A TEORIA DO BIOCENTRISMO QUÂNTICO

O Biocentrismo (de’bios’, vida em grego) é a designação geral que se dá à afirmação de que todos os seres vivos concretos, seja qual for a sua espécie, são, e devem ser, o centro de consideração ética e moral.

-Na sua essência, o Biocentrismo implica o reconhecimento de um estatuto moral direto para todos os seres vivos individuais. O que significa que estes são, diretamente, individualmente, considerados pelo seu valor intrínseco (por serem o que são em si mesmos), e não pelo possível valor extrínseco instrumental, secundário e indirecto, de serem membros de um «Todo» abstrato genérico, tido, convencionalmente, como o centro exclusivo e útil de relevância e consideração morais, como a Cultura, a Etnia, a Nação, o Estado, o Ecossistema, a Cadeia Alimentar e a Espécie, «só» por si mesmos. Quer dizer, ao contrário do que dizem as doutrinas éticas e morais ainda dominantes: (que só o Homem, só os seres humanos são diretamente e individualmente consideráveis), o Biocentrismo afirma que ao agir, e ao decidir efetivar qualquer ação, devemos considerar moralmente quais os efeitos e consequências diretas que essa ação e essa decisão poderão ter, não só sobre os demais humanos, mas sobre todos os demais seres vivos concretos e individuais, que por elas poderão ser afetados.

Ou seja, o Homem cessa de ser o único ser a que é reconhecido valor intrínseco, um valor que não depende de uma utilidade instrumental, cultural, econômica e ecossistêmica, exteriores à sua mera existência ontológica (autenticidade existencial).

-Tudo isto, não significa que os seres humanos tenham que perder, em si, direitos autênticos e essenciais. Mas sim, que os direitos autênticos e essenciais, naturais e necessários, (o direito à Vida, à saúde, à integridade individual,  desenvolver as suas características próprias orgânicas, a buscar a felicidade, a ter Paz…) que os seres humanos têm, devem ter e terão, serão expandidos e reconhecidos para além da espécie humana, a todos os seres e aconteceres da Vida biosférica, que sempre partilharam conosco uma origem genética comum, os lugares de Vida e a autenticidade ontológica.

O Biocentrismo convida a que a humanidade adote um ponto de vista mais profundo e mais amplo sobre o que é uma Ética e uma Moral. Já não um dominado pelo calculismo dos «direitos só em troca de deveres» e pelo utilitarismo dos «teres e dos haveres», mas um ponto de vista ontológico: basta existir para se ser inteiro, basta Ser para se merecer considerabilidade e respeito. Um Biocentrismo coerente e profundo enforma uma espécie de «Ontocentrismo»: para a Vida, cada  ser-acontecer é-já-sempre em si mesmo, como se apresenta, singular, insubstituível, considerável e importante. O Biocentrismo convida, também, o assumir de uma outra noção de Liberdade: a grande liberdade positiva e aditiva, que respeita a liberdade de todo e cada um dos seres vivos concretos e individuais da biosfera viva, e, jamais, a pequena «liberdade» negativa e subtrativa do Homem ser Nada da Natureza e da Vida, à custa e apesar dos «outros» seres vivos.

-Só o Biocentrismo poderá libertar o ser humano do peso de se considerar o centro auto-mistificado do Universo, reconciliando-o como sólido nó, leve, livre e feliz, na teia da Vida.

CONSIDERAÇÕES CIENTÍFICAS SOBRE O BIOCENTRISMO

Apesar de ainda polêmica, a idéia não é de modo algum nova. Desde os filósofos gregos antigos até os nomes mais reconhecidos da ciência moderna, como o do astrônomo Camille Flammarion (1842-1925) e Charles Richet (1850-1935), Prêmio Nobel de Medicina em 1913, passando por pesquisadores como os já citados Ian Stevenson e do brasileiro Hernani Guimarães Andrade, e, mais recentemente, com nomes como o do astrofísico escocês Archie Roy (1924-2012) e do  biológo britânico Rupert Sheldrake, que se teoriza, a partir de evidências, que a vida e, portanto, a consciência humana possam não apenas sobreviver ao corpo, mas ainda determinar  o processo de sua embriogênese, atuando sobre o material genético, e a sua morfologia. Tudo isso sendo  discutido e amparado em uma série de evidências científicas(evidências, bem entendido, já que muita gente dentro do establishmentcientífico, modelado no velho paradigma mecanicista-positivista, ainda resiste a considerá-las provas), como as atualmente apresentadas pelos médicos Sam Parnia, na Inglaterra, e Van Lommel, na Holanda, sobre as experiências clínicas de pacientes que tiveram experiências de quase morte.

 ” A vida e, mais ainda, a consciência  – que se expressa por meio da vida –  que tem a primazia evolutiva e, com esta, estimula o desenvolvimento das manifestações físicas do Universo. É a consciênica e a vida, sua expressão que, para tanto, se utilizam da matéria tanto para animá-la quanto para se desenvolverem mútuamente (mente, vida e matéria) do que o oposto, ou seja, a matéria dando origem à vida e a consciência como mero fruto do acaso. Tal inversão lançaria nova e revolucionária luz sobre a ordem que vemos na natureza e seria o que determina a escala o aspecto geral do universo conhecido e o processo evolutivo que vemos, da matéria à consciência. Indo mais além, estabelece, como consequência, a existência da própria consciência como ente com uma realidade própria, inclusive sobrevivente à morte física.”Dr Robert Lanza M.D.

Robert Lanza, considerado pelo New York Times um dos três mais importantes cientistas vivos, afirma que existe vida após a morte e mesmo a reencarnação e que há evidências científicas desta realidade.

Dentro do rígido mundo acadêmico e laboratorial, é o Dr. Robert Lanza quem afirma que o atual nível de avanço da ciência permite dirimir práticamente qualquer dúvida sobre esta questão. Para ele, o quadro atual da ciência possibilita afirmar, que a vida continua para além da morte física e, mais que isso, essa vida consciente se aperfeiçoa com o tempo, voltando a viver em outros corpos (reencarnação), e atuando entre uma vida e outra em dimensões para além da nossa.Os estudos de Lanza ,unem ou estabelece pontes de comunicação que vai da Física Avançada para a Psicologia e Biologia de ponta e o levaram a formular sua teoria ou princípio do Biocentrismo. 

Nesta, é a consciência (ou algo bem parecido com a noção de um espírito consciente) que é o elemento mais fundamental no universo, ou seja, é a consciência o elemento que rege e estabelece a composição do universo, e não o inverso como o modelo mecanicista convencional costuma estabelecer…. Costuma estabelecer e reduzir, metafísicamente e á priori, de conformidade com o modelo mecanicista, interpretando a consciência como se esta fosse um mero epifenômeno secundário e sem muita importância da matéria (visão materialista-reducionista). 

As afirmações de Lanza podem parecer polêmicas, ousadas ou até mesmo temerárias, mas estão longe de serem frutos de uma mente excêntrica que deseje polemizar para obter notoriedade. Ao contrário, são baseadas em evidências, portanto, fatos, bem estabelecidos e pesquisados que agora ele tenta explicar numa teoria coerente, denominada biocêntrica.

OS DEFENSORES DA IDÉIA 

Vale lembrar que no curriculo do autor, anos atrás, ele pesquisou em áreas da Psicologia com ninguém menos que o pai do Behaviorismo radical, B. F. Skinner, e com grandes nomes da biologia, bioquímica e biofísica, tendo artigos publicados nas revistas mais difícies e conceituadas, como a Science. Portanto, suas colocações não são resultados de uma mente sonhadora ou ingênua e, apesar da resistência inevitável, com críticas pesadas mas nem sempre equilibradas dos colegas embebidos do paradigma mecanicista, obteve a simpatia ou mesmo o discreto apoio de outros lumiares da ciência contemporânea, como o do médico e Prêmio Nobel, Dr. Edward Donnal Thomas, que saiu em defesa de Lanza na revista Forbes em 2007, ou do físico Lawrence Krauss, que considera as idéias de Lanza científicamente interessantes embora, para ele, dificies de serem testadas – mas se levarmos em conta as pesquisas de Banerjee, Stevenson, Dean Radin, Charles Tart e H. G. Andrade, entre outros, possíveis de serem feitas.

Lanza, se aproxima muito de autores e teóricos avançados da Física, Filosofia, Biologia e Psicologia como David Bohm, James Lovelock, Jan Smuts, Ludwig von Bertalanffy, Maturana, Varela, Carl Gustav Jung, Stanislav Grof, Leonardo Boff e Fritjof Capra ao afirmar que existe uma lógica inteligente para a estrutura do universo, onde as leis, forças e constantes variações parecem equilibradas para se afinarem com a vida, o que permite sua eclosão e manifestação em um histórico de complexificação crescente, manifestação e desenvolvimento, ou seja, há uma forte evidência de coesão e regência nas leis da natureza, o que implica que na ação de uma inteligência modeladora subjacente a este quadro (a matéria em si não demonstraria sinais de consciência).

Esta mesma idéia já foi aventada por grandes nomes da física moderna, como Niels Bohr, Werner Heisenberg, Wolfgang Pauli, Erwin Schrödinger e, mais dúbiamente, Albert Einstein (veja-se, sobre isso, os livros de Fritjof Capra, em especial O Tao da Física e O Ponto de Mutação), mas quase nunca foi devidamente considerada pelo establishment científico oficial.

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OS CONCEITOS DE ESPAÇO-TEMPO DO  DR LANZA

Ciente das pesquisas de cientistas como Fred Alan Wolf e David Bohm, Lanza deles também se aproximam ao afirmar também que o espaço e o tempo não são objetos ou coisas existentes por si, mas sim ferramentas relativas, adaptadas ao nível de nosso entendimento animal, interpretação de nossa mente em determinado estado de consciência. Lanza vai mais além, afirmando que carregamos o espaço e o tempo em torno de nós “como tartarugas”, o que significa que quando a casca sai, espaço e tempo ainda existem.

Neste ponto, a teoria de Lanza é bem próxima do modelo tetradimensional da psique, ou espírito, de Hernani Guimarães Andrade ( deste autor, os livros Morte, Renascimento, Evolução e Psi Quântico) e se aproxima do pensamento teórico do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung (1875-1961).

Robert Lanza, portanto, estabelece uma trama relacional abrangente unindo os fios da Biologia, da Física e da Psicologia. O quadro teórico resultante resgata as noções da Metapsíquica de Charles Richet, Gustave Geley e Frederic Myers. Afirma ele que o Biocentrismo dá sentido à ideia bastante ventilada nos últimos trinta anos, no complexo meio da Física teórica, de múltiplos universos, evocando a noção de que é possível a existência da consciência em “outros mundos” (o modelo tetradimensional  também afirma isso, o que também é validado pelas pesquisas de Stanislav Grof).

Neste quadro, como já intuiam, na Física, Bohr, Pauli, Schrodinger e Bohm, na Biologia, com Maturana, Varela, e na Psicologia, William James, Carl Jung e Stanislav Grof, a consciência desempenha um papel que a ciência dita exata começa a levar em consideração. Sendo assim, segundo Lanza, a morte seria uma mera ilusão criada pela mente restringida pelos sentidos, adaptados a um mundo material limitado e difícil de se lidar a três dimensões, mas que demonstra possuir uma capacidade criativa e intuitiva que ultrapassa estes limites pois, a vida, para Robert Lanza, transcende a linearidade banal aceita pelo modelo cartesiano-newtoniano da ciência clássica e ao qual estamos acostumados. Segundo ele, a noção aceita de morte é uma interpretação errônea, ou melhor, uma crença culturalmente compartilhada, baseada numa metafísica materialista que ainda desconsidera os achados da Psicologia e da Física de ponta. Capacidades aparentemente anômalas, como a percepção extra-sensorial, a precognição, etc., seriam indícios de que a mente superaria, em certos momentos e em condições ainda pouco compreendidas (Richet, Jung, Rhine, Readin, Tart, Grof, Andrade) os limites do universo físico ao qual estamos familiarizados.

(nota pessoal;Lanza, em sua visão transdisciplinar (Morin, Capra) e transpessoal (Grof), também resgata as contribuições de pensadores como Pierre Teilhard de Chardin e Pietro Ubaldi, embora não se possa saber ao certo até onde o pesquisador estudou – se de fato estudou – tais autores. Seja como for, a mesma ideia geral, o chamado Princípio Antrópico Cosmológico tão presente no pensamento destes, também se expressa no Biocentrismo de Lanza, ou seja, de que a vida e a nossa existência humana são emergências esperadas, não o fruto do acaso, pelo contrário, sendo fenômenos inevitáveis).

A vida e a consciência, por sua vez, criariam a realidade biológica e esta transformaria o mundo  (hipótese Gaia, de James Lovelock), sem a noção linear, reducionista, simplificadora e limitante que adotamos nos últimos trezentos anos. A morte apenas existe como conceito cultural, ensinado pelas gerações a partir de uma visão limitadora da realidade, e, portanto, não pode “existir em qualquer sentido real”. 

EXEMPLIFICANDO A TEORIA DA VIDA APÓS A MORTE 

 Uma vida que cumpre seu ciclo é a manifestação temporal da consciência que continua a existir em outras realidade dimensionais, e mesmo podendo voltar a esta dimensão para um novo ciclo de desenvolvimento pessoal, ajudando, igualmente, no desenvolvimento coletivo. A vida física individual seria um mera emergência temporal, um fragmento na realidade restritiva a que estamos acostumados, mas que a supera e que, por sua vez, daria simplesmente um novo recomeçar quando morremos, para novas possibilidades. O contrário de morrer não é, portanto, viver, mas nascer. A vida simplesmente é e se manifesta temporalmente, na matéria, dentro dos limites do nascer e do morrer e, portanto, transcende – como sentimos intuitivamente – o tempo cronológico. Não se trata de um tempo, passado, presente e futuro – aqui, sem a nossa consciência, espaço e tempo não tem valor algum, desta forma, quando morremos, a nossa mente não poderia deixar de existir, pois ela faria parte do universo, assim, ao menos uma parte fundamental da mente individual pode ser imortal, como, aliás, é dito por quase todas as tradições religiosas e filosóficos do mundo inteiro.
Na teoria dos multi-versos, há uma possibilidade de um número indefinido de dimensões, ou de lugares ou de outros universos onde a nossa alma poderia migrar após a morte, de acordo com a teoria de neo biocentrismo, e ainda assim interagir e voltar à dimensão física.Mas será que o espírito/alma/consciência existe de modo independente? Outros cientistas reconhecidos formularam alguma teoria ou hipótese de trabalho que dê sustentação a isso? A resposta é afirmativa.
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Teorias corroboradas pelo Dr Stuart Hameroff 

Embora polêmicas diante do domínio do paradigma mecanicista, existem teorias de trabalho construídas por vários cientistas que dão suporte à idéia da vida consciente após a morte. Para o Dr. Stuart Hameroff, por exemplo, uma experiência de quase morte, EQM – aquela em que o paciente vê o próprio corpo e as tentativas da equipe médica de o ressuscitar -, acontece quando a informação quântica que habita o sistema nervoso deixa o corpo e se dirige ao espaço. Apesar de ser apenas um modelo, é um modelo que enfrenta o paradigma dominante já que, ao contrário do que defendem os materialistas, a teoria de Hameroff oferece uma explicação alternativa da consciência que pode, talvez, apelar para a mente científica racional e intuições pessoais sobre um fenômeno que já é reconhecido como ocorrente desde que o médico Dr. Raymond Mood publicou seu clássico livro sobre EQM, Vida depois da Vida, em 1975 (veja o vídeo ao final deste artigo).

A consciência interagiria ou se utilizaria, de acordo com o modelo teórico de Hameroff e do físico britânico Sir Roger Penrose, dos microtúbulos das células cerebrais,  que poderiam ser os sítios primários de processamento quântico da mente. Após a morte esta singularidade informacional, que é a consciência é liberada de seu corpo, o que significa que a mente e seu histórico vai com ele para algum outro lugar ou dimensão.

A Consciência, ou pelo menos a proto consciência, é teorizada por quase todo os autores aqui citados como a propriedade fundamental do universo, possivelmente presente até mesmo no primeiro momento do universo durante o Big Bang. Nos dizeres de Lanza, baseado em Hameroff e Penrose,“em uma dessas experiências conscientes comprova-se que o proto esquema é uma propriedade básica da realidade física acessível a um processo quântico associado com atividade cerebral.” (veja-se o video abaixo, ao final deste texto).

Esta interpretação quântica da consciência, é trabalhada por Lanza e explica diversos fenômenos, como experiências de quase morte, projeção astral, experiências fora do corpo e até mesmo a reencarnação sem a necessidade de recorrer a qualquer ideologia religiosa. A energia de sua consciência potencialmente é reciclada de volta em um corpo diferente em algum momento e nesse meio tempo ela existe fora do corpo físico em algum outro nível de realidade e possívelmente, até mesmo outro universo.

Biocentrismo – Robert Lanza – Cientistas Comprovam a Reencarnação Humana-legendado em portugues

A EXPLICAÇÃO CIENTÍFICA DA VIDA APÓS A MORTE

Falando em termos puramente empíricos,por mais que pareçam aparentemente áridas, estas são explicações que dão uma explicação, talvez ainda a ser aprimorada da ciência, para a possibilidade de vida após a morte. Elas dizem que nossas consciências (ou espíritos) são consequências da própria estrutura do universo e pode ter existido, em estágios diferenciados de desenvolvimento, já desde o início dos tempos. (nota do Monicavoxblog;Nossos cérebros, assim, não produzem a consciência, servindo apenas, usando uma analogia aproximativa, ou metáfora, como “meros receptores e amplificadores” para a proto-consciência que é intrínseca ao tecido do espaço-tempo. Então, como parece indicar aspectos como tempo psicológico, PES, EQM, memória extra-cerebral de crianças que lembram espontâneamente de vidas anteriores, há realmente uma parte de sua consciência que é não material e vai viver após a morte de seu corpo físico).

3O MODELO BIOCÊNTRICO DE LANZA

A possibilidade de que nossa consciência pessoal seja uma centelha diferenciada e em evolução de uma realidade em si mesmo, fundamentalmente consciencial e que dá origem às diferentes facetas da realidade e que nós mesmos, assim, somos imortais e que podemos reencarnar, é a consequencia lógica de alguns princípios estabelecidos pelo modelo biocêntrico de Robert Lanza. Estes princípios são:

1. O espaço e o tempo não são realidades absolutas independentes de consciências-observadoras, portanto, a realidade “externa” seria um processo de percepção (interpretação) e de criação da consciência.

2. As nossas percepções externas e internas estão ligadas, de forma profunda, não podendo se divorciar uma da outra.

3. O comportamento das partículas subatômicas está ligado com a presença de um observador consciente. Sem esta presença, as partículas existem, no melhor dos casos, em um estado indeterminado de probabilidade de onda.

4.  Sem consciência a matéria permanece em um estado indeterminado de probabilidade. A consciência precede o universo.

5. A vida cria o universo, e não o contrário, como estabelecido pela ciência tradicional.

6. O tempo não tem real existência fora da percepção humana.

7. O espaço, assim como o tempo, não é um objeto. O espaço é uma forma de compreensão e não existe por conta própria.

 Robert Lanza, defende que a morte não é real

Uma “nova teoria do Universo”, que propõe a utilização de todos os conhecimentos que a humanidade adquiriu nos últimos séculos. A partir dessa perspectiva e com essas ferramentas, Lanza deu uma nova resposta à pergunta primordial sobre a morte: para o biocentrismo, esta é uma ilusão, já que é a vida que cria o universo e não o contrário. Dado que o espaço e o tempo não existem de forma linear, a morte não pode existir em seu “sentido real” – seria apenas uma ilusão da consciência. E é a consciência que, segundo Lanza, conecta a vida ao corpo biológico.A prova estaria nos experimentos de física quântica, que demonstram que a matéria e a energia podem se revelar com características de ondas ou de partículas na percepção e na consciência de uma pessoa. Acrescentando-se a teoria de que existe uma infinidade de universos com diferentes variações que acontecem ao mesmo tempo, o biocentrismo comprova que tudo o que pode acontecer está ocorrendo em algum ponto do multiverso, ou seja, a morte não pode existir em “nenhum sentido real”.Alguns cientistas importantes fizeram coro à teoria de Lanza, como Ronald Green, diretor do Instituto de Ética da Universidade de Dartmouth, que afirma que pensar a consciência de um ponto de vista quântico é coerente com as últimas descobertas da biologia e da neurociência sobre as estruturas da mente e da vida humana.Um livro publicado pelo cientista Robert Lanza, abre novas perspectivas sobre nossa noção de vida e morte. Sua obra, chamada “O biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do Universo”, sugere que a vida não acaba quando o corpo morre e poderia durar para sempre.

UM UNIVERSO CONSPIRATÓRIO

Lanza acredita que o Universo parece conspirar para a existência da vida, o que significaria que a inteligência seria anterior ao Universo. Desta maneira, sua teoria sugere que não há morte da consciência. O “há” é apenas a morte do corpo, que seria um veículo físico desta consciência, que existe fora das restrições de tempo e espaço. Para adicionar mais ingredientes à polêmica teoria, Lanza, assim como vários pesquisadores, acredita que múltiplos universos (multi-universo) podem existir simultâneamente.

Desta forma, o corpo poderia estar morto em um universo e continuar a existir em outro, absorvendo essa suposta consciência migratória. A consciência, ou pelo menos proto- consciência, é teorizada por este grupo de pesquisadores como propriedade fundamental do Universo. “Em uma dessas experiências conscientes, comprova-se que o proto esquema é uma propriedade básica da realidade física acessível a um processo quântico associado com atividade cerebral.”, diz Lanza.

De acordo com cientistas que pesquisam o assunto, as informações quânticas de nossa consciência estariam armazenadas em microtúbulos do nosso corpo. Quando morremos, esta informação não é destruída, mas distribuída e dissipada pelo Universo, ou em vários deles.

Biocentrismo – Robert Lanza-legendado em portugues

Visão pessoal…….

Na concepção dualista além do mundo material (composto da matéria e do éter  que deu origem à matéria) o Universo é também constituído por um outro éter, de informação. No atual estágio, estamos descobrindo as leis que regem o comportamento do mundo material ; De qualquer forma, no mundo material todas as leis se submetem ao princípio de causa e efeito. A matéria é corpuscular, e não tem propriedade dual, mas a matéria pode se converter em éter físico, e vice-versa, através da equação E=mc2 de Einstein. Quanto ao éter de informação,ainda desconhecemos  as leis que regem seu comportamento. Ele é responsável por criações fantásticas como a estrutura do DNA e órgãos complexos como o cérebro e o olho, e sem sua interação com o mundo material, a vida nunca apareceria no Universo nem evoluiria até chegar à forma de um ser humano (cálculos matemáticos já demonstraram que é impossível que a vida seja conseqüência de ocorrências aleatórias, como defende a ciência vigente, desde que os cálculos de probabilidade já demonstram que a própria estrutura do DNA nunca seria obtida se fosse produto do mero acaso). Nesse éter de informação estaria a sede da consciência, e sua interação com o mundo material produziria os fenômenos paranormais. Essa é a concepção que irá no futuro substituir as atuais concepções, depois que a própria Física Quântica for superada por uma nova teoria.Lanza vem trazer mais uma luz aos mistérios tanto do físico humanóide(orgânico), com suas pesquisas sobre células-tronco, como provas mais concretas científicas da vida após a morte;Muitos de nós têm uma falsa concepção de como é a vida nas Dimensões Superiores. Os reinos superiores não são um ambiente nebuloso e sem substância, e nos parecem que não  diferem do nosso meio físico terreno. Todavia, conforme vamos evoluindo com o passar do tempo,perceberemos que há muitas diferenças. Quando fizermos a passagem, teremos forma e substância. Sim, a nossa forma será mais refinada e não tão sólida como acontece no ambiente de terceira e quarta dimensões, mas  ainda sentiremos algo sólidos e tudo ao nosso redor terá forma e ordem igualmente. O nível em que estivermos sintonizados ou forem compatíveis, vai determinar quão conscientes vocês estão, e as capacidades que terão, também, como o nosso ambiente circundante, parecerá; as frequências que projetarmos ou com as quais ressoarmos, vão determinar em que dimensão ou em que nível dimensional do sub-plano nós iremos/estaremos, e também que nível de informação cósmica seremos capazes de acessar. Também é importante que possamos compreender que as regras mudam à medida que o processo de evolução se movimenta em espiral para o próximo nível.Consideremos cada teste e desafio como uma oportunidade para liberar os pensamentos ultrapassados e os padrões vibracionais que não servem mais ao nosso bem maior.;Observemos as experiências da nossa vida através dos filtros de nossa Mente e Coração , conforme nós atraímos as Partículas de Vida do Criador/Plenum Cósmico/Deus e vamos fundi-las com a nossa energia do Amor, antes de irradiá-las em direção ao mundo e à humanidade. Estamos todos nesta dança cósmica da evolução, e juntos, prevaleceremos.

Inspiração….

Robert Lanza-Website-articles-books-conferences

[Teoria do Biocentrismo] Teoria quântica,múltiplos universos

Monicavox

Recomendo….

 

Voce conhece a chave da nossa imunidade…?

No meio do peito, bem atrás do osso onde a gente toca quando diz “eu”, fica uma pequena glândula chamada timo.Seu nome em grego, thýmos, significa energia vital. O Timo continua sendo um ilustre desconhecido. Ele cresce quando estamos contentes, encolhe pela metade quando estressamos e mais ainda quando adoecemos.Essa característica iludiu durante muito tempo a medicina, que só o conhecia através de autópsias e sempre o encontrava encolhido.Supunha-se que atrofiava e parava de trabalhar na adolescência, tanto que durante décadas os médicos americanos bombardeavam Timos adultos perfeitamente saudáveis com megadoses de raios X achando que seu “tamanho anormal” poderiam causar problemas.

Mais tarde a ciência demonstrou que, mesmo encolhendo após a infância, continua totalmente ativo; é um dos pilares do sistema imunológico, junto com as glândulas adrenais e a espinha dorsal, e está diretamente ligado aos sentidos, à consciência e à linguagem. Como uma central telefônica por onde passam todas as ligações, faz conexões para fora e para dentro.Se somos invadidos por micróbios ou toxinas, reage produzindo células de defesa na mesma hora.O detalhe curioso é que o Timo fica encostado no coração, que acaba ganhando todos os créditos em relação a sentimentos, emoções, decisões, jeito de falar, jeito de escutar, estado de espírito.

A ORIGEM DO TIMO DESDE A ANTIGUIDADE

Assim, a origem da palavra timo remonta à antiga Grécia, e, possívelmente, à civilização indo-européia. Na Grécia, a palavra thymos foi utilizada por Platão e seu mestre Sócrates, assim como por Homero. Há indicações de que, para os gregos, thymos significava a alma ativa, a alma perecível – diferente da psyché ou alma passiva e imortal. Essa alma ativa seria equivalente à razão, à consciência (“awareness”) e estaria associada à respiração (sopro, alma, palavra), ao coração (desejos e intenções) e ao fígado (emoções).

Em um determinado momento na Ilíada , Aquiles diz: “Levantando-se como fumaça no peito dos homens Agamemnon irritou-me, mas deixemos os grandes serem grandes e aquietemos o thymos no nosso peito”. Assim, thymos é metafóricamente interpretado como “levantar fumaça no peito”. Expressa o princípio da vitalidade e, portanto, no seu lado físico, a respiração. Como atestado por Homero, thymos é o ânimo ou o coração, a sede das paixões e da ira, mas também da coragem e do entusiasmo. Neste sentido, uma pessoa que tem thymos pode ser chamada de entusiasta, dotada da força passional de reagir prontamente. Em consequência,thymos não tem a ver unicamente com a tendência à ira ou à indignação, mas com uma disposição anímica para acender e reagir enérgicamente, com dignidade, coragem, autoestima e ardor espiritual. Como indicado por John Onians, thymos referia-se originalmente ao sopro, à respiração. Era a matéria da consciência, o espírito, a alma-sopro, da qual dependia a energia e coragem do homem. Mesmo na sua mais remota origem, thymos denota “levantar-se em chamas” como nuvem ou espírito, o que nos remete ao conceito de alma e energia vital.

CARACTERÍSTICAS DA GLÂNDULA TIMO

1-É muito sensível a imagens, cores, luzes, cheiros, sabores, gestos, toques, sons, palavras, pensamentos.

2-Amor e ódio o afetam profundamente.

3-Idéias negativas têm mais poder sobre ela do que vírus ou bactérias.

4-Em compensação, ideias positivas conseguem dele uma ativação geral em todos os poderes, lembrando “a fé que remove montanhas”.

A ANATOMIA DA GLÂNDULA TIMO

Na anatomia humana, o Timo é um órgão linfático que está localizado na porção antero-superior da cavidade torácica. Limita-se superiormente pela traquéia, a veia jugular interna e a artéria carótida comum, lateralmente pelos pulmões e inferior e posteriormente pelo coração. É vital contra a autoimunidade. Ao longo da vida, o Timo involui (diminui de tamanho) e é substituído por tecido adiposo nos idosos, o que acarreta na diminuição da produção de linfócitos T.

FISIOLOGIA

A glândula Timo é muito ativa quando o indivíduo é uma criança. Ela desempenha um papel crucial no desenvolvimento e na melhoria do sistema de sua imunidade .A principal função da glândula Timo é a produção de linfócitos ou células T (T de células T’ representa “derivada do Timo”).Em termos fisiológicos, o Timo elabora várias substâncias: timosina alfa, timopoetina, timulina e o fator tímico circulante. A timosina mantém e promove a maturação de linfócitos- T e órgãos linfóides como o baço e linfonodos. Existe ainda uma outra substância, a timulina, que exerce função na placa motora (junção dos nervos com os músculos) e, portanto, nos estímulos neurais e periféricos, sendo considerada grande responsável por uma doença muscular chamada miastenia grave. Além dos linfócitos-T, existem no organismo outros tipos de linfócitos que não são produzidos no Timo, como os linfócitos-B, envolvidos na produção dos anticorpos. No entanto, os linfócitos-T constituem os elementos centrais no funcionamento do sistema imunológico, e por este papel central, sua ausência (ou a ausência do Timo) frequentemente resulta na morte do indivíduo.

Clara expressão da importância dos linfócitos-T é o quadro da AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida), doença em que o vírus HIV determina a queda progressiva das defesas do organismo e a morte do indivíduo, ao destruir seletiva e gradualmente grande parte dos linfócitos-T.

