UMA VEZ, HÁ MUITOS ANOS……

Há muitos anos, o mundo era bem diferente do nosso mundo de hoje em dia”, começou o nativo, guardião da sabedoria. Existiam menos pessoas, vivíamos mais perto da terra. As pessoas entendiam a linguagem da chuva, as colheitas e o Grande Criador. Sabiam até mesmo como falar com as estrelas e os povos do céu. Estavam cientes de que a vida é sagrada, e que ela vinha do casamento da Mãe Terra com o Pai Céu.

Princípio 1: O Campo Unificado é o receptáculo que contém o universo, a ponte que interliga tudo e o espelho que mostra todas as nossas criações.

Era uma época em que tudo estava em equilíbrio, as pessoas eram felizes.”Então alguma coisa aconteceu”, ele disse. “Ninguém realmente sabe o porquê, mas as pessoas começaram a se esquecer de quem eram. Ao se esquecerem, começaram a se sentir separadas — separadas da terra, separadas umas das outras e até mesmo de quem as havia criado. Ficaram perdidas, vagando pela vida, sem nenhuma direção ou destino. Nesse estado de segregação acreditavam que deviam lutar para sobreviver aqui neste mundo, para defender-se das mesmas forças que lhes concederam a vida, que tinham aprendido a viver com tanta harmonia e confiança. Logo passaram a se proteger enérgicamente do mundo em que viviam, em vez de viverem em paz com o mundo que estava dentro deles.

Nossa civilização, sem sombra de dúvida, focaliza mais o mundo em nossa volta do que o nosso mundo interior, com exceção de poucas culturas isoladas e de alguns remotos bolsões de tradições, ainda remanescentes. Gastamos centenas de milhões  todos os anos defendendo-nos de doenças e tentando controlar a natureza. Ao fazermos isso, com toda probabilidade ficamos ainda mais desgarrados de uma posição de equilíbrio com o mundo natural.

Ainda que nós tenhamos esquecido quem somos, íntimamente a dádiva de nossos ancestrais continua existindo;Voltando… Durante a noite, dormiam e sonhavam que ainda tinham o poder da cura corporal, de fazer chover quando necessário e de falar com os ancestrais. Sabiam que, de algum modo, poderiam encontrar, uma vez mais, seu antigo lugar no mundo natural. “Enquanto tentavam se lembrar de quem eram, começaram a construir coisas externas para se lembrarem das internas, para se recordarem quem realmente eram, íntimamente.

Com o passar do tempo chegaram até a construir máquinas de curar, fabricar produtos químicos para fertilizar seus plantios, e esticar fios para se comunicarem a longas distâncias. Quanto mais se distanciavam de seus poderes interiores, mais atravancadas sua vida ficava com as coisas que eles acreditavam que iam torná-los mais felizes.

Nossa civilização ficou impregnada de sentimentos de impotência quanto a nos prestar ajuda ou fazer um mundo melhor. Com bastante frequência sentimo-nos desamparados ao vermos pessoas queridas aprisionadas aos grilhões da dor ou na dependência dos vícios. Acreditamos não ter poder para minorar o sofrimento causado por doenças horríveis, que nenhum ser vivo deveria ser obrigado a enfrentar. Podemos esperar apenas pela paz que resgatará nossos entes queridos e os trará de volta dos campos de batalha estrangeiros. E também sentimo-nos insignificantes na presença de uma ameaça nuclear crescente, enquanto o mundo cerra fileiras dividindo-se nas várias crenças religiosas, hereditariedades e fronteiras. Aparentemente, quanto mais desgarrados ficamos de nossas relações naturais com a terra, com nosso corpo, uns dos outros e do Plenum Cósmico/ Deus, mais vazios nos tornamos. Tão vazios assim, empenhamo-nos na luta para preencher nosso vácuo íntimo com “coisas”.

A MUDANÇA DE FOCO

Além disso, quando evitar doenças passa a ser o principal foco de nossa vida em vez de como viver de maneira saudável, como evitar a guerra em lugar de como cooperar na paz, como criar novas armas e não como viver em um mundo onde os conflitos armados ficaram obsoletos, claramente fizemos a opção do caminho da sobrevivência e nada mais. Dessa maneira ninguém é verdadeiramente feliz — ninguém “vence”, realmente. Quando nos encontramos vivendo assim, a atitude óbvia a tomar, evidentemente, é procurar por outro caminho.Então,como a história termina?Ninguém sabe, porque a história ainda não terminou.

As pessoas que se perderam são nossos ancestrais, somos nós que estamos escrevendo o final dessa história;  A sabedoria convencional desta narração é a de que as ferramentas das civilizações passadas — independentemente da idade que tenham — eram de certa forma menos adiantadas do que as modernas tecnologias. Ainda que seja verdadeiro o fato de esses povos não contarem com os benefícios da ciência “moderna” naquela época para ajudá-los com seus problemas, talvez eles tivessem algo ainda melhor.

Nas discussões com historiadores e arqueólogos cujas vidas são baseadas na interpretação do passado, esse tópico geralmente acaba sendo a origem de emoções acaloradas. “Se eles eram tão adiantados, onde está a prova de tanta tecnologia?”, perguntam os especialistas. “Onde estão as torradeiras, os fornos de microondas e os aparelhos de DVD?”; È interessante depender tanto das coisas feitas pelos indivíduos ao se interpretar como uma dada civilização teria se desenvolvido. E o que dizer do raciocínio que está sob a superfície do que eles fizeram? Embora nunca tenhamos nos deparado com uma TV ou câmera digital nos registros arqueológicos do sudoeste americano a questão é, por quê?

Será que ao encontrarmos os restos de civilizações avançadas, como as do Egito, Peru ou do sudoeste do deserto americano, estaremos realmente nos deparando com remanescentes de uma tecnologia a tal ponto adiantada que dispensava o uso de torradeiras e DVDs?

Talvez tivessem superado a necessidade de viver em um mundo exterior desordenado e complexo. Talvez soubessem algo acerca deles mesmos que tenha lhes dado uma tecnologia interna para viver de modo diferente, uma sabedoria que já esquecemos. Tal sabedoria lhes trouxe tudo de que precisavam para sustentar e remediar suas vidas de uma maneira que estamos somente principiando a perceber. Se isso for verdade, talvez não seja necessário buscar nada além da natureza para compreendermos quem somos e qual é, verdadeiramente, nosso papel nesta vida. É igualmente possível que algumas das nossas mais profundas e fortalecedoras percepções já estejam confirmadas pelas descobertas misteriosas feitas no mundo dos quanta.

AS DESCOBERTAS DOS FÍSICO-QUÂNTICOS

Durante o último século, os físicos descobriram que a matéria do nosso corpo e o universo nem sempre segue a forma limpa e organizada das leis da física, consideradas sagradas durante, aproximadamente, trezentos anos. De fato, na menor de todas as escalas do mundo, as próprias partículas que nos constituem quebram as regras que dizem sermos separados uns dos outros e limitados em nossa existência. No nível das partículas, aparentemente tudo está interconectado e é infinito. Essas descobertas sugerem que existe algo no interior de cada um de nós que não é limitado pelo tempo, nem pelo espaço e nem mesmo pela morte. Essas descobertas concluíram que, aparentemente, vivemos em um universo “não-local”, onde tudo está sempre conectado. Dean Radin, cientista sênior do Institute of Noetic Sciences, foi pioneiro na exploração do que significa viver em tal mundo. Conforme sua explicação, a “não-localidade” significa que “existem maneiras de mostrar que coisas que parecem estar separadas, de fato não estão separadas”. Em o Em outras palavras, o “nós” que habita nosso íntimo, não se limita pela pele e pelos pêlos de nosso corpo.

Não importa como chamemos esse “algo” misterioso, nós todos o temos, e o nosso se mistura com o dos outros, como parte do Campo de Energia que banha todas as coisas. Acredita-se que esse Campo seja a rede quântica que conecta o universo, o infinitamente microscópico e o molde energético para tudo, desde a cura de nosso corpo ao fortalecimento da paz mundial. Para reconhecer nosso verdadeiro poder, precisamos compreender o que é esse Campo e como ele funciona. Se os antigos do Canyon do norte do Novo México,por exemplo — ou, para falar a verdade, de qualquer outro lugar do mundo — compreendiam como essa esquecida parte do nosso interior funciona, temos uma forte argumentação para honrar a sabedoria dos ancestrais e entronizá-la em um lugar adequado na nossa época.

SERÁ QUE ESTAMOS CONECTADOS? REALMENTE CONECTADOS?

A ciência moderna está a ponto de resolver um dos maiores mistérios de todos os tempos. Provávelmente não vamos ter notícias sobre isso pelos telejornais no horário nobre da televisão, nem vamos ver manchetes noticiando o fato nos principais jornais. Mas, apesar de tudo, aproximadamente setenta anos de pesquisas na área da ciência conhecida como a “nova física” está apontando para conclusões irrefutáveis.

Princípio 2: Todas as coisas do mundo estão ligadas a todas as outras coisas.

Quer dizer: realmente ligadas; Essa é a novidade que altera tudo e que abala, sem dúvida alguma, os alicerces da ciência como hoje a conhecemos. “Muito bem”, podemos dizer, “já ouvimos isso antes. O que torna essa conclusão tão diferente? O que realmente significa estar conectado?” Essas são ótimas perguntas e as respostas poderão surpreender-nos. A diferença entre as novas descobertas e o que acreditávamos anteriormente é que, no passado, simplesmente nos diziam que a conexão existia. Mediante frases técnicas como “sensível dependência das condições iniciais” (ou “efeito borboleta”) e por teorias sugerindo que o que é feito “aqui” tem um efeito “ali”, podíamos observar, de maneira superficial, a atuação da conexão em nossa vida. Os novos experimentos, entretanto, nos levam a um passo adiante. Além de provar que estamos ligados a tudo, as pesquisas agora demonstram que a conexão existe por nossa causa.

Nossa conectividade nos dá o poder de ajeitar as coisas para que nos favoreçam, no que diz respeito à transformação de nossa vida. Para absolutamente tudo, da busca pelo romance à cura dos nossos entes queridos e à satisfação de nossas mais profundas aspirações, somos uma parte integral do que experimentamos todos os dias. O fato de as descobertas mostrarem que podemos usar nossa conexão conscientemente abre as portas para nada menos do que a oportunidade de tirar partido do mesmo poder que movimenta todo o universo. Por meio da unidade que está no interior do seu corpo, do meu e do corpo de todos os seres humanos do planeta, temos uma comunicação direta com a mesma força que cria tudo, dos átomos às estrelas e ao DNA da vida;

No entanto, existe uma pequena armadilha: nosso poder para fazer isso está adormecido até que o despertemos. O segredo para acordar esse impressionante poder é fazer uma pequena mudança no modo como estamos habituados a ver o mundo e  com uma ligeira mudança de percepção podemos usufruir a mais poderosa força do universo para lidar com as situações aparentemente mais impossíveis de serem resolvidas. Isso acontece quando nos permitimos perceber de outro modo nosso papel no mundo. Como o universo parece realmente ser um lugar muito grande — quase vasto demais para que a gente pelo menos consiga conceber seu tamanho —, podemos começar por nos ver de outro modo no dia-a-dia. A “pequena mudança” de que precisamos consiste em começar a nos ver como parte do mundo, não como se estivéssemos separados dele. A maneira de nos convencermos de que realmente somos um com tudo o que vemos e experimentamos é compreender como estamos unidos e o que tal conexão significa.

Princípio 3: Para usufruirmos da força do universo propriamente dito, precisamos nos ver como parte do mundo, não como se estivéssemos separados dele.

Pela conexão que une tudo, a “coisa” da qual o universo é feito (ondas e partículas de energia) aparentemente quebra as leis do tempo e do espaço da maneira como estamos habituados a interpretá-las. Ainda que os detalhes pareçam mais algo ligado ã ficção científica, eles são bem reais. As partículas de luz (fótons), por exemplo, já foram observadas como capazes de dupla localização — isto é, de se situarem, precisamente no mesmo instante, em dois locais diferentes separados por muitos quilômetros. Do DNA de nosso corpo aos átomos de todo o restante, as coisas na natureza parecem compartilhar informações com mais rapidez do que foi previsto por Albert Einstein para o deslocamento de qualquer coisa — mais rapidamente do que a velocidade da luz. Em alguns experimentos, os dados chegam aos respectivos destinos até mesmo antes de deixarem seus locais de origem; Históricamente acreditava-se que tais fenômenos fossem impossíveis, mas, aparentemente, eles não apenas são possíveis, como também podem nos mostrar algo mais do que simplesmente as interessantes anomalias de pequenas unidades da matéria. A liberdade de movimento que as partículas quânticas demonstram pode revelar como o restante do universo funciona quando olhamos além dos conhecimentos da física.

Conquanto esses resultados possam ser parecidos com algum enredo futurístico de um episódio de Jornada nas Estrelas, eles estão sendo observados agora, sob o escrutínio dos cientistas de hoje em dia. Individualmente, os experimentos que produzem tais efeitos são certamente fascinantes e merecem uma investigação mais detalhada. Considerados em conjunto, entretanto, eles também sugerem que nós podemos não estar tão limitados pelas leis da física quanto imaginávamos. Talvez as coisas sejam capazes de viajar mais rápidamente do que a velocidade da luz e talvez elas possam estar em dois lugares ao mesmo tempo. E se as coisas têm essa capacidade, será que nós também temos? Essas são precisamente as possibilidades que entusiasmam os inovadores de hoje e que mexem com nossa imaginação. É a associação da imaginação — a idéia de que alguma coisa possa ser como imaginamos — com a emoção que dá vida a uma possibilidade de que ela se transforme em realidade. A manifestação se inicia com o desejo de abrir espaço em nossas crenças para alguma coisa que por hipótese não existe. Criamos essa “alguma coisa” pela força da consciência e da percepção.

O poeta William Blake reconhecia que o poder da imaginação era a essência da nossa existência, mais do que algo que simplesmente experimentávamos de vez em quando, durante nossos períodos de folga. “O homem é todo imaginação”, ele dizia e explicava: “O corpo eterno do homem é a imaginação, isto é, o próprio Deus” O filósofo e poeta John Mackenzie explicava mais ainda nosso relacionamento com a imaginação, e sugeria que “a distinção entre o que é real e o que é imaginário não é algo que possa ser mantido detalhadamente (…) todas as coisas são (…) imaginárias”  .

Nessas duas descrições, os eventos concretos da vida devem primeiramente ser antevistos como possibilidades, antes de se transformarem em realidade. Entretanto, para que as ideias do imaginário de um momento no tempo se transformem na realidade de outro momento, deve existir algo que interligue ambos. De alguma maneira deve existir no tecido do universo a conexão entre fantasias passadas e realidades presentes e futuras.

Einstein acreditava firmemente que o passado e o futuro estavam íntimamente entrelaçados com coisas de uma quarta dimensão, e que formavam uma realidade que ele chamou de espaço-tempo. “A distinção entre o passado, o presente e o futuro”, ele dizia, “não passa de uma ilusão persistentemente obstinada”  . Dessa maneira, por meios que nós apenas começamos a compreender, concluímos estar conectados não somente com tudo aquilo que vemos em nossa vida hoje, mas também com tudo o que já existiu, bem como com coisas que nem aconteceram ainda. E o que estamos experimentando agora é o resultado dos eventos que ocorreram (pelo menos parcialmente) no âmbito do universo visível.

As implicações desses relacionamentos são imensas. Em um mundo onde um campo inteligente de energia conecta tudo, desde a paz mundial até as curas pessoais, o que pode ter parecido mera fantasia e milagres antigamente, de repente se transforma em um acontecimento possível de suceder em nossa vida. Com essas conexões em mente devemos começar a pensar em um modo de nos relacionarmos com a vida, com nossa família e até mesmo com nossos relacionamentos casuais de uma nova e poderosa perspectiva. Bom ou mau, certo ou errado, tudo, desde as mais leves e belas experiências da vida, até as ocasiões do mais horrível sofrimento humano, nada poderá mais ser considerado como obra do acaso.

Claramente o princípio para a cura, a paz, a abundância e a criação de experiências, carreiras e relacionamentos que nos trazem alegria é a compreensão da profundidade da ligação que temos com toda nossa realidade.

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BUSCANDO O CAMPO NO PONTO ZERO

Se um campo inteligente de energia realmente desempenha um papel tão importante na maneira como o universo funciona, por que então, só agora, vieram nos dar a notícia? Acabamos de emergir do século XX, época em que os historiadores podem certamente considerar como o mais notável período da história. Não foi preciso mais do que uma única geração para que aprendêssemos como acionar o poder do átomo, armazenar uma livraria do tamanho de um quarteirão urbano dentro de um chip de computador e ler e manipular o DNA da vida. Como poderíamos ter logrado tantas maravilhas científicas e ainda assim termos deixado passar a descoberta mais importante de todas, a compreensão única que nos possibilita chegar à própria aptidão para criar?

A resposta a essa pergunta é surpreendente. Em um passado não muito distante, os cientistas tentaram resolver o mistério da existência ou não de uma ligação nossa a um campo de energia inteligente, mediante a demonstração cabal da própria existência ou não de tal campo. Ainda que a idéia da investigação fosse boa, cem anos depois ainda estamos nos recuperando da forma pela qual esse famoso experimento foi interpretado.

Como resultado disso, durante a maior parte do século XX, se algum cientista ousasse mencionar a existência de um campo unificado de energia interligando todas as coisas de um espaço que estaria vazio sem o tal campo, certamente seria alvo de chacota na sala de aula e arriscaria sua posição acadêmica na universidade. Com raras exceções, essa não era uma concepção aceita, nem mesmo tolerada, em discussões científicas sérias. Entretanto, nem sempre as coisas foram assim. Ainda que continue sendo um mistério essa conectividade no universo, têm ocorrido inúmeras tentativas de batizar tal fenômeno, de dar-lhe um nome como uma maneira de reconhecer sua existência. Nos sutras budistas, por exemplo, o reino do grande deus Indra é descrito como o lugar onde se origina toda a rede que interliga a totalidade do universo.

“Muito distante, na morada celestial do grande deus Indra, existe um ninho maravilhoso feito por um ardiloso artesão de tal modo que ele se estende em todas as direções” . Na história do surgimento da tribo Hopi diz-se que o ciclo atual do globo terrestre começou há muito tempo, quando a Aranha Avó emergiu no vazio do mundo. A primeira coisa que ela fez foi girar a rede que interliga todas as coisas e, por meio dela, criar o lugar onde seus filhos pudessem viver. Os que acreditavam, desde os tempos dos antigos gregos, no campo universal de energia interligando todas as coisas davam-lhe o nome de éter. O éter era considerado como a própria essência do espaço na mitologia grega, era descrito como “o ar respirado pelos deuses”.

Tanto Pitágoras como Aristóteles o identificavam como sendo o misterioso quinto elemento da criação, aquele que se seguia aos quatro primeiros tão conhecidos: fogo, ar, água e terra. Posteriormente, os alquimistas continuaram a usar as palavras dos gregos para descrever nosso mundo — uma terminologia que persistiu até o nascer da ciência moderna.

Contradizendo a visão tradicional da maioria dos cientistas de hoje em dia, algumas das maiores mentes da história não somente acreditavam na existência do éter, como levaram tal crença a um patamar superior. Diziam que era necessário que o éter existisse para que as leis da física funcionassem como funcionam. Sir Isaac Newton, o “pai” da moderna ciência, durante os anos de 1600 usou a palavra éter para descrever a substância invisível que permeava todo o universo, e que ele acreditava ser a responsável pela força da gravidade e pelas sensações experimentadas pelo corpo humano.

Ele a imaginava como um espírito vivo, ainda que reconhecesse a falta de um equipamento adequado para validar sua crença nos tempos que vivia. Foi somente no século XIX que James Clerk Maxwell, autor da teoria eletromagnética, veio a oferecer formalmente uma descrição científica do éter que interliga todas as coisas. Ele o descreveu como uma “substância material de espécie mais sutil que os corpos visíveis e que se supunha existir em regiões do espaço aparentemente vazias” . Muito recentemente, já no século XX, algumas das mentes científicas mais respeitadas ainda faziam uso da terminologia antiga para descrever a essência que preenche o espaço vazio. 

Imaginavam o éter como uma substância real e com uma consistência que o situava entre a matéria física e a energia pura. Era através do éter, raciocinavam os cientistas, que a luz se movia de um ponto ao outro, navegando no que, se não fosse por ele, pareceria tratar-se de um espaço vazio. “Não posso senão pensar no éter, possível base de um campo eletromagnético com energia e vibrações, como provido de um certo grau de consistência, por mais diferente que possa ser de toda a matéria comum”, afirmou em 1906 o físico ganhador do prêmio Nobel Hendrik Lorentz .

As equações de Lorentz foram as que deram a Einstein o instrumental para desenvolver sua revolucionária teoria da relatividade. Ainda que suas teorias parecessem prescindir do éter no universo, o próprio Einstein acreditava que alguma coisa seria descoberta para explicar como o vazio do espaço era ocupado, e afirmava: “O espaço sem o éter é inimaginável.” De uma forma semelhante ao modo de pensar de Lorentz e dos antigos gregos, que acreditavam ser essa substância o meio através do qual as ondas se deslocavam, Einstein afirmava que o éter era necessário para que as leis da física pudessem existir: “No espaço [sem o éter] não apenas seria impossível a propagação da luz, mas também não seria possível existir padrões para o espaço e o tempo”  . Embora por um lado parecesse que Einstein concordava com a possibilidade do éter, por outro lado ele advertia que o éter deveria ser considerado como energia no seu sentido mais usual.

“O éter não pode ser imaginado como provido das qualidades características de um meio ponderável, como se consistisse de partes [‘partículas’] que pudessem ser acompanhadas ao longo do tempo.” 

Assim, ele descrevia como conseguia manter a compatibilidade entre a existência do éter — mesmo levando em conta sua natureza não-convencional — e suas teorias. Ainda hoje,no meio cético científico, a simples menção de campo de éter provoca debates acalorados sobre sua possível não existência; mas sabemos que é algo que tem de ser mais compreendido que provado.E isso, só o tempo dirá em que velocidade será completamente admitido e incorporado á mente da raça humana evoluída.

Visão pessoal…

A ciência moderna aperfeiçoou nossa compreensão da matriz de Planck, descreveu-a como uma forma de energia que se encontra em toda parte, sempre presente desde que o tempo começou a ser marcado, no momento do Big Bang. A existência desse campo implica em três princípios que têm tido efeito direto sobre o modo em que vivemos, sobre tudo o que fazemos e, até mesmo, sobre como nos sentimos em cada dia de nossa vida. Sem dúvida alguma, tais idéias contradizem muitas crenças bem estabelecidas, tanto científicas como espirituais. Ao mesmo tempo, entretanto, precisamente por causa desses princípios, abre-se a porta para o fortalecimento e a afirmação de um modo de ver o mundo e viver nossa vida, como ponderado a seguir:

1. O primeiro princípio sugere que, pelo fato de todas as coisas existirem dentro do Campo, todas as coisas encontram-se conectadas. Assim sendo, o que fazemos em uma parte de nossa vida deve ter efeito e certamente influi em outras partes.

2. O segundo princípio propõe que o Campo seja holográfico — querendo dizer que qualquer parte do campo contém tudo o que existe no Campo. Como se acredita que a consciência própriamente dita seja holográfica, isso quer dizer, por exemplo, que ao fazermos uma oração no nosso quarto, ela já existe em nossos entes queridos e no lugar para onde é intencionada. Em outras palavras, não é necessário enviar nossas preces para lugar algum, porque ela já existe em todos os lugares.

3. O terceiro princípio indica que o passado, o presente e o futuro encontram-se intimamente ligados. O Campo aparenta ser o recipiente que contém o tempo, que fornece a continuidade entre as escolhas de nosso presente e as experiências de nosso futuro. Independentemente de como a chamemos ou de como a religião possa defini-la, é claro que existe alguma coisa — alguma força, um campo, uma presença — constituindo a grande “rede” que nos liga uns aos outros, que nos une ao nosso mundo e a um poder maior.

Se pudermos verdadeiramente apreender o que os três princípios nos contam sobre nossos relacionamentos uns com os outros, com o universo e com nós mesmos, os acontecimentos de nossa vida assumirão um significado inteiramente novo. Tornamo-nos participantes, não mais vítimas das forças que não podemos ver nem compreender. Estar nessa posição é estar no exato local onde começamos a nos fortalecer.Cada vez mais pesquisas têm indicado que somos mais do que simples retardatários cósmicos passando por um universo cuja construção terminou há muito tempo. Evidências experimentais permitem O concluir que, na realidade, criamos o universo ao longo da vida, somando nossa contribuição ao que já existe! Em outras palavras, parece que somos a própria energia da qual o cosmos é formado, bem como os seres que experimentam a própria criação. Isso porque somos consciência, e a consciência aparentemente é feita da mesma “coisa” da qual o universo é formado. Essa é a verdadeira essência da teoria quântica, fonte de tantas preocupações para Einstein. Até o fim da vida, Einstein acreditou firmemente que o universo existia independentemente de nós. Respondendo às analogias sobre como afetamos o mundo e ao comentar os experimentos que demonstram que a matéria muda de comportamento quando a observamos,, ele simplesmente declarou: “Gosto de pensar que a Lua está lá no céu, mesmo quando não a estou vendo” …..

