a desarmonia do grupo familiar originário.

Na dimensão paternal podemos incluir tanto nossas atitudes como pai, se tivermos filhos, quanto nossa forma de afirmação diante da Vida. Tal forma engloba a coragem para tomar atitudes, a disciplina para lidar com a complexidade do mundo e o DISCERNIMENTO às normas e regras sociais. É o exemplo paterno que contribui para que nos tornemos determinados e corajosos diante da vida adulta e seus desafios. Caso tenhamos filhos devemos nos perguntar de que forma os educamos. Se somos rígidos, arbitrários, tiranos ou excessivamente castradores, pode ser indício de abrigar internamente (conservar psicologicamente um modelo) um pai muito duro e negativo.

Se somos negligentes, permissivos ou excessivamente liberais, isso pode ser indício de um modelo inconsciente de pai ausente ou sem disciplina. Geralmente manifestamos o modelo de pai que temos inconscientemente na forma como nos posicionamos na Vida durante a adolescência e vida adulta jovem (mais ou menos entre 14 e 25 anos). O adolescente irresponsável ou o adulto jovem desencontrado refletem em parte, o pai permissivo. O adolescente responsável e o adulto jovem  estruturado, refletem em parte, o pai interno equilibrado. O adolescente retraído e com dificuldade de escolhas, bem como o adulto jovem acomodado, podem refletir o pai interno muito duro.

A DIMENSÃO MATERNAL

A dimensão maternal é aquela que nos possibilita estabelecer relações profundas com as pessoas. Nessa dimensão nos preocupamos com o bem estar dos outros e com a afetividade e amorosidade da vida. Nela nos preocupamos com a proteção e manutenção das pessoas. Nela, fala mais alto, a maternidade como força nutridora e mantenedora da Vida. Deveremos perceber, sendo ou não mãe, se sabemos nutrir as pessoas de vitalidade e disposição para amar. Se temos filhos deveremos analisar de que forma atuamos, isto é, se somos muito protetores, o que pode levar a anular o filho, ou se somos displicentes, o que leva à frieza nas relações amorosas.

Adultos com dificuldades na relação a dois, no que diz respeito à aceitação do outro como ele é, podem ter tido mães super-protetoras. Por outro lado, adultos carentes afetivamente, podem ter tido mães não muito carinhosas. O tipo de relação que se teve com a mãe exerce profunda influência na vida de qualquer pessoa. 

Pode determinar a forma como nos relacionaremos com as pessoas para o resto da existência. Ser mãe não é só parir ou nutrir os filhos, nem tampouco subtraí-los do embate com o mundo como se fossem eternas crianças, mas prepará-los para os envolvimentos emocionais a que sempre estarão sujeitos. Estar resolvido nesta dimensão é saber exercer bem a função materna como algo que possibilita ao outro com quem interagimos, a capacidade de ter relacionamentos sadios e de se tornar independente de nós mesmos. É também estar consciente de que essa função nos possibilita a vivência do papel de co-criadores na Vida.

Na dimensão afetiva vivenciamos a capacidade de nos relacionarmos bem com as pessoas sem as exigências de troca que normalmente fazemos nas relações que a Vida nos impõe. A afetividade é a forma de se relacionar com o coração disponível ao encontro com o outro sem cobrança de reciprocidade. É saber se dirigir ao outro sem que se esteja projetando seus próprios preconceitos e carências. A afetividade é representada em nossas relações pela doçura, meiguice e trato suave com as pessoas, principalmente nas relações familiares domésticas.

É saber cativar o outro pela fala do coração, que se motiva em favor do entendimento com amorosidade. Afetividade é compreensão e sensibilidade para com os outros. Estar resolvido nessa dimensão é estar sempre de bem com a consciência e em paz quando se dirigir aos outros. É na dimensão fraternal que nos relacionamos com os amigos e que desenvolvemos nossa forma de cativá-los. Fazer amigos é tão difícil como mantê-los, pois nem sempre nos dispomos a estabelecer uma relação com as pessoas sem que almejemos algo que elas possam nos oferecer.

Ser amigo de alguém é fazer por ele o que gostaria que ele fizesse por você, sem que isto seja exigido. É ser verdadeiro quando as circunstâncias o exigirem, sendo coerente quando tiver que fazer qualquer observação que lhe desagrade, fazendo-a com desejo sincero de ajudá-lo. Poucas são as pessoas que conservam amizades de infância. Quando conseguem, estabelecem relacionamentos mais profundos. Estar resolvido nesta dimensão é ter uma rede de amigos tão ampla que sempre possa estar com eles a qualquer momento de sua vida.

DIMENSÃO EMOCIONAL

Na dimensão emocional encontram-se nossas atitudes quanto às emoções que nos movem. Para saber como você se encontra pergunte-se o que faz com sua raiva, com seu ciúme, com sua paixão, com sua saudade, com seu amor, com sua carência afetiva, com seus impulsos emocionais, bem como com suas reações naturais diante de demonstrações afetivas dos outros. 

É preciso nos conhecermos emocionalmente, pois são as emoções que influenciam sobremaneira nossa vida diária. A razão e o sentimento não são desempenhados por órgãos específicos do corpo. São atributos do espírito. Muitas vezes ambas as funções se manifestam de forma equivocada.

A razão levou homens à guerra, tanto quanto a passionalidade. As duas devem ser utilizadas nas atitudes humanas. O nível de evolução do espírito estabelecerá o valor das ações. Orientar-se pelo racional ou pelo emocional, pelo coração ou pela razão, sempre foram interrogações do ser humano. Estar resolvido nesta dimensão é saber reconhecer as emoções quando elas ocorrem, bem como saber lidar adequadamente com elas, sem escondê-las ou camuflá-las como se não existissem. Emoções reprimidas se transformam em complexos autônomos no inconsciente, possibilitando, muitas vezes, a instalação de obsessões.

A DIMENSÃO PROFISSIONAL

Na dimensão profissional temos que avaliar que escolha fizemos quanto à atividade remunerada e se estamos satisfeitos nela. É da dinâmica social que todos possam contribuir para o bem estar coletivo, e nesse sentido deveremos avaliar qual o nosso grau de contribuição para que nossa ociosidade não pese aos outros, salvo quando estejamos impossibilitados efetivamente de trabalhar. Deveremos verificar se nossa escolha nos preenche intimamente, caso contrário deveremos avaliar a possibilidade de nos dedicarmos, sem prejuízo das conquistas já efetuadas, a outra atividade que possa atender  aos nossos anseios mais íntimos. Às vezes, escolhemos a profissão indicada pela família e nos arrependemos por não encontrarmos a felicidade e satisfação no trabalho. Quando isso ocorrer deveremos analisar a possibilidade de outra escolha profissional. Estar resolvido nesse campo é, além de exercer uma atividade remunerada, exercer a profissão com amor e dedicação, contribuindo para o progresso social.

A DIMENSÃO FINANCEIRA

Na dimensão financeira se encontra a forma como lidamos com dinheiro. Se o temos e o que fazemos com ele, bem como se não o temos como lidamos com sua falta. Deveremos nos perguntar se somos capazes de nos manter sozinhos e se gastamos o que efetivamente podemos. Há pessoas que gastam mais do que conseguem ganhar, vivem se endividando e fazendo malabarismos para se manter na posição social que desejam. São artistas com o dinheiro alheio. Vivem do que não podem ter. O dinheiro em si não traz infelicidade nem tampouco compra a paz, mas pode resolver alguns problemas da vida. Muitos de nós, por não sabermos/podermos/ ganhá-lo ou mesmo por não termos capacidade/condições de tê-lo, preferimos atribuir-lhe “poder demoníaco” estabelecendo que ele nos afasta do encontro com o divino. Na verdade, para conhecer-nos é preciso aprender a lidar com as circunstâncias positivas tanto quanto as negativas, e, no que diz respeito ao dinheiro, é preciso passar pela sua falta e pela sua posse. Estar resolvido nessa dimensão é ser capaz de bem administrar os recursos financeiros que a Vida lhe ofereceu bem como aqueles que você foi capaz de adquirir. Muitas vezes, o melhor que podemos fazer com os talentos que possuímos é bem empregá-los a serviço do progresso social.

A DIMENSÃO ARTÍSTICA

Na dimensão artística situamos tudo que nos leva à arte em geral. Ter sensibilidade artística, em qualquer de seus campos, faz parte do progresso do espírito. A pessoas que não cultivam a arte, incluindo a música, a poesia, a pintura, o teatro, o cinema, a dança, a escultura, o canto, o artesanato, bem como outras manifestações culturais em torno da estética e do belo, deixam de sentir a natureza de forma mais próxima de Deus/Fonte. A vida deve ter um mínimo de musicalidade, isto é, de arte que eleve a alma. Fazer uma poesia, aprender a tocar um instrumento musical, assistir ao teatro, ir ao cinema, admirar uma obra de arte em geral, são atitudes de quem deseja penetrar no universo estético da alma. Estar resolvido nesta dimensão é ter a sensibilidade mínima para perceber, na natureza, o quanto a arte se manifesta em abundância, bem como, respeitar a capacidade artística daqueles que se utilizam dessa forma de comunicação para expressar as maravilhas de Deus/Fonte. Todos  somos capazes de revelar nossos dons artísticos, basta que nos disponhamos a esse mister.

A DIMENSÃO CRIATIVA

Na dimensão criativa incluímos nossa capacidade de estabelecer uma identidade pessoal naquilo que fazemos. Criar, no nível humano, significa imprimir sua forma singular de fazer e sentir as coisas da Vida. Todos podemos encontrar formas pessoais de fazer as coisas sem exagerar pelo desejo exclusivo de ser apenas diferente dos outros. Criar algo significa buscar o melhor que possa ser feito. É também saber encontrar as saídas para os complexos problemas da vida de uma maneira própria. É usar a criatividade em todas as situações da vida. Dentro da dimensão criativa deve-se buscar desenvolver a intuição como ferramenta poderosa, não só na solução de conflitos como também no próprio crescimento espiritual. Estar resolvido nesta dimensão é buscar cada vez mais estabelecer conexão profunda com sua essência divina interna, que promove o encanto da Vida.

A DIMENSÃO PSICOLÓGICA

Na dimensão psicológica incluímos a forma como lidamos com nossos processos psíquicos, com nossos medos, frustrações, projeções, complexos e tudo que diga respeito à nossa forma de perceber o mundo interno e externo. Devemos nos perguntar se já conseguimos eliminar os medos infantis ou se ainda os conservamos latentes. Devemos também perceber se ainda alimentamos sonhos que não são mais possíveis ser realizados, tornando-se frustrações que nos impedem de prosseguir e olhar o futuro de forma mais realista.

Devemos verificar se ainda projetamos nos outros os defeitos e qualidades que nos pertencem, impedindo uma visão real da personalidade das pessoas; se abrigamos, consciente ou inconscientemente, complexos de inferioridade ou superioridade, de culpa,  materno ou paterno, que ainda controlam nossas atitudes perante a Vida sem nos darmos conta. É nessa dimensão que devemos verificar como anda nossa “cabeça” e como conseguimos entender nossa vida mental. Ser resolvido nessa dimensão é estar sempre com a consciência tranqüila, fazendo constantes introspecções e auto-análises, ficando de bem com a Vida, disposto a enfrentar os desafios e dificuldades inerentes ao viver.

Na dimensão religiosa deveremos verificar como anda nossa relação com a caridade, de que forma exteriorizamos nossa fé e como lidamos com o sagrado e com Deus/Fonte. De que modo estabelecemos relação com as forças superiores da Natureza. Deveremos verificar se ainda nos submetemos à fé cega que se apóia em dogmas arcaicos ou se buscamos uma relação que nos leve à percepção da existência da divindade em nós próprios. Nesta dimensão é que buscamos, pela caridade, estabelecer um contato com o deus existente no próximo. Deveremos também avaliar se temos uma fé autêntica, sem os preconceitos e medos característicos do religiosismo tradicional, ou se ainda nos relacionamos com Deus/Fonte como nos foi ensinado culturalmente.

Estar resolvido nesta dimensão é conseguir viver sua própria religiosidade respeitando a alheia, buscando através da oração sincera um contato mais íntimo com a Fonte, confiar na providência divina e buscar colaborar com Ele para Sua obra, deixando de ser um eterno pedinte. Na dimensão espiritual deveremos avaliar nosso grau de intimidade com nossa essência espiritual, verdadeira natureza da criatura humana. Nessa dimensão é que colocamos em prática nossos potenciais, oriundos do espírito que somos. Nela é que estamos em contato com outros espíritos, portanto é onde nos comunicamos 38 mediunicamente.

Deveremos também perceber se utilizamos práticas meditativas em nossa vida cotidiana, se somos afeitos à autopercepção, à identificação de nossa singularidade. Estar resolvido nesta dimensão é não mais fazer distinção entre seus objetivos materiais e seus objetivos espirituais, isto é, perceber-se espírito enquanto no corpo físico, vendo a Vida como única e eterna.

Visão pessoal…

 

A auto-análise diária pode auxiliar na percepção de nosso comportamento nas diversas dimensões. Rever, após cada dia, os fatos importantes que nos absorvem e como reagimos a eles, amplia aquela percepção e permite o conhecimento de quais dimensões priorizamos ou negligenciamos em nossa conduta. A realização total de todas essas dimensões deve ser cultivada como ideal de vida, estímulo permanente de crescimento, sem gerar ansiedades decorrentes do imediatismo em querer evoluir instantaneamente. Estar harmonizado em cada uma dessas dimensões também pode significar a coragem de enxergar-se em toda a sua singularidade e ser paciente com seu próprio ritmo de desenvolvimento espiritual.

Inspiração…

1-O despertar de uma nova consciência
Eckhart Tolle
2-Momento de despertar
Shakti Gawain
3-Psicologia da Alma
Dr Joshua David Stone
4-Um Curso em Milagres
Foundation for de Inner Peace
5-Ascenção Cósmica-roteiro para os reinos desconhecidos da luz
Dr Joshua David Stone
6-Sua missão ascencional-O seu papel no Plano Maior
Dr Joshua David Stone
7-Ascenção Cósmica
James Tyberonn
8- O processo da Iluminação Espiritual
Judith Blackstone
9-Modern Physics and Vedanta
 Swami Jitatmananda
10-Vedanta Monthly
 Vedanta Center
11-Manuscritos -acervo pessoal
12-Vedanta Advaita
Sesha
13- Passo á Passo-A Jornada do Autoconhecimento
Carlos A. Bacelli
14-Autoconhecimento-A chave da Mudança
Carlos Roberto da Silva Junior
15-Karma e Dharma
 De Rose
16-As 3 Jóias-Buddha,Dharma e Sangha
 Tartang Tulku
17-Ensinamentos que vem do coração
 Tartang Tulku
Monicavox
Recomendo….
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“Se queres ser feliz amanhã, tenta hoje mesmo”.-Liang Tzu

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A felicidade é um tópico que intriga os seres humanos. No âmbito da ciência, principalmente o campo da psicologia humanista e existencial enfatiza a importância de alcançar o seu potencial inato e criar significado na vida.Milhares de estudos e centenas de livros já foram publicados sobre como melhorar o bem-estar e ter uma existência mais satisfatória. Apesar disso, diferentemente de condições físicas, nas quais temos resultados mais concretos, não é fácil criar uma “fórmula” para deixar as pessoas mais felizes.Por quê? Segundo Frank T. McAndrew, professor de psicologia da Knox College (Illinois, EUA), nossos esforços para melhorar a felicidade podem ser uma tentativa fútil de nadar contra a maré, já que podemos ser “programados” para ser insatisfeitos na maior parte do tempo.

A felicidade está em declínio

Estudos têm sugerido que a felicidade está cada vez mais evasiva, especialmente para os adultos. Uma pesquisa publicada na revista Social Psychological and Personality Science analisou 1,3 milhões de americanos entre 13 e 96 anos de idade. Geralmente, conforme as pessoas envelhecem, tendem a entender melhor esse mistério que é a vida e se tornar mais bem equipadas para lidar com problemas. Assim, são mais felizes.No entanto, de 2010 para cá, a correlação entre idade e felicidade tem praticamente se invertido. Adolescentes e jovens se dizem mais felizes e, conforme se aproximam dos trinta, esse sentimento despenca.Uma teoria sobre por que isso acontece é que os adolescentes de hoje têm expectativas pouco realistas sobre a vida. Na década de 1970, tudo que as pessoas esperavam era terminar a escola e trabalhar muito para pagar suas dívidas com a sociedade. Já em 2015, 64% dos estudantes do ensino médio disseram que achavam que seriam gerentes ou bem-sucedidos em uma carreira profissional quando chegassem aos 30. Quando a vida não faz jus às expectativas (apenas cerca de 18% das pessoas atingem esse objetivo), a felicidade cai severamente.