O Timo já está presente no nascimento, desempenhando um papel fundamental do fim da gestação à infância. Na adolescência, ele começa a regredir, de forma que no indivíduo idoso sobra apenas um pequeno resto atrofiado. No entanto, seu declínio na vida adulta não acarreta nenhum problema para o organismo, uma vez que o produto do Timo, os linfócitos-T, já foi exportado e distribuído por todo o corpo, onde poderá exercer sua importante função durante toda a vida do indivíduo. De forma metafórica, podemos dizer que, na vida adulta, o timo está distribuído por todo o organismo. A capacidade dos linfócitos e de outras células do sistema imune de atuar frente aos patógenos deriva da existência, em sua membrana celular, de receptores que reconhecem (enxergam) as estruturas (moléculas) dos diferentes micro-organismos. Esses receptores se encaixam perfeitamente nas moléculas dos patógenos(causador ou micro-organismo específico que provoca doenças), como se  tratasse de uma chave e uma fechadura.

O SISTEMA IMUNOLÓGICO E O TIMO

O sistema imune é composto por órgãos, células especializadas e moléculas solúveis que têm a finalidade de reconhecer os elementos estranhos ao organismo e elaborar uma reação, ou resposta imune específica, dirigida a esses antígenos (Antígeno é toda partícula ou molécula capaz de iniciar a produção de um anticorpo específico.
Os antígenos são substâncias que não são reconhecidas pelo sistema imunológico como próprio do corpo. Um antígeno pode ser uma bactéria ou um fragmento dela, um vírus ou até uma substância qualquer)
 com a finalidade de eliminá-los do organismo e preservar a saúde. Os mecanismos de proteção anti-infecciosa, vistos de uma maneira mais ampla, podem ser classificados em três grandes categorias:

a) barreiras naturais – representadas pela integridade da pele e das mucosas, pelos movimentos próprios das mucosas (movimento muco-ciliar do trato respiratório, movimento peristáltico do intestino), fluxos urinário, lacrimal, salivar, das secreções respiratórias e digestivas, ácidos graxos da pele, enzimas com atividade antimicrobiana, flora normal da pele, dos tratos digestivo e genital feminino, entre outras;

b) imunidade inata ou natural – está presente e é efetiva em todos os indivíduos normais mesmo sem exposição prévia ao antígeno; opera sobre os agentes infecciosos da mesma maneira a cada vez que o indivíduo é exposto.

 c) a resposta adaptativa ou imunidade específica— é ativada somente após o primeiro contato com um agente estranho ao organismo, quando então se desenvolve a memória imunológica. Esta possibilita identificar os elementos estranhos em contatos subsequentes, e distingui-los de componentes do próprio organismo; sequencialmente ocorre uma reação rápida e específica como resposta protetora. Desta forma, é a resposta imune adaptativa que detém os atributos da memória e da especificidade na reação. Os linfócitos T e B são responsáveis pelo reconhecimento e pelo desencadeamento das respostas imunes adaptativas. Estas células são derivadas de células-tronco da medula óssea, entretanto, os linfócitos T sofrem um processo de desenvolvimento no Timo,enquanto os linfócitos B se desenvolvem na própria medula óssea.

Perspectivas; O Timo é um órgão linfóide primário cuja função essencial é a maturação funcional dos linfócitos T e o estabelecimento da tolerância aos auto-antígenos. Os progressos em relação ao conhecimento das funções do Timo foram grandes, mas ainda permanecem desconhecidos. Estes esclarecimentos poderão facilitar a compreensão de questões centrais da Imunologia, como a tolerância e a autoimunidade, e abrirão perspectivas para a abordagem terapêutica dos pacientes com doenças autoimunes.

O CORAÇÃO QUE RESPIRA –O Papel da Glândula do Timo e da “Respiração através do Coração”.

A melhor maneira de trabalhar para tranquilizar e equilibrar o corpo é fazê-lo com a respiração e com a energia da glândula do Timo ou do “coração superior”. O Timo é o portal energético do Chacra do Coração, no qual a luz ou emissões energéticas são experimentadas essencialmente na forma de Amor Incondicional. O Chacra do Coração também é o chacra mestre dos pulmões, e o ato da respiração física ativa o Timo e o Chacra do Coração.O próprio chacra cardíaco, fonte energética de união e compaixão, tem mais a ver com o Timo do que com o coração- e é nesse chacra que, segundo os ensinamentos budistas, se dá a passagem do estágio animal para o estágio humano. Podemos  notar como quando estamos ansiosos , respiramos de uma maneira muito superficial, até mesmo retendo nossa respiração. Isso impede que o Chacra do Coração se abra, impedindo o equilíbrio a este nível. Quando estamos profundamente relaxados, como em meditação, respiramos profundamente e permitimos que a energia do Coração flua com suavidade, produzindo esta sensação de relaxamento e de profunda tranquilidade que caracteriza a meditação. Portanto, a maneira de acalmar o sistema bio-energético e de reequilibrar o corpo é a técnica chamada “Respirar através do Coração”. Quando respiramos profundamente e nos concentramos no Chacra do Coração, melhoramos a circulação no sistema, graças à energia de luz do Amor Incondicional. Isto por sua vez contrabalança o excesso de estimulação elétrica sobre a Pineal, proporcionando uma sensação de calma e de paz.

Quanto mais  aprendemos a respirar profundamente, tornando-nos um “respirador consciente”, mais ativaremos a função do Timo, que não só potencializa os sentimentos de Amor Incondicional, mas também representam um papel fundamental na saúde do corpo ao ajudar o sistema imunológico físico. Um Corpo Forte sustenta um Forte Sistema Endócrino Espiritual. Provávelmente a melhor maneira de ajudar as mudanças no nosso corpo é o exercício físico regular e uma boa dieta integral-vegetariana. Um corpo forte e saudável é um veículo muito melhor para as poderosas energias dos chacras do que um fraco e cansado. De fato, a não ser que aumentemos a nossa força física, seremos incapazes de suportar as demandas da Nova Energia que carregamos em nosso corpo,nesta época da Transição Planetária,porque o corpo cristalino da Nova Terra é um corpo forte e saudável. Está desenhado para se movimentar e estar ativo. Gosta do ar fresco e das atividades ao ar livre.

A RELAÇÃO DO SISTEMA IMUNOLÓGICO E O ESTILO DE VIDA

Muitos sintomas que possuímos no dia a dia podem estar relacionados ao funcionamento do sistema imunológico,consequentemente, ao Timo. Por isso são denominadas doenças oportunistas.

Exemplos de situações que podem levar ao estresse:

1-desprezo amoroso;2-dor e mágoa;3-luz forte;4-níveis fortes de som;5-doenças crônicas;morte,divórcios, separações,nascimentos;desemprego;6-dívidas,responsabilidades;falta de recursos materiais;7-conflito;decepção;relacionamento pessoal infeliz;estilo de vida (álcool,fumo,alimentação errada,falta de sono,cansaço);8-situações limites(catástrofes,guerras,abusos sexuais).

EXERCITANDO O TIMO PARA AUMENTAR A PRODUÇÃO DE BEM ESTAR E FELICIDADE 

Pela manhã, ao levantar, ou à noite, antes de dormir;

1- Fique de pé, os joelhos levemente dobrados. A distância entre os pés deve ser a mesma dos ombros. Ponha o peso do corpo sobre os dedos e não sobre o calcanhar, e mantenha toda a musculatura bem relaxada.

2- Feche qualquer uma das mãos e comece a dar pancadinhas contínuas com os nós dos dedos no centro do peito, marcando o ritmo assim: uma forte e duas fracas.

3-Continue entre três e cinco minutos, respirando calmamente, enquanto observa a vibração produzida em toda a região toráxica.

4-O exercício estará atraindo sangue e energia para o Timo, fazendo-o crescer em vitalidade e beneficiando também pulmões, coração, brônquios e garganta. Ou seja, enchendo o peito de algo que já era seu e só estava esperando um olhar de reconhecimento para se transformar em coragem, calma, nutrição emocional, abraço.

  ALIMENTAÇÃO QUE ESTIMULA O TIMO E O SISTEMA IMUNOLÓGICO

Uma dieta bem equilibrada, com nutrientes essenciais em boa quantidade, constitui a base da boa função imunológica do organismo e , consequentemente do Timo. De acordo com médicos e nutricionistas,a deficiência de nutrientes é a causa mais frequente de um sistema imunológico deprimido. Na verdade, a ausência de apenas um nutriente específico pode afetar significativamente a imunidade. Deficiência de vitamina A, por exemplo, pode resultar em baixa imunidade celular e taxa elevada de infecção, enquanto a carência de vitamina C pode diminuir a digestão e proteção celular; Falta de vitamina E pode reduzir a produção de anticorpos, enquanto a de vitamina B6 reduz a imunidade celular. 

Quando a vitamina B12 é insuficiente, a proliferação de linfócitos pode ser reduzida; se não houver zinco suficiente,não pode aumentar os níveis de hormônio tímico (Timosina),que ficam reduzidos assim como de células T e B inferior. 

Se é falta de cobre,a resistência à infecção é deprimida. E a lista poderia ser muito mais extensa. Para minimizar o risco de deficiência de qualquer nutriente, consuma muitas sementes e alimentos integrais, incluindo frutas, vegetais, feijões, leguminosas, cereais integrais e nozes. Os superalimentos verdes, como spirulina, chlorella, grama de cevada e grama de trigo são carregados com nutrientes essenciais e antioxidantes que realçam a imunidade, além de melhorar vários outros aspectos da saúde.Vegetais coloridos, como folhas verde ­escuro; amarelo e laranja, como cenoura e inhame; e vermelho, cascas de tomate e pimentas, são ricos em carotenos — que, assim como outros antioxidantes, aumentam a função imunológica, protegendo o Timo contra danos.Como vimos acima, o Timo é a principal glândula do sistema imunológico, responsável por inúmeras funções desse sistema, incluindo a fabricação de linfócitos T e a secreção de hormônios que regulam várias funções- imuno. Quando os níveis desses hormônios estão baixos, a imunidade é suprimida. O Timo é muito propenso a danos oxidativos e de radicais livres ligados a estresse, infecções, drogas e radiação. Os carotenos não só protegem esta glândula, como estimulam também a função de certas células brancas do sangue e da proteína Interferon  — que combate vírus e bactérias.Quando se trata de função imune, a vitamina C é, sem dúvida, uma das mais importantes. E uma grande dose deste nutriente reside em alimentos como acerola, pimentão, melão, cítricos e abacaxi. O camu­camu, por exemplo, é um fruto da Amazônia com os maiores teores de vitamina C no mundo — trinta vezes a quantidade encontrada na laranja.O alho tem uma longa história de uso medicinal para combater infecções. Muitos estudos têm mostrado as propriedades antibacteriana, antiviral, antifúngico, anti-parasitário e mesmo anticancerosas de compostos encontrados no alho — também conhecido como “a penicilina russa”. Cebolas são parentes próximos do alho e têm muitos compostos antivirais semelhantes.

Cogumelos reishi, shitake e maitake contêm compostos que melhoram a função imunológica e aumentam a capacidade do organismo em combater doenças e infecções. De acordo com estudos, alguns até têm efeitos anticâncer.

Iogurte feito com grandes quantidades de bifidobacterium lactis,ajuda a aumentar o número de total de linfócitos T ativados. Também aumenta a capacidade das células do sistema imunológico em destruir invasores estranhos, bem como a capacidade das células de defesa para matar células tumorais. Outros alimentos que contenham probióticos também podem ajudar.

Visão pessoal…

O tempo todo estamos afetando o mundo e somos afetados pelos outros a nossa volta. Existe uma fronteira invisível entre o que nos é desconhecido e o que já é conhecido. A transição de um lado para o outro acontece em planos da percepção em que estamos agindo ou construindo ; de um modo geral, estamos inconscientes na ocasião da transição. As doenças, enquanto fenômenos naturais, são também criadas pela forma como nos conduzimos na relação que temos com as multidimensionalidades das energias que circulam entre o homem e a natureza. Somos seres extremamente sensíveis, plurais e abertos para o cosmos. Nesse contexto, todos os fenômenos nos afetam (direta ou indiretamente) sem que tenhamos sensibilidade para vermos as suas origens no nascimento deles.Então a nossa realidade nos guarda o maior mistério que é a essência ou qualidade dos fenômenos. O essencial é invisível porque não se mede quantitativamente. As doenças são visíveis pelos seus efeitos, o princípio delas parece desconhecido na sua origem, mas já sabemos que não é. Nesse sentido, precisamos adotar uma nova abordagem científica que seja compatível com o objeto ou fenômeno observado. Pois só vemos o que nos é compatível com o nosso nível de consciência. O comum é o centro da curva normal (na área da estatística), os extremos são incompreensíveis e invisíveis para o nosso olhar viciado.A ciência precisa alargar seus horizontes como já vem fazendo muito bem nos campos de conhecimento da genética, física quântica e a astrofísica. Mas, mesmo assim precisamos urgentemente de hipóteses metafísicas para descortinarmos um mundo de fenômenos sutis responsáveis por boa parte das doenças crônicas. Quando os cientistas decidirem testar a hipótese da causalidade descendente (do plano metafísico para o plano físico, ou do plano qualitativo para o plano quantitativo) daremos um passo gigantesco fenomenal para explicarmos uma série de doenças de origem ainda desconhecida. A ciência moderna ainda não sabe penetrar no mundo essencial qualitativo das energias sutis das emoções humanas…..mas a do futuro, saberá.

Inspiração….

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O predomínio da Mente Espiritual…

Resultado de imagem para imagens sobre a mente humanaNa avaliação e reconhecimento da mente, deveria ser lembrado que o universo não é nem meramente mecânico, nem mágico; ele é uma criação da mente e um mecanismo com leis. Na aplicação prática, contudo, se as leis da natureza operam naquilo que parecem ser os reinos duais do físico e do espiritual, na realidade, eles são apenas um. A Primeira Fonte e Centro é a causa primordial de toda a materialização e, ao mesmo tempo, é o Pai primeiro, e o Pai final de todos os espíritos.

Os mecanismos não dominam, absolutamente, toda a criação; o universo dos universos é totalmente planejado pela mente, feito pela mente e administrado pela mente. Mas o mecanismo divino do universo dos universos é por demais perfeito, no todo, para que os métodos científicos da mente finita do homem nele possam discernir, por um mínimo que seja, o domínio da mente infinita. Pois a mente que cria, controla e mantém não é nem a mente material, nem a mente da criatura; é a mente do espírito, funcionando nos níveis criadores da realidade divina e a partir deles.

A capacidade de discernir e descobrir a mente, com base nos mecanismos do universo, depende inteiramente da habilidade, escopo e capacidade da mente investigadora empenhada na tarefa de observação. As mentes do espaço-tempo, organizadas a partir das energias do tempo e do espaço, ficam sujeitas aos mecanismos do tempo e do espaço.

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O movimento e a gravitação no universo são facetas gêmeas do mecanismo impessoal do espaço-tempo, no universo dos universos. Os níveis, para o espírito, a mente e a matéria, de sensibilidade à gravidade, são totalmente independentes do tempo, mas apenas os níveis verdadeiros da realidade do espírito são independentes do espaço (são não-espaciais). Os níveis mais elevados da mente do universo — os níveis da mente espiritual — podem também ser não-espaciais, mas os níveis da mente material, tais como os da mente humana, são sensíveis às interações da gravitação do universo, apenas quando perdem essa sensibilidade à proporção que se identificam com o espírito. Os níveis da realidade do espírito são reconhecidos pelo seu conteúdo de espírito; e a espiritualidade no tempo e no espaço é medida na proporção inversa da sensibilidade à gravidade linear.

A sensibilidade à gravidade linear é uma medida quantitativa da energia não-espiritual. Toda a massa — ou energia organizada — está sujeita a essa atração, a menos que o movimento e a mente atuem sobre ela. A gravidade linear é a força de coesão, de curto alcance, do macrocosmo, do mesmo modo que as forças da coesão interna do átomo são as forças de curto alcance do microcosmo. A energia física materializada, organizada naquilo que se chama de matéria, não pode atravessar o espaço sem ter a sua sensibilidade à gravidade linear alterada. Se bem que essa sensibilidade à gravidade seja diretamente proporcional à massa, ela é modificada pelo espaço intermediário, de um modo tal que o resultado final, quando expresso pelo inverso do quadrado da distância, nada mais é que grosseiramente aproximado. O espaço finalmente predomina sobre a gravitação linear por causa da presença, nele, das influências antigravitacionais de numerosas forças supramateriais que operam neutralizando a ação da gravidade e todas as respostas a ela.

Os mecanismos cósmicos extremamente complexos, e que aparentam surgir de um modo altamente automático, tendem sempre a esconder a presença da mente intrínseca que os originou ou criou, para toda e qualquer inteligência, no universo, que esteja em um nível muito abaixo daquele da natureza e capacidade do mecanismo em si mesmo. E, por isso, torna-se inevitável que os mecanismos mais elevados do universo pareçam, para as ordens mais baixas de criaturas, não ter mente. A única exceção possível dessa conclusão seria a de atribuir uma mente ao incrível fenômeno de um universo, que aparentemente se automantém — mas essa é uma questão para a filosofia, mais do que de experiência real.

Como a mente coordena o universo, a rigidez dos mecanismos não existe. O fenômeno da evolução progressiva, associado à automanutenção cósmica, é universal. A capacidade de evolução do universo é inexaurível à infinitude da espontaneidade. O progresso, no sentido da unidade harmoniosa, a síntese experiencial crescente superposta a uma complexidade sempre crescente de relações, só poderia ser alcançado por uma mente que tenha propósito e que seja dominante.

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Quanto mais elevada for a mente do universo, associada a um fenômeno universal qualquer, tanto mais difícil torna-se descobri-la para os tipos mais baixos de mente. E, já que a mente do mecanismo do universo é a mente-espírito criativa (a própria mente do Infinito), ela nunca pode ser descoberta ou percebida pelas mentes de nível baixo do universo; e muito menos pela mente mais baixa de todas, a humana. A mente animal em evolução, conquanto seja naturalmente buscadora de Deus, não é por si mesma, nem em si mesma, inerentemente conhecedora de Deus.

 Modelo e Forma — O Predomínio da Mente

A evolução dos mecanismos implica e indica a presença oculta e a predominância da mente criativa. A capacidade do intelecto mortal de conceber, projetar e criar mecanismos automáticos demonstra que as qualidades superiores, criativas e plenas de propósito, da mente do homem, são a influência dominante no planeta. A mente tende sempre para a:

 1. Criação de mecanismos materiais.
 2. Descoberta de mistérios ocultos.
 3. Exploração de situações remotas.
 4. Formulação de sistemas mentais.
 5. Alcance dos objetivos da sabedoria.
 6. Realização de níveis do espírito.
7. Cumprimento dos destinos divinos — supremos, últimos e absolutos.

mente é sempre criativa. O dom da mente de um indivíduo animal, mortal, ascendente espiritual ou que tenha alcançado a finalidade, é sempre competente para produzir um corpo adequado e útil para a identidade da criatura vivente. Todavia, o fenômeno da presença de uma personalidade, ou do modelo de uma identidade, como tal, não é uma manifestação de energia, seja física, mental ou espiritual. A forma da personalidade é o aspecto modelar de um ser vivo; denota uma ordenação das energias, e isso, acrescentado à vida e ao movimento, é o mecanismo da existência da criatura.

A MENTE CÓSMICA 

A conexão da mente cósmica com a ministração dos espíritos ajudantes da mente desenvolve um tabernáculo físico adequado para o ser humano em evolução. De um modo semelhante, a mentemoroncial(perispiritual) individualiza a forma moroncial para todos os sobreviventes mortais. Do mesmo modo que um corpo mortal é pessoal e característico para cada ser humano, assim, a forma moroncial será altamente individual e adequadamente característica da mente criativa que o domina.

Não há duas formas moronciais sequer parecidas, como não há dois corpos humanos idênticos. E, após a vida moroncial, será constatado que as formas do espírito são igualmente diferentes, pessoais e características das respectivas mentes-espíritos que residem nelas.Vós, num mundo material, pensais em um corpo como tendo um espírito; mas nós consideramos o espírito como tendo um corpo. Os olhos materiais são verdadeiramente as janelas da alma que nasce do espírito. O espírito é o arquiteto, a mente é o construtor, o corpo é a edificação material.

O espírito é a realidade criativa; a contraparte física é o reflexo, no tempo-espaço, da realidade do espírito, a repercussão física da ação criativa da mente-espírito.mente domina universalmente a matéria, exatamente como esta, por sua vez, é sensível e responde ao controle último do espírito. E, no homem mortal, apenas aquela mente que livremente se submete ao direcionamento do espírito pode almejar sobreviver à existência mortal do espaço-tempo, tal uma criança imortal do mundo eterno do espírito do Supremo, do Último e do Absoluto: o Infinito.

Resultado de imagem para imagens sobre menteMistérios da Mente

Sintomas intrigantes e síndromes raras nos lembram que, apesar dos avanços científicos, a dinâmica cerebral permanece um enigma, ainda longe de ser desvendado – mas nem por isso menos fascinante.

No prefácio de seu volumoso livro Como a mente funciona, o psicólogo e lingüista canadense Steven Pinker avisa: “Não entendemos como a mente funciona”. E cita o também lingüista americano Noam Chomsky, para quem nossa ignorância pode ser traduzida em “problemas e mistérios”. “Quando estamos diante de um problema, podemos não saber a solução, mas temos insights, acumulamos conhecimento crescente sobre o tema e temos uma vaga idéia do que buscamos. Porém, quando nos defrontamos com um mistério, ficamos ao mesmo tempo maravilhados e perplexos, sem ao menos uma idéia de qual seria sua explicação.” O desafio que constitui a compreensão do funcionamento mental permanece um mistério. Ainda estamos longe de desvendá-lo, mas não resta dúvida de que os primeiros passos foram dados.Com recentes descobertas, entretanto, o interesse demonstrado por especialistas – e também por leigos – em questões relacionadas ao psiquismo vem ganhando cada vez mais impulso. Muitos tentam mesmo explicar o que há poucos anos era tido como inexplicável. Os mais céticos consideravam o tema impossível de ser abordado do ponto de vista científico: a mente como um todo e os fenômenos a ela relacionados – como o pensamento, a memória e a própria consciência.

Quais as ferramentas de que dispõem os pesquisadores para se aventurar nessa imprevisível caminhada? Desde o momento em que se debruçaram sobre o assunto, apropriaram-se de recursos mais sofisticados a cada dia. A tomografia computadorizada desenvolvida no começo da década de 80 foi um grande salto: permitiu visualizar o cérebro em suas mínimas particularidades. A ressonância magnética, difundida desde o início dos anos 90, amplificou as imagens do sistema nervoso central e rapidamente se popularizou entre os cientistas. Alguns registros, como os obtidos de PET scans e ressonância magnética funcional, mostram o cérebro em atividade e podem desenhar as diversas áreas cerebrais em ação. Dessa forma documenta-se, em tempo real, as regiões envolvidas em processos complexos, como há duas décadas ninguém poderia imaginar.

É possível, por exemplo, determinar que áreas são acionadas quando resgatamos uma lembrança querida, fazemos cálculos ou nos sentimos culpados ao nos lembrarmos de um delito. Apesar desses avanços, a medicina não abandonou a análise meticulosa dos pacientes. O estudo dos casos clínicos, que tem como ferramenta a observação arguta do examinador aliada à tecnologia disponível, torna essa aventura cada vez mais atraente.

Resultado de imagem para imagens de livros sobre a mente humanaPATOLOGIAS

Chamam a atenção dos pesquisadores patologias “estranhas” – como a incapacidade de distinguir faces (prosopagnosia); a impossibilidade de reconhecer como nossas partes do próprio corpo em razão de uma doença neurológica (anosognosia); transtornos mentais que nos levam a acreditar piamente que pessoas próximas são impostoras (síndrome de Capgrass) e ainda distúrbios assustadores, como o que faz com que algumas pessoas se recusem a enterrar seus mortos queridos (mumificação). Tais manifestações constituem objeto de atração para as neurociências não pela extraordinária estranheza das suas características, mas porque permanecem como rico manancial de informações. Talvez, compreender esses quadros ajude médicos e pesquisadores a entender melhor os delírios e as alucinações de que padecem esquizofrênicos, ou os múltiplos aspectos da depressão.

Apesar do peso de nossa oceânica ignorância, temos encurtado as distâncias com velocidade cada vez maior. Avanços tecnológicos estão mais e mais disponíveis e podemos hoje falar de maneira quase rotineira em terapias com estimulações magnética transcraniana e cerebral profunda com eletrodos para alívio de sintomas como transtorno obsessivopulsivo (TOC) refratário, síndrome de Tourette e depressão grave – distúrbios para os quais um número significativo de pacientes não encontra alívio com medicamentos e outras modalidades de tratamento.

A irredutível constatação de que o exame de PET scan em pacientes com transtornos neuropsiquiátricos graves apresenta alterações metabólicas em áreas específicas do cérebro foi o ponto de partida para pôr em prática essas novas modalidades terapêuticas. Com a estimulação de uma área específica do cérebro, se consegue modular outras regiões e, dessa forma, vários circuitos hipofuncionantes entram em atividade, levando, portanto, à melhora dos sintomas clínicos.Em linhas gerais, render-se ao fascínio dos mistérios e empenhar-se em desvendá-los para tomar mais confortável a existência de grande número de pessoas são hoje o grande desafio dos estudiosos das ciências da mente.

a mente humanaVisão pessoal….

A mente, nos seres em atividade, não está separada da energia nem do espírito, nem de ambos. A mente não é inerente à energia; a energia é receptiva e sensível à mente; a mente pode ser superposta à energia, mas a consciência não é inerente ao nível puramente material. Não é necessário que a mente seja acrescentada ao espírito puro, pois o espírito é inatamente consciente e capaz de identificação. O espírito é sempre inteligente, de algum modo é dotado de mente.Pode ser esta ou aquela mente, pode ser a pré-mente ou a supramente, ou mesmo a mente espiritual, mas o fato é que ela executa o equivalente a pensar, e saber. O discernimento do espírito transcende, sobrepõe-se e teóricamente precede à consciência da mente.A mente que é infinita ignora o tempo, a mente última transcende ao tempo, a mente cósmica é condicionada pelo tempo. E é, assim também, com o espaço: a Mente Infinita é independente do espaço, mas à medida que desce do nível do infinito até os níveis ajudantes da mente, o intelecto deve ter em conta, crescentemente, a existência e as limitações do espaço.A força cósmica reage à mente, assim como a mente cósmica reage ao espírito. O espírito é propósito divino, e a mente espiritual é propósito divino em ação. A energia é coisa; a mente é significado; o espírito é valor. Mesmo no tempo e no espaço, a mente estabelece aquelas relações relativas, entre a energia e o espírito, que são indicativas de semelhança mútua na eternidade.A mente transmuta os valores do espírito em significados do intelecto; a volição tem poder para frutificar os significados da mente, tanto no domínio material quanto no espiritual. A ascensão á Unidade envolve um crescimento relativo e diferencial em espírito, mente e energia e a personalidade é a unificadora desses componentes da individualidade experiencial.

Inspiração….

Revista Scientific American – por  Dr Edson Amâncio-Neurocirurgião, pós-graduado pela UNIFESP e autor de O Homem que fazia chover e outras histórias inventadas pela mente(Barcarolla, 2006).

Energia – Mente E Matéria

A Escola sobre O Livro de Urântia na Internet (Urantia Book Internet School – UBIS)

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O declínio do Cristianismo, o crescimento do Islamismo e a necessidade de evangelizar(?) a Europa pluriracial

Resultado de imagem para imagens sobre o pastor edirO CRESCIMENTO DAS IGREJAS PELO MUNDO

 Por que as igrejas evangélicas e outras crescem tanto?

“As evangélicas que mais crescem facilitam a vinda, a entrada e a permanência dos fiéis. As pessoas se sentem de forma quase imediata tocadas por Deus, perdoadas, acolhidas.”

Fernando Lodoño, professor noPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Religião da PUC-SP

“As mulheres são peças- chave porque são elas que buscam ajuda. O homem é mais desconfiado. Elas choram para a amiga, vão à igreja, falam do que estão sofrendo, testam e, se dá certo, ficam encarregadas de convencer a família. E convencem.”

Luiz Felipe Ponde, filósofo e psicanalista

“Durante cada recessão americana entre 1968 e 2004, o taxa de crescimento de igrejas evangélicas aumentou 50% nos EUA. Em comparação, as fés tradicionais continuaram seu declínio, ainda que mais devagar.”

David Beckworth, professor de economia da Texas State University

Esta foto ao lado é da Igreja do “Evangelho Pleno” (Full Gospel Church), situada na Coréia e liderada pelo Dr. Yongi Cho. Ela é a maior igreja do mundo, com cerca de 1 milhão de membros que se reúnem em “células” (os Pequenos Grupos) e têm um encontro semanal de celebração.

Outro exemplo clássico de “mega-igreja” é a Saddleback Church, fundada pelo Pr. Rick Warren. Ela passou de 2 membros (o casal Warren) para mais de 20 mil membros, em poucos anos. Os “segredos” para o sucesso estão no livro “Uma Igreja com Propósitos”, do Pr. Warren.

Por que igrejas assim cresceram tanto? O que elas fizeram para atingirem marcas tão assombrosas de números de membros? O que as chamadas “mega-igrejas” realizaram para adquirirem este título?

As 8 Marcas de Qualidade

O fenômeno de crescimento de igrejas é estudado no mundo todo, e um dos teóricos mais influentes nesta área é um alemão chamado Christian Schwartz. Ele fez um pesquisa em 32 países nos 5 continentes, entrevistando líderes de mais de 1000 igrejas, para tentar descobrir os fatores que levaram algumas delas a crescer… e outras a não crescer.

O resultado desta pesquisa está em uma série de livros que o Dr. Schwartz publicou, dentre eles “O Desenvolvimento Natural da Igreja”, publicado no Brasil pela Editora Evangélica Esperança, de Curitiba.

Em sua vasta pesquisa, ele descobriu que existem 8 tópicos de qualidade que medem o nível de possibilidade de crescimento de uma igreja. Isso quer dizer que a aplicação ou não destes 8 princípios é que determinará se uma congregação tem condições de se desenvolver e tornar-se uma grande igreja.
(As orientações são simples… e até óbvias… mas servem muito bem para analisarmos por onde anda nossa “Consciência Expandida mundial da Nova Era” )

 1 – Liderança capacitadora

Aqui entra o papel importantíssimo do líder da Igreja (o pastor distrital e o Ancião local), bem como dos demais líderes/oficiais da Igreja. Cada líder deve estar preparado para se aperfeiçoar em sua liderança eclesiástica e, especialmente, capacitar novos líderes para assumirem as funções que forem surgindo.(As instruções e manuais de liderança, tipo Coaching, tem de ser estudadas e permanentemente recicladas para atingir o maior número de pessoas possíveis, utilizando-se da melhor retórica possível neurolinguística, coisa estudada com afinco para quem quer ser líder)

 2 – Ministérios orientados 

Cada um desempenha sua parte  exatamente no local que deveria estar, de acordo com a conveniência e com os fiéis disponíveis;existe, nas igrejas que crescem, a preocupação em colocar pessoas em cargos por conveniência político-partidária, ou nepotismo ou amizades.(Isso facilita as relações e as trocas de favores,o que acontece para que a igreja cresça em tamanho e templos, sem contar a parte financeira.)