Inspiração…

O Campo – Lynne McTaggart.pdf

Um Sonho de Einstein – USP

A Teoria de Cordas e a Unificação das Forças da Natureza

A Matriz Divina – Gregg Braden.pdf

Monicavox

Recomendo…

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Nutrição Evolutiva;Voce tem fome de quê…..?

Resultado de imagem para imagens sobre DR GABRIEL COUSENS“O alimento é uma força dinâmica que interage com os seres humanos nos níveis corpóreo e físico, mental e emocional e ainda nos energéticos e espirituais”, explica o Dr. Gabriel Cousens

Você tem fome de quê? A pergunta se refere aos alimentos eleitos para aplacar a urgência do estômago, mas sobretudo aos ingredientes que guarnecem a mente e a alma. Sim, existe uma íntima relação entre alimentação e espiritualidade. Nas últimas três décadas, o assunto tem ocupado o médico americano Dr. Gabriel Cousens, especializado em homeopatia e medicina ayurvédica. “O que comemos afeta a qualidade do funcionamento da mente. Nesse sentido, nossas escolhas alimentares refletem o estado de harmonia de cada uma com o mundo e com o Divino”, ele afirma.

Se hoje o simples fato de atendermos a uma necessidade vital é capaz de gerar angústia para muita gente é porque há tempos tornamos esse gesto algo mecânico e superficial. “Com tantas novas descobertas na ciência da nutrição, perdemos a ligação instintiva com a qualidade da comida e com a Mãe Terra”, ele lamenta, e esclarece: “O alimento é uma força dinâmica que interage com os seres humanos nos níveis corpóreo e físico, mental e emocional e ainda nos energéticos e espirituais”.

Cousens defende a alimentação como uma alavanca para o despertar da consciência, primeiro passo da longa jornada de evolução empreendida por cada ser, para alento do planeta: “Quando nos alimentamos de forma harmônica e saudável, nossa habilidade para sintonizar e comungar com o sagrado é estimulada”.

Trânsito energético

Alimentos são fontes de energia e esse combustível que nos move está em circulação no universo e também no nosso organismo. Esse trânsito, contudo, pode fluir naturalmente ou virar um imenso congestionamento. Tudo vai depender das condições da estrada: se entupida de toxinas ou livre delas. Os detritos presentes nos agrotóxicos, nos produtos industrializados, encharcados de conservantes e corantes, bem como nos hormônios e antibióticos encontrados nas carnes, são capazes de interromper o fluxo natural de energia. Portanto, devemos reduzir sua ingestão, dando preferência aos alimentos crus e orgânicos para que ela volte a circular livremente.

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Para Cousens, alimentar-se é muito mais do que ingerir porções equilibradas de proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais, o que também é muito importante, claro. “Cada substância vegetal ou animal irradia de seu campo energético uma vibração sutil especial, específica da espécie”, ele afirma. Logo, quando o alimento é integral, orgânico e vivo (raízes não cozidas, folhas, frutas, castanhas e sementes, os quais apresentam as mais elevadas concentrações de nutrientes), agrega as características necessárias que garantem o bom funcionamento de nossas engrenagens orgânicas e energéticas sutis. “Quando nos nutrimos com alimentos vivos, temos a alimentação mais potente disponível no planeta para a manutenção da saúde e do bem-estar, e para ativar o espírito”, declara.

Já os alimentos ricos em toxinas, como as carnes vermelhas, principalmente, e os industrializados diminuem a concentração de prana (força vital) no organismo, o que, consequentemente, leva à degeneração dos comandos emitidos pelo DNA. Daí por diante, o corpo se torna vulnerável ao aparecimento de toda sorte de doenças.

A água também tem papel fundamental no processo de limpeza do corpo, tanto do ponto de vista orgânico quanto energético. Esse solvente universal participa ativamente da eliminação das toxinas presentes nas células, como também varre as impurezas dos campos sutis. Por isso, além de beber água pura, é importante ingerir alimentos ricos em líquidos. “As frutas e os vegetais cheios de água, por causa da elevada condutividade, estimulam a atividade energética sutil”, esclarece.

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Conheça quatro fundamentos da vida espiritual preconizados por Cousens

1. Nutrição: deve ser vista como algo sagrado, vegana (sem carne, laticínios e ovos), orgânica, viva, com pouco açúcar, individualizada e com ingestão moderada de alimento. Recomenda-se também o jejum espiritual de tempos em tempos. Segundo o autor, abster-se do que é tóxico é outra força poderosa na nutrição espiritual. Nessas situações, ocorre uma limpeza dos nadis e, dessa maneira, a energia passa a circular com mais eficiência.

2. Construção do prana (força vital): ocorre por meio de asanas (posturas) de ioga, pranayamas (exercícios de respiração), tai chi, reiki e outras práticas energéticas, além das danças sagradas.

3. Serviço e caridade: por meio do serviço e da caridade, somos capazes de encarar nosso apego às coisas, assim como de sentir nossa ligação com toda a humanidade. Isso ajuda a expandir a consciência por meio da experiência direta.

4. Silêncio: acessado durante a meditação, as orações e a repetição de mantras e cânticos. A fonte de toda a sabedoria espiritual emana do silêncio divino.

Resultado de imagem para imagens sobre DR GABRIEL COUSENSQUEM É O DR GABRIEL COUSENS?

Gabriel Cousens (nascido Kenneth Gabriel Cousens, 1943) é um médico americano, médico homeopata e escritor espiritual que pratica a medicina holística . Cousens defende a terapia de alimentos vivos , um regime nutricional  que ele diz que pode curar diabetes , [1] a depressão [2] [3] e outras doenças degenerativas crônicas . Ele é o fundador da “Ordem dos Essênios da Luz”, uma ramificação de uma religião New Age com base em interpretações modernas dos essênios , uma seita judaica antiga, os ensinamentos da judaica Cabala e a Torá , e crenças hindus. Ordem dos Essênios da Luz é ensinado por Cousens em “Tree of Life Foundation”, uma organização dirigida por Cousens e com sede na sua “Tree of Life Rejuvenation Center” em Patagonia, Arizona . [4] [5] Cousens tem escrito livros e viajado internacionalmente para promover suas idéias sobre alimentos e suas crenças espirituais. [6]

Início da vida e da educação

Cousens cresceu em Highland Park, Illinois . [7] Quando ele tinha nove anos ele teve visões de “antigos mantos brancos”, a quem ele mais tarde identificou como membros da Fraternidade Branca, que foram os Elders essênios ou Ordem de Melquisedeque . [4] [8] Ele se formou em Amherst College , em 1965, com um bacharelado em biologia, onde ele era um atacante de futebol (guarda). O time estava invicto em 1964, e naquele ano ele recebeu um National Football Foundation Scholar Award-Atleta Nacional. [9] Ele ganhou seu grau médico da Faculdade de Medicina de Columbia em 1969, e completou sua residência em psiquiatria em 1973. [7] [10]
Descrevendo a sua dieta antes, ele disse que “devorava hambúrgueres e batatas fritas” na faculdade. [11] Ele nunca conheceu um vegetariano , até que quando tinha 27 anos,  ele mudou para a dieta vegana  três anos depois. [7] Depois de adotar a dieta, ele começou a ensinar meditação e estudar o Caminho dos Essênios, com foco na Cabala, yoga e kundalini . Em 1974, ele foi para a Índia estudar com Swami Muktananda , acabando por ficar por sete anos.
Depois de experimentar a Kundalini despertar em 1975, Cousens procurou a dieta ideal para apoiar a sua experiência espiritual e consolidar o crescimento espiritual, concluindo que uma dieta live-food iria fazê-lo. Ele voltou para os Estados Unidos em 1981 e voltou para o estudo do Caminho dos Essênios.;tornando-se ordenado em 1988, ele também se tornou um mestre em Reiki. [4] Entre os consumidores e simpatizantes de medicina alternativa , Cousens adquiriu uma reputação como um perito em espiritualidade , [12] em jejum, [13] e nutrição com alimentos crus, tanto nos Estados Unidos [14] [15] e no exterior. [16] [17]
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Cousens fundou a Ordem dos Essênios da Luz em 1992, [4] e no ano seguinte, ele estabeleceu a  Fundação Árvore da Vida ,como uma organização  isenta de impostos federais que operam a partir do Centro de Rejuvenescimento Tree of Life em Patagonia, Arizona . [5] [ 18] As modalidades de cura oferecidas no centro incluem jejum e desintoxicação, nutrição, educação com alimentos crus, uma abordagem natural para o tratamento de diabetes chamado programa de alimentação consciente [7][19] . Cousens é um  rabino ordenado[20] e oferece oficinas sobre Judaísmo espiritual. [21] Seu mais recente livro, a Torá como um guia para a iluminação, publicado pela North Atlantic Books, é um comentário sobre a Torá de uma perspectiva  cabalista. Cousens fundou uma organização sem fins lucrativos chamada Ordem dos Essênios da Luz que ensina o”moderno essênio estilo de vida “. [22] [23] Ele descreveu a sua filosofia em seu livro Criando paz por ser a paz. [24]

Resultado de imagem para imagens sobre DR GABRIEL COUSENSTree of Life Foundation e do Centro de Rejuvenescimento

Cousens defende uma dieta de alimentos crus com base nutricional para bebês e crianças. [25] Ele instituiu um estudo da história médica de bebês e crianças e  é um dos defensores da educação em alimentos crus.  [26] Robert Kemp, professor de pediatria na SUNY Downstate Medical Center , em Brooklyn, critica e chama de dieta de um “precursor de atraso de desenvolvimento e um déficit de aprendizagem ao longo da vida”, dizendo que as crianças ficam propensas a sofrer de deficiência de ferro e desnutrição protéica se alimentados com a dieta . Joel Fuhrman , especialista em nutrição e autor que defende o consumo de alimentos mais crus,mas diz que uma dieta totalmente crua pode levar a deficiências de vitaminas e calóricas em crianças. Um estudo de 2005 na revista Archives of Internal Medicine não encontrou grandes deficiências na saúde óssea de adultos em dietas cruas.Enquanto o grupo de alimentos crus apresentaram pesos inferiores e massa óssea, que tinham níveis normais de vitamina D. [26]

Um documentário de 2009, Simplesmente Raw ,mostra  seis pessoas com diabetes que passam por um programa de trinta dias no Centro de Rejuvenescimento Tree of Life na tentativa de curar sua doença com uma dieta de alimentos crus e sem drogas. [31
OBRAS
  • Tachyon energia: um novo paradigma na cura holística, com David Wagner. North Atlantic Books , 1999 OCLC 45162219
  • Alimentação consciente . Livros do Atlântico Norte, 2000 OCLC 40311543
  • Depressão-livre para a vida:. Um plano totalmente natural, de cinco etapas para recuperar o seu entusiasmo pela vida, com Mark Mayell William Morrow & Co. , 2000 OCLC 46801470
  • Verde cozinha ao vivo-food do arco-íris. Livros do Atlântico Norte, 2003 OCLC 52377528
  • Nutrição espiritual: seis bases para a vida espiritual eo despertar da kundalini. Livros do Atlântico Norte, 2005.
  • Existe uma cura para o diabetes: a Árvore da Vida de 21 dias programa +, com David Rainoshek. Livros do Atlântico Norte, 2008 OCLC 173480482
  • Criação de paz por ser a paz: o sétuplo caminho essênio. Livros do Atlântico Norte, 2008 OCLC 192109603
  • Torah como um guia para a iluminação. Livros do Atlântico Norte, 2011 OCLC 687655506

Resultado de imagem para imagens sobre gabriel cousensVisão pessoal…

Este livro,Nutrição Evolutiva,que foi escrito pelo Dr. Gabriel Cousens ,é notável, especialmente a parte científica do livro. A primeira parte do livro é sobre a jornada espiritual do autor ,pois é baseada em crenças pessoais e descrita nas edições antigas do livro (Nutrição Espiritual); é fenomenal e pode mudar uma vida inteira.Gabriel Cousens acredita que a comida é capaz de alimentar também a alma e que a dieta de uma pessoa exerce algum impacto em sua espiritualidade. Neste livro, ele ensina os leitores a desenvolver programas alimentares adequados a uma prática espiritual. A partir de seus estudos da filosofia oriental e de sua experiência na clínica médica, procura esclarecer questões como alimentos crus versus alimentos cozidos, ingestão proteica; jejum e assimilação de nutrientes; equilíbrio alcalino-ácido; comportamento alimentar; nutrientes, energia e composição molecular. Entre os instrumentos para o desenvolvimento físico e espiritual, o Dr Cousens estabelece uma relação entre as cores dos alimentos e o sistema de chacras, a partir da qual criou a ‘dieta do arco-íris’, descrita nas páginas deste livro. E também recomenda a prática da meditação, da camaradagem e do amor para que se complete a verdadeira nutrição espiritual……

Inspiração…….

Nutrição Evolutiva (pdf) | por Gabriel Cousens |

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Nutrição Espiritual E A Dieta Do Arco-Íris PDF Dr. Gabriel Cousens

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Luz no corpo humano…..?

Resultado de imagem para imagens de luz no corpo humanoOs canais energéticos que as culturas orientais conhecem há milênios e que descobriram de forma empírica, por revelações, sabe-se lá como (de forma surpreendente para os racionais ocidentais) existem na realidade científica racional a qual estamos acostumados; O que não passa por essa racionalidade e essa ciência não existe oficialmente. Pois bem, os chakras, os canais energéticos, os meridianos, a pura energia e o reiki, inclusive a conexão entre humanos, já existem para a ciência.

Em resumo: foi descoberto que a água dentro do organismo cristaliza em forma de cristal líquido (como as telas dos computadores), uma forma de cristalização que permite conservar as propriedades dos cristais óticos (sua capacidade de armazenar informação e vibrar a determinadas frequências) e dos líquidos (sua capacidade de fluir) ao mesmo tempo. Isto significa: ela é capaz de guardar memória.

Resultado de imagem para imagens de masaru emotoLembram-se das fotos dos cristais de água do Dr. Masaru Emoto?

Dito isto, não podemos esquecer que 75% de nosso corpo é água (para um bebê este percentual é de 95%), daí a importância desta descoberta.

A água conduziria os biofótons (informação eletromagnética) – o CHI, o Ki, o prana -, a velocidades inimagináveis através de nosso corpo. Céus! Por nossas veias (eletromagnéticas) circula luz

Além disso foi descoberta uma rede ferroso-férrica de moléculas (de ferro) que graças às diferenças de potencial (geradas porque se oxidam e reduzem constantemente estas partículas) produzem energias eletromagnéticas que circulam por todo o nosso corpo, nutrindo-o e protegendo as reações bioquímicas (amplamente conhecidas por nossos cientistas) que sustentam nossa saúde. Casualmente estas redes são mais densas justamente em um local que coincide com um canal central diante da coluna, e possuem sete bolas de macromoléculas coincidindo com os lugares descritos como chakras, protegendo as glândulas mais importantes do organismo, onde se desenvolvem as reações bioquímicas essenciais para a vida.

Resultado de imagem para imagens de luz no corpo humanoO cristal líquido ficaria dentro das células e seria influenciado pelo campo magnético descrito, emitiria energia de determinados e diferentes comprimentos de onda para seu exterior, o que constituiria a aura, e captaria, como uma grande antena parabólica, informação externa.

Nossas moléculas de cristal líquido estariam fixadas dentro da rede ferroso-férrica, e serviriam como lugar de armazenagem de informação. A cientista que fez tão estupenda descoberta diz admitir que o ser humano seja formado por um corpo magnético, outro bioquímico e outro mental. Se o corpo magnético se desorienta ou danifica, deixa de proteger a estrutura bioquímica e a enfermidade surge. Se trabalhamos energéticamente sobre nosso organismo, reparamos a estrutura magnética e, conseqüentemente, a estrutura bioquímica também se recupera e, por extensão, a saúde.. Constantemente, através dos chakras, nosso corpo se nutre da energia que nos rodeia para poder funcionar bioquimicamente de forma correta.

A reflexão seguinte é lógica ; Se nosso corpo é luz e por ele circula luz, o mais lógico é que a luz do sol tenha um efeito de bateria de recarga sobre o mesmo. Nosso corpo, por deficiências de alimentação e por costumes nocivos, perderia em alguns casos essa capacidade de distribuir luz harmoniosamente através de suas células, ocasionando problemas de saúde e estados de estresse.

Imagem relacionadaA ação da luz solar teria o objetivo de regenerar e, posteriormente, recarregar todo esse circuito, para então recompô-lo, elevando sua vibração e desenvolvendo as partes ainda não acessadas de nosso cérebro (deixamos de utilizar cerca de 80%). Aí então poderemos estabelecer a reconexão com nosso mundo espiritual.

Resultado de imagem para imagens de luz no corpo humanoOs olhos físicos e mentais emitem luz

O próprio olho, que é continuamente exposto aos fótons poderosos que passam por vários tecidos oculares, emitem emissões espontâneas e visíveis de fótons induzidas pela luz. Existe ainda a hipótese de que a luz visível induza a bioluminescência adiada dentro do tecido ocular, fornecendo uma explicação para a origem da pós-imagem negativa.

Estas emissões de luz também têm sido associadas com o metabolismo energético cerebral e estresse oxidativo no cérebro de mamíferos. A hipótese de Bókkon sugere que os fótons liberados a partir de processos químicos dentro do cérebro produzem imagens biofísicas durante a imaginação, e um estudo recente descobriu que quando os indivíduos imaginaram luz ativamente em um ambiente muito escuro sua intenção produziu aumentos significativos nas emissões de fótons ultrafracos. Trata-se de uma visão emergente de que biofótons não são únicamente subprodutos do metabolismo celular, mas sim, dependendo da intensidade o biofóton pode ser consideravelmente mais elevado no interior das células do que fora, é possível para a mente acessar este gradiente de energia para criar imagens biofísicas intrínsecas durante a percepção visual e imagens mentais.

Resultado de imagem para imagens de luz no corpo humanoNossas células e DNA Utilizam biofótons para armazenar e comunicar informações

Aparentemente os biofótons são utilizados pelas células de muitos organismos vivos para se comunicar, o que facilita a energia e transferência de informação que é mais rápida do que a difusão química. De acordo com um estudo de 2010, “a comunicação entre células através de biofótons foi observada em plantas, bactérias, granulócitos neutrófilos e células renais.” Os pesquisadores foram capazes de demonstrar que “… diferente estimulação luminosa espectral (infravermelho, vermelho, amarelo, azul, verde e branco) numa das extremidades das raízes nervosas sensoriais ou motoras espinhais resultou num aumento significativo na atividade biofotônica na outra extremidade “. Os pesquisadores interpretaram sua busca para sugerir que “… a estimulação luminosa pode gerar biofótons que conduzem ao longo das fibras neurais, provavelmente como sinais de comunicação neural.”

Mesmo quando descemos ao nível molecular do nosso genoma, o DNA pode ser identificado como uma fonte de emissões de biofótons. Um autor propõe que o DNA depende tanto de biofótons que tem propriedades tipo laser ultravioleta, que lhe permite existir em um estado estável mesmo além do limite de seu equilíbrio térmico.

Tecnicamente falando, um biofóton é uma partícula elementar ou quantum de luz de origem não-térmico no espectro visível e ultravioleta emitida a partir de um sistema biológico. Eles são geralmente produzidos a partir do metabolismo da energia dentro das nossas células.

Resultado de imagem para imagens de luz no corpo humanoA pele humana pode captar a energia e Informação da Luz do Sol

Talvez o mais extraordinário de tudo é a possibilidade da superfície corporal conter células capazes de capturar de forma eficiente a energia e informação de radiação ultravioleta. Em um artigo anterior, exploramos o papel da melanina na conversão de luz ultravioleta em energia metabólica:

A melanina é capaz de transformar a energia da luz ultravioleta em calor, num processo conhecido como “conversão interna ultrarrápida”; mais do que 99,9% da radiação UV absorvida é transformada de luz ultravioleta potencialmente tóxica (causando danos no DNA) em calor inofensivo.

Se a melanina pode converter luz em calor, não poderia também transformar a radiação UV em outras formas biologicamente / metabolicamente úteis de energia? Isso pode não parecer tão absurdo quando se considera que, mesmo a radiação gama, que é altamente tóxica para a maioria das formas de vida, é uma fonte de sustento para certos tipos de fungos e bactérias.

Resultado de imagem para imagens de luz no corpo humanoEmissões de biofótons do corpo são regidas pelas forças solares e lunares

Parece que a ciência moderna só agora está começando a reconhecer a capacidade do corpo humano para receber e emitir energia e informações diretamente da luz emitida a partir do Sol.Há também uma crescente percepção de que o Sol e a Lua afetam as emissões de biofótons por meio de influências gravitacionais.

Resultado de imagem para imagens de luz no corpo humanoA Intenção enquanto força transformadora

Mesmo a própria intenção humana, pode ter uma influência sobre os biofótons.Um comentário recente publicado na revista Investigación Clinica intitulado “A evidência sobre o poder da intenção” abordou esta conexão:

A intenção é definida como um pensamento dirigido para realizar uma determinada ação. Pensamentos direcionados com um objetivo podem afetar objetos inanimados e praticamente todos os seres vivos desde organismos unicelulares até seres humanos. A emissão de partículas de luz (biofótons) parece ser o mecanismo através do qual a intenção produz seus efeitos. Todos os organismos vivos emitem uma corrente constante de fótons como meio para dirigir os sinais instantâneos de uma parte do corpo para outra e para o mundo exterior. Os biofótons são armazenados no DNA intracelular.

Quando o organismo está doente surgem alterações nas emissões de biofótons. A intenção direta manifesta-se como uma energia elétrica e magnética produzindo um fluxo ordenado de fótons. Nossas intenções parecem operar frequências altamente coerentes, capazes de alterar a estrutura molecular da matéria. Para a intenção ser eficaz, é necessário escolher o momento oportuno. De fato, os seres vivos são mutuamente sincronizados e com a terra e as suas constantes mudanças de energia magnética. Demonstrou-se que a energia do pensamento também pode alterar o ambiente. A hipnose e o efeito placebo também podem ser considerados como tipos de intenção, como instruções para o cérebro durante um determinado estado de consciência.

Resultado de imagem para imagens de luz no corpo humanoOs casos de curas espontâneas ou de cura remota de pacientes extremamente doentes representam instâncias de uma imensa intenção de controlar as doenças que ameaçam nossas vidas. A intenção de curar, bem como as crenças da pessoa doente sobre a eficácia das influências de cura promovem sua cura. Em conclusão, os estudos sobre o pensamento e a consciência estão emergindo como aspectos fundamentais que estão levando rapidamente a uma profunda mudança nos paradigmas da Biologia e da Medicina.A ciência concorda cada vez mais: nós somos mais do que os átomos e as moléculas, mas seres que emitem, se comunicam e são formados de luz.

Imagem relacionadaVisão pessoal…

Cada vez mais a ciência concorda com a poesia da experiência humana: nós somos mais do que os átomos e moléculas que compõem os nossos corpos, mas seres de luz também. Biofótons são emitidos pelo corpo humano, podem ser liberados por meio da intenção mental, e podem modular processos fundamentais na comunicação celular e DNA.Dado a grande complexidade da nossa condição existencial e considerando que a nossa existência terrena é parcialmente formada a partir de luz solar e exige o consumo contínuo de luz solar condensada na forma de alimentos, talvez não seja tão absurda a ideia que o nosso corpo emita luz.Uma investigação descobriu uma diferença de estresse oxidativo mediado na emissão de biofótons entre pessoas que meditam versus não-meditadores. Aqueles que meditam regularmente tendem a ter menor emissão de fótons ultra-fracos, o qual se acredita resultar a partir do nível mais baixo de reações de radicais livres que ocorrem no corpo.Talvez o mais extraordinário de tudo é a possibilidade de que a superfície do corpo contém células capazes de prender de forma eficiente a energia e a informação da radiação ultravioleta.Pesquisas já haviam demonstrado que o organismo emite luz visível, mil vezes menos intensa do que podemos perceber a olho nu. Na realidade, praticamente todos os seres vivos emitem uma luz muito fraca, o que se acredita ser um subproduto de reações bioquímicas envolvendo os radicais livres. Esta luz visível difere da radiação infravermelha – uma forma de luz invisível – que vem o calor do corpo.Para saber mais sobre essa fraca emissão de luz visível, os cientistas japoneses trabalharam com câmeras extraordinariamente sensíveis, capazes de detectar um único fóton. Cinco voluntários sadios do sexo masculino foram colocados em frente das câmeras em quartos em completa escuridão com seus peitos nus. A exposição foi realizada de três em três horas durante 20 minutos – das 10 às 22 horas – por três dias.Os cientistas descobriram que a luz emitida pelos corpos aumentou e diminuiu ao longo do dia, com a intensidade mais fraca às 10 horas e mais alta às 16 horas, caindo progressivamente depois desse horário. Estas descobertas sugerem que as emissões de luz estão ligadas ao nosso relógio biológico, provavelmente devido à forma como os nossos ritmos metabólicos flutuam ao longo do dia.Outro fato descoberto no estudo é que o nosso rosto brilha mais do que o resto do corpo. Segundo os pesquisadores, isto pode acontecer porque o rosto normalmente é mais bronzeado que o restante do corpo – pois é mais exposto à luz solar. A melanina, pigmento da pele, tem componentes fluorescentes que poderiam reforçar essa produção de luz.O pesquisador Hitoshi Okamura, biólogo da Universidade de Kyoto, afirma que uma vez que a produção desta fraca luz está ligada ao metabolismo do organismo, este estudo indica que câmeras que detectam essas emissões poderiam ajudar a detectar condições médicas…….