Resultado de imagem para imagens sobre a felicidadePrazer não é a mesma coisa que felicidade

Apesar de todo o tempo que passamos em busca da felicidade, é possível que estejamos perseguindo a coisa errada. O que você tem feito recentemente para ser mais feliz? Saído para comer sua refeição favorita? Comprado um novo carro? Renovado sua casa?Se assim for, você não está no caminho certo. O que todas essas coisas vão dar-lhe é uma sensação de prazer, o que não é a mesma coisa que felicidade. O prazer é considerado uma sensação momentânea de bem-estar, que não dura por ser dependente do estado das coisas em torno de nós, o que não podemos controlar.De acordo com alguns psicólogos, o prazer pode ser uma coisa perigosa, agindo sobre o cérebro como um vício. Diversas sobremesas são necessárias para que você sinta a mesma quantidade de prazer que antes somente uma lhe dava.

Certos profissionais acreditam que a felicidade não é sobre coisas que estão ao seu redor, mas sim sobre quem você é. É dar ao invés de receber, ser uma boa pessoa, ajudar os outros etc. Aliás, muitas pesquisas têm confirmado que a caridade gera felicidade. Ser uma boa pessoa é e como construir uma base para lidar com todos os altos e baixos, especialmente os baixos, o que, em última análise, te faz mais feliz. Segundo o psicoterapeuta Philip Chard, a verdadeira felicidade pode até mesmo existir quando não há nenhum prazer.

Resultado de imagem para imagens sobre a felicidadeValorizar o tempo te faz infeliz

Tempo é dinheiro. Além disso, é infelicidade.Nas décadas de 1930 e 1940, novos dispositivos de economia de tempo entraram no mercado. As pessoas estavam convencidas de que, no futuro, teriam mais tempo livre por causa de coisas como máquinas de lavar louça e carros mais rápidos. O contrário aconteceu. O trabalho começou a ganhar um valor mais alto, e em muitas áreas industrializadas, o ritmo de vida ficou maluco. A parte do nosso dia mais importante passou a ser a que faz dinheiro, e não a que nos fez feliz.Quanto mais somos pagos por hora, mais trabalhamos, porque achamos que é a melhor maneira de gastar o nosso tempo. Uma coisa que não podemos ganhar, no entanto, é justamente tempo.

Já em 1970, o economista sueco Staffan Linder apelidou essa geração de “tempo = dinheiro” de “classe ociosa atormentada”. Quando chega a hora de finalmente parar de trabalhar e fazer coisas que nos deixam felizes, temos pressa e não apreciamos esses momentos.Nossa ênfase no tempo chega a níveis assustadoras.

Um estudo do Google(?) descobriu que os tempos de carregamento na internet só precisam diferir por 250 milissegundos para que uma pessoa decida ficar em uma página ao invés de sair em busca de outra.A Universidade de Toronto (Canadá) foi outra que descobriu que somos muito impacientes para desfrutar as coisas que devem fazer-nos felizes. Pesquisadores pediram às pessoas para pensar sobre seus salários por hora, e, em seguida, fazer algo divertido como ouvir música ou navegar na internet. Isso resultou em pessoas inquietas que mal podiam esperar para passar para algo mais “produtivo”.

Mesmo fast food tem um impacto negativo sobre a nossa capacidade de relaxar e aproveitar a vida. Os pesquisadores de Toronto descobriram que a exposição ao fast food (tanto a presença dos restaurantes quanto os produtos em si) diminuiu a capacidade dos indivíduos de saborear comida, desfrutar de imagens da natureza e ouvir música, coisas que normalmente trazem uma sensação de felicidade.

Resultado de imagem para imagens sobre a felicidadeAs relações estranhas entre suicídio e felicidade

A lógica dita que uma completa falta de felicidade contribui para taxas de suicídio mais altas. A realidade dita outra coisa, no entanto.Um artigo recente do Centro de Pesquisa de Política Econômica da Europa mostra que a conexão entre felicidade e o suicídio não é clara. O estudo comparou taxas suicidas contra índices de satisfação com a vida e encontrou associações que não parecem fazer sentido.Por um lado, a Finlândia tem desempenhos extremamente elevados na escala e parece ter muitas pessoas que estão felizes com suas vidas, mas também está no topo da lista quando se trata de suicídios na Europa Ocidental.

O mesmo é verdadeiro no chamado “cinto suicida” dos Estados Unidos. Em uma faixa do país que vai do Arizona até o Alasca, as pessoas relatam uma pontuação elevada de satisfação com a vida, mas a área ganhou esse nome por uma razão.Os dados do estudo sugeriram que áreas com maior renda média e índices de satisfação de vida mais altos tinham algumas das maiores taxas de suicídio, tanto nos EUA quanto na Europa.Além disso, a maioria dos homens entrevistados relataram que haviam se tornado geralmente mais felizes à medida que envelheceram, mas conforme os números de felicidade aumentaram, a taxa de suicídio seguiu. O divórcio teve uma forte correlação com um risco aumentado para o suicídio, mas não teve muito impacto sobre a satisfação com a vida.A pesquisa concluiu que outros fatores podem ter um maior papel no suicídio do que a felicidade, como dor crônica, por exemplo.

Resultado de imagem para imagens sobre a felicidadeMuitos de nós têm medo da felicidade

De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Victoria de Wellington, na Nova Zelândia,não é a felicidade que queremos. Bem o contrário.Os psicólogos criaram o que chamaram de “Escala do Medo da Felicidade”, projetada para refletir a crença de uma pessoa que a felicidade traz consigo toda uma série de outras coisas, nenhuma das quais são boas.Essa crença não é uma coisa local, já que a escala se mostrou aplicável através de pelo menos 14 culturas diferentes. O teste que os pesquisadores usaram para determinar se alguém tem ou não um medo quase clínico da felicidade foi praticamente universal.

Esse sentimento é uma coisa surpreendentemente complicada. Para algumas pessoas, a idéia de que ser feliz prenuncia algo ruim no horizonte é tão poderosa que pode se tornar uma doença mental, particularmente ansiedade. Apenas uma experiência feliz arruinada por alguma notícia devastadora pode fazer uma pessoa pensar que a felicidade é algo como uma maldição. É uma das razões pelas quais as pessoas que estão deprimidas podem ter problemas para ir a lugares e fazer coisas que poderiam ser divertidas – porque continuam a ter uma crença de que qualquer momento feliz inevitávelmente se transformará em uma grande decepção no final.

Para algumas pessoas, uma certa quantidade de estigma está ligada a felicidade. Isso porque ela pode implicar que alguém está alheio aos problemas do mundo, ou que é preguiçoso, ou ainda que está contente com o status quo.O medo da felicidade predomina em algumas culturas, como sociedades que tendem a valorizar o bem de muitos sobre as necessidades de poucos. Índia, Japão e Hong Kong, por exemplo, possuem alto medo cultural da felicidade. A religião desempenha um papel, também, com culturas islâmicas colocando um valor mais alto na tristeza e sofrimento do que na felicidade, acreditando que isso os deixa mais próximos de Deus.

Resultado de imagem para imagens sobre a felicidadeOs benefícios científicos de baixas expectativas

Quem não tem grandes expectativas, não pode ficar desapontado. Certo? Pesquisadores da University College London (Reino Unido) descobriram que isso não é apenas um ditado; é uma fórmula matemática.A fórmula em si é incrívelmente complicada, mas essencialmente mede quanta felicidade você sente a partir de uma determinada atividade com base em suas expectativas, e leva em conta outros fatores, como potenciais recompensas e riscos.Foi usada pela primeira vez em experimentos com 26 pessoas e depois expandiu-se para um aplicativo que permitiu a coleta de dados de cerca de 18.000 pessoas. Os 26 voluntários originais também foram monitorados por uma máquina de ressonância magnética funcional, a fim de ver o que estava acontecendo em diferentes áreas de seus cérebros conforme eram testados.

O estudo descobriu que não era o que as pessoas realmente tinham que as faziam felizes (ou infelizes). Era o que elas tinham em relação aos outros. O jogo projetado revelou uma verdade bastante universal: a felicidade aumentou mais nos participantes quando sua pontuação era melhor comparada às vitórias ou derrotas de outros, do que quando eles simplesmente tiravam uma pontuação grande.

Como fazer o dinheiro comprar felicidade

Muita gente defende que “dinheiro não traz felicidade”, com receio de que defender o oposto soe superficial. Ao mesmo tempo, sabe-se de muitos casos de pessoas ricas que entram em depressão, a despeito de todo o conforto material que têm. Mas então, dinheiro traz felicidade? Depende de como você o gasta.Pessoas que ganham na loteria, contrariando o que muita gente pensa, “frequentemente contam que ficam extremamente infelizes; elas acabam gastando todo o dinheiro, fazendo dívidas e arruinando relações sociais”.Assim, no lugar de gastar dinheiro consigo mesmo,  sugerimos que você gaste com outra pessoa – mesmo que você não a conheça (como no caso de doações para caridade,tomando o cuidado e usando critérios que garantam o bom uso do dinheiro doado). “A maneira específica como você gasta o dinheiro com outro não importa: de presentes triviais a grandes doações, gastar algo com os outros aumenta sua felicidade”.Se for gastar dinheiro com você mesmo, os autore do estudo aconselham que busque experiências (como viagens e eventos) ao invés de objetos materiais: o impacto na felicidade é mais duradouro. E, enquanto economiza para grandes experiências, não se esqueça de pequenas alegrias da vida; muitos prazeres pequenos ajudam a passar os dias e encorajam mudanças, que estimulam o cérebro

Resultado de imagem para imagens sobre a felicidadeUm ou outro

A felicidade não é uma coisa só. Em seu livro “O mito da felicidade”, a filósofa Jennifer Hechtpropõe que todos nós experimentamos diferentes tipos de felicidade, mas que esses tipos não são necessariamente complementares. Alguns podem até entrar em conflito com outros.Por exemplo, ter muito de um tipo de felicidade pode prejudicar a nossa capacidade de ter o suficiente dos outros. Uma vida satisfatória construída sobre uma carreira de sucesso e um bom casamento é algo que se desenrola ao longo de um longo período de tempo, muitas vezes às custas de prazeres hedonistas como ir a festas ou fazer viagens.Em outras palavras, conforme a felicidade em uma área da vida aumenta, muitas vezes declina em outras.

Resultado de imagem para imagens sobre a felicidadePassado, presente, futuro

Este dilema é ainda mais confuso por conta da forma como nosso cérebro processa a experiência de felicidade. Já percebeu quão mais comum é dizer: “Não vai ser ótimo quando…” ou “Não foi ótimo quando…” ao invés de “Não é ótimo isso aqui, agora?”.Certamente, nosso passado e futuro não são sempre melhores do que o presente. No entanto, continuamos a pensar que este é o caso.Isso faz parte de como nossa mente pensa sobre a felicidade. Há evidências que explicam por que nossos cérebros funcionam dessa maneira: a maioria de nós possui algo chamado de “viés otimista”, que é a tendência a pensar que o nosso futuro será melhor do que o nosso presente.

Os psicólogos cognitivos também identificaram algo chamado de “princípio Poliana”, que significa que nós processamos e lembramos de informações agradáveis do passado mais do que de informações desagradáveis. Uma exceção ocorre em indivíduos deprimidos, que muitas vezes se fixam em falhas e decepções do passado. A razão pela qual os bons velhos tempos parecem tão melhores que os dias atuais é para podermos nos concentrar nas coisas felizes e nos esquecer do desconforto do dia-a-dia.

Resultado de imagem para imagens sobre felicidadeBusca fugaz

As ilusões sobre o passado e o futuro podem ser uma parte adaptativa da psique humana. Se o nosso passado é ótimo e o nosso futuro pode ser ainda melhor, então podemos superar tudo o que está acontecendo de desagradável no mundano presente.

Tudo isso nos diz algo sobre a natureza fugaz da felicidade. Pesquisadores sabem há muito tempo sobre algo chamado de círculo vicioso hedônico. Nós trabalhamos duro para alcançar um objetivo, antecipando a felicidade que isso vai trazer. Infelizmente, depois de uma breve correção, nós rapidamente deslizamos de volta para a nossa linha de base, nosso modo-de-estar comum, e começamos a perseguir a próxima coisa que acreditamos que irá quase certamente – e, finalmente, – nos fazer felizes.

Estudos sobre os ganhadores de loteria e outros indivíduos que parecem ter tudo o que querem frequentemente jogam água fria sobre o sonho de que isso realmente vai mudar nossas vidas e nos fazer mais felizes. Estes estudos concluíram que tanto eventos positivos, como ganhar um milhão de dólares, quanto negativos, como ficar paralisado após um acidente, não afetam significativamente o nível de felicidade de longo prazo de um indivíduo.

Resultado de imagem para imagens sobre a felicidadeNão seja sempre feliz

Parece deprimente, bizarro, incompreensível? Segundo estudos da Universidade de Yale, EUAé assim mesmo que deve ser, pelo menos do ponto de vista evolutivo.A insatisfação com o presente e os sonhos para o futuro são as coisas que nos mantêm motivados, enquanto memórias distorcidas do passado tranquilizam-nos com os sentimentos bons que procuramos.

A felicidade perpétua poderia completamente minar a nossa vontade de realizar qualquer coisa na vida.Assim, reconhecer que a felicidade existe, mas que é um visitante que nunca passa mais tempo do que deveria em nossas casas pode ajudar-nos a apreciá-la mais quando ela aparece.Além disso, a compreensão de que é impossível ter felicidade em todos os aspectos da vida pode ajudar as pessoas a desfrutar do tipo de felicidade que têm no momento.

Resultado de imagem para imagens sobre a felicidadeVisão pessoal…

Todos nós temos necessidades físicas e emocionais que precisam ser satisfeitas para sermos felizes. Assim como não podemos comer o suficiente para não sentirmos fome por um mês, o mesmo vale para quase tudo nossa vida. Isso significa que nossas necessidades precisam ser constantemente atendidas de alguma forma.Quando isso não acontece, sentimos uma espécie de vazio. Parece que está faltando alguma coisa e começamos a procurar formas de preencher esse espaço.O problema é que muitos de nós acreditamos que esse vazio deve ser preenchido por alguma coisa que ainda não temos e precisamos conquistar, seja um parceiro, uma promoção no trabalho, um bem material ou uma viagem.Não é raro ouvirmos frases como: “Ah, quando eu conseguir comprar a minha casa eu vou me sentir realizado.”, “Minha vida está quase perfeita, só falta um namorado(a).”, “São esses quilos extras que estão me deixando infeliz.”. E então, fazemos desses desejos nossas metas para a felicidade.Só que as vezes, mesmo depois de conseguirmos, a felicidade que sentimos com o resultado é muito menor do que imaginamos que fossemos sentir enquanto estávamos perseguindo esse objetivo.No livro Stumbling on Happiness,(eu recomendo), o psicólogo e especialista em felicidade de Harvard, Dan Gilbert, aponta que o ser humano tende a superestimar aquilo que não tem e subestimar o que já conseguiu, da mesma forma que ele defende a teoria de que os nossos níveis de felicidade são estáveis depois de um tempo;quando lembramos de coisas boas do passado sentimos uma nostalgia deliciosa e uma sensação de que éramos mais felizes do que agora; Mas, se pararmos para pensar, na época não achávamos que éramos tão felizes assim, ou, quem nunca pensou que  era feliz e não sabia?Muitas vezes não sabemos reconhecer a felicidade quando ela está na nossa frente, mas só depois que ela já passou.Isso acontece porque, infelizmente, a sensação de prazer, de orgulho que essas conquistas nos fazem sentir não duram para sempre.Identificar nossas reais necessidades pode ser um dos caminhos para reconhecer a felicidade.Além das necessidades físicas e emocionais, que eu vou chamar de básicas, todos nós também temos uma enorme necessidade de validação. Essa validação pode ser interna ou externa.Sem perceber, acabamos criando necessidades puramente por precisar da validação dos outros. Mas, será que essas necessidades são realmente importantes para que sejamos genuínamente felizes?As necessidades externas estão geralmente relacionadas às aparências, como: ser promovido para mostrar para o ex-colega que ele estava errado quando disse que você não era ambiciosa ou  comprar um carro caríssimo só para mostrar para o seu vizinho que você também é bem sucedido.Muitas dessas necessidades também são geradas pela nossa cultura atual, que contribui colocando muita pressão para que sejamos bem sucedidos, tenhamos corpos perfeitos e sarados e roupas da moda.O problema é a frustração causada quando essas necessidades artificialmente criadas não são atendidas acaba sendo muito maior do que o prazer de satisfazê-las.As necessidades internas podem até ter como resultado as mesmas coisas, mas o motivo pelo qual você quer atingir é totalmente diferente. Você quer ser promovido em reconhecimento a todo o trabalho duro que você tem feito nos últimos anos, por exemplo, e não porque sua amiga(o) também foi promovido e você não quer ficar por baixo(!!).Quando suas metas são baseadas nas suas motivações internas, não importa o que os outros vão pensar. Você está fazendo por você e isso geralmente aumenta nossa felicidade e inevitavelmente faz com que as pessoas reconheçam o nosso valor.Conquistar algo pelos outros sem dúvida faz bem para o ego, mas é como o efeito de uma droga, não dura muito. Enquanto que, conquistar pela nossa satisfação pessoal, aumenta a autoestima e faz os resultados serem mais duradouros.O grande problema é que nem sempre fazemos isso conscientemente. Muitas vezes acreditamos que estamos perseguindo alguns objetivos por pura satisfação pessoal. Por isso, a minha dica é que a cada vez que você estiver obcecado em conseguir algo, faça uma reflexão honesta sobre qual é a real necessidade que aquilo que você tanto quer irá satisfazer. Não será difícil chegar à conclusão de que muitas das nossas metas tem um fundo de validação externa.Para sofrermos menos e sermos mais felizes, precisamos aprender a identificar o que há por trás das coisas que julgamos essenciais para a nossa felicidade e principalmente, aprender a reconhecer e apreciar esses momentos quando eles acontecerem.Não é fácil reconhecer e mudar as coisas. Mas é isso que fará com que  encontremos outras maneiras de atender às nossas necessidades e principalmente, de não ficarmos tão tristes quando algo não sair da forma que queremos.Enquanto acharmos que as nossas necessidades, consequentemente nossa felicidade, dependem de algo externo como bens materiais, status ou coisas que estão fora do nosso controle como o amor de outra pessoa, continuaremos sentindo aquele vazio inexplicável mesmo depois de conquistarmos o que objetivamos.