3 – Espiritualidade em alta

Os membros destas igrejas são pessoas “altamente motivadas” em sua adoração a Deus. Eles se sentem felizes em participarem dos cultos e estão sempre animados a trazerem amigos para que também sejam inflamados pelo mesmo sentimento. Esses membros possuem uma forte  “paixão” pela sua fé.(O ar de otimismo que as coisas se resolvem por este tipo de comportamento é altamente estimulado entre os fiéis, a confiança e a eliminação de duvidas sobre a igreja que está frequentando)

4 – Estruturas funcionais

Nada de programas ou projetos formais e ultrapassados. Se algo não está cumprindo seu objetivo, deve ser descartado e substituído por outra estrutura que funcione. O formalismo  que tanto caracterizam as igrejas que estão morrendo, não é visto nas igrejas que crescem, porque em tais igrejas tudo é feito unicamente com um objetivo: semear a Palavra interpretada segundo as leis dessa igreja ostensivamente e com prognósticos sempre voltados para a solução dos problemas mais imediatos dos fiéis, e tudo que esteja sendo feito de modo a não alcançar esta “função” é colocado de lado.( Como sempre , eles dão o peixe do jeito que acham que ele se parece, sem vara nenhuma para pescar, já que não existe vara e sim, o pescador, que pesca o peixe prá voce)

5 – Culto inspirador

Este é o contrário do culto” monótono,contemplativo, frio e sem vida” que eles repudiam por não “surtir o efeito necessário”. Os adoradores saem do culto com a sensação de que REALMENTE tiveram um encontro com Deus, e que modificará suas vidas dali em diante.(O que mais se vê são os shows de cura ao vivo, os exorcismos aberradores,as pessoas em desespero e consoladas insistentemente através de interpretações tendenciosas da Palavra e a coleta de donativos para continuar a Obra,provando a baixa consciência espiritual das pessoas aproveitando a vida difícil e o desespero das situações nas quais elas vivem)

6 – Grupos familiares

Esse é o que chamamos na IASD de “Pequenos Grupos”, e que outras denominações também chamam de “células”. As igrejas que crescem são aquelas que mantêm um arrojado programa de encontros semanais entre seus membros, fora do ambiente do templo, mas reuniões estas voltadas a um maior entrosamento entre os grupos menores da igreja e entres eles, o contato com o “Pai”;( É nos PGs, por exemplo, onde os “métodos de pregação” são fortalecidos e os” projetos evangelísticos” mais ambiciosos são colocados em prática.)

7 – Evangelização guiada para as necessidades

Este é um importantíssimo fator de crescimento, segundo as pesquisas do Dr. Schwartz, pois as igrejas que crescem fazem seus cultos, projetos, programas, etc., sempre com o objetivo de alcançarem os chamados “sem-igrejas”, ou seja, pessoas que estão buscando  ajuda espiritual ,de “ouvirem a pregação do Evangelho”-na interpretação deles- e aceitarem “Jesus em suas vidas”. Os sermões são escolhidos com vistas a estes objetivos, e as pessoas que visitam estas igrejas saem com a certeza de que não foram meros “visitantes”, mas que tudo que ali foi realizado teve o objetivo de falar-lhes ao coração.(Sempre valorizando este tipo de sentimento, pois a pessoa sente que algo ou alguém está cuidando dela, e que vai resolver seus problemas, daqui prá frente tudo vai ser diferente-mais uma vez o peixe vem pronto, sem que a pessoa raciocine de onde veio,porque veio e o que isso significa na realidade, fica para segundo plano.Mais uma vez a consciência não existe ali, sómente o ego e o desejo de resolver seus problemas mais imediatos-espiritualidade zero-)

8 – Relacionamentos marcados pelo” amor fraternal”

E como pode se medir o nível de relacionamento de amor entre os membros? Através das atitudes para com os que erram, do tempo que é gasto entre os membros fora dos limites do culto, dos encontros informais de confraternização entre eles, da quantidade de refeições que eles fazem juntos mensalmente, etc. Os membros das igrejas que crescem aprendem que não são apenas “irmãos”, mas que são, acima de tudo, amigos uns dos outros… para todas as horas.(Nenhuma ovelha será perdida, haja o que houver e para isso tem método para tudo,Palavra que convence,atitude do chefe que entende e continuamos cada vez mais inconscientes-esse é o maior objetivo que se compreende)

O QUE FAZER/PENSAR DIANTE DISSO?

Bem, resumidamente, é isto que se descobriu sobre os “segredos” utilizados pelas igrejas que mais crescem no mundo para terem se tornado o que são. A seita/doutrina/Igreja/Congregação interessada em verem suas igrejas crescerem, tanto quantitativa quanto qualitativamente, é só estudar mais sobre o assunto já que vão encontrar consciências dispostas a acolherem tudo isso sem titubear muito menos questionar; Observemos que o crescimento numérico dessas igrejas é uma CONSEQUÊNCIA do nível de comprometimento com as normas citadas acima ,a  consagração de seus funcionários á causa  e a eficiência que seus membros atingiram ao longo do processo, como uma empresa.

Alguns conselhos retirados de normativas de Igrejas pentencostais, evangélicas,adventistas,e outras por aí,fornecidas por pessoas que já frequentaram e/ou tiveram membros familiares envolvidos com a administração delas;Observem o conteúdo da cartilha-

Algumas sugestões para você verificar como pode aplicar estes conceitos universais em sua igreja local (o pastor do seu distrito certamente tem todo o material que sua igreja necessitará nesta empreitada rumo à Qualidade Total):

1. Reúna a liderança da igreja e promova um curso de capacitação em Princípios Básicos de Liderança. Isso ajudará a iniciar o processo de fortalecimento e reavivamento da equipe.

2. Aplique o “questionário de dons” entre os membros da equipe de líderes, em primeiro lugar, e depois com toda a igreja. Dessa forma, se descobrirão os potenciais “cabeças” nas diversas áreas de atuação da igreja. Cada um fazendo o que gosta e sabe fazer, é a melhor maneira de reavivar uma igreja e torná-la em um exemplo de sucesso, para glória de Deus.

3. Os membros precisam de um reavivamento da verdadeira fé. Nada de legalismo, fanatismos ou arrogância doutrinária! O que importa para ter uma fé contagiante e firme é a certeza de que somos pecadores, mas que Jesus nos cobre com Seu manto de justiça, e nos concede, a cada dia, uma nova oportunidade. O resto é resto! Os cultos devem dizer isso para as pessoas. Infelizmente muito tempo tem sido perdido com uma modelo de culto frio e sem vida, e o resultado todos conhecemos: mornidão espiritual e falta de entusiasmo na fé.(O grifo é da cartilha ,atente para o detalhe)

4. Somente aquilo que dá certo deve ser mantido na estrutura de uma igreja que deseja crescer. Liturgias, programas e projetos que não somam em nada à evangelização devem ser colocados de lado.(sem comentários)

5. Faça dos cultos de sua igreja um momento de encontro VERDADEIRO com Deus. Nada de formalismos frios e sem-sentido, sermões enfadonhos e “chicoteantes”, músicas de funeral, rostos tristes e ambiente sombrio. O culto é o momento em que nos encontramos com o Deus do Universo, e isso deve ser sentido por aqueles que compartilham esse momento conosco. É uma pena que alguns ainda confundam “reverência” com “letargia”.( Para isso, temos que considerar a surdez divina, então vamos bradar aos berros e gritar muito o nome do Senhor….para ele nos ouvir- a empolgação e o frenesi torna tudo sempre mais agradável e recreativo)

6. Os Pequenos Grupos, infelizmente, não são uma realidade em todas igrejas, ainda. Mas há tempo de retomar este importantíssimo programa, e fazer de sua igreja um pedacinho do céu aqui na Terra.(Com certeza não é em uma Igreja na quinta dimensão que a maioria estará e sim ,segundo a própria Palavra usada para manipular,no quinto dos infernos)

7. Faça de cada culto um encontro evangelístico. Não deixe que o visitante se sinta um “estranho no ninho”, pois assim ele dificilmente desejará voltar. Os sermões, especialmente, devem ser voltados para as necessidades reais das pessoas, e não para os casuísmos promocionais ou espírito exibicionista do pregador.(muitas necessidades reais materias, diga-se de passagem, depois vem as familiares, depois as do emprego, depois os desafetos, depois….depois….e tudo será resolvido na Igreja á seu tempo, depois de muita doutrinação e contribuição-e a consciência continua a ver navios)

8. Promovam encontros informais entre os membros da igreja. Por exemplo: fazer um rodízio(??) entre os PGs para almoçar a cada sábado na casa de alguém (cada família levando um prato diferente). Isso traz um tremendo poder de aglutinação e fortalecimento da amizade entre os membros.( e o assunto será a Igreja 100% Jesus, todos irmãos na mesma consciência e ignorância, tudo conduzido pelo quesito  evangelizador-e viva o marketing inteligente de vender o tal peixe….)

É isso ai… se você deseja ver sua igreja crescer com poder e glória, espalhando o Evangelho Eterno em sua região, faça sua parte, e deixe que o Espírito Santo consiga fazer a d’Ele com o melhor ambiente possível.(Com o perdão da ironia….)

Resultado de imagem para imagens sobre o islãO CRESCIMENTO DO ISLÃ-dados jornalísticos do G1

 

 Resultado de imagem para imagens sobre o islãO Cristianismo no Velho Continente encontra-se em profundo declínio;tanto o protestantismo como o catolicismo tem nas últimas décadas perdendo seus adeptos tanto para o secularismo como o islamismo.
 As estatísticas apontam  para o fato de que o islamismo é a religião que mais cresce no mundo atualmente. Há pouco o Vaticano anunciou que, pela primeira vez na história, o número de muçulmanos ultrapassou o de católicos no mundo. Islâmicos somam 1,3 bilhão de seguidores ante 1,13 bilhão de católicos. Se não bastasse isso é perceptível também o fechamento de inúmeras igrejas;uma quantidade considerável de igrejas tem fechado seus templos dando lugar a templos muçulmanos e sómente na Alemanha, mais de oitocentos igrejas católicas e protestantes  foram fechadas desde o início da década de 1990. No entanto, este fenômeno que é chamado de “Euroislãmização”tem se espalhado por todo o continente.Os representantes da Igreja Católica na França há décadas alertam sobre as pessoas que estão abandonando a fé cristã e, com isso, abrindo espaço para o crescimento do Islã.
Um estudo realizado pelo Instituto Hudson em 2011 mostrou que na França , o Islã deverá ser a religião dominante em dez anos, deixando o domínio católico para trás. Ao mesmo tempo,  a Holanda, onde surgiu a Igreja Reformada,  tinha  mais de 4200 igrejas cristãs em 2011. Estima-se que 1400 delas não existirão mais até 2020. Mais de 900 igrejas foram fechadas no país desde 1970. Muitas hoje abrigam mesquitas.
 Segundo Silantiev Romano, professor da Universidade Estatal de Moscovo e estudioso do Islã, esses dados mostram uma tendência do cristianismo ser extinto na Europa como parte da rápida mudança no mundo. Para o estudioso, essa é uma derrota real para o Ocidente, que está perdendo inegavelmente espaço para o Islã, em um fenômeno de “ocupação cultural”.
Resultado de imagem para imagens sobre o islãDe acordo com Romano, a negação dos valores cristãos europeus, mostra que em algumas décadas o Velho Continente poderá estar dividido entre ateus (ou sem-religião) e os muçulmanos.
 O crescimento esperado do Islã em todo o mundo é talvez a descoberta mais surpreendente no recente relatório do Pew Research Center sobre o futuro dos grupos religiosos. Na verdade, os muçulmanos vão crescer duas vezes mais rápido que a população mundial global entre 2010 e 2050 e, na segunda metade deste século, provávelmente irá superar os cristãos como o maior grupo religioso do mundo.Enquanto a população mundial deverá crescer cerca de 35% nas próximas décadas, o número de muçulmanos deve aumentar em 73%. Sairá de 1,6 bilhão (em 2010), chegando a 2,8 bilhões em 2050.Atualmente, os muçulmanos são pouco mais de 23% da população mundial. Quatro décadas depois, devem beirar os 30%, ou seja, três em cada dez pessoas no mundo seguirão a Maomé.

A década de 2050 deverá marcar a “virada”, pois os muçulmanos serão quase tão numerosos quanto os cristãos, que segundo as projeções formarão 31,4% da população global.

Resultado de imagem para imagens sobre o islãAs principais razões para o crescimento do Islã envolvem aspectos demográficos simples. Os muçulmanos têm mais filhos do que os membros das outras grandes religiões. A mulher muçulmana tem uma média de 3,1 filhos, enquanto o mais perto disso são os cristãos, com 2,7. Os demais grupos todos têm menos de 2.O crescimento da população muçulmana também é ajudado pelo fato de terem a média de idade menor entre todos os principais grupos religiosos (23 anos em 2010). A maior percentagem de muçulmanos em breve estará no ponto de suas vidas em que as pessoas começam a ter filhos. Isto, combinado com altas taxas de fertilidade, vai acelerar o crescimento da população muçulmana.

Outro dado significativo é que mais de um terço dos muçulmanos estão concentrados na África e no Oriente Médio, regiões que segundo as projeções, terão os maiores aumentos populacionais. Apenas na América Latina e no Caribe os muçulmanos não terão um aumento significativo.Na Europa, os imigrantes são na maioria muçulmanos, enquanto o índice de adeptos do cristianismo cai a cada ano. Entre 2010 e 2050, estima-se que o cristianismo terá uma perda líquida de mais de 60 milhões de adeptos em todo o mundo.

Ao contrário do que afirmam os ateus, a maioria não se tornará ateísta, mas preferirá não estar ligado a um grupo religioso específico.

O OUTRO LADO DA QUESTÃO

Um dos erros mais comuns é a associação que se faz do Islã com a cultura árabe. Apesar de o Islã ter surgido na península arábica, e de ter na língua árabe – a língua do Alcorão – o fator de unidade, atualmente os árabes representam uma minoria nesse universo, menos de 18% do total. O próprio uso da palavra “árabe” expressa um preconceito, pois coloca sob o mesmo denominador, africanos, curdos, persas, turcos. Desconhecemos suas origens, suas culturas, suas tradições, as particularidades específicas de cada povo. Muito do que é passado pela mídia traz o viés do etnocentrismo, nós, o ocidente, civilizados, cultos, eruditos, belos e formosos, e eles, o oriente, a barbárie, a ignorância, o atraso. Como no século XIX, continuamos a impor a nossa maneira de ver o mundo, os nossos valores, nossa cultura, estes sim, verdadeiros e legítimos. Estranhamente apagamos de nossa memória o fato de que muito do nosso cotidiano é devido à cultura islâmica que dominou o mundo por muito tempo.
Esta postura, em grande parte, deve-se a uma política colonialista européia, iniciada no século XIX, que, ao “levar a civilização aos povos bárbaros”, na verdade representou um processo contínuo de apartheid, exploração, expropriação e genocídio. Muitas das questões que afligem o mundo contemporâneo têm origem nessa política de dominação.

(Todos esses movimentos, apesar de suas diferenças externas, são uma reação às dramáticas mudanças sociais, políticas e econômicas que vêm ocorrendo nos últimos 150 anos. As transformações são rápidas, adquiriram uma dinâmica própria e estão além do controle das pessoas comuns.)

Os muçulmanos em geral acalentam o sonho do estado islâmico, mas percebem que esse sonho vai ficando cada vez mais distante, diante do avanço inexorável de uma civilização global secular agressiva e teconológicamente mais avançada. Em seu movimento de reação, esses grupos acabam por enfatizar o lado material, porque mais fácil de ser controlado e de ser imposto ás pessoas. Na verdade, a violência do Taleban por exemplo, contra os que desrespeitam as regras, não deixa de ser a implementação da moderna visão de que a interferência do estado na vida das pessoas é a resposta para a maior parte dos problemas sociais.Mas, certamente o verdadeiro Islã não é isso e a prova é toda sua história de tolerância e convivência pacífica com as diversas culturas com as quais ele interagiu no decorrer dos séculos.

Em recente pesquisa realizada pelo HISTORIANET sobre a expansão do Islã, em um universo de mais de 650 pessoas, 48,1% manifestaram a opinião de que o Islã representa uma ameaça para o imperialismo americano. Trata-se de um percentual elevado que só demonstra como o preconceito existe e como está enraizado em nós. Desde cedo somos direcionados no sentido de ver o Islã como uma ameaça, seja política, religiosa ou social. No nosso imaginário, Islã é sinônimo de fanatismo, terrorismo. Um avião que cai, um prédio que explode, logo somos induzidos a achar que se trata de obra de algum muçulmano árabe fanático, em plena “guerra santa” contra o ocidente.

Para o professor egípcio Helmi Nasr, diretor do Centro de Estudos Árabes da Universidade de São Paulo, o islamismo “propõe uma existência ética em que todos são responsáveis diante de Deus”. Os homens não são donos de sua vida, de seus bens nem do planeta. Tudo pertence a Deus.“Para o muçulmano, os deveres vêm antes dos direitos”, diz  o filósofo francês Roger Garaudy, que converteu-se ao islamismo em 1982, quando tinha 69 anos. “O Alcorão condena o culto ao dinheiro e rejeita, radicalmente, os regimes baseados na acumulação de riqueza.” Assim, paradoxalmente, é o próprio materialismo contemporâneo que renova a atualidade do Islã – como seu antídoto.

O problema, portanto, é político, não religioso. “O fundamentalismo”, diz o professor palestino-norte americano Edward Said, autor de Orientalismo e professor da Universidade de Columbia, nos EUA, “é menos um retorno às fontes da religião em si e mais uma reação a governos corrompidos”.

Resultado de imagem para imagens sobre o islãO declínio da ‘marca’ Igreja

Carisma do Papa Francisco não impede perda de espaço e insatisfação de ‘consumidores’-por Brendan Canavan professor de marketing da Universidade de Huddersfield, Inglaterra.

Fonte;- http://theconversation.com/catholicisms-multi-billion-dollar-brand-is-struggling-despite-pope-francis-57595

A Igreja Católica é uma das mais antigas e lucrativas marcas da História. Os detalhes de suas finanças são imprecisos, mas esta vasta “multinacional” supera qualquer outra. A revista “The Economist”estimou que, em 2010, os gastos do ramo americano do catolicismo e suas várias entidades, provavelmente a mais rica e menos opaca das divisões dessa organização global, alcançaram US$ 170 bilhões, ou mais de cinco vezes o PIB do Paraguai. Ainda assim, está cheia de problemas.

Os problemas não são exclusividade da Igreja Católica. Marcas religiosas de todos os tipos enfrentam crises existenciais similares. De Meca (Islã) a Roma (catolicismo) e Varanasi (hinduísmo), mudanças socioculturais estão ultrapassando a capacidade das marcas religiosas tradicionais de acompanhá-las.

Como muitas marcas já descobriram, lidar com as consequências de uma desgraça é talvez mais importante que o escândalo em si. O fluxo incessante de manchetes negativas sobre abuso sexual por parte de padres, e seu encobrimento pela alta hierarquia, manchou irreparávelmente, para muitos, a marca Igreja Católica;Contudo, há uma ameaça ainda mais fundamental para o catolicismo: a irrelevância.É prova evidente da habilidade do Papa Francisco o fato de ele ter conseguido revigorar a posição da Igreja, apesar da contínua controvérsia sobre corrupção e abusos. Talvez, numa vida diferente, seu chamamento teria sido endereçado a uma agência de publicidade de ponta.

Resultado de imagem para imagens sobre o declinio do catolicismoA Igreja realinhou o foco para seu negócio principal – representar os fracos – e recuperou terreno através de suas campanhas associadas à paz, pobreza,migração e meio ambiente. Exemplo disso foi a decisão do Papa de levar três famílias de refugiados ao Vaticano após sua visita à ilha grega de Lesbos. Com isto, a Igreja emitiu uma mensagem mais forte, mais clara e mais urgente, obtendo efeito positivo junto a um grande público.Mas isto contrasta fortemente com os valores socio-culturais defendidos pelo catolicismo, que estão em oposição à maioria das atitudes morais vigentes em muitas partes do mundo. Tal tensão pode funcionar a curto prazo para marcas que buscam nichos de mercado, com pequenos grupos de leais seguidores. Mas defender valores minoritários obviamente não é viável num mercado de massa.

Por exemplo, a companhia de celulares Nokia era líder de mercado em 2007. Seis anos depois foi absorvida pela Microsoft porque não conseguiu atender às expectativas dos clientes quanto ao tamanho das telas dos aparelhos. Do mesmo modo, quais são as consequências de divergir da opinião pública em áreas como homossexualidade, igualdade de direitos para mulheres, casamento, sexo e paternidade? Talvez possamos vê-las no impressionante declínio do catolicismo em largas partes da Europa e nas Américas do Norte e do Sul.

Uma marca precisa ser duas coisas. Primeiro, uma solução para Resultado de imagem para imagens sobre o declinio do catolicismouma necessidade do consumidor. Humanos procuram significado num universo caótico e as religiões competem com fábricas de bebidas, varejistas, redes sociais, filmes e muitos outros para fornecer, se não respostas satisfatórias, pelo menos alternativas reconfortantes. A Igreja Católica não consegue mais oferecer soluções que agradem a muitos. E poucos acreditam em soluções propostas por uma marca desacreditada.Em segundo lugar, uma marca é uma comunidade. Quando essa comunidade se opõe a valores e identidades de muitos de seus membros, ela os empurra para fora. A perda de adeptos reduz a diversidade e prejudica a criatividade e a vibração que mantêm uma marca viva e atraente.

Quando as pessoas são empurradas para fora ou se sentem indesejáveis, elas procuram outro lugar. Clérigos homossexuais são forçados a esconder sua condição se quiserem permanecer. A comunidade LGBT católica monitora paróquias tolerantes com os gays. Muitos se separaram da corrente principal da Igreja – e a ameaça de um cisma em decorrência disto continua.

A descrença expande sem cessar sua fatia de mercado. Jovens nos EUA são significativamente menos religiosos que as gerações mais velhas. Enquanto isso, os que se ocupam dos nichos estão ativos – religiões que usam o sincretismo e fundem o cristianismo com crenças tradicionais ou modernas estão em rápida expansão na América Latina. Denominações cristãs não-católicas constroem megatemplos em toda a África. Esses competidores flexíveis se alinharam aos consumidores, interesses e panoramas locais para oferecer uma marca mais relevante e inclusiva.

Aprisionadas num mercado intermediário, correm o risco de a doutrina se tornar tão abertamente interpretada que uma religião perde seu caráter de organização centralizada, estruturalmente coesa. A alternativa é sobreviver jogando gasolina no fogo de uma minoria conservadora e cada vez menor.A resposta de marketing tem sido repetidamente raivosa. Da supressão de dissidências no hinduísmo ao assassinato de blogueiros sacrílegos por islamitas, a evidência é que as marcas religiosas tradicionais não aceitarão mudanças.Isto apenas sublinha a desconexão entre as marcas religiosas e a realidade social. Pesquisas sugerem que atitudes contra gays e a ciência está afastando as pessoas da religião nos EUA, por exemplo.  Num mundo hiperconectado, escândalos, hipocrisia, mentiras, operações financeiras ilegais e mensagens morais ofuscadas são compartilhados, digeridos e rejeitados mais rapidamente do que nunca.É preciso uma nova atitude de marketing. É necessário reconhecer que indivíduos e sociedades estão mudando e que as marcas precisam mudar também se quiserem sobreviver. A Igreja Católica precisa pesquisar, respeitar e responder às necessidades e valores em mudança de seus consumidores. Se não o fizer, continuará em declínio.As marcas religiosas respondem a um poder superior: o consumidor. Mesmo as marcas mais antigas, ricas e poderosas do mundo não são infalíveis.

Nota do Monicavoxblog;Este tipo de análise apenas confirma o que já se tem dito sobre o baixíssimo nível de consciência humana-o que podemos dizer sobre espiritualidade, conexão com o divino, experiências de crescimento individuais que nos levam á uma evolução á nível mental e espiritual,fraternidade,igualdade,compaixão e amor incondicional-absolutamente nada, diante de pessoas que analisam uma situação dessas dessa forma, apesar dos argumentos não estarem fora do assunto e sim, são bastante elucidativos da situação que enfrenta a igreja católica hoje em dia;mas isso ,para quem não está desperto e não tem a menor idéia do que seja esta Transição Planetária e suas implicações-ou seja, a maioria da humanidade;estaremos em um mar de descrentes,sem qualquer tipo de crença ou objetivo espiritual?isso pode ser revertido?como avançaremos em consciência para um salto quântico de dimensão com meia dúzia de gatos pingados?

 Missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida celebrada pelo Padre Marcelo Rossi e pelo bispo Dom Fernando, em Interlagos, em São Paulo

Missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida celebrada pelo Padre Marcelo Rossi e pelo bispo Dom Fernando, em SP

Da redação da FOLHAPRESS

Reportagem publicada no site do jornal “The New York Times”, dos Estados Unidos, trata o Brasil como laboratório do catolicismo para conter o declínio que a religião vive.

Citando números do Censo de 2010, que mostrou a redução dos católicos para 65% da população — era mais de 90% há 50 anos–, o ‘NYT’ afirma que o país reúne toda espécie de estratégias usadas pelas igrejas para arregimentar fiéis de volta aos seus cultos.O ‘NYT’ ainda destaca frase de dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, que aponta preocupação de até quando o Brasil será um país de maioria católica.A Renovação Carismática, e seu maior expoente, o padre Marcelo Rossi, são usados como exemplos pela reportagem.

O movimento é descrito pela publicação norte-americana como bastante popular no país, que lembra missas em estádios e a febre de “padres-cantores”.“Em uma mega-igreja(???) em São Paulo, um padre católico que foi personal trainer antes de se tornar clérigo canta alto, ao estilo de uma estrela do rock, para 25 mil fiéis. Outros padres brasileiros adotam chapéu de cowboy(???) e cantam em ritmo country nas missas, ou escrevem livros estampados com fotografias em tom emocional na capa”, diz trecho da reportagem.

Mas o site do jornal lembra também o crescimento evangélico e cita o mega-templo que a Igreja Universal construiu em São Paulo, avaliado em cerca de US$ 200 milhões(?????)

Cita também como ameaça à soberania católica no Brasil o crescimento dos que se declaram sem religião, a exemplo do que ocorre na Europa e nos EUA, e a redução na taxa de crescimento vegetativo observada no país.

Nota do Monicavoxblog;Isso são dados, não conversas utópicas sobre expansão/massa crítica impulsionadora da consciência humana para darmos o salto quântico para a Nova Terra e para a quinta dimensão sem uma dolorosa limpeza e concientização….. em menos de uma década?

Resultado de imagem para imagens sobre o declinio do catolicismoA RELIGIÃO E A EUROPA PLURIRACIAL

O modelo de Estado-nação na Europa está em crise e é constantemente ameaçado pela globalização. Para alguns setores sociais a Europa estaria sendo islamizada, não simplesmente por abrigar muçulmanos, mas sim por abrigar seguidores radicais da religião, colocando em xeque o sistema laico. Para os partidos de extrema-direita, o crescimento do islã como ideologia política teria sido favorecido pelo multiculturalismo e a integração europeia. A crise econômico-financeira também fez aumentar o número de simpatizantes potenciais desses partidos que alguns autores definem como nacional-populistas. Seus líderes manipulam esse sentimento de “pânico identitário”, de “insegurança cultural” , de “ansiedade cultural” , e defendem políticas anti-imigração, não diferenciando os islamistas de islâmicos. Além disso, eles também manipulam a eurofobia e o anti-europeísmo que se espalham por grandes setores das populações nacionais, as vítimas da globalização. Ou seja, mobilizam contra o medo por meio do medo.

Estes grupos fundamentalistas islâmicos, atuam nas diásporas muçulmanas da Europa a partir da existência de uma solidariedade internacional no islã. Esta solidariedade entre as comunidades muçulmanas espalhadas pelo mundo é denominada de umma, e representa uma identidade imaginada compartilhada por todos os muçulmanos do planeta, independente da sua nacionalidade ou etnicidade. Este sentido de união é favorecido pelo processo de globalização, que aproxima os indivíduos que compartilham uma identidade comum. Alguns dos principais grupos islamistas na União Europeia são a Muslim Association of Britain (Reino Unido), a Federation of Islamic Organizations in Europe (Bélgica), Union des Organisations Islamiques de France (França) e a Islamische Gemeinschaft in Deutschland (Alemanha) e outros grupos jihadistas.

Além da diáspora muçulmana, o islã se faz presente na Europa através dessas instituições domésticas e transnacionais. Alguns dos grandes movimentos políticos islâmicos estão localizados na Europa desde a década de 1960. Os islamistas formaram networks sociais que atuam diretamente nos indivíduos. Adquiriram com o tempo a capacidade de adaptação às novas tecnologias evoluindo os meios de comunicação das redes com o seu público alvo, as gerações mais jovens de muçulmanos. Entretanto, mesmo utilizando os avanços tecnológicos como ferramenta, as networks islamistas defendem a tradição cultural como princípio norteador das suas demandas.

Os imigrantes muçulmanos enfrentam dilemas particulares na relação com as sociedades dos Estados que os hospedam. Os obstáculos são resumidos na dificuldade dessas sociedades integrarem essas comunidades de migrantes. O preconceito e a condição social da diáspora muçulmana também são fatores que dificultam a integração plena dos imigrantes na sociedade européia.

Na Europa, a sensação de não-pertencimento sentida pela diáspora muçulmana, acaba reverberando na identidade religiosa. Dessa forma, os imigrantes acabam buscando um princípio de solidariedade na sua característica identitária mais geral, o islã. Esta ‘imagem inventada’ pelos imigrantes produz uma abertura para a influência de grupos islamistas capazes de criar uma espécie de ‘network de lembranças’ com a terra natal dos membros da diáspora, que acabam vendo nessas organizações uma forma de refúgio.

Dessa forma, pode-se concluir que os atentados de 2015 e a proliferação do islamismo na França e na Europa são consequências de uma política multicultural mal sucedida, não somente incapaz de lidar com as diversidades culturais, mas também responsável por posicionar as culturas em zonas exclusivas. Sendo assim, produziu divisões internas o que foi aproveitado por exilados com histórico de radicalismo religioso em seus países de origem

Também existe uma tendência natural de todos os fluxos migratórios, e as comunidades islâmicas na Europa não são uma exceção, de manterem lealdade à sua comunidade e costumes / religião de origem. Este fator em conjunto com a exposição da diáspora aos grupos islamistas, criou um terreno propício para o desenvolvimento do fundamentalismo na região.

Inspiração….

THOMAS, Scott M. The Global Resurgence of Religion and The Transformation of International Relations: The Struggle for the Soul o the Twenty-First Century. Nova York: Palgrave Macmillan, 2005.

BALENT, L’Union européenne face aux défis de l’extrémisme identitaire. Questions d’Europe. 177, 2010.

