Meu mundo e tudo mais…impressões e vivências

Resultado de imagem para imagens sobre viagensVamos fugir….deste lugar….e viajar.

Gosto de viajar por ser uma experiência que, para começar, é preciso sair.Um exercício de deixar, um exercício de se abrir. Por excesso de naturalidade, uma experiência transitória.É tão melhor permitir ao mundo nos ter algo a dizer.

Viajar transforma as pessoas. Quase como um instinto primitivo que ecoa do fundo das nossas almas, sempre estamos em busca de novos caminhos que possam dar sentido a nossa vida, perseguindo constantemente diferentes realidades capazes de nos mostrar o quão abundante e magnífico é o nosso mundo. E assim, viajamos para explorar, aprender e entender, não apenas o mundo a nossa volta, como inevitavelmente, a nós mesmos, o que nos define, o que nos motiva e o que nos inspira.

Na minha opinião, é uma das melhores formas de se adquirir cultura,experiência e conhecimento sobre o mundo em que vivemos,exercitar  o desprendimento em muitas situações inusitadas que as viagens proporcionam , que por vezes, nos mantém no mesmo lugar por anos. É uma forma de adquirirmos senso crítico sobre a vida.

A cada nova jornada, nos damos conta de que somos parte de um planeta formado por personalidades complexas, tradições profundas e culturas vibrantes que se complementam. Passamos a entender como nunca o sentido da palavra diversidade e, assim, começamos a admirá-la, alimentando um sentimento de carinho por outros países, seus povos e as culturas que eles preservam. Nós então nos questionamos qual o nosso papel nesse todo e, tomados por uma inquietação motivadora e uma criatividade que pensávamos nunca possuir, descobrimos que, juntos, somos capazes de fazer algo para transformá-lo em um lugar ainda melhor.

Viajantes sempre existiram: aventureiros que saíam em busca de novas terras, novos recursos, novas experiências, novas trocas;As viagens provocaram, portanto, uma profunda transformação das visões de mundo das mais variadas civilizações então existentes e aquelas totalmente diferentes da nossa,que nos provocam reviravoltas incríveis quando entramos em contato com elas.

Viajar leva as pessoas a querer experimentar mais e mais um tipo especialmente puro de riqueza. E se você consegue senti-la neste momento, sabe que não é de dinheiro ou bens que estou falando. Mas sim de um ganho ligado ao autoconhecimento, a uma nova impressão de liberdade que criamos sobre o mundo. Uma fortuna que não pode ser adquirida, mas sim compartilhada através de coisas que, na verdade, não são coisas. Um patrimônio medido em novas realidades, novas sensações, novas culturas, novas paisagens e novos amigos que, junto de outras múltiplas experiências, por mais adversas que possam ser, nos fazem sentir mais humanos.

Existe aquele viajante tradicional , em que o modelo de vida urbano dele é transferido para o local visitado, ou seja,ele viaja mas não se integra,mantém os mesmos hábitos de quando está no seu local de origem, a viajem para ele é apenas ver coisas diferentes do que está acostumado,e comprar, muito.  A multiplicação das facilidades para viajar, a garantia de segurança e de conforto, se de um lado possibilitou o contato com qualquer parte do mundo, de outro vem levando este tipo de viajante a uma experiência cada vez mais monótona, diluída e pré-fabricada. Embebidos de sua própria cultura, espalham pelo globo sua experiência de dominação, de indiferença, de descompromisso. Esse viajante comum é cada vez mais passivo, evita a experiência, o contato,  com manifestações pré-organizadas e sem autenticidade. Essas características são observáveis em qualquer tipo de localidade turística, seja urbana, rural, e mesmo em áreas naturais.