Inspiração….

Baixar Livro À Procura da Felicidade – Chris Gardner em PDF, 

EPICURO. Carta Sobre a Felicidade – Fernando Nogueira da Costa

O conceito de felicidade em Freud – UNESP – Marilia

A Arte da Felicidade – Download – Dalai Lama – 

Monicavox

Recomendo….

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Nem Espaço,nem Tempo…..

Resultado de imagem para imagens da fisica quanticaUma das idéias mais consagradas do nosso sentimento de nós mesmos e do nosso mundo, é a noção do tempo e do espaço. Encaramos a vida como uma progressão que podemos medir por meio de relógios, calendários e momentos que consideramos mais importantes. Nascemos, crescemos, casamos e temos filhos, acumulamos casas, bens, gatos e cachorros, o tempo todo, inevitávelmente, envelhecendo e avançando em uma linha na direção da morte.

Na verdade, a evidência mais tangível da progressão do tempo é o fato físico do envelhecimento. A outra idéia inviolável a partir do ponto de vista da física clássica, é a noção de que o mundo é um lugar geométrico repleto de objetos sólidos com espaços entre eles. O tamanho do espaço entre os objetos determinava o tipo de influência que um tinha sobre o outro. As coisas não poderiam exercer nenhum tipo de influência instantânea se estivessem a quilômetros de distância uma da outra. As experiências  começaram a prenunciar que em um nível mais fundamental da existência, não há nem espaço nem tempo, nenhuma causa ou efeito óbvio – de alguma coisa colidindo com outra e causando um evento no tempo ou no espaço. As idéias newtonianas de um tempo e um espaço absolutos ou mesmo a concepção de Einstein de um espaço-tempo relativo, são substituídas por uma imagem mais verdadeira, ou seja, a de que o Universo existe em um vasto “aqui”, onde o aqui representa todos os pontos do espaço e do tempo em um único instante. Se as partículas subatômicas podem interagir ao longo de todo o espaço e todo o tempo, o mesmo pode ser possível para a matéria maior que elas compõem. No mundo quântico do Campo, um mundo subatômico de puro potencial, a vida existe como um enorme presente. “Se retirarmos o tempo tudo faz sentido.”

AS EXPERIÊNCIAS

Esse grupo de experiências sugeriam três possíveis cenários;

1-O primeiro era a visão de um Universo totalmente determinista, onde tudo que iria acontecer já teria ocorrido. Dentro desse universo de determinação fixa e absoluta, as pessoas que tinham premonições estavam simplesmente interceptando informações que já estavam disponíveis em algum nível.

2-A segunda possibilidade era perfeitamente explicável dentro das leis teóricas conhecidas sobre o Universo. Dick Bierman, da Universidade de Amsterdã, acreditava que era possível explicar a precognição por meio de um fenômeno quântico familiar conhecido como ondas adiantadas e atrasadas, a chamada teoria do absorvedor de Wheeler-Feynman, que diz que uma onda pode viajar para trás no tempo vinda do futuro para chegar à sua origem. O que acontece entre dois elétrons é isso. Quando um elétron se agita um pouco, ele envia ondas irradiantes tanto para o passado como para o futuro. A onda futura, digamos, atingiria uma futura partícula, que também oscilaria, enquanto estaria enviando suas próprias ondas adiantadas e atrasadas. Os dois conjuntos de ondas desses dois elétrons se neutralizam de maneira mútua, exceto na região entre eles. O resultado final de uma onda da primeira viagem para trás e da onda da segunda viagem para a frente é uma conexão instantânea. Especulou-se que no caso da premonição, em um nível quântico, talvez estejamos enviando ondas para encontrar o nosso próprio futuro.

3-A terceira possibilidade, que talvez faça mais sentido, é que tudo no futuro já existe em algum nível subjacente na esfera de puro potencial, e que quando vemos algo no futuro, ou no passado, estamos ajudando a dar-lhe forma e existência, exatamente como fazemos com uma entidade quântica no presente com o ato da observação. Uma transferência de informação por meio de ondas subatômicas não existe no tempo ou no espaço, mas está, de algum modo, espalhada e é onipresente. O passado e o presente são indistintos em um vasto “aqui e agora”, de modo que o nosso cérebro “capta” sinais e imagens do passado e do futuro.

O nosso futuro já existe em um estado nebuloso que podemos começar a realizar no presente.

Isso faz sentido se levarmos em consideração que todas as partículas subatômicas existem em um estado de todos os potenciais a não ser que sejam observadas – o que incluiria alguém pensar a respeito delas. Ervin Laszlo apresentou uma interessante explicação física para o deslocamento do tempo; Ele sugere que o Campo de Ponto Zero de ondas eletromagnéticas tem sua própria sub-estrutura. Os campos secundários causados pelo movimento de partículas subatômicas interagindo com O Campo são chamados de ondas “escalares”, que não são eletromagnéticas nem possuem direção ou spin. Essas ondas podem viajar bem mais rápido do que a luz – como os táquions imaginados por Puthoff.

Laszlo propõe que são as ondas escalares que codificam as informações do espaço e do tempo em uma taquigrafia quântica de padrões de interferência intemporais e ilimitados. No modelo de Laszlo, esse nível subjacente do Campo de Ponto Zero – a mãe de todos os campos – fornece o modelo holográfico do mundo para todo o tempo, passado e futuro. É isso que interceptamos quando investigamos o passado ou o futuro.

 

Para retirar o tempo da equação, precisamos retirar o estado de separação. A energia pura que existe no nível quântico não tem tempo nem espaço, existindo em um vasto continuum de energia flutuante. Nós, de certa maneira, somos o tempo e o espaço.

Quando trazemos energia para a consciência por meio do ato da percepção, criamos objetos separados que existem no espaço em um continuum uniforme. Ao criar o tempo e o espaço, criamos a nossa condição de separação. Isso sugere um modelo semelhante ao da ordem implícita do físico inglês David Bohm, que teorizou que tudo no mundo está envolto nesse estado “implícito”, até que se torna explícito – uma configuração, imaginou ele, de flutuações do ponto-zero.

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O modelo de Bohm encarava o tempo como parte de uma realidade maior, que poderia projetar muitas sequências ou momentos na consciência, não necessáriamente em uma ordem linear. Ele argumentou que, como a teoria da relatividade afirma que o espaço e o tempo são relativos e na verdade uma única entidade (espaço-tempo), e se a teoria quântica estipula que os elementos que estão separados no espaço estão conectados e são projeções de uma realidade de dimensão mais elevada, então momentos separados no tempo também são projeções dessa realidade maior.

Tanto na experiência habitual como na física, o tempo tem sido em geral considerado uma ordem primordial, independente e universalmente aplicável, talvez a mais fundamental que conhecemos. Agora, somos levados a propor que ele é secundário e que, assim como o espaço, deve resultar de uma base de dimensão superior, como uma ordem particular.

Na verdade, podemos acrescentar que muitas dessas ordens de tempo inter-relacionadas particulares podem originar diferentes conjuntos de sequências de momentos, correspondendo a sistemas materiais que viajam a velocidades diferentes. No entanto, todas dependem de uma realidade multidimensional que não pode ser totalmente compreendida em função de qualquer ordem, ou conjunto de ordens, de tempo.

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Se a consciência está operando no nível de frequência quântica, ela também residiria, naturalmente, fora do espaço e do tempo, o que significa que em teoria temos acesso a informações “passadas” e “futuras”. Se os seres humanos são capazes de influenciar os eventos quânticos, isso implica que também somos capazes de interferir em eventos ou momentos que não pertencem ao presente. Isso sugeriu a William Braud uma idéia fascinante.

A intenção humana deslocada no tempo de algum modo atua sobre as probabilidades de uma ocorrência para produzir um resultado, e funciona melhor no que Braud gostava de chamar de “momentos iniciais” – os primeiros em uma cadeia de eventos. Assim, se aplicássemos esse princípio à saúde física ou mental, isso talvez significasse que poderíamos usar O Campo para conduzir influências “para trás” no tempo e alterar momentos fundamentais ou condições iniciais que mais tarde se tornam problemas ou doenças plenamente desenvolvidos.

Se o pensamento no cérebro é um processo quântico probabilístico, como sugerem Karl Pribram e seus colegas, a intenção futura talvez possa influenciar o disparo de um neurônio e não de outro, desencadear uma ou outra cadeia de eventos químicos e hormonais que podem ou não resultar em uma doença. Braud imaginou um momento inicial no qual uma célula assassina natural pode existir em um estado probabilístico com 50% de chance de matar e 50% de não dar atenção a certas células cancerosas. Essa simples decisão inicial poderá com o tempo fazer a diferença entre a saúde e a doença, ou até entre a vida a morte. Pode haver inúmeras maneiras pelas quais poderíamos usar a intenção no futuro para modificar as probabilidades antes que elas se transformem em uma doença plenamente desenvolvida.

Na verdade, até mesmo o diagnóstico pode influenciar o curso da doença, de modo que deve ser abordado com cautela. Não é que não poderíamos eliminar a doença se ela tivesse se desenvolvido, mas alguns dos aspectos mais prejudiciais dela talvez ainda não tivessem se tornado reais e ainda poderiam ser susceptíveis de mudança. Pegaríamos a doença em um ponto no qual ela poderia ser impelida em muitas direções, da saúde até a morte. Braud refletiu se alguns casos de remissão espontânea não teriam sido causados por uma intenção futura agindo sobre uma doença antes do ponto em que já não há mais volta. Pode muito bem ser que filmes da série “Exterminador do futuro”, talvez possamos voltar no tempo para alterar nosso próprio futuro cada momento de nossa vida influencie todos os outros, para a frente e para trás.

Se o tempo linear é uma ilusão, lembrar é comunicar-se

A lembrança é, de fato, um processo de comunicação. Lembrar é comunicar-se com o passado. Isto também se aplica às memórias de vidas passadas. Aqui, também, ocorre uma troca energética entre o eu do presente e o eu do passado. Em algum nível, todo terapeuta de regressão sabe disto. Por exemplo;Um bom terapeuta nunca pedirá ao seu paciente para tentar se lembrar de alguma coisa. Ele sempre sugerirá que ele se mova em direção e ela durante a regressão. Por exemplo, ele poderá dizer “Vá para a verdadeira origem do problema.” O terapeuta sabe que esta última abordagem funciona melhor que a primeira. Por quê? Porque esta instrução corresponde melhor ao que está realmente acontecendo. Há algo para o qual se direcionar; um outro “agora” no qual o evento traumático foi vivenciado primeiro.O que acontece quando você conecta seu “agora”, seu presente, com outro “agora” e começa a se comunicar com seu eu passado que vive nesse outro “agora”? O resultado desse processo de comunicação é a criação de um “agora novo e compartilhado”. No momento em que você inicia um diálogo com outra pessoa (no caso, o seu eu “passado”), você passa a compartilhar o “agora”, o mesmo presente. E, deste “presente compartilhado”, surgem novas possibilidades; isto significa, especificamente, que você pode enviar cura e compreensão para o seu eu passado, influenciando, assim, o passado de um modo real. Como o passado não está terminado, em termos absolutos, você pode modificá-lo a partir do futuro.

O AQUI E AGORA NA FÍSICA QUÂNTICA

CRIAR UM NOVO PASSADO-A QUESTÃO DA CURA ATRAVÉS DO AQUI E AGORA

Outra possibilidade que surge desta nova forma de ver o tempo-espaço é a de recriar o passado. Se o passado não é fixo e acabado, e lembrar-se dele é trocar energia com ele, então nosso ponto de vista tradicional sobre causalidade vai por água abaixo. Tradicionalmente, as coisas não podem ser causadas por eventos do futuro, só por eventos do passado. Neste caso, o futuro parece ter tido um impacto real sobre o passado. Quando você envia cura para uma vida passada, ela, em troca, envia cura de volta para você. Ao criar um novo passado, o presente é alterado também. De acordo com este ponto de vista, o passado não é fixo: o passado, como o futuro, é um oceano de possibilidades. A partir do presente, do nosso “agora” atual, sempre podemos escolher o caminho a tomar, a linha de tempo a ativar, tanto no passado quanto no futuro. Nossas vidas acontecem num continuum espaço-temporal, que se move e muda constantemente; estamos constantemente interagindo com nossas outras vidas e elas conosco. A parte que faz essa interação é a nossa consciência, nossa percepção consciente. Esta parte é nossa essência e independe de tempo e espaço. Ela viaja através da teia do espaço-tempo, mas não está no tempo.  É a nossa parte que é eterna e imutável. Por ser independente de tempo e espaço, nossa consciência é uma fonte de Luz e cura para tudo o que existe no tempo. Quanto mais conscientes nos tornamos, mais entramos num plano atemporal, a partir do qual irradiamos luz para todas as nossas vidas.

 

Visão pessoal…

A Física Quântica do Campo é o primeiro passo em um processo fantástico de despertar .Não compreendemos  a construção de tudo o que  vemos ao nosso redor, mas também compreenderemos exatamente como nossa crença e pensamento criam a matéria, como  colhemos o que plantamos, como mesmo “antes de pedir já tem sido  dado”, etc. É a ciência, finalmente, alcançando a espiritualidade e o senso comum, e explicando-a. Pensemos sobre isto; quando alguém lhe diz que tudo é possível se apenas você acredita, não é mais fácil acreditar que quando você sabe como, passo a passo e científicamente, sua fé muda o universo e produz o que você crê?Um dos benefícios de entender a base da Física Quântica do Campo  é que , finalmente, vemos claramente como conceitos poderosos, como a fé e o pensamento correto trabalham, entre outras coisas. Esta visão e compreensão, este conhecimento, capacita-nos  a ter plena confiança, elimina a dúvida, cria  realidades conscientemente, poderosamente e maravilhosamente, e de muitas maneiras, torna-nos mais poderosos.A Física Quântica do Campo também nos mostra como estamos todos conectados, como somos todos Um Ser, que perpetua uma ilusão de seres individuais separados. Também nos dá um vislumbre de como o Espírito e a Matéria interagem e se conectam, como a Mente e a Matéria também o fazem, como a criação realmente acontece, e como somos co-criadores com a Fonte.A Física Quântica que estuda o Campo, é o estudo da construção do Universo. Por exemplo, nosso corpo é feito de células;Estas células, por sua vez, são feitas de moléculas, que são feitas de átomos, que são feitos de partículas subatômicas, como os elétrons. Este é o mundo da Física Quântica e do Campo. Tudo é feito à partir de ´grandes grupos´ de partículas subatômicas. O nosso corpo, uma árvore, pensamentos, um veículo, um planeta, a luz e tudo o mais são ´concentrações´ de energia. Tudo isso são grandes coleções de práticamente os mesmos tipos de partículas subatômicas. A única diferença é a maneira como estas partículas são agrupadas em maiores blocos construtivos. Sabendo como funciona, é a chave para saber como recriar a si mesmo e o mundo ao seu redor.Falando individualmente,até aqui você pode ter desenhado o seu mundo ao acaso e inconscientemente; Agora você vai acordar e fazê-lo deliberadamente e conscientemente, com uma direção.Assim é o seu mundo – um brilho rápido que causa uma ilusão de ser “sólido” e “contínuo”.  Uma vez que você entenda o que é o seu mundo realmente, verdadeiramente, você começa a entender o seu verdadeiro comportamento e natureza. Então mude sua visão sobre ele. E, com a sua percepção mudada, você pode mudar a maneira como o constrói.E compreender o Campo do aqui e agora é fundamental para colocar isso em prática com conhecimento e sabedoria.

Inspiração…….

O Estranho Universo da Física Quântica – CFCUL

O Sujeito na Física Quântica – fflch-usp

A Teoria de Cordas e a Unificação das Forças da Natureza – USP

Um Sonho de Einstein – USP

O Universo elegante: Supercordas, dimensões … – Sabedoria Divina

Monicavox

Recomendo….