BOUVET, Laurent. L’insécurité culturelle. Paris: Fayard, 2015.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR SOBRE O ISLÃ

Islamismo. De Maomé aos Nossos Dias, Neuza Neif Nabhan, São Paulo, Ática, 1996.

Iniciação ao Islã e ao Sufismo, Mateus Soares de Azevedo, Rio, Record, 1994.

Orientalismo, Edward Said, São Paulo, Companhia das Letras, 1994.

As Cruzadas Vistas pelos Árabes, Amin Maalouf, São Paulo, Brasiliense, 1994.

Monicavox

Resultado de imagem para imagens sobre religiãoVisão pessoal…

È necessário REEDUCAR a nossa mente. Precisamos TRANSFORMAR o nosso modo de pensar, precisamos REJEITAR os padrões do mundo que estabelece o ódio como uma prerrogativa humana.A Consciência humana precisa EXPANDIR seus horizontes,DESLIGAR-SE dos velhos padrões de pensamento competitivo, DO MEU É MELHOR QUE O SEU.Enquanto isso não for feito, não teremos expansão de consciência suficiente para uma mudança verdadeira em todos os níveis, que dirá um upgrade dimensional.

Recomendo…

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O QUE É UM MAPA GENÉTICO?-explicando os marcadores genéticos

Dispor de um mapa genético talvez seja equivalente a termos,metafóricamente, um mapa de uma cidade grande, como, por exemplo, de São Paulo. Podemos dizer que a cidade de São Paulo corresponde ao genoma humano (os 23 pares de cromossomos) e que cada um dos cromossomos corresponde a um bairro. Ainda, precisamos de um mecanismo que divida o cromossomo em ruas. Este mecanismo deve permitir a identificação de cada pessoa: ou seja, poderíamos dizer que, estando diante de uma rua, teríamos vários números, e que cada um é específico de uma casa. E é a esse mecanismo que chamamos de marcador genético . Qual a importância de dispormos de marcadores, ao longo do genoma? Utilizando a analogia geográfica, se tivermos só alguns marcadores isto corresponde a termos um mapa com alguns bairros de São Paulo. Se você tiver um mapa assim, como irá localizar a rua que deseja? Possívelmente você conseguirá, porém vai levar muito mais tempo.

O ESTUDO COM OS EMBRIÕES

É a discussão principal, envolvendo os estudos com embriões, cuja investigação é proibida por quase todos os países,que está causando uma grande polêmica. O problema é que as células embrionárias formam o material básico de quase todos os tecidos do organismo, e os geneticistas acreditam que podem usá-las para produzir órgãos e tecidos humanos para transplantes ou corrigir determinadas transtornos (como o Mal de Parkinson e o Diabetes). Esse tipo de material só pode ser obtido de embriões humanos ou de fetos no início de seu desenvolvimento.

É fundamental que haja um controle ético para situações em que as inovações tecnológicas confrontam-se com valores morais, especialmente pela influência econômica que cerca o Projeto Genoma Humano.

A possibilidade de eugenia, discriminação, clonagem de seres humanos e patentes de genes humanos devem ser consideradas e é nesse sentido que a dignidade humana se apresenta como um ponto de equilíbrio, servindo de paradigma às discussões bioéticas na pós-modernidade.

A CLONAGEM

O projeto genoma humano e os desafios da bioética na pós-modernidade: princípio da dignidade da pessoa humana como paradigma às questões bioéticas

A Clonagem é um mecanismo comum de reprodução de espécies de plantas ou bactérias. Um clone pode ser definido como uma população de moléculas, células ou organismos que se originaram de uma única célula e que são idênticas à célula original. Em humanos, os clones naturais são os gêmeos idênticos que se originam da divisão de um óvulo fertilizado.Vamos ás controvérsias;

1- A clonagem põe em risco a identidade do clone, desde o início da “cópia” do ser que lhe deu origem;(?)

2- Põe em gravíssimo risco a liberdade do clone, que será  educado como dependendo, inteiramente, das opções e fins do que lhe deu origem.(?)

3- Conduz à marginalização social do clone, que será considerado pelos indivíduos “normais” como uma cópia e não como um indivíduo;(?)

4- Resulta de uma decisão egoísta e narcisista do clonador, que por razões inteiramente pessoais e não defensáveis, resolveu fazer uma cópia de si mesmo (para ter a ilusão de imortalidade, para ter um sucessor que ache igual a si mesmo, etc.(?).

5- Não resolve uma esterilidade, já que o clone não terá pai nem mãe (o que lhe cria também inultrapassáveis dificuldades sociais, jurídicas e afetivas-(?)

Quanto à clonagem terapêutica, as opiniões dividem-se. Para os que entendem que o clone não implantado não é um embrião, os problemas éticos não têm relevância, já que o objetivo será melhorar ou curar doenças graves, o que em si é ético e louvável. Para os que não vêem diferenças entre o embrião “normal” ainda não implantado e o clone ainda não implantado, o problema ético é grave, pois embora os fins sejam nobres, não justificam os meios, que constam na instrumentalização do clone e na sua destruição, a fim de fabricar células estaminais. Dado que os clones têm todo o potencial para resultarem, se implantados, em novos indivíduos da respectiva espécie, parece que esta última posição é a mais fundamentada e que por isso toda a clonagem humana é imoral e deve ser proibida(?).

O PONTO DE VISTA ESPIRITUAL DA CLONAGEM

Muitos de nós conhecemos, talvez, um par de gêmeos idênticos e sabemos que, por mais parecidos que sejam, eles, na verdade, não são exatamente iguais. Resta-­nos perguntar por quê? Embora eles tenham corpos físicos exatamente iguais, inclusive do ponto de vista genético (o mapa de genes deles é exatamente igual, pois eram um único corpo ­ gerado por apenas um espermatozóide e um óvulo ­ que, por algum processo da natureza que a ciência ainda não conhece bem, se multiplicou em dois corpos ­ ou até em mais, às vezes), eles não são o mesmo espírito, pois um mesmo espírito não pode dar vida a dois corpos diferentes ao mesmo tempo, mesmo que esses corpos sejam genéticamente iguais. Ora, se eles não são o mesmo espírito, eles também não são a mesma pessoa, pois são individualidades diferentes, já que a individualidade está sediada no espírito, conforme entendem as doutrinas espiritualistas. Assim, espíritos diferentes, pessoas diferentes. Ainda que os corpos sejam absolutamente iguais, trata-­se de duas pessoas diferentes. Querer que dois gêmeos idênticos (ou dois clones) sejam absolutamente iguais, seria a mesma coisa que querer que duas pessoas se tornassem idênticas, física e psicológicamente, apenas por vestirem a mesma roupa, já que o corpo físico é como uma roupa que o espírito usa durante uma encarnação e troca para a encarnação seguinte. Agora, digamos/suponhamos que um cientista consiga reproduzir perfeitamente o corpo de uma pessoa já falecida. Do ponto de vista espiritual, poderíamos dizer que existe a possibilidade de que o mesmo espírito reencarnasse no novo corpo clonado. Sim, isso é perfeitamente possível. Mas será que assim essas pessoas seriam exatamente iguais? A resposta seria não, simplesmente porque as características da personalidade de um espírito mudam minuto a minuto, durante uma mesma vida, nos intervalos entre as vidas e, consequentemente, de uma vida para outra, e podem ser influenciadas pelo meio em que vive, pelo ambiente, época, cultura, família, cidade, educação, etc.Mas nós podemos ir mais longe e supor que um desses cientistas consiga duplicar o corpo de alguém falecido e consiga também, proposital ou acidentalmente, fazer com que, nesse corpo, reencarne o mesmo espírito. E que este cientista, sendo espiritualista e querendo “enganar a natureza”, isole esse espírito, reencarnado numa cópia física de seu último corpo, num mundo fictício , um mundo exatamente igual àquele em que ele foi criado e viveu na sua vida anterior, enfrentando os mesmos fatos, passando pelos mesmos acontecimentos, situações, experiências, com um corpo igual ao clonado. Será que assim esse cientista obteria um clone perfeitamente igual à pessoa falecida?

Novamente a resposta seria NÃO, simplesmente porque, entre uma vida e outra, no período em que esteve desencarnado entre as duas encarnações com corpos iguais, aquele espírito viveu e aprendeu várias coisas e já não reagirá da mesma forma às experiências a que for submetido em vida, mesmo que essas experiências sejam exatamente iguais às da vida anterior. O espírito é algo extremamente dinâmico, progressivo, que evolui constantemente, e, embora sejamos teimosos e gostemos de ficar marcando passo em comportamentos errados, não conseguimos ficar tão estáticos e estacionados a ponto de sermos iguais em duas vidas consecutivas. Portanto, a clonagem pode até dar certo do ponto de vista físico, mas nunca vai dar certo do ponto de vista espiritual.

UMA ENTREVISTA COM EURÍPEDES KÜHL SOBRE A CLONAGEM E O ESPIRITISMO

A possibilidade de se criar cópias exatas de seres humanos pela clonagem é um tema que vem despertando polêmica em todos os setores da sociedade. Para nós estendermos a visão espírita sobre o assunto, transcrevemos uma entrevista com o médium, pesquisador e autor espírita, Eurípedes Kühl.

1-O tema “clonagem de seres humanos” vem sendo cada vez mais discutido, em todos os setores da sociedade. Como o Espiritismo vê essa questão?

EK-A clonagem dos seres humanos, ora em discussão (e proibição ?) mundial, vê-a o Espiritismo como inegável avanço científico-tecnológico. Não obstante, situa-a no escorregadio rol moral do progresso, pelo que só pela Lei Divina do Amor deve ser empregada. Assim, apenas o bom senso poderá ser o árbitro da utilização dos métodos de clonagem – exclusivamente para fins terapêuticos, jamais, reprodutivos.

2-O senhor disse, numa entrevista, que o Espiritismo vê a genética como “subsidiária da vida e, como tal, sob responsabilidade de mensageiros do plano espiritual. No tempo certo, a humanidade recebe tais avanços”. Isso pode significar que quaisquer avanços com relação à clonagem são bem-vindos?

EK-Sim: da clonagem terapêutica.

3-O senhor também afirmou que está registrado em O Livro dos Espíritos, questão 19, que os segredos da ciência foram dados ao homem para o seu progresso, mas jamais ele poderá ultrapassar os limites estabelecidos por Deus. Como determinar esses limites?

EK-A Natureza – obra de Deus – é mãe dadivosa, que protege todos os seres vivos e como tal, ao sofrer injúrias, pelos descaminhos dos seus filhos, impõe-lhes limites, pela lei de ação e reação, devolvendo-lhes os mesmos resultados, a título de preciosa lição. A teratologia em 95% a 98,5% das tentativas de clonagem reprodutiva nos parece limite indiscutível. Mais que limite: vigorosa proibição!

4-Esses limites incluem a impossibilidade de clonar outros seres humanos?

EK-Embora científicamente viável, a clonagem reprodutiva de seres humanos, a nosso ver, para ser alcançada, promove descarte de impressionante quantidade de embriões, o que se enquadra em descaminho, já que nada acrescenta à vida, sendo falso o ufanismo de tê-la criado, o que não é verdade, eis que o homem manipula células, mas não consegue criar uma única.

5-Uma questão que também vem sendo bastante discutida nos meios espirituais em geral – não apenas no Espiritismo, mas em diversas religiões do planeta – é a questão da alma do clone. Como ocorreria o processo, segundo o Espiritismo?

EK-A alma de um clone humano – se algures este houver – será aquela que, sob supervisão das leis divinas, máxime a da reencarnação, será destinada a esse corpo terreno, para vivenciar experiências, nas mesmas condições físicas que lhe seriam propiciadas pelas premissas de uma existência material normal. Tais premissas, consentâneas a um programa reencarnatório pré-estabelecido (em função do nível moral daquele que vai reencarnar), visam sempre à evolução espiritual do ser.

5-Existe alguma diferença com relação à gestação normal de um ser humano?

EK-Imaginamos que a gestação de um clone seria similar àquela que a gestante experimenta sob fecundação assistida.

6-Como o espírito que vai reencarnar se une ao corpo criado, ou clonado?

EK-A união espírito-corpo ocorre no instante da fecundação, sob orientação de desígnios superiores, contidos nas leis da Vida, cuja aplicação estão a cargo de Espíritos protetores – verdadeiros ministros de Deus.

7-O senhor chegou a dizer que a clonagem, ainda que seja um fato científico extraordinário, em se tratando de indivíduos, é algo terrivelmente perigoso. Em que sentido é perigoso?

EK-O perigo é representado pelos prejuízos de ordem física e moral: sabe-se que a cada 100 tentativas, no mínimo 95 não prosperarão, deixando um rastro de abortos e mortes de gestantes; as cinco gestações que eventualmente prosperarem não garantirão vida saudável para os clones, a começar pelo previsível envelhecimento celular precoce.

8-Quais as conseqüências para a humanidade?

EK-Pode o homem manipular óvulos e espermatozóides, mas jamais poderá determinar que alma irá habitar num eventual clone. No caso, não poderá nem o geneticista, nem os pais, nem quem quer que seja, “escolher” a alma que irá habitar no resultado de uma clonagem humana reprodutiva. Assim, a clonagem humana reprodutiva pode descambar para a vaidade de alguém querer uma “cópia mais nova de si mesmo” (que, aliás, terá alma diferente da do “original”), ou alguma empresa de biotecnologia clonar pessoas para serem utilizadas como banco de órgãos para transplantes.

9-Sob o ângulo científico, a clonagem é uma conquista notável, uma vez que nos dá a chance de ir além de nossos “limites” orgânicos. O senhor acredita que estamos próximos de um novo salto evolucionário?

EK-Lembramos que a aviação começou com balões, evoluiu para os aeroplanos, depois para as aeronaves a jato, hoje culminando com veículos espaciais. A clonagem, para nós, está a bordo de um figurativo 14-Bis (tem muito a progredir, mas já está dando os primeiros passos). O progresso é infinito!

10-Com tantos preconceitos surgindo a todo o momento na sociedade moderna, como o senhor vê, do ponto de vista espírita, as possíveis implicações morais e sociais daqueles que forem considerados “filhos” das técnicas de clonagem?

EK-Como ainda não existem clones humanos (nota pessoal;muito provávelmente já existam e estão sob restrita e sigilosa observação, e nem mesmo eles sabem que são clones), apenas lucubramos que uma pessoa nascida como “filha” de clonagem terá imensas dificuldades sociais para administrar sua existência, a começar pelo monitoramento médico a que estará permanentemente submetida. Onde essa pessoa se apresentar estará sob o foco da curiosidade popular e de desencontrados comentários, tendentes a desestabilizar-lhe a paz. Pela filosófica certeza espírita de que “Deus não põe cruz em ombro errado”, podemos refletir que se alguém vier a passar por esse desconforto, estará apenas em processo de resgate, por ter infligido problema similar ao próximo, em vida(s) passada(s).(nota pessoal;muito difícil afirmar isso, já que há inúmeras possibilidades para uma pessoa estar em processo de resgate;e se , ao invés de resgate, for um processo de escolha própria para esclarecer a humanidade ou ainda para demonstrar uma teoria da inviabilidade deste processo?pensemos)

11-Imagina-se que, quando estiverem totalmente disponíveis, as técnicas de clonagem humana estarão acessíveis apenas a grupos restritos, ou seja, quem tiver muito dinheiro para cobrir os custos de qualquer tratamento na área. Como o Espiritismo vê essa questão?

EK-A clonagem humana reprodutiva estará, sim, restrita aos ricos. É, aliás é, o que ocorre com a fecundação assistida. Na nossa opinião, o Espiritismo não concorda com a clonagem reprodutiva, mas considera proveitosos os efeitos da clonagem terapêutica (hoje eleita por sete entre dez especialistas). Os beneficiários enquadram-se na Lei de Ação e Reação, sendo de supor-se que reuniram méritos na obtenção dessa graça, por término da provação ou expiação patológica que vinham sofrendo. Lembramos que Jesus, em meio à existência física de muitos cegos e paralíticos, curou alguns, mas não a todos. Inescapável que os agraciados eram disso merecedores.(nota pessoal;difícil prevermos os motivos da Consciência Crística com relação á demonstração dos ditos “milagres” naquela época e para aquelas pessoas, no contexto da sua vinda ao planeta e qual seriam os motivos/objetivos de tais demonstrações-) 

12-Como lidar com a questão moral, que já existe no mundo hoje mesmo, independentemente da clonagem humana?

EK-Submetendo todas as ações à ética cristã – evangelhoterapia!

13-O uso de células-tronco poderá conter chaves para vários tratamentos de doenças que, hoje, estão à margem dos progressos científicos. Contudo, esse material vem de embriões que não chegaram a se desenvolver, ou que foram impedidos de seguirem seu curso normal. Como o Espiritismo encara essa situação?

EK-Células-tronco constituem, num primeiro passo, a bênção até aqui alcançada pelas pesquisas com a clonagem. Bênção incalculável, sublime. Seu emprego acena com a eliminação de práticamente quase todas as doenças(nota pessoal; precipitada conclusão, já que á todo momento estamos diagnosticando novas anomalias, novos vírus e bactérias, provenientes de mutação genética por defensivos agrícolas, aditivos alimentares altamente nocivos, alterações climáticas, acidentes radioativos e etc.). De forma alguma o Espiritismo concorda com a utilização de células-tronco embrionárias. Isso porque após a extração das células necessárias, o que restar de cada embrião será descartado, configurando-se o nefando crime do aborto, inadmissível para nós, espíritas.(nota pessoal;absolutamente uma decisão de foro íntimo e consideração individual de cada caso, de cada situação, de cada vida e seu propósito em si mesma). Contudo, Deus, na Sua bondade infinita, bem depressa já permitiu à ciência descobrir que todos os indivíduos, mesmo e principalmente os adultos, têm células-tronco em si mesmos, propiciando auto-emprego com rejeição “zero”, o que dispensa as alienígenas, vindas de embriões. Ampla reportagem no jornal Folha de S. Paulo (21/06/2002) dá conta que cientistas da Universidade de Minnesota, EUA, descobriram que células-tronco adultas da medula óssea podem se transformar em qualquer tipo de tecido, assim como suas equivalentes embrionárias.

(nota do Monicavoxblog;Resumindo e falando científicamente,as células-tronco são células capazes de autorrenovação e diferenciação em muitas categorias de células. Elas também podem se dividir e se transformar em outros tipos; além disso, as células-tronco podem ser programadas para desenvolver funções específicas, tendo em vista que ainda não possuem uma especialização.Básicamente, as células tronco podem se auto-replicar, ou seja, se duplicar, gerando outras células-tronco. Ou ainda se transformar em outros tipos de células; veja abaixo o esquema;

Existem três principais tipos de células-tronco: as embrionárias e as adultas, que são encontradas principalmente na medula óssea e no cordão umbilical, oriundas de fontes naturais e; as pluripotentes induzidas, que foram obtidas por cientistas em laboratório em 2007.As células pluripotentes, ou embrionárias, são assim chamadas por possuir a capacidade de se transformar em qualquer tipo de célula adulta. Elas são encontradas no embrião, apenas quando este se encontra no estágio de blastocisto (4 a 5 dias após a fecundação). Na figura abaixo, a região circulada em vermelho é chamada Massa Celular Interna e é esta massa de células que chamamos de células-tronco embrionárias.Em uma fase posterior ao embrião de 5 dias, ele já apresenta estruturas mais complexas como coração e sistema nervoso em desenvolvimento, ou seja, as suas células já se especializaram e não podem mais ser consideradas células-troncos.O corpo humano possui, aproximadamente, 216 tipos diferentes de células e as células-tronco embrionárias podem se transformar em qualquer uma delas. Esse esquema exemplificando este processo:

Na fase adulta, as células-tronco encontram-se, principalmente, na medula óssea e no sangue do cordão umbilical, mas cada órgão do nosso corpo possui um pouco de células-tronco para poder renovar as células ao longo da nossa vida, como mostra a figura. Elas podem se dividir para gerar uma célula nova ou outra diferenciada. As células-tronco adultas são chamadas de multipotentes por serem menos versáteis que as embrionárias.

As primeiras células-tronco humanas induzidas foram produzidas em 2007, a partir da pele. E tem sido daí que são retiradas as células para reprogramação, mesmo que teóricamente, qualquer tecido do corpo possa ser reprogramado. O processo de reprogramação se dá através da inserção de um vírus contendo 4 genes. Estes genes se inserem no DNA da célula adulta, como, por exemplo, uma da pele, e reprogramam o código genético. Com este novo programa, as células voltam ao estágio de uma célula-tronco embrionária e possuem características de autorrenovação e capacidade de se diferenciarem em qualquer tecido, como na figura abaixo;

Estas células são chamadas de células-tronco de pluripotência induzida ou pela sigla IPS (do inglês induced pluripotent stem cells).A pesquisa com as células-tronco é fundamental para entender melhor o funcionamento e crescimento dos organismos e como os tecidos do nosso corpo se mantêm ao longo da vida adulta, ou mesmo o que acontece com o nosso o organismo durante uma doença. As células-tronco fornecem aos pesquisadores ferramentas para modelar doenças, testar medicamentos e desenvolver terapias que produzam resultados efetivos.A terapia celular é a troca de células doentes por células novas e saudáveis, e este é um dos possíveis usos para as células-tronco no combate a doenças. Em teoria, qualquer doença em que houver degeneração de tecidos do nosso corpo poderia ser tratada através da terapia celular.Para pesquisas de células-tronco, todos os tipos são necessários para análise pois cada uma delas têm um potencial diferente a ser explorado e, em muitos casos, elas podem se complementar.Mesmo após a criação das células IPS, não podemos deixar de utilizar as células-tronco embrionárias, pois sem conhecê-las seria impossível desenvolver a reprogramação celular. Além disso, embora os resultados sejam muito promissores, as IPS e as embrionárias ainda não são 100% iguais e o processo de reprogramação ainda sofre com um mínimo de insegurança por conta da utilização dos vírus. Existem outras opções sendo estudadas, mas é muito importante que possamos ter e comparar esses 2 tipos celulares.Mesmo com os resultados testes sendo positivos ou, pelo menos, promissores, as pesquisas de células-tronco e suas aplicações para tratar doenças ainda estão em estágio inicial. É preciso utilizar métodos rigorosos de pesquisa e testes para garantir segurança e eficácia a longo prazo.Quando as células-tronco são encontradas e isoladas, é necessário proporcionar as condições ideais para que elas possam se diferenciar e se transformar nas células específicas necessárias no tratamento escolhido, e, para esse processo, é necessário bastante experimentação e testes. Além de tudo, é necessário o desenvolvimento de um sistema para entregar as células à parte específica do corpo e estimulá-las a funcionar e se integrar como células naturais do corpo humano.)

 

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CLONES PARA SALVAR VIDAS

A criação de clones de embriões humanos para extrair células-tronco surge como esperança de tratamento para doenças como Parkinson, Alzheimer e diabetes. Mas também desperta o temor de que o método possa ser usado para a clonagem de indivíduos,Pesquisadores do Centro de Terapia Celular da Universidade de Oregon (EUA) anunciaram ter conseguido clonar embriões humanos dos quais foi possível retirar células-tronco embrionárias, capazes de gerar qualquer tecido do organismo. “É um passo importante para o desenvolvimento da medicina regenerativa”, disse Shoukhrat Mitalipov, coordenador do trabalho. O artigo descrevendo o experimento foi publicado na revista científica “Cell”,uma das mais importantes da área.

No meio científico, existem razões para o otimismo. Como dito anteriormente,há dois tipos de células-tronco: as adultas e as embrionárias. As primeiras podem ser extraídas de várias partes do corpo, como a medula óssea. No entanto, não se transformam em todos os tecidos, ao contrário das embrionárias. Por isso, estas últimas são a principal esperança da medicina. Com elas poderão ser criadas terapias para doenças como Alzheimer e Parkinson, diabetes, cardíacas e ósseas. Elas serão usadas para substituir ou auxiliar o funcionamento de células atingidas por essas enfermidades e para a construção de órgãos inteiros. Investigações sobre sua eficácia estão sendo feitas no mundo.

Até a divulgação da pesquisa americana, havia duas fontes de células-tronco embrionárias. Elas podem ser extraídas de embriões doados para pesquisa ou descartados pelas clínicas de reprodução assistida. Nesse caso, porém, os tecidos criados a partir delas apresentam o risco de ser rejeitados pelo receptor, já que não possuem o mesmo material genético. Em 2006, o pesquisador japonêsShinya Yamanaka criou um método segundo o qual é possível reprogramar células da pele para que adquiram as mesmas características de uma célula-tronco embrionária. A técnica lhe rendeu o Prêmio Nobel de Medicina do ano passado. No Brasil, o procedimento já está sendo testado em animais, com sucesso. “Pela manipulação de quatro genes, conseguimos fazer essa reprogramação sem riscos”, explica o pesquisador Bruno Solano, do Centro de Biotecnologia do Hospital São Rafael, em Salvador.

O método de Yamanaka supera dois obstáculos: não há risco de rejeição, já que a célula usada é do próprio paciente, e não é necessário recorrer a embriões nem à clonagem. Por isso, há cientistas que acreditam ser esse o método que mais rapidamente chegará aos hospitais. “Nos próximos três anos, começaremos a ver os primeiros testes em humanos”, diz o pesquisador Ricardo Ribeiro dos Santos, da Fundação Oswaldo Cruz. “A pesquisa dos americanos tem sua importância, mas o uso de embriões é uma questão muito complicada”, ressalva.

De fato, o trabalho esbarra em questões éticas. Há críticas em relação à criação de embriões apenas para deles extrair células-tronco. O experimento também reacendeu o temor de que a técnica da clonagem – semelhante à utilizada para criar a ovelha Dolly, em 1996 – possa ser um dia usada para clonar seres humanos. “A clonagem é um atentado à vida e à liberdade”, diz Hermes Rodrigues Nery, do Departamento de Bioética da PUC-RJ. “Não podemos criar um outro ser humano únicamente para nos servir.”Os cientistas asseguram, entretanto, que a técnica servirá sómente para a criação de células-tronco embrionárias para serem aproveitadas com fins terapêuticos. “Nosso único objetivo é combater doenças”, defende. “A clonagem humana não é nosso foco, nem acreditamos que nossa pesquisa será usada para esse fim”, argumenta.

 O QUE A CIÊNCIA DIZ SOBRE A DIETA DO DNA

Com as descobertas do Projeto Genoma foi possível interpretar as informações contidas no DNA e com isso os cientistas iniciaram novas pesquisas para compreender melhor como os genes interagem com cada nutriente consumido através da alimentação. Destes estudos surgiu a ciência denominada nutrigênomica.A Dieta do DNA nada mais é do que uma promessa da nutrigenômica que afirma que em breve será possível, aos nutricionistas, elaborar um cardápio personalizado voltado para o emagrecimento ou para a prevenção de doenças que atenda às necessidades de cada indivíduo segundo seu perfil genético.Estudos apontam que alguns nutrientes podem afetar, inibindo ou estimulando, a expressão dos genes podendo influenciar no desenvolvimento de algumas doenças.Nos Estados Unidos, alguns profissionais têm indicado dietas especificas, baseadas em conceitos da nutrigenômica, para indivíduos com predisposição genética para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e certos tipos de câncer.

Os alimentos que foram relacionados às possíveis interferências nos genes são:

1- Isoflavonas, substâncias encontradas nos grãos de soja relacionados à redução dos riscos de tumores de mama, ovário e próstata, bem como na prevenção de osteoporose e sintomas de menopausa.

2- Nitratos, nitrosaminas e nitritos (usados no processo de salgar, conservar em vinagre e defumar alimentos) que favorecem o desenvolvimento de câncer de esôfago e estômago.

3- Sulforato, composto encontrado no brócolis, cujo consumo pode estar ligado ao aumento da ação de genes vinculados à proteção contra agentes tóxicos.

4- A clorofila, pigmento que confere a cor verde aos vegetais, estimula produção de hemácias e reduz os riscos de câncer.

5- Álcool é relacionado ao aumento do risco de câncer de boca, faringe, laringe e esôfago.

Vantagens da Dieta do DNA

Compreender melhor a interação entre genes e nutrientes seria uma gratificante alternativa para os profissionais da saúde. A possibilidade de poder elaborar um plano dietético que atenda às necessidades de cada indivíduo permitindo também a prevenção de doenças, seria um grande avanço dentro da área da saúde.

Desvantagens da Dieta do DNA

Para o desenvolvimento de um cardápio personalizado, como o sugerido pela Dieta do DNA é necessário o detalhamento do perfil genético de cada pessoa, o que pode implicar em um levado custo, inviabilizando a adoção deste tipo de tratamento em indivíduos de baixa renda e em países em desenvolvimento.

INFORMAÇÃO CIENTÍFICA X EXPLORAÇÃO MIDIÁTICA

Tentar contar o número de dietas que existem por aí com certeza seria um trabalho árduo. Das mais radicais até as mais brandas, todas prometem um corpo perfeito com um plano alimentar diferenciado que garante emagrecimento rápido. Uma das novidades no “mercado fitness” é a dieta do perfil genético, que garante uma maior segurança para quem está na busca por um corpo ideal e por uma vida mais saudável.Laudo genético promete  traçar desde as tendências comportamentais até os riscos patológicos de cada pessoa.O maior alerta dos especialistas é sobre os resultados que essas“dietas da moda” podem trazer, uma vez que o organismo de cada pessoa reage de forma diferente a cada dieta, o que pode comprometer a sua eficiência e até fazer mal à saúde. As mídias voltadas para essa área fitness alegam que “fazendo uma dieta baseada no perfil genético, além de perder peso com mais facilidade – de acordo com seu potencial genético -, o paciente também irá se sentir melhor“.

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O perfil genético é traçado a partir de exames e testes genéticos que compõem um relatório de 50 páginas com todos os dados, informações e variantes genéticas de cada paciente. Esse laudo serve como diretriz para a elaboração da dieta do paciente, cruzando os dados do relatório com estudos já existentes para que se possa gerar as recomendações nutricionais ideais para aquela pessoa.Além de tudo isso, o laudo que traça o perfil genético também mostra quais as patologias de maior risco para cada pessoa, e o planejamento alimentar vai considerar essas características também. “O laudo funciona como ‘alicerce’ para a formulação da dieta do paciente.

 Tendo as informações genéticas o médico pode formular o tipo de cardápio que achar mais adequado, as porcentagens de nutrientes e os tipos de gorduras mais benéficos.

Os especialistas indicam que ela pode ser adotada pelo resto da vida, sempre tendo um acompanhamento profissional periódico. Eles recomendam que toda e qualquer dieta passe por modificações periódicamente para alinhar com a rotina de cada pessoa e abranger maior variedade de nutrientes. No final das contas, esta definitivamente não é uma dieta “comum”. Além de ajudar no emagrecimento, ter um plano alimentar com base nas suas características genéticas, também promete melhorar a saúde de uma forma geral.

Afinal, você realmente é o que você come.