Inspiração….

http://www.greenmedinfo.com/blog/biophotons-human-body-emits-communicates-and-made-light

http://www.dsalud.com/numero85_1.htm.

GreenMedInfo

biofótons e a comunicação quântica das células – Uninter

Biophotons- The Light in Our Cells. (PDF Download Available)

Emission Of Mitochondrial Biophotons.pdf – PDF Archive

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Recomendo….

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Nem Espaço,nem Tempo…..

Uma das idéias mais consagradas do nosso sentimento de nós mesmos e do nosso mundo, é a noção do tempo e do espaço. Encaramos a vida como uma progressão que podemos medir por meio de relógios, calendários e momentos que consideramos mais importantes. Nascemos, crescemos, casamos e temos filhos, acumulamos casas, bens, gatos e cachorros, o tempo todo, inevitávelmente, envelhecendo e avançando em uma linha na direção da morte.

Na verdade, a evidência mais tangível da progressão do tempo é o fato físico do envelhecimento. A outra idéia inviolável a partir do ponto de vista da física clássica, é a noção de que o mundo é um lugar geométrico repleto de objetos sólidos com espaços entre eles. O tamanho do espaço entre os objetos determinava o tipo de influência que um tinha sobre o outro. As coisas não poderiam exercer nenhum tipo de influência instantânea se estivessem a quilômetros de distância uma da outra. As experiências  começaram a prenunciar que em um nível mais fundamental da existência, não há nem espaço nem tempo, nenhuma causa ou efeito óbvio – de alguma coisa colidindo com outra e causando um evento no tempo ou no espaço. As idéias newtonianas de um tempo e um espaço absolutos ou mesmo a concepção de Einstein de um espaço-tempo relativo, são substituídas por uma imagem mais verdadeira, ou seja, a de que o Universo existe em um vasto “aqui”, onde o aqui representa todos os pontos do espaço e do tempo em um único instante. Se as partículas subatômicas podem interagir ao longo de todo o espaço e todo o tempo, o mesmo pode ser possível para a matéria maior que elas compõem. No mundo quântico do Campo, um mundo subatômico de puro potencial, a vida existe como um enorme presente. “Se retirarmos o tempo tudo faz sentido.”

AS EXPERIÊNCIAS

Esse grupo de experiências sugeriam três possíveis cenários;

1-O primeiro era a visão de um Universo totalmente determinista, onde tudo que iria acontecer já teria ocorrido. Dentro desse universo de determinação fixa e absoluta, as pessoas que tinham premonições estavam simplesmente interceptando informações que já estavam disponíveis em algum nível.

2-A segunda possibilidade era perfeitamente explicável dentro das leis teóricas conhecidas sobre o Universo. Dick Bierman, da Universidade de Amsterdã, acreditava que era possível explicar a precognição por meio de um fenômeno quântico familiar conhecido como ondas adiantadas e atrasadas, a chamada teoria do absorvedor de Wheeler-Feynman, que diz que uma onda pode viajar para trás no tempo vinda do futuro para chegar à sua origem. O que acontece entre dois elétrons é isso. Quando um elétron se agita um pouco, ele envia ondas irradiantes tanto para o passado como para o futuro. A onda futura, digamos, atingiria uma futura partícula, que também oscilaria, enquanto estaria enviando suas próprias ondas adiantadas e atrasadas. Os dois conjuntos de ondas desses dois elétrons se neutralizam de maneira mútua, exceto na região entre eles. O resultado final de uma onda da primeira viagem para trás e da onda da segunda viagem para a frente é uma conexão instantânea. Especulou-se que no caso da premonição, em um nível quântico, talvez estejamos enviando ondas para encontrar o nosso próprio futuro.

3-A terceira possibilidade, que talvez faça mais sentido, é que tudo no futuro já existe em algum nível subjacente na esfera de puro potencial, e que quando vemos algo no futuro, ou no passado, estamos ajudando a dar-lhe forma e existência, exatamente como fazemos com uma entidade quântica no presente com o ato da observação. Uma transferência de informação por meio de ondas subatômicas não existe no tempo ou no espaço, mas está, de algum modo, espalhada e é onipresente. O passado e o presente são indistintos em um vasto “aqui e agora”, de modo que o nosso cérebro “capta” sinais e imagens do passado e do futuro.

O nosso futuro já existe em um estado nebuloso que podemos começar a realizar no presente.

Isso faz sentido se levarmos em consideração que todas as partículas subatômicas existem em um estado de todos os potenciais a não ser que sejam observadas – o que incluiria alguém pensar a respeito delas. Ervin Laszlo apresentou uma interessante explicação física para o deslocamento do tempo; Ele sugere que o Campo de Ponto Zero de ondas eletromagnéticas tem sua própria sub-estrutura. Os campos secundários causados pelo movimento de partículas subatômicas interagindo com O Campo são chamados de ondas “escalares”, que não são eletromagnéticas nem possuem direção ou spin. Essas ondas podem viajar bem mais rápido do que a luz – como os táquions imaginados por Puthoff.

Laszlo propõe que são as ondas escalares que codificam as informações do espaço e do tempo em uma taquigrafia quântica de padrões de interferência intemporais e ilimitados. No modelo de Laszlo, esse nível subjacente do Campo de Ponto Zero – a mãe de todos os campos – fornece o modelo holográfico do mundo para todo o tempo, passado e futuro. É isso que interceptamos quando investigamos o passado ou o futuro.

 

Para retirar o tempo da equação, precisamos retirar o estado de separação. A energia pura que existe no nível quântico não tem tempo nem espaço, existindo em um vasto continuum de energia flutuante. Nós, de certa maneira, somos o tempo e o espaço.

Quando trazemos energia para a consciência por meio do ato da percepção, criamos objetos separados que existem no espaço em um continuum uniforme. Ao criar o tempo e o espaço, criamos a nossa condição de separação. Isso sugere um modelo semelhante ao da ordem implícita do físico inglês David Bohm, que teorizou que tudo no mundo está envolto nesse estado “implícito”, até que se torna explícito – uma configuração, imaginou ele, de flutuações do ponto-zero.

3

O modelo de Bohm encarava o tempo como parte de uma realidade maior, que poderia projetar muitas sequências ou momentos na consciência, não necessáriamente em uma ordem linear. Ele argumentou que, como a teoria da relatividade afirma que o espaço e o tempo são relativos e na verdade uma única entidade (espaço-tempo), e se a teoria quântica estipula que os elementos que estão separados no espaço estão conectados e são projeções de uma realidade de dimensão mais elevada, então momentos separados no tempo também são projeções dessa realidade maior.

Tanto na experiência habitual como na física, o tempo tem sido em geral considerado uma ordem primordial, independente e universalmente aplicável, talvez a mais fundamental que conhecemos. Agora, somos levados a propor que ele é secundário e que, assim como o espaço, deve resultar de uma base de dimensão superior, como uma ordem particular.

Na verdade, podemos acrescentar que muitas dessas ordens de tempo inter-relacionadas particulares podem originar diferentes conjuntos de sequências de momentos, correspondendo a sistemas materiais que viajam a velocidades diferentes. No entanto, todas dependem de uma realidade multidimensional que não pode ser totalmente compreendida em função de qualquer ordem, ou conjunto de ordens, de tempo.

4

Se a consciência está operando no nível de frequência quântica, ela também residiria, naturalmente, fora do espaço e do tempo, o que significa que em teoria temos acesso a informações “passadas” e “futuras”. Se os seres humanos são capazes de influenciar os eventos quânticos, isso implica que também somos capazes de interferir em eventos ou momentos que não pertencem ao presente. Isso sugeriu a William Braud uma idéia fascinante.

A intenção humana deslocada no tempo de algum modo atua sobre as probabilidades de uma ocorrência para produzir um resultado, e funciona melhor no que Braud gostava de chamar de “momentos iniciais” – os primeiros em uma cadeia de eventos. Assim, se aplicássemos esse princípio à saúde física ou mental, isso talvez significasse que poderíamos usar O Campo para conduzir influências “para trás” no tempo e alterar momentos fundamentais ou condições iniciais que mais tarde se tornam problemas ou doenças plenamente desenvolvidos.

Se o pensamento no cérebro é um processo quântico probabilístico, como sugerem Karl Pribram e seus colegas, a intenção futura talvez possa influenciar o disparo de um neurônio e não de outro, desencadear uma ou outra cadeia de eventos químicos e hormonais que podem ou não resultar em uma doença. Braud imaginou um momento inicial no qual uma célula assassina natural pode existir em um estado probabilístico com 50% de chance de matar e 50% de não dar atenção a certas células cancerosas. Essa simples decisão inicial poderá com o tempo fazer a diferença entre a saúde e a doença, ou até entre a vida a morte. Pode haver inúmeras maneiras pelas quais poderíamos usar a intenção no futuro para modificar as probabilidades antes que elas se transformem em uma doença plenamente desenvolvida.

Na verdade, até mesmo o diagnóstico pode influenciar o curso da doença, de modo que deve ser abordado com cautela. Não é que não poderíamos eliminar a doença se ela tivesse se desenvolvido, mas alguns dos aspectos mais prejudiciais dela talvez ainda não tivessem se tornado reais e ainda poderiam ser susceptíveis de mudança. Pegaríamos a doença em um ponto no qual ela poderia ser impelida em muitas direções, da saúde até a morte. Braud refletiu se alguns casos de remissão espontânea não teriam sido causados por uma intenção futura agindo sobre uma doença antes do ponto em que já não há mais volta. Pode muito bem ser que filmes da série “Exterminador do futuro”, talvez possamos voltar no tempo para alterar nosso próprio futuro cada momento de nossa vida influencie todos os outros, para a frente e para trás.

Se o tempo linear é uma ilusão, lembrar é comunicar-se

A lembrança é, de fato, um processo de comunicação. Lembrar é comunicar-se com o passado. Isto também se aplica às memórias de vidas passadas. Aqui, também, ocorre uma troca energética entre o eu do presente e o eu do passado. Em algum nível, todo terapeuta de regressão sabe disto. Por exemplo;Um bom terapeuta nunca pedirá ao seu paciente para tentar se lembrar de alguma coisa. Ele sempre sugerirá que ele se mova em direção e ela durante a regressão. Por exemplo, ele poderá dizer “Vá para a verdadeira origem do problema.” O terapeuta sabe que esta última abordagem funciona melhor que a primeira. Por quê? Porque esta instrução corresponde melhor ao que está realmente acontecendo. Há algo para o qual se direcionar; um outro “agora” no qual o evento traumático foi vivenciado primeiro.O que acontece quando você conecta seu “agora”, seu presente, com outro “agora” e começa a se comunicar com seu eu passado que vive nesse outro “agora”? O resultado desse processo de comunicação é a criação de um “agora novo e compartilhado”. No momento em que você inicia um diálogo com outra pessoa (no caso, o seu eu “passado”), você passa a compartilhar o “agora”, o mesmo presente. E, deste “presente compartilhado”, surgem novas possibilidades; isto significa, especificamente, que você pode enviar cura e compreensão para o seu eu passado, influenciando, assim, o passado de um modo real. Como o passado não está terminado, em termos absolutos, você pode modificá-lo a partir do futuro.

O AQUI E AGORA NA FÍSICA QUÂNTICA

CRIAR UM NOVO PASSADO-A QUESTÃO DA CURA ATRAVÉS DO AQUI E AGORA

Outra possibilidade que surge desta nova forma de ver o tempo-espaço é a de recriar o passado. Se o passado não é fixo e acabado, e lembrar-se dele é trocar energia com ele, então nosso ponto de vista tradicional sobre causalidade vai por água abaixo. Tradicionalmente, as coisas não podem ser causadas por eventos do futuro, só por eventos do passado. Neste caso, o futuro parece ter tido um impacto real sobre o passado. Quando você envia cura para uma vida passada, ela, em troca, envia cura de volta para você. Ao criar um novo passado, o presente é alterado também. De acordo com este ponto de vista, o passado não é fixo: o passado, como o futuro, é um oceano de possibilidades. A partir do presente, do nosso “agora” atual, sempre podemos escolher o caminho a tomar, a linha de tempo a ativar, tanto no passado quanto no futuro. Nossas vidas acontecem num continuum espaço-temporal, que se move e muda constantemente; estamos constantemente interagindo com nossas outras vidas e elas conosco. A parte que faz essa interação é a nossa consciência, nossa percepção consciente. Esta parte é nossa essência e independe de tempo e espaço. Ela viaja através da teia do espaço-tempo, mas não está no tempo.  É a nossa parte que é eterna e imutável. Por ser independente de tempo e espaço, nossa consciência é uma fonte de Luz e cura para tudo o que existe no tempo. Quanto mais conscientes nos tornamos, mais entramos num plano atemporal, a partir do qual irradiamos luz para todas as nossas vidas.

 

Visão pessoal…

A Física Quântica do Campo é o primeiro passo em um processo fantástico de despertar .Não compreendemos  a construção de tudo o que  vemos ao nosso redor, mas também compreenderemos exatamente como nossa crença e pensamento criam a matéria, como  colhemos o que plantamos, como mesmo “antes de pedir já tem sido  dado”, etc. É a ciência, finalmente, alcançando a espiritualidade e o senso comum, e explicando-a. Pensemos sobre isto; quando alguém lhe diz que tudo é possível se apenas você acredita, não é mais fácil acreditar que quando você sabe como, passo a passo e científicamente, sua fé muda o universo e produz o que você crê?Um dos benefícios de entender a base da Física Quântica do Campo  é que , finalmente, vemos claramente como conceitos poderosos, como a fé e o pensamento correto trabalham, entre outras coisas. Esta visão e compreensão, este conhecimento, capacita-nos  a ter plena confiança, elimina a dúvida, cria  realidades conscientemente, poderosamente e maravilhosamente, e de muitas maneiras, torna-nos mais poderosos.A Física Quântica do Campo também nos mostra como estamos todos conectados, como somos todos Um Ser, que perpetua uma ilusão de seres individuais separados. Também nos dá um vislumbre de como o Espírito e a Matéria interagem e se conectam, como a Mente e a Matéria também o fazem, como a criação realmente acontece, e como somos co-criadores com a Fonte.A Física Quântica que estuda o Campo, é o estudo da construção do Universo. Por exemplo, nosso corpo é feito de células;Estas células, por sua vez, são feitas de moléculas, que são feitas de átomos, que são feitos de partículas subatômicas, como os elétrons. Este é o mundo da Física Quântica e do Campo. Tudo é feito à partir de ´grandes grupos´ de partículas subatômicas. O nosso corpo, uma árvore, pensamentos, um veículo, um planeta, a luz e tudo o mais são ´concentrações´ de energia. Tudo isso são grandes coleções de práticamente os mesmos tipos de partículas subatômicas. A única diferença é a maneira como estas partículas são agrupadas em maiores blocos construtivos. Sabendo como funciona, é a chave para saber como recriar a si mesmo e o mundo ao seu redor.Falando individualmente,até aqui você pode ter desenhado o seu mundo ao acaso e inconscientemente; Agora você vai acordar e fazê-lo deliberadamente e conscientemente, com uma direção.Assim é o seu mundo – um brilho rápido que causa uma ilusão de ser “sólido” e “contínuo”.  Uma vez que você entenda o que é o seu mundo realmente, verdadeiramente, você começa a entender o seu verdadeiro comportamento e natureza. Então mude sua visão sobre ele. E, com a sua percepção mudada, você pode mudar a maneira como o constrói.E compreender o Campo do aqui e agora é fundamental para colocar isso em prática com conhecimento e sabedoria.

Inspiração…….

O Estranho Universo da Física Quântica – CFCUL

O Sujeito na Física Quântica – fflch-usp

A Teoria de Cordas e a Unificação das Forças da Natureza – USP

Um Sonho de Einstein – USP

O Universo elegante: Supercordas, dimensões … – Sabedoria Divina

Monicavox

Recomendo….

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O campo que cura

Até que ponto a intenção era poderosa enquanto força e exatamente quanto a coerência da consciência individual era “contagiante”? Poderíamos de fato utilizar o Campo Unificado para controlar nossa saúde e até mesmo curar outras pessoas? Poderia ele curar doenças graves como o câncer? A coerência da consciência humana era responsável pela psiconeuroimunologia – o efeito de cura da mente sobre o corpo? As pesquisas de Braud sugeriam que a intenção humana poderia ser usada como uma força de cura extraordinariamente poderosa.

Parecia que poderíamos ordenar as flutuações aleatórias no Campo de Ponto Zero e usar isso para estabelecer uma “ordem” maior em outra pessoa. Com esse tipo de capacidade, uma pessoa deveria ser capaz de agir como um canal de cura, possibilitando que O Campo realinhasse a estrutura de outra pessoa.Dr Fritz Popp acreditava que a consciência humana poderia agir como um lembrete para restabelecer a coerência de outra pessoa. Se os efeitos não-locais podiam ser orientados para curar alguém, uma disciplina como a cura à distância deveria funcionar. Um teste dessas idéias na vida real, com uma pesquisa cuidadosamente planejada para poder responder a algumas dessas perguntas, fazia-se claramente necessário.

A HISTÓRIA DE ELISABETH TARG

No início da década de 1990, surgiu a oportunidade com o candidato perfeito: uma cientista um tanto cética em relação à cura à distância e um grupo de pacientes já desenganados. Elisabeth Targ, uma psiquiatra ortodoxa de trinta e poucos anos, era filha de Russell Targ , parceiro e sucessor de Hal Puthoff nas experiências de visão a distância do SRI. Elisabeth era uma híbrida curiosa, atraída pelas possibilidades sugeridas pelo trabalho de visão a distância do pai no SRI, mas também tolhida pelo rigor de sua prática científica. Na época, fora convidada para atuar como diretora do Instituto de Pesquisas Complementares do Califórnia Pacific Medical Center, em decorrência do trabalho de visão a distância que ela fizera com o pai. Uma de suas tarefas era estudar formalmente os tratamentos oferecidos pela clínica, que se baseavam em grande medida na medicina alternativa. Com frequência ela parecia estar oscilando entre os dois campos — querendo que a ciência abraçasse e estudasse o milagroso, e desejando que a medicina alternativa fosse mais científica.

Diferentes aspectos da vida dela começaram a convergir. Ela recebera um telefonema de uma amiga, Hella Hammid, que informou estar com câncer de mama. Hella entrara na vida de Elisabeth por intermédio de seu pai, que acidentalmente descobrira em Hella, uma fotógrafa, um de seus mais talentosos observadores a distância. Hella telefonara para perguntar se Elisabeth tinha alguma informação segura de que terapias alternativas como a cura a distância, que era parecida com a visão a distância, poderiam ajudar a curar o câncer de mama. Na década de 1980, no auge da epidemia de AIDS, quando um diagnóstico de HIV era práticamente uma sentença de morte, Elisabeth escolhera um especialista em San Francisco, o epicentro da epidemia nos Estados Unidos.

Na ocasião em que Hella telefonou, o assunto mais quente nos círculos médicos da Califórnia era a psiconeuroimunologia. Os pacientes haviam começado a comparecer em massa a palestras apresentadas por entusiastas do corpo- mente, como Louise Hay, ou a seminários sobre visualização e poder da imaginação. A própria Elisabeth andara se aventurando em algumas experiências com a medicina corpomente, sem dúvida por não ter muito mais a oferecer aos pacientes com AIDS em estágio avançado, embora fosse profundamente cética com relação à abordagem de Puthoff. Uma das primeiras experiências dela revelou que a terapia em grupo era tão eficiente quanto o Prozac para tratar a depressão nos pacientes com AIDS.

Ela também havia lido a respeito do trabalho de David Spiegel, da Stanford Medical School, que demonstrava que a terapia em grupo aumentava consideravelmente a expectativa de vida das mulheres com câncer de mama.  Em seu coração lógico e pragmático, Elisabeth desconfiava que o efeito era uma combinação de esperança e pensamento fantasioso, e talvez uma certa confiança gerada pelo apoio do grupo.

Os pacientes podiam estar em melhores condições psicológicas, mas a contagem das suas células T com certeza não estava melhorando. Ainda assim, ela alimentava um resquício de dúvida, possivelmente oriundo dos anos que passara observando o trabalho do pai de visão a distância no SRI. O sucesso que ela alcançara era um forte argumento a favor da existência de algum tipo de conexão extrassensorial entre as pessoas e um campo que ligava todas as coisas. A própria Elisabeth muitas vezes se perguntava se alguém poderia usar a habilidade especial observada na visão a distância para outra coisa além de espionar os soviéticos ou prever o resultado de um páreo no hipódromo, como ela própria fizera certa vez.

Elisabeth não tinha muita experiência com rezas.O único Deus na casa da família Targ havia sido o método científico. Targ havia transmitido para a filha o sentimento de se emocionar com a ciência e sua capacidade de responder às grandes questões. Assim como o pai tinha escolhido descobrir como o mundo funciona, a filha tinha decidido desvendar o funcionamento da mente humana.

Aos treze anos de idade, ela até mesmo deu um jeito de trabalhar no laboratório de pesquisas cerebrais de Karl Pribram na Universidade de Stanford, examinando as diferenças entre as atividades dos hemisférios esquerdo e direito do cérebro, antes de optar por um programa de curso ortodoxo de psiquiatria em Stanford. Não obstante, Elisabeth ficara bastante impressionada com a Academia de Ciência Soviética durante uma visita que fizera com o pai à instituição, e com o fato de que as experiências de parapsicologia em laboratório podiam ser conduzidas de maneira tão aberta pelos pesquisadores.

Na Rússia oficialmente ateísta, existiam apenas duas categorias de crença: algo era ou não verdadeiro. Nos Estados Unidos, havia uma terceira categoria: a religião, que colocava algumas coisas além do alcance da investigação científica. Tudo que os cientistas não conseguiam explicar, tudo que estava associado ou às preces ou à paranormalidade – o território do trabalho do pai dela – parecia se encaixar nessa terceira categoria. Depois que a coisa era inserida nesta, era oficialmente declarada proibida.

O pai de Elisabeth construíra a reputação dele desenvolvendo experiências impecáveis, e ele ensinara a filha a respeitar a importância da experimentação incontestável e bem controlada. Elisabeth cresceu acreditando que todo e qualquer tipo de efeito podia ser quantificado, desde que a experiência fosse definida para levar em conta as variáveis. Na verdade, tanto Puthoff quanto Targ haviam demonstrado que a experiência bem estruturada poderia até mesmo demonstrar o milagroso. O resultado era uma verdade indiscutível, independentemente do fato de violar todas as expectativas do pesquisador. Todas as experiências eficientes “funcionam”: o problema é que podemos simplesmente não gostar das conclusões.

Enquanto Targ, o pai, mudava o modo dele de pensar e passava a abraçar certas ideias espirituais, Elisabeth continuou a ser fria e racionalista. Ainda assim, ao longo de sua prática ortodoxa na psiquiatria, ela nunca esqueceu as lições do pai: a sabedoria recebida era inimiga da ciência competente. Na condição de aluna, ela procurou textos psiquiátricos empoeirados do século XIX, antes do advento da moderna psicofarmacologia, quando os psiquiatras moravam nos sanatórios e redigiam os desvarios dos pacientes na tentativa de compreender melhor a doença deles. Targ acreditava que a verdade se encontrava em algum lugar dos dados brutos, separada do dogma da época.

Ela testaria a cura a distância da maneira mais pura possível. Elisabeth a experimentaria em seus pacientes com AIDS em estágio avançado, um grupo cujos membros estavam de tal modo desenganados que só lhes restava ter esperança e rezar. Elisabeth iria tentar descobrir se a prece e a intenção a distância poderiam curar os casos que não tinham nenhuma esperança. Começou a esquadrinhar as evidências de cura.

As pesquisas pareciam se encaixar em três categorias principais: tentativas de influenciar células ou enzimas isoladas; a cura de animais, plantas ou sistemas microscópicos vivos; e as pesquisas com seres humanos. Entre elas estava todo o trabalho de Braud e Schlitz, que mostrava que as pessoas poderiam exercer uma influência em todos os tipos de processos vitais(ver posts anteriores da série). Havia também alguns indícios interessantes que mostravam os efeitos que os seres humanos podiam exercer sobre plantas e animais. Havia até alguns trabalhos que demonstraram que os pensamentos e sentimentos positivos ou negativos podiam, de alguma maneira, ser transmitidos para outras coisas vivas.