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Desafio 2050: como alimentar um planeta com 9 bilhões de pessoas

Imagem relacionadaÉ possível alimentar um mundo com mais de 9 bilhões de pessoas em 2050, como alerta a FAO. Essa é a conclusão dos debates ocorridos no V Fórum Inovação, Agricultura e Alimentos para o Futuro Sustentável, em São Paulo (SP), iniciativa da FAO, Andef, Abag e Embrapa. Especialistas e instituições participantes concordam, no entanto, que será preciso unir esforços entre as cadeias produtivas agroindustriais e os demais segmentos da sociedade para atingir os objetivos.

“Os caminhos-chave são inovação, desenvolvimento de tecnologias e conscientização nutricional da população”, afirmou Alan Bojanic, diretor da FAO, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, no Brasil. Bojanic enfatizou que, hoje, no mundo uma em cada oito pessoas passa fome. “A meta para 2050 não é zerar o número de pessoas em estado de insegurança alimentar, mas reduzir os índices atuais drásticamente”, complementou.

Atualmente, aproximadamente 1 bilhão de pessoas ainda se encontram em estado de miséria no planeta.O desafio está lançado e o relógio está correndo. É preciso ampliar as condições de estímulo ao investimento maciço em tecnologias limpas para o campo e em infraestrutura. (nota pessoal;Nós da Equipe defendemos a importância da produção de alimentos orgânicos livres de agrotóxicos e modificação genética, como fator preponderante não apenas para o ganho nutricional da população, mas também como geradora de saúde e educação social. Com pesquisas científicas voltadas ao combate da fome com alimentos saudáveis e naturais, a produção no campo gerará alimentos cada vez mais nutritivos e saudáveis, impregnando cada vez mais em nossa sociedade a consciência de que o consumo de bons alimentos resulta em uma população mais feliz e saudável. É a troca do tratamento pela prevenção)

Resultado de imagem para imagens sobre a comida do futuroAlimentar o mundo

Pequenos camponeses são cruciais no combate à fome

Por Mark Bittman, colunista – O Estado de S.Paulo – The New York Times

Este mês marca o aniversário de 50 anos do discurso do presidente John F. Kennedy sobre o fim da fome mundial, mas a situação continua ruim. Quase um bilhão de pessoas passam fome no mundo. Faz tempo que produzimos calorias suficientes, cerca de 2,7 mil por dia por pessoa, mais do que o bastante para suprir as necessidades de uma população de 9 bilhões, projetada pela ONU para 2050. Há pessoas passando fome porque nem todas as calorias são para o consumo humano – um terço serve para alimentar animais, 5% são usados na produção de biocombustíveis e um terço é desperdiçado ao longo da cadeia alimentar.

O sistema é insustentável, pois depende de combustíveis fósseis e resulta em danos ambientais. Seu funcionamento é orientado para permitir que a metade do planeta com dinheiro coma bem, enquanto os demais procurem uma maneira de se alimentar gastando o mínimo possível. Paradoxalmente, conforme um número cada vez maior de pessoas pode arcar com o custo de se alimentar bem, a comida vai se tornar mais escassa para os pobres, pois a demanda por produtos animais aumentará, exigindo mais recursos como grãos. Calcula-se que um aumento inferior a 30% na população mundial dobre a demanda por produtos animais. No entanto, não existe terra, água, nem fertilizante para que o mundo inteiro consuma carne nos níveis ocidentais.

Produção orgânica traz vantagens para agricultores familiares

Se quisermos garantir que os menos favorecidos comam melhor, precisamos parar de supor que o modelo industrial de produção de alimentos e a dieta que o acompanha, responsável por numerosas doenças, seja desejável e inevitável. É hora de admitir que há dois sistemas alimentares: o industrial e o dos pequenos proprietários, que é mais eficiente. Para o ETC Group, organização de pesquisa de Ottawa, a cadeia alimentar industrial consome 70% dos recursos agrícolas para produzir 30% do alimento mundial, enquanto a “rede alimentar camponesa” produz os 70% restantes usando apenas 30% dos recursos.

Variedades de alto rendimento de qualquer uma das principais espécies de monocultura comercial proporcionarão uma produtividade superior à de variedades dessa mesma espécie cultivadas por camponeses. Mas, ao diversificar o cultivo, misturar plantas e animais e plantar árvores, os pequenos proprietários podem produzir mais comida. Usarão menos recursos e arcarão com um custo mais baixo no transporte, ao mesmo tempo, oferecendo mais segurança alimentar, conservando a biodiversidade e compreendendo melhor os efeitos da mudança climática.

Se definirmos “produtividade” não em termos de quilos por hectare, mas pelo número de pessoas alimentadas pela produção dessa mesma área, veremos que os EUA estão atrás de China e Índia (e também da média global), num patamar equivalente ao de Bangladesh, pois parte daquilo que é produzido é destinado aos animais e biocombustíveis.Obviamente, nem todos os pobres conseguem se alimentar direito, pois carecem de recursos essenciais: terra, água, energia e nutrientes. Com frequência, isso é resultado de ditaduras, guerras, deslocamentos, calamidades naturais ou da apropriação de terras e de recursos hídricos.O resultado é uma fuga rumo às cidades, onde os camponeses se convertem em trabalhadores mal remunerados e se alimentam mal. Ao chegar a esse ponto, deixam de ser “camponeses” e viram , os pobres trabalhadores dos EUA. É uma fórmula que produz fome e obesidade. Primeiro é removida a capacidade de produzir comida. Em seguida, a capacidade de pagar pela comida, substituindo-a por uma única alternativa: o alimento ruim.

O caminho da nossa comida do dia á dia

Você chega em casa cansado, tira do congelador um pacote de almôndegas desenvolvidas em laboratório. Digita na impressora 3D o cardápio que vai acompanhar: uma pizza feita de ingredientes em pó. E separa na geladeira dois tomates roxos para fazer uma salada, salpicada com um produto que tem gosto de ovo, mas na verdade é feito de gergelim. Bom apetite, este vai ser o jantar dos anos 2050.No século passado, os futuristas imaginavam que a comida da virada do século seria composta por uma série de pílulas – ninguém perderia tempo preparando uma salada quando todos os nutrientes necessários estivessem ao alcance da mão. “Em cem anos, as pessoas vão se alimentar exclusivamente com pílulas sintéticas”, disse a escritora e ativista Mary Elizabeth Lease, em 1893. Nada mais improvável. “Nunca vamos abrir mão do prazer de preparar uma refeição, mesmo que seja usando uma impressora e não um fogão. A combinação de aromas e cores de um prato e o convívio ao redor da mesa com a família e os amigos são tão importantes hoje quanto há 3.000 anos”, afirma o agrônomo canadense Christophe Pelletier, autor de Future Harvests, livro que tenta prever como a humanidade vai se alimentar daqui a 37 anos.

Nove bilhões de bocas para alimentar – Algumas tradições vão mudar por um motivo simples: em quatro décadas, a humanidade vai ter ultrapassado os 9 bilhões de habitantes, 2 bilhões a mais do que atualmente. Em 40 anos, o planeta vai ter recebido mais uma quantidade de humanos equivalente à soma de uma China e dois Estados Unidos hoje. Vai ser preciso gerar comida o suficiente para cada um dos principais grupos alimentares – vitaminas, sais minerais, fibras, proteínas, carboidratos e gordura. Arroz, por exemplo, não será um problema: com dinheiro  e suporte da Academia Chinesa de Ciências da Agricultura, o agrônomo chinês Zhikang Li criou uma variedade que cresce rápido, produz mais grãos e é extremamente resistente a inundações, secas, pestes e insetos. São as proteínas de origem animal que representam o maior desafio.

Por essa razão, o vegetarismo é uma solução mais limpa, menos poluente e muito mais saudável-resta saber se vai ser uma agricultura genuínamente natural ou mais uma modificação genética-alimentos OGM

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação prevê que, em quatro décadas, o aumento da quantidade de terras usadas para a pecuária teria de ser da ordem de 70%, de 34 para 57,8 milhões de quilômetros quadrados, ou quase três Brasis. Impossível. “Não vamos conseguir produzir carne em quantidade suficiente para toda a população. Os bifes como conhecemos hoje vão ser raros e caros”, diz a britânica Morgaine Gaye, especialista em tendências do mercado de alimentos e professora na Nottingham Trent University.

Alternativas -serão saudáveis?

Algumas alternativas já existem, e são mais sofisticadas do que os produtos à base de soja. Depois de 10 anos de desenvolvimento em parceria com a Universidade do Missouri, a startup americana Beyond Meet desenvolveu um composto de ervilhas que, depois de processado, fica muito parecido com um pedaço de carne. Com a vantagem de não ter colesterol, gordura saturada ou os hormônios ministrados aos animais. O resultado é tão parecido com carne de frango que já enganou consumidores submetidos a testes cegos. Os ovos também já podem ser substituídos por um pó esverdeado da Hampton Creek Foods, de São Francisco, que tem o gosto do ovo comum e pode ser usado em bolos, saladas e doces. Mas é feito a partir de uma base de gergelim.

Estes produtos, entretanto, não vão dar conta da demanda em larga escala. Uma das soluções mais viáveis para o problema da demanda global por proteínas nas próximas décadas está nos insetos.

Pão de grilo –Para a FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, os insetos, esses “apetitosos” bichinhos crocantes de seis patas, são o futuro. Os motivos alegados são bons. Insetos são ricos em proteínas: proporcionalmente, moscas têm quase o dobro do que bois. Por outro lado, têm pouca gordura e boas doses de cálcio e ferro.

Também são animais fáceis de criar: eles ocupam pouco espaço, consomem menos água e se reproduzem com facilidade. Com 2 quilos de ração, é possível produzir 1 quilo de comida, enquanto que 1 quilo de carne de gado precisa de 8 quilos de alimentos. Variedade não falta: de acordo com a FAO, existem cerca de 900 espécies diferentes comestíveis. Em muitos países, eles já fazem parte da dieta há séculos: os japoneses comem vespas, os tailandeses gostam de grilos, os africanos cozinham larvas e os chineses vendem espetinhos de gafanhotos nas ruas. O governo da Holanda quer que o país entre nesta lista: está investindo 1 milhão de euros em pesquisas para dar início à criação de fazendas de insetos.

Fazenda de algas – O arquiteto canadense Jakub Dzamba, da Universidade McGill, tem seu próprio projeto de fazenda. E ela produz em larga escala, 24 horas por dia, não só insetos, como também algas e outros microorganismos comestíveis. A Fazenda do Terceiro Milênio, como ele chama a iniciativa, vai usar parte dos dejetos produzidos pelas cidades para criar animais comestíveis. “Os insetos têm sangue frio, e por isso mesmo podem usar todo alimento que consomem para aumentar de tamanho [eles não perdem energia aquecendo seus corpos]. Além disso, são capazes de se alimentar de basicamente qualquer coisa”, afirma Dzamba. “Nós já comemos algas, mas elas poderão ser produzidas em larga escala e disseminadas em saladas.” Além disso, pesquisadores da Universidade Sheffield Hallam, na Inglaterra, já desenvolveram versões em pó, que substituem o sal em alimentos processados.

É fácil de imaginar bufês de saladas de algas disseminados pelos restaurantes do mundo todo. Mas o consumidor ocidental dificilmente vai querer mastigar gafanhotos. Para vencer esta resistência, os holandeses estudam usar insetos como base para produzir carne processada, como hambúrgueres e almôndegas. E também adotá-los como base para enriquecer alimentos do dia a dia, como pães, massas e bolos produzidos com farinha feita de grilos.

NOTA DO MONICAVOXBLOG;Uma coisa é certa: pouca gente vai ter dinheiro para comer diáriamente grandes nacos de carne, como aqueles das nossas churrascarias. A carne processada vai dominar os pratos das pessoas. Estes hambúrgueres, almôndegas, nuggets, salsichas e linguiças poderão vir de boas imitações de carne. Ou de insetos. Ou da carne desenvolvida in vitro: uma cultura de células-tronco vai ser capaz de se reproduzir até formar um alimento igual aos que conhecemos hoje.

O PROBLEMA DA CARNE-COMO SUSTENTAR UM HÁBITO QUE AINDA FAZ PARTE DO CARDÁPIO DE MILHARES DE PESSOAS NO PLANETA

Hambúrguer de 325.000 dólares – Finalmente, depois de décadas de pesquisas e anos de expectativas, tudo indica que, ainda em 2013, a carne de laboratório vai se tornar realidade. O conceito é simples: produzir bifes a partir de células animais desenvolvidas in vitro. Na prática, chegar à carne sem a necessidade de criar e matar gado é uma tarefa difícil. A massa de células cresce, mas fica com a forma de uma gelatina. “É muito difícil dar à carne a estrutura que conhecemos. Ela é uma combinação complexa de tecidos, ligamentos, músculos e gordura”, diz o geneticista Stig Omholt, diretor do Centro de Genética Interativa da Universidade de Ciências Sociais da Noruega, que pesquisa o assunto há 15 anos. “Aparentemente, Mark Post conseguiu, ou está muito perto disso”.(nota pessoal;No Vegetarismo, podemos desenvolver muitas opções diferentes com nutrientes que necessitamos, sem precisar matar animais para comer, o que é uma característica das pessoas despertas e com uma consciência alimentar desenvolvida)

Chefe do Departamento de Fisiologia da Universidade Maastricht, na Holanda,Mark Post promete apresentar em Londres, nas próximas semanas, seu hambúrguer de laboratório, composto por 20.000 tiras finas de músculos. Por enquanto, um simples hambúrguer de 140 gramas vai sair pela bagatela de 325.000 dólares – o custo total necessário para sua produção. O preço deve cair à medida que os resultados do professor sejam reproduzidos e a indústria alimentícia se decida por aumentar os investimentos no setor; a carne in vitro representaria, de acordo com um estudo da Universidade Oxford, menos 35% a 60% de demanda por energia. Os laboratórios só usariam 2% das terras usadas por fazendas e emitiriam de 80% a 95% menos gases causadores do efeito estufa.

Para alcançar a consistência de bife, Gabor Forgacs, pesquisador da Universidade de Missouri, fundou a Modern Meadow, uma startup que está tentando desenvolver um suporte viável para as células animais usando impressoras 3D. Os resultados concretos não são esperados para esta década – primeiro, Forgacs pretende criar couro em laboratório.A ciência também está sendo aplicada em outras frentes. A engenharia genética e a nanotecnologia prometem mudar a cor, o tamanho e os nutrientes de alimentos que conhecemos bem. E as impressoras 3D vão dar um sentido totalmente novo ao ato de cozinhar.

Impressora na cozinha –

Vários alimentos que prometem compor o prato do futuro estão em desenvolvimento. Uma equipe de pesquisadores americanos e israelenses já produziu tomates com aroma de limão. Israel, aliás, é um polo de desenvolvimento: os fazendeiros de lá já criaram pimentões com três vezes mais vitaminas, cenouras que se parecem batatas e bananas geneticamente modificadas para ficarem azuis – elas têm mais potássio, e a cor inusitada não tem objetivo algum, a não ser atrair os clientes mais curiosos e corajosos. Na Inglaterra, pesquisadores do Centro John Innes desenvolveram tomates roxos, geneticamente modificados para ter o dobro de antioxidantes e ajudar na prevenção de câncer.Em outra frente, nanopartículas aplicadas em sementes podem acusar se o alimento está contaminado por bactérias e matá-las. Quando em contato com a língua, também serão capazes de bloquear ou reforçar sabores. “Podemos imaginar maracujás muito mais doces, sem a sensação de azedo. Ou exatamente o contrário, dependendo da vontade do cliente”, afirma Christophe Pelletier. Na forma de embalagens, também podem preservar os nutrientes por mais tempo e, com isso, reduzir a necessidade de agrotóxicos durante o plantio-(Devemos sempre prestar a atenção nestas pesquisas e ficarmos alertas para a manipulação genética destes alimentos, o que pode ser altamente prejudicial á saúde;por outro lado, podemos acentuar características benéficas e diminuir os agrotóxicos.Só o tempo dirá os benefícios e os malefícios destas técnicas)

O preparo dos alimentos também vai mudar. E ficar mais parecido com a cozinha dos Jetsons, desenho criado na década de 60 que retratava uma família futurista e no qual a comida era produzida por computadores – a mãe só precisava perfurar cartões (algo não muito futurístico) para fazer a encomenda para a máquina. A Nasa está investindo no projeto do engenheiro mecânico Anjan Contractor, que está desenvolvendo formas de transformar carboidratos, proteínas e nutrientes em pós, que poderão ser misturados de acordo com o gosto do cliente. Seria prático para os astronautas, que poderiam comer pizza no espaço, e também para as residências: pessoas de idade ou com dificuldade de locomoção, por exemplo, poderiam cozinhar sem esforço.

Segundo a Business Week, a rede americana de fast food Taco Bell deixou de lado a palavra carne em seus novos pratos, substituindo-a simplesmente por “proteína”. Uma forma de se antecipar ao advento da carne sintetizada? O futuro previsto em Os Jetsons ainda não chegou, mas parece cada dia mais próximo.