“O Valor final da vida depende mais da consciência e do poder de contemplação, que da mera sobrevivência.-Aristóteles

Visão pessoal….

Estou trazendo mais informações e temas sobre o PGH para que as pessoas pensem, dialoguem e meditem sobre o assunto que é super atual e tem a ver com a mudança de paradigmas á que estamos sendo submetidos.Partindo da evidência de que o conhecimento do genoma humano e suas aplicações futuras repercutirão enormemente na sociedade humana, sabe-­se que muitas discussões terão lugar acerca do impacto das novas biotecnologias na vida e na natureza como um todo. Poucas questões repercutem de modo tão intenso na sociedade moderna, gerando tanta preocupação e debate quanto as possibilidades oferecidas pela engenharia genética e sua utilização sobre as células germinais humanas, células tronco e embriões e, especialmente a possibilidade de “duplicação” do ser humano. Se a questão da clonagem humana parece tão “tormentosa”, pelo menos, nunca se verificou tão evidente a urgência em se estabelecer instâncias de reflexão e discussão sobre a maneira pela qual os cientistas buscam a realização de seus intentos e, de que forma, aqueles que os financiam, pretendem aplicar as descobertas no atendimento às expectativas de uma sociedade ansiosa em evitar as doenças e os males que atingem a saúde ou que, invariávelmente, repercutem na qualidade de vida das pessoas. Reconhecendo que nem tudo que é científicamente possível de ser realizado é, portanto, éticamente aceitável, tal linha de raciocínio nos conduz à reflexão que se consolidou a partir da necessidade em se reconhecer o valor ético da vida humana e recolher subsídios para conciliar o imperativo do desenvolvimento tecnológico e a proteção da vida e da qualidade de vida. O grande desafio enfrentado pela Bioética é conciliar o saber humanista com o saber científico na busca da felicidade do ser humano. Afinal parece ser este o objeto de desejo que buscamos da ciência: a realização de nossas expectativas de vida longa e saudável. A possibilidade da clonagem humana traz à discussão o papel da ciência e da engenharia genética, e as chances de que se possa estabelecer um domínio completo sobre o processo reprodutivo colocando-­se em primeira ordem os interesses individuais. Interesses esses passíveis de ser realizados por uma pequena parcela da população que pensa poder satisfazer seus desejos de vida eterna ou de continuidade através da “prole científicamente programada.” Portanto, sendo realidade que as fronteiras biológicas estão sendo derrubadas, deve-­se refletir sobre o papel do Direito na tentativa de evitar a utilização indiscriminada da ciência quando não fundida aos princípios éticos consensuais, oferecidos pela reflexão Bioética. Esta breve abordagem tem o intuito de oferecer alguns subsídios para o debate sobre tema tão complexo e sério quanto o da possibilidade da clonagem humana, a partir dos princípios constitucionais e de normativas internacionais que visam assegurar a proteção da vida humana e de suas características intrínsecas relacionadas à dignidade, inviolabilidade, e identidade do ser humano.

Inspiração….

The ENCODE Project Consortium. “An integrated encyclopedia of DNA elements in the human genome.” Nature 2012; 489(7414):57-74.

DEPARTAMENTO DE GENÉTICA E BIOLOGIA EVOLUTIVA-Instituto de Biociências-USP-Antonini S, Kim CA, Sugayama SM, Vianna-Morgante AM – Delimitation of duplicated segments and identification of their parental origin in two partial chromosome 3p duplications. Am J Med Genet 113: 144-150, 2002.(Profa. Dra. Angela M. Vianna Morgante)

REDE NACIONAL DE TERAPIA CELULAR-

IPCT-INSTITUTO DE PESQUISA COM CÉLULAS TRONCO-Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Monicavox

Recomendo…

Quando depois é Agora-Entre os Hopi e a Viagem para Ix-tlan

Enquanto a ciência ocidental apenas começa a compreender o que nossas relações com o espaço e o tempo significam dentro do contexto de conectividade, nossos ancestrais nativos já tinham pleno conhecimento dessas relações. O linguista Benjamin Lee Whorf, quando estudou a linguagem dos Hopi, por exemplo, descobriu que as palavras refletiam diretamente o modo como eles viam o universo. A idéia que tinham de sermos humanos era muito diferente da maneira como costumamos pensar a nosso respeito — eles viam o mundo como uma entidade única, com tudo nele conectado à fonte.

No seu livro pioneiro Language, Thought, and Realíty, Whorf resume o ponto de vista dos Hopi: “Na visão dos hopi, o tempo desaparece e o espaço é alterado de modo que deixa de existir o espaço atemporal homogêneo e instantâneo da nossa suposta intuição ou o espaço da mecânica newtoniana clássica”  .

Em outras palavras, os Hopi simplesmente não concebem o tempo, o espaço, a distância e a realidade da mesma maneira que nós. Aos olhos deles, vivemos em um universo onde todas as coisas estão vivas, interligadas e acontecendo “agora”. E a linguagem desse povo espelha essa perspectiva. Por exemplo, quando olhamos para o oceano e vemos uma onda podemos dizer “Olhe aquela onda.” Mas nós sabemos que, na realidade, ela não existe sózinha, ela só está ali por causa das outras ondas. “Sem a projeção da linguagem”, diz Whorf, “ninguém nunca viu uma onda”  . O que vemos é “uma superfície de movimentos ondulatórios sempre variáveis”.

Na linguagem dos Hopi, entretanto, os falantes sempre dizem que o oceano está “ondulando”, para descrever a presente ação da água. Mais precisamente, de acordo com Whorf, “Os Hopi dizem walalata, significando ‘muitas ondas estão acontecendo’, e podem chamar atenção para um lugar na sucessão de ondas da mesma maneira que nós também podemos”  . Desse modo, ainda que possa nos parecer estranho, eles são mais precisos na maneira de descrever o mundo. Em uma vertente semelhante, o conceito de tempo como tendemos a percebê-lo adquire uma significação inteiramente nova nas crenças tradicionais dos Hopi.

Os estudos de Whorf levaram-no a descobrir que “o manifestado compreende tudo o que é ou tem sido acessível pelos sentidos, o universo físico histórico […] sem nenhuma tentativa para distinguir entre o presente e o passado, mas excluindo tudo o que chamamos de futuro” .

Em outras palavras, os hopi usam as mesmas palavras para identificar apenas o que “é” ou o que já aconteceu. Essa visão da passagem do tempo e do uso da linguagem tem sentido, se analisada levando em consideração as possibilidades quânticas. Os Hopi descrevem as possibilidades que foram escolhidas e deixam o futuro com as portas abertas. Nosso relacionamento com as concepções de espaço e tempo obviamente guardam mais correlações com as implicações da linguagem Hopi e com exemplos comprovados de visão a distância, do que as correlações reconhecidas tradicionalmente.

 A essência da nova física sugere que o espaço-tempo não pode ser separado. Ao repensarmos o que a distância significa para nós dentro da Matriz Divina, fica claro que deveremos também reconsiderar nosso relacionamento com a passagem do tempo. É aqui que as possibilidades realmente ficam muito interessantes.

Resultado de imagem para imagens do tempoAfinal, qual verdadeiramente é o conceito que temos do tempo, além daquele que gastamos ajudando nossos filhos no futebol enquanto a bola ainda está em campo, ou do cálculo que fazemos para ter certeza de que estaremos no aeroporto a tempo de pegar o avião? Será que tudo o que existe para evitar que as coisas ocorram simultâneamente são apenas os segundos que preenchem os minutos do dia? Será que o tempo existe, se ninguém sabe nada sobre ele? Talvez uma questão ainda mais profunda seja indagar se aquilo que ocorre no tempo é “determinado”.

Será que os eventos do universo já estão inscritos em uma linha do tempo que simplesmente se esgota juntamente com nossa vida? Ou será que o tempo é um pouco flexível? Caso seja, será que os eventos dentro dele são intercambiáveis? O raciocínio convencional sugere que o tempo sómente avança em um sentido — sempre para a frente — e que aquilo que tiver acontecido já ficou para sempre gravado no tecido espaço-temporal. Entretanto, as provas experimentais indicam que nossas idéias sobre passado e presente podem não ser assim tão bem ordenadas.

Não apenas o tempo se move em dois sentidos, como Einstein postulou, como também parece que as escolhas que fazemos hoje podem realmente mudar o que aconteceu ontem. Houve um experimento em 1983 que foi elaborado justamente para testar essas possibilidades. Os resultados foram totalmente contrários ao que nos levaram a crer a respeito da passagem do tempo, e as implicações do experimento foram surpreendentes. Para fins dessa investigação, o físico John Wheeler propôs usar uma variação do famoso experimento da dupla fenda para testar os efeitos do presente sobre o passado.

Uma partícula quântica (um fóton) foi disparada contra um alvo capaz de detectar as características do impacto — distinguindo se ocorrera como uma partícula de matéria ou se como uma onda de energia. Entretanto, antes que o alvo fosse alcançado, a partícula era obrigada a passar através de uma abertura na barreira. O mistério era que o fóton de alguma forma “sabia” quando a barreira tinha uma fenda e quando ela tinha duas. Na presença de uma abertura única, a partícula viajava e chegava ao seu destino do mesmo modo que começara a jornada: como uma partícula. Entretanto, na presença de duas fendas, ainda que no início do experimento houvesse apenas a partícula, ela tinha o mesmo procedimento de uma onda de energia e passava através de ambas as fendas ao mesmo tempo, continuando a proceder como uma onda até chegar ao seu destino.

Tendo-se em vista que os cientistas eram os únicos com conhecimento sobre as aberturas na barreira, de alguma maneira esse conhecimento prévio afetava o comportamento do fóton. A variação de Wheeler para o mesmo experimento incluiu uma diferença importante, imaginada para testar suas ideias sobre o passado e o presente: o fóton seria observado apenas depois de ter passado através da barreira, mas, mesmo assim, antes de chegar ao seu destino. Em outras palavras, o fóton já estaria se encaminhando para o alvo quando a decisão fosse tomada sobre como ele seria observado. Ele imaginou duas formas diferentes para se certificar de que o fóton havia alcançado o alvo.

Uma dessas formas previa o uso de uma lente para “vê-lo” como partícula e a outra usava uma tela capaz de sentir ondas. E uma diferença importante, pois nos experimentos anteriores os fótons agiam do modo como se esperava que agissem conforme a maneira pela qual fossem observados — isso é, eram partículas quando medidos como partículas e ondas quando medidos como ondas.

Dessa maneira, nesse experimento, se o observador escolhesse ver o fóton como partícula, as lentes estariam colocadas e o fóton passaria através de uma única fonte. Se a escolha do observador fosse ver uma onda, a tela seria mantida no local e o fóton passaria através de ambas as fendas da barreira. O argumento decisivo consistia em que a decisão era tomada depois que o experimento já havia sido iniciado (o presente), mas, apesar disso, era capaz de determinar o comportamento da partícula quando o experimento tinha começado (passado). Wheeler chamou esse teste de experimento da escolha retardada.

Baseado nesse tipo de investigação, aparentemente o tempo como nós o conhecemos em nosso mundo (físico) não tem efeito algum no domínio quântico (da energia). Se uma escolha posterior determinar como alguma coisa aconteceu no passado, Wheeler propõe que o observador “possa optar por ficar sabendo da característica depois do evento já ter ocorrido”  . 

As implicações do que ele diz, abrem a porta para uma possibilidade poderosa para nossas relações com a passagem do tempo. Wheeler sugere que as escolhas que fazemos hoje podem, de fato, afetar diretamente as coisas que já aconteceram no passado. E se esse for o caso, isso poderia mudar tudo.

E então, isso é verdade? Será que as decisões que tomamos agora influenciam, ou até mesmo determinam, o que já ocorreu? Todos já ouvimos gente sábia afirmar que temos o poder de transcender as mágoas mais profundas, mas será que essa capacidade também nos possibilita reescrever o passado que levou àqueles acontecimentos?

Difícilmente poderíamos nos esquecer de como as coisas podem ficar embaralhadas pelo simples fato de formularmos uma questão como essa, basta que nos lembremos do que aconteceu com o personagem principal, Marty McFly, no filme De Volta para o Futuro (protagonizado por Michael J. Fox), quando ele teve a oportunidade de fazer isso. Entretanto, imagine as possibilidades se nós pudéssemos, por exemplo, tirar lições das guerras mundiais do último século, ou do nosso casamento que acaba de terminar, e fazer escolhas, hoje, que impedissem o acontecimento de tais coisas. Se pudéssemos fazer isso, o efeito seria equivalente ao de uma grande borracha quântica que nos possibilitaria alterar o curso dos eventos que nos trouxeram sofrimento. É precisamente essa questão que conduziu a outra variação do experimento da dupla fenda. É interessante notar o fato de essa experiência ter recebido justamente o nome de experimento da “borracha quântica”. Ainda que esse nome pareça complicado, sua explicação é simples e trata-se realmente de um modelo assustador em suas aplicações, de modo que vamos passar diretamente à exposição do que se trata.

O que esse experimento acaba demonstrando é que o comportamento das partículas quando o experimento começa aparentemente é determinado inteiramente por coisas que só terão acontecido depois que o experimento terminar .

Em outras palavras, o presente tem o poder de mudar o que já ocorreu no passado. Esse é o chamado efeito da borracha quântica: coisas que acontecem depois do fato podem mudar (“apagar”) a maneira pela qual as partículas se comportaram em um determinado momento do passado. Coloca-se aqui uma pergunta óbvia: Esse efeito ocorre só com partículas quânticas ou também é válido para pessoas? Ainda que sejamos feitos de partículas, talvez nossa consciência seja a cola que nos mantém acorrentados aos eventos que percebemos como realidade — guerras, sofrimento, divórcio, pobreza e doença. Ou talvez aconteça outra coisa: talvez já tenhamos mudado nosso passado por termos aprendido com nossos erros, talvez até façamos isso o tempo todo.

 Talvez seja tão comum esse fato de nossas decisões reverberarem retroativamente que isso pode estar ocorrendo sem percebermos, sem nem pensarmos duas vezes. Talvez o mundo que vemos hoje, malgrado a aparência que tenha, seja o resultado do que já captamos refletido pelo que já passou. Certamente é preciso pensar nisso tudo e, no momento, as pesquisas aparentemente apoiam essa possibilidade.

Pensem bem no que isso significaria se isso fosse verdadeiro, se nosso mundo de fato atuasse em retrospecto cósmico, com as lições do presente alterando o passado! No mínimo isso significaria que o mundo que vemos hoje é o resultado do que já aprendemos. E, sem as lições que tivemos, as coisas poderiam estar muito piores, não poderiam? Independentemente do fato de sermos capazes ou não de mudar o passado, é claro que as escolhas que fazemos agora determinam o presente e o futuro. Todos os três — passado, presente e futuro — existem dentro do receptáculo da Matriz Divina. Como somos parte da Matriz, é bastante razoável que sejamos capazes de nos comunicar com ela de um modo que seja significativo e útil para nossa vida.

De acordo com os experimentos científicos e nossas tradições mais caras, é isso que fazemos. O denominador comum das investigações dos capítulos precedentes tem duas vertentes.;As investigações nos mostraram que somos parte da Matriz Divina; Elas demonstraram que as emoções humanas (crenças, expectativas e sentimentos) são a linguagem que a Matriz Divina reconhece. Ainda que por mera coincidência, é interessante assinalar que essas experiências são as mesmas que aparecem nos textos bíblicos cristãos e que foram desestimuladas pela cultura ocidental. Hoje, entretanto, tudo isso está mudando. Os homens estão sendo incitados a honrar suas emoções, e as mulheres, a explorar novas maneiras de expressar o poder, na realidade uma parte natural da existência delas. É claro que a emoção, o sentimento e a crença são parte da linguagem da Matriz Divina e que existe um tipo de emoção permitindo- nos experimentar o campo de energia que conecta o universo de maneiras tão poderosas, naturais e capazes de curar.

A pergunta é: “Como reconhecer a resposta que a Matriz Divina dá às nossas perguntas?” Admitindo que nossos sentimentos, emoções, crenças e orações estejam fornecendo um código para as coisas quânticas do universo, o que então nosso corpo, vida e relacionamentos estão nos dizendo sobre nossa parte nessa conversação? Para responder a isso, precisamos reconhecer a segunda metade de nosso diálogo com o universo. Como entender então as mensagens vindas da Matriz Divina?

Resultado de imagem para imagens sobre don juan de carlos castanedaMENSAGENS DA MATRIZ DIVINA: VIDA, AMOR E CURA NA CONSCIÊNCIA QUÂNTICA

 

NEM TUDO É O QUE PARECE-Don Juan ensina Carlos Castaneda

“Uma súbita rajada de vento me atingiu naquele instante efez meus olhos arderem. Fixei o olhar na área em questão. Não havia absolutamente nada fora do comum. ‘Não posso ver nada’, eu disse. ‘Você acaba de perceber’, ele replicou [. . .] ‘O quê? O vento?’ ‘Não se trata apenas do vento’, ele disse gravemente. ‘Pode lhe parecer que é o vento, porque o vento é tudo o que você conhece’.”

Nesse diálogo, Don Juan, o feiticeiro índio dos yaquis, ensina ao estudante Carlos Castaneda as sutis realidades do mundo invisível. No livro Journey to Ix- tlan, Castaneda, um antropólogo que documenta os costumes do velho mago, aprende muito rápidamente que ele não podia confiar nos filtros de sua percepção como tinha sido condicionado no passado. Como ele acabou descobrindo, o mundo vivia em planos visíveis e invisíveis. Por exemplo, Castaneda tinha sempre ouvido dizer que, quando os arbustos se movem ao nosso lado e sentimos uma rajada de ar frio no rosto, é o vento que está se movimentando.

Resultado de imagem para imagens sobre don juan de carlos castanedaNo exemplo acima, o mestre de Castaneda lembra-lhe que ele sómente está sentindo o vento porque o vento é tudo o que ele conhece. Na realidade, a brisa fluindo contra o rosto e balançando os cabelos poderia ser o vento ou a energia de um espírito chamando a atenção para a sua presença. Castaneda rápidamente descobre que tal experiência nunca mais seria “apenas o vento” novamente. Por meio dos filtros de nossa percepção, fazemos o possível para encaixar romances, amizades, finanças e nossa saúde dentro da estrutura estabelecida pelas experiências passadas. Ainda que essas fronteiras possam funcionar, até que ponto elas realmente nos são úteis?

Quantas vezes reagimos à vida de uma maneira aprendida com outras pessoas em vez de reagirmos com base na nossa própria experiência? Quantas vezes não nos privamos de ter mais abundância, relacionamentos mais profundos ou empregos mais compensadores porque determinada oportunidade que cruzou nosso caminho parecia semelhante a uma outra de nosso passado, nos prendendo e obrigando a fazer o contrário?

A MATRIZ DIVINA~por Gregg Braden

“Dentro do contexto da Matriz Divina, somos parte de cada parcela de grama, de todos os seixos e de todos os córregos e rios. Fazemos parte de cada gota de chuva e também do vento frio que sopra no nosso rosto ao sairmos de casa de manhã cedo. Se nosso vínculo com o mundo todo é tão profundo, é razoável que vejamos uma prova de tal conexão todos os dias de nossa vida. Talvez realmente vejamos a evidência disso, possivelmente todos os dias, mas de maneiras que não reconhecemos ou nem mesmo notamos. É fato sabido que quanto mais convivemos com pessoas, lugares e coisas, mais à vontade nos sentimos com elas. Para a maioria de nós, andar na sala da própria casa, por exemplo, é uma experiência mais gratificante do que atravessar a sala de recepção de um hotel em outra cidade. Ainda que o hotel possa ser mais novo e ter os tecidos, carpetes e estofados mais finos, simplesmente não nos sentimos em casa. Quando passamos por uma experiência desse tipo, nossa satisfação vem da sintonia fina da energia sutil que faz com que nos sintamos em equilíbrio com o mundo — nós damos a esse equilíbrio o nome de ressonância.

Resultado de imagem para imagens sobre o universo eleganteAté certo ponto, estamos em ressonância com tudo ao nosso redor, com nossos carros, nossa casa e até mesmo com os aparelhos domésticos que usamos diariamente, razão pela qual exercemos influência sobre outras pessoas, sobre nossa vizinhança e sobre o mundo em geral simplesmente pelo fato de estarmos presentes. Não deveria causar surpresa, portanto, que, quando alguma coisa muda dentro de nós ou nas coisas no nosso entorno, tais mudanças apareçam em nossa vida […] e assim acontece. Algumas vezes essas mudanças acontecem de maneiras sutis. Por exemplo, tive um carro americano que tinha mais de 480.000 quilômetros rodados com o motor original na época em que o vendi, em 1995. Sempre tive o maior cuidado para que meu “velho companheiro” tivesse a aparência de novo e me levasse, são e salvo, das montanhas do Colorado às colinas de Napa, na Califórnia, e me trouxesse de volta ao deserto do Novo México. Ainda que o carro desse partida e rodasse perfeitamente na minha mão, ele nunca deixou de dar problema quando eu o emprestava a alguém. Invariavelmente surgia algum barulho novo no motor, uma luz de advertência aparecia acesa no painel ou ele simplesmente parava de funcionar quando o toque pessoal de outro indivíduo se fazia sentir na direção. Também, invariavelmente, bastava que eu fosse para o volante assumindo a direção para o problema “se resolver espontaneamente”, desaparecendo de modo inexplicável. Ainda que o mecânico me assegurasse de que “essas coisas acontecem o tempo todo”, estou seguro de que depois de alguns alarmes falsos ele começou a suspeitar de outras razões sempre que via meu Pontiac de 480.000 quilômetros rodados parado no pátio da sua oficina. Embora não possa demonstrá-lo cientificamente, conversei com muitas outras pessoas para me certificar de que essa minha experiência não era fora do comum. Os aparelhos que usamos diariamente parece que funcionam melhor em nossa presença. Algumas vezes, entretanto, nossa ressonância com o mundo se revela de maneira menos sutil, por meio de uma mensagem mais difícil de ser compreendida, como a que se percebe no exemplo a seguir. No início de 1990, em Denver, parei de trabalhar na indústria bélica e comecei a morar, temporariamente, em São Francisco. Durante o dia promovia seminários e escrevia meu primeiro livro e no período noturno trabalhava como consultor. Especificamente, eu procurava orientar as pessoas para compreenderem melhor a grande influência da emoção em nossa vida e seu papel nos nossos relacionamentos.

Resultado de imagem para imagens sobre ressonancia entre mundosUma de minhas primeiras clientes descrevia um relacionamento que era um belíssimo exemplo de como a ressonância com o mundo podia ser profunda e como ela podia ser entendida ao pé da letra. Ela se referia ao seu relacionamento com o homem de sua vida como um “encontro que não terminava nunca”. Durante mais de dez anos, o relacionamento deles parecia um beco sem saída. Suas conversas sobre casamento pareciam sempre terminar em discussões amargas, embora eles não pensassem em se separar, desejassem mesmo continuar vivendo juntos. Uma noite, minha cliente me contou uma experiência de ressonância tão clara e intensa que não deixava dúvida sobre a ligação da ressonância com nosso mundo. “Conte-me como você viveu nessa última semana”, pedi. “Como anda a vida em casa?” “Puxa, nem queira saber o que tem acontecido”, ela começou. “Que semana esquisita! Primeiramente, enquanto meu namorado e eu estávamos vendo TV no sofá, ouvimos um barulho terrível vindo do banheiro. Quando fomos ver o que tinha acontecido, você nem queira saber o que encontramos.” “Nem desconfio o que possa ter sido”, eu disse, “mas agora você realmente me deixou muito curioso… O que aconteceu?” “Bem, a tubulação de água quente debaixo do lavatório tinha explodido e arrancado a porta do armário embaixo da pia, que foi parar na parede do outro lado do banheiro”, ela contou. “Nossa!”, exclamei. “Nunca tinha ouvido nada semelhante a isso em minha vida.” “Isso não é tudo”, continuou contando. “Tem mais! Quando fomos até a garagem para pegar o carro, a água quente havia inundado todo o piso, o aquecedor também tinha explodido e havia água em toda parte.

Então, quando demos marcha a ré para sair com o carro, a mangueira do radiador também explodiu e o anticongelante aquecido foi para todo o lado!” Ouvi o que a mulher estava contando e instantaneamente reconheci o padrão. “O que estava acontecendo em casa nesse dia?”, perguntei. “Como você diria que seu relacionamento estava indo?” “Isso é fácil”, disse impulsivamente. “A casa estava como uma panela de pressão naquele dia.” Ela então parou de repente e me encarou. “Você não está achando que a tensão em nosso relacionamento tem alguma coisa a ver com o que aconteceu, está?” “No meu mundo”, repliquei, “tem tudo a ver com o que aconteceu. Estamos em sintonia com o mundo e o mundo nos mostra, fisicamente, a energia que experimentamos emocionalmente. Isso algumas vezes é sutil, mas em seu caso foi literal, sua casa inteira refletiu a tensão que se passava entre você e seu namorado. E para fazer isso, apelou para a própria essência que durante milhares de anos tem sido usada para representar a emoção: a água. Veja só como foi bela, intensa e clara a mensagem que você recebeu do campo! E agora, o que você vai fazer com ela?” A Matriz Divina no nosso mundo funciona como o espelho dos relacionamentos que construímos com nossas crenças. Independentemente de reconhecermos nossa conexão de ressonância com a realidade que nos cerca, essa conexão existe por meio da Matriz Divina. Se tivermos sabedoria suficiente para compreender as mensagens que nos chegam do nosso entorno, nnosso relacionamento com o mundo pode nos ensinar muito. Algumas vezes pode até salvar nossa vida!”

Visão pessoal…

Quase universalmente, compartilhamos uma sensação de que existe mais em nós do que os olhos vêem. Em algum lugar, emergindo da névoa da memória coletiva de um passado distante, sabemos que temos poderes mágicos e miraculosos dentro de nós. Desde a época de nossa infância, fantasiamos sobre nossa capacidade de fazer coisas além da razão e da lógica. E por que não? Quando ainda somos crianças temos que “aprender” a regra de que milagres não são coisas que acontecem todos os dias. Os lembretes de nosso potencial miraculoso estão a nossa volta. De acordo com todos os experimentos e pesquisas, juntamente com a demonstração dos que transcenderam os limites de suas próprias crenças, acreditamos que a resposta seja sim.Lembre-­se de que pela Lei do Universo atraímos aquilo que colocamos em nosso foco. Se você focar em temer qualquer coisa, seja lá o que for, estará enviando uma forte mensagem ao Universo para que lhe envie aquilo que você mais teme. Em troca, se você puder se manter com sentimentos de alegria, amor, apreço ou gratidão e focar-­se em trazer mais disso para sua vida, automáticamente conseguirá afastar o negativo. Com isso, você estaria escolhendo uma linha de tempo diferente com esses sentimentos. Pode-­se prevenir o contágio  de qualquer outra gripe ou vírus, ao se permitir sentimentos positivos que mantêm um sistema imunológico extraordináriamente forte. Sendo assim, essa é uma proteção para o que vier. Busque algo pelo qual você possa estar alegre todos os dias, cada hora se possível, momento a momento, ainda que sejam alguns poucos minutos. Esta é a mais fácil e melhor das proteções que você poderá ter. Aliás, os mestres de sabedoria de todos os tempos sempre afirmaram isso que se comprova cientificamente hoje.Se as partículas das quais somos feitos podem se comunicar instantâneamente entre si, existir em dois lugares ao mesmo tempo, viver tanto no passado como no futuro e até mesmo mudar a história mediante escolhas no presente, então nós também podemos. A única diferença entre nós e aquelas partículas isoladas é que somos feitos de uma quantidade enorme delas, mantidas juntas graças à própria Consciência. A mística dos tempos antigos lembra ao nosso coração, e as experiências modernas têm comprovado perante a razão, que a força mais poderosa do universo vive no interior de cada pessoa. E que o grande “conhecimento secreto” da própria criação é: ter o poder de criar o mundo que imaginamos em nossas crenças. Ainda que isso possa parecer muito simples para ser verdade, acreditamos que o universo funciona precisamente desse modo. Se pudermos nos lembrar de que somos não só a obra de arte como também o artista que a criou, talvez então nos lembremos de que somos a semente do milagre, tanto quanto o milagre em si mesmo. Se pudermos operar essa pequena mudança, já estaremos curados na Matriz Divina.
Inspiração….

O cérebro é uma máquina de crenças

Resultado de imagem para imagens sobre a crença e o cerebroPor que as pessoas acreditam? Os sistemas de crença são poderosos, penetrantes e duradouros;as crenças nascem, se formam, se alimentam, se reforçam, são contestadas, mudam e se extinguem. Construímos nossas crenças por várias e diferentes razões subjetivas, pessoais, emocionais e psicológicas, em contextos criados pela família, por amigos, colegas, pela cultura e a sociedade. Uma vez consolidadas essas crenças, nós as defendemos, justificamos com uma profusão de razões intelectuais, argumentos convincentes e explicações racionais. Primeiro surgem as crenças e depois as explicações.

A partir dos dados que fluem através dos sentidos, o cérebro naturalmente começa a procurar e encontra padrões, aos quais então infunde significado;o primeiro processo é de padronicidade: a tendência de encontrar padrões significativos em dados que podem ou não ser significativos;o segundo processo é de acionalização: a tendência de dar aos padrões significado, intenção e ação. Não podemos evitar isso. Nosso cérebro evoluiu para conectar os pontos de nosso mundo em padrões significativos, capazes de explicar por que as coisas acontecem.

Esses padrões significativos se tornam crenças. Uma vez formadas as crenças, o cérebro começa a procurar e encontra evidências que as confirmem, o que aumenta a confiança emocional e acelera o processo de reforço dessas crenças. Assim, o processo continua em um ciclo de reforço e confirmação das crenças. Vez ou outra, as pessoas constroem crenças a partir de uma experiência reveladora totalmente livre de restrições de seus antecedentes pessoais ou de sua cultura. 

Ainda mais raros são aqueles que, depois de ponderar sobre as evidências e confrontá-las com a opinião que já tinham, computam as probabilidades e tomam uma decisão puramente racional, da qual nunca voltam atrás. Essa mudança de crença é muito rara na religião e na política, a ponto de provocar manchetes quando ocorre com alguém que desfrute de uma posição proeminente, como um clérigo que mude de religião ou renuncie à sua fé, ou um político que mude de partido ou se torne independente. Acontece, mas é tão raro quanto um cisne negro. A mudança de crença ocorre mais frequentemente na ciência, mas não com a frequência que se poderia esperar diante da imagem idealizada do cultuado “método científico”, para o qual apenas os fatos importam.

Mas os cientistas são seres humanos, sujeitos como qualquer um aos caprichos da emoção e à influência dos desvios cognitivos quando moldam e reforçam suas crenças. Nosso cérebro também avalia as crenças e faz um julgamento de valor sobre elas. Existem razões evolutivas que explicam por que construímos crenças e as julgamos como boas ou más(veremos mais adiante); Por ora, basta dizer que nossas tendências tribais nos levam a formar coalizões com companheiros que possuem idéias afins e a “demonizar” os que têm crenças diferentes.