Na década de 1960, o biólogo Bernard Grad da McGill University em Montreal, um dos pioneiros da área, estava interessado em determinar se os agentes de cura psíquicos de fato transmitem energia para os pacientes. Em vez de usar humanos, Grad utilizou plantas que ele planejara fazer “adoecer” mergulhando as sementes em água salgada, o que retarda o crescimento. Entretanto, antes de encharcar as sementes, Grad pediu a um agente de cura que colocasse as mãos sobre um dos recipientes com água salgada que seria usado para um dos lotes de sementes. O outro recipiente, que não fora exposto ao agente de cura, conteria as sementes remanescentes. Depois que as sementes foram mergulhadas nos dois recipientes com água salgada, um número maior de sementes do lote que tinha sido exposto à água tratada pelo agente de cura germinou.

Grad levantou então a hipótese de que o inverso talvez também pudesse acontecer, ou seja, os sentimentos negativos talvez exercessem um efeito negativo no crescimento das plantas. Em uma pesquisa complementar, pediu a um pequeno grupo de pacientes psiquiátricos que segurassem recipientes contendo água comum que seriam novamente usados para fazer sementes germinar. Um dos pacientes, que sofria de depressão psicótica, estava visivelmente mais deprimido do que os outros. Mais tarde, quando Grad tentou estimular o desenvolvimento de sementes usando a água cujos recipientes foram segurados pelos pacientes, a água que fora exposta ao homem deprimido refreou o crescimento.

Essa talvez seja uma boa explicação de por que algumas pessoas têm uma boa mão para plantar enquanto outras não conseguem fazer com que nada vivo cresça.  Em experiências posteriores, Grad analisou químicamente a água por meio da espectroscopia infravermelha e descobriu que a água tratada pelo agente de cura apresentava pequenas mudanças na sua estrutura molecular e uma menor ligação de hidrogênio entre as moléculas, semelhante ao que acontece quando a água é exposta a magnetos. Vários outros cientistas confirmaram as constatações de Grad.  Grad passou então a trabalhar com camundongos que tinham recebido ferimentos na pele. Depois de levar em conta uma série de fatores, até mesmo o efeito de mãos aquecidas, ele descobriu que a pele dos camundongos usados nas experiências ficava curada muito mais rápido quando eles eram tratados por agentes de cura.  Grad também demonstrou que estes eram capazes de reduzir o crescimento de tumores cancerosos em animais de laboratório. Os que tinham tumores e não recebiam o tratamento de cura morriam mais depressa.  Outras pesquisas com animais mostraram que a amiloidose, os tumores e o bócio induzido no laboratório, podiam ser curados nos animais de laboratório.

Outras pesquisas haviam mostrado que as pessoas podiam influenciar a levedura, os fungos e até mesmo células cancerosas isoladas.  Em uma dessas experiências, uma bióloga chamada Carroll Nash, da St. Josephs University, na Filadélfia, descobriu que as pessoas tinham a capacidade de influenciar a taxa de crescimento de bactérias apenas determinando mentalmente que isso acontecesse.

Uma engenhosa experimentação de Gerald Solfvin demonstrou que a nossa capacidade de “esperar o melhor” podia de fato ajudar na cura de outros seres humanos. Solfvin estipulou uma série de condições complexas para o seu teste. Inoculou a malária em um grupo de camundongos, que é uma doença que atua invariavelmente rápido e é fatal para os roedores O teste envolvia três manipuladores, que foram informados de que apenas metade dos camundongos havia sido infectada, e que um agente de cura psíquico iria tentar curar metade dos camundongos, embora os manipuladores não soubessem quais os camundongos que seriam alvo da sessão de cura. Nenhuma das duas declarações era verdadeira. Tudo que os manipuladores poderiam fazer era torcer para que os camundongos que estavam aos seus cuidados se recuperassem, e que a intervenção do agente de cura psíquico funcionasse. Entretanto, um dos manipuladores estava visívelmente mais otimista do que seus colegas. No final, os camundongos que estavam ao cuidados dele ficaram menos doentes do que os que os que tinham recebido a atenção dos outros dois manipuladores.

A pesquisa de Solfvin foi pequena demais para ser definitiva, mas reforçou um experimento anterior realizado por Rex Stanford em 1974. Este havia demonstrado que as pessoas podiam influenciar eventos apenas “torcendo” para que tudo desse certo, mesmo quando não compreendiam exatamente para o que deveriam estar torcendo.  Elisabeth ficou surpresa ao descobrir que uma grande quantidade de pesquisas – pelo menos 150 experimentações – haviam sido feitas em humanos. Eram casos em que um intermediário usava vários métodos para tentar enviar mensagens de cura, por meio de toques, preces ou algum tipo de intenção secular. No caso do toque terapêutico, o paciente deve relaxar e tentar dirigir a atenção para dentro de si mesmo, enquanto o agente de cura coloca as mãos sobre o paciente com a intenção de fazê-lo ficar curado. Uma pesquisa típica envolveu 96 pacientes com pressão alta e uma série de agentes de cura. Nem o médico ou os pacientes sabiam quem estava recebendo os tratamentos de cura mental. Uma análise estatística realizada posteriormente revelou que a pressão sanguínea sistólica (ou seja, a pressão do fluxo do sangue enquanto está sendo bombeado a partir do coração) do grupo que estava sendo tratado por um agente apresentara uma melhora significativa em comparação com a do grupo de controle. Os agentes de cura haviam empregado um sistema bem definido, que envolvia relaxar, em seguida entrar em contato com um poder superior ou um ser infinito, empregando a visualização ou afirmação dos pacientes em um estado de perfeita saúde, e por fim agradecer ao manancial, fosse ele Deus ou algum outro poder espiritual.

Enquanto grupo, os agentes de cura demonstraram um sucesso global, mas alguns em particular foram mais bem-sucedidos do que outros. Quatro dos agentes de cura alcançaram uma melhora de 92,3% em seus grupos de pacientes.  Talvez a pesquisa mais impressionante com seres humanos tenha sido conduzida pelo médico Randolph Byrd em 1988. Ele tentou determinar em uma experimentação aleatória e duplamente cega se a prece a distância exerceria algum efeito em pacientes de uma unidade coronariana do hospital em que trabalhava. Ao longo de dez meses, quase quatrocentos pacientes foram divididos em dois grupos, e apenas metade deles (sem que soubessem) recebeu preces de cristãos fora do hospital. Todos os pacientes haviam sido avaliados, e não havia nenhuma diferença estatística no estado deles antes do tratamento. Depois do tratamento, os que haviam sido alvo de orações apresentaram sintomas significativamente menos graves, requerendo menos ajuda de um respirador, assim como uma quantidade menor de antibióticos e diuréticos do que os pacientes que não tinham recebido preces.  Embora um grande número de pesquisas tenha sido realizado, o problema de muitas delas, no que dizia respeito à Elisabeth, era o potencial para um protocolo descuidado. Os pesquisadores não tinham construído experimentações com rigidez suficiente para demonstrar que o resultado positivo tinha sido de fato causado pelas sessões de cura. Qualquer número de influências, em vez de um mecanismo de cura efetivo, poderia ter sido responsável pelo resultado. Na pesquisa sobre a cura da hipertensão, por exemplo, os autores não registraram se os pacientes estavam tomando alguma medicação para controlar a pressão e tampouco realizaram algum tipo de acompanhamento quando isso era constatado. Por melhores que tivessem sido os resultados, não era possível dizer realmente se eles tinham sido causados pelas sessões de cura ou pelos medicamentos.Embora a pesquisa de Byrd sobre as preces tenha sido bem elaborada, uma omissão óbvia foi a ausência de dados relacionados com o estado psicológico dos pacientes no início das experiências.Como é sabido que fatores psicológicos podem influenciar na recuperação depois de várias doenças, em particular no caso da cirurgia cardíaca, pode ter acontecido de um número desproporcional de pacientes com uma mentalidade positiva tenha ido parar no grupo que foi submetido às sessões de cura. Para demonstrar que eram as sessões de cura que efetivamente faziam os pacientes melhorarem, era vital filtrar quaisquer efeitos que pudessem ter sido produzidos por outras causas. Até mesmo a expectativa humana poderia distorcer os resultados. Era preciso controlar os efeitos da esperança ou de fatores como o relaxamento no resultado das experimentações. Afagar os animais ou manusear o conteúdo de placas de Petri poderia influir nos resultados, assim como o ato de procurar um agente de cura ou mesmo um par de mãos aquecidas. Em qualquer experimentação científica, quando estamos testando a eficácia de alguma forma de intervenção, precisamos tomar medidas para garantir que a única diferença entre o grupo de tratamento e o grupo de controle seja que um recebe o tratamento e o outro não. Isso significa igualar o máximo possível os dois grupos sob o aspecto da saúde, da idade, da condição socioeconômica e de quaisquer outros fatores relevantes. Se os pacientes estiverem doentes, é preciso garantir que um dos grupos não está mais doente do que o outro.

Entretanto, nas pesquisas que Elisabeth leu, poucas tentativas tinham sido feitas para garantir que as populações fossem semelhantes. Também é necessário garantir que a participação em uma pesquisa e toda a atenção associada a ela não seja em si uma causa de melhora, para que possamos ter os mesmos resultados entre aqueles que foram tratados e os que não foram.

Em uma pesquisa de cura a distância com seis semanas de duração em pacientes que sofriam de depressão, o teste não obteve êxito: todos os pacientes melhoraram, inclusive os do grupo de controle que não tinham sido submetidos a intenções de cura. No entanto, todos os pacientes, tanto os que foram alvo das intenções de cura quanto os que não foram, podem ter recebido um incentivo psicológico na sessão, que talvez tenha sobrepujado qualquer efeito de cura efetivo.

Todas essas considerações representavam um tremendo desafio para Elisabeth preparar um experimento. A pesquisa teria que ser elaborada com extrema rigidez para que nenhuma dessas variáveis afetasse os resultados. Até mesmo o fato de um agente de cura estar presente algumas vezes e outras não talvez pudesse influenciar o resultado. Embora a imposição das mãos talvez ajudasse no processo de cura, fazer um controle adequado do ponto de vista científico significava que os pacientes não saberiam se estavam sendo tocados ou recebendo um tratamento de cura. Targ e Sicher passaram meses idealizando a experimentação. Obviamente, ela teria que ser duplamente cega, para que nem os pacientes nem os médicos pudessem saber quem estava sendo submetido ao tratamento de cura. A população de pacientes teria que ser homogênea, de modo que escolheram pacientes de Elisabeth, portadores de AIDS em estágio avançado com o mesmo grau da doença, ou seja a mesma contagem de células T, o mesmo número de enfermidades que definem a AIDS. Era importante eliminar qualquer elemento do mecanismo de cura que pudesse confundir os resultados, como conhecer o agente de cura ou ser tocado.

Eles chegaram à conclusão de que isso significava que todo o tratamento de cura deveria ser realizado a distância. Como estavam testando a cura propriamente dita, e não o poder de uma forma particular dela, como a oração cristã, por exemplo, os agentes de cura deveriam ter formações distintas e entre eles cobrir todo o conjunto de abordagens. Eles eliminariam qualquer pessoa que parecesse excessivamente egoísta, que só quisesse participar da pesquisa por pensar que iria receber dinheiro ou que desse a impressão de ser fraudulenta. As pessoas também teriam que ser dedicadas, já que não receberiam nenhuma remuneração e nenhuma glória particular. Cada paciente deveria ser tratado pelo menos por dez agentes de cura diferentes. Após procurar durante quatro meses, Fred e Elisabeth afinal tinham os agentes de cura, um grupo de quarenta agentes de cura religiosos e espirituais de todos os Estados Unidos, muitos deles bastante respeitados em seus respectivos campos. Só uma pequena minoria se descreveu como sendo convencionalmente religiosa, dizendo que realizavam seus trabalhos rezando para Deus ou usando um rosário: vários agentes de cura cristãos, um punhado de evangélicos, um judeu cabalista e alguns budistas.

Vários outros tinham sido treinados em escolas de cura não-religiosas, como a Barbara Brennan -School of Healing Light, ou então trabalhavam com campos de energia complexos, tentando modificar as cores ou as vibrações da aura dos pacientes. Alguns empregavam a cura contemplativa ou visualizações; outros trabalhavam com o som e pretendiam cantar ou tocar sinos em benefício dos pacientes, com o objetivo, afirmavam que podiam harmonizar os chakras ou centros de energia dos doentes. Alguns trabalhavam com cristais. Um dos agentes de cura, que recebera um treinamento de xamã dos índios Lakota Sioux, pretendia usar a cerimônia indígena do cachimbo. O tambor e o canto o fariam entrar em um transe, durante o qual ele entraria em contato com os espíritos em benefício do paciente. Também recrutaram um mestre chinês de Ch’i Kung, que declarou que enviaria a energia harmonizadora do ch’i para os pacientes. O único critério utilizado, sustentaram Targ e Sicher, foi que os agentes de cura acreditassem que o método que empregariam iria funcionar. Eles tinham outro elemento em comum: o sucesso no tratamento de casos sem esperança. Em conjunto, os agentes de cura tinham uma média de dezessete anos de experiência na arte da cura, e a média individual de curas a distância informadas era de 117. Targ e Sicher dividiram em dois o grupo de vinte pacientes. Ambos receberiam o tratamento ortodoxo habitual, mas apenas um dos grupos receberia também a cura à distância.

A EXPERIÊNCIA

Nem os médicos nem os pacientes saberiam quem iria receber o tratamento e quem não iria. Todas as informações a respeito de cada paciente ficariam guardadas em envelopes lacrados e manipulados individualmente em cada passo da pesquisa. Um dos pesquisadores reuniria o nome, uma fotografia e os detalhes clínicos de cada paciente em uma pasta numerada. As pastas então seriam entregues a outro pesquisador que alteraria aleatóriamente a numeração delas. Depois, um terceiro pesquisador dividiria as pastas em dois grupos e por fim elas seriam colocadas em arquivos. Cópias em cinco pacotes lacrados seriam enviadas para cada agente de cura, com informações a respeito dos cinco pacientes e uma data de início especificando os dias em que o tratamento deveria ser iniciado em cada pessoa. Os únicos participantes da pesquisa que iriam saber quem estaria recebendo o tratamento eram os próprios agentes de cura. Estes não teriam nenhum contato com os pacientes; na verdade jamais viriam a conhecê-los. Tudo que iriam receber para o trabalho era uma foto, um nome e uma contagem de células T. Era solicitado a cada agente de cura que sustentasse a intenção de melhorar a saúde e o bem-estar do paciente durante uma hora por dia, seis dias por semana, ao longo de dez semanas, com semanas alternadas para descanso. Tratava-se de um protocolo sem precedentes, no qual cada paciente do grupo de tratamento seria tratado, um após o outro, por cada agente de cura. Para eliminar quaisquer predisposições individuais, os agentes de cura faziam uma rotação semanal, de maneira que lhes era atribuído um novo paciente a cada semana. Isso possibilitaria que todos os agentes de cura fossem distribuídos por toda a população de pacientes, para que a cura propriamente dita fosse estudada, e não uma variedade particular dela. Os agentes de cura deveriam manter um registro de suas sessões de cura com informações a respeito dos métodos de cura empregados e as impressões sobre a saúde dos pacientes.

Imagem relacionadaNo final da pesquisa, cada um dos pacientes teria sido tratado por dez agentes de cura, e cada um destes teria tratado cinco pacientes. Elisabeth estava com o espírito aberto para a pesquisa, mas sua parte conservadora insistia em vir à tona. Por mais que tentasse, sua bagagem teórica e suas predileções teimavam em aflorar. Ela permaneceu relativamente convencida de que o cachimbo do índio americano e o canto do chakra nada tinham a ver com a cura de um grupo de homens que sofriam de uma doença tão grave e avançada que a morte deles era quase certa. Mas então, ela começou a ver os pacientes em estágio terminal melhorarem. Durante os seis meses do período da experimentação, 40% das pessoas do grupo de controle morreram. Em contrapartida, os dez pacientes do grupo que estava recebendo o tratamento de cura estavam vivos e também tinham ficado mais saudáveis, sendo essas informações baseadas nos próprios relatos deles e em avaliações médicas. No final da pesquisa, os pacientes foram examinados por uma equipe de cientistas, e o estado deles gerou uma conclusão inevitável: o tratamento estava funcionando.Targ quase não conseguia acreditar nos resultados. Ela e Sicher precisavam garantir que o tratamento a distância fora responsável por eles, de modo que conferiram e reconferiram o protocolo. Houvera algo diferente no grupo de controle? A medicação tinha sido distinta, o médico ou a alimentação haviam sido diferentes? As contagens das células T tinham apresentado os mesmos resultados e eles não eram HIV positivos havia mais tempo.

Depois de re-examinar os dados, Elisabeth descobriu uma diferença que haviam deixado de verificar: os pacientes do grupo de controle eram ligeiramente mais velhos, com uma idade média de 45 anos, enquanto no grupo que recebera o tratamento a média era de 35. Isso não representava uma diferença enorme – apenas uma diferença de idade de dez anos -, mas poderia ter sido um fator pelo qual um número maior deles morrera. Elisabeth acompanhou os pacientes depois da pesquisa e constatou que os que haviam recebido o tratamento de cura estavam sobrevivendo melhor, independentemente da idade. Não obstante, Elisabeth e Sicher sabiam que estavam lidando com um campo controverso e um efeito que é, à primeira vista, extremamente improvável, de modo que a ciência determina que é preciso partir do princípio de que o efeito não é real a não ser que tenhamos absoluta certeza. O princípio da navalha de Occam= Escolha a hipótese mais simples quando se vir diante de várias possibilidades. Elisabeth e Sicher decidiram repetir a experiência, mas resolveram torná-la maior e controlar a idade e outros fatores que tinham anteriormente negligenciado. Os quarenta pacientes escolhidos para participar estavam agora perfeitamente compatibilizados em relação à idade, ao estágio da doença e a muitas outras variáveis, até mesmo no que dizia respeito aos hábitos pessoais. O número de cigarros que fumavam, o quanto se exercitavam, as convicções religiosas, até mesmo o uso ocasional de drogas eram equivalentes.

Resultado de imagem para imagens sobre o campo unificadoCONCLUSÕES

Do ponto de vista científico, eles tinham nas mãos um grupo de homens que estavam o mais próximo possível de uma perfeita compatibilização. Nessa ocasião, os inibidores de protease, a grande esperança do tratamento da AIDS, já tinham sido descobertos. Todos os pacientes receberam instruções para tomar a tripla terapia padrão para AIDS (inibidores de protease mais dois antirretrovirais como o AZT) e para continuar o tratamento médico em todos os outros aspectos. Como a tripla terapia parecia estar fazendo uma profunda diferença nas taxas de mortalidade dos pacientes com AIDS, Elisabeth pressupôs que, dessa vez, ninguém em nenhum dos grupos iria morrer, o que significava que ela precisava modificar o resultado que tinha em mente. Na nova pesquisa, ela estava tentando descobrir se a cura a distância poderia tornar mais lento o avanço da AIDS. Será que o tratamento poderia resultar em menos doenças que definem a AIDS, melhores níveis de células T, menos intervenções médicas e um maior bem-estar psicológico? A cautela de Elisabeth por fim foi recompensada.

Seis meses depois, o grupo que recebeu o tratamento estava mais saudável em todos os parâmetros: um número significativamente menor de visitas médicas, menos hospitalizações, menos dias no hospital, um número menor de doenças que definem a AIDS e uma gravidade da doença acentuadamente menor. Apenas dois pacientes do grupo que recebera o tratamento haviam desenvolvido novas doenças que definem a AIDS, enquanto doze do grupo de controle as haviam contraído. E apenas três pacientes do grupo que recebera o tratamento haviam sido hospitalizados, em comparação com doze do grupo de controle.

De acordo com testes psicológicos, o grupo que recebeu o tratamento também registrou uma melhora substancial no estado de espírito. Em seis dos onze indicadores médicos utilizados na avaliação dos resultados, o grupo que recebeu o tratamento de cura à distância apresentou resultados bastante melhores. Até mesmo o poder do pensamento positivo entre os pacientes foi supervisionado. Na metade da pesquisa, foi perguntando a todos os participantes se eles acreditavam estar recebendo o tratamento. Tanto no grupo que estava recebendo quanto no grupo de controle, metade achou que estava e metade achou que não.

Essa divisão aleatória de opiniões positivas e negativas a respeito da cura significou que qualquer envolvimento de uma atitude mental positiva não teria afetado os resultados. Quando analisadas, as convicções dos pacientes em relação a estar ou não recebendo o tratamento de cura a distância não se correlacionaram com nada. Só no final da pesquisa os pacientes tiveram a tendência de adivinhar corretamente que estavam no grupo de tratamento. Apenas para ter certeza, Elisabeth realizou cinquenta testes estatísticos para eliminar a possibilidade de que quaisquer outras variáveis nos pacientes pudessem ter contribuído para os resultados. Dessa vez, só havia o acaso.

Visão pessoal…

O ser humano busca seu bem-estar desde as épocas mais remotas e, para isso, desenvolveu inúmeras formas de cura.A saúde é caracterizada pelo bem-estar, e antes do aparecimento da doença em si, o corpo começa a dar sinais de mal-estar, informando que não está tudo bem; A maioria das pessoas está acostumada com a medicina tradicional moderna, que é a ensinada em universidades e considerada oficial na maioria dos países ocidentais. Entretanto, existem outros tipos de terapias, algumas milenares, que ainda seduzem muita gente, mas que também geram debates dentro do meio científico e médico, e por isso são consideradas alternativas.Alternativas ou complementares? O debate começa já na definição. Algumas linhas de discussão afirmam que essas terapias não substituem os métodos convencionais. Outros afirmam que elas devem complementar o tratamento alopático, isto é, o tratamento convencional. Essa queda-de-braço já não é assunto novo;Acreditamos que deve haver fundamento científico e, principalmente, dados estatísticos que comprovem que a terapia funciona, como no caso da Acupuntura,Reiki, Homeopatia,Fitoterapia entre outras.A Organização Mundial de Saúde (OMS) define de forma abstrata as medicinas alternativas: as medicinas não convencionais abrangem todas as terapias que não são utilizadas pela medicina convencional.É cada vez mais frequente, e comum, a busca por terapias alternativas ou complementares para tratar diferentes tipos de doenças da mente, corpo ou espírito. O mundo está cada vez mais “alternativo”. Medicamentos ou técnicas naturais são muito úteis quando aplicados por terapêutas experientes e capacitados .A tendência nos últimos anos tem sido a de uma maior responsabilidade assumida pelas pessoas, em relação à sua própria saúde.Atualmente, a procura por terapias não convencionais está também relacionada com a preocupação dos efeitos secundários prejudiciais de alguns medicamentos prescritos, muitas vezes em excesso, levando as pessoas a procurar terapias alternativas ou complementares sempre que possível.Homeopatia, Acupuntura, Fitoterapia, Quiropraxia, Reiki, Terapia Floral, são exemplos de métodos que eram tratados como alternativos, e hoje, são reconhecidos pela medicina como técnicas terapêuticas de grande eficácia nos mais diversos tratamentos.A diferença entre os termos alternativa e complementar é simples: Quando se utiliza a terapêutica alternativa, como por exemplo um tratamento feito sob a técnica da ortomolecular, dizemos que a pessoa está  fazendo um tratamento alternativo em detrimento da medicina convencional ou ortodoxa. Se o paciente com problemas de stress que esteja sendo acompanhado pelo seu médico e este indicar sessões de meditação e relaxamento dizemos que este paciente está recorrendo á um tratamento complementar ao seu tratamento convencional.O importante é recorrer á terapêutas alternativos conscientes, experientes e idôneos, quando decidirmos por tratamento não convencional.Concluindo, seria conveniente e muito benéfico à humanidade, observar quais são as crenças sobre a saúde e o bem-estar, e, de modo inverso, sobre a doença. Observar o que é, o que cria a doença, ou a falta de bem-estar, e de alguma maneira, mudar isto de dentro para fora, no reconhecimento de que tudo, de certa maneira, é co-dependente, interativo e que não está separado. Que quando nós re-criamos o equilíbrio – e, algumas vezes, isto requer um pouco de tempo na nossa realidade – de modo que, ao invés de procurar simplesmente um “comprimido, uma poção ou uma técnica terapêutica” para criar a mudança instantânea, observar uma mudança mais profunda, de modo que o verdadeiro equilíbrio possa ser restaurado. E observar qual foi o “presente “neste espaço chamado de doença/saúde, desequilíbrio, doença.Então, podemos nos perguntar; Como podemos avançar para esta nova transformação? Para nós aqui da Equipe, é sendo AUTO-OBSERVADOR. Ao estar consciente de quando nós começamos a acreditar que não somos suficientemente bons de alguma maneira, devemos observar isto e decidir se é isto o que nós realmente queremos acreditar ou se nós queremos fortalecer uma nova crença,;que Eu Sou Amor, Sou Uno e estou conectado com o Plenum Cósmico/ Deus e com Tudo O Que É.

Inspiração….

Sobre a Teoria do Campo Unificado – Seara da Ciência

O Universo elegante: Supercordas, dimensões … – Sabedoria Divina

 

Recomendo…

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Nossa interação com o Campo Unificado

Estamos na iminência de uma revolução, de uma revolução tão ousada quanto a descoberta da relatividade por Einstein. Estão emergindo na fronteira da ciência novas idéias que desafiam tudo o que acreditamos a respeito da maneira como o nosso mundo funciona e de como definimos a nós mesmos. Estão sendo feitas descobertas que comprovam o que a religião sempre sustentou, ou seja, que os seres humanos são bem mais extraordinários do que um agrupamento de carne e ossos. Em sua base essencial, essa nova ciência responde a perguntas que deixaram os cientistas perplexos durante centenas de anos. Em sua parte mais profunda, trata-se de uma ciência do miraculoso.