O DESAFIO ALIMENTAR DO PLANETA NOS PRÓXIMOS ANOS

Os impactos ambientais na agricultura criam problemas de instabilidade, escassez e volatilidade de preços de alimentos. Isto já é perceptível em alguns mercados, especialmente em países mais pobres e vulneráveis, que são severamente atingidos por extremos do tempo como enchentes e seca – e onde problemas estruturais como armazenamento e distribuição são agravados pela pobreza.

O mundo precisa urgentemente melhorar o modo como produz e consome alimentos. Nas próximas décadas, o setor agrícola, que emprega duas bilhões de pessoas, vai ter de fornecer comida suficiente para uma população crescente e ser um agente de desenvolvimento econômico social e econômico inclusivo. Os riscos ambientais, no entanto, aumentam.

Atualmente, usamos cerca de metade da vegetação do planeta para a produção de alimentos, de acordo com o World Resources Institute. A quantidade de terra utilizada pela agricultura cresceu em mais de dez milhões de hectares por ano desde os anos 1960, e a expansão das áreas de colheita e de pasto criam mais pressão sobre as florestas tropicais. Os espaços encolhem e os que restam são ameaçados por fenômenos criados pela própria atividade – a agricultura hoje responde por quase um quarto das emissões globais de gases de efeito estufa e 70% do uso de toda a água doce. Estas tendências tendem a se intensificar. Até 2050, o setor pode consumir 70% de todo o “orçamento” permitido de emissões consistente com a limitação ao aumento de temperaturas do planeta em até 2°C – limiar do cenário de desastre.Há um grande gap a ser fechado, e isto tem de ser feito de maneira sustentável, de forma a melhorar a vida de agricultores pobres e reduzir o impacto da atividade no ambiente, que traria degradação dos solos, escassez de água e efeitos adversos da mudança do clima.Mais de 800 milhões de pessoas vivem hoje em estado de insegurança alimentar, o que significa que estão periódicamente com fome. Existe um fosso de 69% entre as colheitas de calorias produzidas em 2006 e aquelas necessárias em 2050. Durante o mesmo período, a produção de leite e carne de pastos precisará crescer 40%, mais do que aumentou de 1962 a 2006.

“Bem-vindos à nova geopolítica da escassez de alimentos,” diz Lester Brown, fundador do WorldWatch Institute, e fundador e presidente do Earth Policy Institute, autor dePlaneta Cheio, Pratos Vazios – A Nova Geopolítica da Escassez Alimentar, de 2012. O influente pensador dizia já em 1978, em outra obra, que o mundo corria risco pela “sobrepesca, desmatamento e transformação de terra em deserto”.

Apenas na última década, diz ele, os estoques mundiais de grãos caíram em um terço. O súbito aumento de preços de alimentos, que dobraram entre 2007 e 2008, deixou mais pessoas famintas que em qualquer momento da história. Quando o período de abundância alimentar foi inaugurado, nos anos 1960, o mundo tinha 2 bilhões de habitantes. Hoje, tem 7 bilhões. De 1950 a 2000 houve saltos bruscos ocasionais de preços em grãos como resultado de eventos induzidos pelo tempo, mas seus efeitos eram de curta duração e logo tudo voltava ao normal. Normal é algo que não existe mais.

A escassez de alimentos provocou a queda de civilizações antigas como a dos sumérios e maias porque elas adotaram um modelo agrícola ambientalmente insustentável. E, enquanto nestes casos, a falência possa ser atribuída a duas tendências como desmatamento e erosão de solos, atualmente os problemas são de muitas naturezas, como a depleção dos aquíferos, o pico da produtividade de grãos e o aumento de temperaturas. Para países ricos como os EUA, onde as pessoas gastam 9% de sua renda com comida, não parece tão sério. Mas pense naqueles que gastam de 50 a 70% dos seus rendimentos para se alimentar, e no que acontece com eles quando os preços dobram. O número de pessoas com fome no planeta estava caindo nas últimas décadas do século 20, chegando a 792 milhões em 1997. A partir daí, começou a subir, chegando a 1 bilhão, e a situação mais grave é a encontrada no subcontinente indiano e na África Sub-saariana.

Há até o prejuízo causado a safras pelos automóveis. Extensões cada vez maiores de terras agricultáveis estão sendo usadas para a insana produção de biocombustíveis, que irão alimentar uma frota sedenta – caso de extensões imensas de solo compradas muitas vezes ilegalmente ou tomadas por corporações na África para alimentar veículos na Europa. E há poucos sinais de que líderes políticos estejam entendendo a magnitude da crise.

Outro especialista, Paul McMahon, aponta em O Delírio Alimentar: A Nova Política da Comida (2013) que o que se planta hoje é o bastante para alimentar 9 bilhões de pessoas, população projetada para 2050. Para aumentar a disponibilidade, é preciso reduzir o desperdício, e usar cereais para colocar nas bocas de seres humanos, e não de animais – o que acontece em escala crescente pelo consumo de proteína das novas classes médias de países emergentes. Em partes da África, por exemplo, a produção pode dobrar, se não houvesse falta de conhecimento, de acesso à tecnologia e mercado disfuncionais.

McMahon descreve um quadro utópico: “Imagine que não existam fronteiras, disparidades econômicas, ou relações desiguais de poder dentro de sociedades. Em vez disso, pensem o planeta como um sistema único que pode ser administrado para fornecer alimentos e outros serviços para a humanidade”. Porém, ele mesmo diz, a suposição é uma “fantasia”.

No clássico Saciados e Famintos: Poder e a Batalha Oculta pela Sistema Alimentar Mundial (2007), Raj Patel examina um paradoxo. Sua tese é que a existência simultânea de quase um bilhão de pessoas subnutridas e o mesmo número de gente com sobrepeso é na verdade um corolário de um sistema no qual um punhado de corporações tiveram permissão de se apropriar do valor da cadeia alimentar. As consequências sociais são desastrosas, apesar de toda a retórica neoliberal de livre comércio e escolha.

Em um seminário realizado em Roma pela organização de alimentos e agricultura da ONU em 2009 (FAO), Como Alimentar o Mundo em 2050, se advertiu que a agricultura irá ser forçada a competir por terra e água com o espalhamento urbano, será exigido que ela atue em outras frentes importantes: adaptação e mitigação da mudança do clima, ajuda para preservar habitats naturais, proteger espécies ameaçadas e manter um alto nível de biodiversidade. Como se estes desafios não bastassem, cada vez menos pessoas viverão no campo, e menos ainda serão agricultores.

As questões levantadas pela FAO são muitas e diversas. Seremos capazes de produzir comida a preços acessíveis ou preços maiores de alimentos vão levar mais pessoas à pobreza e fome. Quais são as novas tecnologias que nos ajudarão a utilizar recursos escassos com mais eficiência, aumentando e estabilizando safras? Estamos investindo o suficiente em pesquisa e desenvolvimento para que revoluções aconteçam a tempo? Quanto precisamos investir para ajudar a agricultura a se adaptar à mudança do clima, e o quanto ela pode contribuir para mitigar eventos extremos do tempo?

Caso não haja soluções para estes problemas, os custos sociais serão imensos. O peso para a economia global trazido pela desnutrição, como resultado de produtividade perdida e custos diretos de saúde, podem ser de até 5% do PIB mundial, equivalente a U$ 3.5 trilhões por ano, ou U$ 500 por pessoa. Os custos da subnutrição e deficiência de micronutrientes são estimados em 2% 3% do PIB global, equivalente a U$ 1.4 trilhão e U$ 2.1 trilhões por ano. Uma conta muito cara, em dinheiro e, principalmente, em vida perdidas.

Resultado de imagem para imagens sobre a comida do futuroA COMIDA DO FUTURO

Inovações buscam oferecer alimentos de maior qualidade a um consumidor cada vez mais consciente

A bebida Soylent, lançada em 2013 e hoje vendida nos Estados Unidos e no Canadá, pode ser considerada um dos símbolos da “comida do futuro”. A Soylent é um complexo vitamínico, composto por proteína de soja, óleo de algas e isomaltulose (um substituto do açúcar comum que é liberado mais lentamente no sangue). A propaganda avisa que a bebida atende a todas as necessidades alimentares do ser humano. Com o Soylent a pessoa não precisaria comer mais nada, ou seja, uma vida sem variedade de sabores, mas também sem panelas, fogão e sem idas ao supermercado no fim de semana, experiência vivida pelo criador da bebida, o engenheiro de software norte-americano, Rob Rhinehart. Como não precisa de refrigeração, a suposta comida do futuro economiza energia, custa mais barato que uma refeição normal e ainda reduz o impacto ambiental das inúmeras embalagens dos alimentos (a embalagem da Souylent é feita com material reciclável) e com transporte.  Será esse o modelo de alimentação no futuro?

A despeito de algumas vantagens, ainda não há trabalhos científicos investigando os efeitos do uso exclusivo de Soylent para a saúde. E ainda a questão do mesmo gosto todos os dias em todas as refeições. De acordo com depoimento de consumidores, a bebida, esbranquiçada e pastosa, tem um gosto insosso, ou seja, em se parece muito pouco com uma refeição de verdade.

Para Raul Amaral, coordenador da plataforma de inovação tecnológica, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, uma coisa é certa: “o ser humano vai continuar a comer por prazer. É difícil imaginar a pessoa comer pensando no alimento apenas como remédio”, afirma. Já que não vamos ingerir sómente pílulas, como faziam os personagens da família Jetsons (série de desenho animado, exibida originalmente na década de 1960), para onde apontam as pesquisas na área de alimentos.

Qualidade e conveniência

 Segundo diretor geral do Ital, Luis Madi, as novas gerações, sempre com celular em punho e fazendo duas ou mais atividades ao mesmo tempo, passam por um processo de “snackificação”, que não significa “comer qualquer coisinha” ou algo necessariamente ruim. “Existem refeições líquidas, como sopas, que podem ser feitas durante o expediente, embalagens que não sujam a mão, produtos que não soltam farelo, capazes de aliar qualidade ao ritmo do mundo de hoje”, diz. Trata-se de uma mudança na maneira tradicional de se alimentar. “Assistimos a uma fragmentação na divisão tradicional das refeições – café da manhã, almoço e jantar. Ela não acaba, mas, se não deu tempo, a ideia é que existam produtos com nutrientes para serem consumidos”, acredita Madi. “Não se trata de substituir refeições por aqueles shakes para emagrecer, mas de ter disponível um leque de possibilidades que componham uma alimentação adequada, dada uma nova realidade”, afirma.(essa nova realidade implica tempo, e as novas demandas do sistema vingente,cada vez mais priorizam o tempo dedicado a manter esta estrutura em detrimento á saúde e o bem estar causado por uma alimentação natural e saudável-o preço á pagar por essas atitudes facilitadoras é alto, o que torna as pessoas sem a consciência alimentar necessária para a ascenção.)

As dietas tendem a ser mais equilibradas e personalizadas. Segundo Amaral, pesquisas na área da nutrigenômica, ciência que estuda a influência dos componentes dos alimentos em suas interações no genoma humano, indicam que será possível indicar, a partir do perfil genético da pessoa, o que é bom para ela ou não. 

Funcionais – Enquanto a nutrigenômica permanece no campo da teoria, as pesquisas sobre a relação entre alimentação e saúde, e nesse contexto o estudo da função cada alimento no organismo, já entrega diversos produtos nas prateleiras dos supermercados, os alimentos funcionais. De acordo com a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), a característica principal de um alimento funcional é fornecer, além das funções nutricionais, efeitos benéficos à saúde, redução do risco de doenças crônicas degenerativas, como câncer e diabetes, dentre outras. Um exemplo desse tipo de alimento, cuja ação foi comprovada cientificamente é o leite fermentado que possui lactobacilos. Eles favorecem as funções gastrointestinais, reduzindo o risco de constipação e câncer de cólon.

No entanto, é necessário ficar atento porque os alimentos funcionais precisam ser registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e esse registro depende de um relatório científico detalhado, comprovando os benefícios e a segurança do alimento. “Alguns chamam esses produtos de “nutracêuticos”, uma mistura de alimento com fármaco. É possível encontrar muitos produtos com essa proposta na farmácia, mas nem todos têm seus benefícios comprovados cientificamente. Esse é o grande nó do funcional: não há uma relação direta entre comer e não ter a doença, não dá para garantir”, relativiza Madi. “E uma área repleta de desafios científicos”, afirma.

Sustentabilidade 

A preocupação a sustentabilidade também tem produzido inovações na indústria de alimentos e novidades para o consumidor. Embalagens verdes para refrigerantes são um exemplo. Elas são produzidas com biopolímeros, um plástico fabricado a partir matérias-primas renováveis como cana-de-açúcar, milho, mandioca e batata, e óleos de girassol, soja e mamona. A principal vantagem é que eles se degradam rápidamente na natureza. Para se ter uma idéia, a garrafa de plástico feita com derivados do petróleo demora em média 40 anos para se decompor e o biopolímero demora, no máximo, 180 dias. Há também as embalagens interativas. De acordo com o diretor do Ital, algumas mostram se houve flutuação de temperatura de um produto congelado ou refrigerado, se o produto já passou da validade, podem absorver oxigênio e umidade para que não haja oxidação ou degradação por umidade no produto. Isso já existe no mercado, o problema ainda é o custo.

No futuro, o ato de se alimentar será muito mais criterioso e complexo. A comida tem adquirido outros significados: a qualidade, os efeitos na saúde e os impactos para o meio ambiente são questões que estarão cada vez mais presentes no ato de se alimentar;há uma tendência de melhora substancial na qualidade da alimentação porque comer será um ato mais consciente e talvez até mais prazeroso, dados os avanços tecnológicos. 

Você comeria?

Nos Estados Unidos, já existe barra de cereal feita de grilos e farinha composta por insetos. “Existe repulsa cultural do Ocidente, mas é uma alternativa que a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) propõe como solução para uma situação extrema de demanda por proteína”, explica o diretor do Ital, Luis Madi. A previsão é de que até 2050 a população mundial cresça para até 9 bilhões de pessoas, forçando aumento da produção de alimentos, com impactos diretos no meio ambiente, que já sofre com escassez de água. De acordo com a FAO, insetos comestíveis são fonte de proteína de alta qualidade, vitaminas e aminoácidos para os seres humanos. Grilos precisam de seis vezes menos alimento que o gado para gerar a mesma quantidade de proteína. Também pensando na questão da produção de carne, uma equipe de cientistas holandeses da Universidade de Maastricht, desenvolveu um hambúrguer feito de células do músculo de uma vaca. As células foram extraídas e colocadas numa solução (cultura) com nutrientes para crescimento e multiplicação. Segundo o Environment, Science & Tecnology Journal, um estudo independente mostrou que a carne de laboratório  Meat, está desenvolvendo uma carne feita a partir de plantas, com menos impactos ambientais. A promessa é que o produto tem o mesmo gosto da carne animal.

 

E os Alimentos Orgânicos?

A agricultura orgânica busca o equilíbrio e o desenvolvimento sustentável do meio ambiente, fauna, flora e ser humano, onde todos possam interagir com respeito. Alimentos orgânicos são aqueles cultivados sem insumos químicos, respeitando o meio ambiente e as relações sociais. É possível encontrar verduras, legumes, frutas,ovos e até cervejas e vinhos orgânicos.Como a produção orgânica objetiva a realização de processos produtivos em equilíbrio com o ambiente, no cultivo estão proibidos agrotóxicos sintéticos, adubos químicos e sementes transgênicas. As normas de certificação são rígidas. A produção deve obedecer a princípios rigorosos de manejo do solo, dos animais, da água e das plantas, buscando promover a saúde do homem, a preservação de recursos naturais e a oferta de condições adequadas de trabalho aos empregados.

O que diferencia a produção orgânica da convencional?

• Respeito ao ciclo das estações do ano e às características da região.

• Colheita de vegetais na época de maturação (sem indução).

• Rotação e consorciação de culturas.

• Uso de adubos orgânicos e reciclagem de materiais.

• Tratamentos naturais contra pragas e doenças dos vegetais e plantas invasoras manejadas sem herbicidas.

• Acesso dos animais a piquetes abertos.

• Alimentação orgânica e uso de práticas terapêuticas para cuidado com os animais.

• Produtos separados dos não-orgânicos, desde o manuseio ao maquinário e do transporte à venda.

• Prateleiras e geladeiras para a venda limpas e desinfetadas, sob critério e fiscalização das certificadoras.

• Propriedades que exploram os trabalhadores ou usam mão-de-obra infantil não recebem o certificado.