Assim, quando tomamos conhecimento de crenças que diferem das nossas, temos a tendência de rejeitá-las ou destruí-las por considerá-las absurdas, más, ou ambas as coisas. Essa propensão torna ainda mais difícil mudar de opinião diante de novas evidências.

Sondaremos neste post o interior do cérebro, mergulhando na neurofisiologia da construção dos sistemas de crenças no nível de um único neurônio, para depois reconstruir de baixo para cima a maneira como nosso cérebro forma crenças. Examinaremos como os sistemas de crenças funcionam em relação à religião, à vida depois da morte, a Deus, a extraterrestres, conspirações, política, economia e ideologias de todas as nuances, e então passaremos a analisar como um conjunto de processos cognitivos nos convence de que nossas crenças são verdadeiras; vamos examinar como saber se alguma de nossas crenças é plausível, que padrões são verdadeiros e quais são falsos, que agentes são verdadeiros ou não, e de que forma a ciência funciona como instrumento de detecção de padrões.

UMA HISTÓRIA DE MILHÕES DE ANOS

Imagine que você é um hominídeo caminhando por uma savana africana há 3 milhões de anos. Você ouve um ruído na mata. Será apenas o vento ou um predador perigoso? Sua resposta pode significar vida ou morte. Se você presumir que o ruído na mata é um predador perigoso, mas for apenas o vento, você terá cometido o que chamamos  de “erro cognitivo do tipo I”, também conhecido como um “falso positivo”, isto é, acreditar que alguma coisa é real quando não é. Ou seja, você descobriu um padrão inexistente. Você conectou (A) um ruído na mata a (B) um predador perigoso, mas nesse caso A não estava ligado a B. Não houve nenhum dano. Você se afasta do ruído, torna-se mais alerta e cauteloso e encontra outra trilha que o leve a seu destino. Se você presumir que o ruído na mata é apenas o vento, mas na verdade for um predador perigoso, você terá cometido o que chamamos de “erro cognitivo do tipo II”, também conhecido como um “falso negativo”, isto é, acreditar que alguma coisa não é real quando na verdade é. Ou seja, você perdeu um padrão verdadeiro. Deixou de ligar (A) um ruído na mata a (B) um predador perigoso, e nesse caso A estava ligado a B. Você será devorado. Parabéns, você ganhou o Prêmio Darwin e não pertence mais à família dos hominídeos.

Resultado de imagem para imagens sobre a crença e o cerebro

O PAPEL DO CÉREBRO NISSO TUDO

Nosso cérebro é uma máquina de crença, um aparelho avançado de reconhecimento de padrões que ligam os pontos e criam significados a partir de padrões que acreditamos ver na natureza.. Somos os ancestrais daqueles que foram mais bem-sucedidos em encontrar padrões. Esse processo se chama “aprendizado por associação” e é fundamental para o comportamento de todos os animais; esse processo é a  padronicidade, ou a tendência de encontrar padrões significativos em dados que podem ou não ser significativos. Infelizmente, não desenvolvemos no cérebro uma rede de detecção de besteiras, capaz de distinguir padrões falsos dos verdadeiros. Não possuímos um detector de erros capaz de regular a máquina de reconhecimento de padrões. A razão tem a ver com o custo relativo de cometer os erros cognitivos do tipo I e do tipo II,  na seguinte fórmula: P = CTI < CTII ou seja, a padronicidade (P) ocorre quando o custo (C) de cometer um erro do tipo I (TI) é menor do que o custo (C) de cometer um erro do tipo II (TII). O problema é que avaliar a diferença entre um erro do tipo I e um erro do tipo II é muito difícil – especialmente nas frações de segundo que frequentemente determinam a diferença entre a vida e a morte em nosso ambiente ancestral –, de modo que o melhor é supor que todos os padrões são reais, ou seja, que todos os ruídos na mata são provocados por predadores perigosos, e não pelo vento. Esta é a base da evolução de todas as formas de padronicidade, inclusive da superstição e do pensamento mágico. Existe no processo cognitivo uma seleção natural de supor que todos os padrões são reais e todas as padronicidades representam fenômenos reais e importantes. Somos descendentes de primatas que empregaram a padronicidade com mais sucesso.

Resultado de imagem para imagens sobre a crença e o cerebroPadronicidade e Lócus de Controle Interno e Externo

As padronicidades não ocorrem aleatóriamente. Ao contrário, estão relacionadas com o contexto e o ambiente do organismo, a ponto dele acreditar que tem controle sobre o ambiente. Os psicólogos chamam isso de “lócus de controle”.

Pessoas que apresentam altos índices de lócus de controle interno tendem a acreditar que fazem as coisas acontecerem e que têm controle sobre as suas circunstâncias, ao passo que pessoas que apresentam altos índices de lócus de controle externo tendem a pensar que as circunstâncias estão fora de seu controle e que as coisas apenas lhes acontecem. A idéia neste caso é que, tendo um alto lócus de controle interno, você será mais confiante em seus julgamentos, mais cético em relação a autoridades e fontes de informação, e apresentará uma tendência menor a se adaptar a influências externas. 

De fato, pessoas que se consideram “céticas” em relação a fenômenos paranormais e sobrenaturais costumam apresentar alto grau de lócus de controle interno, ao passo que as que se consideram “crentes” em fenômenos com percepção extrassensorial, espiritualismo, reencarnação e experiências místicas em geral tendem a apresentar um alto grau de lócus de controle externo. O lócus de controle também é mediado por níveis de segurança ou insegurança em ambientes físicos e sociais. Os famosos estudos de Bronislaw Malinowski sobre as superstições entre os habitantes das ilhas Trobriand, no Pacífico sul, demonstraram que, quando aumentava o grau de insegurança no ambiente, crescia também o comportamento supersticioso. Malinowski observou isso particularmente entre os pescadores das ilhas Trobriand – quanto mais longe eles navegavam, maiores eram as condições de insegurança e a incerteza de sucesso na pesca.

Seus rituais supersticiosos cresciam proporcionalmente à sua insegurança. “Encontramos magia sempre que estavam presentes elementos do acaso e de acidentes, e que as emoções oscilavam entre esperança e medo”, explicou Malinowski. “Não encontramos magia quando a busca era certa, confiável e sob o controle de métodos racionais e processos tecnológicos. Além disso, encontramos magia sempre que o elemento de perigo era evidente.”

 

A insegurança torna as pessoas mais ansiosas e a ansiedade está ligada ao pensamento mágico. Um estudo de 1944, por exemplo, mostrou que alunos ansiosos do primeiro ano de MBA estão mais sujeitos a pensamentos conspiratórios que seus colegas mais seguros do segundo ano. Até mesmo emoções básicas como a fome podem influenciar a padronicidade perceptiva. Um estudo de 1942 descobriu que, quando imagens ambíguas são exibidas á pessoas famintas e á saciadas, as primeiras têm maior probabilidade de enxergar comida. E certos ambientes econômicos podem gerar impressões equivocadas. Em um experimento, crianças de bairros pobres e famílias da classe trabalhadora tendem a fazer avaliações exageradas do tamanho de moedas comparadas com as avaliações das crianças de bairros e famílias ricos.

Resultado de imagem para imagens sobre a crença e o cerebroAcionalização

Vamos voltar ao nosso ancestral hominídeo nas planícies da África que ouve um ruído na mata e a um assunto crucial: se o som representa um predador perigoso ou apenas o vento. Essa é uma distinção importante em vários níveis, não apenas em termos de vida ou morte, mas de outra diferença: o “vento” representa uma força inanimada, enquanto o “predador perigoso” representa um agente intencional. Existe grande diferença entre uma força inanimada e um agente intencional. A maioria dos animais é capaz de fazer essa distinção no nível superficial (mas vital) de vida ou morte, mas nós fazemos algo que outros animais não fazem. Como hominídeos de cérebro maior, com um córtex desenvolvido e uma “teoria da mente” – consciência de estados mentais como desejos e intenções, tanto em nós quanto nos outros –, praticamos o que chamamos de acionalização: a tendência de infundir nos padrões significado, intenção e ação. Ou seja, quase sempre transmitimos ação e intenção aos padrões que encontramos e acreditamos que esses agentes intencionais controlam o mundo, às vezes de maneira invisível, de cima para baixo, e não da maneira aleatória causal, de baixo para cima, que governa nosso mundo.  Os exemplos de acionalização são abundantes. Sujeitos que observam pontos reflexivos se moverem em um quarto escuro, principalmente se os pontos assumem a forma de duas pernas e dois braços, inferem que eles representam uma pessoa ou um agente intencional. As crianças acreditam que o sol pode pensar e as persegue e, quando solicitadas a desenhar uma imagem do sol, muitas vezes desenham um rosto sorridente para lhe dar a capacidade de ação. Acredita-se que alimentos que apresentam formas semelhantes a genitais, como bananas e ostras, aumentam a potência sexual. Um terço dos pacientes que sofreram transplantes acredita que a personalidade ou essência do doador é transplantada com o órgão.

AS PESQUISAS

Uma equipe de pesquisadores conduziu um estudo entre adultos saudáveis, que foram solicitados a classificar o rosto de vinte pessoas segundo os critérios de atratividade e inteligência. Eles também teriam que dizer até que ponto estariam dispostos a receber o coração transplantado de cada uma dessas pessoas. Feitas as classificações, disseram aos sujeitos que metade das pessoas que eles tinham acabado de classificar eram assassinos condenados e pediu que voltassem a classificar as imagens. Significativamente, a classificação da atratividade e da inteligência dos assassinos caiu, mas a maior queda ocorreu na disposição de aceitar o coração de um assassino, o que, segundo  se concluiu, se devia ao medo de que a essência do mal fosse transmitida ao receptor.Essa descoberta corrobora o estudo que revelou que a maioria das pessoas jamais usaria o suéter de um assassino, mostrando forte aversão ao simples pensamento disso, como se a maldade do assassino impregnasse o material do suéter.Na forma positiva de acionalização, ao contrário, a maioria das pessoas disse que usaria o suéter de algum famoso ator, educador , apresentador de um programa na tevê americana, acreditando que isso as faria pessoas melhores. Qual é a base evolucionária desse essencialismo? “Quando acreditamos que a essência é transferível, não nos consideramos indivíduos isolados, mas membros de uma tribo, ligados por crenças na conexão sobrenatural”, concluíram os cientistas. Veremos os outros em termos das propriedades que os fazem essencialmente diferentes de nós. Tal idéia indica que algumas qualidades essenciais têm maior probabilidade de ser transmitidas que outras. Juventude, energia, beleza, temperamento, força e até mesmo preferências sexuais são qualidades essenciais que atribuímos aos outros. Esse pensamento  pode ter efeitos naturais. Somos “sobrenaturalistas” natos, movidos pela tendência de encontrar padrões significativos e infundir-lhes intencionalidade. Por que fazemos isso?

Resultado de imagem para imagens sobre a crença e o cerebroAcionalização e o cérebro assombrado por demônios

Há cinco séculos, demônios assombravam nosso mundo, com íncubos e súcubos atormentando suas vítimas enquanto dormiam. Dois séculos atrás, eram os espíritos que nos assombravam, com fantasmas e espíritos malignos perseguindo sofredores a qualquer hora da noite. No século passado, foram os extraterrestres que assombraram nosso mundo, com seres cinzentos ou verdes incomodando as pessoas no sono, transmitindo mensagens quando elas estavam deitadas e ainda acordadas ou abduzindo-as na nave-mãe para suas investigações. Hoje, as pessoas vivem experiências fora do corpo,deixam o planeta e entram no espaço. O que acontece nesses casos? Essas criaturas  e esses misteriosos fenômenos ocorrem no mundo ou em nossa mente? Por enquanto não sabemos ao certo,exceto as evidências investigativas e fatos irrefutáveis,  eles estão totalmente em nossa cabeça, mesmo quando são modificados e adaptados à cultura em que surgiram. As evidências de que cérebro e mente constituem uma coisa só são hoje esmagadoras. Em seu laboratório de pesquisa naLaurentian University, em Sudbury, Ontário, o neurocientista Michael Persinger induz todos esses fenômenos em voluntários, submetendo seu lobo temporal a campos magnéticos. Persinger instala eletromagnetos em um capacete de motocicleta adaptado (às vezes chamado de “capacete de Deus”) para produzir uma ativação transiente do lobo temporal dos sujeitos. Ele acredita que os campos magnéticos estimulam “microataques” nos lobos temporais, quase sempre produzindo o que se pode chamar de episódios espirituais ou sobrenaturais: sensação de uma presença na sala, experiência fora do corpo, distorções bizarras de partes do corpo e até mesmo um profundo sentimento religioso de estar em contato com Deus, deuses, santos e anjos. Quaisquer que sejam os nomes, o processo é um exemplo de acionalização. Por que isso ocorre? Porque, diz Persinger, nosso “senso de ser” é mantido pelo lobo temporal do hemisfério esquerdo. Se o cérebro funciona normalmente, esse sistema tem um correspondente no lobo temporal do hemisfério direito. Quando esses dois sistemas estão fora de sincronia, o hemisfério esquerdo interpreta a atividade descoordenada como “outro ser” ou como uma “presença”, porque só pode existir um ser.

Dois seres são reconfigurados como um ser mais outra coisa, que pode ser rotulada de anjo, demônio, alienígena, fantasma ou mesmo Deus. Quando a amígdala é envolvida em acontecimentos transientes, diz Persinger, os fatores emocionais podem acentuar significativamente a experiência, que, ligada a temas espirituais, é fonte de intensos sentimentos religiosos.

Michael Persinger – Como fazer alguém aceitar uma Mentira como Verdade .

Articulado, inteligente e conhecedor da mídia, Persinger é um personagem interessante;Em sua pesquisa, as descrições carregadas de jargões dificultam o entendimento quando hipótese e teoria se misturam com especulações e conjeturas. Desde o início da década de 1970, Persinger dedicou-se a testar a hipótese de que as experiências paranormais são ilusões criadas pelo cérebro. Minúsculas mudanças na química do cérebro ou mínimas alterações da atividade elétrica podem criar fortes alucinações que parecem absolutamente reais. Essas falhas cerebrais podem ocorrer naturalmente devido a forças externas. “Sabemos que toda experiência deriva do cérebro”, explica Persinger em uma entrevista. “Percebemos que padrões sutis geram complexas experiências e emoções humanas. Graças à tecnologia do computador, extraímos os padrões eletromagnéticos gerados pelo cérebro nessas experiências e depois voltamos a expor os voluntários a esses padrões.”

Acionalização e a sensação de presença

Uma das maneiras mais eficientes de entender como o cérebro funciona, é quando ele não funciona bem ou está sob estresse ou condições extremas. Um exemplo dessas condições extremas é o conhecido fenômeno que ocorre a alpinistas, exploradores das regiões polares, navegadores solitários e atletas de alta resistência, que é chamado de “fator terceiro homem”, mas que neurocientistas chamam de “efeito da sensação de presença”. Essa presença sentida é às vezes descrita como um “anjo da guarda” e aparece em situações extremas e incomuns.Em especial, em momentos de luta de vida e morte, em climas excepcionalmente inóspitos ou sob uma tensão anormal, o cérebro parece pedir orientação física ou apoio moral. A denominação “terceiro homem” é de um poema de T. S. Eliot, A terra desolada:

“Quem é o terceiro que sempre caminha a seu lado?

Quando conto, há sempre eu e você juntos.

Mas quando olho à frente a estrada branca

Há sempre outro caminhando ao seu lado,

Deslizando escondido sob um manto marrom”.

Nesse trecho, Eliot explica que os versos “foram inspirados no relato de um explorador da Antártica : ele relata que os exploradores, no limite de suas forças, tinham a constante ilusão de que havia mais um membro além dos que podiam ser contados”.Na verdade, no relato de Sir Ernest Henry Shackleton,explorador polar, um quarto homem acompanhou os três membros remanescentes da expedição: “Muitas vezes eu tinha a impressão de que éramos quatro e não três”. Terceiro homem, quarto homem, anjo, alienígena – não importa. O que nos interessa aqui é a sensação de presença, porque esse é outro exemplo da capacidade do cérebro de criar acionalização.

CHARLES LINDBERGH E O “TERCEIRO HOMEM”

Em seu livro O fator terceiro homem, John Geiger lista as condições associadas à sensação de presença: monotonia, escuridão, paisagem inóspita, isolamento, frio, ferimento, desidratação, fome, fadiga e medo. A essa lista podemos acrescentar a privação de sono, que provávelmente explica a presença que Charles Lindbergh sentiu em seu vôo transatlântico a Paris. Durante sua histórica viagem, Lindbergh teve consciência de estar acompanhado na cabine de seu Spirit of St. Louis:

 “A fuselagem atrás de mim se encheu de presenças fantasmagóricas – formas vagamente delineadas, transparentes, moventes, viajando ao meu lado no avião. Não me assustei com sua chegada. Não houve surpresa diante de sua aparição”.

Não havia aberrações no ambiente da cabine, a exemplo de neblina ou reflexos luminosos, porque, como Lindbergh relata: “Sem virar a cabeça, vejo-os claramente como se estivessem dentro de meu campo normal de visão”. Ele até ouviu “vozes que falavam num tom autoritário e claro”. Entretanto, depois do vôo, ele afirmou: “Não consigo me lembrar de uma única palavra que disseram”. O que aqueles seres fantasmagóricos estavam fazendo ali? Estavam ali para ajudar, “conversando e me aconselhando no vôo, discutindo problemas de navegação, tranquilizando-me, enviando-me mensagens importantes inacessíveis na vida normal”.(nota pessoal;Uma questão de fé ou uma reação do cérebro, esse ainda tão desconhecido computador quântico do corpo humano?Seria o cérerbo uma antena para captar essas “entidades” ou uma reação normal ainda desconhecida, tratada como sobrenatural?Cada um pode chegar á suas próprias conclusões)

O CASO DO ALPINISTA HERMANN BUHL E JOE SIMPSON

O famoso alpinista austríaco Hermann Buhl, o primeiro a chegar ao Nanga Parbat – o nono pico mais alto do mundo, a 8.125 metros de altitude, conhecido como “Montanha Assassina” por causa dos 31 alpinistas que morreram ali –, de repente, no caminho de volta, percebeu que tinha companhia, embora estivesse escalando sozinho:

“Perto do Silbersattel, avisto dois pontos. Quase grito de alegria. Agora alguém vem subindo. Posso ouvir suas vozes, alguém chama ‘Hermann’, mas então percebo que são as rochas do pico Chongra que se erguem atrás de mim. Sinto uma amarga decepção. Continuo em frente, desanimado. Essa percepção acontece frequentemente. Depois ouço vozes, ouço meu nome claramente – alucinações”. Durante toda a experiência, Buhl disse que teve “a extraordinária sensação de que não estava sozinho”.

São inúmeros esses relatos no folclore do alpinismo. Reinhold Messner, o mais famoso alpinista solitário da história (o primeiro a chegar ao topo do Everest sem suprimento de oxigênio), lembra de ter mantido conversas com companheiros imaginários durante sua expedição no ar rarefeito do Himalaia.

Sobre a relação do efeito da sensação de presença e a crença, podemos ler no relato  do alpinista Joe Simpson sobre o que lhe aconteceu na descida dos 6.344 metros do pico de Siula Grande, nos Andes peruanos, depois de um acidente que pôs sua vida em risco. Quando Simpson lutava para voltar ao acampamento-base, uma segunda mente de repente se materializou em sua cabeça para lhe dar ajuda e conforto. Depois de verificar que a voz não emanava de seu walkman, Simpson decidiu que era outra coisa: “A voz era límpida e autoritária. Estava sempre certa e eu a ouvia quando ela falava e agia de acordo com suas decisões. A outra mente vagava por uma série de imagens, lembranças e esperanças desconexas, a que eu assistia em um estado de devaneio e tratava de obedecer às ordens da voz”.

O NEURÔNIO DA CRENÇA

Toda experiência é mediada pelo cérebro. A mente é aquilo que o cérebro faz. Não existe a “mente” isolada, fora da atividade cerebral. “Mente” é apenas uma palavra que usamos para descrever a atividade neural que ocorre no cérebro. Sem cérebro não existe mente. Sabemos disso porque, se uma parte do cérebro for destruída por derrame, câncer, acidente ou cirurgia, aquilo que a parte do cérebro fazia não é mais possível. Se o dano ocorre na primeira infância, quando a plasticidade do cérebro é especialmente grande, ou na vida adulta, em certas áreas do cérebro que são capazes de se reconectar, aquela função cerebral – aquela parte “mental” do cérebro – pode se reconectar a outra rede neural. Mas esse processo apenas reforça o fato de que, sem conexões neurais no cérebro, não existe mente. Apesar disso, explicações imprecisas dos processos mentais ainda são utilizadas.

Resultado de imagem para imagens sobre a crença e o cerebroForça mental

Darrell C. Dearmore, um dos mais lúcidos expositores da ciência  – mergulhava no núcleo do cérebro para revelar a estrutura primordial de todo pensamento e toda ação: o neurônio. Antes de entender como o neurônio funciona, sempre existiram explicações confusas e vagas sobre o que acontecia na cabeça das pessoas, como “pensar”, “processar”, “aprender” ou “entender”, tudo reunido no termo “mente”, como se todas essas coisas fossem explicações causais para os processos cerebrais. Não são. São apenas palavras usadas para descrever um processo que exige explicação mais profunda. No início do século XX, o biólogo britânico Julian Huxley parodiou a explicação do filósofo francês Henri Bergson de que a vida tinha como causa um élan vital (força vital), o que para Huxley equivalia a explicar o funcionamento de uma locomotiva a vapor por seu élan locomotif (força locomotiva). Richard Dawkins usou brilhantemente uma analogia semelhante para parodiar a explicação de que a vida é fruto de um propósito inteligente.

Dizer que o olho, a bactéria flagellum ou o DNA são planejados não diz nada. Os cientistas querem saber como eles são concebidos, que forças estão em ação, como o processo de desenvolvimento se desenrola, e assim Dawkins imaginou uma história em que, em uma visão de mundo criacionista, Andrew Huxley e Alan Hodgkin, ganhadores do Prêmio Nobel pela descoberta da biofísica molecular do impulso nervoso, a atribuíam à “energia nervosa”.

Por que simplesmente não dizemos que a luz é convertida em um impulso nervoso pela força mental? O que a força mental explica? Nada. Seria como dizer que o motor de um automóvel é operado pela força da combustão, que não explica o que na verdade ocorre nos cilindros de um motor de combustão interna. É por isso que podemos afirmar que a mente é o que o cérebro faz.(nota pessoal;podemos considerar aqui o tipo do DNA,(carbonado ou cristalino) já que as células neuronais são constituídas dos aminoácidos presentes nele). O neurônio e suas ações são para a psicologia o que o átomo e a gravidade representam para a física. Para entender a crença, temos que entender como os neurônios funcionam.

Sinapses e os neurônios da crença

O cérebro é constituído de cerca de 100 bilhões de neurônios de centenas de tipos, cada um deles contendo corpo celular, axônio, numerosos dendritos e terminais axônicos que se ramificam para outros neurônios em aproximadamente mil trilhões de conexões sinápticas entre essas centenas de bilhões de neurônios. Estamos falando de números espantosos. Cem bilhões de neurônios correspondem a 1011, ou 1 seguido de 11 zeros: 100.000.000.000. Mil trilhões de conexões são um quatrilhão, ou 1015, ou 1 seguido de 15 zeros: 1.000.000.000.000.000. O número de neurônios em um cérebro humano é quase o mesmo número de estrelas da Via Láctea – literalmente, um número astronômico! O número de conexões  sinápticas no cérebro é equivalente ao número de segundos contidos em 30 milhões de anos. Pense nisso por um momento. Comece a contar os segundos: “um, dois, três…”. Quando você chegar a 86.400, este é o número de segundos em um dia; quando chegar a 31.536.000, este é o número de segundos em um ano; e quando finalmente chegar a 1 trilhão de segundos, você terá contado os segundos contidos em 30 mil anos. Agora, conte esse bloco de 30 mil anos mil vezes e você terá o número de conexões sinápticas em seu cérebro. Grandes números neuronais exigem maior poder computacional (como adicionar mais memória a seu computador), mas a ação ocorre nos neurônios individualmente.

(nota do Monicavoxblog; Os neurônios são simples e ao mesmo tempo máquinas de processamento de informações eletroquímicas extremamente complexas. Dentro de uma célula neuronal em repouso existe mais potássio do que sódio, e uma predominância de ânions – íons de carga negativa – dá ao interior da célula uma carga negativa. Dependendo do tipo de neurônio, quando se coloca um minúsculo eletrôdo no corpo celular do neurônio em repouso, ele registrará -70 mV (1 milivolt corresponde a 1 milésimo de volt). Nesse estado de repouso, a parede da célula do neurônio é impermeável ao sódio, mas permeável ao potássio. Quando o neurônio é estimulado pela ação de outros neurônios (ou pela manipulação elétrica de neurocientistas curiosos com eletrôdos), a permeabilidade da parede da célula muda, permitindo que o sódio entre e mude o equilíbrio elétrico de -70 mV para 0. Isso se chama potencial pós-sináptico excitatório (EPSP na sigla em inglês).

Sinapse é o minúsculo espaço entre os neurônios, e portanto “pós-sináptico” significa que o neurônio na extremidade receptora do sinal que viaja através da fenda sináptica é o que está sendo excitado para alcançar seu potencial elétrico. Se, pelo contrário, o estímulo vem dos neurônios inibitórios, faz a voltagem mudar de -70 mV a -100 mV, diminuindo o potencial elétrico do neurônio. Isso se chama potencial pós-sináptico inibitório (IPSP). Embora existam centenas de diferentes tipos de neurônios, podemos classificar a maioria deles como excitatórios ou inibitórios.

Se houver EPSPs suficientes (de numerosas descargas neuronais em sequência ou de múltiplas conexões de muitos outros neurônios) para que a permeabilidade da parede da célula do neurônio chegue a um ponto crítico, o sódio penetra, causando um aumento instantâneo de voltagem a +50 mV, que se espalha por todo o corpo celular e se dissemina pelo axônio em direção aos terminais. Com a mesma rapidez, a voltagem do neurônio cai a -80 mV e depois volta aos -70 mV do estado de repouso. Esse processo de permeabilidade da parede celular, com uma correspondente mudança da voltagem de negativa a positiva que atravessa o axônio em direção aos dendritos e suas conexões sinápticas com outros neurônios, é chamado de potencial de ação. Em linguagem coloquial, dizemos que a célula se excitou. Esse acúmulo de EPSPs é chamado de soma, que pode ser de dois tipos: soma temporal, quando dois EPSPs de um único neurônio são suficientes para que o neurônio receptor alcance seu ponto crítico e se excite; e soma espacial, quando dois EPSPs de dois diferentes neurônios chegam ao mesmo tempo e são suficientes para que o neurônio receptor atinja seu ponto crítico e se excite. Essa mudança eletroquímica de aumento de voltagem e permeabilidade ao sódio se propaga do corpo celular aos terminais axônicos, o que se chama, apropriadamente, de propagação. A velocidade de propagação depende de duas condições: do diâmetro do axônio (quanto maior o diâmetro, mais rápida a propagação) e da mielinização (quanto mais espesso o revestimento de mielina que cobre e isola o axônio, mais rápida a propagação do impulso por ele). Observe que, se o ponto crítico para que o neurônio se excite não é atingido, ele não se excita; se o ponto crítico é atingido, o neurônio se excita. É tudo ou nada. Os neurônios não se excitam pouco em resposta a um estímulo fraco, nem se excitam muito em resposta a um estímulo forte. Eles se excitam ou não se excitam. Portanto, os neurônios transmitem informações de uma das seguintes maneiras: por meio da frequência de excitação (o número de potenciais de ação por segundo), da localização da excitação (que neurônios se excitam) e do número de excitações (quantos neurônios se excitam). Por isso, costuma-se dizer que os neurônios são binários, da mesma forma que os dígitos binários de um computador – 1 ou 0 –, o que corresponde a um sinal de “ligado” ou “desligado” sendo transmitido ou não ao longo de um caminho neural.

Se considerarmos esses estados de ligado ou desligado um tipo de estado mental, com um neurônio nos dando dois estados mentais (ligado ou desligado), então o cérebro tem 2 x 1.015 escolhas possíveis para processar a informação sobre o mundo e o corpo que ele comanda. Como captamos apenas uma minúscula fração desse número, o cérebro – para todos os propósitos – é uma máquina infinita de processamento de informações. Como é que os neurônios e seu potencial de ação criam pensamentos e crenças complexos? Tudo começa com algo chamado de ligação neural. A expressão “círculo vermelho” pode servir de exemplo de duas entradas (inputs) neurais (“círculo” e “vermelho”) ligadas na percepção de um círculo vermelho. Entradas neurais que ocorrem mais perto dos músculos e órgãos sensoriais convergem como se se movessem através de zonas de convergência, que são as regiões do cérebro que integram as informações provenientes de várias entradas neurais (olhos, ouvidos, tato e assim por diante), de modo que a pessoa tenha a experiência de um objeto inteiro, em vez dos incontáveis fragmentos de uma imagem. Mas a ligação neural envolve muito mais que isso. Centenas de preceptos podem fluir para o cérebro provenientes de vários sentidos, que podem se ligar para que as áreas superiores do cérebro dêem sentido a tudo isso. Grandes áreas do cérebro, como o córtex cerebral, coordenam entradas das áreas menores do cérebro, como os lobos cerebrais, que por sua vez coordenam entradas de áreas ainda menores, como o giro fusiforme (responsável pelo reconhecimento facial). Essa redução se processa continuamente até o nível neuronal, no qual neurônios altamente seletivos só se excitam quando o sujeito vê algo que conhece. Existem neurônios que só se excitam quando um objeto atravessa seu campo visual da esquerda para a direita. Há outros neurônios que só se excitam quando um objeto atravessa seu campo visual da direita para a esquerda. E existem ainda neurônios que só têm potencial de ação quando recebem inputs EPSP de outros neurônios que se excitam em resposta a objetos que cruzam seu campo de visão em diagonal. E assim o processo de ligação se dá ao longo das redes.

Naturalmente, não temos consciência do funcionamento de nossos sistemas eletroquímicos. O que na verdade experimentamos é o que os filósofos chamam de qualia, ou estados subjetivos de pensamentos e sentimentos que brotam da concatenação de eventos neurais. Mas até mesmo a qualia é um efeito da ligação neural que integra entradas de incontáveis redes neurais. É verdade que tudo se reduz ao processo eletroquímico de potenciais de ação neuronais, ou de neurônios que se excitam e se comunicam, transmitindo a informação. Como eles fazem isso? Trata-se de mais química. A comunicação de neurônios ocorre naquela minúscula fenda sináptica entre eles. Quando o potencial de ação de um neurônio percorre o axônio e atinge as terminações, libera na sinapse minúsculas quantidades de substâncias químicas transmissoras (CTS na sigla em inglês). Quando absorvida por um neurônio, a CTS atua como um EPSP em relação à voltagem e permeabilidade do neurônio pós-sináptico, com isso fazendo-o excitar-se e propagar seu potencial de ação por seu axônio e pela rede neural. Quando alguém dá uma topada em um dedo, o sinal de dor viaja ao longo do circuito, dos receptores de dor existentes nos tecidos do dedo até o cérebro, que registra a dor e processa o sinal para outras áreas do cérebro, que enviam sinais adicionais para que os músculos se contraiam e o pé se afaste do objeto que causou a dor, tudo a uma velocidade que parece quase instantânea.