Porém…

Há a viagem encarada como uma oportunidade de vivência, que propicia transformações internas profundas nos viajantes; ela propicia experiências novas por poder se colocar em confronto com o outro, vivenciar o incomum, reconhecer-se com a diferença, ampliando assim o conhecimento que cada um pode ter de si mesmo….acima de tudo, o respeito e o interesse por outras maneiras de pensar, fazendo com que essa diversidade seja a base para a aproximação de outros povos que vivem hoje sua vida à sua margem ou apesar de nós. É uma maneira de viajar que nos leva a refletir sobre as diferenças e que busca compreender os fundamentos dessa diferença. Para finalizar, gostaria de enfatizar a importância do desenvolvimento desse segundo perfil de viagem,que é o meu, como base e um dos caminhos possíveis para a estruturação de uma sociedade mais harmônica e da vida com mais qualidade. Nessas experiências, a relação com o tempo e o espaço são recriadas e as relações como o diferente são transformadas de forma a fazer renascer o respeito, o interesse e a preservação da dignidade, tanto do visitante como do visitado. Se o que estamos buscando é modificar o paradigma de sociedade sob o qual hoje vivemos, é necessário proporcionar um processo de vivência onde essas transformações possam ser experimentadas tanto nas relações de cada um consigo mesmo, como nas experimentações no contato com o outro e com o meio que o cerca.

E falando em viagem …..

É quase impossível dissociar nossas viagens do aspecto visual. Fotos em tradicionais pontos turísticos são uma das coisas mais batidas do mundo. Enquanto não vemos o objeto de nosso passeio, seja uma praia, um monumento, um museu, não sossegamos. Dá para dizer que a visão é o sentido mais usado por viajantes. Mas será que é sempre assim? Na verdade, não é. E eu tenho explorado cada vez mais o que chamo de “viagem sensorial”. São jornadas em que o mais importante não é ver, mas sentir, ouvir, cheirar… O olhar fica em segundo plano, dando espaço para outro dos nossos 5 sentidos.

Pode até parecer estranho lembrar de um lugar pelo cheiro, mas quem já viajou para locais com feiras de especiarias á céu aberto, por exemplo, sabe do que estou falando. Talvez estas sejam as cidades mais perfumadas que já visitei. Impossível não sentir os cheiros tão bons dos diversos temperos usados na culinária exótica do local.O mais legal é que os aromas das ruas são tão fortes que só de andar pelas calçadas já dá para senti-los.Tem também os lugares com cheiros que nos remetem à infância.

Tem alguns lugares cujo cheiro me traz muitas memórias afetivas. Ainda no campo das viagens olfativas, merecem menção as plantações de lavanda da Provence, e as visitas á vinícolas.

Viajar é algo que enriquece todos os nossos sentidos. Muitas vezes, sinto mais prazer lembrando de um cheiro característico que me remete a uma viagem, provando uma comida que me faz lembrar de um jantar inesquecível, ou escutando uma música que marcou a jornada a algum local, do que olhando para a foto tirada em um ponto turístico tradicional. Nessas horas, não é a memória visual que fala mais alto.

A viagem entrega à vida um sentido de estar. O valor de ter existido sob diversas combinações e ter convivido com outras influências culturais, em outro tempo presente. Perceber que colecionar momentos é também um tipo de riqueza ao alcance de nossas escolhas.Diferente da maioria das experiências, sua lógica nasce diferente – da saída ao início, do momento ao recomeço.

Reconstrução……

A mente se reabastece de diferentes percepções apresentadas no caminho. E em cada parada também……

cropped-cropped-cropped-cropped-cropped-preto-e-branco11.jpgMonicavox

Um homem precisa viajar, por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros e tevês, precisa viajar, por si, com os olhos e pés, para entender o que é seu …”Amir Klink

O Charme todo especial de Nice -Um lugar com lembranças únicas….

 

Resultado de imagem para imagens de nice françaDirigir de Nice a Èze é um perigo. Não exatamente por conta da estrada sinuosa que serpenteia pela montanha, com curvas estreitas espremidas entre o abismo e a parede abrupta de pedra, mas devido à paisagem deste trecho da Riviera Francesa. Durante boa parte do trajeto, de menos de 15 quilômetros, o cenário é tão encantador que desvia a atenção do motorista….. Por sorte não faltam mirantes para estacionar o carro e admirar o litoral com a calma que ele merece.Do alto, vemos vilarejos e cidadezinhas costeiras, como Villefranche-sur-Mer e St-Jean-Cap-Ferrat, com suas marinas repletas abrigando alguns dos iates mais espetaculares do Mar Mediterrâneo e também barquinhos de pescadores. Alguns navios de cruzeiro estão fundeados mais distantes do litoral. Nos dias claros, o sol realça os diversos tons que o mar nos apresenta nas águas de temperatura amena da Riviera Francesa.