Vantagens nutricionais

Há quem questione as vantagens nutricionais dos alimentos orgânicos porque, em termos de macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras), praticamente não há diferenças entre eles e os convencionais. No entanto, há estudos que comprovam que, como os vegetais cultivados sem agrotóxicos desenvolvem mais defesas naturais, os orgânicos possuem mais micronutrientes (minerais, vitaminas, fitonutrientes e antioxidantes), sintetizados como defesa natural contra os insetos e plantas competitivas. Para evitar o uso dos pesticidas, a produção orgânica busca criar outros mecanismos de controle das pragas, como o cuidado com a plantação e o reforço na adubação por esterco, gerando um modelo de produção mais dispendioso. E o processo de conversão para o modelo orgânico de cultivo ou de criação de animais exige providências como adaptações materiais, melhor remuneração do trabalhador e outros fatores que encarecem os produtos.Contra os argumentos de que as vantagens nutricionais não compensariam o preço, ou de que os resíduos de agrotóxicos nos alimentos poderiam ser eliminados com uma higiene adequada, os defensores dos orgâ- nicos argumentam que as vantagens vão além das nutricionais. O cultivo de orgânicos contribui com a conservação dos recursos naturais, com a recuperação da fertilidade do solo e com a qualidade de vida do trabalhador rural, e ajuda a reduzir a quantidade de produtos químicos que poluem a terra, a água e o ar.

(Nota do Monicavoxblog;A saúde, o bem-estar e a qualidade de vida de uma população de seres humanos decorrem da quantidade e qualidade dos alimentos consumidos por ela, assim como de seu estilo de vida. A integridade e a biodiversidade da flora e fauna subterrânea dispõe para as plantas uma variedade de nutrientes, o que acarreta melhor qualidade dos alimentos que ingerimos. Entretanto, a nutrição é o resultado da interação entre o alimento que ingerimos e o nosso organismo, isto é, o mesmo alimento pode ter efeitos distintos em pessoas diferentes. O alimento consegue exercer totalmente sua função quando o organismo está em condições de assimilá-lo, separar o que é aproveitável do que é dispensável, transformá-lo e transportá-lo aos tecidos que dele necessitam. É fundamental que o homem recupere sua sensibilidade e reconheça suas demandas essenciais, fazendo escolhas alimentares mais saudáveis diante de tantos novos produtos disponíveis nas prateleiras dos supermercados).

ACABAR COM A FOME E FAZER A TRANSIÇÃO PARA SISTEMAS AGRÍCOLAS E ALIMENTARES SUSTENTÁVEIS E SAUDÁVEIS-UMA DAS METAS DO PROJETO DA NOVA TERRA

O futuro que queremos não se concretizará enquanto a fome e a subnutrição persistirem, e não se materializará também sem uma gestão sustentável dos sistemas agrícolas e alimentares. Para alcançar um mundo sem fome através do desenvolvimento sustentável os países e as economias do planeta devem comprometer-se a:

1. Acelerar o ritmo de redução da fome e da subnutrição, com vista a erradicá-los no futuro próximo.

2. Utilizar as Diretrizes Voluntárias para Apoiar a Realização Progressiva do Direito Humano à Alimentação Adequada no Contexto da Segurança Alimentar Nacional e as Diretrizes Voluntárias para uma Governação Responsável da Posse da Terra, Pescas e Florestas no Contexto da Segurança Alimentar Nacional, que formam o enquadramento geral para alcançar a segurança alimentar e um desenvolvimento sustentável e equilibrado.

3. Apoiar os esforços de todos aqueles que trabalham na alimentação e agricultura, especialmente nos países em desenvolvimento e menos desenvolvidos, para implementar abordagens técnicas e políticas para o desenvolvimento agrícola que integrem a segurança alimentar e os objetivos ambientais.

4. Assegurar uma distribuição equitativa dos custos e benefícios da transição para um consumo e uma produção agrícola sustentáveis, e para que os meios de subsistência das pessoas e o acesso aos recursos sejam protegidos.

5. Adotar abordagens integradas para a gestão de múltiplos objetivos e vincular as fontes de financiamento para alcançar a sustentabilidade dos sistemas agrícolas e alimentares.

6. Implementar reformas de governação com base nos princípios da participação, transparência e responsabilidade para assegurar que as políticas sejam realizadas e os compromissos sejam cumpridos. O Comité de Segurança Alimentar Mundial pode servir de modelo para essas reformas.

Os sistemas agrícolas e alimentares são fundamentais para pessoas e ecossistemas saudáveis ;Fundamentalmente, uma vida saudável e produtiva depende da segurança alimentar e nutricional. No entanto, centenas de milhões de pessoas sofrem de fome e de outras deficiências nutricionais, e a maioria dessas pessoas obtém a sua subsistência da agricultura. Devemos reconhecer que os milhões de pessoas que gerem sistemas agrícolas – desde os mais pobres até aos produtores mais comercializados – constituem o maior grupo de gestores de recursos naturais na Terra. As suas decisões, bem como as dos 7 bilhões de consumidores do mundo, são a chave para a segurança alimentar global e para a saúde dos ecossistemas mundiais. As condições necessárias para alcançar a segurança alimentar universal e a nutrição, a gestão ambiental responsável e uma maior equidade na gestão de alimentos cruzam-se nos sistemas agrícolas e alimentares ao nível global, nacional e local.Algumas considerações a serem feitas;

1-Os pequenos agricultores cultivam cerca de 80 % das terras aráveis em África e na Ásia.

2-Três quartos dos pobres e esfomeados do mundo vivem em áreas rurais e a maioria deles depende da agricultura e atividades relacionadas para a sua subsistência.

3- Quarenta por cento das terras degradadas do mundo estão localizados em áreas com altas taxas de pobreza.

4-Os ecossistemas agrícolas são de longe os maiores ecossistemas geridos em todo o mundo. A gestão sustentável dos recursos agrícolas é a chave para o desenvolvimento sustentável.

5-A agricultura e a pecuária usam 70 % de todo o consumo de água e, juntamente com a silvicultura, ocupam 60 % da superfície terrestre do planeta.

6-Apenas a produção animal utiliza 80% da área total de cultivo e pastagem.

7-Os sistemas alimentares consomem 30 % da energia do mundo.

8-Os oceanos cobrem 70 % da superfície da terra e sustentam a pesca e aquicultura; a aquicultura também é responsável por uma crescente parcela do uso da terra e da água doce.

9-A agricultura é responsável por cerca de 30% das emissões totais, e prevê-se que seja uma fonte significativa de crescimento das emissões no futuro.

AÇÕES ESSENCIAIS PARA ALCANÇAR O FUTURO QUE QUEREMOS:

1. Estabelecer e proteger os direitos aos recursos, especialmente para os mais vulneráveis; São necessários direitos de propriedade claros para promover o acesso equitativo e a gestão sustentável dos recursos. A posse tem implicações significativas para o desenvolvimento sustentável. Como a intensificação da concorrência global sobre recursos naturais, as assimetrias de poder podem levar os grupos mais vulneráveis a sofrer a perda de acesso aos recursos naturais. Os países e seus parceiros de desenvolvimento devem utilizar as Diretrizes Voluntárias para uma governação responsável da posse da terra, pescas e florestas no contexto da segurança alimentar nacional nas suas estratégias e políticas de segurança alimentar. As diretrizes são uma referência para leis e políticas que regulam o acesso e os direitos de propriedade de terras, pescas e recursos florestais. As diretrizes também podem proporcionar as melhores práticas a investidores e empreendedores e fornecer referências aos grupos da sociedade civil dos direitos à terra, para usarem no seu trabalho em nome das comunidades rurais.

2. Incorporar incentivos para consumo e produção sustentáveis em sistemas alimentares Para uma transição para um futuro de sistemas agrícolas e alimentares sustentável teremos de “produzir mais com menos” e as dietas terão de ser sustentáveis. Para que os consumidores individuais e os produtores tenham plenamente em conta o valor dos recursos naturais e o ambiente na sua tomada de decisões, os incentivos à produção e consumo sustentáveis devem ser incorporados no planeamento, instituições, tecnologias e cadeias de valor. A informação ao consumidor e a rotulagem, a regulamentação do teor de alimentos e da publicidade, melhores padrões de segurança alimentar e normas voluntárias de sustentabilidade podem promover o consumo sustentável. Reduzir o desperdício de alimentos não só vai aumentar a oferta de alimentos disponíveis, como também irá poupar os recursos naturais. A diminuição de 50 % nas perdas de alimentos e de desperdícios a nível mundial pode salvar 1.350 km3 de água por ano – quase quatro vezes a precipitação anual da Espanha. Do lado da produção, os incentivos podem ser criados através, nomeadamente, de uma melhor regulação da agricultura – poluição relacionada e utilização de insumos; políticas de crédito, extensão e insumos de abastecimento para apoiar práticas de produção sustentáveis; e pagamentos diretos por serviços ambientais.

3. Promover mercados agrícolas e alimentares justos e eficazes Mercados agrícolas e alimentares eficazes podem fornecer incentivos a produtores e consumidores para a transição para um consumo e produção sustentáveis. São necessárias mudanças fundamentais para conseguir um sistema mais justo e mais eficaz do comércio internacional, especialmente num momento de preços elevados e voláteis. Uma nova agenda para as negociações comerciais é necessária, com especial atenção para a salvaguarda das necessidades dos países com insegurança alimentar e importadores de alimentos, incluindo mais liberdade para que os países em desenvolvimento possam utilizar políticas domésticas para responder às suas necessidades de segurança alimentar. Atualmente existem laços mais fortes entre o mercado alimentar e o energético, e devem ser tomados cuidados para que as políticas agrícolas e de energia não agravem a volatilidade dos preços dos produtos. Do lado do consumo, medidas como aumento da flexibilidade nas políticas de biocombustíveis têm sido propostos para reduzir a pressão dos biocombustíveis sobre os mercados alimentares. A abertura dos mercados internacionais das matérias-primas e produtos de energia renovável para que a produção possa ocorrer onde for economicamente, ambientalmente e socialmente mais viável, também ajudaria a expandir o mercado e a reduzir a volatilidade. Melhorar as infraestruturas dos mercados internos e a construção de cadeias de valor acessíveis aos pequenos produtores e de baixos rendimentos aumenta os seus rendimentos agrícolas e facilitar o acesso aos alimentos.

4. Reduzir riscos e aumentar a resiliência dos mais vulneráveis Os mercados alimentares em muitos países em desenvolvimento não funcionam bem por causa da infraestrutura insuficiente, instituições fracas e da falta de regulamentação adequada. O bom funcionamento dos mercados domésticos suaviza a variabilidade, facilita a transferência de excedentes de alimentos para outros locais e gere as flutuações de preços ao longo do tempo. Melhores informações e transparência sobre a oferta, a procura e os stocks também podem reduzir a volatilidade nos mercados. Os pequenos agricultores ainda enfrentam riscos, tanto dos mercados como dos choques ambientais, pelo que reduzir a vulnerabilidade e aumentar a resiliência dos meios de subsistência e sistemas alimentares é cada vez mais importante, quer no contexto de emergência como de desenvolvimento. A redução de riscos e a adaptação às alterações climáticas devem ser integradas nas políticas nacionais de desenvolvimento (agrícola, de desenvolvimento rural, segurança alimentar e proteção social), bem como nos investimentos públicos. O objetivo deveria ser a ponte entre a resposta humanitária e a ajuda ao desenvolvimento.

5. Investir recursos públicos em bens públicos essenciais, incluindo a inovação e infraestrutura O financiamento público para a agricultura precisa de ser aumentado e reorientado para bens públicos essenciais, tais como inovação e infraestrutura e para a criação de um ambiente favorável ao investimento privado. Houve um sub-investimento significativo em bens e serviços públicos para a agricultura, especialmente aqueles de relevância para os pequenos produtores, e na co-gestão e gestão de base comunitária de recursos comuns, tais como pesca, florestas e recursos hídricos. A quantidade e qualidade do investimento para a investigação e divulgação sobre produção sustentável de alimentos e tecnologias de manuseio, bem como em infraestrutura física e institucional para facilitar o investimento privado necessário, tem de ser aumentada. Tecnologias para aumentar a resiliência, variedades de culturas resistentes à seca e ao calor, adaptadas às condições climáticas e geográficas locais e às necessidades dos pequenos agricultores, são claramente importantes no contexto da adaptação às alterações climáticas e gestão de riscos. Investimentos públicos específicos em bens públicos e nas instituições devem também apoiar o investimento privado a realizar uma agricultura sustentável. O investimento público pode aproveitar mais os grandes fluxos de investimento privado ao longo das cadeias de valor, criando um ambiente de investimento favorável e reduzindo as barreiras para a transição para sistemas sustentáveis.

Visão pessoal…

Atualmente recebemos muitas informações a respeito da saúde e da alimentação através da mídia. A cada dia surgem novos produtos alimentícios, novas tecnologias e algumas vezes ouvimos termos que, ao invés de esclarecer, tornam mais difíceis nossas escolhas alimentares do dia-a-dia. Termos como alimentos orgânicos, light, diet, funcionais, nutracêuticos e transgênicos já fazem parte do nosso vocabulário, mas existe ainda pouco esclarecimento sobre o que efetivamente significam e quais as diferenças entre eles. Estamos vivendo em um momento crítico da história da terra, na qual nós precisamos eleger o futuro que queremos. Os riscos são grandes para se seguir adiante. Todas as formas de vida inclusive a nossa está sob uma ameaça constante desencadeada pelo sapiens sapiens.Estamos em uma encruzilhada que cada vez mais nos obriga a enfrentar e repensar nosso destino comum. Nossos atuais hábitos de consumo são quase que totalmente insustentáveis, gerando cada vez mais destruição do meio que se vive, tornando todos os espaços de vivência e habitação em locais completamente artificiais. O ritmo evolutivo da nossa civilização a que chamamos e consideramos modernos podem ser considerados como de uma geração que ainda não alcançou a maturidade ambiental, não conseguiu perceber que quanto mais nos afastamos dos ciclos da natureza, mas estamos evocando o desequilíbrio ecológico de todas as formas de vida. Quase todos os espaços criados pelos seres humanos estão ultrapassando a escala humana de manejo, necessitando cada vez mais de tecnologias que contribuem para a criação e manutenção de espaços humanos completamente artificiais, onde tudo é manejado por controles e comandos eletro-eletrônicos. Controla-se o ar, a temperatura, a umidade, a refrigeração, a claridade, até a alimentação de todos que fazem parte deste mesmo ambiente, que a meu ver não pode ser considerado de ecossistema. As nossas casas estão cada vez mais se tornando em centrais poluidoras e distantes de serem considerados espaços que abrigam seres da natureza. O esforço individual de cada um de nós pode fazer a diferença e causar mudanças profundas. Somos muitos habitantes, mas se cada um iniciar por fazer algo, poderá redirecionar e mudar muitas coisas, espaços e cabeças. Precisamos ecologizar todos os espaços iniciando este processo por nossa consciência que permanentemente nos indica o que queremos e como fazer. A decisão é sua, e o apelo é a da natureza. Educando os filhos para a sustentabilidade, é a solução mais plausível e passível de conseguir resultados ,se quisermos que modelos de sustentabilidade possam virar e ser princípios norteadores de nossas ações presentes e futuras; temos que preparar as próximas gerações. A ecologização ainda não faz parte da nossa cultura, mas precisamos fazer com que ela se torne essencial.

INSPIRAÇÃO…

Christianne de Vasconcelos Affonso Nutricionista, Especialista em Qualidade de Vida e Atividade Física, UNICAMP/ Mestre em Ciência dos Alimentos, USP, Doutora em Tecnologia de Alimentos, UNICAMP

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) – http://www.anvisa.gov.br Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) – http://www.embrapa.brMinistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – http://www.agricultura.gov.br

O futuro da alimentação,saúde,ambiente e economia-PDF CCAS – Conselho Cientifíco para Agricultura Sustentável

agricultura-urbana-agroecologica-auxilia-promocao-da-saude-revela-pesquida-da-USP/”Agenda-21-RIO-92-ou-ECO-92/capitulo-14-promocao-do-desenvolvimento-rural-e-agricola-sustentavel.html”

A QUESTÃO ECOLÓGICA URBANA E A QUALIDADE AMBIENTAL URBANAInstituto de Estudos Avançados da USP debate Agroecologia

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Recomendo….

A energia do medo

Resultado de imagem para imagens sobre a transição planetáriaO planeta Terra está terminando seu ciclo de 26.000 anos e através do seu próprio processo evolutivo logo estará adentrando na 5º Dimensão.  Por isso sentimos a aceleração do tempo, como se os dias estivessem passando rápidamente. Temos essa sensação porque a 5º Dimensão é uma freqüência bem acelerada em termos de vibrações. Atualmente podemos dizer que estamos na 4º dimensão.Tenhamos consciência que ao realizar todos os exercícios de limpeza e a transmutação do MEDO estaremos não só aumentando nossa freqüência de luz no seu corpo físico como estaremos ajudando de uma maneira efetiva o Planeta Terra.

A ascensão consiste em elevar a frequência da energia de todos os  campos mais densos, incluindo as células do corpo físico, de tal forma que deixem de conter qualquer resquício de energia que reflita esses planos inferiores. A frequência de energia mais baixa, de medo, raiva, ódio, e outras energias negativas não são compatíveis com a 5º dimensão. Em virtude disso que enfatizo que a limpeza é de suma importância para a nossa ascensão, pois quem estiver vibrando com alguma energia de medo, raiva, ódio ou qualquer outra energia mais densa terá que ir para os outros planetas de freqüência muito baixa e realizar a depuração e transmutação e aguardar mais um ciclo de 26.000 anos.