Há várias décadas, cientistas respeitados de diversas disciplinas ao redor do mundo vêm conduzindo experiências bem planejadas cujos resultados contrariam a biologia e a física atuais. Em conjunto, essas pesquisas nos oferecem informações copiosas acerca da força organizadora central que governa o nosso corpo e o resto do cosmo. O que eles descobriram é nada menos do que impressionante.

Em nossa essência mais elementar, somos uma carga de energia. Os seres humanos e todas as coisas vivas são uma coalescência em um campo de energia conectado a todas as outras coisas que existem no mundo. Esse campo de energia pulsante é o mecanismo central do nosso ser e da nossa consciência, o alfa e o ômega de nossa existência. Não existe uma dualidade “eu” e “não-eu” do nosso corpo em relação ao Universo, mas apenas um único campo fundamental de energia. Esse campo é responsável pelas funções superiores de nossa mente, a fonte de informações que orienta o crescimento do nosso corpo. Ele é o nosso cérebro, o nosso coração, a nossa memória – na verdade, ele é um projeto do mundo para toda a eternidade. O campo é a força, e não micróbios ou genes, que determina se estamos saudáveis ou doentes, a força que precisa ser utilizada para que possamos ficar curados. Estamos conectados e envolvidos com o nosso mundo, somos inseparáveis dele, e a nossa única verdade fundamental é o nosso relacionamento com ele. “O campo”, como Einstein certa vez o chamou sucintamente, “é a única realidade.”

Até o momento, a biologia e a física têm sido serviçais dos conceitos defendidos por Isaac Newton, o pai da física clássica. Tudo que acreditamos a respeito do nosso mundo e do lugar que ocupamos nele deriva de idéias formuladas do século XVII, mas que ainda compõem a espinha dorsal da ciência moderna — teorias que apresentam todos os elementos do Universo como sendo isolados uns dos outros, divisíveis e de todo independentes. Essas concepções, em sua essência, criaram uma visão de mundo de separação. Newton descreveu um mundo material em que as partículas individuais da matéria seguem certas leis de movimento através do espaço e do tempo, ou seja, o Universo como uma máquina. Antes de Newton formular suas leis do movimento, o filósofo francês René Descartes apresentara uma idéia que na época era revolucionária: que nós, representados por nossa mente, éramos separados dessa matéria inerte e sem vida de nosso corpo, que era apenas outro tipo de máquina bem lubrificada.

O mundo era composto por uma carga de pequenos objetos distintos, que se comportavam de maneira previsível. O mais separado deles era o ser humano. Nós nos sentávamos fora desse Universo e olhávamos para dentro. Até mesmo o nosso corpo era de alguma maneira separado e diferente do nosso verdadeiro eu, a mente consciente que fazia a observação.

O mundo newtoniano talvez fosse obediente à lei, mas em última análise era um lugar solitário e desolado. O mundo seguia adiante, uma vasta caixa de câmbio, quer estivéssemos presentes, quer não. Por meio de algumas hábeis medidas, Newton e Descartes haviam arrancado Deus e a vida do mundo da matéria, e retirado nós mesmos e nossa consciência do centro do nosso mundo. Eles arrancaram o coração e a alma do Universo, deixando em sua esteira uma coleção inanimada de partes entrelaçadas. O mais importante de tudo é que, como observou Danah Zohar em The Quantum Self, “a visão de Newton nos retirou da estrutura do Universo”.

A TEORIA DA EVOLUÇÃO E O CAMPO UNIFICADO

Nossa auto-imagem se tornou ainda mais sombria com a obra de Charles Darwin. A teoria da evolução, agora um pouco refinada pelos neodarwinistas, é a teoria de uma vida aleatória, predatória, sem sentido e solitária. Para sobreviver, você simplesmente tem que ser o melhor. Você nada mais é do que um acidente evolucionário. A vasta e complexa herança biológica de nossos ancestrais é desnudada até ser reduzida a um aspecto central: a sobrevivência. Coma ou seja comido. A essência da condição humana é um terrorista genético, que se liberta com eficácia de quaisquer elos mais fracos. A vida não consiste no compartilhamento ou na interdependência. A vida diz respeito a vencer, a chegar primeiro. E se consegue sobreviver, você fica por sua própria conta no topo da árvore evolucionária. Esses paradigmas, o mundo encarado como uma máquina, e o homem como uma máquina de sobrevivência, conduziram a um domínio tecnológico do Universo e a um conhecimento verdadeiro muito pequeno que encerre qualquer importância fundamental para nós. Em um nível espiritual e metafórico, eles provocaram um sentimento desesperado e brutal de isolamento. Tampouco nos deixaram mais próximos dos mistérios mais essenciais de nossa existência: como pensamos, como começa a vida, por que ficamos doentes, como uma única célula se transforma em uma pessoa plenamente formada e até mesmo o que acontece com nossa consciência quando morremos. Permanecemos apóstolos relutantes dessas visões do mundo como que mecanizado e separado, mesmo que isso não faça parte de nossa experiência habitual. Muitos de nós buscam se proteger do que encaramos como o fato adverso e niilista de nossa existência na religião, que pode nos oferecer alguma ajuda com seus ideais de unidade, comunhão e propósito, mas por intermédio de uma visão de mundo que contraria a opinião defendida pela ciência. Qualquer pessoa que esteja buscando uma vida espiritual precisa lutar com essas concepções de mundo opostas e tentar, infrutíferamente, conciliá-las. Esse mundo de separações deveria ter sido destruído de uma vez por todas pela descoberta da física quântica na primeira parte do século XX. Quando os pioneiros da física quântica esquadrinharam a essência da matéria, ficaram impressionados com o que viram. Os fragmentos mais minúsculos da matéria não eram nem mesmo matéria, como a conhecemos, não eram nem mesmo algo fixo, mas às vezes uma coisa e às vezes outra bem diferente. E mais estranho ainda é que eles eram com frequência muitas coisas possíveis ao mesmo tempo. No entanto, o mais importante é que essas partículas subatômicas, isoladamente, não possuíam sentido nenhum; só significavam alguma coisa se estivessem relacionadas com todo o resto. Em sua essência mais básica, a matéria não podia ser desmembrada em pequenas unidades independentes, sendo completamente indivisível. Só era possível compreender o Universo como uma rede dinâmica de interligações.

As coisas que em algum dia estiveram em contato permaneciam sempre em contato através de todo o espaço e de todo o tempo. Na verdade, o tempo e o espaço pareciam ser conceitos arbitrários, não mais aplicáveis a este nível do mundo. Na realidade, o tempo e o espaço como os conhecemos não existiam. Tudo que aparecia, até onde os olhos conseguiam enxergar, era um longo cenário do aqui e agora. Os pioneiros da física quântica – Erwin Schrödinger, Werner Heisenberg, Niels Bohr e Wolfgang Pauli – tinham uma pista do território metafísico que haviam violado. Se os elétrons estavam conectados simultâneamente em toda parte, isso indicava algo profundo a respeito da natureza do mundo como um todo.

Os cientistas se voltaram para textos de filosofia clássica na tentativa de compreender a verdade mais profunda sobre o estranho mundo subatômico que estavam observando. Pauli examinou a psicanálise, os arquétipos e a cabala; Bohr, o Tao e a filosofia chinesa; Schrödinger, a filosofia hindu; e Heisenberg, a teoria platônica da Grécia antiga. Não obstante, uma teoria coerente das implicações espirituais da física quântica permaneceu além do alcance desses estudiosos. Niels Bohr pendurou uma placa em sua porta com os dizeres “Proibida a entrada de filósofos. Gente trabalhando”. A física quântica continha outra questão bastante prática e inacabada. Bohr e seus colegas só avançaram até certo ponto em suas experiências e entendimentos. As experiências que haviam realizado para demonstrar esses efeitos quânticos ocorreram em laboratório, com partículas subatômicas sem vida.

A partir dali, os cientistas que os sucederam partiram do princípio de que esse estranho mundo quântico só existia no mundo da matéria sem vida. Qualquer coisa viva ainda funcionaria de acordo com as leis de Newton e Descartes, concepção essa que inspirou toda a medicina e biologia modernas. Até mesmo a bioquímica depende da força newtoniana e da colisão para funcionar.

E o que dizer de nós? De repente, havíamos nos tornado fundamentais para todos os processos físicos, mas ninguém reconhecera esse fato plenamente. Os pioneiros quânticos haviam descoberto que o nosso envolvimento com a matéria era crucial. As partículas subatômicas existiam em todos os estados possíveis até que as perturbássemos, observando-as ou medindo-as, e nesse ponto, elas afinal se estabilizavam em algo real. A nossa observação – a nossa consciência humana – era absolutamente fundamental para que esse processo de fluxo subatômico de fato se tornasse algo definido, mas não fazíamos parte dos cálculos matemáticos de Heisenberg ou Schrödinger. Eles compreenderam que éramos de algum modo muito importantes, mas não sabiam como nos incluir. No que dizia respeito à ciência, ainda estávamos do lado de fora olhando para dentro. Os fios soltos da física quântica nunca foram amarrados em uma teoria coerente, e a física quântica foi reduzida a uma ferramenta extremamente bem-sucedida da tecnologia, vital para a fabricação de bombas e para a eletrônica moderna.

As implicações filosóficas foram esquecidas, e tudo o que restou foram as vantagens práticas. A maioria dos físicos de hoje se mostraram dispostos a aceitar, sem uma análise mais profunda, a natureza bizarra do mundo quântico, pois os processos matemáticos, como a equação de Schrödinger, funcionam bastante bem. Mas balançaram a cabeça diante da qualidade contra-intuitiva de tudo aquilo.  

Como poderiam os elétrons estar em contato com tudo ao mesmo tempo? Como poderia um elétron não ser uma coisa definida enquanto não fosse examinado ou medido? Como poderia, na verdade, qualquer coisa ser concreta no mundo, se era ilusória assim que começávamos a examiná-la mais de perto? A resposta deles foi dizer que havia uma única verdade para tudo o que era pequeno e outra para tudo o que era muito maior, uma verdade para as coisas vivas, outra para as coisas inanimadas, e aceitar essas aparentes contradições da mesma forma como poderíamos aceitar um axioma básico de Newton.

Essas eram as regras do mundo e deveriam simplesmente ser aceitas sem discussão. A matemática funciona, e isso é tudo que importa. Um pequeno grupo de cientistas espalhado pelo planeta não estava nada satisfeito em continuar lidando automáticamente com a física quântica. Eles exigiam uma resposta mais adequada para muitas das grandes perguntas que haviam sido deixadas sem resposta. Eles prosseguiram com suas investigações e experiências a partir do ponto em que os pioneiros da física quântica haviam parado e começaram a fazer um exame mais profundo. Vários deles repensaram algumas equações que sempre haviam sido descartadas na física quântica. Essas equações correspondiam ao “campo de ponto zero”, um oceano de vibrações microscópicas no espaço entre as coisas.

Eles perceberam que se o campo de ponto zero fosse incluído em nossa concepção da natureza mais fundamental da matéria, o suporte do Universo seria um agitado mar de energia, um vasto campo quântico. Se isso fosse verdade, tudo estaria interligado por algo como uma teia invisível. Eles também descobriram que éramos formados pelo mesmo material básico. No nível mais fundamental, os seres vivos, inclusive os seres humanos, eram pacotes de energia quântica que trocavam constantemente informações com esse inexaurível mar de energia. Os seres vivos emitiam uma radiação fraca, e esse era o aspecto mais crucial dos processos biológicos. As informações a respeito de todos os aspectos da vida, desde a comunicação celular até o vasto conjunto de controles do DNA, eram retransmitidas por meio de uma troca de informações no nível quântico. Até mesmo nossa mente, esse outro supostamente tão extrínseco às leis da matéria, operava de acordo com processos quânticos. O pensamento, o sentimento – todas as funções cognitivas superiores – estavam relacionadas com as informações quânticas que pulsavam simultaneamente por nosso cérebro e nosso corpo. A percepção humana ocorreu devido às interações entre as partículas subatômicas de nossos cérebros e o mar de energia quântica. Ressoávamos literalmente com o nosso mundo……

As descobertas desses cientistas foram extraordinárias e heréticas. De uma vez só, desafiaram várias das leis mais básicas da biologia e da física. Talvez tenham descoberto nada menos do que a chave para todo o processamento e troca de informações em nosso mundo, da comunicação entre as células à maneira de ver o mundo como um todo. Eles sugeriram respostas para algumas das questões mais profundas da biologia da morfologia humana e da consciência viva.

Aqui, no suposto espaço “morto”, possívelmente residia a chave da própria vida. Eles forneceram evidências de que todos estamos ligados uns aos outros na base do nosso ser. Demonstraram por meio de experiências científicas que talvez haja uma força vital circulando pelo Universo, algo que tem sido alternadamente chamado de consciência coletiva ou, como os teólogos o denominaram, de Espírito Santo. Esses cientistas apresentaram uma explicação plausível para todas as áreas em que a humanidade tem tido fé ao longo dos séculos.

De certo modo, eles nos ofereceram uma ciência da religião. Ao contrário da visão de mundo de Newton ou Darwin, a perspectiva desses cientistas estimulava a vida. Eram idéias que poderiam nos fortalecer com suas implicações de ordem e controle. Não éramos simples acidentes da natureza. Havia um propósito e uma unidade em nosso mundo e no lugar que ocupávamos nele, e tínhamos uma influência considerável em tudo isso. O que fazíamos e pensávamos era importante; na verdade, era fundamental para a criação do nosso mundo. Os seres humanos não estavam mais separados uns dos outros. Não havia mais nós e eles. Já não estávamos na periferia do Universo, do lado de fora olhando para dentro. Poderíamos ocupar o nosso lugar legítimo, regressar ao centro do mundo. Essas ideias eram a substância da traição. Em muitos casos, esses cientistas tiveram que travar uma batalha defensiva contra um grupo dominante, obstinado e hostil…..

Visão pessoal…

O alvo da ciência moderna é ganhar um completo conhecimento da Lei Natural e unir esta compreensão dentro de uma única perspectiva. Nos últimos anos, rápidos e significantes conhecimentos têm surgido de forma a unificar a nossa compreensão a respeito das Leis da natureza e nos levam a uma compreensão da forma como o Campo Unificado de todas essas leis se expressam no nível manifesto, as estruturas diversas da Lei Natural observadas na criação e descritas pelas vastas ramificações da ciência.Na área da física durante as décadas de 40 e 50, a teoria do Campo Quântico foi desenvolvida e nela as interações de partículas elementares tais como o elétron ou o próton puderam ser compreendidas. A Teoria do Campo Quântico revela a existência de um estado de mínima excitação no Campo, o estado de vácuo, um ilimitado, imanifestado estado de perfeita ordenação e correlação infinita, que é a estado básico das Leis da Natureza governando o Campo Quântico. O estado de vácuo do Campo Quântico é um campo de todas as possibilidades, apesar de imutável ele é a fonte de todos os fenômenos mutáveis no Campo.Por volta dos anos 60, o inteiro espectro do fenômeno natural foi compreendido a partir da derivação de 4 forças fundamentais da natureza: Eletromagnetismo, Gravidade, interação forte e interação fraca. Desde esta época, houve grande sucesso em uma unificação mais avançada do conhecimento destas forças fundamentais. Primeiro a interação fraca e o eletromagnetismo foram unificados e depois esta teoria unificada do eletromagnetismo e da interação fraca foram combinadas com a teoria da interação forte em uma estrutura teórica chamada de “Teorias da grande Unificação”.No mundo quântico, os campos quânticos não são mediados por forças, mas pela troca de energia, que é constantemente redistribuída em um padrão dinâmico. Essa troca constante é uma propriedade intrínseca das partículas, de modo que até mesmo as partículas “reais” nada mais são do que um pequeno aglomerado de energia que emerge por um curto período de tempo e volta a desaparecer no campo subjacente. De acordo com a teoria do campo quântico, a entidade individual é transitória e insubstancial. As partículas não podem ser separadas do espaço vazio que as cerca. O próprio Einstein reconheceu que a matéria era “extremamente intensa” – de certo modo, um distúrbio da perfeita aleatoriedade – e que a única realidade fundamental era a entidade subjacente: o próprio Campo.  As flutuações no mundo atômico correspondem a um incessante passar da energia de um lado para o outro, como uma bola em um jogo de pingue-pongue. Essa troca de energia é análoga a emprestar um centavo para alguém: ficamos um centavo mais pobres, e a outra pessoa um centavo mais rica, até que ela paga o centavo de volta e os papéis se invertem. Esse tipo de emissão e a reabsorção das partículas virtuais ocorrem não só entre fótons e elétrons, mas em todas as partículas quânticas do Universo. O campo de ponto zero é um repositório de todos os campos, de todos os estados fundamentais de energia e de todas as partículas virtuais – um Campo de Campos. Toda troca de cada partícula virtual irradia energia. A energia do ponto zero em qualquer transação particular em um campo eletromagnético é inimaginavelmente minúscula – a metade de um fóton. Mas ,se somarmos todas as partículas de todas as variedades no Universo que estão constantemente adquirindo vida e deixando de existir, nos vemos diante de uma vasta e inexaurível fonte de energia – igual ou maior do que a densidade de energia em um núcleo atômico — discretamente posicionada em segundo plano no espaço vazio à nossa volta, como um pano de fundo difuso e sobrecarregado. Foi calculado que a energia total do campo de ponto zero excede toda a energia da matéria por um fator de 1040 , ou 1 seguido de 40 zeros.  Como descreveu certa vez o grande físico Richard Feynman ao tentar explicar uma idéia dessa magnitude, a energia em um único metro cúbico é suficiente para ferver todos os oceanos do mundo….

Inspiração….

O Campo – Lynne McTaggart.pdf

Um Sonho de Einstein – USP

A Teoria de Cordas e a Unificação das Forças da Natureza

A Matriz Divina – Gregg Braden.pdf

Monicavox

Recomendo….

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Para Ser Uma Pessoa Mais Feliz

Resultado de imagem para imagens de pessoas felizesPara a maioria dos adultos, a felicidade não acontece automáticamente. Mesmo assim, muitos de nós esperamos que seja dessa forma. Você pode zelosamente planejar virtualmente cada aspecto de sua vida, desde sua carreira até o que você vai ter à mesa para o jantar, e fazendo isso, assuma que isto te trará felicidade.

Esta suposição seria incorreta na maioria dos casos, no entanto. Porque, a menos que você ativamente a persiga, a felicidade pode ser bastante elusiva. Parte do problema que os adultos encontram é que, quando criança, seus pais garantirão sua felicidade planejando diversão e certificando-se de que você se divirta.

Barbara Fredrickson, PhD, psicóloga social, diretora do Laboratório de Emoções Positivas e Psicofisiologia da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, e autora de Positivity (Positividade), salientou para a TIME que mesmo na faculdade, suas relações com amigos tendem a continuar a conduzir a felicidade que você experimentou quando criança.

“Porém, depois disso, o sistema de organização para se ter um bom dia é tirado de você, e ninguém vai dizer a você como promover isto a você mesmo,” diz.

E é aqui que mora o problema. Deixado (a) por sua própria conta (seja honesto/a), seu dia provávelmente consiste no que precisa ser feito, com muito pouco tempo, se houver mesmo algum, para o que você quer fazer. E esta não é uma receita para a felicidade.

Imagem relacionadaMomentos Simples o (a) Tornam mais Feliz Conforme Você Envelhece

Você ouve muito na mídia sobre pessoas marcando itens de suas listas, ou seja, a lista de experiências que você deseja ter antes de “chutar o balde”. Tais listas usualmente consistem em experiências extraordinárias, como dar a volta ao mundo ou completar uma maratona, porém são estes os momentos que realmente o (a) farão feliz?Um estudo publicado no Journal of Consumer Research (Revista sobre Pesquisas com os Clientes) sugere que enquanto jovens, as pessoas tendem a valorizar experiências extraordinárias; quando envelhecem, eles tendem a colocar mais valor nos momentos simples, tais como beber uma xícara de um bom café ou “ter uma conversa longa e divertida com meu filho.” Os pesquisadores explicam que:

“Pessoas mais jovens, que enxergam seu futuro como extensivo, conseguem mais felicidade através de experiências extraordinárias; no entanto, experiências triviais tornam-se cada vez mais associadas à felicidade conforme as pessoas envelhecem, de tal forma que elas produzem tanta felicidade quanto experiências extraordinárias quando as pessoas têm pouco tempo restante.A autodefinição conduz estes efeitos: embora experiências extraordinárias sejam autodefinidoras ao longo da expectativa de vida, conforme as pessoas envelhecem, elas, cada vez mais, definem a si mesmas pelas experiências simples que compreendem suas vidas diárias.”

Esta é uma boa notícia, porque ela sugere que aprender a saborear pequenas coisas na vida pode fazer uma enorme diferença no nível de felicidade.

Imagem relacionada14 Maneiras de Ser Mais Feliz

De várias formas a felicidade é uma escolha e você pode criá-la seguindo certa rotina. Na verdade, pessoas felizes tendem a seguir hábitos similares que as separam de seus colegas tristes e estressados. Se você quiser juntar-se a eles, leia isto. Estas são as melhores dicas que os maiores psicólogos têm a oferecer; como a TIME coloca, “dê mais prazer a seus dias.”

  1. Faça da Felicidade sua Meta-Acredita-se que a genética conta 50 por cento para sua felicidade “natural” enquanto as circunstâncias da vida promovem outros 10 por cento. O restante está sob seu controle e o primeiro passo para seu aproveitamento é escolhê-la e acreditar que você pode ser feliz.Uma pesquisa realizada mostra, por exemplo, que quando foi dito para as pessoas tentarem se sentir mais felizes ao ouvir música, elas foram mais felizes de fato (ao contrário daquelas a quem foi dito para simplesmente relaxarem). Foi a intenção de ser mais feliz que fez a diferença.
  2. Saiba o que Te Faz Feliz- Se faz tempo que você sentiu-se realmente feliz (aquele estado alegre e livre de preocupações em que você esteve provavelmente quando era criança), você pode ter esquecido o que o leva a ele. Tome um tempo para refletir sobre o que te dá prazer (e não somente o “óbvio”, como sua família, porém também as pequenas coisas, hobbies e interesses).
  3. Priorize a Felicidade- Se você tem uma hora livre, você a gasta fazendo algo divertido? Ou você a gasta fazendo o trabalho doméstico, enfrentando um projeto extra de trabalho, ou de outra forma trabalhando? O último é “uma forma menor de insanidade” de acordo com o pesquisador da felicidade Robert Biswas-Diener, PhD.E isto certamente não fará com que você seja mais feliz. Para livrar-se desta armadilha, certifique-se de programar suas semanas em torno de eventos (ou atividades comuns) que o (a) fazem sentir-se verdadeiramente feliz e vivo (a).
  4. Imagem relacionadaSaboreie os Momentos Prazerosos -As pessoas que têm tempo para saborear momentos prazerosos relatam maiores níveis de felicidade, independentemente de onde o dia as leva. Se você já não faz isto, manter um diário com os momentos prazerosos e sinalizar se você realmente os saboreou pode ajudar.Você ficará surpreso (a) ao ver quanta felicidade deve haver em sua vida diária. Tente apreciar o perfume do café, desfrutar o sentimento da cama macia, ou apreciar o nascer do sol antes de iniciar o seu dia.
  5. Proteja seu Tempo- Há tanto tempo em um dia, portanto certifique-se de proteger sua atenção e tempo contra distrações desnecessárias e não produtivas. Isto inclui textos, tweets e e-mails, que o (a) desviam dos verdadeiros prazeres da vida. Se necessário for, desligue-se da mídia social completamente.Uma pesquisa realizada sugere que quanto mais tempo as pessoas gastam no Facebook, mais sua felicidade momento a momento declina e menos satisfação elas têm com a vida.
  6. Tenha Pensamentos Felizes- Simplesmente pensar em um evento positivo e sorrir pode fazer você mais feliz e mais otimista (mais que simplesmente fingir um sorriso). Um sorriso genuíno inclui os músculos faciais ao redor dos olhos e pode realmente motivar alterações no cérebro associados ao aumento do humor.
  7. Gaste dinheiro em Experiências, não em ‘Coisas’ -Uma pesquisa sugere que experiências nos fazem mais felizes que posses; a “novidade” da posse passa, assim como o prazer que ela traz, porém experiências melhoram o senso de vitalidade e de “estar vivo”, ambos durante a experiência e quando você se lembra dela. No entanto, as experiências não o (a) farão feliz se você está tendo-as somente para vangloriar-se, e não porque você realmente as quer.
  8. Seja Divertido (a) com seu/sua Companheiro (a) -Se seu relacionamento com seu/sua companheiro (a) tornou-se um “negócio”, é sinal de que você precisa iluminá-lo e adicionar um pouco de diversão a ele. Isto pode ser tão simples quanto enviar um texto divertido à sua/seu esposa/marido, cozinhar uma nova receita juntos ou apreciar um banho romântico com bolhas de sabão.
  9. Tenha um Plano B para os Dias Ruins- Quando você está tendo um dia ruim e seu humor está declinando, tenha um plano para trazê-lo de volta. Isto pode incluir ligar para um amigo próximo, assistir a uma comédia ou sair para correr – você sabe o que melhor funciona para você.
  10. Resultado de imagem para imagens de pessoas felizesEncontre sua Razão de Ser- A felicidade não é apenas prazer; é também ter uma razão de ser. O termo “bem-estar eudaimônico”, originado por Aristóteles, descreve a forma de felicidade que resulta de atividades que trazem uma maior razão de ser, significado da vida ou autoatualização.  Pode ser sua carreira ou isso pode ser conquistado através de trabalho voluntário ou até mesmo de um curso de culinária.
  11. Socialize, Até Mesmo com Estranhos -Ter relacionamentos sociais significativos é importante para a felicidade, porém até mesmo as pessoas que se engajam em “cafezinhos sociais” relatam maior felicidade. O cafezinho social descreve as pequenas formas de conexão com outras pessoas, incluindo estranhos, na vida diária. Em geral, quanto mais você socializa e conversa com as pessoas ao seu redor, mais animado e brilhante seu humor ficará.
  12. Fuja- Retirar-se por um momento das tarefas diárias é importante para ajudá-lo (a) a recarregar. E, enquanto até mesmo uma fugidinha no fim de semana pode te estimular; uma viagem mais longa é melhor para ajudá-lo (a) a criar memórias significativas. Estas memórias podem ser aproveitadas mais tarde para ajudá-lo (a) a aumentar sua felicidade. Especialistas recomendam férias de duas semanas, idealmente, mesmo que você vá para um local próximo de casa.
  13. Promova Ações de Gentileza- Quando as pessoas planejam conduzir três a cinco ações de gentileza por semana, algo mágico acontece… elas tornam-se mais felizes. Ações simples de gentileza como um cumprimento, deixar uma pessoa passar na sua frente na fila, etc., são contagiantes e tendem a fazer todos os envolvidos sentirem-se bem.
  14. Planeje seu Domingo de Diversão -Planeje seu dia livre com uma semana de antecedência para maximizar o prazer que isto o (a) traz. Especialistas sugerem a incorporação de PEP, ou physical, escape, and people (físico, fuga e pessoas) para obtenção de melhores resultados. Isto é, tente fazer algo físico, algo que permita a você escapar e relaxar e algo que o (a) mantenha envolvido (a) com outras pessoas de cuja companhia você gosta.