 

Existem muitos tipos de substâncias químicas transmissoras (CTS). As mais comuns são as catecolaminas e incluem a dopamina, a norepinefrina (noradrenalina) e a epinefrina (adrenalina). As CTS funcionam como chaves para as fechaduras do neurônio pós-sináptico. Se a chave servir e girar, o neurônio se excita; caso contrário, a porta permanece fechada e o neurônio pós-sináptico continua imóvel. Como construímos um sistema completo a partir de uma substância química transmissora como a dopamina e ligamos os inputs em um sistema de crença integrado? Por meio do comportamento. Lembre-se de que a função primária do cérebro é fazer o corpo funcionar e ajudá-lo a sobreviver. Uma maneira de fazer isso é pelo aprendizado por associação, ou padronicidade. Por ela se dá a ligação dos potenciais de ação neuronais com a ação humana.

Dopamina: a droga da crença

De todas as substâncias químicas transmissoras que fluem ao redor de nosso cérebro, parece que a dopamina está mais diretamente relacionada com os correlatos neurais da crença. A dopamina é de fato fundamental no aprendizado por associação e no sistema de recompensa do cérebro que Skinner descobriu pelo processo de condicionamento, segundo o qual qualquer comportamento que é reforçado tende a se repetir. O reforço é, por definição, compensador para o organismo; isso é o mesmo que dizer que ele faz o cérebro levar o corpo a repetir o comportamento para obter outra recompensa positiva.

Vejamos como funciona.

No tronco encefálico – uma das partes do cérebro mais antigas evolucionáriamente, partilhada por todos os vertebrados – existem vesículas com cerca de 15 mil a 25 mil neurônios produtores de dopamina de cada lado, que se projetam ao longo dos axônios, conectando-se com outras partes do cérebro. Esses neurônios estimulam a liberação de dopamina sempre que uma recompensa esperada é recebida, o que faz o indivíduo repetir o comportamento. A liberação de dopamina é uma espécie de informação, uma mensagem que diz ao organismo: “Faça isso de novo”. A dopamina produz a sensação de prazer que acompanha a realização de uma tarefa ou a de um objetivo, o que faz o organismo querer repetir o comportamento, seja ele empurrar uma barra, bicar uma chave ou puxar a alavanca de uma máquina. Você recebe um reforço e seu cérebro recebe uma dose de dopamina.

Comportamento- reforço-comportamento: a sequência se repeteA dopamina, porém, tem as suas vantagens e desvantagens. Do lado positivo, a dopamina tem sido ligada a um feixe de neurônios do tamanho de um amendoim, localizado no meio do cérebro: o nucleus accumbens (NAcc), que se sabe estar associado à recompensa e ao prazer. Na verdade, a dopamina parece alimentar o chamado centro do prazer no cérebro, que está envolvido na “euforia” derivada tanto da cocaína quanto do orgasmo. Esse “centro de prazer” foi descoberto em 1954 por James Olds e Peter Milner, da McGill University, que instalaram acidentalmente um eletrodo no NAcc de um rato e descobriram que o roedor ficou muito energizado. Então criaram um aparato, de modo que, sempre que um rato pressionasse uma barra, ela gerava um pequeno estímulo elétrico. Os ratos empurraram a barra até o colapso, a ponto de abdicar de alimento e água.

Desde então, o efeito foi encontrado em todos os mamíferos testados, incluindo pessoas que tinham passado por uma cirurgia cerebral e tiveram seu NAcc estimulado. A palavra que os cientistas usaram para descrever o efeito foi “orgasmo” Hoje, esse é o exemplo típico de reforço positivo; Infelizmente, existe uma desvantagem na dopamina, que é a dependência. Drogas que causam dependência assumem o papel dos sinais de recompensa. Jogo, pornografia e drogas fazem o cérebro se inundar de dopamina em resposta. Assim, criam idéias de dependência, principalmente más idéias, como as propagadas por cultos que levam a suicídio em massa (lembrem-se de Jonestown e da Porta do Paraíso) ou as defendidas por religiões que levam a ataques suicidas .

Uma importante advertência sobre a dopamina: os neurocientistas fazem distinção entre “gostar” (prazer) e “querer” (motivação) e existe um acalorado debate sobre se a dopamina atua para estimular o prazer ou motivar o comportamento. Um reforço positivo pode levar à repetição do comportamento porque a pessoa se sente bem (puro prazer de obter a recompensa) ou porque ela se sente mal se o comportamento não se repete (motivação para evitar a ansiedade de não obter a recompensa). A primeira recompensa está ligada ao puro prazer de, digamos, um orgasmo, enquanto a segunda está ligada à ansiedade da dependência, quando a próxima dose é dúvida.

A pesquisa citada acima defende a tese do prazer, mas novas pesquisas fizeram cientistas pender para a tese da motivação. Russel Poldrack, neurocientista da UCLA [Universidade da Califórnia, em Los Angeles] disse que, baseado nesses novos dados, suspeita-se que “o papel da dopamina esteja na motivação e não no prazer em si, enquanto os opiáceos parecem ser fundamentais para o prazer”. Ele afirma, por exemplo, que “se pode bloquear o sistema da dopamina em ratos e eles continuam desfrutando as recompensas, mas não trabalham mais para obtê-las”. Trata-se de uma distinção sutil, mas importante. Para nosso propósito de entender os correlatos neurais da crença, o importante é que a dopamina reforça comportamentos, crenças e a padronicidade, e é portanto uma das primordiais drogas da crença.

Como nosso cérebro nos convence de que estamos sempre certos

Uma vez que criamos uma crença e nos comprometemos com ela, nós a mantemos e reforçamos com fortes heurísticas cognitivas que garantem que ela está correta. Uma heurística é um método mental de resolver um problema pela intuição, pela tentativa e erro, ou um método informal quando não existe meio formal ou fórmula para resolvê-lo (e muitas vezes mesmo quando ele existe). Essas heurísticas são às vezes chamadas de regras empíricas, embora sejam mais conhecidas como desvios cognitivos, porque quase sempre distorcem a percepção para fazê-la se encaixar em conceitos pré-concebidos. 

Crenças configuram percepções. Não importa que sistema de crenças esteja funcionando – religiosas, políticas, econômicas ou sociais –, esses desvios cognitivos moldam a maneira como interpretamos a informação que chega por intermédio de nossos sentidos e dão uma forma adequada à maneira como queremos que o mundo seja, e não necessáriamente como ele realmente é. Chamamos esse processo de confirmação de crençaExistem heurísticas cognitivas específicas que operam para confirmar nossas crenças. Quando integradas aos processos de padronicidade ou acionalização, essas heurísticas confirmam a tese de que as crenças se formam por uma variedade de razões subjetivas, emocionais, psicológicas e sociais, e depois são reforçadas, justificadas e explicadas com argumentos racionais.

Resultado de imagem para imagens sobre a crença e o cerebroVisão pessoal…

É justamente na relação da realidade com as nossas disposições psicológicas que encontramos a chave não apenas para o problema das ideias estranhas acalentadas por membros da nossa espécie, mas também para a questão mais geral de por que acreditamos. Shermer propõe um modelo que chama de realismo dependente da crença. O cérebro, sustenta o autor, é uma máquina de gerar crenças. Elas vêm em primeiro lugar; é só em seguida que elaboramos as explicações que as justificam. De maneira muito simplificada, o processo envolve uma interação do mundo externo com as preferências humanas inatas. Dados sensórios inundam continuamente nosso cérebro, que passa a buscar e encontrar padrões nas coisas. Nossa mente tem fome de padrão. Ela liga os pontos, até que as informações desconexas recebidas por nós formem padrões com a aparência de fazer sentido. Essa é a base das nossas crenças. E, formadas as crenças, o cérebro passa a procurar evidências que as confirmem, desprezando as que as desmintam. É um processo de feedback positivo, no qual idéias, independentemente de estarem certas ou não, vão-se reforçando. Apesar da preponderância que dá às crenças, Shermer não é um idealista radical, do tipo que acredita que uma árvore ao cair na floresta só faz barulho se houver alguém para escutá-la. A realidade, diz ele, existe independentemente de nossa mente, mas nossa compreensão dessa realidade é determinada não só pelas crenças como também pelas emoções que experimentamos no instante de presenciá-las.Ora, bonito exemplo de como isso funciona é o de Galileu. O pai da ciência moderna avistou Saturno em seu telescópio e o descreveu, para sua própria surpresa, como “três estrelas juntas”. É que, sem uma teoria para explicar os anéis, tudo o que podia ver era uma esfera maior cercada por duas um pouco menores. Para demonstrar o fundamento desse modelo de realismo dependente da crença, o autor, que é psicólogo, nos oferece trinta anos de pesquisas – suas e de outros cientistas ; Busca exemplos em áreas tão diversas como política, economia e religião. . Em vez de simplesmente declarar que o povo que acredita em óvnis tem um “parafuso a menos”, ele mostra que as pessoas podem ser perfeitamente normais e muito inteligentes. A sensação de ter experimentado um encontro interplanetário, entretanto, é tão real que muitas vezes acaba transformando a vida das pessoas. E essas sensações podem ser explicadas por mecanismos neurológicos, em geral, mas não necessáriamente, associados a condições extremas como estresse, fadiga, altitude, frio. A questão, diz Shermer, é o que motiva cientistas a realizar essa busca; a psicologia por trás da esperança de que pode haver outros seres intencionais em outros mundos, o que tornaria ainda mais universais os princípios da física e da biologia que descobrimos. Para o autor, aqui, como em tudo o mais, a crença vem antes. Estamos interessados em encontrar explicações últimas para tudo porque nosso cérebro foi desenhado para encontrar padrões e agentes mesmo onde eles não existem. É só a ciência, que considera nulas todas as hipóteses até que sejam validadas – e apenas provisóriamente – por um método rigoroso, que nos impede de transformar nossos” delírios” em “verdades”. 

Inspiração…

Instituto de Biociências -USPIntrodução aos métodos de estudo da célula-PDF-USP

Neurônios e Neurotransmissores Imagens, ilustrações e funcionamento

A LONGA VIDA DOS NEURÔNIOS

PERDA DE NEURÔNIO

USP-INSTITUTOS DE ESTUDOS AVANÇADOS-CÉREBRO E COGNIÇÃOe-AULAS-USP-O CÉREBRO-EVOLUÇÃO E TECNOLOGIA

English: Increase Your Brain Power, Italiano: Aumentare le Capacità Intellettive,Français: augmenter vos capacités cérébrales

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Recomendo….

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Como desbloquear os Chakras-Conceitos e exercícios

chacrasDe acordo com a crença Hindu ou Budista, os Chakras são vastas (ainda que confinadas) piscinas de energia que, em nossos corpos, governam nossas qualidades psicológicas. Diz-se que há sete principais chakras ao todo: quatro na parte superior, que governam nossas propriedades mentais; e três na parte inferior, que guiam nossas propriedades instintivas. Eles são:

1-O Chakra Muladhara (raiz).
2-O Chakra Svadhisthana (sacral).
3-O Chakra Manipura (plexo solar).
4-O Chakra Anahata (coração).
5-O Chakra Visuddhi (garganta).
6-O Chakra Ajna (terceiro olho).
7-O Chakra Sahasrara (coroa).

De acordo com os ensinamentos Budistas/Hindus, todos os chakras devem contribuir para o bem-estar humano. Nossos instintos devem unir forças com nossos pensamentos e sentimentos. Alguns de nossos chakras normalmente não são inteiramente abertos (ou seja, eles operam sempre da mesma maneira, desde seu nascimento), mas alguns são hiperativos, ou até quase que fechados. Se os chakras não estiverem equilibrados, a paz com o ser não poderá ser alcançada.Continue lendo para descobrir a arte de ficar atento aos chakras e para obter técnicas confiáveis para abri-los.

Passos

670px-Open-Your-Spiritual-Chakras-Step-1Compreenda que, se você abrir seus chakras, não há necessidade de tentar fazer com que os hiperativos se tornem menos ativos. Eles simplesmente compensarão pela inatividade de chakras fechados. Assim que todos os chakras estiverem abertos, a energia se igualizará e se tornará equilibrada.

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Abra o Chakra Raiz (vermelho)

Esse Chakra se baseia na sensação de atenção física e no conforto perante muitas situações. Se aberto, você deverá se sentir equilibrado e sensível, estável e seguro. Você não desconfia de pessoas próximas por motivo algum; Você se sente presente no que está acontecendo agora, e está muito conectado ao corpo físico. Se pouco ativo: você tende a ter medo ou a ficar nervoso, e pode se sentir indesejado facilmente. Se hiperativo: você pode ficar materialista e ganancioso. Você se sente seguro e não aceita bem mudanças.

  • Use o corpo e fique atento a ele. Faça yoga, caminhe pela rua ou faça a faxina de casa. Essas atividades permitirão que seu corpo lhe conheça melhor, e fortalecerá o chakra.

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Permaneça com os pés no chão. Isso significa que você deve se conectar com o solo, e senti-lo abaixo de seu corpo. Para fazer isso, levante-se e permaneça relaxado. Separe os pés e incline ligeiramente os joelhos. Mova sua pélvis um pouco adiante e mantenha o corpo equilibrado, de maneira a sentir que o peso foi uniformemente distribuído sobre as solas dos pés. Em seguida, jogue o peso para frente. Permaneça nessa posição por vários minutos.

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Após se estabelecer, sente-se de pernas cruzadas, como demonstrado na imagem abaixo.

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Permita que as pontas do polegar e do dedo indicador se toquem gentilmente, em um movimento pacífico.

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Concentre-se no Chakra Raiz e no que ele significa, no ponto entre os genitais e o ânus.

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Silenciosamente, ainda que de maneira clara, emita o som “LAM”.

  • Durante todo esse tempo, permita-se relaxar, ainda pensando no Chakra, no significado dele e em como ele afeta (ou deveria afetar) sua vida.
  • Continue fazendo isso até relaxar completamente. Você pode se sentir “limpo”.
  • Visualize uma flor vermelha fechada. Imagine uma energia muito poderosa irradiando dela. Ela se abre lentamente, exibindo quatro pétalas vermelhas cheias de energia.

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Contraia o períneo, prendendo a respiração e a soltando.

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Abra o Chakra Sacral (laranja)

Esse chakra lida com sentimentos e com a sexualidade. Se aberto, os sentimentos serão liberados com liberdade, e serão expressos sem você ficar muito emotivo. Você poderia abri-lo por afinidade, para se apaixonar ou para ficar mais extrovertido. Você também não tem problemas no que tange a sexualidade. Se pouco ativo: você tende a ser pouco emocional ou impassível, e não se abre muito com os outros. Se hiperativo: você tende a ser sensível e emotivo o tempo todo. Você também pode ficar extremamente sexual.

Ajoelhe-se, mantendo a coluna reta e relaxada.

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Coloque as mãos no colo, palmas viradas para cima, uma sobre a outra. A mão esquerda por baixo, a palma tocando as costas dos dedos da mão direita. Permita que os polegares se toquem gentilmente.

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Concentre-se no Chakra Sacral e no significado dele. Concentre-se no osso sacral (na lombar).

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Silenciosamente, mas de modo claro, emita o som “VAM”.

  • Durante todo esse tempo, permita-se relaxar, ainda pensando no Chakra, no significado dele e em como ele afeta (ou deveria afetar) sua vida.
  • Continue fazendo isso até relaxar completamente. Novamente, você deve se sentir “limpo”.

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Abra o Chakra do Umbigo (amarelo)

Esse Chakra concentra confiança, especialmente dentro de um grupo. Quando aberto, você deve se sentir no controle e deve ter uma sensação boa de dignidade em si. Se pouco ativo: você tende a ser passivo e indeciso. Você poderia frequentemente se mostrar apreensivo e isso não lhe apetece. Se hiperativo: Você tende a ser mandão e agressivo.

Ajoelhe-se, mantendo a coluna ereta e relaxada.

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Coloque as mãos diante do estômago, logo abaixo do plexo solar. Permita que os dedos se juntem, todos apontando para longe do corpo. Cruze os polegares e estique os dedos (isso é importante).

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Concentre-se no Chakra do Umbigo e no significado dele. Pense na espinha, ligeiramente acima do umbigo.

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  • Durante todo esse tempo, permita-se relaxar, ainda pensando no Chakra, no significado dele e em como ele afeta (ou deveria afetar) sua vida.
  • Continue fazendo isso até relaxar completamente. Novamente, você deve se sentir “limpo” (isso acontecerá com todos os Chakras.

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Abra o Chakra do Coração (verde)

Esse chakra está relacionado ao amor, ao carinho e à estima. Quando aberto, você parece ficar compassivo e amigável, sempre trabalhando em relacionamentos amigáveis. Se pouco ativo: você tende a ser frio e pouco amigável. Se hiperativo: você tende a ser “amoroso” demais, ao ponto de sufocar as pessoas, podendo até ser visto como egoísta por isso.

  • Sente-se de pernas cruzadas.

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Permita que as pontas dos dedos indicadores e polegares se toquem em ambas as mãos.

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Coloque a mão esquerda no joelho esquerdo e a mão direita na parte superior de seu esterno.

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Concentre-se no Chakra do Coração e no significado dele. Pense em onde ele fica, na espinha, próximo ao coração.

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Silenciosamente, mas de maneira clara, pronuncie o som “YAM”.

  • Durante todo esse tempo, permita-se relaxar, ainda pensando no Chakra, no significado dele e em como ele afeta (ou deveria afetar) sua vida.
  • Continue fazendo isso até relaxar completamente. Você pode sentir que a sensação de “limpeza” retornou e/ou se intensificou em seu corpo.

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Abra o Chakra da Garganta (azul claro)

Esse chakra se concentra na expressão e na comunicação. Quando ele está aberto, expressar-se é fácil, e a arte parece ser uma ótima maneira de fazer isso. Se pouco ativo: você tende a não falar demais, e é classificado como tímido. Se você mentir regularmente, esse chakra pode ser bloqueado. Se hiperativo: você tende a falar demais, e isso irrita os outros. Você também poderia ser um péssimo ouvinte.

  • Novamente, fique de joelhos.

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Entrecruze os dedos no interior das mãos, sem os polegares. Erga os polegares e permita que eles repousem acima dos outros dedos.

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Pense no Chakra da Garganta e no que ele representa. Pense na localização dele, na base da garganta.

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Silenciosamente, mas de modo claro, pronuncie o som “HAM”.

  • Durante todo esse tempo, permita-se relaxar, ainda pensando no Chakra, no significado dele e em como ele afeta (ou deveria afetar) sua vida.
  • Continue fazendo isso por cinco minutos e a sensação de limpeza se intensificará novamente.

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Abra o Chakra do Terceiro Olho (azul)

Assim como sugere seu nome, esse Chakra lida com o conhecimento. Quando aberto, você tem excelentes capacidades clarividentes e tende a sonhar muito. Quando pouco ativo: seu ser tende a esperar que os outros pensem por você. Você confia em crenças regularmente, e também tende a se sentir confuso maior parte do tempo. Quando hiperativo: você tende a viver num mundo imaginário todos os dias. Em casos extremos, você poderia sofrer com alucinações ou ataques frequentes de imaginação.

  • Sente-se de pernas cruzadas.

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Coloque as mãos na frente da parte mais baixa de seu peito. Os dedos médios devem estar esticados e tocando na ponta um do outro, apontando para longe de seu corpo. Os outros dedos estão dobrados, tocando-se através das falanges. As pontas dos polegares devem estar juntas e apontando na sua direção.

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Concentre-se no Chakra do Terceiro Olho e no significado dele. Pense que ele está um pouco acima do centro de suas duas sobrancelhas.

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Silenciosamente, mas de modo claro, pronuncie a palavra “OM” ou “AUM”.

  • Durante esse tempo, o relaxamento do corpo deve surgir naturalmente. Continue a pensar no chakra, no significado dele e em como ele deve afetar sua vida.
  • Continue fazendo isso até obter a mesma sensação de limpeza de antes – só que, talvez, mais intensa.

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Abra o Chakra da Coroa (púrpura)

Este é o sétimo Chakra e o mais espiritual de todos. Ele é responsável pela sabedoria do indivíduo e pelo fato de torná-lo uno com o universo. Quando este chakra é aberto, o preconceito desaparece de sua lista de afazeres, e você se torna mais atento ao mundo e às ligações dele com seu ser. Se pouco ativo: você tende a não ser muito espiritual, e pode ser bastante rígido em seus pensamentos. Se hiperativo: você tende a intelectualizar as coisas o tempo todo. A espiritualidade parece ser a primeira coisa em sua mente. Se você realmente estiver hiperativo, pode até ignorar necessidades físicas (alimento, água, abrigo).

  • Sente-se de pernas cruzadas.
  • Coloque a mão perante o estômago. Permita que os mindinhos apontem para cima e para longe de seu corpo. Eles devem se tocar nas pontas. Cruze os restos dos dedos. Permita que o polegar esquerdo fique abaixo do direito.

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Concentre-se no Chakra da Coroa e no significado dele. Pense nele no topo de sua cabeça.

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Silenciosamente, mas de maneira clara, pronuncie o som “NG” (sim, é bastante difícil).

  • Agora, seu corpo deve estar completamente relaxado, e sua mente, em paz. Porém, não pare de se concentrar no Chakra da Coroa.
  • Essa meditação é a mais longa, e não deve durar menos de dez minutos.
  • AVISO: não use essa meditação para o Chakra da Coroa caso o Chakra da Raiz não seja forte ou não esteja aberto. Antes de lidar com esse último chakra, você precisa de uma base forte. Essa base será construída quando você exercitar a raiz.

Dicas

  • Sente-se numa área quieta e quente. Trate esse exercício como se fosse uma meditação. Durante o verão, você poderia se sentar num campo ou num jardim. Durante o inverno, num ambiente quente e sem distrações. A sauna, ainda que pouco utilizada, é um excelente lugar para sentar, se acalmar e limpar a mente.

Inspiração…

WiKiH

 3 AROMAS SAGRADOS PARA ABRIR SEUS CHAKRAS E LIMPAR SUA AURA

Visão pessoal…

 

Cada um dos Chakras está associado a determinadas emoções e sentimentos. Isto explica a somatização das emoções em nossos corpos e o funcionamento de técnicas ocidentais modernas e também espiritual. Com a desarmonização dos chakras nosso corpo físico e espirituais ficam desequilibrados, causando varias doenças físicas, emocionais e mentais.Para cuidar pode-se buscar ajuda de Terapeutas Holístico, que estarão identificando as necessidades e tratamentos corretos e buscar formas de harmonizar o campo espiritual tomando passes energéticos regularmente. Estas opções podem ajudar a realinhar os Chakras e nos proporcionar um melhor nível de energia vital para o dia a dia. E para manter uma energia equilibrada e saudável,experimente essas dicas; 
– Aproveite o sol, ele é um dos maiores fornecedores de energia vital.
– Mantenha pensamentos bons
– Pratique exercícios físicos
– Mantenha uma alimentação saudável
– Tenha contato com a natureza
– Seja amoroso, autêntico e verdadeiro principalmente consigo mesmo
– Pratique a meditação para o autoconhecimento
– Ouça boas músicas
– Dance
– Ria com os amigos (as)
– Busque a simplicidade da vida
– Pratique a caridade
Monicavox
Recomendo…
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“Se queres ser feliz amanhã, tenta hoje mesmo”.-Liang Tzu

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A felicidade é um tópico que intriga os seres humanos. No âmbito da ciência, principalmente o campo da psicologia humanista e existencial enfatiza a importância de alcançar o seu potencial inato e criar significado na vida.Milhares de estudos e centenas de livros já foram publicados sobre como melhorar o bem-estar e ter uma existência mais satisfatória. Apesar disso, diferentemente de condições físicas, nas quais temos resultados mais concretos, não é fácil criar uma “fórmula” para deixar as pessoas mais felizes.Por quê? Segundo Frank T. McAndrew, professor de psicologia da Knox College (Illinois, EUA), nossos esforços para melhorar a felicidade podem ser uma tentativa fútil de nadar contra a maré, já que podemos ser “programados” para ser insatisfeitos na maior parte do tempo.

A felicidade está em declínio

Estudos têm sugerido que a felicidade está cada vez mais evasiva, especialmente para os adultos. Uma pesquisa publicada na revista Social Psychological and Personality Science analisou 1,3 milhões de americanos entre 13 e 96 anos de idade. Geralmente, conforme as pessoas envelhecem, tendem a entender melhor esse mistério que é a vida e se tornar mais bem equipadas para lidar com problemas. Assim, são mais felizes.No entanto, de 2010 para cá, a correlação entre idade e felicidade tem praticamente se invertido. Adolescentes e jovens se dizem mais felizes e, conforme se aproximam dos trinta, esse sentimento despenca.Uma teoria sobre por que isso acontece é que os adolescentes de hoje têm expectativas pouco realistas sobre a vida. Na década de 1970, tudo que as pessoas esperavam era terminar a escola e trabalhar muito para pagar suas dívidas com a sociedade. Já em 2015, 64% dos estudantes do ensino médio disseram que achavam que seriam gerentes ou bem-sucedidos em uma carreira profissional quando chegassem aos 30. Quando a vida não faz jus às expectativas (apenas cerca de 18% das pessoas atingem esse objetivo), a felicidade cai severamente.

Resultado de imagem para imagens sobre a felicidadePrazer não é a mesma coisa que felicidade

Apesar de todo o tempo que passamos em busca da felicidade, é possível que estejamos perseguindo a coisa errada. O que você tem feito recentemente para ser mais feliz? Saído para comer sua refeição favorita? Comprado um novo carro? Renovado sua casa?Se assim for, você não está no caminho certo. O que todas essas coisas vão dar-lhe é uma sensação de prazer, o que não é a mesma coisa que felicidade. O prazer é considerado uma sensação momentânea de bem-estar, que não dura por ser dependente do estado das coisas em torno de nós, o que não podemos controlar.De acordo com alguns psicólogos, o prazer pode ser uma coisa perigosa, agindo sobre o cérebro como um vício. Diversas sobremesas são necessárias para que você sinta a mesma quantidade de prazer que antes somente uma lhe dava.

Certos profissionais acreditam que a felicidade não é sobre coisas que estão ao seu redor, mas sim sobre quem você é. É dar ao invés de receber, ser uma boa pessoa, ajudar os outros etc. Aliás, muitas pesquisas têm confirmado que a caridade gera felicidade. Ser uma boa pessoa é e como construir uma base para lidar com todos os altos e baixos, especialmente os baixos, o que, em última análise, te faz mais feliz. Segundo o psicoterapeuta Philip Chard, a verdadeira felicidade pode até mesmo existir quando não há nenhum prazer.

Resultado de imagem para imagens sobre a felicidadeValorizar o tempo te faz infeliz

Tempo é dinheiro. Além disso, é infelicidade.Nas décadas de 1930 e 1940, novos dispositivos de economia de tempo entraram no mercado. As pessoas estavam convencidas de que, no futuro, teriam mais tempo livre por causa de coisas como máquinas de lavar louça e carros mais rápidos. O contrário aconteceu. O trabalho começou a ganhar um valor mais alto, e em muitas áreas industrializadas, o ritmo de vida ficou maluco. A parte do nosso dia mais importante passou a ser a que faz dinheiro, e não a que nos fez feliz.Quanto mais somos pagos por hora, mais trabalhamos, porque achamos que é a melhor maneira de gastar o nosso tempo. Uma coisa que não podemos ganhar, no entanto, é justamente tempo.

Já em 1970, o economista sueco Staffan Linder apelidou essa geração de “tempo = dinheiro” de “classe ociosa atormentada”. Quando chega a hora de finalmente parar de trabalhar e fazer coisas que nos deixam felizes, temos pressa e não apreciamos esses momentos.Nossa ênfase no tempo chega a níveis assustadoras.

Um estudo do Google(?) descobriu que os tempos de carregamento na internet só precisam diferir por 250 milissegundos para que uma pessoa decida ficar em uma página ao invés de sair em busca de outra.A Universidade de Toronto (Canadá) foi outra que descobriu que somos muito impacientes para desfrutar as coisas que devem fazer-nos felizes. Pesquisadores pediram às pessoas para pensar sobre seus salários por hora, e, em seguida, fazer algo divertido como ouvir música ou navegar na internet. Isso resultou em pessoas inquietas que mal podiam esperar para passar para algo mais “produtivo”.

Mesmo fast food tem um impacto negativo sobre a nossa capacidade de relaxar e aproveitar a vida. Os pesquisadores de Toronto descobriram que a exposição ao fast food (tanto a presença dos restaurantes quanto os produtos em si) diminuiu a capacidade dos indivíduos de saborear comida, desfrutar de imagens da natureza e ouvir música, coisas que normalmente trazem uma sensação de felicidade.

Resultado de imagem para imagens sobre a felicidadeAs relações estranhas entre suicídio e felicidade

A lógica dita que uma completa falta de felicidade contribui para taxas de suicídio mais altas. A realidade dita outra coisa, no entanto.Um artigo recente do Centro de Pesquisa de Política Econômica da Europa mostra que a conexão entre felicidade e o suicídio não é clara. O estudo comparou taxas suicidas contra índices de satisfação com a vida e encontrou associações que não parecem fazer sentido.Por um lado, a Finlândia tem desempenhos extremamente elevados na escala e parece ter muitas pessoas que estão felizes com suas vidas, mas também está no topo da lista quando se trata de suicídios na Europa Ocidental.

O mesmo é verdadeiro no chamado “cinto suicida” dos Estados Unidos. Em uma faixa do país que vai do Arizona até o Alasca, as pessoas relatam uma pontuação elevada de satisfação com a vida, mas a área ganhou esse nome por uma razão.Os dados do estudo sugeriram que áreas com maior renda média e índices de satisfação de vida mais altos tinham algumas das maiores taxas de suicídio, tanto nos EUA quanto na Europa.Além disso, a maioria dos homens entrevistados relataram que haviam se tornado geralmente mais felizes à medida que envelheceram, mas conforme os números de felicidade aumentaram, a taxa de suicídio seguiu. O divórcio teve uma forte correlação com um risco aumentado para o suicídio, mas não teve muito impacto sobre a satisfação com a vida.A pesquisa concluiu que outros fatores podem ter um maior papel no suicídio do que a felicidade, como dor crônica, por exemplo.