Cada um de nós ressoa com um espectro energético que vocês podem mudar do medo para o amor. Essas vibrações energéticas são parte do compromisso da sua alma, que é o motivo pelo qual vocês estão conscientes e se sentem arrastados para certos tipos de sofrimento. Alguns querem curar a fome, outros a doença, outros os indefesos e incapazes, outros trabalham para outorgar poder às crianças. Quaisquer que sejam as energias de que precisem para curar no mundo, são as mesmas que vocês devem curar internamente, à medida que elas representam a sua jornada Kármica, a sua desconexão e as feridas da sua alma.Infelizmente nossa memória celular está impregnada com dores, tristezas, traumas, desilusões, doenças, traições, raiva, ódio, raiva, amargura e muitas outras lembranças negativas de todas nossas vidas passadas. Enquanto não procedermos com a devida limpeza energética voltaremos novamente até que a transmutação seja realizada.

Não importa a sua religião, se você acredita ou não, o processo já não tem mais volta. Por isso a urgência de uma mudança total em relação a sua vida agora, neste exato momento, porque todos que não elevarem suas freqüências vibracionais e energéticas no nível da 5º Dimensão terão que retornar para outros planetas kármicos e mais densos que a Terra que por sinal já estão a espera das pessoas que não conseguirem elevar e transmutar sua energia. Quero lembrá-los que os planetas kármicos são muito mais densos que a Terra e lá estarão convivendo com toda espécie de energias extremamente negativa e perturbadora.

No Universo só existem duas emoções ou energias – amor e medo.

Você precisa enxergar além e através da agressão e da violência, percebendo que a pessoa que agride ou age violentamente, na verdade, vive no medo. O medo é uma indicação de falta de amor, de falta de auto-estima, de falta de permissão para o mergulho na experiência do amor de Deus.
Armazenamos o medo no corpo emocional e podemos facilmente entrar em sintonia com o medo de todos os seres do planeta. É comum a gente ver pessoas cruzando os braços sobre o estômago ou se curvarem ligeiramente sobre essa área, mesmo quando estão em pé. Essa postura é uma tentativa de auto-proteção, porque a região do estômago ou do plexo solar é o centro do corpo emocional. É por aí que recebemos inconscientemente as vibrações emocionais dos outros. Normalmente estendemos as antenas do corpo emocional para entrar em contato e trocar energias com o ambiente. Todos nós conhecemos a sensação de náusea ou de estômago embrulhado que vem quando estamos prestes a entrar nos encontrarmos numa situação emocionalmente opressiva: nessas ocasiões o sistema nervoso simpático registra o medo que capta pelo plexo solar. Como gastamos muita energia desenvolvendo o ego, temos medo de abrir mão dos hábitos de auto-identificação.

Tentamos nos proteger cobrindo e contraindo o plexo solar. Infelizmente a contração constante dessa área a enfraquece, deixando-os muito permeáveis a energias externas. Podemos limpar as fibras do corpo emocional emitindo energia pelo plexo solar o que também nos protege de energias que poderíamos receber .Ao fazermos isso, alteramos as mensagens e enviamos ao mundo acerca de quem somos e ao mesmo tempo nos reforçamos com as vibrações superiores usadas pela radiação.

O medo é o assassino oculto.

Porém, quando se apegam ao medo como estilo de vida e irradiam medo da vida, fecham o corpo e matam a força vital. Isso cria stress, acaba com a saúde e envelhece. Os seus pensamentos criam a sua realidade. Quando o medo corre através do corpo do indivíduo, faz com que as substâncias químicas que o acompanham saiam e encham aquele corpo. Tais substâncias ativam uma espiral descendente e a idéia da morte. É básicamente simples assim.

As pessoas são viciadas na energia do medo e ficam esperando que algo excitante e bom aconteça a elas. As principais impressões são provenientes da televisão. Esta máquina de controle mental que, basicamente, grava o medo em vocês. O medo crônico vai ser o assassino. Ele atrairá para vocês aquelas coisas que temem e que estão certos de que acontecerão. A razão pela qual as notícias da TV se centram em mortes e acidentes são para permitir que sinta que outra pessoa está em pior situação do que você; assim, pelo menos temporáriamente, você sente um pouco mais protegido apenas porque, hoje, não aconteceu com você.

Podemos comparar a Terra á um grande espelho daquilo que está transpirando dentro dos seres humanos. A Terra agora está exalando toxicidade, já que ela a suportou por muito tempo. Por muitos e muitos anos a Terra recebeu coisas tóxicas não apenas do lixo radiativo e todas as outras espécies de lixo, mas também da descarga coletiva da raiva e medo humano. A raiva tem a ver com aquilo que sabem em seu íntimo, que lhes está sendo negado. Os seres humanos são criaturas energéticas e suas emoções criam uma força coletiva, que é irradiada.

Quanto mais iluminados nos mantemos, mais difícil será para as “entidades negativas”, como os escuros, se fixarem em nós. Por quê? Porque as vibrações da luz são tão mais rápidas e tão elevadas que as vibrações negativas não são capazes de se fixarem e porque a freqüência delas é muito densa em relação a da luz. Assim, não há como se “engancharem”, aderirem ou estenderem uma corda em qualquer de nossos chacras vulneráveis.

Quando estamos fora do nosso corpo, há ainda uma separação em nível de medo, por estarmos nele, e sendo quem realmente somos – centelhas da Fonte. Há muitos meios pelos quais permanecemos fora do corpo, e a causa é o medo e de sentirmo-nos limitados, mas quanto menos limitações temos, mais ilimitados nos tornamos; Então, quando entramos no corpo na hora do nosso nascimento, nós recebemos um choque, ficamos ansiosos e traumatizados, enquanto nos tornamos matéria, e descemos para a ilusão da separação e do julgamento.

Nós aprendemos na consciência coletiva da separação e da ilusão que tudo está fora de nós: Deus/Fonte/Centelha, o conhecimento, a criatividade, o amor. Alguns de nós/partes de nós, nunca estão totalmente na vida, quando o medo, a ansiedade da sobrevivência, a doença, a co-dependência, e a aprovação, impedem a energia da força da vida de fluir.Freqüentemente, nós não queremos estar aqui sob qualquer condição, o mundo parece muito cruel ou difícil para nós, e então tentamos e escapamos dele. Nós freqüentemente fazemos isto, ao abusarmos do nosso corpo, seja através de substâncias: drogas, cigarros, álcool, alimentação, preocupação, ou através de moléstias, agarrando-nos na doença, ou através de nossas ações: luxúria, trabalho excessivo, agitando-nos o tempo todo.

Algumas vezes o que é solicitado de nós é muita luta, ao permitirmos o condicionamento social, observarmos atentamente a pressão e outras pressões através da escola, do trabalho, ou da família, para não nos estressarmos, estas partes nossas não presentes estão no Medo. Já observaram como ficamos quando estamos em choque, dor, stress, ou em um acidente? Nós seguramos a nossa respiração e assim nos mantemos no trauma, ao invés de respirarmos neste momento e respirarmos na vida.

 

Resultado de imagem para imagens sobre medoQuando as pessoas começam a meditar ou quando estão fazendo os exercícios espirituais, elas podem se sentir tranqüilas, relaxadas, maravilhosas e leves, mas quando elas terminam a sua meditação e elas sentem que têm que voltar ao corpo… elas se chocam. Isto significa que elas não estão fora do corpo e assim nunca poderão realmente se curar e se transformar, enquanto há tanto medo e negação.

O medo é o maior obstáculo ao crescimento espiritual, e está baseado na carência, na limitação, é um sistema de crenças restritivas. A ignorância agrava o medo, o conhecimento é poder, não sómente o conhecimento das Leis Cósmicas, mas o conhecimento do Ser. Saber o que os motiva, conhecer a sua tecla defeituosa, reforçará a sua habilidade em prever melhor o seu comportamento pessoal quando situações familiares se apresentarem.

Por exemplo: se está preocupado com questões financeiras, você entra em ressonância e intercâmbio com a energia de escassez de todo o planeta. Isto significa que a sua energia emocional e mental entra em ressonância com a energia de escassez dos outros. Outro exemplo: Quando acontece algum acidente, assalto ou uma situação de violência é simplesmente a energia do medo que atraiu aquela determinada situação. Ao curarem as impressões armazenadas dentro da sua constituição genética, não somente vocês libertam o espírito dos seus antepassados, mas também libertam o seu próprio espírito, e liberam todas as suas futuras gerações do sofrimento que vocês vivenciaram. Vocês terminam o ciclo de toda a sua linhagem.Observem que no instante em que nascemos e entramos dentro desta realidade, fizemos, enquanto ESPÍRITO, uma das coisas mais difíceis e dolorosas que há no Universo: encarnar no Planeta Terra! Em nenhuma parte de nenhum outro planeta são tão densos os véus entre o plano físico e os planos superiores. Ao entrar no  corpo, sabíamos que teríamos que apagar todo o conhecimento acerca de quem somos realmente. A partir daí surgiu o esquecimento e desde então temos passado o tempo todo nos lembrando da nossa origem, daquele elo que nos envolverá para sempre em amor e paz.

 Todos que trabalham em prol da Luz, estão no princípio da fila, à frente do resto da população. O fato de nos ver a nós mesmos como um ser multidimensional que está passando por uma experiência humana, em vez de um humano que está vivendo uma experiência espiritual, nos coloca em contato com o verdadeiro poder, com a nossa ilimitada criatividade e potencial. Irônicamente, porém, a coisa mais poderosa que fizemos foi  ter desenvolvido a habilidade para nos transformarmos em seres humanos; Este é um dos atos mais poderosos jamais realizados em qualquer ponto de qualquer Universo.

O Planeta Terra é único, quer no que respeita à sua densidade, quer no que toca à percepção, que os seus habitantes têm de estarem separados do ESPÍRITO. Em nenhum outro lugar, e em nenhum outro planeta, a densificação da energia e a separação do ESPÍRITO foram levadas tão longe como no Planeta Terra. Por fim, o Espírito e a personalidade, conceberam um brilhante véu: o MEDO. Construíram as vibrações do medo dentro das células dos vossos corpos e assim, finalmente, conseguiram o total sentimento de separação.


Outro equivoco da 3º dimensão é a lei do Karma que defende que um ato de crueldade deve ser compensado por outro do mesmo tipo, não passa de uma limitada interpretação do karma da 3ª dimensão. A verdade é que um ato de crueldade pode ser fácilmente compensado através de vários atos de uma vida de amor ou de perdão por parte da vítima dessa crueldade.  O verdadeiro objetivo de terem adotado um sistema baseado no karma, foi criar situações intensamente emocionais só para verem como a humanidade do plano físico seriam capazes de responder. Assassinariam? Roubariam? Lutariam devido ao medo? Ou, pelo contrário, atuariam a partir do amor para se ajudarem, para se perdoarem e reconhecer o amor nos outros?A humanidade optou por acreditar que Deus/Fonte está fora de si mesmo pelo enorme medo e choque que adquiriu ao reencarnar na Terra. E começou assim mais um problema para a humanidade procurar Deus fora, através dos cultos religiosos e adorações a Deuses do passado.

Na verdade estamos passando por uma experiência na qual nenhum outro Universo, em nenhum planeta de qualquer universo passou ou passará, através da nossa experiência de sofrimento e dor – uma opção nossa – a Fonte Suprema teve o conhecimento acerca de si mesma.Esta experiência, porém, chegou ao fim, no entanto, teremos que eliminar todo resquício de MEDO no centro de cada célula do corpo físico. Normalmente, ao desencarnarmos deixamos esse medo celular para trás; todavia, se quisermos realmente entrar na 5º dimensão teremos que transmutá-los. Com o medo incrustado na memória celular não vamos conseguir ir além da 3º dimensão. Estamos reencarnando na Terra através de ciclos consecutivos porque não conseguimos eliminá-lo, por isso que estamos voltando contínuamente, pela Lei da Atração.

À medida que a taxa de vibração do planeta e das pessoas forem aumentando, qualquer pessoa que vibre na frequência do medo começará a sentir-se cada vez mais incomodada. E acabarão atraindo para si mais acidentes e infortúnios de toda espécie pela baixa vibração, mais cedo ou mais tarde.

A partir de 2012 é que as coisas começaram de verdade. A limpeza está em vigor, bem como a separação do joio e do trigo, que nada mais é que a separação das freqüências energéticas que estarão muito atuantes neste período. Não se trata de merecimento e sim de freqüência energética.  Quando a turbulência e o caos aumentarem,  devemos permanecer centrados em nosso Coração Sagrado, e devemos nos manter disciplinados e focados em sua visão para o futuro através da sabedoria do Coração Sagrado.Este é o modo de um mestre de si próprio.Comecemos a ter consciência dos nossos medos, sejamos honestos conosco ,já que o medo impede-nos de estarmos aqui em 100%, conscientizemo-nos de como  realmente nos sentimos sobre nós, sobre o nosso corpo e aparência, sobre a nossa idade, sobre a morte, a família, o trabalho e o dinheiro. Todos estes medos e ansiedades são apenas partes nossa separação. Ao amá-los e aceitá-los, nós podemos transmutá-los e aprendermos a experienciar a paz e a alegria sobre a nossa vida.Saibamos que mesmo que nós neguemos quaisquer aspectos de nosso Ser que esteja dentro de nós, será intensificado e colocado para fora para mostrar-nos a natureza inconsciente, de sombra e da parte reprimida . É como se os últimos vestígios das opiniões dogmáticas da terceira/quarta dimensões estivessem vindo à tona para serem transmutados. É uma luta de morte e  para muitos e é baseada no medo. Medo de não estar certo. Medo do desconhecido. Medo da mudança e de perder o controle. Infelizmente, aqueles que têm essas crenças atrairão para si aquilo que mais temem.O medo é o que separa a mente do espírito.


As pessoas que nos pressionam para que tenhamos medo de coisas na vida, querem afastar-nos do poder de nossa conexão interior, de modo que elas possam adquirir algum tipo de poder sobre nós.O amor neutraliza o medo. Ao nível humano da consciência, amor e medo são opostos. O medo expulsará o amor. O amor expulsará o medo. Nós escolhemos em qual desejamos concentrar o nosso foco. Nós escolhemos se daremos a nossa energia ao amor ou ao medo.

Um dos principais obstáculos que nós devemos superar é resgatar o poder que deram aos demais. Também, liberar conscientemente a energia que todos os outros colocaram em nosso campo áurico ou fixaram em nosso Plexo Solar, durante as muitas eras passadas é uma etapa preliminar de reivindicar nossa soberania, o que é necessário a fim de tornar-mos, uma vez mais, um Mestre de nós Mesmos. Veremos que as situações estressantes em nossa vida gradativamente ficarão agradáveis e harmoniosas, porque  não estarão mais alimentando a energia das conexões desfavoráveis do futuro. Devemos ponderar discernir e reivindicar isso, que será o nosso projeto de expansão. Estejamos atentos e conscientes, a todo momento, de modo que o nosso enfoque fique aguçado e claro. Desenvolveremos uma sensação de autoconfiança e segurança, de maneira gradual, um conhecimento de que tudo está bem e assim permanecerá. Com a nova autoconsciência, iniciaremos ativamente o passo-a-passo do processo de criar a nova realidade.

MENSAGEM DE PAZ E LUZ PARA EQUILÍBRIO DO CORPO EMOCIONAL-~Mestre Kutumi

Vivam levemente. Libertem a vossa própria desordem emocional e a bagagem do passado. Como eu disse, é essencial manter a limpeza do próprio corpo emocional. Como as camadas de uma cebola, há muitas questões. Portanto, há ainda raiva ou dor sendo retida, que deve ser libertada. É importante que limpem regularmente o corpo emocional. Não permitam que o medo, os ressentimentos ou os julgamentos criem raízes no vosso corpo emocional. TRANSMUTEM, TRANSMUTEM E TRANSMUTEM NOVAMENTE. Esta é a chave para que sobrevivam a estes tempos de transição. Como eu disse, reconheçam-no ou o transmutem. Compreendam que tudo é experiência. Compreendam que estão agora terminando a experiência da dualidade. O velho Karma está agora a terminar. Qualquer novo Karma que vocês criem, será tratado instantaneamente. Sim, Karma imediato, uma aprendizagem final de tratar os outros, como vocês mesmos gostariam de ser tratados. Meus amigos, estas simples etapas têm o poder de auxiliá-los intensamente em todas as áreas da vossa vida. Se puderem seguir estas orientações que lhes dou agora, experimentarão um despertar consciente da alma, mais rápido e mais suave. Vocês experimentarão os primeiros passos da Nova Terra. Uma vibração mais elevada através da consciência da alma – a alma viva.” ~ Mestre Kuthumi

Resultado de imagem para imagens sobre medoVisão pessoal…

 Um conselho das canalizações sobre o medo, é que todos nós estamos aqui para olhar também para o escuro, porque, na escuridão, encontraremos tanto a luz quanto a razão pela qual a luz está retornando.Vamos nos abrir para o que não desejamos ver também, mas vamos manter o coração aberto e confiar que a dor e o medo que talvez estejamos experimentando, precisa ser explorado de modo que possa ser liberado, após ser processado em um nível de memória. Nós nos encontramos num tempo em que as memórias estão flutuando na superfície, vindas de recessos profundos. Essas memórias podem trazer reações emocionais. O que quer que vejamos, precisa ser olhado. Aceitemos e Transmutemos isso…

Inspiração…..