Resultado de imagem para imagens de pessoas felizesA Felicidade é Boa Para a Mente e Para o Corpo

Uma das melhores partes de ser feliz é que o sentimento de felicidade – independente de você igualá-lo a otimismo, prazer, bem-estar, realização pessoal ou tudo isso junto – anda de mãos dadas com hábitos mais saudáveis. Pessoas com bom astral tendem a se alimentar melhor, exercitar-se com mais frequência e dormir melhor do que as pessoas que não o tem.

Isto pode ser, em parte, porque levar um estilo de vida saudável ajudá-lo (a) a atingir suas metas, levando à felicidade. Pode ser também porque tais hábitos levam a uma saúde melhor, a qual, por sua vez, serve para melhorar o humor e a felicidade. Pensamentos e atitudes positivos são capazes de fazer alterações imediatas no organismo fortalecendo o sistema imunológico, melhorando as emoções positivas, reduzindo a dor e doenças crônicas e fornecendo alívio ao estresse.

Tem sido inclusive demonstrado cientificamente que a felicidade pode alterar os genes!

Uma equipe de pesquisadores da UCLA demonstrou que pessoas com um profundo senso de felicidade e bem-estar possuem menores níveis de expressão de genes inflamatórios e respostas antivirais e antibióticas mais fortes. Isto recai no campo da epigenética — alterando a forma como os genes funcionam desativando-os e ativando-os. Portanto, tente as dicas de felicidade supracitadas. Você não precisa praticar todas elas, obviamente. Apenas algumas poderão fazer diferença em seus sentimentos de felicidade e, também, como resultado, aumentar sua saúde física.

Resultado de imagem para imagens de pessoas felizesVisão pessoal….

Fotos do mar, do pôr do sol, viagens, casa nova, carro novo, gente sorrindo, mensagens de gratidão. Se as redes sociais fossem parâmetros para se avaliar o humor da população, o diagnóstico seria de que está tudo muito bem, todo mundo feliz. No entanto, a gente não mede felicidade pela tela do computador ou do celular. Já dizia Aristóteles, para ser feliz é preciso ter amigos e isso a gente só constrói pessoalmente; Felicidade não são os bens que adquirimos, nem uma soma de prazeres, como o capitalismo nos faz crer. É um estado de espírito. É o sentido que imprimimos na nossa vida.Tudo que nós fazemos, até quando praticamos o mal, está a serviço da busca da própria felicidade. Ninguém faz nada buscando a infelicidade. Mas, o que é felicidade?, é possível ser feliz sozinho?, a felicidade que eu quero é a veiculada pela mídia?”e o que é necessário para ser feliz? são questões norteadoras para discutir o tema. Acionando referências da filosofia, como Epicuro, Leibniz, Kant, Sartre e outros,podemos dizer que o estado de espírito está relacionado, antes de tudo, ao Amor. Felicidade está relacionado com ter generosidade, com ser tolerante  e com respeitar o ponto de vista do outro. Hoje, com essa crise política, vemos um distanciamento disso. Há um afastamento do amor e há cada vez mais ódio destinado ao próximo. Mas é importante que as pessoas saibam que ódio é um veneno que a gente toma esperando que o outro morra. Quem tem ódio incomoda a si mesmo…..

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Cientistas se aproximam da Teoria da Consciência

Resultado de imagem para imagens sobre a consciencia e a menteProvávelmente desde que os seres humanos foram capazes de entender o conceito de consciência, eles têm procurado compreender o fenômeno. Estudar a mente foi uma vez o domínio dos filósofos, alguns dos quais ainda acreditam que o assunto é inerentemente incognoscível. Porém, os neurocientistas estão tendo progressos no desenvolvimento de uma verdadeira ciência do “eu”.

Cogito ergo sum

Um conceito difícil de definir, a consciência tem sido descrita como o estado de estar acordado e ciente do que está acontecendo ao seu redor, e de ter um senso de si mesmo. O filósofo francês René Descartes propôs no século XVII a noção de “cogito ergo sum” (“Penso, logo existo”), a idéia de que o simples ato de pensar sobre a própria existência prova que há alguém lá para fazer o pensamento.Descartes também acreditava que a mente era separada do corpo material – um conceito conhecido como dualidade corpo-mente – e que estes reinos interagem na glândula pineal do cérebro. Os cientistas céticos rejeitam a última idéia.Enquanto abordagens filosóficas podem ser úteis, os cientistas dizem que elas não constituem teorias de consciência testáveis. “A única coisa que sei é: ‘Eu estou consciente’. Qualquer teoria tem que começar com isso”, afirma Christof Koch, neurocientista e diretor científico do Instituto Allen para a Neurociência, em Seattle (EUA).

Imagem relacionadaCorrelatos da consciência

Nas últimas décadas, os neurocientistas começaram a atacar o problema da compreensão da consciência de uma perspectiva baseada em evidências. Muitos pesquisadores têm tentado descobrir neurônios ou comportamentos específicos que estão ligados a experiências conscientes.Recentemente, pesquisadores descobriram uma área do cérebro que atua como uma espécie de interruptor para o cérebro. Quando esta região, chamada de claustro, é estimulada elétricamente, o paciente fica inconsciente instantâneamente. Na verdade, Koch e Francis Crick, o biólogo molecular que ficou famoso ao ajudar a descobrir a estrutura de dupla hélice do DNA, já haviam proposto a hipótese de que esta região poderia integrar informações entre diferentes partes do cérebro, como o maestro de uma sinfonia.Contudo, segundo Koch, procurar conexões neurais ou comportamentais para a consciência não é suficiente. Por exemplo, tais ligações não explicam por que o cerebelo, a parte do cérebro que coordena a atividade do músculo, não dá origem à consciência, enquanto que o córtex cerebral (a camada mais externa do cérebro) dá. Isto acontece mesmo que o cerebelo tenha mais neurônios do que o córtex cerebral.

Estes estudos também não explicam como dizer se a consciência está presente ou não, como no caso de pacientes com lesão cerebral, outros animais ou mesmo computadores.De acordo com Koch, a neurociência precisa de uma teoria da consciência que explique o que este fenômeno é e que tipos de entidades o possuem – e, atualmente, existem apenas duas teorias que a comunidade científica leva a sério.

Imagem relacionadaInformação Integrada

O neurocientista Giulio Tononi, da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA), desenvolveu uma das teorias mais promissoras para a consciência, conhecida como teoria da informação integrada, na qual Koch também trabalhou, em parceria com Tononi.

Entender como o cérebro produz o material de experiências subjetivas, tais como a cor verde ou o som das ondas do mar, é o que o filósofo australiano David Chalmers chama de “problema difícil” da consciência. Tradicionalmente, os cientistas têm tentado resolver este problema com uma abordagem que vai de baixo para cima, um tipo de processamento de informação baseado em dados vindos do meio ao qual o sistema pertence para formar uma percepção. “Você pega um pedaço do cérebro e tentar espremer o suco de consciência [dali]”, explica o diretor científico do Instituto Allen. “Mas isso é quase impossível”.Em contraste, a teoria de informação integrada começa com a própria consciência e tenta trabalhar de marcha ré para entender os processos físicos que dão origem a este fenômeno. A idéia básica é que a experiência consciente representa a integração de uma grande variedade de informações e que esta experiência é irredutível. Isto significa que quando você abrir os olhos (supondo que você tenha uma visão normal), você não pode simplesmente optar por ver tudo em preto e branco, ou ver apenas o lado esquerdo de seu campo de visão.

Resultado de imagem para imagens sobre o cérebroEm vez disso, seu cérebro tece perfeitamente em conjunto uma rede complexa de informações dos sistemas sensoriais e processos cognitivos. Vários estudos têm mostrado que é possível medir o grau de integração utilizando técnicas de estimulação cerebral e de gravação.A teoria da informação integrada atribui um valor numérico, “phi”, ao grau de irredutibilidade. Se o phi é zero, o sistema é redutível a suas partes individuais, mas se o phi é alto, o sistema é mais do que apenas a soma de suas partes. Este sistema explica como a consciência pode existir em diferentes graus nos seres humanos e em outros animais. A teoria incorpora alguns elementos do pampsiquismo, a filosofia de que a mente não está presente apenas em humanos, mas em todas as coisas.

Um corolário interessante da teoria da informação integrada é que nenhuma simulação de computador, não importa o quão fielmente replica uma mente humana, jamais poderia tornar-se consciente. Koch colocar desta forma: “Você pode simular o tempo em um computador, mas ele nunca vai ficar ‘molhado’”.

Resultado de imagem para imagens sobre a consciencia e a menteEspaço de trabalho global

Outra teoria promissora sugere que a consciência funciona um pouco como a memória do computador, que pode lembrar e manter uma experiência mesmo depois dela ter passado. Bernard Baars, neurocientista do Instituto de Neurociências de La Jolla, Califórnia (EUA), desenvolveu esta teoria, que é conhecida como a teoria do espaço de trabalho global. Tal idéia é baseada em um conceito antigo de inteligência artificial chamado de quadro negro, um banco de memória que diferentes programas de computadores possuem.Qualquer coisa, desde a aparência do rosto de uma pessoa a uma memória de infância pode ser reproduzida na lousa do cérebro, onde a informação pode ser enviada para outras áreas do cérebro que irão processá-la. De acordo com a teoria de Baars, o ato de transmissão de informações no cérebro a partir deste banco de memória é o que representa a consciência.

A teoria do espaço de trabalho global e a teoria da informação integrada não são mutuamente excludentes, diz Koch. As primeira tenta explicar em termos práticos se algo é consciente ou não, enquanto a segunda procura explicar como a consciência funciona de forma mais ampla. “Neste momento, ambas podem ser verdade”, conclui.

Imagem relacionadaVisão pessoal…….

Não há, até o momento, nenhuma explicação, plenamente satisfatória, para o mecanismo de formação da consciência. O modelo do computador, conquanto talvez válido para explicar a memória, revelou-se insatisfatório em relação à consciência, posto que a máquina, além de não criar nem “sentir”, não atende a outros requisitos necessários para explicar a característica unitária da consciência, a qual se expressa pela fusão, durante um período variável de tempo, de todas as nossas percepções, pensamentos e emoções.Sem essa unidade, sem essa fusão, a pessoa não experimenta, à medida que “vivencia” as múltiplas experiências do dia a dia, a sensação de individualidade, de ser um ser uno e indivisível. E é precisamente isso que a consciência representa : individualidade, subjetividade. O “eu”, o “self”. Portanto, temos ainda um longo caminho a percorrer para atingirmos um conhecimento mais pleno a respeito do assunto em pauta. Particularmente, temos de tentar entender o mencionado mistério : de que forma coisas intangíveis, como pensamento e consciência, são construídas à partir de elementos detectáveis e mensuráveis, como fases condensadas, atividade elétrica e neurotransmissores ? É possível, assim esperamos, que o “gap” entre o concreto e o abstrato possa vir a ser, um dia, preenchidos. Talvez quando a interrelação entre determinados fenômenos quânticos e biológicos for totalmente compreendida.

Inspiração…

Bloom, F. E. and Lazerson, A. 1988. Brain, Mind and Behavior. W. H. Freeman Co. New york

Bogen, J. E. (1995). On the Neurophysiology of Consciousness. Consciousness and Cognition, 4:1, 52-62

Cottingham, J. (1995). Dicionário DESCARTES. Edição em lingua portuguesa. Zahar Editora. Rio de Janeiro.

Dennett, D. (1991). Consciousness Explained. Back Bay Books. New York.

Monicavox

Recomendo…

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Saiba o que é a depressão endógena

Resultado de imagem para imagens sobre depressãoA depressão endógena é um transtorno do estado de ânimo que se caracteriza por uma tristeza, desesperança e apatia acentuadas. No entanto, a causa da depressão endógena difere daquela da depressão reativa. Nesta, não existe uma situação externa desencadeadora, ela se deve a fatores internos ou psicobiológicos.

Ela é causada por uma alteração ou mudança estrutural na bioquímica cerebral; por outro lado, na depressão reativa existe uma relação evidente entre a situação desencadeante e o começo do transtorno, sendo o motivo desencadeante o núcleo central da depressão.

A falta de causas externas identificáveis pode dificultar a compreensão da doença por parte das pessoas próximas daquele que sofre e da própria pessoa doente. Um desequilíbrio na química do nosso cérebro é suficiente para nos mergulhar em uma profunda tristeza, que nem nós mesmos entendemos, mas da qual não podemos escapar sem ajuda.

Resultado de imagem para imagens sobre depressãoA química da depressão

Na depressão endógena ocorre uma diminuição acentuada da serotonina, assim como na exógena, mas neste caso ela não é causada por fatores externos, e ocorre de maneira natural. Neste tipo de depressão há um elevado componente genético, embora este “apenas” aumente as probabilidades de sofrer de depressão, e não a determine. Existem várias hipóteses que relacionam vários neurotransmissores com a depressão.

A hipótese noradrenérgica postula que a depressão se deve a uma deficiência funcional da noradrenalina nas sinapses cerebrais. Uma das conclusões que reforçam essa teoria é que a privação do sono, concretamente da fase REM, tem efeitos antidepressivos e isto se deve a um aumento da sensibilidade dos receptores de noradrenalina.

A serotonina tem um papel muito importante de regulação do equilíbrio do nosso corpo, modulando a ativação excessiva. O déficit deste neurotransmissor, juntamente com o déficit funcional catecolaminérgico, pode provocar um estado depressivo. Além disso, há estudos que demonstram a reação entre a diminuição de serotonina e a tendência ao suicídio.

Resultado de imagem para imagens sobre depressãoSintomas típicos da depressão

Existem diferentes sintomas de depressão, e nem todo mundo sofre dos mesmos, mas a sintomatologia típica da depressão é:

  • Sintomas anímicos: a tristeza é o sintoma por excelência da depressão. Também pode incluir irritabilidade, sensação de vazio ou nervosismo. Há uma redução acentuada de emoções positivas.
  • Sintomas motivacionais e comportamentais: estado geral de inibição que se traduz em apatia, indiferença e anedonia.
  • Sintomas cognitivos: ocorre alteração na memória, na atenção e na capacidade de concentração. Além disso, o conteúdo da cognição é alterado pela aparição da autodepreciação, sentimento de culpa e perda de autoestima.
  • Sintomas físicos: são comuns problemas com o sono, como a insônia ou a hipersônia. Também podem aparecer a fadiga, a perda de apetite, uma diminuição de atividades e do desejo sexual.
  • Sintomas interpessoais: existe uma grave deterioração nas relações interpessoais, chegando inclusive ao isolamento.

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Embora estes sintomas possam se apresentar em qualquer um dos tipos de depressão maior, existem algumas diferenças na forma como os sintomas são apresentados e, acima de tudo, na sua intensidade. A depressão maior, seja reativa ou endógena, é incapacitante e dificulta as relações sociais e o desempenho no trabalho, embora a endógena geralmente seja mais séria.

Sintomas próprios da depressão endógena

Apesar de ambos os tipos de depressão (reativa e endógena) compartilharem majoritáriamente os mesmos sintomas, também existem diferenças. As depressões endógenas têm sintomas mais vegetativos, como por exemplo a taquicardia. Os sintomas são mais graves, com maior probabilidade de pensamentos suicidas. Além disso, na maioria dos casos é possível identificar uma variação sazonal dos sintomas e um despertar precoce.

A pessoa sente uma tristeza mais intensa, intrusiva, desproporcional e penetrante. Além disso, a tristeza é acompanhada de uma anedonia acentuada, ou, em outras palavras, uma incapacidade para sentir prazer. Há uma perda de reatividade, a pessoa não consegue reagir emocionalmente perante os sucessos positivos importantes.

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A tristeza endógena não é modificável de forma voluntária, apesar dos esforços. Por não existir nenhuma causa justificável sobre qual a terapia possa focar, os fármacos são a primeira escolha de tratamento;é que ela responde muito bem aos antidepressivos. Combinar a terapia farmacológica com a intervenção psicológica no começo do tratamento pode ser a melhor ferramenta para abordar o problema e depois ir aos poucos estabilizando o quadro sem remédios.

Antidepressivos são vilões da saúde.

De acordo com um estudo da McMaster University, os benefícios destes medicamentos não compensam seus possíveis riscos, que incluem até mesmo a morte prematura em pacientes idosos. As informações são do jornal Daily Mail .Os antidepressivos servem para aliviar os sintomas de depressão e, para isso, eles elevam os níveis de serotonina no cérebro, o que melhora o humor e a disposição. No entanto, boa parte de serotonina que o corpo produz é usada para outros fins, incluindo a digestão, formação de coágulos de sangue em locais com feridas, reprodução e desenvolvimento.

Segundo pesquisa publicada no jornal Frontiers in Psychology , estes, medicamentos tiveram efeitos negativos sobre a saúde de todos os processos normalmente regulados pela serotonina. Isto incluiu um maior risco de problemas de desenvolvimento em crianças, problemas com a função sexual, problemas digestivos, sangramento anormal e acidente vascular cerebral em idosos.

“Precisamos ser muito mais cautelosa sobre o uso disseminado dessas drogas. É importante porque milhões de pessoas são prescritos antidepressivos a cada ano, pensando que essas drogas são seguras e eficazes”, alertou o líder do estudo e biólogo Paul Andrews.

Imagem relacionadaENTREVISTA

O psiquiatra Rubens Coura alerta que os antidepressivos podem levar o doente a subestimar os problemas e a transferir suas culpas para os outros

O psiquiatra e psicanalista Rubens Hazov Coura, 50 anos, estuda há mais de 20 as pessoas que tomam antidepressivos. Formado pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), sua principal tarefa é analisar com muita atenção os relatos dos pacientes; Foi a partir dessa análise que Coura se deu conta e identificou dois efeitos nocivos dos remédios antidepressivos: a indiferença e a persistência da destrutividade. “São efeitos terríveis. Não são evidentes e o paciente não fala deles”, diz. Essas descobertas, que fazem parte de suas atuais pesquisas para a tese de doutorado, o uso abusivo dos antidepressivos e as falhas nos diagnósticos de quem sofre de depressão estão nesta entrevista concedida por Coura a ISTOÉ.

ISTOÉ – Quais são os efeitos nocivos dos antidepressivos?
Rubens Hazov CouraSão dois efeitos terríveis, diferentes dos efeitos colaterais do antidepressivo. Um deles é o fato de a pessoa ficar aquilo que os familiares chamam de indiferente. Ela não está mais deprimida, não fica chorando todos os dias, sem querer sair de casa. Mas ela fica outra pessoa. Isso é um horror. É abominável.
ISTOÉ – Como é essa indiferença?
Rubens Hazov CouraO paciente fica como se fosse uma outra pessoa porque o antidepressivo induz a um contentamento que não depende dos fatos da vida. Ele não fica contente porque conseguiu se formar na faculdade, porque teve um bom resultado no trabalho ou porque a família vai indo bem. Não fica feliz porque conquistou coisas, que é o natural. Ele se contenta por ação química. Os fatos da vida dele são os mesmos. E também não houve um amadurecimento emocional para aceitação de eventuais fatos nocivos e desagradáveis. Está tudo igual. O medicamento induz ao contentamento indiscriminadamente. Por isso que digo que é a ação do antidepressivo.
ISTOÉ – Isso é maléfico?

Rubens Hazov CouraPode ser muito maléfico porque a pessoa, muitas vezes, não fará as coisas que tem de fazer para obter um contentamento na vida.

ISTOÉ – Por exemplo?

Rubens Hazov Coura Alguém que vai prestar um vestibular para entrar numa faculdade com a qual sempre sonhou. Sob o efeito do antidepressivo ele pode se contentar com qualquer uma porque está contente por antecipação. A pessoa não espera o fato da vida acontecer para ficar contente. Já está contente por ação química. Então ela ou nem presta vestibular, como eu vi. “Para que vestibular?”, pensa. Ou deixa de querer a faculdade que pretendia.

ISTOÉ – Qualquer pessoa que toma antidepressivo passa por isso? Depende da dosagem, do tempo que se toma, de uma predisposição genética?
Rubens Hazov Coura Isso nós não sabemos ainda. Mas ocorre com muitas pessoas. O mecanismo exato, que leva a essa indiferença, é uma das coisas que quero apurar em meus estudos atuais. Vi gente perder o emprego, empresários perderem a própria empresa…
ISTOÉ – O sr. pode contar o caso de um empresário?
Rubens Hazov CouraUm deles, por exemplo, tinha uma empresa, com mais de 40 empregados, que funcionou muito bem durante anos. Depois de algum tempo, começou a ir mal e precisou se adaptar à situação econômica do País. Por conta disso, o empresário ficou deprimido e foi medicado com antidepressivo. Ele ficou mais contente, sem que nada no sistema da empresa dele tivesse mudado. Nada. Ele começou a não se importar mais com as queixas dos funcionários, com a queda nas vendas, com o sócio desleixado. E arrumava explicações para as coisas: “Ah, meu sócio está trabalhando mal porque ele está muito desgastado. Afinal ele é humano” ou “Os empregados estão insatisfeitos, mas hoje em dia eles reclamam muito mesmo?” Ele não fez nada para melhorar as coisas e perdeu a empresa.
ISTOÉ – O empresário não se deu conta do que estava passando?

Rubens Hazov Coura Ele tinha explicação boa para tudo. Estava muito otimista, diferente de antes. O antidepressivo deveria fazer ele aceitar melhor as deficiências da empresa para poder saná-las e não deixar que ele perdesse o negócio.