Resultado de imagem para imagens sobre a felicidadeMuitos de nós têm medo da felicidade

De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Victoria de Wellington, na Nova Zelândia,não é a felicidade que queremos. Bem o contrário.Os psicólogos criaram o que chamaram de “Escala do Medo da Felicidade”, projetada para refletir a crença de uma pessoa que a felicidade traz consigo toda uma série de outras coisas, nenhuma das quais são boas.Essa crença não é uma coisa local, já que a escala se mostrou aplicável através de pelo menos 14 culturas diferentes. O teste que os pesquisadores usaram para determinar se alguém tem ou não um medo quase clínico da felicidade foi praticamente universal.

Esse sentimento é uma coisa surpreendentemente complicada. Para algumas pessoas, a idéia de que ser feliz prenuncia algo ruim no horizonte é tão poderosa que pode se tornar uma doença mental, particularmente ansiedade. Apenas uma experiência feliz arruinada por alguma notícia devastadora pode fazer uma pessoa pensar que a felicidade é algo como uma maldição. É uma das razões pelas quais as pessoas que estão deprimidas podem ter problemas para ir a lugares e fazer coisas que poderiam ser divertidas – porque continuam a ter uma crença de que qualquer momento feliz inevitávelmente se transformará em uma grande decepção no final.

Para algumas pessoas, uma certa quantidade de estigma está ligada a felicidade. Isso porque ela pode implicar que alguém está alheio aos problemas do mundo, ou que é preguiçoso, ou ainda que está contente com o status quo.O medo da felicidade predomina em algumas culturas, como sociedades que tendem a valorizar o bem de muitos sobre as necessidades de poucos. Índia, Japão e Hong Kong, por exemplo, possuem alto medo cultural da felicidade. A religião desempenha um papel, também, com culturas islâmicas colocando um valor mais alto na tristeza e sofrimento do que na felicidade, acreditando que isso os deixa mais próximos de Deus.

Resultado de imagem para imagens sobre a felicidadeOs benefícios científicos de baixas expectativas

Quem não tem grandes expectativas, não pode ficar desapontado. Certo? Pesquisadores da University College London (Reino Unido) descobriram que isso não é apenas um ditado; é uma fórmula matemática.A fórmula em si é incrívelmente complicada, mas essencialmente mede quanta felicidade você sente a partir de uma determinada atividade com base em suas expectativas, e leva em conta outros fatores, como potenciais recompensas e riscos.Foi usada pela primeira vez em experimentos com 26 pessoas e depois expandiu-se para um aplicativo que permitiu a coleta de dados de cerca de 18.000 pessoas. Os 26 voluntários originais também foram monitorados por uma máquina de ressonância magnética funcional, a fim de ver o que estava acontecendo em diferentes áreas de seus cérebros conforme eram testados.

O estudo descobriu que não era o que as pessoas realmente tinham que as faziam felizes (ou infelizes). Era o que elas tinham em relação aos outros. O jogo projetado revelou uma verdade bastante universal: a felicidade aumentou mais nos participantes quando sua pontuação era melhor comparada às vitórias ou derrotas de outros, do que quando eles simplesmente tiravam uma pontuação grande.

Como fazer o dinheiro comprar felicidade

Muita gente defende que “dinheiro não traz felicidade”, com receio de que defender o oposto soe superficial. Ao mesmo tempo, sabe-se de muitos casos de pessoas ricas que entram em depressão, a despeito de todo o conforto material que têm. Mas então, dinheiro traz felicidade? Depende de como você o gasta.Pessoas que ganham na loteria, contrariando o que muita gente pensa, “frequentemente contam que ficam extremamente infelizes; elas acabam gastando todo o dinheiro, fazendo dívidas e arruinando relações sociais”.Assim, no lugar de gastar dinheiro consigo mesmo,  sugerimos que você gaste com outra pessoa – mesmo que você não a conheça (como no caso de doações para caridade,tomando o cuidado e usando critérios que garantam o bom uso do dinheiro doado). “A maneira específica como você gasta o dinheiro com outro não importa: de presentes triviais a grandes doações, gastar algo com os outros aumenta sua felicidade”.Se for gastar dinheiro com você mesmo, os autore do estudo aconselham que busque experiências (como viagens e eventos) ao invés de objetos materiais: o impacto na felicidade é mais duradouro. E, enquanto economiza para grandes experiências, não se esqueça de pequenas alegrias da vida; muitos prazeres pequenos ajudam a passar os dias e encorajam mudanças, que estimulam o cérebro

Resultado de imagem para imagens sobre a felicidadeUm ou outro

A felicidade não é uma coisa só. Em seu livro “O mito da felicidade”, a filósofa Jennifer Hechtpropõe que todos nós experimentamos diferentes tipos de felicidade, mas que esses tipos não são necessariamente complementares. Alguns podem até entrar em conflito com outros.Por exemplo, ter muito de um tipo de felicidade pode prejudicar a nossa capacidade de ter o suficiente dos outros. Uma vida satisfatória construída sobre uma carreira de sucesso e um bom casamento é algo que se desenrola ao longo de um longo período de tempo, muitas vezes às custas de prazeres hedonistas como ir a festas ou fazer viagens.Em outras palavras, conforme a felicidade em uma área da vida aumenta, muitas vezes declina em outras.

Resultado de imagem para imagens sobre a felicidadePassado, presente, futuro

Este dilema é ainda mais confuso por conta da forma como nosso cérebro processa a experiência de felicidade. Já percebeu quão mais comum é dizer: “Não vai ser ótimo quando…” ou “Não foi ótimo quando…” ao invés de “Não é ótimo isso aqui, agora?”.Certamente, nosso passado e futuro não são sempre melhores do que o presente. No entanto, continuamos a pensar que este é o caso.Isso faz parte de como nossa mente pensa sobre a felicidade. Há evidências que explicam por que nossos cérebros funcionam dessa maneira: a maioria de nós possui algo chamado de “viés otimista”, que é a tendência a pensar que o nosso futuro será melhor do que o nosso presente.

Os psicólogos cognitivos também identificaram algo chamado de “princípio Poliana”, que significa que nós processamos e lembramos de informações agradáveis do passado mais do que de informações desagradáveis. Uma exceção ocorre em indivíduos deprimidos, que muitas vezes se fixam em falhas e decepções do passado. A razão pela qual os bons velhos tempos parecem tão melhores que os dias atuais é para podermos nos concentrar nas coisas felizes e nos esquecer do desconforto do dia-a-dia.

Resultado de imagem para imagens sobre felicidadeBusca fugaz

As ilusões sobre o passado e o futuro podem ser uma parte adaptativa da psique humana. Se o nosso passado é ótimo e o nosso futuro pode ser ainda melhor, então podemos superar tudo o que está acontecendo de desagradável no mundano presente.

Tudo isso nos diz algo sobre a natureza fugaz da felicidade. Pesquisadores sabem há muito tempo sobre algo chamado de círculo vicioso hedônico. Nós trabalhamos duro para alcançar um objetivo, antecipando a felicidade que isso vai trazer. Infelizmente, depois de uma breve correção, nós rapidamente deslizamos de volta para a nossa linha de base, nosso modo-de-estar comum, e começamos a perseguir a próxima coisa que acreditamos que irá quase certamente – e, finalmente, – nos fazer felizes.

Estudos sobre os ganhadores de loteria e outros indivíduos que parecem ter tudo o que querem frequentemente jogam água fria sobre o sonho de que isso realmente vai mudar nossas vidas e nos fazer mais felizes. Estes estudos concluíram que tanto eventos positivos, como ganhar um milhão de dólares, quanto negativos, como ficar paralisado após um acidente, não afetam significativamente o nível de felicidade de longo prazo de um indivíduo.

Resultado de imagem para imagens sobre a felicidadeNão seja sempre feliz

Parece deprimente, bizarro, incompreensível? Segundo estudos da Universidade de Yale, EUAé assim mesmo que deve ser, pelo menos do ponto de vista evolutivo.A insatisfação com o presente e os sonhos para o futuro são as coisas que nos mantêm motivados, enquanto memórias distorcidas do passado tranquilizam-nos com os sentimentos bons que procuramos.

A felicidade perpétua poderia completamente minar a nossa vontade de realizar qualquer coisa na vida.Assim, reconhecer que a felicidade existe, mas que é um visitante que nunca passa mais tempo do que deveria em nossas casas pode ajudar-nos a apreciá-la mais quando ela aparece.Além disso, a compreensão de que é impossível ter felicidade em todos os aspectos da vida pode ajudar as pessoas a desfrutar do tipo de felicidade que têm no momento.

Resultado de imagem para imagens sobre a felicidadeVisão pessoal…

Todos nós temos necessidades físicas e emocionais que precisam ser satisfeitas para sermos felizes. Assim como não podemos comer o suficiente para não sentirmos fome por um mês, o mesmo vale para quase tudo nossa vida. Isso significa que nossas necessidades precisam ser constantemente atendidas de alguma forma.Quando isso não acontece, sentimos uma espécie de vazio. Parece que está faltando alguma coisa e começamos a procurar formas de preencher esse espaço.O problema é que muitos de nós acreditamos que esse vazio deve ser preenchido por alguma coisa que ainda não temos e precisamos conquistar, seja um parceiro, uma promoção no trabalho, um bem material ou uma viagem.Não é raro ouvirmos frases como: “Ah, quando eu conseguir comprar a minha casa eu vou me sentir realizado.”, “Minha vida está quase perfeita, só falta um namorado(a).”, “São esses quilos extras que estão me deixando infeliz.”. E então, fazemos desses desejos nossas metas para a felicidade.Só que as vezes, mesmo depois de conseguirmos, a felicidade que sentimos com o resultado é muito menor do que imaginamos que fossemos sentir enquanto estávamos perseguindo esse objetivo.No livro Stumbling on Happiness,(eu recomendo), o psicólogo e especialista em felicidade de Harvard, Dan Gilbert, aponta que o ser humano tende a superestimar aquilo que não tem e subestimar o que já conseguiu, da mesma forma que ele defende a teoria de que os nossos níveis de felicidade são estáveis depois de um tempo;quando lembramos de coisas boas do passado sentimos uma nostalgia deliciosa e uma sensação de que éramos mais felizes do que agora; Mas, se pararmos para pensar, na época não achávamos que éramos tão felizes assim, ou, quem nunca pensou que  era feliz e não sabia?Muitas vezes não sabemos reconhecer a felicidade quando ela está na nossa frente, mas só depois que ela já passou.Isso acontece porque, infelizmente, a sensação de prazer, de orgulho que essas conquistas nos fazem sentir não duram para sempre.Identificar nossas reais necessidades pode ser um dos caminhos para reconhecer a felicidade.Além das necessidades físicas e emocionais, que eu vou chamar de básicas, todos nós também temos uma enorme necessidade de validação. Essa validação pode ser interna ou externa.Sem perceber, acabamos criando necessidades puramente por precisar da validação dos outros. Mas, será que essas necessidades são realmente importantes para que sejamos genuínamente felizes?As necessidades externas estão geralmente relacionadas às aparências, como: ser promovido para mostrar para o ex-colega que ele estava errado quando disse que você não era ambiciosa ou  comprar um carro caríssimo só para mostrar para o seu vizinho que você também é bem sucedido.Muitas dessas necessidades também são geradas pela nossa cultura atual, que contribui colocando muita pressão para que sejamos bem sucedidos, tenhamos corpos perfeitos e sarados e roupas da moda.O problema é a frustração causada quando essas necessidades artificialmente criadas não são atendidas acaba sendo muito maior do que o prazer de satisfazê-las.As necessidades internas podem até ter como resultado as mesmas coisas, mas o motivo pelo qual você quer atingir é totalmente diferente. Você quer ser promovido em reconhecimento a todo o trabalho duro que você tem feito nos últimos anos, por exemplo, e não porque sua amiga(o) também foi promovido e você não quer ficar por baixo(!!).Quando suas metas são baseadas nas suas motivações internas, não importa o que os outros vão pensar. Você está fazendo por você e isso geralmente aumenta nossa felicidade e inevitavelmente faz com que as pessoas reconheçam o nosso valor.Conquistar algo pelos outros sem dúvida faz bem para o ego, mas é como o efeito de uma droga, não dura muito. Enquanto que, conquistar pela nossa satisfação pessoal, aumenta a autoestima e faz os resultados serem mais duradouros.O grande problema é que nem sempre fazemos isso conscientemente. Muitas vezes acreditamos que estamos perseguindo alguns objetivos por pura satisfação pessoal. Por isso, a minha dica é que a cada vez que você estiver obcecado em conseguir algo, faça uma reflexão honesta sobre qual é a real necessidade que aquilo que você tanto quer irá satisfazer. Não será difícil chegar à conclusão de que muitas das nossas metas tem um fundo de validação externa.Para sofrermos menos e sermos mais felizes, precisamos aprender a identificar o que há por trás das coisas que julgamos essenciais para a nossa felicidade e principalmente, aprender a reconhecer e apreciar esses momentos quando eles acontecerem.Não é fácil reconhecer e mudar as coisas. Mas é isso que fará com que  encontremos outras maneiras de atender às nossas necessidades e principalmente, de não ficarmos tão tristes quando algo não sair da forma que queremos.Enquanto acharmos que as nossas necessidades, consequentemente nossa felicidade, dependem de algo externo como bens materiais, status ou coisas que estão fora do nosso controle como o amor de outra pessoa, continuaremos sentindo aquele vazio inexplicável mesmo depois de conquistarmos o que objetivamos.

Inspiração….

Baixar Livro À Procura da Felicidade – Chris Gardner em PDF, 

EPICURO. Carta Sobre a Felicidade – Fernando Nogueira da Costa

O conceito de felicidade em Freud – UNESP – Marilia

A Arte da Felicidade – Download – Dalai Lama – 

Monicavox

Recomendo….

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HARDWARE X SOFTWARE

Nos últimos anos, a maneira escolhida para tratar desse enigma tem sido o “funcionalismo” e a tendência a comparar o cérebro com um computador, sugerindo que a mente, ou consciência, pode ser igualada aos processos que acontecem dentro do computador. Somos aquilo que podemos fazer, e o que podemos fazer é definido pelo plano detalhado de nosso circuito. O modelo do computador ainda domina a maior parte das pesquisas sobre o cérebro, que por sua vez tingem com suas cores toda forma de nos percebermos. Muitas vezes falamos em ter de “alimentar o sistema” ou estarmos com os “fusíveis queimados”, estarmos “ligados” ou “desligados” e “programados para o sucesso ou para o fracasso”. Dizemos que nosso cérebro é o hardware e nossa mente o software. Toda a biologia moderna agora opera segundo “programas comportamentais” onde antes havia um senso de propósito, ou ao menos de direção. Pensamos em nós mesmos como a “máquina mental”. O cérebro é certamente o órgão controlador central do sistema nervoso e, como tal, suas funções físicas incluem comunicação, coordenação, computação, aprendizado e memória, todas elas funções que nossos melhores computadores também possuem em algum grau. Nesse nível, as analogias entre o funcionamento cerebral e o do computador são irresistíveis.

Existe indubitável semelhança entre o modo como são organizados os complexos ajuntamentos de neurônios do cérebro e o serpentear de fios que compõe o circuito elétrico de um computador, especialmente agora com a invenção dos computadores com processamento paralelo. Assim como as “células nervosas” de um computador, os 10 bilhões ou 100 bilhões de neurônios do cérebro são também um tipo de fiação elétrica com várias mensagens passando para dentro e para fora do cérebro através de impulsos eletromagnéticos que viajam pelas ligações entre os neurônios, as sinapses. O cérebro está sempre literalmente fervilhando com milhões de acontecimentos neurais altamente carregados, dentre os quais, sem dúvida, uma grande parte é responsável por nossas impressionantes habilidades de processar dados e computar.

Mas será que isso é o que entendemos por consciência? Será a computação — com toda sua diversidade e complexidade — tudo o que a mente verdadeiramente tem? Se assim for, ficamos tentados a imaginar por que os computadores não possuem mente. Sem dúvida, eles sabem fazer coisas muito sofisticadas. Conseguem analisar material genético, operar matemática complexa, ou jogar xadrez num nível razoável, embora vagarosamente. Mas até agora ninguém afirmaria que um sistema de computação eletrônico de qualquer tipo imaginável seja sequer remotamente consciente. Simplesmente não conseguimos sentir que eles são conscientes.

Faltam-lhes espontaneidade e criatividade, falta-lhes imaginação, eles não riem de piadas, não desfrutam de música e não sentem dor nem fazem nenhuma das outras coisas desse tipo que normalmente associamos com a vida consciente da mente humana. Como colocou um filósofo de Oxford: “Simplesmente não saberíamos interpretar a sugestão de que um IBM 100 esteja bravo ou deprimido ou passando por uma crise de adolescência”. Talvez seja possível conceber que inventemos programas sofisticados que darão aos computadores a aparência de tal comportamento consciente — como no caso um tanto fantasmagórico de Eliza ou Doctor, o programa concebido para estimular entrevistas psiquiátricas; Mas, como alertou o autor do Eliza, há mundos de diferença entre técnica ou simulação programadas e uma verdadeira espontaneidade e empatia. Pensar de outro modo seria uma forma de insanidade, embora muito freqüentemente em nossa cultura mecanizada a insanidade passe por normalidade. Se aceitarmos a equivalência entre o ser e o fazer dos funcionalistas não há modo claro de argumentar que algo que se comporta conscientemente não seja consciente.

Toda nossa forma de ver a consciência vem sendo tão tolhida pelo modelo mecânico que lhe foi imposto que perdemos de vista os fatos que ligam o desenvolvimento cerebral à consciência e ficamos cegos às características verdadeiras de nossa percepção consciente. Tornamo-nos insensíveis a nossa própria experiência e, no processo, a distorcemos. O perigo é o de que, se continuarmos a nos ver como máquinas, talvez nos tornemos máquinas — isto é, talvez venhamos a reduzir toda a riqueza de nossa vida consciente ao espectro muito mais estreito dos pensamentos e comportamentos que podem ser transpostos para programas. Este é um perigo que outros reconheceram e sobre o qual escreveram, mas se quisermos vencê-lo devemos encontrar uma forma radicalmente diferente de pensar sobre a ligação mente-cérebro, e através disso uma forma mais humana de nos percebermos.

No fim, isso só pode ser feito através de uma melhor compreensão de ambos: da fisiologia do cérebro e do fundamento físico da consciência. De fato, o cérebro humano é uma complexa matriz de sistemas sobrepostos e interligados, correspondentes às várias etapas da evolução, e o ser que dele brota é parecido com uma cidade construída ao longo das eras. Sua arqueologia inclui uma camada pré-histórica, uma camada medieval, uma camada renascentista ou elizabetana, uma camada vitoriana e alguns prédios modernos. Ela certamente não é apenas uma “cidade nova” ou uma “cidade de fronteira” construída toda de uma vez em vinte anos, como sugere o modelo do computador. 

Cada um de nós traz em seu próprio sistema nervoso toda a história da vida biológica no planeta, ou ao menos aquela pertencente ao reino animal. Na camada pré-histórica encontramos os animais unicelulares como ameba ou paramécio, que não possuem sistema nervoso. Toda sua coordenação sensorial e reflexos motores se dão numa única célula. Nossas células do sangue, os glóbulos brancos, ao recolher o lixo e consumir as bactérias, comportam-se no sangue de uma forma muito parecida com as amebas nos lagos. Animais pluricelulares simples, como a água-viva, não possuem sistema nervoso central, mas têm uma rede de fibras nervosas que permite a comunicação entre células para possibilitar ao animal reagir de forma coordenada. Em nosso corpo, as células nervosas do intestino formam uma rede que coordena o peristaltismo, as contrações musculares que empurram a comida. Com o passar do tempo, acrescenta-se camada sobre camada nessa “cidade” em evolução. A partir dos insetos, começa-se a encontrar uma ou mais massas de tecido nervoso que se encarregam de uma computação mais extensiva, e estas massas organizam-se cada vez mais próximas da extremidade da cabeça.

Nosso reflexo de contração, que nos faz levar a mão para longe de uma panela quente, envolve apenas o cordão espinhal e assemelha-se, tanto anatomicamente quanto no comportamento, ao encontrado nas minhocas. Com o advento dos mamíferos, desenvolve-se um telencéfalo — primeiro o telencéfalo primitivo dos mamíferos inferiores governado basicamente por instintos e emoção, e depois os hemisférios cerebrais com toda sua sofisticada capacidade de computação, aquelas “células cinzentas” que a maioria de nós identifica com a mente humana. No entanto, o estado de embriaguez, o uso de drogas como barbitúricos e outros tranqüilizantes ou mesmo uma lesão do telencéfalo superior resultam numa regressão a tipos de comportamento mais primitivos, mais espontâneos, menos calculistas, como os observados nos mamíferos inferiores.

Quase a totalidade da psiquiatria humana, o lado verdadeiramente médico do tratamento dos problemas que afetam a consciência, preocupa-se em regular o hipotálamo e o telencéfalo primitivo. Assim, apesar da crescente centralização e complexidade que aparecem à medida que o sistema nervoso evolui, as redes nervosas mais primitivas perduram, tanto no interior do cérebro em expansão como em todo o corpo. As fases mais recentes de nossa evolução suplantaram as fases anteriores, mas não as substituíram completamente. As experiências da ameba e da água-viva, da minhoca e da formiga estão todas plantadas em nossos tecidos nervosos, e como cada uma dessas criaturas partilhamos a capacidade de ser consciente.

CONEXÕES E PERCEPÇÕES

Conforme observou Whitehead, “a mente humana é consciente de sua herança corporal”. Portanto, o que quer que seja a consciência, não poderá ser idêntica às funções cerebrais superiores possibilitadas pelas conexões nervosas no córtex cerebral. Evidentemente a forma que a nossa consciência assume, o conteúdo de nossas percepções e pensamentos são influenciados por essas conexões, mas a capacidade de ser consciente em si, a consciência não estruturada, crua, deve ser mais elementar. Alguns animais, embora conscientes, não têm córtex,’outros somente um córtex muito primitivo. Alguns humanos que tiveram grandes regiões de seu córtex cerebral danificadas ou removidas cirúrgicamente podem apresentar perda de uma capacidade específica, como a fala, a visão ou o movimento, mas permanecem conscientes, da mesma forma como bebês recém-nascidos também são conscientes. 

A consciência em si, que inclui a capacidade geral de percepção e atividade propositada, deve surgir de algum mecanismo físico muito mais primitivo que o cérebro humano desenvolvido, de um mecanismo acessível a uma reles ameba. Assim, compreender de que forma isso pode acontecer — encontrar uma base para a consciência que explique a consciência de todas as criaturas vivas (e possivelmente das não vivas) — é de fundamental importância para a compreensão tanto do lugar quanto da razão de ser de uma consciência humana no esquema geral das coisas. Essas são as considerações com as quais, de um ponto de vista geral, se argumenta contra o modelo de cérebro calcado no computador, mas há também argumentos fenomenológicos.

Se examinarmos atentamente certas características básicas da consciência — ao menos na forma em que são experimentadas pelos seres humanos — fica evidente que uma capacidade com essas características não poderia, em princípio, advir de tal modelo.

Todos os modelos calcados no computador partilham de uma suposição subjacente de que o cérebro em si funciona segundo as mesmas leis e princípios de uma vasta máquina de computação — isto é, que suas diferentes partes (seus neurônios) cooperam de modo ordenado, mecânico, obedecendo a todas as leis determinadas da física clássica. Num modelo assim, um estado cerebral deriva necessariamente do outro. Temos somente um grupo de neurônios estáticos e previsíveis “olhando para” outros grupos e reagindo a eles, sem nenhum lugar no cérebro onde todos esses grupos separados se integram. Não há um “comitê central” de neurônios que supervisiona o processo como um todo, dando unidade ao funcionamento cerebral e permitindo-lhe fazer escolhas livres e espontâneas. 

Onde está então, em meio aos trilhões de conexões nervosas e eventos deterministas, a pessoa que experimentamos como sendo nós mesmos? O que explica o “eu” que experimenta fome, que decide comer uma maçã e sente prazer após fazê-lo? Como é que chegamos a ter “a experiência” de comer uma maçã em vez de umas tantas impressões desconexas produzidas por um milhão de impulsos sensoriais distintos?

O MAPA DE CARACTERÍSTICAS DISTINTAS

O problema foi ilustrado por um trabalho recente sobre a visão humana. Quando vemos uma maçã, sabemos imediatamente que é uma maçã, um pequeno objeto vermelho, redondo, em pé dentro de uma fruteira a um metro de distância, sobre a mesa. Há outras associações ligadas à maçã em nossa percepção consciente total: que ela irá satisfazer nossa fome, que ela faz bem à saúde, que a decisão de Eva quando comeu a maçã foi a desgraça da humanidade etc. Mas essas associações não fazem parte da percepção visual, que consiste em informações sobre o tamanho, forma, orientação, cor e localização da maçã — cada uma das quais é anotada separadamente pelo cérebro. O cérebro não vê “uma maçã”, mas antes o vermelho, o redondo, o pequeno etc.

A informação sobre cada uma das características está arquivada num lugar diferente, dentro de um “mapa de características distintas” e depois subseqüentemente num “plano geral de localização” . Uma vez composto o plano geral, a atenção focalizada assume o comando, olha para o plano geral e vê a maçã. A atenção faz uso desse plano geral selecionando simultaneamente, através de ligações com os diversos mapas de características, todas as características normalmente presentes numa determinada localidade . A informação integrada sobre as propriedades e relações estruturais em cada arquivo de objeto é comparada com descrições armazenadas numa “rede de reconhecimento”. A rede especifica os atributos decisivos de gatos, árvores, ovos mexidos, nossa avó e todos os demais objetos de percepção conhecidos.

A ATENÇÃO FOCALIZADA

Mas o que é esta atenção focalizada que promove a integração da informação vinda do plano geral da percepção? A unidade de nossa experiência consciente, o fio de atenção focalizada que reúne toda a miríade de impressões sensoriais, é um dado subjacente a todos os outros aspectos dessa experiência.

Como as notas de uma melodia ou as várias características da maçã ou cenas visuais mais amplas, os conteúdos de nossa consciência se mantêm coesos. Eles formam um todo, um “quadro”. Cada parte desse todo deriva dele o seu significado e reflete em seu próprio ser tanto o todo como suas outras partes constitutivas. O fá sustenido que eu ouço é um “fá sustenido do Adágio de Mozart”, não está isolado em minha percepção.

O arbusto que vejo da janela do meu escritório, suas folhas se agitam no horizonte,todas essas coisas estão presentes em mim ao mesmo tempo quando olho pela janela. Elas são, em sua inteireza, “minha visão da janela”. Sem esta inteireza, essa unidade, não poderia existir nenhuma experiência tal como a conhecemos, nada de maçãs, jardins, nenhum sentido do ser (identidade pessoal ou subjetividade) e, portanto, nenhuma vontade pessoal ou decisão (intenção) propositada — tudo isso são características conhecidas de nossa vida mental. 

A unidade é a característica mais essencial da consciência, tão básica ao que quer que chamemos consciência que a maioria de nós nem sequer se dá conta de que existe. E, no entanto, é procurando conhecer essa unidade que nos damos conta de quão profundamente misteriosa é a consciência e por que sua física nos vem confundindo até hoje. Não há unidade comparável a ela em nenhum sistema descrito pela física que conhecemos do cotidiano. Todo o corpus da física clássica e a tecnologia nela baseada (incluindo-se a dos computadores) dizem respeito apenas à separação entre as coisas, às partes que compõem as coisas e à maneira como elas se influenciam umas às outras dentro de sua separação, assim como os neurônios do cérebro agem uns sobre os outros através das sinapses.

Ainda que não houvesse outros bons motivos para rejeitar o modelo do computador para o cérebro, o argumento relacionado com a unidade da consciência por si já condenaria esse modelo. Como disse Descartes, quando se viu às voltas com o problema de como explicar a consciência em termos físicos, “há uma grande diferença entre a mente e o corpo, na medida em que o corpo é por sua própria natureza sempre divisível, enquanto a mente é totalmente indivisível”. Essa divisão aparentemente irreconhecível foi um dos argumentos que levou Descartes a seu dualismo.Filósofos mais modernos, embora ainda esperançosos de encontrar alguma maneira para explicar a consciência em termos físicos, chegaram à mesma conclusão quanto a todos os modelos físicos clássicos, até mesmo o calcado no computador.8 E, se a física do computador em princípio não consegue dar-nos uma física da consciência, não pode ser um modelo totalmente correto para demonstrar como o cérebro funciona e tampouco é, conseqüentemente, um reflexo muito acurado de nós mesmos e de como funcionamos como seres humanos. 

No lugar do modelo do computador, algumas pessoas, motivadas pelas deficiências desse exemplo, e divergindo de quase tudo o que sugere sobre a consciência e o ser, propuseram um tipo de modelo bem diferente para refletirmos sobre a consciência e o cérebro, um modelo que pretende partir do tema da unidade e explicá- la em termos físicos. É o modelo holográfico, ou o “paradigma holográfico”, como é por vezes grandiloqüentemente descrito. E è este novo conceito que veremos a seguir,aguardem…

Visão pessoal…

Numa psicologia quântica, não há pessoas isoladas. Existem indivíduos, que possuem identidade, significado , propósito, mas, como as partículas, cada um é uma breve manifestação de uma particularidade(Consciência). Essa particularidade está em correlação não-local com todas as outras particularidades e, em certo grau, entrelaçada a elas. Tudo o que cada um de nós faz afeta todos os demais, direta e físicamente. Sou guardiã de meu irmão porque meu irmão é parte de mim, assim como minha mão é parte de meu corpo. Se machuco minha mão, meu corpo inteiro sente a dor. Ao ferir minha consciência — ocupando-a com pensamentos maliciosos, egoístas ou maldosos — estou ferindo todo o “campo” não-localmente conectado da consciência. Cada um de nós, em virtude de nosso relacionamento integral com os outros, com a natureza e com o mundo dos valores, tem a capacidade de melhorar ou piorar o Todo. Portanto, cada um de nós carrega como resultado de nossa natureza quântica uma tremenda responsabilidade moral. Eu sou responsável pelo mundo porque, nas palavras de Krishnamurti, “eu sou o mundo”. Ou, na expressão de Jung: “Se as coisas vão mal no mundo, isso é porque algo vai mal com o indivíduo, porque algo vai mal comigo”. Portanto, se sou uma pessoa sensata, vou me endireitar primeiro. Apenas responsabilidade dá significado e valor a nossa existência. Mas em que medida podemos fazer face a ela? Se uma psicologia do compromisso e da responsabilidade quiser ter algum valor em si mesma, deverá levantar a questão da liberdade humana, a questão do grau em que qualquer um de nós é livre para se comprometer como quiser ou assumir a responsabilidade que é nossa por natureza. Portanto, uma psicologia quântica deve adotar alguma posição quanto à realidade e eficácia da escolha. 

Inspiração…

 

A consciência não está no cérebro

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SCIENCE OF CONSCIOUSNESS

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