Sem trânsito, não demora mais do que 30 minutos para chegarmos à Èze, estratégicamente localizada em um promontório vertiginoso, com panorama privilegiado e um centro antigo cheio de charme que abriga restaurantes estrelados, hotéis, pousadas, lojinhas e muitas galerias de arte. Seguindo pela mesma estrada cênica que acompanha o traçado do litoral, cerca de 17 quilômetros adiante chegamos novamente em menos de meia hora a Menton, já na fronteira com a Itália, onde encontramos o restaurante Mirazur,uma recordação minha de um dia especial, um desses raros momentos na vida em que o tempo parece parar e a gente não quer que acabe ….

Resultado de imagem para imagens de matisseEntre os nomes que viveram em Nice, ou passaram longos e produtivos períodos ali, estão Claude Monet, Edvard Munch e Henri Matisse, o mais niçoise entre os pintores famosos ligados à cidade(um exemplo é o quadro ao lado);Falar de cozinha francesa é algo genérico que reúne sob uma mesma expressão uma série de receitas regionais que acabaram consagradas mundo afora pela hotelaria, e pelos bistrôs. O que existe mesmo é a culinária regional: a provençal-Ou seja, algo delicioso, quase sempre leve, baseado em matéria-prima sazonal, explorando o frescor, combinando os mais diversos ingredientes, massas, azeites, ervas e muitos legumes e verduras.

Emblema maior dessa riqueza gastronômica com alicerces na simplicidade, a salada niçoise é um ícone,deliciosa, servida apenas nos meses mais quentes do ano com os vegetais disponíveis na feira, todos crus, incluindo ervas, legumes, folhas e flores…..

Além de todo esse clima tão agradável, ainda tem a vista que pode ser vista, que fica ainda mais linda ao anoitecer, com os barquinhos balançando nas águas, as luzes da cidade se acendendo e o céu se pintando de azul marinho…..

Não viajo para fugir da vida…mas para a vida não fugir de mim….

“A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos não é o que vemos, senão o que somos.”-Fernando Pessoa

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Um verão vivido em  Aix-en-Provence…….

Junte num só lugar mar de azul profundo e de águas calmas, cristalinas e mornas, sol praticamente todos os dias, vento morno no rosto, paisagens lindas de ponta a ponta, sorrisos em profusão, carinho, cordialidade e receptividade de pessoas conhecidas e desconhecidas. Deixe pra trás o cansaço, as preocupações, os prazos e tudo que atrapalha o sono e faz franzir a testa. Coloque na bagagem muito amor, disponibilidade e vontade de aprender, reserve um espaço para novidade que vai voltar, talvez em pequenas doses,no excesso de bagagem…….

Aix-en-Provence é escolhida como cidade base por muitos viajantes que pretende explorar a região da Provença, e os motivos são vários, sendo a localização geográfica o grande ponto forte para essa escolha, na minha opinião; O fácil acesso às auto-estradas que ligam à Itália e Espanha e também aos Alpes, possibilitam pequenos bate e volta de um dia; a universidade que tem um grande campus na cidade, as opções de entretenimento e cultura, vida noturna bem animada e boas opções de restaurantes, são fatores contaram muito para a escolha de passar uns tempos nessa região, e também tudo isso influencia a escolha dos viajantes, além dos atrativos da própria cidade. Vou listar cinco destinos de passeio no estilo bate e volta saindo de Aix-en-Provence para quem quer se refrescar durante o verão.