ISTOÉ – Há outros casos?
Rubens Hazov Coura Havia um outro que passou a se desinteressar pela educação dos filhos, apesar de sempre ter-se preocupado com isso. Queria que o filho passasse em determinada faculdade, etc. e com o tempo começou a ficar indiferente a isso.
ISTOÉ – Uma pessoa que tenha pavor da morte pode passar a sentir uma indiferença a ponto de achar que tanto faz viver ou morrer?
Rubens Hazov Coura Isso não deve ocorrer. A indiferença tende à alegria. A pessoa não vai pensar em pular do prédio. Vai pensar que não há com o que se preocupar, que a vida é boa.
ISTOÉ – Qual o outro efeito nocivo?
Rubens Hazov CouraEle se dá como se apenas uma parte da pessoa reagisse de forma não depressiva. Em psicanálise nós falamos que na depressão existe uma fúria sádica do sujeito contra ele mesmo, que o faz querer se autodestruir. O antidepressivo pode agir somente numa parte disso. Ou seja, a pessoa sai daquele estado triste, mas permanece a fúria sádica, só que não mais contra si, mas contra alguém próximo.
ISTOÉ – O que é esta fúria sádica?
Rubens Hazov CouraÉ aquilo que leva o depressivo a se culpar. Ele se acha a pior das pessoas, acha que fez tudo errado, que agiu mal. Essa é a fúria sádica contra si mesmo. Sob o efeito do antidepressivo, ele pode ficar contente e essa fúria se voltar contra alguém próximo.
ISTOÉ – Ele culpa alguém pelos males do mundo?
Rubens Hazov Coura É como se outra pessoa, e não mais ele, tivesse de ser punida. Mas ele não fala isso claramente.
ISTOÉ – É como se a destrutividade persistisse, só que voltada para o outro?
Rubens Hazov CouraSim. E não era uma característica da pessoa antes de estar deprimida e tomar o medicamento. Passa a ser. Lembro-me de um paciente que começou a fazer de tudo para arruinar a vida da esposa. Ela trabalhava numa empresa dele e ele deu um jeito de rebaixá-la de cargo. Deu um jeito de o filho, que era o queridinho dela, ir para fora de São Paulo estudar no lugar mais longe que ele achou. Vendeu o título do clube que ela gostava e que ele sempre achou muito bom. Fazia tudo para restringi-la. Quando ele saiu da depressão, parou com tudo isso.
ISTOÉ – Como o antidepressivo faz isso?
Rubens Hazov CouraDe alguma forma ele pode melhorar só uma parte da depressão. Nesse caso que citei, a melhora seria ele não mais se julgar culpado de coisas que não fez. Voltar a fazer as coisas que gostava. Isso ele voltou, só que junto com isso passou a tratar a esposa assim.
ISTOÉ – É fácil detectar esses distúrbios?
Rubens Hazov Coura Numa consulta rápida não dá. Vai parecer que está tudo bem e na verdade não está.
ISTOÉ – Como o sr. se deu conta dessas ações maléficas?

Rubens Hazov Coura Por meio do acompanhamento prolongado dos pacientes e de uma observação mais profunda, percebendo o que o paciente refere, como ele refere. O paciente não fala delas. E não são claras até para o profissional porque a pessoa, afinal, não está mais deprimida. Não é simples perceber que aí pode haver algo de muito errado.

ISTOÉ – Qualquer antidepressivo pode causar esses problemas?

Rubens Hazov Coura Provavelmente sim. Já vi com os novos (pós-Prozac) e com os clássicos.

ISTOÉ – Os antidepressivos são ministrados de forma abusiva?
Rubens Hazov Coura Sim. Não é só psiquiatra que prescreve. Em alguns locais do mundo, como Estados Unidos e Inglaterra, cerca de 60% das prescrições de antidepressivos são feitas por clínicos gerais, ginecologistas, cardiologistas, entre outros. No Brasil, provavelmente, é parecido porque não há estatística confiável que eu conheça a esse respeito aqui.
ISTOÉ – Receitar antidepressivo deve ser exclusividade do psiquiatra?
Rubens Hazov CouraClaro, pelo conhecimento que ele tem da área. E não é qualquer psiquiatra. É o profissional que vai acompanhar o paciente ao longo de meses. Mas o que muitas vezes se vê aqui é assim: a pessoa tem uma receita e, quando acaba, pede para um médico qualquer ir renovando o medicamento. Ela vai fazer uma consulta num gastroenterologista e aproveita e pede a receita do antidepressivo que o psiquiatra passou há meses. Isso sem falar nas pessoas que se automedicam. Alguém que comprou o remédio, mas não quer tomar mais e dá a caixa para o primo, para o colega de escritório.
ISTOÉ – Os antidepressivos são o segundo tipo de remédio mais vendido no mundo. Isso acontece porque realmente há milhões de pessoas deprimidas ou há também muito marketing?
Rubens Hazov Coura Existem milhões de deprimidos, mas há influência da propaganda. Eu acredito que isso induz o paciente a extorquir do médico uma receita de antidepressivo.
ISTOÉ – O médico colabora com essa extorsão porque cede ao pedido do paciente.
Rubens Hazov Coura A maioria dos médicos tem boa vontade de atender. Não fica fascinada com medicamentos novos porque já viu medicamentos que prometiam muito e não cumpriam. A população é mais vulnerável a essa propaganda. Vejo entusiasmo dos leigos e não dos médicos. Como o médico vai negar uma receita para um paciente que está solicitando um remédio para melhorar, mesmo que ele não acredite muito no medicamento?
ISTOÉ – Esse profissional não tem a consciência de que dando o antidepressivo ele pode não ajudar o paciente?
Rubens Hazov Coura Creio que ele não saiba disso. Porque se a pessoa já vem tomando o medicamento e não fez mal, não deu efeitos colaterais, ele imagina que esteja indo bem. É um raciocínio aceitável.
ISTOÉ – O sr. vê falhas nos diagnósticos?
Rubens Hazov Coura Sim. Há pessoas que sofrem de angústia, mas são tratadas como se fossem deprimidas. É claro que o resultado não pode ser muito bom.
ISTOÉ – Qual a diferença entre a angústia e a depressão?
Rubens Hazov Coura A angústia é aquela irritabilidade, nervosismo. A pessoa brava, impaciente, que não consegue se concentrar. Trata-se com tranquilizante e psicoterapia. Já o deprimido sente tristeza, melancolia. É uma pessoa mais quieta, parada, com falta de iniciativa.
ISTOÉ – E o que pode acontecer com as pessoas que não têm depressão, mas tomam antidepressivos?
Rubens Hazov Coura Elas podem ficar mais angustiadas ainda. Dependendo do medicamento, ele pode ajudar um pouco na angústia, mas não tem o tratamento adequado. Não há uma melhora efetiva. Mas existe o oposto também. Pessoas que pensam em embelezamento, plásticas, musculação, e não percebem, às vezes, que estão escamoteando uma angústia, uma depressão. Fazem um verdadeiro culto da aparência. Por isso, você vê pessoas deprimidas, angustiadas, que vão cuidar do corpo. As mulheres, por exemplo, mais frequentemente, querem fazer uma plástica rejuvenescedora. Nunca ouvi falar numa mulher que, por estar mais jovem, bonita, com plástica, ginástica, musculação, consegue o que muitas vezes quer, que é um companheiro ou manter o marido. Não consegue. Aquela angústia, aquela depressão que está na base, impede que ela consiga.
ISTOÉ – A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que um quinto da população mundial tem depressão e que a cada ano surgem dois milhões de novos casos. Como o sr. vê esses números tendo em vista os dois distúrbios que podem ser causados pelos antidepressivos?
Rubens Hazov Coura Esses dois efeitos têm de ser muito bem acompanhados. Mas eu pergunto: o paciente, seja ele quem for, tem de ser bem acompanhado ou não tem? Tem de haver um acompanhamento mais estreito. Tanto do psiquiatra quanto do psicanalista. Além disso, a pessoa não pode imaginar que só com um comprimido vai conseguir se livrar da depressão. Me parece ingênuo esperar isso. “Ah! a serotonina normalizou.” Ela é apenas um dos neurotransmissores (substâncias que fazem a comunicação entre os neurônios) envolvidos no processo da depressão. Não é tudo. Querer resolver o problema sem psicoterapia, sem uma orientação estreita, me parece difícil.
ISTOÉ – Como deve ser o acompanhamento do paciente?
Rubens Hazov Coura Deve ser feito um acompanhamento rigoroso do paciente pelo mesmo psiquiatra que receitou o antidepressivo. A relação entre o médico e o paciente pode até alterar a dosagem do remédio. Se o paciente muda de médico rapidamente, ele costuma piorar e pode precisar até de uma dosagem maior.
ISTOÉ – O paciente deve escolher um psiquiatra por quem tenha empatia?

Rubens Hazov Coura Sim. Deve optar por um e ficar com ele. Não telefonar para a secretária e pedir para ela deixar a receita na portaria. Esse médico que ele escolheu precisa vê-lo com frequência e conversar bastante. Saber o que está se passando. Fora isso, esse mesmo paciente deve fazer uma psicoterapia bem-feita com um outro psiquiatra ou um psicanalista.

ISTOÉ – O sr. acredita no tratamento da depressão sem antidepressivos?
Rubens Hazov Coura Da depressão grave é difícil.
ISTOÉ – E para os outros tipos?
Rubens Hazov Coura Aí pode ser. Depressões não muito severas se beneficiam da psicoterapia, sem medicamentos.
ISTOÉ – O sr. acha que os dois distúrbios que apontou podem ser evitados num paciente que conta com um acompanhamento adequado?

Rubens Hazov CouraAcredito que, desde que o profissional saiba da existência desses dois efeitos, eles sejam contornáveis.

Resultado de imagem para imagens sobre depressãoVisão pessoal….

Quase duas décadas depois do lançamento, em 1987, do Prozac, antidepressivo revolucionário para a época que virou febre nos anos 90, os pesquisadores da área estão agora interessados em investigar outra questão: as causas do bem-estar, da serenidade e, em última instância, da felicidade. E eles procuram respostas tanto em pacientes com depressão quanto em pessoas sem distúrbio psiquiátrico algum.Todos estamos expostos a adversidades, mas por que uns conseguem lidar tão bem com elas e outros sucumbem? Mês passado, o assunto foi debatido em um simpósio no Hospital das Clínicas em São Paulo, que reuniu pesquisadores de vários países. Quando chegarem a resultados mais conclusivos, isso pode significar tratamentos mais eficazes para deprimidos crônicos e também o conhecimento de novas fontes de bem-estar para todos.Os antidepressivos evoluíram muito, mas não se sabe ainda exatamente como funcionam. Quando o Prozac chegou havia os chamados tricíclicos e os inibidores da monoaminoxidase (IMAOs), que até eram eficazes, mas apresentavam efeitos colaterais severos, como diminuição de libido, ganho de peso, constipação intestinal e outros. Chamada “pílula da felicidade” na época de seu lançamento, o Prozac revolucionou ao agir pontualmente em um neurotransmissor cerebral, a serotonina, e ao reduzir esses incômodos. Depois dele, surgiram os antidepressivos atípicos, que atuam na serotonina e na noradrenalina ou em outros neurotransmissores envolvidos na sensação de bem-estar. Mas não é apenas a oferta dessas substâncias no cérebro que combate a depressão. Esta é a primeira alteração bioquímica provocada por um antidepressivo. Há outros efeitos que só surgem após duas semanas. O organismo precisa de um tempo para se adaptar. Nesse período, ocorre uma série de processos que não sabemos exatamente quais são; Só quando isso for totalmente desvendado é que se terá um remédio de fato eficaz e que funcione para todos os pacientes que possuem depressão bioquímica crônica-mesmo assim, existem alternativas sem remédios….Antidepressivo não é remédio para quem está triste. Em primeiro lugar, como o próprio nome diz, é um medicamento para quem tem depressão, doença que, segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), atinge mais de 120 milhões de pessoas no mundo – a maioria mulheres, que são afetadas em uma proporção de três para cada homem. Os sintomas são apatia, alterações no apetite e no sono, sentimento de desvalia, falta de esperança e outros. Se aparecem isolados, não caracterizam a doença, mas, se surgem em conjunto e persistem, podem levar ao diagnóstico. Ainda que o antidepressivo fosse a “pílula da felicidade” liberada para todos, como demora duas semanas para agir, não adiantaria nada tomar um comprimido só naquele dia em que se está triste ou desanimado. O remédio não vai fazer a mágica de trazer alegria ou disposição imediata. Este é o efeito de substâncias euforizantes, como a cafeína ou drogas do tipo da cocaína, que causam dependência, ao contrário dos antidepressivos.Só o psiquiatra competente e atualizado deve receitar antidepressivo. O avanço que veio com a descoberta desse tipo de medicamento foi colocar a depressão e certos transtornos psiquiátricos no mesmo patamar de outras doenças controláveis, como diabetes e hipertensão. O lado bom é que quem tinha o problema pôde passar a se tratar adequadamente. Isso ajudou até a reduzir preconceitos.Havia, e ainda há um pouco hoje, uma cultura de que a pessoa deprimida é irresponsável e preguiçosa, quando esses são os sintomas da doença. O lado ruim é que muita gente saudável passou a tomar antidepressivo por conta própria, situação agravada com o surgimento de um “mercado negro” na internet, onde é possível comprar qualquer remédio sem receita. E há ainda quem tome com prescrição médica, mas de maneira inadequada. Em um ano, entre meados de 2003 e 2004, foram consumidos 400 milhões de comprimidos de antidepressivos no país. Boa parte foi receitada por médicos de outras especialidades, como clínicos gerais e ginecologistas, o que pode levar ao risco de superdosagem e à piora de outros quadros psiquiátricos não diagnosticados.Rir e fazer sexo estimulam a produção de serotonina e dão bem-estar, como fazem alguns antidepressivos;Para algumas pessoas, a sensação de bem-estar é algo mais difícil de conquistar e manter a sensação de bem-estar e felicidade exige persistência. Em outras palavras, depois de iniciado o tratamento, o paciente de depressão fica viciado.Ganho de peso é um dos motivos que mais provocam abandono do tratamento. De 70% a 80% dos remédios psiquiátricos engordam- Pior: via de regra, os efeitos colaterais de um antidepressivo diminuem com o tempo de uso, mas o ganho de peso costuma persistir e muitos pacientes desistem em favor da boa forma. Não só por isso, mas também por conta da grande preocupação com a obesidade, mal que atinge 11% dos brasileiros adultos, combater esse efeito é um dos maiores desafios no tratamento.Há outras fontes de felicidade além dos antidepressivos e elas são indicadas para todos. Se praticadas regularmente, algumas atividades,  estimulam a produção de serotonina, o mesmo neurotransmissor sobre o qual o Prozac e outros antidepressivos agem e que faz as pessoas se sentirem tranqüilas, dispostas e felizes. Conforme avançarem as atuais pesquisas, será possível saber mais – e com mais certeza – sobre o que causa ou não bem-estar. Por enquanto, o que se tem são boas pistas aqui e ali. Um estudo da Universidade de Miami, por exemplo, levanta provas em favor da atividade física. Comparou-se a reação de pessoas que se exercitavam com regularidade com a de sedentários frente a uma situação tensa – como o momento em que recebiam a notícia de que eram HIV positivo. Os sedentários pararam imediatamente de multiplicar as células de defesa, ao passo que os que se mantinham ativos conseguiram manter o sistema imunológico protegido e ficaram menos amedrontados e desesperados com a situação…..Voltaremos ao assunto em breve com um estudo sobre as “drogas da felicidade”…..aguardem.

Inspiração….

Psicofarmacologia de antidepressivos

A Era dos Antidepressivos – Associação Brasileira de Psiquiatria

Psicofármacos nos Transtornos Mentais – UFRGS

Antidepressivos no Tratamento de Depressão na Doença de Parkinson

Antidepressivos – ICB – UFRJ

Depressão: um olhar farmacêutico para o “mal do século”

Síndrome de descontinuação dos antidepressivos

Monicavox

Recomendo….

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Voce sabe o que é Fadiga Adrenal?

Resultado de imagem para imagem sobre as adrenaisVamos abordar alguns dos equívocos em torno da fadiga crônica associada a diminuição da atividade do eixo hipotalámo – hipósise – adrenal ( hipoatividade do eixo HPA) que por este motivo é apelidada de Fadiga Adrenal . Apesar de excelentes livros terem sido escritos pelo Dr. James Wilson e diversos outros pesquisadores, muitos dentre os profissionais médicos ainda não reconhecem essa condição subdiagnosticada.

A fadiga  crônica com  hipoatividade da  supra renal ou ” Fadiga Adrenal”  afeta de forma pandêmica a atual civilização, em razão de vários fatores como os descritos abaixo:

  • Medo
  • Estresse emocional
  • Perda do emprego
  • Pressão no trabalho
  • Pressão na escola/ faculdade
  • Pressão financeira
  • Alergia
  • Cigarro
  • Cafeína
  • Excesso ou falta de exercícios
  • Toxinas
  • Relacionamentos amorosos em crise ou rompimentos
  • Perdas de entes queridos
  • Violência urbana
  • Caos Urbano
  • Bullying
  • Preocupações familiares, principalmente com filhos ou pais doentes
  • Infecções e internações

estressores

Tudo isto dificulta a atividade humana, impedindo inclusive que as pessoas continuem produtivas sob o ponto de vista social e econômico. Com este artigo, espero fornecer um recurso informativo para todos os que sofrem de fadiga adrenal.

O que é fadiga adrenal? E por quais razões provoca tantos sintomas e tantas queixas?

As glândulas adrenais são parte importante de seu sistema endócrino, que é o responsável pelo controle da sua pressão arterial, ciclo do sono, imunidade, regulação do metabolismo do sódio, do potássio, da água, dos carboidratos e também regulação das reações do corpo humano ao estresse, através de um sistema denominado eixo HPA.

O Eixo HPA

O eixo HPA é um conjunto complexo de relações e sinais que existem entre o hipotálamo, a hipófise e as glândulas adrenais. Esta relação é uma parte absolutamente indispensável da nossa existência, mas é muito difícil de entender. É um assunto complicado, e a maneira com que as glândulas adrenais, hipófise e hipotálamo interagem uns com os outros tem sido objeto de consideráveis investigações.

EIXO HPA

Estas glândulas se localizam uma sobre cada rim e são constituídas por duas porções, o córtex e a medula. A medula adrenal secreta as catecolaminas, noradrenalina e adrenalina, sendo a principal fonte de adrenalina no corpo. O córtex adrenal secreta três tipos de hormônios: mineralocorticóides (aldosterona), glicocorticóides (cortisol e corticosterona) e androgênios (hormônios sexuais).

adrenal

Estas glândulas constituem a primeira parte do corpo a ser diretamente atingida pelos efeitos do estresse e nessas situações, passam a funcionar de forma errada, não secretando os hormônios que deveriam. O estado de estresse crônico em sua fase mais avançada ocorre devido à falência parcial da glândula adrenal, o que provoca a diminuição gradativa do cortisol. Como o cortisol equilibra o sistema imunológico, na sua falta, a pessoa fica mais suscetível a inflamações, infecções, alergias, dermatites, dores musculares e articulares.

Sintomas mais comuns de fadiga adrenal:

  • Dificuldade em se levantar todas as manhãs, mesmo dormindo bem;
  • Cansaço persistente que atrapalha convívio social , vida profissional e pratica regular de exercícios
  • Incapacidade de lidar com o estresse – irritação demasiada;
  • Desejos por alimentos sabidamente calóricos pois tende – se a buscar energia de form inconsciente – e caloria é energia
  • Níveis mais elevados de energia à noite;
  • Sistema imunológico enfraquecido.
  • Baixo poder de concentração

Outros sintomas :

  • Asma, alergias ou problemas respiratórios antes inexistentes
  • Círculos escuros sob os olhos “olheiras
  • Tontura
  • Compulsão por café e bebidas estimulantes
  • Cansaço extremo após o exercício ou impossibilidade de realizar algum exercício
  • Cansaço extremo após um situação estressante
  • Dor nas articulações
  • Dor de cabeça crônica , dor lombar e outras dores que não melhoram
  • Pressão arterial baixa -principalmente se renina/ aldosterona/ adrenalina estiverem baixas também
  • Desejo por alimentos salgados – principalmente se renina/ aldosterona estiverem baixas também
  • Baixo desejo sexual em função do cansaço
  • Ganho de peso em função do cansaço e da compulsão alimentar

Então, se você tem sentido dificuldades para acordar, come exageradamente durante a tarde, não demonstra o menor interesse por sexo e se irrita com facilidade, talvez seja a hora de procurar ajuda . Fadiga adrenal ocorre devido à exposição prolongada ao estresse do trabalho, estresse emocional ou doença crônica. Testes hormonais podem ajudar no diagnóstico mas as queixas clínicas são de extrema importância no diagnóstico.

Outras patologias como câncer, doenças auto imunes, infecciosas, anemias, déficit nutricional, apnéia do sono, menopausa, andropausa, hipotiroidismo, doença de Addison, doenças cardiovasculares, doenças neurológicas e pulmonares devem ser excluídas.Esta fadiga é raramente diagnosticada por médicos, mesmo em face das evidências apresentadas pelos novos trabalhos. Há três razões pelas quais os médicos são tão relutantes:

  1. Os testes de laboratório muitas vezes são inconclusivos
  2. O diagnóstico é basicamente clínico e físico
  3. Inércia nos protocolos médicos.

Como diagnosticar a Síndrome da Fadiga Crônica com  hipofunção adrenal ?

Não existe um teste laboratorial que indique a síndrome da fadiga crônica. O seu diagnóstico é feito por exclusão. Deve-se antes procurar as causas já conhecidas de fadiga, para verificar se o paciente não tem um dos diagnósticos conhecidos para explicar seus sintomas. Por exemplo:  insuficiência cardíaca é causa de fadiga e  terá que  ser excluída assim como hipotiroidismo, menopausa, câncer em atividade etc.O diagnóstico de Fadiga Crônica pode ser feito nos casos em que a queixa de fadiga intensa e que persiste por no mínimo seis meses.

Não devemos confundir fadiga com perda da força muscular, como acontece na polirradiculoneurite (doença dos nervos periféricos) ou na hemiplegia (paralisia de um dos lados do corpo) decorrente de um derrame cerebral. Nesses casos, a pessoa vai apresentar fraqueza muscular, e não fadiga.

Resultado de imagem para imagens sobre stress adrenalOs quatro estágios;

O termo fadiga adrenal pode em muitos aspectos ser enganoso, porque descreve uma variedade de diferentes estados no caminho que leva à exaustão adrenal. Na verdade, a maioria dos doentes de fadiga adrenal felizmente nunca alcança os últimos estágios da doença, e muitas vezes se recupera totalmente da fase 1 ou 2 da fadiga adrenal sem nunca ter sido diagnosticada corretamente.

Fases

Características

Sintomas

Primeira Fase:Início da fase de ‘alarme’ Esta etapa descreve reação imediata do organismo a um estressor. Testes de laboratório mostram níveis elevados de adrenalina, noradrenalina, cortisol, DHEA e insulina. Estado de maior excitação e atenção. No entanto os padrões de sono podem alterar e você pode sentir cansaço intermitente.
Segunda Fase:Continuando a fase de ‘alarme’ Os níveis de DHEA e outros hormônios sexuais podem começar a cair. Isso ocorre porque os recursos necessários para produzir os hormônios sexuais estão sendo desviados para a produção de hormônios do estresse, como cortisol. Durante este estágio, você vai começar a sentir os efeitos do excesso de esforço das suas adrenais. Um sentimento comum é o de estar “inquieto, mas cansado”. Nesta fase, cuidado com o café.
Terceira Fase: A fase de ‘Resistência’ Durante esta fase, o sistema endócrino continua a se concentrar na produção de hormônios do estresse, à custa de hormônios sexuais. Os níveis de DHEA e outros hormônios sexuais continuam a cair. Neste ponto, o indivíduo ainda é capaz de funcionar, ter um emprego e continuar uma vida bastante normal. Os sintomas incluem cansaço, falta de entusiasmo, infecções regulares e um menor impulso sexual. Esta fase pode continuar por vários meses ou mesmo anos.
Quarta Fase:A fase de ‘Burnout’ Depois de algum tempo o corpo esgota as maneiras de fabricar os hormônios do estresse, e os níveis de cortisol, finalmente, começam a cair. Agora, os níveis de ambos os hormônios, sexuais e do estresse, estão baixos. Durante este estágio final de fadiga adrenal, o indivíduo pode sofrer de cansaço extremo, falta de desejo sexual, irritabilidade, depressão, ansiedade, perda de peso, apatia e desinteresse pelo mundo ao seu redor. A recuperação desta fase da fadiga adrenal requer um tempo significativo, paciência e muitas vezes mudança completa no estilo de vida.

 

 

 

 

 

 

Cafeína realmente dá energia?

O que acontece cada vez que você bebe uma xícara de café? Seu cérebro envia uma mensagem para a glândula hipófise, que libera um hormônio que diz às suas adrenais para produzirem adrenalina e o hormônio do estresse cortisol. Em outras palavras, você está provocando exatamente o mesmo tipo de resposta ao estresse que seu corpo usa quando você está em perigo físico iminente.

Se você só toma uma xícara de café ocasionalmente, suas glândulas adrenais serão capazes de reagir rápida e eficazmente a este tipo de estimulação. Mas se você estiver bebendo várias xícaras de café por dia, você começa a notar uma reação mais lenta e diminuída. Algumas pessoas podem dizer que sua “tolerância” tem aumentado, ou que seu corpo apenas processa melhor a cafeína, mas a verdade é um pouco diferente. Depois de longo prazo e repetidas doses de cafeína, suas glândulas adrenais são simplesmente enfraquecidas e menos capazes de responder adequadamente.

Resultado de imagem para imagens sobre sistema imunológicoEstresse Adrenal e Sistema Imunológico

Os hormônios produzidos pelas glândulas adrenais e particularmente o cortisol, desempenham um papel importante na regulação do seu sistema imunológico. Uma das muitas funções do cortisol é reduzir a inflamação. Se os seus níveis de cortisol forem muito baixos ou muito altos, isso pode levar à infecções regulares, inflamação crônica, doenças autoimunes ou alergias. A manutenção de um nível equilibrado de cortisol é uma parte importante do “se manter saudável”.