As dimensões do medo – Centro Reichiano

Neurobiologia das emoções SISTEMA LÍMBICO – IBB – Unesp

FISIOLOGIA E PSICOLOGIA DO MEDO E DA ANSIEDADE

Como transformar a energia do medo | Caminho Xamânico

O MEDO E O DESENVOLVIMENTO HUMANO

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A poderosa indústria da doença

Resultado de imagem para imagens sobre a máfia farmaceuticaA toda poderosa indústria farmacêutica adquiriu ao longo do desenvolvimento do capitalismo uma força e importância incalculável para a sociedade mundial.Seu poder tanto político e econômico é avassalador, pois sua atividade está ligada a uma das necessidades básicas dos seres humanos, a saúde, ou seja, a superação das doenças e dos males que afetam as pessoas.Os laboratórios farmacêuticos cujas sedes estão localizadas nos Estados Unidos e na Europa tentam garantir, a todo custo, e, aí vale qualquer artifício, seus lucros, que são gigantescos, de qualquer forma.A indústria farmacêutica atua no mundo de forma desumana e cruel. Ela tem pautado suas atuações como um setor de produção qualquer, ou seja, a procura de todas as formas de lucro, de acumulação, se inserindo, assim como um dos setores produtivos – entre milhares – que compõe a estrutura do modo de produção capitalista.

A produção de medicamentos se tornou um negócio como outro qualquer, como produzir sapatos, automóveis e outros bens de consumo, o que prevalece é a busca de lucros cada vez maiores, não importando que para isso ela tenha que subornar colocar centenas de lobistas no Congresso dos países, de deixar de fabricar determinados medicamentos que não são rentáveis, não investirem quase nada em Pesquisa e Desenvolvimento de novos remédios, pois isto requer anos de pesquisa e muitas vezes levam ao fracasso, ou seja, os investimentos numa nova droga – medicamento – podem levar a nada. Isto faz com que essas empresas aleguem que tenham altos custos para a produção de medicamentos que salvam vidas, e aí, mora uma grande jogada destas indústrias, elas recebem elevados subsídios dos governos e, além disso, usam para justificar os altos preços dos seus medicamentos alegando que atuam na Pesquisa e Desenvolvimento de novos remédios. Mas na verdade elas aplicam enormes recursos financeiros em marketing e em maquiar os antigos medicamentos, em patrocinar congressos e conferências médicas, em “visitas” aos consultórios médicos e na distribuição de amostras grátis.

Quem já não viu os representantes dos laboratórios, muito bem vestidos, muito bem treinados, que constantemente estão às portas dos consultórios médicos e clínicas médicas passando “informação” sobre algum “novo” medicamento?Tornamos-nos uma sociedade hipermedicada. Os médicos infelizmente foram muito bem treinados pela indústria farmacêutica, e o que aprenderam foi a pegar o bloco de receituário. Acrescente-se á isso o fato de que a maioria dos médicos está muito pressionada em termos de tempo, em decorrência das exigências das administradoras de planos de saúde, e podem pegar aquele bloco com grande rapidez.

 

Os pacientes também aprenderam muito com os anúncios da indústria farmacêutica. Eles aprenderam que, a não ser que saiam do consultório médico com uma prescrição, o médico não está fazendo um bom trabalho. O resultado é que gente demais acaba por tomar medicamentos quando pode haver modos melhores de lidar com seus problemas. Mais sério é o fato de que muitos de nós estamos tomando muitos medicamentos ao mesmo tempo – freqüentemente cinco, talvez dez, ou até mais. Essa prática é denominada “polimedicação” e traz consigo riscos reais. O problema é que muito poucos medicamentos têm apenas um efeito. Além do efeito desejado, há outros. Alguns são efeitos colaterais que os médicos conhecem, mas pode haver outros dos quais não tenham conhecimento. Quando vários medicamentos são tomados de uma vez, esses outros efeitos se somam. Pode haver também a interação medicamentosa, na qual um medicamento bloqueia a ação de outro ou retarda seu metabolismo, de modo que sua ação e seus efeitos colaterais são aumentados.

PESQUISAS E FATOS COMPROVADOS-O QUE É O OMEPRAZOL

O omeprazol é o segundo medicamento mais consumido no mundo, da classe dos anti-ulcerosos que reduz a secreção ácida; o medicamento é utilizado por quem tem esofagite de refluxo; gastrite; acidez estomacal; úlcera duodenal; úlcera do estômago e outros tratamentos, mas muitas vezes as pessoas usam esse medicamento sem passar por um médico, o que é um grande problema, pois além da automedicação não ser indicada, o uso prolongado de omeprazol pode levar a demência segundo estudo publicado na revista da Associação Médica Americana (JAMA).

A notícia não surpreendeu os médicos; Há mais de 5 anos os médicos vinham ouvindo falar da existência de todos estes efeitos secundários. Mas torna-se difícil a sensibilização tanto dos profissionais de saúde como dos seus pacientes, a fazer o uso mais racional deste medicamento.O aparecimento de omeprazol, segundo especialista, foi uma autêntica revolução no tratamento de úlceras gástricas e é uma das principais indicações do medicamento.

O estudo avaliou a relação entre o consumo contínuo (por dois anos ou mais) de doses elevadas de omeprazol, que correspondem a 40 miligramas diários e a falta de vitamina B12 no organismo, que pode levar a problemas neurológicos graves, como demência e anemia. Durante 14 anos (de 1997 a 2011), os especialistas fizeram a comparação entre um grupo de 25.956 pacientes com diagnóstico de déficit de vitamina B12, com outro de 184.199 pessoas sem esse transtorno.O estudo concluiu que as pessoas que tomaram omeprazol ou similar durante muito tempo tinham 65% mais chances de ter níveis baixos de vitamina B12.

Os pacientes que utilizam o medicamento mediante consultas médicas devem estar atentos. A pesquisa, no entanto, recomenda que as pessoas que se automedicam devem, ao menos, reduzir a quantidade de remédio pela metade, ou ao menos fazer pausas entre um período e outro de uso. Assim, parte da quantidade de vitamina B12 necessária poderia ser recuperada pelo organismo.

Nome comercial do remédio;LOZEPREL-(omeprazol-20mg)-Laboratório MULTILAB- aprovado pela ANVISA

PARACETAMOL;ESTUDOS COMPROVAM QUE É UM DOS MAIORES CAUSADORES DE LESÕES NO FÍGADO

O paracetamol está presente na maioria dos lares brasileiros e europeus. É bastante usado em tentativas de suicídios, sendo um grande causador de lesões no fígado.Tomar de uma só vez grandes quantidades de paracetamol pode lhe causar grandes lesões neste órgão vital, algumas irreversíveis, necessitando de transplante. Em outros casos, tomar deliberadamente paracetamol pode resultar em uma hepatite fulminante, com conseqüências fatais.Estudo publicado na British Journal of Clinical Pharmacology mostrou que dos 663 pacientes hospitalizados com graves lesões no fígado, ¾ eram provocados por ingestão incorreta de paracetamol. O quarto restante havia ingerido doses maiores do que a prescrita na receita médica.

Na França, estudo mostrou que cerca de 90% das falências hepáticas com necessidade urgente de transplante de fígado são causadas pelo uso incorreto do paracetamol. Ele é um medicamento vendido livremente no Brasil e bastante prescrito pelos médicos, o que pode revelar números alarmantes de problemas hepáticos no país se uma pesquisa como esta fosse realizada por aqui.A dose máxima de paracetamol recomendada nos países da Europa é de 4 gramas por dia. A partir de 6 gramas ingeridas o paciente pode sofrer graves lesões no fígado, embora já tenha sido encontrados pacientes com lesões hepáticas importantes consumindo a dose máxima recomendada.Na França, o paracetamol é atualmente o medicamento mais vendido. Cientistas do hospital feminino de Boston (Massachusetts) que realizaram uma pesquisa entre 1.700 mulheres durante onze anos, determinaram que 30 por cento delas experimentaram uma queda nas funções renais por causa do prolongado consumo de paracetamol, o componente do analgésico Tylenol.Eles explicaram que o Tylenol foi o único remédio entre os de uso comum contra dor e febre que mostrou um vínculo com problemas nos rins.O estudo, publicado no último número da revista “The Archives of Internal Medicine”, assinala que os riscos de problemas renais aumentam em 64 por cento entre as mulheres que tomam entre 1.500 e 9.000 comprimidos durante grande parte de sua vida.Esse risco é duplicado entre os que consomem mais de 9.000 comprimidos com paracetamol. Os analgésicos são usados de forma comum especialmente pelas mulheres, e que um crescente número de pacientes tomam esses medicamentos para aliviar dores crônicas ou para prevenir doenças de coração e derrames cerebrais.

Os médicos alertam que não existe necessidade de bani-lo do mercado mundial. Todo medicamento tem efeitos colaterais e trata-se de uma droga segura. O que deve existir é uma melhor vigilância, procurando orientar de forma mais incisiva os pacientes para respeitarem as doses recomendadas(mais mentiras e manipulações, pois a queda de lucratividade da indústria farmacêutica com o banimento do paracetamol, seria gigantesca).Esses são os vários negócios de uma indústria poderosa e lucrativa que se alimenta na reprodução de uma sociedade hipermedicada.

Nome comercial do remédio;TYLENOL-Laboratório Johnsons&Johnsons(o mais vendido)-além de outras marcas de comprimidos para gripe, como TRIFEN,MULTIGRIP,SONRIDOR,TYLALGIN CAF,REFESNOL THERMUS-

AS AFETAMINAS E OS REMÉDIOS PARA EMAGRECER QUE VICIAM

Anfetaminas são drogas sintéticas que estimulam a atividade do sistema nervoso central. Foi utilizada em larga escala durante a Segunda Guerra Mundial para manter os soldados acordados e mais ativos no esforço de guerra. Ficou evidente também que as anfetaminas, que se mostraram eficazes para deixá-los mais atentos e confiantes, diminuíam a sensação de fome e fadiga.Passado algum tempo, porém, as autoridades médicas da Inglaterra verificaram que, sob o efeito dessas drogas, o desempenho dos pilotos da RAF ficava sériamente comprometido e proibiram seu uso.Mais tarde, quando a ação das anfetaminas como inibidoras do apetite foi comprovada, elas passaram a ser usadas nas dietas alimentares pelas pessoas que queriam perder peso. Embora esse tenha sido o uso que as tornou extremamente populares mundo afora, não é o único.São anfetaminas o “rebite” que o caminhoneiro toma para não dormir ao volante, a “bolinha” que deixa o estudante aceso nas vésperas das provas e os comprimidos de ecstasy de que se serve o jovem para varar a noite nas baladas.O Brasil é o maior consumidor mundial de anfetaminas, dado que preocupa as autoridades de saúde pública. Para cada mil habitantes, são consumidos nove comprimidos de anfetamina por dia, uma droga que produz tolerância e traz prejuízos indiscutíveis à saúde.

Como as afetaminas agem no cérebro

As anfetaminas e seus derivados exercem determinadas ações químicas sobre o cérebro que provocam excitação, insônia e falta de apetite. As alterações que promovem nos neurotransmissores chamados DOPAMINA E SEROTONINA tornam os indivíduos mais alertas, mais atentos e também conferem grande sensação de bem-estar. Sob o efeito dessas drogas, efeito que se mantém por algum tempo, eles acham que conseguem tudo, podem tudo, tornam-se mais falantes e apresentam aparente melhora do desempenho intelectual.Dependendo da droga, sua ação pode durar oito, dez ou até doze horas. Passado o efeito, porém, o indivíduo se sente deprimido, angustiado, como se estivesse descarregado, o que provoca a necessidade de consumir de novo um ou mais comprimidos.

As anfetaminas agem também sobre outros órgãos e provocam aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, arritmias, diarréias, gastrite, tremor fino de mãos, boca seca, irritabilidade intensa. Podem, ainda, ser responsáveis por episódios de intestino preso que, muitas vezes, se alternam com crises de diarréia.Recentemente, um trabalho com mulheres mostrou que certos tipos de anfetaminas provocam mais acidentes vasculares cerebrais, ou seja, mais derrames, em virtude do grande aumento da pressão arterial que provocam;essas drogas são usadas de maneira infeliz e exagerada no controle do peso e do apetite. Elas entram na composição de fórmulas magistrais, que a pessoa toma dois ou três comprimidos por dia e incluem, além da anfetamina, um tranquilizante, um hormônio da tireóide, um diurético, um antidepressivo e outro moderador de apetite.

Nem precisamos pensar muito porque foram recentemente liberados o uso dessas substâncias nos remédios citados abaixo, já que o lucro é gigantesco, dada á  propaganda na mídia em revistas,programas de TV, que anunciam um estereótipo de beleza impossível de alcançar para a maioria das pessoas(homens e mulheres), o que as leva, com problemas de auto estima e auto imagem, a consumirem desesperadamente em busca dessa “forma física e de beleza perfeita tão anunciada”.

Principais Remédios Anorexígenos (à base de anfetamina) do Mercado

A anfepramona inibe o apetite, tendo como consequência o emagrecimento. Porém, existem alguns efeitos colaterais maléficos para a saúde.O cloridrato de anfepramona, também conhecido como dietilpropiona, possui atividade similar com menor potência que um anorexígeno, estimulando o sistema nervoso central, o que causa a inibição do apetite. Entretanto, possui inúmeros efeitos colaterais que superam em muito os seus benefícios;Anfepramona (Dietilpropiona)

Com a composição do remédio estão as drogas Dietilpropiona ou Anfepramona, a Fenproporex, Manzidol, Metanfatemina e o Metilfenidato. Os produtos que podem ser encontrados na farmácia com essas substâncias são, Dualid S, Hipofagin, Lipomax, Desobesi-M, Dasten, Dianzinil,Fagolipo, Pervitin, Ritalina.

Fonte;Táki Cordas ,médico psiquiatra, coordenador do Ambulim – Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares – do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo-USP

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Visão pessoal…

Nos dias de hoje pode-se patentear bem dizer qualquer coisa e as indústrias farmacêuticas aproveitam e incluem novos usos, formas de dosagem e combinações de medicamentos antigos chegando ao cúmulo de mudar, como já foi dito, até a cor das pílulas.A indústria farmacêutica não tem interesse em desenvolver medicamentos para tratar doenças tropicais, tais como: malária, a doença do sono ou a esquistossomose, doenças comuns nos países em desenvolvimento e do terceiro mundo, pois nesses países a população é muito pobre e não poderiam comprar seus medicamentos. Por outro lado ela investe, com abundância, em medicamentos para reduzir o colesterol, tratar transtornos emocionais ou azia.Precisamos, com urgência, tomar providências contra estas gigantes da indústria farmacêutica que insistem em distorcer pesquisas, em aumentar seus lucros custe o que custar, em manter através das patentes o monopólio de produção e comercialização dos seus medicamentos e de aumentar seus preços a níveis estratosféricos.Uma, dentre várias, necessidades da indústria farmacêutica é desenvolver medicamentos para clientes que podem pagar os preços estabelecidos por eles. Os laboratórios estavam, há tempos, voltados para pesquisar, para desenvolver medicamentos para tratar doenças; hoje estes anunciam “doenças” que se encaixam nos medicamentos que produzem. Isto pode parecer paradoxal e mesmo perverso, mas é até onde tem chegado essa indústria.Quem já se deu ao “trabalho” de ler uma bula de remédio, já notou que na sua grande maioria determinado medicamento é indicado para vários tipos de doenças; isto também é uma forma dos grandes laboratórios burlarem a lei de patentes e ao mesmo tempo aumentar seus lucros, pois o tal remédio serve para inúmeros males, isso tudo com o olhar complacente das autoridades e órgãos públicos.Quando um grande laboratório anuncia a criação de um novo medicamento, com grande potencial de consumo, logo suas ações na bolsa de valores sobem vertiginosamente, pois os lucros presumidos nesse novo medicamento são muito grandes e é lucro garantido não só para os laboratórios como para seus investidores/acionistas.A indústria farmacêutica manipula resultados de pesquisas científicas, não realiza todos os procedimentos necessários para colocá-lo no mercado com segurança para a população, ou seja, a necessidade de auferir lucros, o mais rápido possível, é o que importa.Sem que as autoridades conscientes e a população mundial não tomem medidas duras contra a ganância dos laboratórios farmacêuticos,mudando os hábitos, voltando-se para a medicina natural e seus comportamentos, o que nos espera, além do que já estamos vivendo, é o mundo da saúde se transformar num imenso inferno dantesco.

Inspiração….

Mafias farmacéuticas Por Ignacio Ramonet

Curas Naturais que eles não querem que você saiba

a máfia da doença : alimentícia, medicina e indústria farmacêutica

The Big Pharma conspiracy theory – Medical Writing

Monicavox

Recomendo……

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