1-Marseille: Château d’If e arquipélago de Frioul

Marseille é uma braço da família…portanto, por osmose, conheço bem…

O litoral de Marseille se extende ao longo de 57km de praias de areia, pedras e belíssimas calanques, que são mini baías ladeadas por paredões de calcáreo. Além da praia dos Catalans, imortalizada por Dumas no livro “O conde de Monte Cristo”, passando pela badalação das praias do Prado e chegando na Pointe Rouge e calanque des Goudes, Marseille oferece um ponto mais calmo ao largo, a poucos minutos de barco saindo do Vieux Port: as praias das ilhas de Frioul. Com ou sem a visita ao mítico Château d’If, prisão de onde escapou apenas um prisioneiro, o fictício Edmond Dantès, o conde de Monte Cristo, o passeio pela ilha de Frioul também revela cantos tranquilos onde podemos estender a toalha e aproveitar as calmas águas do mediterrâneo e apreciar a bela vista da segunda maior cidade francesa. Em dias de vento mistral ou outro muito forte, o acesso às ilhas é exclusivo aos residentes, e o Château d’If fica fechado.
 2-Cassis: Calanques
O Parque Nacional das Calanques se encontra entre Marseille e Cassis, mas o ponto de partida pra nossa calanque favorita fica nessa segunda cidade, que além do charme pitoresco do porto também tem ruazinhas charmosas por onde vale perambular entre um mergulho e uma bola de sorvete italiano. Cassis tem sua fama, por isso vale pular cedo da cama pra conseguir chegar num bom horário à cidade: os estacionamentos lotam antes das 9h no alto verão, vale considerar deixar o carro no estacionamento Gorguettes e seguir para o centro no ônibus gratuito que sai de lá.Dica;- Cada minuto perdido tentando estacionar è um minuto que pode ser precioso para aproveitar as praias do centro ou das calanques; Lembre-se de levar chinelo ou uma sapatilha especial para entrar no mar, além de uma boa toalha ou esteira de praia, os pedregulhos são a areia dessa parte do litoral.
3-Hyères e Porquerolles
Palmeiras e mais palmeiras, mar azul de águas cristalinas e fundo de areia branca: poderia ser uma praia no Caribe, mas é a ilha de Porquerolles, no largo da charmosa cidade balneária de Hyères. Não fosse pelas ruínas do castelo do século XII e pelo centro histórico medieval, daria para confundir o lugar com algum destino mais badalado dos trópicos, pois as palmeiras nos transportam pra lá. Deixe para “flanar “pelas ruas do centro de Hyères no fim da tarde, e aproveite o dia na bela ilha de Porquerolles. Se dispensar o passeio ao centro de Hyères, vá direto à ilha saindo de barco de Toulon e evite o transtorno do trânsito e busca de vagas na Presqu’île de Giens, de onde saem os barcos pras ilhas do litoral de Hyères. Além de Porquerolles, Levant e Port Cros formam o arquipélago conhecido como “ilhas de ouro”…
4-Praia de Sainte-Croix
Holanda, Alemanha, Polônia, Luxemburgo, Bélgica. É desses países que vem os banhistas que vejo com mais frequência nessa praia de Martigues, que é também cenário de uma série televisiva que conta com 44 episódios gravados desde 2006, “Camping Paradis”, e transmitida pelo canal TF1. Descobrimos primeiro a praia e depois assistimos alguns episódios. O atrativo principal é, na minha opinião, a areia clara  basta para aproveitar um dia ensolarado de verão. Mas não custa repetir a máxima: quem cedo madruga estaciona na porta, então vale se organizar para garantir vaga na sombra e um bom lugar ao sol. Leve o piquenique: as praias aqui não tem barraquinhas nem ambulantes vendendo comida e bebidas, é só o mar e areia mesmo. O difícil é ficar com fome e sede,então, leve seu kit de sobrevivência básico,sem exageros. A praia tem salva-vidas, pedalinhos e cadeiras para aluguel, além de duchas e banheiros. Durante o verão, os estacionamentos mais próximos são pagos.
5-Gorges du Verdon e Lago de Sainte-Croix
Do litoral mediterrâneo ao mais belo desfiladeiro da Europa é quase um pulo: saindo de Aix, conte cerca de 1 hora para chegar às Gorges du Verdon. Esse é um passeio que, durante o verão, acho indispensável combinar com uma parada no plateau de Valensole para apreciar os campos de lavandin, o híbrido da lavanda que embeleza e perfuma a paisagem do lugar. De caiaque ou pedalinho, navegue pelas águas azul turquesa do lago de Sainte Croix e adentre o desfiladeiro. De carro, serpenteie as estradinhas que proporcionam um panorama idílico que o curso do rio Verdon traçou no relevo da paisagem ao longo de milhões de anos. No fim do dia, dê um pulo até Moustiers-Sainte-Marie, classificado com o selo “Mais belos vilarejos da França” e berço da cerâmica de tipo faiança.
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Vencedor do prêmio Melhor Livro de Viagem do British Book Awards, “Um ano na Provence” é uma das mais divertidas, adoradas e bem-sucedidas obras do gênero já publicadas.Quem não gostaria de largar tudo e recomeçar a vida num dos lugares mais charmosos do mundo?A começar pela gastronomia e pela paisagem, passando pelos hábitos interioranos dos franceses e as diferenças culturais, tudo é contado em detalhes, com descrições deslumbrantes e um humor refinado e irresistível.Livros de receitas e guias da região costumam nos seduzir com refeições fartas, coloridas e apetitosas, plantações de lavanda, belíssimos vinhedos e céus azuis. Mas nada como conhecer o relato em primeira mão de quem deixou a cidade grande para se entregar à experiência de desfrutar tudo isso, num local onde o tempo é governado pelas estações, não pelos dias.Todos os prazeres rústicos da vida provençal estão reunidos neste retrato fascinante, misto de caderno de viagens, crônica e romance – obra que deve ser degustada como o melhor dos vinhos.