Os níveis de cortisol podem tornar-se desequilibrados durante as diferentes fases do  estresse adrenal. Na verdade, os níveis de cortisol dependerão em grande parte de que fase da doença você atingiu. Se você ainda está nos estágios iniciais, seus níveis de cortisol tendem a ser elevados, junto com adrenalina e noradrenalina. Se você está nos estágios mais avançados da fadiga adrenal, seus níveis de cortisol serão muito menores. Nenhum dos casos é benéfico para o seu sistema imunológico.

  • Cortisol elevado :Durante os primeiros estágios da fadiga adrenal, o eixo HPA está produzindo grande quantidade de hormônios do estresse. Isto significa que o nível de cortisol é elevado, o que suprime o sistema imunológico e reduz a inflamação. O sistema imunológico suprimido nos deixa vulneráveis a doenças. E aqueles de nós que estão sob estresse de longo prazo tendem a sofrer desproporcionalmente com vírus de gripes e resfriados, além de infecções bacterianas.
  • Cortisol diminuído: Se o cortisol cai muito abaixo do nível ótimo, remove-se completamente a válvula de segurança que impede o sistema imunológico de reagir contra as ameaças. Durante os últimos estágios da fadiga adrenal, as glândulas adrenais tornam-se “cansadas”, “esgotadas” e incapazes de produzir os hormônios que seu corpo precisa. Isto significa que a regulação do efeito anti-inflamatório pelo cortisol estará ausente. Sem cortisol suficiente, não há nada para prevenir a inflamações. Com efeito, o sistema imunológico passa a funcionar fora de controle. Baixo nível sérico de cortisol leva ao aumento da produção de citocinas pró-inflamatórias, que levam a um excesso de ativação do sistema imunológico, processos inflamatórios, dor crônica e intolerância a dor

De acordo com Dr. Thomas Guilliams, imunologista, “O resultado é a amplificação de inúmeras vias inflamatórias e aumento da susceptibilidade para o desenvolvimento de doenças inflamatórias, incluindo doenças autoimunes, transtornos do humor, atopia, malignidade, síndrome da fadiga crônica, síndrome de dor crônica, obesidade, desequilíbrio da glicemia e fibromialgia. “

Resultado de imagem para imagens sobre cortisolREFERÊNCIAS QUE CORRELACIONAM HIPOCORTISOLISMO ( CORTISOL BAIXO) COM O FADIGA CRÔNICA:

Uma das possíveis causas aventadas é a hipoatividade ( diminuição da atividade) do eixo hipotálamo – hipófise – adrenal ( HPA) como diminuição da produção de cortisol no decorrer do dia como poderão ver nos artigos descritos abaixo

A Síndrome da Fadiga Crônica (SFC) é uma doença incapacitante caracterizada por fadiga extrema e outros sintomas relacionados, definida por Fukuda et al. em 1994, sendo de etiologia multifatorial, de acordo com Wessely et al., em artigo de 1998. Dos supostos componentes biológicos envolvidos na SFC, a disfunção do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA) tem sido implicada devido às ligações entre estresse físico ou psicológico e o início da doença, a comorbidade com depressão maior ou unipolar (encontrada em cerca de 50% dos pacientes). Outro componente envolvido é a predominância de fadiga em distúrbios do eixo HPA como na doença de Addison, segundo Cleare em 2001. As evidências até o momento, indicam um hipocortisolismo leve em alguns indivíduos, mas com variação entre os estudos, dependendo do método utilizado para medir os níveis de cortisol e a heterogeneidade das amostras de pacientes. Devido a dificuldades de interpretação de estudos anteriores que utilizaram procedimentos estressantes, como internação hospitalar, canulação, remoção de sangue e administração de drogas, foi criada uma medida natural de estresse – a resposta do cortisol salivar ao despertar – para obter uma indicação do “status” do eixo HPA na SFC.

Este teste natural da resposta do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA) ao estresse, realizado em um ambiente doméstico, demonstrou o comprometimento da função do eixo HPA na SFC.” Isso mostra que não é errado chamar esta doença de “Fadiga Adrenal”- termo contestado pelas Sociedade de Endocrinologia e Metabologia mas que apresenta todos os sintomas e alterações laboratoriais da Síndrome da Fadiga Crônica

Em seu comentário sobre o uso de baixas doses de hidrocortisona como um possível tratamento para síndrome da Fadiga Crônica (SFC), William Jeffcoate afirma que os resultados positivos obtidos por Anthony Cleare e seus colaboradores, podem mais provavelmente agravar do que resolver as diferenças entre a classe médica, sobre a causa e tratamento desta doença tão controversa. Embora a maioria aceite que vai continuar havendo divergência de opiniões sobre o papel dos fatores físicos e psicológicos na perpetuação dos sintomas da SFC, não é de fato, um crescente consenso de que anormalidades neuroendócrinas e de neurotransmissores poderiam agora servir de base para a intervenção terapêutica eficaz.

Ensaios como o de Cleare e colaboradores estão, sem dúvida, ajudando a fornecer algumas respostas, mas é surpreendente encontrar tão poucos dados para avaliação do sistema endócrino basal (ou seja, teste de estresse de insulina, teste de liberação de corticotrofina, e medida do cortisol urinário livre). O fato de que o cortisol urinário livre basal foi de 105 nmol por 24 h sugere que um grande número de pacientes entrou no ensaio sem evidência laboratorial de hipocortisolemia. Se este for o caso e os pacientes sem hipocortisolemia também demonstraram uma redução da fadiga e incapacidade, então deveríamos questionar seriamente se hipocortisolemia é um fator importante na produção destes sintomas. Uma explicação alternativa é que o modo de ação da hidrocortisona é independente de qualquer hipocortisolemia e o seu efeito principal é em alguma outra anormalidade patológica – possivelmente, mesmo no modo como as mudanças nos índices imunológicos, incluindo imunorreativação, têm sido correlacionadas com características particulares de sintomatologia da doença.

Precisamos agora resolver se os benefícios de baixas doses de hidrocortisona podem ser sustentados ao longo de um tempo muito mais longo (com ou sem o uso continuado do medicamento) e se existe evidência de supressão da produção de cortisol endógeno quando o tratamento com hidrocortisona continua por mais de um mês. Esclarecimentos adicionais também são necessários sobre quanto a extensão da hipocortisolemia e atrofia adrenal podem estar contribuindo para os sintomas e incapacidade na SFC.

Resultado de imagem para imagens sobre cortisolPerfeccionismo autocrítico prevê menor resposta do cortisol ao estresse experimental, em pacientes com síndrome da fadiga crônica.

Estudos anteriores sugeriram que o perfeccionismo auto-crítico (PAC) pode desempenhar um papel no desenvolvimento e manutenção do Síndrome de Fadiga Crônica (SFC). Neste trabalho, pesquisadores associados, das Universidades de Yale e Leuven investigaram se o PAC está relacionado com uma hipofunção do eixo hipotalâmico-pituitário-adrenal (HPA), o qual foi demonstrado ser um fator chave na fisiopatologia do PAC. Foi realizado um estudo quase-experimental (um estudo empírico utilizado para estimar o impacto causal de uma intervenção sobre a sua população-alvo) para examinar a associação entre o PAC (medida com o Questionário das experiências depressivas) e reatividade ao estresse em uma amostragem de 41 pacientes do sexo feminino com PAC.

As participantes foram expostas ao Teste de Estresse Social Trier (TSST). Tanto os níveis de estresse subjetivo e cortisol salivar foram medidos até 90 min após o TSST. Os cientistas também examinaram a relação entre reatividade ao estresse e características da doença (isto é, duração e gravidade dos sintomas). Os resultados mostraram que o PAC foi associado com o aumento da reatividade ao estresse subjectivo, mas com a diminuição da reatividade do eixo HPA, como indicado por uma resposta reduzida do cortisol ao TSST. Além disso, verificaram uma relação inversa entre a reatividade ao cortisol e gravidade dos sintomas. Não houve relação entre a reatividade cortisol e a duração da doença.

Função adrenal perturbada em adolescentes com síndrome da fadiga crônica.

Pesquisadores da University College London Hospitals, UK, investigaram a função adrenal em crianças e adolescentes com síndrome da fadiga crônica (SFC), em comparação com controles pareados por idade. Foi um estudo de caso-controle com baixas doses (500 ng/m2) de Synacthen (usado como meio de diagnóstico para investigação de insuficiência adrenocortical) em 23 adolescentes com SFC e 17 controles pareados por idade. As concentrações de cortisol foram medidas em intervalos de 5 minutos entre 10 e 45 minutos. O pico da concentração plasmática do cortisol, tempo para o pico, aumento do cortisol e a área sob a curva (AUC) foram derivados.

Os pacientes com SFC tinham significativamente menor média de níveis de cortisol durante o LDST (p <0,001), menor pico de cortisol (p <0,025), redução da AUC do cortisol (p <0,005) e maior tempo para o pico de cortisol (p <0,05). Anormalidades foram observadas em ambos os sexos, mas foram mais pronunciadas nas mulheres. As concentrações de andrógenos adrenais não estimulados e 17-hidroxiprogesterona foram normais. Adolescentes com SFC têm alterações sutis na função adrenal, sugerindo uma redução na estimulação central das glândulas adrenais. Os efeitos mais pronunciados nas mulheres podem refletir os efeitos diferenciais centrais do estresse sobre a regulação do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal entre os sexos.

Baixas doses de hidrocortisona no síndrome da fadiga crônica

Em um ensaio randomizado cruzado foram 218 pacientes com fadiga crônica. 32 pacientes preencheram os critérios rigorosos para a síndrome da fadiga crônica, sem transtorno psiquiátrico co-mórbidas. Os pacientes elegíveis receberam tratamento consecutivo com baixas doses de hidrocortisona (5 mg ou 10 mg por dia) durante 1 mês e placebo durante 1 mês; a ordem de tratamento foi atribuído aleatoriamente. .Nenhum dos doentes desistiu. O grau de fadiga foi reduzido com tratamento hidrocortisona, mas não com placebo. Testes de stress de insulina mostraram que a função adrenal endógena não foi suprimida pelo uso de hidrocortisona. Em alguns pacientes com síndrome da fadiga crônica, baixas doses de hidrocortisona reduz os níveis de fadiga no curto prazo. O tratamento por mais tempo e estudos de seguimento são necessários para descobrir se este efeito poderia ser clinicamente útil.

Baixas doses de Hidrocortisona e Massa Óssea

Ao contrário do que que se espera, a hidrocortisona em baixa dose ( 10 mg de manha e 5 mg a tarde) melhorou a massa óssea mostrando que usada desta forma pode trazer efeito positivos, ao contrário de doses mais altas ou com corticóides mais potentes.

Hidrocortisona e Dor

Um dos sintomas mais comuns na Fadiga Adrenal é dor cronica sem especificidade ou baixa tolerância a dor em processos inflamatórios pós trauma por exemplo. Este artigo mostra que o déficit de cortisol causado pelo uso de opióide (que poderia ser causado pelo estresse cronico também) é causa de resistência ao tratamento com opióide e melhora com a reposição de hidrocortisona. Conclusão: Este é o primeiro estudo controlado por placebo, randomizado, duplo-cego de substituição com glucocorticóides em consumidores de opiáceos com dor não-oncológica crónica e hipocortisolismo SUAVE (isso quer dizer que não era INSUFICIÊNCIA ADRENAL). Nossos dados sugerem que a reposição de hidrocortisona fisiológica produz melhorias em experiências de vida e dor neste grupo em comparação com o placebo.

O papel da hipocortisolismo na Síndrome da Fadiga Crônica

Antes do tratamento, comparou-se a resposta do cortisol salivar despertar de 108 pacientes com SFC adolescentes diagnosticados com a de um grupo de referência de 38 pares saudáveis. resposta do cortisol salivar despertar foi medida novamente após 6 meses de tratamento em pacientes com SFC. No pré-tratamento os níveis de cortisol salivar foram significativamente menores no CFS-pacientes do que nos controles saudáveis. Após o tratamento recuperado pacientes tiveram um aumento significativo na produção de cortisol salivar normalização alcançar, enquanto os pacientes não-recuperados melhorou ligeiramente, mas não significativamente. O hipocortisolismo encontrada no CFS-pacientes foi significativamente correlacionada com a quantidade de sono. A análise de regressão logística mostrou que um aumento de um desvio padrão da diferença entre a resposta pré e pós-tratamento cortisol salivar despertar foi associado com um 93% maior probabilidade de recuperação. O pré-tratamento do cortisol salivar não prevê a recuperação. O hipocortisolismo está associada com Sindrome da Fadiga Crônica (SFC) em adolescentes. Não é o cortisol pré-tratamento, mas a sua mudança de normalização que está associado com o sucesso do tratamento. Sugerimos que esta descoberta pode ter implicações clínicas sobre a adaptação das futuras estratégias de tratamento

Excreção urinária de cortisol livre na síndrome de fadiga crônica, depressão maior e em voluntários saudáveis

A excreção de cortisol livre na urina (CLU) foi comparada em 21 pacientes com a síndrome da fadiga crônica (SFC), em 10 depressivos melancólicos e em 15 controles saudáveis. Pacientes com depressão tinham valores de CLU que foram significativamente maiores do que os indivíduos saudáveis de comparação, enquanto a excreção de CLU em pacientes com SFC foi significativamente menor do que o grupo de controle. Estes resultados estão de acordo com as hipóteses aceitas sobre hiper e hipoatividade do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA) na depressão e síndrome da fadiga crônica, respectivamente. Cinco dos 21 pacientes com SFC tiveram uma doença depressiva comórbida. Este sub-grupo manteve o mesmo perfil de excreção de CLU daqueles com apenas SFC, sugerindo uma base fisiopatológica diferente para os sintomas depressivos em SFC.

Níveis baixos de cortisol, Eixo Hipotálamo – Hipósise – Adreanal (HPA) e fadiga crônica e fibromialgia

Outro grupo de estados é caracterizado pela hipoativação do sistema do estresse, em vez de ativação contínua, na qual a secreção cronicamente reduzida do fator liberador de corticotrofina (CRF) pode resultar em hipoativação patológica e feedback negativo ampliado do eixo HPA. Pacientes com transtorno de estresse pós-traumático, depressão atípica ou sazonal e síndrome de fadiga crônica recaem nessa categoria. Similarmente, pacientes com fibromialgia possuem excreção de cortisol urinário livre diminuída e frequentemente queixam-se de fadiga.

O eixo HPA é o principal mediador de longo prazo da resposta corporal ao estresse. O interesse inicial nesse eixo foi gerado pela observação de que a doença de Addison (hipofunção da glândula adrenal primária), assim como a na síndrome da fadiga crônica ( SFC) , produz fadiga, mialgia, artralgia, distúrbios do sono e do humor. Estudos recentes revelaram achados altamente consistentes de leve hipocortisolismo em indivíduos que sofrem de SFC, incluindo cortisol plasmático reduzido, produção reduzida de cortisol livre de 24 horas e reduzido cortisol salivar.

O local exato de qualquer distúrbio no eixo ainda não está claro: enquanto alguns dados apontam para uma disfunção do hipotálamo, outros são compatíveis com uma função reduzida da glândula adrenal.57 Muitos fatores influenciam a secreção de cortisol, incluindo alterações no sono, na atividade e no apetite. O trabalho de turno noturno produz alterações no eixo HPA são similares às vistas na SFC, o que sugere que elas possam ser uma consequência e não a causa da SFC.

Estresse Pós Traumático e Baixos Níveis de Cortisol

Podemos formular que o processo mental para que um sujeito suscetível fique doente é causado por uma intensa experiência traumática. Esse indivíduo cria uma sensação persistente de um perigo imaginário e sente que ele é real. O organismo reage com uma hiperativação do eixo HPA. É possível formular a hipótese de que, devido à intensidade da experiência (em um indivíduo suscetível devido a um estresse precoce na vida), a sensibilidade dos RG aumenta, diminuindo a produção de ACTH e de cortisol. A iminência das sensações de perigo leva à persistência na ativação simpática, já que o baixo nível de cortisol plasmático é incapaz de “desligá-la”.

Mason e Jacobs encontraram uma proporção mais alta de norepinefrina/cortisol em pacientes com TEPT; eles especularam que isso ocorreu devido a um incremento de norepinefrina e não a uma elevação do cortisol.

Estudos com veteranos apresentaram diferentes achados em comparação aos estudos com mulheres. Boscarino et al. encontraram que veteranos com TEPT tinham níveis de cortisol mais baixos e esses achados estão relacionados à presença do diagnóstico de TEPT.27 Os veteranos com diagnóstico passado de TEPT não apresentaram essa disfunção do eixo HPA, sugerindo que o efeito traumático tende a desaparecer com o tempo e a melhoria clínica.

Redução da diversidade e alteração da composição da microbiota intestinal em indivíduos com síndrome da fadiga crônica/encefalomielite miálgica.

Distúrbios gastrointestinais estão entre os sintomas comumente relatados por indivíduos com diagnóstico de encefalomielite miálgica/síndrome da fadiga crônica (EM/SFC). No entanto, se a EM/SFC está associada com uma microbiota alterada tem permanecido incerto. Em trabalho desenvolvido pelos pesquisadores do Departmento de Biologia Molecular e Genética da Universidade de Cornell, NY, USA, traçaram o perfil da  diversidade microbiana do intestino por sequenciamento dos genes do RNA ribossômico (RNAr) 16S a partir de fezes, bem como marcadores inflamatórios a partir do plasma sanguíneo. Também examinaram marcadores inflamatórios no sangue: proteína (CRP) C-reativa, proteína intestinal de ligação de ácido graxo (I-FABP), lipopolissacarídeo (LPS), proteína de ligação a LPS (LBP), e CD14 solúvel (sCD14).  Os pesquisadores observaram que  níveis elevados de alguns marcadores do sangue para translocação microbiana em pacientes com EM/SFC; níveis de LPS, LBP e sCD14 foram elevadas em pacientes com EM/SFC. Os níveis de LBP foram correlacionados com LPS e sCD14 e os níveis de LPS foram correlacionados com sCD14. Através do sequenciamento de marcadores do rRNA bacteriano, identificaram diferenças entre as microbiotas intestinais de indivíduos saudáveis e pacientes com EM/SFC. Observaram também que a diversidade bacteriana foi reduzida nas amostras de EM/SFC em comparação com os controles, em particular, uma redução na abundância relativa e a diversidade de elementos pertencentes ao filo Firmicutes. A conclusão dos autores do trabalho foi que os resultados indicaram a dibiose da microbiota intestinal na doença e sugerem ainda um aumento da incidência de translocação microbiana, que pode desempenhar um importante papel nos sintomas inflamatórios na EM/SFC.

Evidência da  ativação prejudicada do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal em pacientes com síndrome da fadiga crônica.

Os  dados são mais compatíveis com uma insuficiência adrenal secundária central, leve, quer por  uma deficiência de CRH ou algum outro estímulo central para o eixo pituitária-adrenal. Se uma deficiência de glicocorticóides LEVE ou uma deficiência  de  CRH está relacionada com a sintomatologia clínica da  síndrome de fadiga crônica, isto ainda não foi descoberto

 

PREVENÇÃO DA FADIGA CRÔNICA

Restrinja o consumo de alimentos refinados como pão, arroz e massas brancas. Prefira as versões integrais. Alimentos de alto índice glicêmico elevam a insulina em demasia e esta diminui o cortisol.

  1. Café e bebidas estimulantes são desaconselhados, bem como açúcar principalmente nos horário de pico do cortisol como ao acordar, antes do almoço e no fim da tarde.
  2. Não coma carboidratos ao acordar se estiver em fadiga crônica. A insulina diminui os níveis de cortisol e piorará o quadro. Coma 2 horas depois de acordar . Aliás se ficar comendo carboidratos de 3/ 3 horas sua insulina ficará alta o dia inteiro e seu cortisol ao ao contrário, baixo. Pesquise sobre dieta paleolítica e dieta em Zona Metabólica, elas podem te ajudar
  3. Tente acordar e dormir sempre nos mesmos horários – é importante manter seu relógio biológico ajustado , pois há liberação de cortisol de manha e melatonina ao dormir. De preferência acorde com a luz solar e não com um despertador o qual gerará estresse logo ao acordar . Quando cortisol sobe , a melatonina desce.
  4. Tente ” viver” a maior parte do tempo durante o dia em ambientes claros e calmos de preferência e use a noite para descansar
  5. Exercícios a noite liberam cortisol e seu corpo interpretará aquilo como se estivesse começando o dia de novo e isto pode atrapalhar o sono. Caso tenha problemas com o sono recomendo que faça exercícios ao longo do dia. A mesma coisa vale para trabalhos que demandem muita atividade mental no período noturno
  6. Não use móbiles ou computadores de mesa depois das 20: 00h . A luz destes aparelhos tem uma intensidade muito maior que a luz comum o que bloqueará sua produção de melatonina
  7. Não durma mais que 20 minutos ao longo do dia para que não ocorra liberação de melatonina e literalmente você comece um novo dia no meio da tarde
  8. Procure técnicas de relaxamento com yoga, meditação e acupuntura
  9. É certo que pessoas espiritualizadas tendem a ter menos fadiga adrenal
  10. Faça mais amigos, socialize mais, isto é muito importante para poupar sua supra renal

Resultado de imagem para imagens sobre stress adrenalVisão pessoal….

Que fique claro : a fadiga adrenal não é reconhecida como doença. A patologia oficialmente reconhecida que mais se aproxima com ela é a Síndrome de Fadiga Crônica .É recomendado a todos os pacientes com fadiga crônica uma abordagem de maneira integral, que envolva o indívíduo, sua família,a parte holística e profissionais de saúde de maneira interdisciplinar capacitados ;A terapia cognitiva comportamental e exercícios gradativos consistem nos tratamentos mais eficazes, e são recomendados para os pacientes com fadiga crônica;Toxóide estafilocócico, hidrocortisona, selegelina, fenelzina, metilfenidato, sulfato de magnésio, NADH e intervenção de grupo imediata, embora tenham demonstrado algum benefício em pacientes com SFC, devem ser utilizados com parcimônia,pois são viciantes.Os Suplementos com polinutrientes, ácidos graxos, ginseng , hormônio do crescimento, melatonina, fototerapia, homeopatia podem ser tentados com acompanhamento de profissionais competentes com ótimos resultados.A recuperação da fadiga adrenal é certamente possível, mas pode levar algum tempo. A melhor coisa que podemos fazer é a prevenção mas caso já esteja com este quadro recomendo um bom médico que faça modulação hormonal para se tratar. A resposta pode ser rápida, em questão de dias mas também pode levar alguns meses.Vamos ficar atentos,pois existem muitas pessoas com esses sintomas sendo tratadas como se tivessem outra disfunção,por isso, o diagnóstico abrangente é muito importante.Vamos ficar ligados,pois é a tal síndrome do século….

Inspiração….

Mario Francisco JuruenaI,II; Anthony James CleareI

IDepartamento de Psicologia Médica, Seção de Neurobiologia dos Transtornos de Humor, Instituto de Psiquiatria, King’s College/Universidade de Londres, Reino Unido
IIInstitute of Psychiatry, Departament of Psychological Medicine, Section of Neurobiology of Mood Disorders; Stress, Psychiatry ain immunology Lab (SPI-Lab), King’s College/ University of London, UK

AdrenalFatigue.org

O site do Dr. James Wilson, que publicou Fadiga Adrenal:. Síndrome de Estresse do século 21

Hypocortisolism: An Evidence-based Review Lena D. Edwards, MD, FAARM, FICT; Andrew H. Heyman, MD MHSA; Sahar Swidan, PharmD – Link do artigo

Adrenal Fatigue & Overtraining inthe Athlete: a NutritionalPerspective on Pathology and Treatment of Overtraining Syndrome:an “exhaustive” review By Matt Lovell, BA (Hons) Dip ION NTCC CNHC MBANT Link do artigo

Centro de fadiga adrenal do Dr. Lam

Dr. Michael Lam é um especialista fadiga adrenal e autor do livro . Síndrome de Fadiga Adrenal

O Método Kalish

O Método Kalish , projetado e ministrado pelo Dr. Daniel Kalish, integra testes científicos com soluções naturais de saúde para curar suas glândulas adrenais e restaurar sua função normal.

Sugestões de Dieta para Fadiga Adrenal

Melhorar a sua dieta é o primeiro passo para combater a fadiga adrenal. Aqui estão algumas sugestões de dieta e estilo de vida simples para você seguir.

Suplementos para Fadiga Adrenal

Tomar as vitaminas, os minerais, probióticos e suplementos herbais podem fazer uma enorme diferença no sucesso do tratamento da fadiga adrenal.

Mente e Corpo

Respiração profunda e o tipo certo de exercício podem acelerar a sua recuperação. Certifique-se de que você não está se exercitando demais, pois isso irá enfraquecer suas glândulas adrenais.

LEIA MAIS-http://adrenalfatiguesolution.com/adrenal-fatigue-a-controversial -diagnosis/

Hormônios da Glândula Adrenal – UFRGS

Glândulas Adrenais.pdf – Professores FACCAT

insuficiência adrenal crônica e aguda – Revista Medicina, Ribeirão Preto

Monicavox

Consultoria-Dr. Roberto Franco do Amaral Neto
Médico CRM: 111370

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