Resultado de imagem para imagens sobre a lavandaImpressões e confissões sobre a Provence ….momentos vividos e vívidos
O amor está no ar, no sol, no mar,boas frutas tem sabor de alegria,o vinho é um bom conselheiro, quando tomamos na medida certa…..
Cantinho de descanso,noite sem insônia,paixão em brasa,manhã revigorada…..
Vida…..
É tão bom viver dia a dia,aproveitar cada momento vivendo tudo intensamente
Tirando da vida novas experiências,a vida assim nos encanta
Viva vida, vida viva
Nossas vidas, nossos dias,nossos momentos especiais……
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Sob o Sol da Toscana….
Esta é uma zona da Itália, e do mundo, com tanta coisa maravilhosa para ver e fazer, que é preciso viajar por muitos anos…

Cidades com localização privilegiada, cercadas por vinhedos e oliveiras,campos de Girassóis…. Na região da Toscana, na Itália, o cenário representa um convite irrecusável ao descanso…..Nada de edifícios altíssimos, nem corre-corre da cidade grande. Parece que o tempo passa mais devagar. As pessoas por lá ainda gostam de ficar sentadas na praça e de apreciar um vinho e uma boa mesa na maior calmaria.No fim das contas, visitei vários vilarejos, fiz piqueniques pelo caminho, parei muitas vezes no meio da estrada para fotografar os cenários e experimentei bons vinhos…..

A proposta é parar em cidades menores, onde o ritmo de vida corre lentamente e ainda há espaço para prazeres como jogar conversa fora, saborear deliciosas iguarias e admirar, com calma, o que a Itália oferece de melhor: arte,culinária regional e história.

Pisa,Lucca,Pistoia,Vinci,San Gimignano,Colle di Val’Elsa,Volterra,Montecatini Val di Cecina,Peccioli e Pontedera,Florença,Arezzo,Assis ,Siena…todas são lindas e poderia ficar descrevendo aqui os passeios, os momentos apaixonantes e apaixonados,o deslumbramento com a paisagem e os maravilhosos afrescos do Duomo de Florença,absolutamente impressionantes …….

Resultado de imagem para imagens do filme sob o sol da Toscana

Minha receita para o roteiro perfeito pela Toscana obedece a quatro regras de ouro:

1. Hospede-se em cidades pequenas ou no campo para entrar no clima bucólico da região;uma vinícola ou um bed and breakfast,por exemplo… Fuja dos hotéis de rede ou dos grandes hotéis, justamente para curtir o clima provinciano da região.

2. Fuja das autopistas para curtir os vinhedos, campos de girassóis, ciprestes e povoados que aparecem pelo caminho.

3. Estabeleça bases estratégicas e faça viagens suaves de bate e volta (ao invés de fazer check-in e check out todo santo dia).

4. Vá com calma: se você tem pouco tempo, escolha um pedacinho para curtir com calma. Toscana combina com slow travel.

5-Antes de ir ,assita o filme “Sob o Sol da Toscana” …. voce vai se apaixonar perdidamente pelo lugar….

Resultado de imagem para imagens sobre sob o sol d atoscana“Você tem que viver esféricamente em várias direções. Nunca perca o entusiasmo infantil, e tudo será seu.”Frase da personagem Frances em “Sob o Sol da Toscana”

“Viver em várias direções” e “entusiasmo infantil” são dois conceitos que soam tão profundamente, que é impossível não refletir sobre isso após ver o filme e reler essa frase. Duas coisas que parecem simples, mas não são fáceis de aplicar na realidade. Viver em várias direções pede dedicação, esforço e vontade, mas é possível. Já o “entusiasmo infantil”, será que conseguimos recuperá-lo depois de adultos?…..

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